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Polícia Civil frustra roubo a banco e prende suspeitos

Durante toda esta quarta-feira, 6, uma ação de combate à criminalidade, deflagrada pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais de Palmas em conjunto com o Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE), tropa de elite da Polícia Civil, resultou na prisão de três suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável por praticar roubos a instituições financeiras, que agia em Palmas e município do interior do Tocantins. Conforme o delegado Titular da DEIC, Vinicius Mendes de Oliveira, desde a última sexta-feira, 2, os investigadores daquela delegacia especializada monitoravam uma quadrilha especializada no roubo a instituições financeiras que, supostamente, é do Estado do Mato Grosso e teria vindo ao Tocantins com o objetivo de praticar roubos a instituições financeiras. Ainda segundo o delegado Vinícius, na última terça-feira, os agentes da DEIC receberam denúncias de que o bando tentaria roubar a agência do banco Bradesco de Novo Acordo. Com base nessas informações, equipes da DEIC e do Gote, comandadas pelo delegado Rildo Barreira, deslocaram-se até a cidade e, no momento em que chegavam até um aterro sanitário, localizada a poucos quilômetros do município, a fim de preparar a estratégia de atuação, avistaram no local, dois veículos e alguns indivíduos, em atitude suspeita. Dessa maneira, os agentes foram até os homens na tentativa de abordá-los, no entanto, ao perceber a aproximação dos policiais civis, os suspeitos fugiram por um matagal próximo abandonando, um Fiat Uno e um VW Gol, que, inclusive já estavam tendo as aplacas trocadas com o objetivo de praticar o roubo ao banco. Os policiais civis do Gote realizaram o cerco e após mais de 18 horas de perseguição ininterrupta conseguiram capturar Jeferson Miranda Reis, 27 anos, Johanes Hussein Lopes Fernandes, 27 anos e Alexandre Ferreira de Souza, 29 anos, os quais se encontravam próximo ao município de Aparecida do Rio Negro. “Durante o cerco policial, levantamos informações de que os indivíduos estavam tentando retornar para Palmas, sendo que, um dos suspeitos, abordou um senhor que conduzia uma motocicleta e, após ameaçá-lo com uma arma de fogo, o obrigou a transportá-lo até um local conhecido como pedreira, já próximo a Aparecida do Rio Negro”, disse o delegado Rildo. Cm os três homens, os policiais civis apreenderam, além dos carros, uma grande quantidade de ferramentas para arrombar caixas eletrônicos, tais como pé-de-cabra, serra copo, furadeiras, alavancas de aço, bem como objetos, possivelmente furtados os correios, além de certa quantia em dinheiro e um veículo HB20, S Em contato com a Polícia Federal, foi apurado que parte dos objetos encontrados com os três suspeitos pertencem a agencia dos correios, assaltada em palmas, além disso, no dia seguinte ao roubo, os investigadores da Deic apuraram mais fatos relativos ao crime. “No dia posterior ao furto a agência dos correios de Palmas, verificamos que houve uma movimentação de mais de R$ 50 mil reais, nas contas bancárias de apenas um dos suspeitos preso”, ressaltou o delegado. Jeférson Alexandre e Johanes foram trazidos a sede da DEIC, onde foram autuados em flagrante por associação criminosa, tentativa de furto e furto qualificado. Após os procedimentos cabíveis, os três homens foram recolhidos a carceragem da Casa de Prisão Provisória de Plamas (CPPP), onde permanecerão à disposição do Poder Judiciário.

Rogério de Oliveira/Governo do Tocantins

Fesserto recebe filiados para discutir pauta de prioridades

A Fesserto (Federação dos Sindicatos de Servidores Públicos do Tocantins) recebeu sindicatos filiados para discutir interesses urgentes dos servidores públicos e definir um cronograma de ações para cobrar soluções do governo do Estado: atualização da data-base conforme a inflação dos últimos 12 meses, mudanças na Lei 1818, que trata do Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado e progressões de interesse das categorias integraram a lista de reivindicações da Federação que estiveram em foco durante o encontro. A reunião ocorreu na terça-feira, 6 de junho.

