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Patrus Ananias defende função social da terra ao tomar posse no MDA

O deputado federal mineiro Patrus Ananias, que assumiu hoje a pasta do Ministério do Desenvolvimento Agrário, e seu antecessor, Miguel RossettoMarcelo Camargo/Agência Brasil
O  deputado  federal  mineiro  Patrus Ananias,  que  assumiu  hoje  a  pasta  do  Ministério  do                  Desenvolvimento Agrário, e seu  antecessor, Miguel RossettoMarcelo Camargo/Agência Brasil
O deputado federal mineiro Patrus Ananias, que assumiu hoje a pasta do Ministério do
Desenvolvimento Agrário, e seu antecessor, Miguel RossettoMarcelo Camargo/Agência Brasil

Ao assumir na manhã de hoje (6) o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) fez uma firme defesa do princípio constitucional da função social da terra e ressaltou que o país não pode ignorar a existência do latifúndio. “Não basta derrubar as cercas do latifúndio, mas as cercas individualistas, excludentes do processo social”, afirmou o novo ministro.

À frente do MDA, ele disse que trabalhará para que o princípio da função social da terra seja mais reconhecido, regulamentado e aplicado. Para o ministro, o dispositivo da Constituição está “na raiz das reformas que desafiam o pais: a reforma agrária e a urbana”. Para ele, o reconhecimento da função social da terra não implica negar o direito à propriedade, mas “adequá-lo aos outros direitos fundamentais, ao interesse público e integral do Brasil”.

“É possível conciliar o interesse justo dos produtores rurais com o não menos justo interesse dos produtores familiares”, frisou Patrus Ananias. Apesar de prometer dialogar com os ministérios que tenham relação com a pasta do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias afirmou que não se pode ignorar ou negar a existência de desigualdades e injustiças. Isso, segundo ele, seria uma forma de perpetuar esses problemas. “Ignorar ou negar a existência da desigualdade e da injustiça é uma forma de perpetuá-los.”

O novo ministro classificou os direitos sociais como fundamentais. Em seu discurso exaltou as ações de combate à fome dos governos Lula e Dilma e considerou que o Brasil “seria menos justo” se não fossem essas políticas. “Sabemos que é um tema que desperta polêmica, encontra resistências. Por isso, a solução não depende apenas da vontade da presidenta Dilma e de seus ministros. Passa pelo Congresso Nacional, Poder Judiciário, Ministério Público e, sobretudo, pela sociedade, meios de comunicação e organizações sociais. No fim, é uma escolha feita pela própria sociedade.”

Patrus Ananias prometeu ainda ampliar os mecanismos de democracia participativa, ouvindo conselhos populares e conferências regionais, além de dialogar com movimentos sociais, associações e representantes religiosos. Ele acrescentou que dará continuidade e aprofundará ações já em andamento no MDA, como a implantação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural que, segundo ele, consolidará a experiência do ministério no campo.

O ministro, que comandou a pasta do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no governo Lula, assume o Ministério do Desenvolvimento Agrário no lugar de Miguel Rossetto, que comandará, no segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff, a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Ao deixar o MDA, Rossetto fez uma balanço das ações do governo voltadas para o produtor familiar. De acordo com Rossetto, em 2003, foram executados R$ 2,3 bilhões no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o ano de 2014 terminou com R$ 22,3 bilhões aplicados na agricultura familiar.

“O Brasil tem produzido mais e melhor, com mais renda, mais desenvolvimento rural, mais inclusão, mais alimentos. São R$ 56 bilhões investidos em 3,6 milhões de contratos. Volume importantíssimo que traduz a aposta estratégica na capacidade de resposta dos agricultores familiares pelo Brasil afora”, disse Rossetto.

Ainda segundo o ex-ministro, nos últimos 12 anos, 796 mil famílias tiveram acesso à terra por meio da reforma agrária ou do crédito fundiário. “Mais de 3 milhões de brasileiros sem terra passaram a ter terra neste país. Nenhum [outro] país fez isso. Neste mandato de 2014, 121 mil famílias tiveram acesso a 3 milhões de hectares. Estamos falando em algo em torno de dois territórios do estado de São Paulo destinados ao povo brasileiro”, comparou Rossetto.

