Após inspeção técnica, EUA mantêm veto à carne bovina do Brasil

Na segunda-feira (4) veio a público a negativa do governo dos Estados Unidos em abrir seu mercado para a carne bovina in natura do Brasil.

A medida frustrou o governo brasileiro, que incluiu a questão em negociações bilaterais de uma parceria estratégica acertada com o presidente dos Estados Unidos, conforme publicado pelo jornal Folha de São Paulo.

O documento com a negativa foi entregue ao governo brasileiro na quinta-feira (30) e deriva de uma inspeção técnica realizada pelo Departamento de Agricultura dos EUA no Brasil.

Ainda segundo o jornal, o governo dos EUA prometeu uma nova inspeção técnica e pediram ao governo brasileiro mais informações a respeito do produto. Após esse processo ainda é possível que os EUA abram o mercado para a carne brasileira, porém o processo pode demorar cerca de um ano.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, tem visita marcada aos EUA no dia 17 de novembro e deve tratar do assunto com o secretário de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue.

sputniknews

Produção de feijão no Tocantins se mantém estável na safra 2016/2017

A produção de feijão no Tocantins é pequena se comparada à soja, milho e arroz. Nas duas últimas safras se manteve estável, tanto na produção quanto na área plantada, mas a expectativa de produção da segunda e terceira safras é mais otimista, tendendo a crescer de acordo com as condições climáticas em 2017. Para o ano agrícola 2016/2017 a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de plantio de área de 22 mil hectares e produção de 23 mil toneladas. O Tocantins as espécies cultivadas são o comum (carioca) e caupi, sendo que este último, as variedades mais cultivadas são vinagre, fradinho e coruja. O caupi é exportado, principalmente a variedade fradinho, para o estado da Bahia. O feijão é cultivado nas regiões: Centro-Norte, Várzeas e Norte, com destaque para os munícipios de Miracema, Pedro Afonso, Santa Maria do Tocantins, Fortaleza do Tabocão, Guaraí, Formoso do Araguaia, Dueré, Lagoa da Confusão, Araguaína e Colinas do Tocantins. De acordo com o engenheiro agrônomo da Seagro, Anderson Pereira metade do território do Estado possui potencial para a agropecuária. “As condições de clima, solo, água, luminosidade e topografia plana, o que favorece o processo de mecanização agrícola são favoráveis para a produção de grãos, fruticultura e pecuária”, reforça. Experiências O agricultor de Miracema, Antônio Ponte Ramos, investe no plantio do feijão comum variedade gol, considerada uma das mais produtivas. Na safra passada cultivou 60 hectares, colhendo 1.200 quilos por hectares e uma produção total de 72 toneladas. O feijão da sua propriedade é exportado para o estado do Paraná. Nesta safra o produtor pretende expandir para 70 hectares utilizando o sistema de plantio pivô-central. “Além do manejo adequado e das boas práticas, utilizo o pivô central, pois é uma técnica que podemos controlar o uso da água e, consequentemente alcançar uma ótima produtividade”, destacou. Já o produtor Luiz Gilberto Ramos, cultiva o feijão caupi das variedades Pingo de Ouro e Sempre Verde há muitos anos, no município de Pedro Afonso. Ele costuma plantar no final de março e colhe final de maio. No último cultivo plantou 300 hectares, colhendo 360 toneladas. Na próxima safra em março de 2017, pretende expandir para 500 hectares. “É um produto muito aceito, principalmente no mercado do Nordeste. O feijão é todo comercializado para esta região”, destacou.