De acordo com o consenso firmado entre os sindicalistas, a Federação levará documento para oficiar ao governo. O foco é participar ativamente do processo de alteração da lei 1818 e levar contribuições ao Executivo, requerer agilidade e comprometimento do Estado na hora de conceder a data-base aos servidores estaduais com o estabelecimento de índice que atenda a real necessidade dos servidores e tratar das progressões pendentes aos servidores do quadro geral, que são peculiares aos sindicatos, mas serão levadas em pauta coletiva.

Participaram do encontro o Seet (Sindicatos dos Profissionais de Enfermagem), Sinfito (Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais do Estado do Tocantins), Sindifiscal (Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Tocantins) e Sindagro (Sindicato dos Profissionais da Defesa Agropecuária).

Dívida ultrapassa R$ 20 milhões e ATM cobra Governo do Estado repasses de convênios e programas da Saúde

A dívida do Estado do Tocantins com os Municípios tocantinenses referentes aos convênios e programas na área da saúde chegou ao montante de R$ 21.038.726,53 apurado neste mês de maio. Diante do alto valor do débito e, principalmente, da frustração dos gestores municipais pelo não recebimento dos recursos, a Associação Tocantinense de Municípios (ATM) protocolou ofícios no Palácio Araguaia e Secretarias de Estado da Fazenda e Saúde, que cobram o pagamento da dívida acumulada e repasse regular dos recursos.

Há quase uma década, Estado e Municípios celebram convênios e participam de programas de saúde para a promoção de serviços como Farmácia Básica, a aquisição de insumos para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e para os Hospitais de Pequeno Porte (HPPs), oferta de medicamentos de saúde mental, disposição de serviços de Alta e Média Complexidade e a manutenção dos Centro de Atenção Psicossocial (CAPs). Contudo, desde 2012 o Governo do Estado atrasa os repasses dos recursos que custeiam essas parcerias de natureza tripartite (União, Estados e Municípios).

Desequilíbrio

O presidente da ATM e prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano, disse que a falta dos repasses desses recursos desequilibra as finanças municipais. “Por se tratar de uma área delicada e de suma importância aos munícipes, os gestores municipais acabam por realocar recursos dos cofres municipais para a área da saúde, a fim de garantir a execução dos convênios e programas. Isso acaba afetando outras áreas que poderiam estar recebendo o dinheiro para a execução de obras e serviços”.

Segundo Mariano, cerca de 80% dos Municípios tocantinenses gastam hoje, em média, 22% na saúde, o que corresponde a sete pontos percentuais a mais que os 15% exigidos na Constituição Federal. “Os Municípios deveriam investir apenas os 15%, enquanto Estado e União complementam o restante”, frisou o presidente da ATM, ao criticar o modelo federativo instalado no país. “Os recursos relacionados aos convênios e programas de natureza tripartite deveriam chegar diretamente aos Municípios, sem passar pela gestão do Estado”, disparou.

Compromisso

No dia 31 de maio de 2016, o secretário de Estado da Saúde, Marcus Musafir, firmou compromisso perante dezenas de prefeitos no lançamento do da Pactuação da Atenção à Saúde do Estado do Tocantins (Pase-SUS), pela manutenção regular dos repasses da Saúde e, também, pelo pagamento da dívida deixada por gestões anteriores.

À época, dívida estava acumulada em R$ 38,5 milhões, sendo paga a 127 municípios, enquanto outras 12 cidades de grande porte receberiam os repasses atrasados em 27 parcelas. Contudo, ainda em 2016 o Governo do Estado voltou a atrasar o pagamento aos 127 Municípios, bem como as parcelas referentes aos recursos das demais cidades.

