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Homem é preso com arma de fogo após efetuar disparos em vias públicas de Araguaína

Após efetuar disparos com arma de fogo nas proximidades de uma conveniência no setor Rodoviário em Araguaína-TO, Airton Florindo de Jesus, 29 anos, foi preso portando um revólver calibre 38 com seis munições,  uma delas estava deflagrada.

O fato aconteceu às 4h40 desta madrugada de segunda-feira, dia 4 de maio, na Rua Tibúrcio Dantas, após a Polícia Militar receber uma denúncia anônima de que o indivíduo teria efetuando disparos nas proximidades da conveniência Saideira e em seguida embarcou em um táxi .

Segundo o taxista, ao perceber a aproximação da viatura, o passageiro jogou a arma no bagageiro do táxi, e quando foi dada ordem para o taxista estacionar, o homem desceu do veículo e seguiu pela Rua Tiburcio Dantas.

Após a localização da arma foi efetuada a prisão do autor próximo a uma loja de confecções, e o mesmo foi conduzido ao DP de plantão para providências.

Atleta de São Miguel do Tocantins vence Corrida do Trabalhador pela 3ª vez

Credito Leila Mel-Ascom (R233a) (1)O grande vencedor da 25ª Corrida de Rua do Trabalhador, realizada na última sexta-feira, 1º de maio, foi Carlos Nascimento, atleta tocantinense de São Miguel do Tocantins, região do Bico do Papagaio. Esta é a 3ª vez que Carlos vence a prova, sendo duas consecutivas.  Mesmo assim, disse que a vitória foi surpresa. “Eu não esperava vencer, pois estou vindo de outra corrida, em Belém do Pará, e estava um pouco cansado, mas graças a Deus, deu certo. No ano que vem, se Deus quiser, estarei de volta”, avisou Nascimento.

Já na Elite Feminina, a vencedora foi de Ceres (GO), Juliana Pereira, que cravou o tempo de 47 minutos e 12 segundos, mesmo percurso dos atletas masculinos, que foi de 11 quilômetros e 300 metros. O ponto de largada e chegada foi na Rua Santa Cruz, na antiga Praça das Nações.

A tradicional corrida realizada pela Prefeitura de Araguaína, por meio da Secretaria do Esporte e Lazer, teve 405 participantes do Tocantins e de vários Estados, além do Distrito Federal. As categorias masculino e feminino foram divididas nas seguintes modalidades: Elite, Veterano (31 a 40 anos), Veterano II (51 a 59 anos), Adulto (21 a 30 anos), Juvenil (16 a 20 anos), Veterano I (41 a 50 anos) e Veteraníssimo (60 anos acima). Foram premiados os cinco primeiros atletas de cada modalidade.

Premiação

Todos os atletas inscritos concorreram na modalidade elite, sendo premiados os cinco primeiros colocados masculinos e os três primeiros colocados femininos. As outras premiações obedeceram à chegada dos demais atletas, de acordo com a categoria e modalidade de faixa etária. Os vencedores receberam premiação em dinheiro, troféus e medalhas.

Para o secretário municipal do Esporte, Cultura e Lazer, Wilamas Ferreira, a Corrida do Trabalhador deste ano superou as expectativas. “Todos os servidores trabalharam muito para que o evento fosse essa grande festa que acontece todos os anos. Este ano, o número de participantes foi além do que esperávamos, uma demonstração de que o evento cresce anualmente”, disse o secretário.

Atleta revelação

Este ano, a Corrida do Trabalhador trouxe para a pista uma surpresa: um atleta de 82 anos, que completou o percurso de ponta a ponta com uma viola nas costas. O nome é Francisco Félix Teixeira, de Cuiabá (MT). Seu Francisco deu um show de vitalidade ao completar a prova sem demonstrar cansaço. Desde a saída da praça, já atraía a admiração tanto dos atletas quanto da população que acompanhava a corrida. Ao chegar ao final da prova, foi aplaudido por todos. E para demonstrar que não estava cansado, seu Francisco ainda teve fôlego para tocar e cantar músicas de vaquejada, tudo ao som da sua inseparável viola pantaneira.

