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Inscrições para o Sisu 2015/1 começam dia 19; UFT oferta 1.775 vagas

375814-sisuComeça no dia 19 de janeiro e segue até o dia 22 o prazo de inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), edição 2015/1. O processo seletivo realizado pelo Ministério da Educação (MEC) é destinado os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2014 interessados em concorrer a vagas para cursar o Ensino Superior em universidades públicas de todo o país.
Neste primeiro semestre letivo de 2015, a Universidade Federal do Tocantins (UFT) vai ofertar 1.775 vagas em 47 cursos de graduação, nos sete câmpus da instituição, incluindo quatro novos cursos: licenciatura em Educação Física nos câmpus de Miracema e Tocantinópolis, bacharelado em Relações Internacionais em Porto Nacional e bacharelado em Ciências Sociais, também em Porto Nacional.
Parte das vagas disponibilizadas na UFT é reservada a quilombolas, indígenas e a candidatos que se enquadram na Lei 12.711/2012 – que prevê cotas para estudantes oriundos de escolas públicas, de baixa renda, pretos, pardos e indígenas. A quantidade de vagas ofertada pela UFT, por curso e modalidade, pode ser consultada no Termo de Adesão ao Sisu.

Para participar do processo seletivo unificado os candidatos não podem ter zerado na redação do Enem. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas na página do Sisu na internet, quando cada estudante poderá fazer até duas opções de curso, na mesma instituição ou em instituições diferentes. Durante o período de inscrições o candidato poderá alterar suas opções com base na classificação parcial e na nota de corte dos candidatos que serão disponibilizadas diariamente para consulta.

Os resultados serão divulgados pelo MEC no dia 26, em uma única chamada, considerando os candidatos mais bem classificados em cada curso. Quem não for selecionado para a primeira opção de curso na chamada regular vai poder participar de uma lista de espera, manifestando interesse do dia 26 de janeiro até o dia 6 de fevereiro, para chamadas posteriores realizadas pelas próprias instituições de ensino para as vagas não ocupadas.

As aulas do primeiro semestre letivo de 2015 devem começar no mês de maio na UFT.

A UFT participa do Sisu desde 2010, e em 2014 realizou seu último Vestibular para concorrência geral nos cursos de graduação. No entanto, ainda este ano será realizado um Vestibular para os cursos de Educação do Campo dos câmpus de Arraias e Tocantinópolis, com oferta de 120 vagas cada, e para o novo curso de Letras-Libras em Porto Nacional, com 40 vagas.
Fique atento:
– Para se inscrever no Sisu o candidato precisa apenas de seu número de inscrição no Enem e da senha cadastrada no sistema do exame, mas deve ficar atento aos documentos exigidos para a efetivação da matrícula, caso seja selecionado, conforme o item 5 do Termo de Adesão da UFT.
– Cabe exclusivamente ao candidato certificar-se de que os requisitos estabelecidos pela instituição para concorrer às vagas reservadas ao Sistema de Cotas para Escolas Públicas e ao Sistema de Cotas para Indígenas e Quilobolas sejam cumpridos, sob pena de, caso selecionado, perder o direito à vaga.

– As inscrições para o Sisu podem ser feitas a partir do dia 19 de janeiro até as 23h59 do dia 22, considerando o horário de Brasília.

Mais informações no Termo de Adesão ao Sisu da UFT, no site do Sisu e no Edital nº 01/2015 do MEC.

 

 

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Governo do Tocantins repassa mais de R$ 3 milhões para benefícios eventuais dos municípios

Recurso é originário do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza.

O Governo do Tocantins começa a semana com boas notícias para os municípios, com mais uma etapa de pagamento dos benefícios eventuais a todas as prefeituras do Estado, totalizando repasse no valor de R$ 3.292.200,00.

Desse montante, cerca de R$ 1,91 milhão foi depositado, ainda na semana passada, nas contas de 61 municípios. Nesta segunda-feira, 20,  41 começam a receber o benefício, que segue no decorrer desta semana. Os demais municípios já tiveram o recurso adiantado, em janeiro deste ano, devido ao estado de calamidade pública decretado em decorrência das fortes chuvas.