Valores

O Governo do Estado fechou o exercício de 2016 com uma dívida de R$ 1.411.285,29 referente à Farmácia Básica. Soma-se ao montante do débito desse convênio o valor de R$1.128.505,57 referente à dívida de janeiro a maio de 2017. Além disso, ha valores a receber ainda nos exercícios de 2014 (R$ 572.037,64) e 2015 (R$ 502.005,30).

De 2014 a maio de 2017, o Governo do Estado deve aos Municípios R$ 263.555,47 referente a aquisição de insumos para os HPPs; R$ 5.681.404,05 dos repasses para a manutenção dos CAPs; R$ 869.389,70 ligados a aquisição de medicamentos de saúde mental; R$ 5.510.127,33 para o custeio do SAMU; R$ 4.350.873,51 e, por fim, R$ 749.542,67 dos serviços de Média e Alta Complexidade ofertados pela capital Palmas.

Victor Morais/Ascom ATM

Carlesse quer os R$ 50 mi do anexo da AL remanejados para os 139 municípios

O presidente da Assembleia, Mauro Carlesse (PHS), está propondo que os R$ 50 milhões previstos nos projetos de empréstimos que tramitam na Casa para a construção do anexo do Legislativo sejam remanejados para obras prioritárias dos 139 municípios do Estado.

Carlesse entende que o anexo é necessário, mas não é prioritário. Caso os deputados aprovem a proposta, será feito o pedido ao governo do Estado para que faça o remanejamento.

Assim, disse fonte da AL, a construção do anexo fica para outra oportunidade, quando a situação econômica do Estado estiver mais estável.

Na lógica de Carlesse, são os municípios que pagam estes empréstimos com seus impostos e estão carentes de investimentos na saúde, educação, segurança, entre outros setores.

Só para constar: Carlesse disse no final de semana, no Bico do Papagaio, que não vai à reeleição e quer vaga na majoriária, no ano que vem.

clebertoledo

MPE obtém condenação de acusado de ter assassinado o próprio irmão

Os argumentos de acusação apresentados pelo Ministério Público Estadual (MPE) foram acatados em sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Natividade, realizada nesta terça-feira, 06 de junho, e o Conselho de Sentença condenou Solismar Pereira de Souza a 16 anos e 6 meses de reclusão pelo assassinato do seu irmão, Jurimar Pereira de Souza.

O crime ocorreu em 30 de setembro de 2014, por volta das 9h da manhã, quando a vítima foi atingida por um golpe de faca o que causou sua morte. O julgamento desta terça-feira marcou a inauguração do salão do júri de Natividade.

Todas as teses apresentadas pelo MPE, por meio da Promotora de Justiça Isabelle Rocha Valença Figueiredo, responsável pela acusação, foram acatadas pelo Conselho de Sentença, que afastou todas as teses da defesa.

Solismar Pereira de Souza iniciará o cumprimento da pena em regime fechado, pela prática do crime de homicídio qualificado, praticado com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, tipificado no artigo art. 121, § 2°, inciso IV, do Código Penal.

João Lino Cavalcante

Policiais Civis de Araguaína serão levados a Júri Popular por tentativa de homicídio

Após reconhecer os indícios de autoria de crime apontados pelo Ministério Público Estadual (MPE), Justiça manda a Júri Popular os policiais civis Ademael das Neves Conceição e Genilson da Costa Feitosa, e o advogado Rafael Elias Nicoterra. Os três são acusados de tentar matar, em setembro de 2014, Wellington Gomes da Costa e Luiz James Pedrosa de Araújo, para evitar que as vítimas os denunciassem por crimes anteriores.

A sentença de pronúncia foi proferida no dia 30 de maio. Os acusados serão julgados pelo Tribunal do Júri pelo crime de tentativa de homicídio, utilizando-se de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e por causar perigo comum, ou seja, disparar tiros em via pública.