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger
 

SALÁRIO ATRASADO: SINDICATOS QUEREM PAGAMENTO ATÉ DIA 10

dsc06960_400_215Nesta terça-feira, 06, as entidades classistas que representam os servidores públicos estaduais foram recebidas por uma equipe de Secretários de Estado do Governo do Tocantins para discutir o pagamento do salário de dezembro. Desde que o novo Governo assumiu, foi o primeiro contato entre a nova gestão e os representantes dos servidores públicos. As entidades vinham tentando agendar a reunião e como o Governo não emitia nenhum parecer favorável neste sentido, decidiram ir por conta própria ao Palácio para conversar com o Governador Marcelo Miranda. Alegando motivos de agenda, Marcelo não recebeu os representantes, mas determinou que uma equipe de secretários conversasse com as 26 entidades classistas presentes.

 A reunião durou quase duas horas e contou com a presença dos seguintes Secretários de Estado: do Secretário Geral de Governo, Herbert Brito, o Buti; Secretário da Fazenda, Paulo Afonso; Secretário da Comunicação, Rogério Silva; Secretário da Articulação Política, Paulo Sidnei e o Procurador Geral do Estado, Sérgio do Vale.

 Os Sindicatos, Associações dos Militares e Centrais Sindicais, que passaram a manhã reunidos na sede do SISEPE-TO em Palmas, decidiram em conjunto e por unanimidade, que não vão aceitar o parcelamento do salário em 04 vezes. As entidades classistas entregaram ao Governo um ofício conjunto no qual apresentam esta como a posição oficial dos servidores públicos e, no mesmo ofício, os representantes apresentam como proposta o pagamento integral dos salários, até o próximo dia 10.

 Em suas reivindicações à equipe, os sindicalistas cobraram o pagamento e enfatizaram o momento de insegurança e caos vivido pelos servidores públicos e suas famílias. “As contas estão atrasadas e não poderão ser parceladas em 04 vezes. O recebimento do salário é direito constitucional”, repetiam os líderes sindicais.

 Por sua vez, a equipe do Governo reafirmou que as contas do Estado estão com saldo negativo. “Reconhecemos que houve falhas na comunicação com os Sindicatos. Tudo no começo é mais difícil. Agora, sobre a solução para o pagamento, infelizmente, nós ainda não temos. Estamos vivendo um momento de dificuldade e insegurança. Nós herdamos esse problema. Mas, faremos o possível para encontrar uma saída. Se for possível antecipação de receita ou empréstimo, será feito”, disse Paulo Sidnei, da Secretaria de Articulação Política, sinalizando dois caminhos que podem ser adotados para solucionar o impasse.

 O Governo também disse que receberá novamente os representantes das entidades classistas nesta quarta-feira, dia 07, quando apresentará as medidas concretas que está adotando para que o pagamento seja realizado. A reunião será às 17 horas e acontecerá na Secretaria da Fazenda. No mesmo dia, pela manhã, as entidades terão reunião fechada para continuar debatendo o assunto. A reunião dos Sindicatos será na sede do SISEPE-TO, às 9 horas.

 Aos servidores públicos estaduais, as entidades classistas informam que continuarão lutando pelo pagamento em parcela única, com data limite para o próximo dia 10. Os servidores devem acessar frequentemente os sites de seus Sindicatos e Associações, pois as informações sobre os novos rumos da negociação poderão ser divulgadas a qualquer momento. (Assessoria de Comunicação SISEPE-TO, Ana Mariana Araújo)

Suspeito de roubo é preso pela Polícia Civil no norte do Estado

Crédito Produção: Rogério de Oliveira

 

 Crédito Produção:       Rogério de Oliveira
Crédito Produção:
Rogério de Oliveira

Na noite desta segunda-feira, 05, Policiais Civis da Delegacia de Homicídios e do 2º DP de Araguaína, comandados pelo Delegado Dr. Manoel Laeldo, efetuaram a prisão de Cícero Fernandes Araújo, 18 anos. Ele é suspeito pela prática de roubo e foi capturado, mediante o cumprimento de mandado de prisão preventiva, quando se apresentava na Unidade de regime semi-aberto onde, atualmente cumpri pena devido à prática de outro crime.

