‘Preciso salvar o governo’, diz Bolsonaro após confirmação de Ciro Nogueira na Casa Civil

Ao tirar fiel amigo do cargo de ministro-chefe da Casa Civil, Bolsonaro choca militares, mas segue em frente com seu plano visando não deixar governo desmantelar de vez diante de todas as turbulências que vêm enfrentando.

Ontem (23), o presidente Jair Bolsonaro confirmou que o cargo de chefe da Casa Civil passaria a ser ocupado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), entretanto, ao fazer tal movimento, Bolsonaro tira seu fiel amigo, general Luiz Eduardo Ramos.

Para sustentar tamanha mudança, o presidente teria justificado a troca dizendo que “preciso salvar o governo”, segundo o UOL.

Senador e presidente do Partido Progressistas (PP), Nogueira é um dos maiores do centrão, bloco de legendas que hoje dá sustentação política ao presidente, e assumirá a Casa Civil com a missão de melhorar a articulação política do Palácio do Planalto e afastar ainda mais as ameaças de impeachment.

No passado, presidentes que não estabeleceram uma dinâmica próxima às legendas do centrão acabaram sofrendo processo de impeachment, como foi o caso do hoje senador Fernando Collor de Mello (Pros-AL) e Dilma Rousseff (PT).

Bolsonaro causou “decepção total” na ala militar ao tirar o general do cargo, de acordo com o blog de Bela Megale em O Globo. Ramos disse que está “em choque”, apesar de ter afirmado que nada mudará entre ele e o presidente.

“Eu não sabia, estou em choque. Fui atropelado por um trem, mas passo bem”, disse o general.

Bolsonaro enfrenta uma série de questões que enfraqueceram o seu polêmico governo: CPI da Covid no Senado, quase 600 mil mortes pela pandemia; acusações de corrupção no Ministério da Saúde, 127 pedidos de abertura de processo de impeachment na Câmara e alto índice de reprovação popular.

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Governadores Carlesse e Flávio Dino definem ações para integração geopolítica dos Estados do TO e do MA

Rotas de turismo integradas e utilização do Porto de Itaqui estão entre as ações

A licitação para a contratação do estudo de viabilidade técnica, destinado à construção da ponte ligando Filadélfia (TO) e Carolina (MA), deve ser realizada já na primeira quinzena de agosto. O direcionamento foi dado durante reunião do grupo de trabalho formado por secretários do Estado do Tocantins e do Maranhão, realizada na manhã desta quinta-feira, 22, no Palácio Araguaia. 

O encontro abriu a agenda de reuniões que ocorre nesta quinta, entre o governador do Estado do Tocantins, Mauro Carlesse, e o governador do Maranhão, Flávio Dino. O encontro faz parte do Projeto de Integração Geopolítica Interestadual, idealizado pelo governador Mauro Carlesse, que visa à efetivação de políticas públicas, em parceria com os estados limítrofes ao Tocantins. 

O governador do Tocantins, Mauro Carlesse, destacou a importância dessas ações para o desenvolvimento do Tocantins.

“Nosso objetivo é planejar o futuro do Tocantins, pois só há um jeito de mudar esse país que é dar oportunidade de desenvolvimento para as pessoas e nós fazemos isso através de investimentos como este, que vão beneficiar não somente os dois Estados, mas todos os estados vizinhos”, ressaltou. 

O governador do Maranhão, Flávio Dino, destacou ainda que a iniciativa do Projeto de Integração vai ao encontro das necessidades da população dos dois estados.

“Ser gestor público é planejar não só as estradas físicas, mas também as estradas para que a população possa realizar seus sonhos. E se os dois estados têm problemas em comum, nada melhor que encontrarem soluções juntos. Parabenizo o governador Carlesse pela iniciativa”, afirmou. 

A nova ponte ligando o Tocantins ao Maranhão deve ter uma extensão de 1.800 metros e se constitui como um importante canal para escoação da produção agrícola da região e desenvolvimento do trade turístico. 

Turismo

Entre as possibilidades de desenvolvimento discutidas pelo grupo de trabalho está a criação de um roteiro turístico integrando dois importantes pontos dos Estados, o Parque Nacional da Chapada das Mesas e o Parque Estadual do Jalapão. 