Ademael e Genilson já respondem a outras ações penais por diversos crimes, entre eles corrupção, tráfico de drogas e associação criminosa. Eles estão presos desde junho de 2016, e Rafael responde ao processo em liberdade.

Entenda o caso

Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, em 2014, os três acusados dedicavam-se à comercialização de veículos “Finan” e extorquiam dinheiro de Luiz James e Wellington Gomes, sob o pretexto de que iriam entregá-los para a polícia, ou acusá-los de crimes diversos.

Após se recusarem a continuar dando dinheiro aos acusados, as vítimas diziam vir sofrendo ameaças, que tiveram como consequência 20 disparos de arma de fogo em via pública na cidade de Araguaína. Nenhum deles atingiu Luiz e Wellington, porque conseguiram fugir do local.

Nas investigações, ligações rastreadas demonstraram que os policiais realizaram uma verdadeira ‘caçada’ a Luiz James e a Wellington, que começou ainda na madrugada e se intensificou ao longo do dia 12 de setembro de 2014, até o momento da tentativa de homicídio, por volta das 18h.

Apurou-se ainda que o posicionamento geográfico do advogado Rafael também coincidia com o trajeto percorrido pelas vítimas. “Tal fato demonstra o envolvimento dos três acusados, que trocavam entre si dezenas de chamadas telefônicas, antes e logo após a prática do crime”, ressaltou o promotor de justiça Paulo Alexandre Rodrigues de Siqueira na denúncia criminal.

Denise Soares

Senadores da oposição concluem voto em separado da reforma trabalhista

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) terminou há pouco a leitura do seu voto em separado em que pede a rejeição total ao projeto de lei da reforma trabalhista, em discussão na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Além da senadora baiana, o senador Paulo Paim (PT-RS) e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) também leram votos contrários ao projeto aprovado pela Câmara.

A reunião da CAE para votação do parecer da reforma trabalhista já dura mais de sete horas. Após a análise da CAE, a proposta será encaminhada para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e depois para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A intenção do governo é aprovar o projeto em plenário antes do recesso parlamentar, em julho.

Para Lídice da Mata, a proposta de reforma trabalhista “retira direta e indiretamente direitos dos trabalhadores e desequilibra o sistema de relações de trabalho no Brasil”. Ao pedir a rejeição da proposta, a senadora fez críticas à “tramitação açodada” que a matéria tem tido no Senado.

Na semana passada, o relator da reforma trabalhista, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), apresentou seu parecer sem fazer modificações no texto aprovado pela Câmara dos Deputados. Para evitar que o projeto volte à Câmara, o tucano propôs apenas sugestões de vetos e de mudanças que poderão ser efetivadas posteriormente por meio de medida provisória.

Edição: Amanda Cieglinski
Ivan Richard Esposito – Repórter da Agência Brasil

TSE retoma julgamento de pedido de cassação da chapa Dilma-Temer; entenda a ação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma nesta terça-feira (6), às 19h, o julgamento da ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014. Esta é a primeira vez que a corte analisa um pedido de cassação contra um presidente da República.

O presidente do TSE, Gilmar Mendes, marcou quatro sessões para analisar o processo, nos dias 6, 7 e 8 de junho. Na ação, o PSDB pede a cassação da chapa que disputou e venceu as eleições presidenciais de 2014, alegando que há irregularidades na prestação de contas.

A liberação para julgamento ocorreu no mês de maio, após a chegada da manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE) e das alegações finais das defesas do presidente Michel Temer e da ex-presidente Dilma Rousseff.

O novo parecer, feito pelo vice-procurador eleitoral, Nicolao Dino, repete o posicionamento enviado ao TSE em março, antes da interrupção do julgamento, quando o tribunal decidiu conceder mais prazo para as defesas se manifestarem. De acordo com o procurador, além da cassação da chapa, o tribunal pode considerar a ex-presidente inelegível por oito anos.