De acordo com o Delegado, no dia 24 de outubro de 2014, Cícero, juntamente com um comparsa, invadiram uma residência, localizada no centro da cidade, e portando armas de fogo e utilizando-se de extrema violência, mantiveram a família refém e subtraíram uma grande quantidade de joias, dinheiro e demais pertences dos moradores do imóvel. Após o crime, Cícero e seu comparsa fugiram tomando rumo ignorado.

Após às investigações, a Polícia Civil reuniu indícios que apontam Cícero como sendo um dos autores do crime e, com base nessas informações, o Delegado representou, junto ao Poder Judiciário, pela prisão preventiva do jovem a qual foi deferida e cumprida, na noite de ontem. Após os procedimentos cabíveis, Cícero foi recolhido à carceragem da Casa de Prisão Provisória de Araguaína onde permanece a disposição do Poder Judiciário.

Inscrições abertas para prêmio de biodiversidade

Para participar, os interessados devem preencher formulário online. Concurso é destinado a órgãos públicos, iniciativa privada, imprensa, terceiro setor e público em geral

capture-20150106-144629Estão abertas, até 13 de fevereiro de 2015, as inscrições para o Prêmio Nacional da Biodiversidade. Instituída pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), a premiação reconhecerá ações e projetos que se destacaram pela conservação das espécies da fauna e da flora brasileira. A previsão é que os vencedores sejam divulgados em cerimônia marcada para 22 de maio de 2015.

O prêmio se divide em sete categorias e cada trabalho só pode ser inscrito em apenas uma delas. As categorias são:

  • organizações não-governamentais,
  • empresas, sociedade civil (associações e cooperativas, entre outros),
  • academia (pesquisadores e instituições voltadas à produção científica e tecnológica),
  • órgãos públicos de todas as esferas,
  • imprensa (jornais, revistas, rádios televisão e internet) e
  • individual, destinada a ações desempenhadas por cidadão de maneira independente.

 

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que a premiação tem o objetivo de promover novas práticas na área de biodiversidade. “A expectativa é que esse seja o principal prêmio ambiental do país e ajude a alavancar boas iniciativas”, declarou.

FORMULÁRIO

As inscrições serão realizadas somente por meio do preenchimento de formulário online, pelo endereçohttp://pnb.ana.gov.br/, com anexação de documentos.

Os órgãos, entidades e instituições interessados podem protocolar mais de um trabalho, desde que cada um deles seja inscrito em apenas uma categoria. Não serão aceitas trocas, alterações, inserções ou exclusões de parte ou da totalidade do material complementar após o término das inscrições.

A comissão julgadora será formada por pessoas de notório saber em temas relacionados à área de conservação e por um representante da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, que a presidirá, porém sem direito a voto.

Os critérios de avaliação incluem efetividade quanto ao estado de conservação da espécie, impactos ambientais e sociais e inovação.

Em cada categoria, os três melhores trabalhos serão classificados como finalistas. O vencedor receberá o Troféu Prêmio Nacional de Biodiversidade e os segundos e terceiros colocados levarão o certificado de finalista do concurso.

As iniciativas finalistas também concorrerão ao prêmio Júri Popular, que será eleito por meio de votação eletrônica no site do MMA. 

Leia aqui mais detalhes sobre o Prêmio Nacional da Biodiversidade.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – Telefone: 61.2028 1227

 

 



Um ministério em nome do latifúndio

Kátia Abreu na cerimônia de posse do Ministério da Agricultura (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil).

Em sua primeira entrevista como ministra, Kátia Abreu usa argumentos falsos e reforça ser representante dentro do governo da parcela mais atrasada do agronegócio brasileiro

Kátia Abreu na cerimônia de posse do Ministério da Agricultura (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil).
Kátia Abreu na cerimônia de posse do Ministério da Agricultura (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil).