O secretário de Turismo do Maranhão, Catulé Júnior, ressaltou que o investimento no turismo tem efeitos positivos também para a economia e o desenvolvimento social dessas regiões.

“Para fazermos um roteiro integrado, por exemplo, a melhoria das estradas de acesso também deve ser feita. Com isso, conseguimos melhorar não somente o trade turístico, mas desenvolver econômica e socialmente as cidades que farão parte do roteiro”, finalizou.

O Parque Nacional da Chapada das Mesas é uma unidade de conservação que abrange 160 mil hectares de Cerrado nos municípios de Carolina, Riachão e Estreito. 

O presidente da Agência do Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa do Tocantins (Adetuc), Jairo Mariano, também participou das discussões e, na oportunidade, entregou ao secretário do Maranhão uma carta de intenções com o objetivo de consolidar as ações a serem desenvolvidas pelos dois Estados. 

Incluir novos municípios no roteiro como Filadélfia, Babaçulândia e Wanderlândia, além de Fortaleza dos Nogueiras (MA), é uma das propostas.

“Esse é um momento histórico e relevante na história dos dois Estados e a intenção da Adetuc e do Governo do Tocantins, com essa carta de intenções, é potencializar o PIB [Produto Interno Bruto] turístico dessas regiões”, destacou. 

Agropecuária

O grupo de trabalho discutiu ainda as possibilidades de melhoria com relação ao escoamento de produções agrícolas e agropecuárias, por meio do Porto de Itaqui (MA). 

O titular da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), Jaime Café, ressaltou que a exportação por meio do Porto, tende a aumentar a competitividade do Estado.

“Atualmente, nós exportamos pelo Porto de Santos e isso tem um custo muito alto. Conseguir exportar pelo Porto de Itaqui diminui estes custos e aumenta a competitividade do Estado. Sem contar que seria possível também exportar produtos da agricultura familiar e outros produtos de interesse do agronegócio tocantinense, como o farelo de soja”, destacou. 

Uma reunião entre os governadores, secretários, representantes do Porto de Itaqui e de várias empresas do ramo de logística ferroviária e de fertilizantes também faz parte da agenda. 

Próximas ações

Com articulação do gestor da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sics), Tom Lyra, o Projeto de Integração Geopolítica Interestadual vai realizar também reuniões com os grupos de trabalho dos estados do Piauí, Bahia, Pará, Mato Grosso e Goiás.

Tom Lyra destacou a importância dessa articulação para o Tocantins.

“Com a construção da ponte, estradas como a de Lizarda até Alto Parnaíba, a regulamentação dos contêineres no Porto de Itaqui, além da estabilidade política e jurídica que o Tocantins vêm promovendo, sem dúvidas a construção desses modais irá atrair mais indústrias para o nosso Estado e consequentemente mais geração de empregos e desenvolvimento econômico”, finalizou.

Laiane Vilanova/Governo do Tocantins

Governadores Mauro Carlesse e Flávio Dino firmam Termo de Acordo para viabilizar ponte entre Filadélfia-TO e Carolina-MA

Ato será a primeira ação oficial do Projeto de Integração Geopolítica Interestadual

O desejo de ter uma ponte entre Filadélfia e Carolina, ligando os estados do Tocantins e do Maranhão, começa a se tornar realidade a partir desta quinta-feira, 22, com a assinatura de um acordo entre o governador do Estado do Tocantins, Mauro Carlesse, e do governador do Maranhão, Flávio Dino, que irá viabilizar a construção dessa obra estruturante na região. A assinatura será no Palácio Araguaia, às 13 horas, com a presença de secretários de ambos Estados.

A assinatura do termo será a primeira ação oficial do Projeto de Integração Geopolítica Interestadual, idealizado pelo governador Mauro Carlesse, que visa em parceria com os estados limítrofes ao Tocantins, à efetivação de políticas públicas, em oito áreas: saúde, infraestrutura, agronegócio, economia, segurança pública, turismo, ciência e tecnologia da informação e fronteiras.

Entusiasmado com o andamento do projeto, o governador Mauro Carlesse destaca a importância da efetivação dessas ações para a população dos dois estados.

“O Tocantins e o Maranhão possuem muitas características semelhantes e interesses em comum, e o que nós queremos com esse projeto de cooperação é encontrar soluções para melhorar a vida da população que mora nessa região. É uma obra estruturante muito importante porque vai melhorar o tráfego encurtando distâncias e o principal, melhorar as condições de escoamento das produções locais”, ressalta. 