O recurso para os benefícios eventuais é originário do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep-TO), que é administrado pela Secretaria de Estado da Fazenda, com a finalidade de provisionar recursos financeiros às unidades orçamentárias executoras de programas sociais que compõem a Rede de Proteção Social do Estado do Tocantins.

Benefícios eventuais

Previstos pela Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), os benefícios eventuais são ofertados pelos municípios e visam o atendimento imediato de necessidades humanas básicas decorrentes de contingências sociais, ou seja, situações inesperadas. Para solicitar o benefício, o cidadão deve procurar as unidades da Assistência Social no município, em virtude de nascimento, morte, situações de vulnerabilidade temporária e de calamidade pública.

No caso de nascimento, para atender as necessidades do bebê que vai nascer; apoiar a mãe nos casos em que o bebê nasce morto ou morre logo após o nascimento; e apoiar a família em caso de morte da mãe; nos casos de morte, para atender as necessidades urgentes da família após a morte de um de seus provedores ou membros; atender as despesas de urna funerária, velório e sepultamento, desde que não haja no município outro benefício que garanta o atendimento a estas despesas. Situação de vulnerabilidade temporária para o enfrentamento de situações de riscos, perdas e danos à integridade da pessoa e/ou de sua família e outras situações sociais que comprometam a sobrevivência; e calamidade pública para garantir os meios necessários à sobrevivência da família e do indivíduo, com o objetivo de assegurar a dignidade e a reconstrução da autonomia das pessoas e das famílias atingidas.

Arlete Cavalho/Governo do Tocantins

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Copom eleva juros básicos da economia para 13,25% ao ano

Juros estão no maior nível desde janeiro de 2017.

Em meio aos impactos da guerra na Ucrânia sobre a economia global, o Banco Central (BC) continuou a apertar os cintos na política monetária. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic, juros básicos da economia, de 12,75% para 13,25% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Apesar de o aumento em 0,5 ponto ter ficado dentro do previsto, o Copom surpreendeu o mercado, ao anunciar que pretende continuar a elevar a taxa Selic nas próximas reuniões. Até agora, a maioria dos analistas financeiros apostava que os juros básicos ficariam em 13,25% ao ano até o fim de 2022.

“Para a próxima reunião, o Comitê [de Política Monetária] antevê um novo ajuste, de igual ou menor magnitude. O comitê nota que a crescente incerteza da atual conjuntura, aliada ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos ainda por serem observados, demanda cautela adicional em sua atuação”, destacou o Copom em comunicado.

A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando estava em 13,75% ao ano. Esse foi o 11ª reajuste consecutivo na taxa Selic. Apesar da alta, o BC reduziu o ritmo do aperto monetário. Depois de dois aumentos seguidos de 1 ponto percentual, a taxa foi elevada em 0,5 ponto.

De março a junho do ano passado, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de dezembro do ano passado até maio deste ano.

Com a decisão de hoje (16), a Selic continua num ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018. A Selic voltou a ser reduzida em agosto de 2019 até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Esse era o menor nível da série histórica iniciada em 1986.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o indicador fechou em 11,73% no acumulado de 12 meses, no maior nível para o mês desde 2015. Apesar da queda no preço da energia elétrica, por causa do fim das bandeiras tarifárias, a inflação continua pressionada pelos combustíveis.

O valor está bastante acima do teto da meta de inflação. Para 2022, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 5% neste ano nem ficar abaixo de 2%.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia 2022 em 7,1% no cenário base. A projeção, no entanto, está desatualizada com o prolongamento da guerra entre Rússia e Ucrânia , que elevam a cotação do petróleo. A nova versão do relatório será divulgada no fim deste mês.

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 9%. A pesquisa está suspensa por causa da greve dos servidores do Banco Central, mas uma atualização foi divulgada na semana passada.

Crédito mais caro

A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia. No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava crescimento de 1% para a economia em 2022.

O mercado projeta crescimento um pouco maior. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) neste ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

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