 

Vacinação contra gripe começa na segunda-feira no Tocantins

450Mais de 324,2 mil doses da vacina contra a influenza foram distribuídas entre os 139 municípios do Tocantins para a campanha de imunização contra influenza de 2015.  A campanha se inicia na segunda-feira, 4 de maio, e segue até o dia 22. A expectativa é vacinar 324.168 pessoas no Estado.

A gerente estadual de Imunização, Rosângela Bezerra, explica que, apesar da campanha nacional se iniciar no dia 4, alguns municípios já estão se adiantando e convidando os grupos para irem aos postos de vacina mais próximos para receberem a dose. “Não podemos deixar de lembrar que as vacinas vão estar disponíveis até o dia 22 de maio em todos os postos de saúde do Estado e que no sábado, dia 9 de maio, todos os postos vão permanecer abertos das 8 às 17 horas, para facilitar o atendimento de quem não consegue se deslocar em dias úteis até o posto”, reforça.

Fazem parte do público-alvo desta vacina crianças de seis meses e menores de cinco anos de idade; indígenas, a partir de seis meses de idade; gestantes; puérperas até o 45º dia após o parto; trabalhadores em saúde; adultos a partir de 60 anos; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional; usuários portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições especiais.

Influenza

A influenza é uma doença viral febril, aguda, cujos sintomas incluem febre, calafrios, tremores, dor de cabeça, dores musculares e perda de apetite. Também são comuns sintomas respiratórios como tosse seca, dor de garganta e coriza. A infecção geralmente dura uma semana.

No ano de 2015, não foram confirmados casos de influenza no Tocantins.  No ano passado, apenas três casos foram registrados em todo o Estado.

“Queremos lembrar especialmente pessoas idosas e aqueles que possuem algum problema crônico para não deixar de garantir a sua vacina, que é gratuita e é uma boa forma de se minimizar as chances de complicações respiratórias”, lembra o secretário estadual de saúde, Samuel Bonilha.

Juliana Matos/Núcleo Saúde

Nepal: Unicef mostra preocupação com o tráfico de crianças

nepal_chuvasA representação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em Katmandu alertou hoje (3) para o risco de aumento do tráfico de crianças no Nepal na sequência do terremoto que atingiu o país, assim como para o perigo de agravamento de problemas já existentes, como a subnutrição. O Unicef está preocupado com o movimento ilegal de crianças “no meio do caos” associado a qualquer emergência. 

Segundo a chefe da Proteção Infantil da Unicef no Nepal, Virgínia Pérez, dados da Organização das Nações Unidas (ONU) relativos a 2001 mostram que 12 mil crianças eram traficadas por ano no Nepal. “Não sabemos até que ponto esses números estão atualizados”, disse ela, acrescentando que o Nepal e a Índia têm uma fronteira que pode ser atravessada com facilidade e sem documentação.

Virgínia Pérez Explicou que o risco incide, sobretudo, nas crianças que não têm quem cuide delas, que podem separar-se dos pais e acabar na Índia ou em outro país. A subnutrição, o perigo da falta de alimentos e o atraso no regresso à escola, assim como o perigo das doenças causadas pela falta de saneamento, são também preocupações do Unicef. O trabalho infantil é outra  preocupação do órgão, já que agora é necessária muita mão de obra para reconstruir o país.

O terremoto de 25 de abril destruiu vários distritos de Katmandu e outras áreas da capital nepalesa. Até o momento, o balanço aponta para aproximadamente 7 mil mortos e 14 mil feridos. Segundo a ONU, 160 mil casas foram destruídas e cerca de 143 mil danificadas, sendo necessários US$ 415 milhões para enfrentar a crise humanitária que atinge o país.

Da Agência Lusa Edição: Fábio Massalli

Guarda Costeira italiana resgata 3.690 imigrantes no Mediterrâneo

Os imigrantes resgatados foram encaminhados para o Porto de Crotone, na Calábria, onde foram socorridosLusa/EPA/MOAS.EU - Direitos Reservados
Os imigrantes resgatados foram encaminhados para o Porto de Crotone, na Calábria, onde foram socorridosLusa/EPA/MOAS.EU - Direitos Reservados
Os imigrantes resgatados foram encaminhados para o Porto de Crotone, na Calábria, onde foram socorridosLusa/EPA/MOAS.EU – Direitos Reservados

A Guarda Costeira italiana anunciou hoje (3) ter coordenado, no sábado (2), o resgate de 3.690 imigrantes no Mediterrâneo. Apesar de não representar um número recorde, esse registro é um dos mais elevados nos últimos anos.