Recém empossada ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a senadora licenciada Kátia Abreu, a eterna Miss Desmatamento, afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira 5 de janeiro, que não tem nada contra assentamentos e que, no Brasil, “latifúndio não existe mais”. Infelizmente não é bem isso que os dados oficiais do próprio governo e sua reputação junto aos movimentos sociais mostram.

De acordo com o site do MST e a revista Forum, os números do cadastro de imóveis rurais do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), levantados a partir da auto-declaração dos proprietários de terras entre 2003 e 2010, demonstram que a concentração da terra e a improdutividade aumentaram nesse período no País. Os dados mais recentes apontam que 130 mil proprietários de terras concentram 318 milhões de hectares, o equivalente a quase duas vezes o Estado do Amazonas. Em 2003, eram 112 mil proprietários com 215 milhões de hectares.

Ainda segundo os dados, mais de 100 milhões de hectares passaram para o controle de latifundiários, que possuem em média mais de 2.400 hectares. Portanto, não só ainda há latifúndio no Brasil, como eles cresceram em quantidade e ainda estão mais improdutivos.

Uma das maiores defensoras da bancada ruralista no Congresso Nacional, Kátia Abreu já não era surpresa para o Ministério, tampouco a inclinação ideológica em seu mandato. “Ela defende os grandes empresários do agronegócio e não quer saber dos assentados, pequenos agricultores e populações tradicionais. Ela é contra a reforma agrária, contra os índios e contra a PEC do Trabalho Escravo. Suas ações são para defender interesses pessoais e mesquinhos de um grupo restrito de grandes proprietários de terras que priorizam o lucro em detrimento da preservação do meio ambiente e de seus guardiães”, comenta Danicley Aguiar, da Campanha Amazônia do Greenpeace.

Sobre o argumento de que “Os índios saíram da floresta e passaram a descer nas áreas de produção”, podemos citar apenas que as populações indígenas sempre habitaram todos os biomas do Brasil. Portanto, partir do pressuposto de que os índios só ocupam florestas propriamente ditas já é por si só equivocado. E é exatamente em regiões como o Mato Grosso do Sul, Nordeste e Cerrado que os povos indígenas enfrentam situações de maior vulnerabilidade, exatamente por não terem seus direitos históricos à terra reconhecidos e garantios pelo Estado brasileiro.

Ela também menciona que se quiséssemos fazer justiça e devolver todas as terras que são de direito aos índios, teríamos que tomar o Rio de Janeiro e a Bahia, pois “O Brasil inteiro era deles”. Acontece que o esforço de retórica da ministra não encontra eco na realidade. Ao contrário, no Rio Grande do Sul, por exemplo, segundo dados oficiais da Funai, se todas as reivindicações forem atendidas, somente cerca de 1% do estado seria reservado aos índios.

Ainda na entrevista, quando Kátia Abreu se coloca como “parceira número um” para “ajudar os índios a produzirem”, ela também ignora todas as práticas milenares de produção sustentável desses povos tradicionais.

Quando fala que “O STF já decidiu que terra demarcada não pode ser ampliada”, Kátia Abreu se refere à votação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, no qual o STF decidiu clara e explicitamente, no voto do ministro Luís Roberto Barroso, que as condicionantes ali impostas não teriam caráter vinculante. Ou seja, que são estritamente relacionadas àquele caso específico.

Estes pontos, entre outros, revelam que as declarações da digníssima ministra Kátia Abreu só demonstram que ela segue representando os interesses dos segmentos mais atrasados da agricultura brasileira, que não alcançaram os patamares mínimos de produtividade, desmatam o meio ambiente e utilizam trabalho escravo, e que sua gestão continuará desvalorizando a diversidade socioambiental do Brasil, representada pelos conhecimentos e culturas dos povos brasileiros originários.

por Nathália Clark

greenpeace.org

SINTET NÃO ACEITA PARCELAMENTO E COBRA POSIÇÃO DO GOVERNO

30264-jose-roque-presidente-do-sintet-toO Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins – SINTET, representante da categoria dos profissionais da educação pública, denuncia e repudia veementemente os atos do governo anterior pelo não pagamento dos vencimentos dos servidores públicos estaduais do Estado do Tocantins referente ao mês de Dezembro/2014. O não pagamento trouxe diversos transtornos aos servidores que não terão como honrar seus compromissos.

