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Caixa eleva juros de financiamento da casa própria pela terceira vez no ano

156809596-caixaOs mutuários que assinarem contratos com a Caixa Econômica Federal a partir de outubro pagarão mais caro pelo financiamento da casa própria. Pela terceira vez no ano, o banco reajustou os juros das linhas de crédito habitacional. Os contratos já assinados não serão afetados.

As novas taxas variam conforme o grau de relacionamento do cliente com a Caixa. Para correntistas do banco e servidores públicos que financiam imóveis pelo Sistema Financeiro Habitacional, a taxa subiu meio ponto percentual, de 8,8% a 9,3% ao ano para 9,3% a 9,8% por ano.

Para quem não é correntista da Caixa, os juros subirão de 9,45% para 9,9% ao ano. O SFH financia imóveis de até R$ 650 mil ou R$ 750 mil, dependendo da localidade, com recursos da caderneta de poupança.

Os financiamentos do Sistema Financeiro Imobiliário, destinado a imóveis acima de R$ 650 mil ou de R$ 750 mil, dependendo da localidade, também ficarão mais caros.

A taxa para correntistas da Caixa e para servidores públicos passarão de 10,2% a 10,7% ao ano para 10,5% a 11,2% ao ano. Para mutuários sem conta na Caixa, a taxa aumentará de 11% para 11,5% ao ano. Para os imóveis comerciais, os juros subirão de 12% para 14% ao ano.

Em comunicado, a Caixa informou que o aumento da taxa Selic – juros básicos da economia – foi o responsável pela alta. Atualmente, a Selic, que serve de base para as demais taxas de juros da economia, está em 14,25% ao ano, depois de ter sido reajustada por sete vezes seguidas desde outubro do ano passado.

Segundo o banco, apenas os juros do Programa Minha Casa, Minha Vida – destinado a famílias de baixa renda – não sofreram aumento. Responsável por 70% do crédito imobiliário em todo o país, a Caixa tem tomado uma série de medidas ao longo do ano que dificultam o acesso aos financiamentos de imóveis.

Em janeiro e em abril , o banco elevou os juros das linhas de crédito do SFH. Também em abril, a Caixa diminuiu o limite de financiamento. O teto caiu de 90% para 80% do valor do imóvel no Sistema de Amortização Constante (SAC) e de 80% para 50% nos imóveis usados avaliados em até R$ 750 mil.

No início de agosto, o banco voltou a restringir o acesso ao crédito imobiliário, proibindo que clientes com um imóvel financiado com recursos da poupança financiem outro imóvel na mesma modalidade. Segundo o banco, a mudança atingiu 2,4% dos financiamentos disponíveis.

Edição: Beto Coura
 

Venezuela e Colômbia chegam a acordo para resolver crise na fronteira

unasulOs presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Colômbia, Juan Manuel Santos, se reuniram hoje (21) pela primeira vez desde o início da crise na fronteira entre os dois países. A crise já dura um mês e fez com que cerca de 20 mil colombianos, que viviam em território venezuelano, deixassem o país.

No final do encontro, na capital do Equador, Quito, os dois governos anunciaram a decisão de normalizar imediatamente as relações diplomáticas; de investigar denúncias de ambas partes e de fazer uma reunião ministerial na capital venezuelana, Caracas, na próxima quarta-feira (23), para encontrar formas de combater o contrabando e narcotráfico na região.

Tanto Maduro quanto Santos manifestaram a intenção de se reunir, o que foi possível com a ajuda e a participação dos presidentes do Equador, Rafael Correa, e do Uruguai, Tabaré Vázquez. O Equador exerce a presidência pró-tempore da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e o Uruguai o da União de Nações Sul-americanas (Unasul), daí a iniciativa de Correa e Tabaré Vázquez para que os dois presidentes se encontrassem.

Os quatro presidentes ficaram satisfeitos com o que consideram ser um diálogo “construtivo”. Ficou acertado que os embaixadores da Colômbia, em Caracas, e da Venezuela, em Bogotá, deverão voltar a seus postos, normalizando as relações diplomáticas.