Os imigrantes resgatados foram encaminhados para o Porto de Crotone, na Calábria (Sul da Itália), onde foram socorridos. Dois supostos contrabandistas, entregues às autoridades. 

As operações de sábado mobilizaram vários navios italianos, entre eles quatro da Guarda Costeira, dois da Marinha, dois cargueiros, dois navios da polícia aduaneira e dois rebocadores. A ação também contou com o apoio de um navio-patrulha francês. 

A Marinha italiana anunciou que equipes a bordo da fragata Bersagliere socorreram 778 imigrantes, além dos 675 resgatados por seu navio-patrulha.

Alguns dos socorridos no sábado chegaram durante a noite à ilha italiana de Lampedusa, a mais próxima da costa africana. A chegada da maior parte era esperada durante o dia de hoje, após às 12h ou à noite, na Sicília ou no Sul de Itália. 

Todos os dias, centenas de imigrantes africanos e sírios, chegam à costa italiana depois de terem sido socorridos pelos serviços da Marinha e Guarda Costeira italianas.

 

Da Agência Lusa Edição: Fábio Massalli

Câmara da cidade de Wanderlândia faz balanço positivo dos dois anos e quatro meses de trabalho

IMG_4628Durante os discursos na sessão de abril, os vereadores fazem um balanço positivo dos dois anos e quatro meses no cargo e disseram que as experiências de alguns parlamentares ajudaram a executar um bom trabalho: “A experiência nos levaram para um novo momento. A cidade de Wanderlândia, hoje, tem várias obras importantes. Algumas já foram concluídas e outras estão em andamento. Isso graças ao trabalho do prefeito Eduardo Madruga e dos nove vereadores.”

 “Temosfiscalizado os atos do Executivo Municipal (Prefeito) com relação à administração e gastos orçamentais. Elaboramos leis; recebemos o povo; atendemos às reivindicações e desempenhamos a função de mediador entre os habitantes e o prefeito. Isso tem feito com que a nossa cidade entrasse nos trilhos do progresso com várias obras concluídas como pavimentação asfáltica em várias ruas da cidade; a construção do ginásio poliesportivo e outras obras importantes  em andamento.” Afirmaram os  vereadores: Samuel ;Dercy;Edileusa ;Jaiton; Adriano ; Roosvenia: Maria Madalena; Marionel e Edinlasa Santana . 

Ainda de acordo com os parlamentares, mais outras obras estão previstas para serem anunciadas nos próximos meses: “Nós vereadores temos uma expectativa muito grande para os próximos meses. Vamos conseguir resgatar a confiança do nosso povo. Para isso, estamos trabalhando dia e noite buscando proporcionar dias melhores para nossa gente de Wanderlândia”.

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Justiça determina demarcação de TI em conflito com hidrelétrica

A Justiça Federal ordenou que a Funai realize, no prazo de 15 dias, a demarcação da Terra Indígena Sawré Muybu, onde vivem os Munduruku que podem ser afetados pela construção de hidrelétricas no rio Tapajós

capture-20150503-044232A demarcação da TI Sawré Muybu, do povo Munduruku, se arrasta há mais de 13 anos e está parada desde 2013 pela Funai, que se recusa a publicar o relatório que confirma a ocupação tradicional dos índios no local e que daria prosseguimento ao processo demarcatório.

Agora, a sentença do juiz Ilan Presser, de Itaituba, acatando ação do Ministério Público Federal do Pará, obriga a Funai não só a prosseguir com a demarcação, como também a pagar indenização de R$ 20 mil revertidos em políticas públicas por danos aos Munduruku, pela demora no processo.

A TI, localizada próxima a Itaituba, no oeste do Pará, é um entrave ao projeto chamado de Complexo do Tapajós, que prevê a construção de pelo menos cinco grandes hidrelétricas nos rios Tapajós e Jamanxim. A primeira delas, São Luiz do Tapajós, causaria o alagamento da área de Sawré Muybu.

A sentença agora proferida declara que o alagamento é “incompatível com o arcabouço jurídico de normas, constitucionais e legais, de direito interno e internacional, protetivas dos povos indígenas”. O Artigo 231 da Constituição Federal que afirma ser vedada a remoção definitiva de grupos indígenas de suas terras.