O salário é um direito fundamental do trabalhador e não pode mais ficar atrelado às irresponsabilidades de má gestores. Assim, o SINTET e seus filiados/as lamentam e não aceitam o parcelamento anunciado em quatro vezes pelo atual governo, já que os trabalhadores não podem pagar pela má gerência de seus governantes, muito menos parcelar suas obrigações financeiras.

Dessa forma, o SINTET espera nova posição do Governo Marcelo Miranda para que busque alternativas que não penalize mais ainda os servidores.

Palmas-TO, 05 de Janeiro de 2015.

 

José Roque Rodrigues Santiago

Presidente

JOAQUIM LEVY DIZ ACREDITAR EM REEQUILÍBRIO DA ECONOMIA SEM PARADA BRUSCA

942467-fazenda_banco central-12O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta segunda-feira, 5, que a evolução da economia brasileira vai depender da velocidade da resposta da economia de modo geral. “Vínhamos em um processo de desaceleração e é evidente que aquilo estava esgotando um pouco a capacidade de reação. Vamos dar espaço para respirar”.

A economia brasileira, observou, tem muita resiliência. “Não acredito em parada brusca. Vamos ter reequilíbrio”, afirmou em sua primeira entrevista coletiva à imprensa, concedida após a cerimônia de transmissão de cargo.

O novo titular da pasta reforçou o que disse em seu discurso no Banco Central quanto à necessidade de promover um ajuste fiscal e controlar os gastos públicos. Citou as recentes medidas anunciadas para melhorar o perfil das despesas, como as mudanças no pagamento do seguro-desemprego e das pensões.

“São ajustes importantes que vão trazer não só economia, mas serão também favoráveis à própria dinâmica do mercado de trabalho”, completou.

Joaquim Levy acrescentou que eventualmente poderão ser feitos ajustes na receita de forma a gerar poupança e apontar na direção dos investimentos, porém o foco será no controle de gastos. “”O ajuste essencial para a economia funcionar bem é ter um controle das despesas públicas de tal maneira que não sejamos forçados a aumentar a carga tributária de forma sistemática”,” apontou.

Na visão do ministro, só é possível estabilizar a carga tributária na medida em que o gasto público tiver uma trajetória confortável e que facilite o crescimento da economia. ““A nossa estratégia vai ser sempre a parte do ajuste fiscal e medidas que deem flexibilidade e agilidade à economia dando confiança para os investidores””.

Ele acrescentou que a confiança na situação fiscal tem impacto no custo do financiamento da dívida pública, já que os juros de longo prazo tendem a cair quando há credibilidade na política econômica. Além disso, afirmou Levy, a harmonização da tributação e dos mecanismos de investimentos facilita a diversificação da base de investidores.

Em fala alinhada com o discurso da presidenta Dilma Rousseff, Levy voltou a defender o fim do sistema patrimonialista. ““O Brasil tem maturidade para mais empresas tomarem risco. Quando você acha que todo mundo tem chance, todo mundo entra no jogo””, disse.

PF, Receita e Cade vão investigar fraudes na venda de próteses

A Polícia Federal (PF), a Receita Federal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vão investigar irregularidades na prescrição de dispositivos médicos, como próteses ortopédicas. A medida foi anunciada hoje (5) pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que declarou “guerra à máfia”, depois de denúncia feita no programa Fantástico, da TV Globo. Ele disse ter determinado que a PF faça as investigações para responsabilizar e punir os culpados.

A reportagem, exibida ontem (5), mostrou um esquema em que fabricantes de próteses pagam comissões para médicos prescreverem determinados produtos. Alguns profissionais chegavam a faturar até R$ 100 mil por mês de comissões. A matéria também aponta a execução de cirurgias para implantação de próteses sem necessidade.

De acordo com a reportagem, o esquema começa, em geral, quando o paciente, depois de esperar pela cirurgia na fila da rede pública, vai para uma consulta, na qual o médico indica um advogado que, com orçamentos falsos  e procedimentos superfaturados, entra na Justiça pedindo liminar que obrigue o governo a pagar o procedimento. Segundo o ministro, o Cade deverá averiguar se há um cartel das empresas de próteses.