Grupos de Trabalho

Antecedendo a assinatura do termo, os secretários de ambos estados formarão grupos de trabalho para alinhamento das ações estratégicas interestaduais que resultará em acordos bilaterais de cooperação.

Já na parte da tarde, a partir das 15 horas, no auditório do Palácio Araguaia, ocorre uma agenda empresarial, onde os governadores Mauro Carlesse e Flávio Dino se reunirão com representantes do Porto de Itaqui e de várias empresas do ramo de logística ferroviária e de fertilizantes, dentre outras. Também participam desse momento, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto), Roberto Pires; secretários de Estado; deputados estaduais; e prefeitos, dentre eles, o de Talismã, Diogo Borges, que também é presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM).

Sobre o Projeto

Lançado no último mês de junho, o Projeto de Integração Geopolítica Interestadual visa à efetivação de políticas públicas entre o Tocantins e os estados do Maranhão, Piauí, Bahia, Pará, Mato Grosso e Goiás. Juntos, os estados concentram 1.530 municípios com uma população total de 45 milhões de habitantes, o que representa 21,74% da população nacional.

Laiane Vilanova/Governo do Tocantins

Ao sair do hospital, Bolsonaro defende Pazuello e diz que propina ‘é pelado dentro da piscina’

Presidente saiu do hospital na manhã de hoje (18) e fez declarações sobre suposto envolvimento do ex-ministro da Saúde em superfaturamento na compra de vacinas. Bolsonaro deixou hospital acompanhado por Valdemiro Santiago.

Neste domingo (18), após receber alta, o presidente Jair Bolsonaro fez declarações acerca das supostas indicações de que o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, estaria envolvido em esquema de superfaturamento na aquisição de vacinas CoronaVac.

O presidente culpou lobistas e disse que “lá em Brasília não falta gente tentando vender lote na Lua” para defender o general, segundo a Folha de São Paulo.

“Quando fala em propina, ‘é pelado dentro da piscina’, e não gravando um vídeo para anunciar a assinatura de um memorando de entendimento para a compra”, afirmou o presidente.

Conforme noticiado na sexta-feira (16), foi revelado que, em um compromisso fora da agenda, Pazuello havia prometido a um grupo comprar 30 milhões de doses da vacina chinesa CoronaVac que foram formalmente oferecidas ao governo federal por quase o triplo do preço negociado pelo Instituto Butantan.

Além da grande discrepância no valor da negociação da vacina, o encontro com intermediadores no Ministério da Saúde contradiz o que o general já disse à CPI da Covid.

O final do encontro foi registrado em um vídeo, no qual estão presentes Pazuello e os intermediadores da transação.

​Bolsonaro disse que, se estivesse no ministério, “teria apertado a mão daqueles caras todos”, após ser questionado se não era estranho um ministro aceitar conversar com representantes que se dizem autorizados a vender imunizantes em nome de empresas.

“O receber, ele não estava sentado à mesa. Geralmente, tira fotografia sentado na mesa negociando. E se fosse propina não dava entrevista, meu Deus do céu, não faria aquele vídeo. Dá para você entender isso aí?”, declarou o presidente.

Bolsonaro também negou, mais uma vez, outros dois superfaturamentos envolvendo compra de imunizantes, no caso, a vacina indiana Covaxin e a AstraZeneca.

“Todos vocês da mídia nos pressionavam por vacinas, então muitas pessoas foram recebidas lá no ministério […] É motivo de orgulho para mim saber que todos esses possíveis contratos não deram mais que um passo.”

O presidente deixou o hospital hoje (18) após ser internado por uma obstrução intestinal. Ele saiu do hospital acompanhado do apóstolo Valdemiro Santiago, um de seus aliados evangélicos conhecido por usar roupas de caubói e que foi alvo, em 2020, de notícia-crime por “possível prática de estelionato” impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF). 

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Lira intensifica articulação para aprovar PEC do semipresidencialismo

A PEC do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) estava na prateleira desde agosto

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), vem articulando o início da tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê a mudança no sistema de governo para o semipresidencialismo. 