A crise foi desencadeada no dia 19 de agosto depois de uma emboscada a três militares venezuelanos, que patrulhavam a fronteira, para impedir o contrabando de alimentos e combustível. Além dos militares, um civil venezuelano foi ferido por homens armados que fugiram de moto.

Maduro atribuiu o ataque a “paramilitares” colombianos que, segundo ele, protegem o milionário negócio do contrabando, e mandou fechar parte da fronteira. Cerca de mil colombianos, vivendo ilegalmente na Venezuela, foram deportados.

Desde então, a tensão só aumentou, apesar dos chanceleres dos dois países terem se reunido duas vezes. Colômbia chamou seu embaixador em Caracas “para consultas” e Venezuela fez o mesmo com o seu representante em Bogotá.

Em um mês, Maduro estendeu o “estado de exceção” a 23 municípios fronteiriços e cerca de 20 mil colombianos deixaram a Venezuela, temendo ser expulsos. O Ministério da Defesa colombiano acusou aviões venezuelanos de violarem seu espaço aéreo, o que foi negado pela Venezuela.

 Edição: Aécio Amado

Monica Yanakiew – Correspondente da Agência Brasil          

Professor e criminalista, Jorge Palma confirma pré-candidatura a vice em Araguaína e apoio a Walter Ohofugi

Jorge PalmaProfessor de direito e advogado criminalista, Jorge Palma de Almeida Fernandes, 43 anos, confirmou, no final de semana, a pré-candidatura a vice-presidente da subseção de Araguaína da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e o respaldo ao pré-candidato Walter Ohofugi na disputa pela seccional Tocantins.

Jorge Palma, que será vice de Letícia Bittencourt, 37, disse que decidiu se apresentar na eleição agora pela necessidade que a OAB, tanto em Araguaína, quanto no Tocantins, tem de mudança e transformação geral. “Na universidade, ensinamos direito aos mais jovens. Mas agora é hora de também ensinar a importância de ter uma OAB forte independente, coisa que infelizmente nunca tivemos”, ressaltou Jorge Palma.

Ele defendeu a necessidade da OAB retomar o protagonismo, se posicionando nas grandes questões e tendo a independência que a sociedade espera. “Escolhemos o Walter Ohofugi por ele ser o único candidato capaz de implantar as mudanças, já que os três são do mesmo grupo e apenas se separaram agora”, salientou, ao destacar que Ohofugi, diferente dos outros três postulantes, não tem por trás qualquer grupo político-partidário o apoiando.

Grupo Sururu na Roda se apresenta nesta segunda-feira no 9º Salão do Livro

sururu-na-roda - foto divulgaçãoO Palco livro receberá nesta segunda, 21, o grupo carioca Sururu na Roda, eleito melhor grupo de samba pelo 25º Prêmio da Música Brasileira em 2014. Essa será a primeira vez que o grupo se apresentará no Tocantins, prometendo passear pelos ritmos brasileiros e contagiar a plateia. A apresentação acontece a partir das 22h, em Palmas, no Parque do Povo.

 Segundo a vocalista do grupo, Nilze Carvalho, o grupo está ansioso para desembarcar no 9º Salão do Livro. “Ficamos muito felizes com o convite da Secretaria de Estado da Cultura, preparamos um show muito animado para o Tocantins, com um som muito eclético apesar da nossa matriz ser o samba. Vamos fazer um verdadeiro passeio pelos ritmos do Brasil, um show para ninguém ficar parado”, declarou.

 A atração integra a programação do 9º Salão do Livro, que nessa edição tem o tema “Regionalismo e Desenvolvimento: Na terra do Sol, a vida se transforma através da leitura”, e será realizado em conjunto com a 11ª Feira de Folclore, Comidas Típicas e Artesanato do Tocantins (Fecoarte).