O Tribunal de Contas da União (TCU) já havia apontado aumento de demandas judiciais na área de saúde com o objetivo de garantir o fornecimento de medicamentos e a realização de cirurgias e outros procedimentos. Segundo o TCU, na esfera federal, os gastos com medicamentos e insumos para cumprimento de decisões judiciais passaram de R$ 2,5 milhões, em 2005, para R$ 266 milhões em 2011.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, qua participou da entrevista coletiva com Cardozo, repudiou as atitudes mostradas na reportagem e anunciou a criação de um grupo formado pelos ministérios da Saúde, da Justiça e da Fazenda, e ainda pelos conselhos nacionais de secretários municipais e estaduais, para que, juntas, as três pastas possam corrigir e aperfeiçoar todas as questões relacionadas ao uso dos dispositivos médicos. Segundo o ministro, em até 180 dias serão apresentadas medidas de reestruturação do setor, visando tanto à área pública quanto à privada.

Os dois ministros pediram que quem tiver informações sobre as irregularidades ligue para o número 136 e faça a denúncia. Só em 2013, o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou R$ 1,2 bilhão com procedimentos envolvendo próteses, órteses e dispositivos especiais.

Segundo Chioro, as distorções relacionadas aos gastos com dispositivos médicos, como próteses, órteses e também materiais especiais na área da saúde são um problema muito grave. “Tenho sido procurado pelas operadoras de planos de saúde, por associações dirigentes de hospitais filantrópicos, de hospitais privados, por secretarias estaduais e municipais reportando o quanto essa situação das órteses, próteses, e dispositivos médicos tem se transformado em um grande desafio para a sustentabilidade  do nosso sistema público e privado de saúde”, destacou.

Chioro adiantou que está em análise a implantação de um sistema de registro de implantes, de funcionamento nacional, para que os implantes possam ser rastreados, de modo a se identificar a necessidade da marca indicada e analisar o protocolo clínico usado, entre outros itens.

Aline Leal – Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro
 

Rede Municipal reabre matrículas para alunos novatos em Araguaína

Cerca de cinco mil novas vagas estão sendo oferecidas na rede municipal, distribuídas na educação infantil e no ensino fundamental

 Credito Leila Mel-AscomNesta segunda-feira, dia 5, foram reabertas as matrículas para alunos novatos na Rede Municipal de Ensino de Araguaína. Estão sendo ofertadas duas mil novas vagas na Educação Infantil e mais três mil no Ensino Fundamental. As matrículas iniciaram no dia 15 de dezembro e, devido ao recesso de fim de ano, foram suspensas dia 23 de dezembro.

Ao todo, são 34 escolas e 26 creches distribuídas na zona urbana de Araguaína; sendo que 16 escolas estão localizadas na zona rural do Município. Os pais devem ficar atentos quanto ao horário de atendimento para efetivar a matrícula dos seus filhos. Neste período, as unidades escolares estão funcionando das 7 às 13 horas.

As matrículas seguem até o preenchimento das vagas oferecidas.

 Documentação

 

O aluno ou seu responsável deverá comparecer à unidade escolar para fazer a matrícula munido dos seguintes documentos:

 Educação Infantil

Cópia da Certidão de Nascimento;

Cópia do CPF e RG;

Atestado ou Carteira de Saúde em que conste que a criança está em dia com a vacinação;

Comprovante de residência;

Declaração de trabalho da mãe e/ou responsável;

Cópia do Cartão Benefício (Bolsa Família);

Uma foto 3×4;

Declaração e/ou Histórico Escolar (1º e 2º período);

Ficha de aproveitamento Individual, quando se trata de transferência no decorrer do ano letivo;

Cópia dos documentos dos pais e/ou Responsáveis;

Cópia do NIS do (a) aluno (a).

 

Ensino Fundamental

Cópia da Certidão de Nascimento;

Cópia do CPF e RG;

Assinatura de termo de responsabilidade;

Comprovante de residência;

Cópia do Cartão Benefício (Bolsa Família);

Declaração e/ou Histórico Escolar;

Ficha de aproveitamento Individual, quando se trata de transferência no decorrer do ano letivo;

Uma foto 3×4.