Independentemente da decisão do TSE, cabem embargos de declaração no próprio tribunal eleitoral e recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Com o recurso ao STF, pode ser concedida liminar suspendendo os efeitos de uma possível cassação. Quem vai dar a última palavra sobre o assunto será o Supremo”, diz o professor de direito eleitoral da Universidade de Brasília (UnB) Bruno Rangel Avelino. “Trata-se de recurso para casos em que a decisão tem erro, omissão, contradição ou obscuridade”, acrescenta.

Questionamentos

Em dezembro de 2014, as contas de campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer foram aprovadas com ressalvas, por unanimidade, no TSE. No entanto, o processo foi reaberto após o PSDB apontar irregularidades nas prestações de contas apresentadas por Dilma, que teria recebido recursos do esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato.

O processo é resultado da unificação de quatro ações movidas pelo PSDB contra a eleição da chapa formada por Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer. Os tucanos acusam a campanha vencedora de ilegalidades e pedem a anulação do pleito de 2014.

Tanto Dilma quanto Temer apresentaram defesa ao TSE. A campanha de Dilma Rousseff nega qualquer irregularidade e sustenta que todo o processo de contratação das empresas e de distribuição dos produtos foi documentado e monitorado.

A defesa do presidente Michel Temer afirma que a campanha eleitoral do PMDB não tem relação com os pagamentos suspeitos. De acordo com os advogados, não há qualquer irregularidade no pagamento dos serviços.

Na ação, apresentada à Justiça Eleitoral em dezembro de 2014, o PSDB pede que, caso a chapa seja cassada, o TSE emposse como presidente e vice os senadores tucanos Aécio Neves (MG) e Aloysio Nunes Ferreira (SP), atual ministro das Relações Exteriores, derrotados na eleição.

O que está sendo julgado?

O pedido de cassação da chapa Dilma-Temer começou com uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije), com o objetivo de apurar suspeitas de fatos ilícitos ocorridos durante a campanha. Após a diplomação de Dilma Rousseff como presidente da República, foi proposta uma ação de impugnação de mandato eletivo (Aime). As duas ações tratam do mesmo assunto e serão julgadas em conjunto nas mesmas sessões no TSE.

Esta é a primeira vez que a corte abre uma ação como essa contra uma chapa empossada. A Aime está prevista na Constituição Federal e tem por objetivo impugnar o mandato obtido “com vícios e ilicitudes”.

Segundo a legislação, a ação deve ser proposta quando o mandato tiver indícios de ter sido obtido com abuso de poder econômico, corrupção ou fraude. Mesmo com o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a ação prosseguiu porque os dois integrantes da chapa podem ficar inelegíveis por oito anos se o TSE decidir pela cassação do resultado da eleição de 2014.

Como funciona o rito de julgamento?

A última etapa do processo foi concluída em 28 de março pelo relator, o ministro Herman Benjamin, que enviou aos demais integrantes do TSE o relatório final. Ao concluir o processo, Herman pediu a Gilmar Mendes a inclusão da matéria na pauta, de acordo com a Lei de Inelegibilidade (Lei Complementar 64/1990).

Foram investigados por Benjamin desvios na contratação de gráficas e o recebimento de recursos não declarados durante a campanha. O ministro verificou também repasses possivelmente ilegais feitos pela empreiteira Odebrecht, cujos indícios foram revelados pela Operação Lava Jato.

As ações foram incluídas na pauta de julgamentos do plenário do TSE do dia 4 de abril de 2017. Na ocasião, ao analisar duas questões de ordem antes do início do julgamento, os ministros decidiram ouvir novas testemunhas. Também ficou decidido que o prazo para apresentacão das alegações finais será de cinco dias depois de ouvir as testemunhas.

O voto de Herman Benjamin será conhecido somente no dia do julgamento.