 Sururu na Roda

 Uma das marcas do grupo é sua sonoridade que expressa diferentes nuances de timbres, característica que mescla novidade, qualidade e tradição. Isso se deve ao fato de seus integrantes serem cantores e instrumentistas, cada um proveniente de um contexto musical diferente, trazendo para o grupo sua bagagem e suas influências.

 Foi em 2000, na informalidade dos encontros nos jardins da UNIRIO, que surgiu a idéia de formar o grupo Sururu na Roda. A então  estudante Nilze Carvalho – voz, cavaquinho e bandolim – uniu-se a Fabiano Salek e Sílvio Carvalho – respectivamente voz e percussão, e voz, percussão e cavaquinho, transformando a parceria num dos mais badalados grupos de samba que revitalizaram a Lapa, bairro ícone da boemia do Rio de Janeiro.

 A fim de fazer um registro fonográfico, aproveitando o clima dos shows, o Sururu na Roda lançou seu primeiro CD, Arco da Velha, em 2001, que traduz fielmente o clima das rodas de samba.

 Ao longo de sua trajetória o grupo representou a música brasileira em eventos promovidos pelas embaixadas brasileiras em países como Costa Rica, Guatemala, Tunísia, Belize, Vietnam e realizou turnês nos Estados Unidos e Argentina. No final do segundo semestre de 2014 o grupo realizou uma turnê de 22 shows em 20 cidades do Japão, com enorme aceitação e sucesso de público produzida pela Latina e pelo grupo Min-On.

Fernanda Veloso/Governo do Tocanins

Lázaro Botelho e prefeito Zé Pedro trocam elogios durante a Cavalgada de Nova Olinda

GEDSC DIGITAL CAMERAO deputado federal Lázaro Botelho (PP), juntamente com o prefeito Zé Pedro participaram da XXIV Cavalgada da cidade de Nova Olinda, na manhã deste domingo, 20. Milhares de pessoas lotaram as calçadas das principais ruas e avenidas para assistir a passagem de várias comitivas formadas por cavaleiros ,peões , patrões e amazonas .

O deputado Lázaro Botelho, na oportunidade, parabenizou os organizadores do evento, a participação da população e rasgou elogios à gestão do prefeito Zé Pedro: “Estão de parabéns a comissão organizadora da Cavalgada e também a população pelo comparecimento nas ruas”. E completou elogiando a gestão do prefeito Zé Pedro: “ A cidade de Nova Olinda está com uma nova roupagem. Têm obras sendo realizadas por todos lados! Tenho destinado milhões  de reias para Nova Olinda, e graças a competência do prefeito toda esta verba está sendo bem aplicada e para o próximo ano vou mandar mais”. Garantiu o deputado lazaro Botelho durante a cavalgada de Nova Olinda.

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O prefeito Zé Pedro (PTB), também elogiou o trabalho da comissão organizadora, a participação popular e as 14 comitivas e ‘rasgou’ elogios ao deputado Federal Lázaro Botelho: “Estão todos de parabéns pela belíssima festa: a população, a comissão  organizadora e todas a comitivas”. E finalizou tecendo elogios ao deputado Lázaro Botelho: “Botelho tem sido um pai para a cidade de Nova Olinda. Toda essa transformação   que você vê na cidade foi possível graça ao trabalho desse brilhante deputado. E também tenho recebido apoio dos deputados estaduais Valderez Castelo Branco e Vilmar do DETRAN”.

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Também marcaram presença XXIV Cavalgada da cidade de Nova Olinda outras lideranças políticas, entre elas o ex- governador Sandoval Cardoso ; o prefeito de Wanderlândia Eduardo Madruga ; o presidente da Assembléia Legislativa Osires Damaso ; e o prefeito da cidade de Arapoema Assilon Soares Filho (PT).

Estados Unidos vão acolher 85 mil refugiados em 2016

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JEAN-CHRISTOPHE BOTT/EPA

Os Estados Unidos vão acolher mais 85 mil refugiados em 2016, incluindo 10 mil sírios. O número pode chegar a 100 mil em 2017, segundo o secretário de Estado norte-americano, John Kerry.