Cópia dos documentos dos pais e/ou Responsáveis;

Cópia do NIS do (a) aluno (a).

 

Educação de Jovens e Adultos (EJA)

Cópia da Certidão de Nascimento;

Cópia do RG e CPF;

Declaração e/ou Histórico Escolar;

Ficha de aproveitamento Individual, quando se trata de transferência no decorrer do ano letivo Assinatura de termo de responsabilidade;

Comprovante de residência;

Comprovante do Alistamento militar (maior de 18 anos/sexo masculino);

Uma foto 3×4.

Declaração de Trabalho se for menor de 18 anos.

 

Inscrições para o Sisu 2015/1 começam dia 19; UFT oferta 1.775 vagas

375814-sisuComeça no dia 19 de janeiro e segue até o dia 22 o prazo de inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), edição 2015/1. O processo seletivo realizado pelo Ministério da Educação (MEC) é destinado os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2014 interessados em concorrer a vagas para cursar o Ensino Superior em universidades públicas de todo o país.
Neste primeiro semestre letivo de 2015, a Universidade Federal do Tocantins (UFT) vai ofertar 1.775 vagas em 47 cursos de graduação, nos sete câmpus da instituição, incluindo quatro novos cursos: licenciatura em Educação Física nos câmpus de Miracema e Tocantinópolis, bacharelado em Relações Internacionais em Porto Nacional e bacharelado em Ciências Sociais, também em Porto Nacional.
Parte das vagas disponibilizadas na UFT é reservada a quilombolas, indígenas e a candidatos que se enquadram na Lei 12.711/2012 – que prevê cotas para estudantes oriundos de escolas públicas, de baixa renda, pretos, pardos e indígenas. A quantidade de vagas ofertada pela UFT, por curso e modalidade, pode ser consultada no Termo de Adesão ao Sisu.

Para participar do processo seletivo unificado os candidatos não podem ter zerado na redação do Enem. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas na página do Sisu na internet, quando cada estudante poderá fazer até duas opções de curso, na mesma instituição ou em instituições diferentes. Durante o período de inscrições o candidato poderá alterar suas opções com base na classificação parcial e na nota de corte dos candidatos que serão disponibilizadas diariamente para consulta.

Os resultados serão divulgados pelo MEC no dia 26, em uma única chamada, considerando os candidatos mais bem classificados em cada curso. Quem não for selecionado para a primeira opção de curso na chamada regular vai poder participar de uma lista de espera, manifestando interesse do dia 26 de janeiro até o dia 6 de fevereiro, para chamadas posteriores realizadas pelas próprias instituições de ensino para as vagas não ocupadas.

As aulas do primeiro semestre letivo de 2015 devem começar no mês de maio na UFT.

A UFT participa do Sisu desde 2010, e em 2014 realizou seu último Vestibular para concorrência geral nos cursos de graduação. No entanto, ainda este ano será realizado um Vestibular para os cursos de Educação do Campo dos câmpus de Arraias e Tocantinópolis, com oferta de 120 vagas cada, e para o novo curso de Letras-Libras em Porto Nacional, com 40 vagas.
Fique atento:
– Para se inscrever no Sisu o candidato precisa apenas de seu número de inscrição no Enem e da senha cadastrada no sistema do exame, mas deve ficar atento aos documentos exigidos para a efetivação da matrícula, caso seja selecionado, conforme o item 5 do Termo de Adesão da UFT.
– Cabe exclusivamente ao candidato certificar-se de que os requisitos estabelecidos pela instituição para concorrer às vagas reservadas ao Sistema de Cotas para Escolas Públicas e ao Sistema de Cotas para Indígenas e Quilobolas sejam cumpridos, sob pena de, caso selecionado, perder o direito à vaga.

– As inscrições para o Sisu podem ser feitas a partir do dia 19 de janeiro até as 23h59 do dia 22, considerando o horário de Brasília.

Mais informações no Termo de Adesão ao Sisu da UFT, no site do Sisu e no Edital nº 01/2015 do MEC.

 

 

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