Agricultores do extremo norte do Estado colhem resultados positivos com adoção de práticas agroecológicas

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) tem como princípio contribuir de forma participativa para o desenvolvimento rural sustentável, centrado no fortalecimento da agricultura familiar. Com base nesse princípio, órgão vem desenvolvendo diversas ações, em todo o Estado, voltadas à produção agroecológica, sendo uma delas a Chamada Pública em Agroecologia, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Em 11 municípios beneficiados com a chamada no extremo norte do Estado, região conhecida como Bico do Papagaio, o Ruraltins tem empenhado em promover uma assistência técnica e extensão rural utilizando como base os princípios sustentáveis de produção agrícola, e obtendo excelentes resultados. Um dos exemplos de sucessos vem de Jairnópolis, ou povoado Cabanas, como é conhecido, distante 40 km do município de Araguatins. Conforme Ricardo Loff, técnico responsável pelo atendimento aos agricultores do povoado, no local residem cerca de 15 famílias, destas, apenas oito aderiam as práticas agroecológicas, preconizadas na Chamada Pública. “Os produtores do povoado já trabalham com as metodologias agroecológicas de forma tradicional, no entanto, faltam-lhes conhecimentos de algumas tecnologias que potencializam a produção, como por exemplo, a correção de solo. E esse é o papel do Ruraltins, ensiná-los e orientá-los, introduzindo novas tecnologias e respeitando sua cultura, para que desta forma, produzam mais e melhor”, disse o técnico. Segundo Ricardo Loff, os resultados superam as expectativas e os que não aderiram à Chamada Pública querem também participar. “Há produtores que a produção mais que dobrou e hoje comercializam o excedente para o Programa Aquisição de Alimentos (PAA) – modalidade Compra Direta Local. Os que não participavam viram os bons resultados e a partir de fevereiro vamos aumentar o número de participante”, informou o técnico. Dentre os produtos mais cultivados no povoado estão a mandioca, a abóbora, o feijão, o amendoim, o inhame, além de hortaliças e frutas.    Chamada Pública em Agroecologia A Chamada Pública em Agroecologia do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) visa trabalhar o desenvolvimento social, econômico e ambiental das famílias, bem como consolidar práticas produtivas da agroecologia existentes, focadas na produção saudável de alimentos, livres de agrotóxicos. De acordo com a gerente de Agroecologia do Ruraltins, Geane Rodrigues, ao todo estão sendo investidos mais de R$ 6,5 milhões, beneficiando 1.250 famílias de agricultores. A ação contempla oito municípios na região central, sete na região sul e 11 no extremo Norte. “Na região do Bico do Papagaio, 450 famílias de agricultores foram selecionadas nos municípios de Araguatins; Augustinópolis; Carrasco Bonito, São Miguel, Sítio Novo,  Buriti, Praia Norte, Augustinópolis, Axixá, São Salvador, São Sebastião, Sampaio e Esperantina. Em 2017, vamos para o segundo ano da Chamada Pública e já em fevereiro estaremos dando andamento nas atividades”, disse a gerente, informando ainda que a chamada tem duração de três anos.

Plantas medicinais são produzidas em sistemas agroflorestais no assentamento Mariana

Diversas espécies de plantas medicinais e fitoterápicas, a exemplos da babosa, hortelã, sucupira e macaúba, entre outras, são produzidas por moradores em diversas comunidades do Tocantins. No assentamento Mariana, localizado a cerca de 20 km de Palmas, as plantas são cultivadas no Sistema de Produção Agroflorestal (SAF’s), junto com árvores naturais e outras culturas. Como em outras comunidades, as produtoras do assentamento Mariana manipulam as espécies, em forma de chás e garrafadas, para ajudar no tratamento de doenças e enfermidades.

A agricultora familiar, Miriam Correia Lima, cultiva algodãozinho do cerrado, sangra d’agua, caninha de macaco, aroeira, unha de gato e pimenta de macaco, entre outras plantas medicinais. O plantio começa no quintal de casa, com ervas em vasos e aproveitando os espaços e sombreamentos entre as árvores que se estendem pela propriedade propiciando vida e equilíbrio à natureza.