“Vamos até aos 85 mil, dos quais pelo menos 10 mil especificamente provenientes da Síria, no próximo ano. E no próximo ano fiscal [outubro de 2016 a outubro de 2017] nossa meta é 100 mil”, destacou Kerry, durante ida a Berlim, onde se encontrou com o secretário de Estado alemão, Frank-Walter Steinmeier.

O chefe da diplomacia norte-americana adiantou que o seu país gostaria de “receber mais” migrantesa, mas isso tornou-se difícil depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. “Depois do 11 de Setembro, adotamos novas leis, controle dos antecedentes [das pessoas] e isso demora muito tempo. Nós não queríamos, mas não podemos ir por atalhos”, frisou.

No ano fiscal que termina em setembro de 2015, a maior economia mundial recebeu 70 mil refugiados.

Desde o início da guerra civil, na primavera de 2011, os Estados Unidos receberam cerca de 1,8 mil sírios, e o departamento de Estado norte-americano apontou uma estimativa inicial de 5 mil a 8 mil para o fim do ano fiscal de 2016.

O receio da chegada de jihadistas ultrarradicais por esta via ocupa um lugar central no debate político norte-americano.

Kerry saudou o comportamento da Alemanha durante a crise migratória que atingiu o continente europeu, considerando que deu “um exemplo notável”, quando o país se prepara para acolher entre 800 mil e 1 milhão de pessoas em busca de asilo até ao fim do ano.

Edição: Graça Adjuto

Refugiados sírios têm dificuldade de encontrar emprego e moradia no Brasil

976557-refugiados-2018Com um gentil “Sallaam Aleikum”, cumprimento árabe que significa “a paz esteja convosco”, Hanaa Nachawaty cumprimenta os clientes, em uma calçada do Leme, na zona sul do Rio de Janeiro. Ela e a família vendem esfirras, quibes e pastas árabes em uma banquinha com duas bandeiras da Síria. Como a maior parte dos refugiados que chegaram ao Brasil, eles elogiam a acolhida no país, mas enfrentam dificuldades em conseguir emprego e moradia definitiva.

Há dois anos no Brasil, Hanaa e a família sobrevivem da venda de salgados, o principal meio de sustento da família de cinco pessoas, incluindo uma criança de 5 anos. Ela alega ter escolhido o país pelas facilidades de conseguir asilo. Desde 2011, o Brasil acolheu 2.077 refugiados sírios, o maior número na América Latina e bem à frente da Argentina, que recebeu 268.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e a organização não governamental Open Society Foundation, o Brasil está atrás apenas da Alemanha, que recebeu 45 mil pessoas nos últimos quatro anos. Diferentemente da Europa, destino preferencial da maioria, os asilados que chegam ao país não recebem uma casa ou auxílio financeiro até reorganizarem a vida. É tudo por conta do refugiado, que, muitas vezes, fica abandonado à própria sorte até conseguir ajuda.

Conseguir uma casa é exatamente o maior problema da família Nachawaty desde que chegou ao Brasil. Atualmente, eles vivem em um apartamento emprestado, que terão de devolver em breve. “O dono nos pediu de volta e não temos para onde ir”, disse um dos filhos de Hanna, Armin Nachawaty, 24 anos. A família prepara em casa os salgados que vendem nas ruas. Se perderem a casa, perdem o sustento.

Em São Paulo, onde estão 65% dos sírios que chegaram desde 2014, por causa da guerra, a Sociedade Beneficente Muçulmana (SBM) também reconhece que o acesso à moradia é uma dificuldade. Sem políticas habitacionais específicas e com condições de aluguel, que, muitas vezes, exigem fiador ou pagamento de altas quantias como garantia, a entidade, que oferecia cestas básicas, além de colchões e cobertores aos refugiados, passou a servir marmitas na instituição. Isso porque muitos não tinham sequer onde cozinhar.