“Essa decisão coloca diante de todos, sobretudo do governo federal, o fato de que existe sim um obstáculo constitucional para a construção de grandes empreendimentos na Amazônia, que, por sua vez, não podem ser pensados em desrespeito à legislação vigente. Além disso, ela reforça o dever do Estado brasileiro de proteger as populações indígenas e garantir a manutenção dos recursos naturais indispensáveis à existência desses povos, que possuem uma estreita relação com a natureza”, afirma Luís de Camões Boaventura, procurador da república em Santarém (PA). “É urgente que tenhamos uma visão de desenvolvimento e progresso que respeite os povos da floresta. Não pode ser chamado de progresso qualquer expediente que desconsidere esses povos – justamente os que mais serão impactados e os que têm visto seus direitos sendo aniquilados sistematicamente”, completa ele.

Em setembro de 2014, durante reunião com os Munduruku, a então presidente interina da Funai, Maria Augusta Assirati afirmou que o relatório que até hoje não foi publicado estava aprovado há meses, mas não tinha ido a público por envolver ‘outros interesses’ do governo.

“Diferentemente do Ministério das Minas e Energia, a Justiça Federal não está alheia ao descaso com que o governo Dilma vem tratando os direitos originários do povo Munduruku, e, ao determinar que a Funai dê prosseguimento ao processo de demarcação da TI Sawré Muybu, reafirma seu dever de zelar pelo cumprimento da Constituição brasileira”, afirma Danicley de Aguiar, da Campanha da Amazônia do Greenpeace.

A invasão de madeireiros e garimpeiros

A sentença destacou também as intervenções que estão ocorrendo dentro da terra indígena enquanto a demarcação não é oficializada, afirmando que a atuação de madeireiros, garimpeiros e a construção da usina de São Luiz está solapando os direitos originários dos Munduruku sobre suas terras.

Foi o que o Greenpeace mostrou durante sobrevoo com o cacique geral do povo Munduruku, Arnaldo Kabá, e o cacique de Sawré Muybu, Juarez Saw, além da jornalista Daniela Chiaretti, do jornal Valor Econômico, que registrou o fato em duas reportagens publicadas em abril.

No sobrevoo, realizado no final de março, eles puderam ver com os próprios olhos um gigantesco garimpo, conhecido como Chapéu de Sol, que rodeia um dos morros dentro da terra que seria dos índios. Também viram estradas e ramais madeireiros, comprovando as graves agressões ao seu território, que eles já haviam verificado durante a autodemarcação que estavam realizando de forma autônoma enquanto a demarcação oficial não era feita.

“A gente conserva a floresta andando nela, por terra, debaixo dela, e não só de cima, onde muitas vezes não dá para ver nada. A autodemarcação para nós é isso, é cuidar da floresta, impedir que tirem madeira e conservar os frutos e a caça”, afirmou Saw após o sobrevoo, mostrando que o direito à terra é fundamental para a sobrevivência de seu povo.

Manifesto dos povos indígenas contra as hidrelétricas

Após reunião realizada na semana passada entre indígenas Munduruku, Kayabi, Apiaka, Rikbaktsa, afetados pela construção de hidrelétricas próximas a seus territórios, eles redigiram um manifesto conjunto que acusa os impactos que esses povos estão sofrendo e o não cumprimento da Consulta Prévia Livre e Informada, prevista na Convenção 169 da OIT (Organização Mundial do Trabalho), pelo governo federal.

“O governo constrói barragens com estudos apressados e incompletos, sem buscar entender as consequências da destruição da natureza para nossas vidas, autorizando o funcionamento das barragens sem dar uma resposta aos indígenas de como seguirão suas vidas sem peixe, sem água, sem caça. Tenta esconder seus impactos negativos sobre nossas vidas, nossos rios e nossos territórios. O governo não traz informações que entendemos, nas nossas aldeias e nas nossas línguas, não oferece alternativas para a nossa sobrevivência física e cultural”, diz trecho da carta. Veja a íntegra aqui.