Ela conta que conheceu as espécies medicinais e fitoterápicas na época em que trabalhou com um grupo da Pastoral da Criança, no Paraná.  “Faço chás e garrafadas para tratar gripes, febre, dor de cabeça, entre outras enfermidades e também para o tratamento de caspa, hidratação e queda de cabelo”, afirma. “O uso é muito comum aqui na comunidade para cuidar das pessoas, independente da idade”, diz.

Na propriedade vizinha, a agricultora Maria Aparecida Afonso Rodrigues também cultiva ervas medicinais. Bem na porta da casa tem um pé de amoreira que segundo o conhecimento popular serve para amenizar os sintomas da menopausa. Ao redor de casa e ao longo da propriedade pode-se encontrar pimenta, babosa, romã, baru, tamarindo, erva cidreira e gergelim, e uma infinidade de árvores e ervas que tem propriedades curativas. “Aqui em casa a gente cura gripe com chá”, afirma.

Participação na Oficina em Brasília

Em abril deste ano foi realizada, em Palmas, uma Oficina de Trabalho para o Mapeamento e Análise de Cadeias de Valor de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, promovida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). No encontro foram escolhidas quatro espécies medicinais para representar a Região Norte: Sucupira (Pterodon emarginatus); macaúba (Acrocomiaaculeata); babosa (Aloe vera); e hortelã (Mentha villosa Huds). As plantas poderão ter um estudo da cadeia de valor do cultivo até a comercialização.

Miriam Correia Lima foi escolhida para, junto com uma equipe da Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), apresentar as espécies da região Norte, na “Oficina para apresentação de plantas medicinais e fitoterápicas, no âmbito do Projeto de Fortalecimento da Gestão da Agricultura Familiar em Plantas Medicinais e Fitoterápicos”. O evento acontece nesta quarta e quinta-feira, 7 e 8, em Brasília, e terá a participação de diversos estados brasileiros.

O objetivo central é fortalecer a gestão da base produtiva em plantas medicinais e fitoterápicos, com foco na agricultura familiar, para apoio ao “Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos”, com vistas à promoção da inclusão produtiva, pautado no poder de compra do sistema único de Saúde (SUS). “A troca de experiências e o compartilhamento, propiciados no projeto, contribuirão na construção de uma visão de futuro para as cadeias de plantas medicinais e fitoterápicas”, afirma a diretora de Tecnologia Sociais e Sociobiodiversidade da Seagro, Francisca Marta Barbosa.

http://seagro.to.gov.br/

Cultivo do mamão é opção para garantir mais uma fonte de renda para os produtores do Estado

No Tocantins a produção de mamão tem se destacado entre as boas opções para produtores rurais que querem diversificar garantindo mais uma fonte de renda. Com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro) os pomares de mamão (formosa e papaya), cultivados no Perímetro Irrigado do Polo de Fruticultura São João, município de Porto Nacional, vêm dando bons resultados. Lá alguns agricultores estão aumentando seus pomares incentivados pelos bons resultados alcançados e pela possibilidade de bons preços no mercado local.

A Seagro e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (Ruraltins), este último responsável pela extensão rural, acompanham e orientam os produtores do Projeto São João na condução mais adequada de seus plantios. A produção de mamão está crescendo e já abastece boa parte do mercado da capital, segundo o engenheiro agrônomo da Seagro, Antônio Cassio Oliveira Filho. Entre as tecnologias utilizadas estão o sistema de irrigação, o monitoramento de pragas e doenças e os cuidados no pós-colheita garantindo melhor qualidade da fruta.

De acordo com o último levantamento realizado pela Seagro, em agosto deste ano a área cultivada com mamão no projeto era de 68 hectares e previsão de colheita acima de 800 toneladas.  “Novas áreas estão sendo plantadas e a expectativa é que alcance uma área de 80 hectares”, afirma o engenheiro Agrônomo. Atualmente a comercialização é feita, principalmente, por atacadistas (supermercados, comércio varejista e feiras).