De autoria do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), ex-secretário da Casa Civil de São Paulo, a PEC estava na prateleira desde agosto do ano passado e foi resgatada após Jair Bolsonaro ameaçar uma série de vezes a realização das eleições presidenciais de 2022. 

Lira, que segura mais de 100 pedidos de impeachment contra Bolsonaro, apresentou a minuta da mudança de sistema de governo na última terça-feira (13). Ele obteve apoio do colégio de líderes para levá-la adiante, apesar de críticas da oposição e de autoridades, que veem o semipresidencialismo como uma tentativa de golpe para reduzir os poderes de um eventual governo Lula. 

Segundo o Estadão, Lira planeja articular com aliados a aprovação da PEC como forma de esvaziar a pressão pelo impeachment. 

Nos países semipresidencialistas, como França e Portugal, há o presidente da República, eleito pelo voto direto, e o primeiro-ministro, que atua como chefe do governo. O primeiro-ministro nomeia e comanda toda a equipe, o chamado “Conselho de Ministros”, incluindo nesse rol até mesmo o presidente do Banco Central. 

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Governo do Tocantins lança linha de crédito com aprovação ágil a pequenos empreendedores

O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Fomento, lançou uma linha de crédito para atender com agilidade e rapidez o empreendedor. A linha chamada de Crédito Rápido On-line fará operações de até R$ 20 mil. O cadastro, o envio, o preenchimento de documentos e o acompanhamento são feitos diretamente no site da Agência.

Os interessados devem acessar www.fomento.to.gov.br e preencher todas as informações cadastrais, assim como, encaminhar os documentos solicitados de forma virtual. O sistema irá gerar um número de protocolo para que o empreendedor acompanhe o andamento do processo via plataforma on-line. Os documentos necessários estão listados no site da Fomento.

A nova linha de crédito terá operações de até R$ 20 mil, com taxas a partir de 1.39% ao mês. Segundo a presidente da Fomento, Denise Rocha, a oportunidade é mais um esforço do governador Mauro Carlesse para fomentar a economia. “Com a plataforma on-line, o empreendedor poderá fazer o cadastro e a solicitação do crédito de qualquer lugar do Estado de forma ágil”, explicou Denise Rocha.

O diretor operacional da Fomento, Jorge Luiz Matheus, explica que a Agência de Fomento, alinhada à estratégia governamental, facilita e flexibiliza o acesso ao crédito a empreendedores individuais, micro, pequenas e médias empresas. “Isso demonstra a transparência da Fomento com os empresários, poder público e a sociedade em geral. Com isso, a Agência vem cumprindo seu papel de fomentar a economia na geração de emprego e receita. A plataforma é um avanço tecnológico no site da Fomento, pois poderemos atender todo o Estado com mais facilidade e rapidez”, afirmou o diretor.

Para mais informações, os interessados podem ligar nos telefones (63) 3220-9800 e 63 99993-7016 / 99277-5147.

Brener Nunes/Governo do Tocantins

Flávio Bolsonaro diz que pai negocia filiação com 3 partidos ‘maiores’: ‘Não temos tempo a perder’

Senador afirma que a intenção é que o pai, presidente Jair Bolsonaro, se filie a algum partido ainda esse ano, e que além do Patriota, outras três legendas estão na mira do presidente. Entretanto, novas negociações fazem Patriota perder força.

Nesta terça-feira (13), o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), disse que o presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), busca alternativas em partidos como o Partido Progressista (PP), Partido Liberal (PL) e Republicanos para disputar a reeleição no ano que vem, e que a ideia é se filiar ainda esse ano, segundo o portal UOL.

“Não temos tempo a perder. Estamos avaliando alternativas como PP, PL e Republicanos. Não seria o que queríamos inicialmente, que era o presidente ter um partido para chamar de seu. Mas, por outro lado, tem a vantagem de já estar em um partido maior, com mais tempo de televisão e fundo partidário, para disputar a eleição. A decisão está com o presidente”, disse Flávio citado pela mídia.

Desde que deixou o Partido Social Liberal (PSL), em novembro de 2019, Bolsonaro procura uma sigla para abrigar sua reeleição em 2022. Tentou montar o Aliança pelo Brasil, mas a estratégia não deu certo. Os partidos citados por Flávio são os que apoiam o presidente no Congresso. Entretanto, o senador ressaltou que o Patriota ainda é uma opção para o pai.