 

 

Sistema socioeducativo amedronta jovens; profissionais defendem aprimoramentos

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Apesar dos problemas, o advogado e membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo Ariel de Castro Alves acredita que o sistema socioeducativo ainda possibilita maiores chances de recuperação para os infratores do que as penitenciáriasMarcelo Camargo/Agência Brasil

Medo é a primeira palavra usada pelos jovens infratores para definir a experiência com os sistemas Judiciário e socioeducativo. “Tenho medo, como o medo que estou agora”, revelou Anderson*, de 16 anos, sobre o que sentia em relação à possibilidade de redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos, em discussão no Congresso. Era a segunda vez que o tráfico de drogas o levava a passar por um processo nas varas especiais da Infância e Juventude da cidade de São Paulo. O fórum, que em 2014 julgou 13,4 mil processos de atos infracionais, é considerado o maior do gênero na América Latina.

Acompanhado da mãe, o jovem temia não só as possíveis repercussões da discussão na Câmara dos Deputados, mas também a decisão do juiz que seria anunciada em breve.

Ele aguardava a audiência em uma fila na porta da 4ª Vara de Infância e Juventude. O prédio, construído em 1910, fica no bairro do Brás, zona leste paulistana. As salas são montadas com divisórias de escritório e os corredores são estreitos para o grande fluxo de pessoas. Sem bancos ou cadeiras, os adolescentes e as famílias aguardam as audiências em pé.

“Veja esse fórum, onde nós tratamos da geração futura, que são os infratores. Um prédio caindo aos pedaços que já devia ter sido restaurado, reformado, estruturado”, reclama o juiz titular da 4ª Vara e coordenador do fórum, Raul Khairallah de Oliveira e Silva.

A estrutura física das varas reflete, na opinião de Khairallah, a falta de prioridades do Poder Público no tratamento do jovem infrator. “Vai lá no Fórum Criminal na Barra Funda, veja a estrutura que eles têm. Parece uma cidade. Um monte de policiais para fazer escolta e tudo mais. Ali você está lidando com criminosos que você dificilmente vai ter como ressocializar”, compara o magistrado que também foi juiz criminal. “Enquanto você está na fase de desenvolvimento, a chance de você poder fazer alguma coisa para a ressocialização é infinitamente maior”, enfatiza.

Sempre com o olhar baixo e as mãos para trás, ainda que não estivesse algemado, Anderson relatou que a segunda apreensão estava relacionada à anterior. “Eu tinha que pagar as drogas que eu perdi na primeira [apreensão]”, contou o jovem que foi pego novamente vendendo cocaína.

Pelo flagrante, o adolescente estava há um mês e seis dias internado provisoriamente, como ele mesmo informou com precisão. Sobre a passagem pela Fundação Casa, Anderson tinha críticas. “Tudo errado”, resumiu levantando o rosto pela primeira vez durante a entrevista. “O jeito que nos tratam lá, agredindo e batendo”, detalhou.

Apesar dos problemas, o advogado e membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo Ariel de Castro Alves acredita que o sistema socioeducativo ainda possibilita maiores chances de recuperação para os infratores do que as penitenciárias. “Em muitas unidades, em vários locais do país, inclusive São Paulo, existem inúmeras denúncias de maus-tratos, tortura e ociosidade. Mas são casos mais pontuais, enquanto o problema é mais generalizado quando nós tratamos do sistema penitenciário”, avaliou.

“Se ocorresse um aprimoramento para cumprir corretamente o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei das Medidas Socioeducativas de 2009, certamente nós teríamos muito mais resultados no sentido de reduzir ainda mais a reincidência”, acrescenta Ariel.

Opinião que coincide com a do vice-presidente do Movimento do Ministério Público Democrático, Tiago Rodrigues. “Se nós não utilizamos todas as ferramentas, todos os recursos que a lei já nos dispõe, de que adianta ampliar isso?”, questiona o promotor que atua na área da Infância e Juventude da capital paulista sobre a proposta de reduzir a maioridade penal.

Entre as medidas que Rodrigues considera subutilizadas está a semiliberdade, quando o jovem trabalha e estuda durante o dia, retornando para a unidade de internação para dormir. “De modo que o assistente social, o psicólogo e toda a equipe técnica envolvida no processo de reeducação possa observar um comportamento muito mais natural desse adolescente e verificar, com precisão, se ele está preparado para voltar ao convívio comunitário.”