Produção e mercado

Dados de 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que no Tocantins a área plantada com mamão é de 48 hectares e a produção é de 353 toneladas. No Tocantins a área de maior plantio do mamão é projeto São João. Há plantios também em Araguatins e Gurupi, e em pequenas propriedades de outros municípios do estado. “As variedades plantadas são formosa e papaya, por se adaptarem melhor ao clima e solo”, afirma o engenheiro agrônomo.

O gerente de produção Cícero Gomes de Sá que administra uma propriedade no São João cultiva uma área de 40 hectares só com o plantio de mamão. Ele conta que o proprietário pretende aumentar a produção plantando em mais 15 hectares. “Fazemos escala de plantio e programamos a colheita para atender a demanda. Fazemos o manejo da irrigação, monitoramento de pragas e doenças e cuidados no pós-colheita, para garantir boa produção e frutas no padrão de qualidade exigido pelo mercado”, conta.

Eliane Tenório/ Governo do Tocantins

Safra brasileira deverá crescer 13,9% em 2017, diz IBGE

A safra brasileira deve fechar 2017 com uma produção de 209,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, 13,9% acima da safra prevista para este ano. Segundo o primeiro prognóstico para a safra de 2017, divulgado hoje (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o maior aumento deverá ocorrer no Nordeste (51%).

As demais regiões deverão ter as seguintes taxas de crescimento de 2016 para 2017: Norte (7%), Sudeste (10,3%), Sul (5,5%) e Centro-Oeste (18,7%).

O IBGE também divulgou hoje (10) mais uma estimativa para a safra deste ano. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de outubro, 2016 deve fechar com uma produção de 183,8 milhões de toneladas, uma queda de 12,3% em relação a 2015.

As três principais lavouras brasileiras deverão ter queda neste ano, em relação ao ano passado: soja (-1,5%), arroz (-15,5%) e milho (-25,5%).

A área colhida neste ano também deve ser 0,7% inferior à do ano passado. Entre as três principais lavouras, apenas a soja fechará o ano com um aumento na área colhida (2,8%). O milho terá queda de 1,3% na área colhida e o arroz, de 10,2%.

Edição: Maria Claudia
Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

Municípios tocantinenses são obrigados a vacinar rebanhos contra raiva dos herbívoros

A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) alerta os produtores rurais dos municípios de Porto Nacional, Brejinho de Nazaré, Ponte Alta do Tocantins, Monte do Carmo, Colinas do Tocantins, Bandeirantes e Palmeirante quanto à necessidade de vacinarem seus rebanhos contra a raiva dos herbívoros (bovídeos, equídeos, ovinos e caprinos), independente da idade, no período de 1º a 30 de novembro. A vacinação é obrigatória nestes municípios, desde 2015, conforme prevê a Portaria nº 444/2015, após a constatação de incidência de focos da doença nessas regiões. Para o responsável técnico do Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros (PECRH), José Emerson Cavalcante, a obrigatoriedade da vacinação nestes municípios vem surtindo efeito positivo. “A vacinação, aliada ao trabalho de monitoramento dos abrigos, captura de morcegos hematófagos e um processo de educação sanitária eficiente, vem diminuindo a ocorrência de raiva nas regiões”, disse.  Sobre a doença, o presidente da Adapec, Humberto Camelo, ressaltou o empenho da Agência para controlar a zoonose no Estado. “Mantemos diariamente em campo várias equipes de controle do morcego hematófago, com atendimento aos produtores rurais e realização de palestras em escolas, associações e parcerias com secretarias municipais de saúde, porém é importante destacar que a vacinação é o meio mais seguro de controle da doença”, disse. Os produtores rurais devem adquirir a vacina nas lojas agropecuárias credenciadas na Adapec e, após efetuar a vacinação, comprovar a mesma no escritório da Agência onde realiza a movimentação do rebanho. Nos municípios onde a vacinação é obrigatória, o produtor rural que deixar de vacinar poderá ser multado em R$ 5,32 por animal e em R$ 127,69 por propriedade não declarada, além de ter a ficha cadastral bloqueada. Os cuidados com a vacina são os mesmos da aftosa, mantendo-as conservadas numa temperatura entre 2º e 8º graus em caixas de isopor com gelo. A vacinação deve ocorrer preferencialmente em horários mais frios, devendo ser repetida em 30 dias, para os animais vacinados pela primeira vez contra a raiva. Por medida de segurança, a Adapec alerta também os produtores rurais que estão fora dos municípios obrigados a vacinar, para que vacinem anualmente o rebanho contra a raiva como forma de prevenção da zoonose. E, caso sejam encontrados animais com a sintomatologia da doença (andar cambaleante, salivação, decúbito lateral), a orientação é evitar a manipulação dos animais e procurar imediatamente o escritório da Adapec mais próximo. A Agência também disponibiliza o Disque Defesa pelo número 0800 63 1122.