Fases

Na condição de relator, de acordo com o regimento interno do TSE, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Herman Benjamin, deverá começar o julgamento com a leitura do relatório da ação, que traz um resumo das diligências feitas, dos depoimentos e provas coletados, das perícias e das providências solicitadas por ele durante a fase de instrução processual.

Depois da leitura, o Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifesta sobre a orientação do relator. Em seguida falam as defesas de Dilma Rousseff e de Michel Temer. De acordo com o regimento da Corte, cada uma das partes poderá falar pelo prazo improrrogável de 15 minutos.

Encerradas essas etapas, os demais ministros do TSE se manifestam. Eles podem concordar com o relator ou apresentar posições contrárias, incluindo ou não pedidos das defesas e do Ministério Público.

Na sequência, votam os ministros Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga, Tarcisio de Carvalho Neto, Luiz Fux (vice-presidente do TSE), Rosa Weber e, por último, Gilmar Mendes. É preciso maioria entre os sete ministros para a decisão.

Diante da possibilidade de o julgamento ser interrompido por pedido de vista (mais tempo para analisar o caso) de um dos ministros, Gilmar Mendes afirmou que isso é um procedimento normal. “Se houver pedido de vista é algo absolutamente normal, ninguém fará por combinação com este ou aquele intuito”, disse.

Após a decisão, a sentença (acórdão) deve ser publicada pelo tribunal dentro de alguns dias. Então, as defesas podem apresentar recursos. Gilmar Mendes confirmou que, independentemente do resultado do julgamento, o STF deve receber recursos da ação.

O que acontece se a chapa for cassada?

Em seu voto, Herman Benjamin deve considerar se a campanha cometeu ilegalidades e se elas justificariam a anulação da eleição e a cassação da chapa. Além disso, vai analisar se Dilma e Temer são culpados por eventuais ilegalidades e devem ficar inelegíveis por oito anos.

A decisão pode ser tomada de maneira separada para cada integrante da chapa. O professor Bruno Rangel Avelino, da UnB, acredita, no entanto, que a separação da chapa é difícil por não haver precedentes nesse sentido no TSE.

Caso a chapa Dilma-Temer seja cassada, a Constituição Federal prevê que, após decorrida metade do mandato presidencial, se os cargos de presidente e vice ficarem vagos, o Congresso deve escolher o novo mandatário.

No entanto, as regras da Constituição podem ser alteradas. Há uma ação pronta para ser julgada no STF que pede que o pleito seja direto, no caso de a eleição ser anulada pela Justiça Eleitoral, quando faltarem pelo menos seis meses para a conclusão do mandato. Além disso, tramitam no Congresso Nacional duas propostas de emenda à Constituição que podem mudar as regras desse tipo de eleição.

Composição do TSE

O tribunal é formado por sete ministros: três fazem parte do STF (Gilmar Mendes, Rosa Weber e Luiz Fux), dois do STJ (Herman Benjamin e Napoleão Nunes) e dois da advocacia (Tarcisio de Carvalho Neto e Admar Gonzaga). Esses últimos são nomeados pelo presidente da República, a partir de uma lista tríplice enviada pelo Supremo.

No lugar dos ministros Henrique Neves e Luciana Lóssio, que concluíram seus mandatos, estão Tarcisio de Carvalho Neto e Admar Gonzaga.