Segundo um levantamento feito com os 3,36 mil casos que passaram pela promotoria da Infância e Juventude entre agosto de 2014 e março de 2015, apenas 271 adolescentes, dos 1.232 que passaram por internação no período, progrediram para a semiliberdade. “Os demais foram direto da internação para o meio aberto”, destacou.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê seis medidas socioeducativas que podem ser aplicadas a adolescentes a partir dos 12 anos: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação. A medida é aplicada de acordo com a capacidade de cumpri-la, as circunstâncias do fato e a gravidade da infração. 

Após um mês de internação provisória, o adolescente Gustavo* passou a cumprir liberdade assistida. Sobre o período na Fundação Casa, o jovem, hoje com 17 anos, lembra da relação difícil com os funcionários da instituição. “Eles não passam confiança. Passam medo”, lembra. “Se você não faz o que eles mandam, eles dão tapa na cabeça. Dão chutes”, conta.

O receio também vinha das incertezas do jovem sobre os desdobramentos do processo por roubo. “Eu não sabia se ia ficar fichado. Não sabia o que ia acontecer. Eu tinha esse medo de não poder arrumar emprego, não poder ter cargo público”, acrescenta.

Hoje, Gustavo avalia que a experiência acabou tendo pontos positivos, principalmente a participação em atividades culturais e rodas de conversa – que faziam parte das medidas socioeducativas cumpridas no período de liberdade assistida no Centro de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente (Cedeca) em Sapopemba, zona leste paulistana.

Segundo ele, essas atividades acabaram despertando o seu interesse pela política e pelo funcionamento institucional do país. “Tem uma parte da sociedade que tem todos os seus direitos. Já tem uma que tem os seus direitos negados. Principalmente os adolescentes que estão dentro da fundação, esses não têm direito nenhum. Mal sabem dos seus direitos”, analisa o jovem que, além de estudar para concursos públicos, pretende cursar dois cursos universitários: psicologia e ciências sociais. “A Fuvest [vestibular da Universidade de São Paulo] não é um bicho de sete cabeças”, conclui otimista.

Sobre as denúncias de supostos desrespeitos aos jovens, a Fundação Casa, por meio de sua assessoria, disse que leva em consideração os direitos humanos dos adolescentes e não tolera qualquer tipo de prática de violência nos centros socioeducativos. “A instituição pauta seu atendimento pelas diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), com respeito à integridade física e psicológica dos jovens”, disse em nota.

A instituição destacou ainda que aplica sanções administrativas, por meio da corredegoria-geral, aos funcionários que participam de episódios identificados de violência. Essas medidas podem ir de suspensão à demissão por justa causa.

*Os nomes dos jovens entrevistados são fictícios

Veja mais fotos da ‘Sexy’ de socialite que fez sucesso em protesto

Juliana Isen (Foto: Divulgação)

Juliana Isen posou para uma edição especial da revista que chega às bancas em julho.

Juliana Isen, a socialite que chamou a atenção ao participar do protesto contra o governo em 15 de março na Avenida Paulista por usar apenas adesivos cobrindo os seios, fotografou nua para a revista “Sexy”. O ensaio de Juliana foi feito em uma segunda manifestação que aconteceu em abril no mesmo local. As fotos serão publicadas em uma edição especial da revista que chega às bancas em julho.
Nas imagens, ela aparece “batendo panela” com a cara pintada, fazendo sinal com o dedo do meio e enrolada na bandeira do Brasil. “Meu corpo não é como o das panicats e musas do carnaval, sou uma mulher com outro biotipo”, comentou a socialite nos bastidores do ensaio. Na capa, a revista chama a socialite de “desinibida dos protestos”.
          Priscila Bessado EGO, no Rio                                                                                                                    
Juliana Isen (Foto: Divulgação)
Juliana Isen (Foto: Divulgação)
 
Juliana Isen (Foto: Divulgação)
Juliana Isen (Foto: Divulgação)

Em entrevista ao omelhordaamazônia, Valderez diz que com pouco dinheiro fez uma revolução administrativa na cidade de Araguaína

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Foto:Geovane Oliveira

Omelhordaamazônia entrevistou exclusivamente na última terça-feira, 28, em palmas,  a deputada  mais  votada da história   na  cidade, Valderez  Castelo  Branco Martins . Na oportunidade ela falou de vários assuntos, entre eles o trabalho como deputada nos primeiros meses de  mandato e sobre   da vontade de  sempre trabalhar em prol  do povo de  Araguaína. Confira os principais trechos da entrevista com a deputada estadual  Valderez:

Omelhordaamazônia: Como tem sido os primeiros meses de trabalho da senhora como deputada?