Welcton de Oliveira / Governo do Tocantins

Governo e instituições parceiras formalizam a Câmara Setorial da Ovinocultura

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), e instituições governamentais e privadas reúnem-se para formalizar a Câmara Setorial da Ovinocultura no Tocantins. O evento contará com a participação de produtores, associações e demais parceiros. A formalização ocorrerá, na próxima segunda-feira, 24, das 9 às 10 horas, no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em Palmas.

Segundo a diretora de Políticas para a Agricultura, Érika Jardim, a Câmara será um suporte fundamental para o desenvolvimento da cadeia produtiva de ovinos. “Portanto, dentre as ações, pretendemos qualificar as demandas do setor de forma a atendê-las por meio da formulação de políticas públicas, integrar as instituições para fomentar ações que contribuam com o crescimento da ovinocultura”, afirmou.

A diretora ressaltou que busca propor ações de governanças e de implantação de programas voltados para o fortalecimento da cadeia produtiva da ovinocultura no Tocantins, apoiando a participação de criadores, sindicatos, associações e demais instituições públicos/privadas que atuam no segmento da ovinocultura.

A Câmara Setorial é uma ação em favor do apoio à atividade, que vem cumprir o plano de ação elaborado na oficina de concertação da ovinocultura, realizada pelo Governo do Estado e instituições parceiras, em Aliança do Tocantins, no último mês de junho.

Produção 

Segundo dados da Seagro (2015), o Tocantins conta atualmente com rebanho de ovinos em torno dos 130.750 mil cabeças, sendo concentradas em 8 microrregiões: Bico do Papagaio, com 15.166; Araguaína, com 23.383; Miracema, com rebanho de 21.464; Rio Formoso, com 19.092; Gurupi, 15.500; Porto Nacional, com 13.259; Jalapão contabilizando 9.285; e Dianópolis, com 12.791.

Encontro

Logo após o ato de formalização da Câmara Setorial, ocorre o Encontro de Cooperativismo e Mercado da Ovinocultura no Tocantins.

Tocantins é incluído entre os estados que produtores terão descontos para quitar dívidas rurais

Os produtores do Tocantins e demais estados da região Norte, além das regiões norte dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, ganharam o direito de renegociar as dívidas adquiridas com recursos financeiros dos Fundos Constitucionais de Financiamentos do Norte (FNO) e do Nordeste (FNE) dos contratos adquiridos antes de 2012. O Diário Oficial da União publicou a lei número 13.340, no final de setembro, oferecendo benefícios para renegociar ou liquidar dívidas com desconto até 29 de dezembro de 2017.

Entre as vantagens está o desconto máximo concedido para quem quiser quitar o débito, que passou de 85% para 95%, principalmente para os financiamentos com montante de menor valor. Nas medidas anteriores, o refinanciamento poderia ser feito para dívidas contraídas até 31 de dezembro de 2008, agora essa nova regra, as dívidas tomadas até 31 de dezembro de 2011.