No dia 24 de junho, uma convenção nacional do Patriota decidiu afastar por 90 dias Adilson Barroso da presidência do partido. A reunião foi convocada pelo vice-presidente da sigla, Ovasco Resende, que assume o comando de forma interina.

A mudança ocorre no momento em que o presidente negocia a filiação à legenda para lançar sua campanha à reeleição. Barroso é a favor da entrada de Bolsonaro no partido e Resende, contra.

A articulação do presidente para se filiar à legenda e controlar diretórios estratégicos deflagrou uma guerra entre correligionários.

Essa “guerra” entre correligionários dentro de partidos pequenos, como o Patriota, já havia sido apontada pelo doutor em ciência política do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ, Leonardo Martins Barbosa, ouvido pela Sputnik Brasil.

Barbosa explicou que por mais que pareça um benefício a entrada de um candidato forte, como Bolsonaro, em uma legenda pequena, existe também uma resistência para essa filiação, uma vez que “essas siglas, de menor expressão, também não querem ceder o controle do partido, pois esses já teriam os seus próprios ‘caciques’, e a chegada de ‘mais um’ poderia causar problema dentro da legenda”.

“[…] Muita gente vai ser deixada de lado nessa história […]. Você teria que agradar mais caciques dentro desses partidos nanicos, e, inevitavelmente, quando o Bolsonaro entrar, alguém vai ter que ficar de fora”, disse Barbosa.

Ainda segundo o especialista, em relação à filiação, Bolsonaro demora a escolher um caminho porque quer encontrar um partido no qual tenha total controle, mas que ao mesmo tempo lhe ofereça recursos financeiros para campanha.

No entanto, os partidos maiores que apresentam tais recursos não estariam dispostos a ceder esse controle, como poderia acontecer em partidos nanicos. Portanto, o presidente demora a escolher uma sigla porque quer encontrar um partido que abarque ambas as necessidades.

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Presidente Bolsonaro ataca Aziz, Calheiros e chama presidente do TSE de ‘imbecil’ e ‘idiota’

Presidente da República insinuou que o deputado federal Aécio Neves (PSDB) teria vencido a eleição presidencial em 2014. Todavia, o próprio PSDB reconhece a legitimidade da vitória de Dilma Rousseff (PT).

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a colocar em dúvida a segurança das eleições no Brasil nesta sexta-feira (9), mas sem apresentar provas. Bolsonaro ainda ofendeu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso.

“Não tenho medo de eleições. Entrego a faixa a quem ganhar. No voto auditável. Nessa forma [atual], corremos o risco de não termos eleição no ano que vem. Porque é o futuro de vocês que está em jogo”, disse Bolsonaro, citado pelo jornal O Globo, em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada.

Em defesa ao voto impresso, o presidente da República chamou Barroso de “imbecil” e “idiota” e afirmou que houve “fraude” e “roubalheira” nas eleições presidenciais de 2014.

“Em 2014 se mostrou a apuração minuto a minuto. Obviamente vocês não tiveram acesso. E minuto a minuto, no segundo turno, começou [com] o Aécio Neves lá em cima e a Dilma lá embaixo. Com o tempo, essas curvas foram se cruzando até que se estabilizaram na horizontal com a Dilma na frente. Depois que as curvas se tocaram, ou momentos antes das curvas se tocarem, era Dilma ganhou, Aécio ganhou, Dilma ganhou, Aécio ganhou. Por 271 [mil] vezes. É você jogar uma moeda 217 [mil] vezes para cima e dar cara, coroa, cara, coroa, cara, coroa”, disse o presidente.

Em 2014, após as eleições presidenciais, o PSDB pediu uma auditoria no sistema de votação, alegando falta de transparência. A auditoria foi realizada, mas não foram encontradas irregularidades.

Bolsonaro ataca Aziz e Calheiros

O presidente ainda voltou a atacar o presidente da CPI da Covid Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL), relator da comissão no Senado Federal, que tem causado desgaste ao governo ao investigar possíveis irregularidades na compra de vacinas.

“Quem vota em Omar Aziz ou é ignorante ou nasceu naquele lugar. O cara que desviou R$ 260 milhões da saúde investigando [o Ministério da] Saúde”, afirmou Bolsonaro, repetindo acusação feita na quinta-feira (8) e negada por Aziz.