Deputada Valderez: Olha Geovane, graças a Deus esses primeiros meses de trabalho têm sido muito bom, porque hoje, na condição de parlamentar e conhecendo de fatos as necessidades do nosso povo, temos apresentado projetos e requerimentos para promover melhorias na qualidade de vida da nossa gente tocantinense.”

Omelhordaamazônia: A senhora teve uma quantidade de votos estrondosa em Araguaína para deputada estadual. A quem ou a quê a senhora atribui os méritos desse resultado?

Deputada Valderez:  Eu atribuo ao serviço prestado; à responsabilidade; ao respeito e carinho que eu tenho pelo povo Araguaína. Como todos sabem, fui prefeita por 8 anos e meu ápice  era  ver o meu povo feliz. Para isso, trabalhei incansavelmente para proporcionar a cada família e cidadão araguainense uma condição de vida melhor, dando afeto a eles.  Na saúde; na educação; no esporte; em fim, em todas as áreas eu zelei e cuidei do meu povo.  Fiz aquilo que tinha de ser feito.  Mesmo nos momentos de arrecadar impostos, sempre fiz com carinho, interagindo com as pessoas com responsabilidade. Aumentamos o salário dos professores;  reduzimos  a evasão  escolar em 17%  na cidade de Araguaína e 25%  na zona rural para quase zero . Tivemos reconhecimento nacional por ter trabalhado com muita seriedade e transparência para o nosso povo.”

Omelhordaamazônia: A sua gestão foi bastante premiada. Gostaria que a senhora falasse um pouco dela?

Deputada Valderez  Sim! Sim! Recebemos vários prêmios, entre eles 10 na educação em são Paulo. Já na saúde nos fomos a gestão mais premiada do Brasil na época. Recebemos o Prêmio David Capistrano;Prêmio Humaniza SUS; Brasil sorridente; entre outros vários prêmios. Entendo que isso foi possível porque, sempre demos uma atenção especial para a área da saúde e da educação do nosso município.

Omelhordaamazônia: Quando a senhora administrou a cidade de Araguaína, ela tinha um orçamento bem inferior ao de hoje, que gira em torno de 400 milhões de reis por ano. Em sua opinião, o que é possível fazer com essa quantidade de dinheiro no município de Araguaína?  

Deputada Valderez:Na época que eu era prefeita de Araguaína, o professor Zé Hilário me disse: ‘Qual é o segredo de uma administração tão eficiente como a sua? Eu conheço a real situação financeira de Araguaína e que depois que você passou a administrar a cidade, ela tomou outro rumo, as coisas vieram acontecer em todas as áreas’. Então eu respondi que o segredo é procurar gastar com que é mais necessário é buscar parcerias com o governo federal e estadual e com um orçamento de R$ 400 milhões de reias. Se quiser, dá para fazer muito, mas se as coisas não acontecerem é porque falta  gestão!  Só para você ter uma ideia, quando fui prefeita, o orçamento era pequeno, mesmo assim fiz uma revolução no esporte ajudando o time do Araguaína a se tornar campeão do estado; nas áreas de cultura ajudamos os festivais de quadrilhas, investimos também na via sacra e na saúde; educação; em moradias e no social. Além de tudo isso, e melhoramos a infraestrutura  da cidade . Em virtude de todas essas ações, Araguaína se tornou referência de gestão eficiente para todo estado do Tocantins.”

Omelhordaamazônia: Hoje a senhora faz parte da base do governo Marcelo Miranda. O que sua base está procurando fazer por Araguaína?

Deputada Valderez: Eu, juntamente com deputado Elenil da Penha, o prefeito Ronaldo Dimas e o secretário Fabiano, fizemos vários pedidos para o governador Marcelo Miranda e ele sinalizou que vai ajudar a cidade de Araguaína.  Mas em minha opinião, os deputados também podem contribuir com a cidade, destinando suas emendas para ela, assim como eu e o  deputado Lázaro Botelho  temos feito.

 

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