Edição: Graça Adjuto
Líria Jade – Repórter da Agência Brasil

Olimpíada de Matemática mobiliza 687 escolas no Tocantins

Mais de 180 mil alunos dos 139 municípios tocantinenses participam nesta terça-feira, 6, da 1ª fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). A maior competição estudantil do País é organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), em parceria com o Ministério da Educação (MEC). A Obmep 2017 registrou recorde no número de unidades de ensino inscritas: 53.230 em todo o Brasil. No Tocantins, 687 escolas municipais, estaduais e particulares estão participando da 13ª edição da olimpíada. O objetivo da Obmep é contribuir para o estudo da matemática no Brasil, identificando jovens talentos na área e incentivando o ingresso em carreiras científicas e tecnológicas. A competição pretende ainda promover a inclusão social pela difusão do conhecimento. As provas da primeira etapa serão aplicadas e corrigidas pelas próprias escolas, seguindo as instruções e os gabaritos encaminhados às unidades de ensino pelo Impa. Cada teste terá 20 questões de múltipla escolha, que deverão ser respondidas em duas horas e 30 minutos, com graus de dificuldade diferenciados para os alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e para o nível médio. De acordo com o coordenador regional da Obmep no Tocantins, Wiliam Carlos de Sousa, cerca de 5% dos alunos passarão à segunda fase. “Os estudantes classificados seguem para a etapa seguinte, no dia 16 de setembro, quando terão que solucionar seis questões discursivas”, explicou. Os melhores colocados, além de receberem medalhas conforme o desempenho na competição, serão convidados a participar do Programa de Iniciação Científica Júnior, que propicia aos alunos um contato mais aprofundado com a matemática. A iniciativa oferece diversas atividades orientadas por professores qualificados em instituições de pesquisa, objetivando despertar a vocação científica dos alunos, além de estimular a criatividade por meio de problemas matemáticos. Aplicativo da Obmep Em 2017, as escolas terão duas opções de envio dos cartões-resposta dos alunos classificados para a 2ª fase: via correios ou por meio do aplicativo da Obmep, disponível no endereço https://play.google.com/store/apps/details?id=br.org.fcc.obmep. O aplicativo está disponível para o sistema Android. Para acessar as funções, a instituição de ensino deverá utilizar o login e senha na página da olimpíada. Segundo Wiliam Carlos, além da digitalização e envio dos cartões, o aplicativo permite que as escolas informem necessidades especiais dos alunos classificados, que sejam verificadas pendências para a classificação da escola para a 2ª fase, além de receberem informações sobre a Obmep. “Não é obrigatório o uso da ferramenta. As escolas que tiverem dificuldades para acessar o aplicativo poderão enviar normalmente os cartões-resposta pelos correios, por meio do e-ticket que já está incluso no material recebido”, enfatizou.

A pedido do MPE, Estado tem 15 dias para informar sobre estoque de medicamentos

O Estado do Tocantins deve apresentar ao Poder Judiciário, em um prazo de 15 dias, informações atualizadas acerca do reabastecimento de materiais, insumos e medicamentos do estoque de segurança do Hospital Regional de Araguaína. O despacho do Juiz Álvaro Nascimento Cunha foi publicado no dia 30 de maio e atendeu aos pedidos do Ministério Público Estadual (MPE), por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Araguaína.

A Promotora de Justiça Araína Cesárea Ferreira dos Santos D’Alessandro, responsável pela Ação Civil Pública que resultou na recente decisão judicial, conta que o MPE apura a omissão e mau gerenciamento dos recursos da saúde, ocasionando a deficiência de insumos e medicamentos, falta de leitos e irregularidades no atendimento emergencial, de urgência e ambulatorial no Hospital Regional de Araguaína.

Ao longo da investigação, conforme surgiam denúncias de falhas no abastecimento, o Ministério Público Estadual acrescentou novos pedidos na Ação. Relatórios de inspeção realizados por órgãos como o Denasus também foram solicitados e comprovaram as falhas na gestão de cirurgias eletivas, leitos, medicamentos, materiais, falta de profissionais médicos, entre outros.

O MPE requer, na Ação Civil Pública, a correção das diversas irregularidades constatadas, a disponibilização dos equipamentos e insumos necessários (medicamentos e materiais cirúrgicos), a adequação de todos os ambientes do hospital, o preenchimento do quadro de funcionários em todos os níveis, além da determinação de multa diária, em caso de descumprimento, sem prejuízo das sanções penais.

João Lino Cavalcante

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