Segundo o diretor do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar, Marcelo Gualberto, esse é um momento para que os produtores possam quitar suas dívidas e, assim, poder acessar a novos financiamentos. “É uma grande oportunidades para que os produtores possam refinanciar suas dívidas juntos aos agentes financeiros, Banco da Amazônia (FNO) e Banco do Brasil, relacionados à Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), possibilitando implantar novos projetos agrícolas”, informou.

Gualberto disse ainda que, a iniciativa deverá impulsionar o setor rural no Estado do Tocantins, desde o pequeno agricultor familiar a empreendimentos de grande porte. “Os produtores interessados devem procurar os agentes financeiros locais, onde efetuaram os contratos de financiamentos”, orientou.

De acordo com dados do Ministério da Integração Nacional, cerca de um milhão de operações de créditos podem ser renegociadas. São 782 mil operações no Nordeste e 211 mil na região Norte a serem renegociados.

Agricultores aguardam estabilidade das chuvas para iniciar o plantio da Safra 2016/2017

A torcida pelo início da estação chuvosa entre os tocantinenses é grande, porém, maior ainda entre os agricultores. Após o último ano, com escassez devido à influência do El Niño, gerando prejuízo, em média de 30% na produção, da Safra 2015/2016, a chegada do mês de outubro gera a expectativa das chuvas que possibilitem o plantio da Safra 2016/2017. “A estação está iniciando bem. Este ano as chuvas começaram já no meio de setembro, apesar de que são chuvas regionalizadas, isoladas, pontualizadas”, diz o diretor de Políticas para Agricultura e Agronegócio da Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), José Américo Vasconcelos. Segundo ele, o ideal são as chuvas “gerais”, que abrangem áreas extensas em todo Estado. De acordo com o diretor de Políticas de Pecuária e Agronegócio, José Américo, os produtores demonstram que estão preparados para iniciar o plantio da soja, esperando penas as chuvas regulares. “Todos os produtores já estão com áreas de plantio preparadas, mas é importante que acompanhem as previsões climáticas, pois atualmente existem tecnologias agrometereológicas disponíveis para auxiliarem na tomada de decisão para o momento ideal para o cultivo”, argumentou. Previsão Para o meteorologista do Núcleo Estadual de Meteorologia e Recursos Hídricos (Nemet/RH) da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), José Luiz Cabral, os produtores devem acompanhar as previsões meteorológicas para saber a hora certa de plantio. “Mesmo que as chuvas iniciaram mais ainda é não é o suficiente para começar a plantar, as previsões indicam que as chuvas serão constantes a partir da segunda quinzena de outubro”, informou acrescentando que o produtor deve acompanhar o portal meteorológico no site da Seagro. Produtores Para o produtor, Ademir Celso Rossato, município de Porto Nacional, em sua propriedade está tudo pronto para iniciar o plantio, mas deve acontecer na segunda quinzena de outubro, com aumento de 10% na área a ser plantada. “Na safra passada cultivei 4,5 mil hectares de soja, nesta safra 2016/2017 vai crescer para 4,8 mil hectares”, informou o produtor. Cooapa Os produtores da região de Pedro Afonso também apostam numa safra positiva. Segundo informações da Cooperativa Agroindustrial de Pedro Afonso (Cooapa), um total de 102 associados deve plantar nesta próxima safra 2016/2017 de 30 a 35 mil hectares, entre os de Pedro Afonso, Bom Jesus do Tocantins, Santa Maria do Tocantins, Itacajá, Centenário, Tupirama, Tocantínia, Miranorte, Miracema e Fortaleza do Tabocão. Portal O Portal da Agrometeorologia pode ser acessado pelo banner no site da Secretaria (seagro.to.gov.br) ou endereço direto: agrometeorologia.seagro.to.gov.br.

Elmiro de Deus/Governo do Tocantins