O presidente também voltou a vincular Renan a possíveis fraudes na eleição: “Vocês acham que Renan Calheiros, por exemplo, se pudesse fraudar a votação, ele fraudaria, pelo caráter que tem? A única forma de bandidos como Renan Calheiros se perpetuarem na política, entre outros que estão do lado dele, o nove dedos [referência a Lula da Silva], é na fraude”, concluiu.

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Para blindar Bolsonaro, assessores já admitem esquema dentro do Ministério da Saúde, diz mídia

No começo das denúncias, Bolsonaro tentou desqualificar as acusações de irregularidades na compra de vacinas, entretanto, presidente muda discurso e assessores “reconhecem” esquema de grupo dentro do ministério para blindar presidente, segundo mídia.

Segundo o blog do comentarista Valdo Cruz no G1, em meio aos avanços das investigações sobre irregularidades na compra de vacinas contra COVID-19, assessores do presidente Jair Bolsonaro mudaram o discurso e já admitem que grupos teriam montado um esquema para se beneficiar financeiramente dentro do Ministério da Saúde.

Uma evidência dessa “noção” do governo em torno dos esquemas seria a exoneração do diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias.

O Planalto teria decidido agir preventivamente, mesmo sem provas de envolvimento do ex-diretor, baseado justamente nas informações anteriores de que grupos estariam atuando de forma irregular, segundo um auxiliar presidencial ouvido pelo blog.

No começo, o governo e o presidente tentaram desqualificar as acusações. Entretanto, Bolsonaro mudou o discurso e tem repetido que “não tem condições de saber de tudo o que acontece nos ministérios”, conforme noticiado no dia 26 de junho.

A alteração no discurso já seria uma parte de uma estratégia para blindar o presidente da República em relação aos escândalos no ministério, segundo a mídia.

A CPI da Covid quer esclarecer se o chefe do Executivo sabia ou não dos esquemas no Ministério da Saúde.

O governo nega que o presidente soubesse, mas a comissão acredita que Bolsonaro tinha conhecimento, levando em conta o depoimento do deputado Luis Miranda (DEM-DF) que disse o ter alertado pessoalmente.

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Ante aposentadoria de Marco Aurélio Mello, Bolsonaro anuncia indicação de André Mendonça para STF

Presidente indica atual advogado-geral da União para substituir Marco Aurélio Mello, que se aposenta na próxima segunda-feira (12).

Em reunião ministerial no Palácio do Planalto nesta terça-feira (6), o presidente, Jair Bolsonaro, indicou o atual advogado-geral da União, André Mendonça, para a vaga de Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com a CNN Brasil.

Segundo dois ministros que estavam presentes, Bolsonaro teria dito que “todos sabem que André Mendonça é a minha vontade para o Supremo Tribunal Federal”.

A nomeação deve ser apoiada por maioria absoluta do Senado, entretanto, o presidente do Supremo, Luiz Fux, havia pedido ao presidente que aguardasse a saída de Marco Aurélio para anunciar um substituto.

A sabatina deverá ser marcada depois do recesso parlamentar, segundo o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Davi Alcolumbre. Como as datas do recesso giram em torno dos dias 18 ao 31 de julho, possivelmente o debate ficará marcado para agosto.

Mendonça pode ter sido o preferido de Bolsonaro por ter bom diálogo com seus futuros colegas, o que o fez se tornar uma espécie de interlocutor do governo no tribunal. O desafio agora é conquistar a afeição dos senadores, de acordo com a mídia.

Outros nomes cotados para a vaga eram o do procurador-geral da República, Augusto Aras, e o do presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Humberto Martins. Interlocutores do presidente estavam fazendo campanha para ambos, segundo o UOL.

Após a anunciação do presidente, Marco Aurélio disse “não ver constrangimento e afirma que André Mendonça é bom nome” e ressaltou que o presidente já vinha sinalizando o nome de Mendonça havia tempo.

“A mim, não [causa constrangimento]. O ideal é que se tenha a vaga aberta. Mas não critico a iniciativa do presidente”, disse o decano citado pela CNN Brasil.

O ministro do STF, Marco Aurélio Mello, se aposentará na próxima segunda-feira (12), conforme noticiado em 18 de junho pelo G1. 

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