“O grande objetivo deles é ir para e Europa, então, eles chegam aqui com as mesmas expectativas das pessoas que foram para lá”, explica a coordenadora do Programa de Atendimento a Refugiados da Cáritas no Rio de Janeiro, Aline Thuller, que trabalha no acolhimento aos estrangeiros. Porém, os trâmites em alguns países são lentos ou exigem que as famílias fiquem confinadas em campos de detenção, como na França. “[Lá] é comum que as pessoas cheguem ao extremo de cometer suicídio, por frustração, por se sentir improdutivo”, completa.

O sírio Armin Nachawaty, 25 anos, vende esfirras com a família no Rio de Janeiro, onde vivem refugiados da guera na Síria (Frazão/Agência Brasil)

Formado em hotelaria, o sírio Armin Nachawaty, 25 anos, ainda não conseguiu emprego fixo no BrasilFernando Frazão/Agência Brasil

 

Educação e emprego

No Brasil, destaca Aline, a grande vantagem é a possibilidade de conseguir um emprego. Assim que o refugiado chega, ele tem direito a carteira de trabalho, com os mesmos benefícios trabalhistas que qualquer brasileiro, como férias, horas extras e décimo terceiro salário.

Mesmo com a possibilidade de trabalhar, conseguir uma vaga não é tão fácil. O nível educacional dos refugiados sírios é alto, mas eles não têm documentos para comprovarem a formação acadêmica ou revalidarem o título das universidades. “Eles vem de um nível social e educacional alto, mas ficam aqui em uma situação complicada”, reconheceu Aline. “Muitos acabam em subempregos, dando aula de inglês ou trabalhando em serviços gerais”, lamenta.

Falando inglês fluente, Armin, o filho mais velho da família Nachawaty, que estudou hotelaria na capital da Síria, Damasco, não consegue uma recolocação profissional. Ele prefere vender comida árabe nas ruas a lavar pratos por 12 horas em restaurantes na Lapa. “Sabemos de um caso em que o sírio era discriminado e tinha mais trabalho que os outros funcionários”, revelou. O pai, conta, era um pequeno empresário do ramo imobiliário e perdeu tudo nos bombardeios.

Há um ano no Brasil, Rabia Kafouzi, 29 anos, graduada em letras, deixou o seu país e emprego há três anos. “Havia bombardeios aéreos e de tanques [na Síria]. Sequestravam jovens para colocar no exército e, por causa disso, muitos amigos e parentes foram mortos”. Até hoje, não conseguiu emprego por causa do idioma. É o marido que dá aulas de inglês, mas que na Síria trabalhava com informática, o responsável por sustentar a família com duas filhas pequenas.

Na Igreja Ortodoxa de Antioquia do Rio, que recebeu duas famílias refugiadas, a situação se repete. O padre Ignatios Al Sayegh empregou um sírio, também com nível superior, na paróquia. Outro, com menos escolaridade, foi aceito em uma fábrica têxtil. As mulheres ficam em casa, enquanto as crianças estão em escolas católicas. Como ainda não falam português e tem medo de prejudicarem parentes que ficaram no país de origem, preferem não dar entrevistas.

Edição: Wellton Máximo
Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil          

Crianças lotam auditório em palestra do escritor e cartunista Mauricio de Sousa

1000Principal atração do segundo dia de Salão do Livro, a palestra do escritor e cartunista Mauricio de Sousa lotou o auditório Tião Pinheiro no Centro de Convenções Parque do Povo. Com o tema A importância e o desenvolvimento da leitura, o criador da Turma da Mônica falou sobre o processo de criação de seus personagens e interagiu com as centenas de crianças que, da plateia, assistiram a ele, boquiabertas.

Mantendo gerações de leitores com personagens que há mais de 50 anos frequentam o imaginário infantil de todo o País, Mauricio de Sousa consegue se inovar e atender a públicos que vão desde crianças menores até adolescentes que passaram a acompanhar a série de histórias em quadrinhos da Turma da Mônica Jovem.

Com o crescimento de ferramentas digitais para leitura e com a internet cada vez mais presente na vida dos leitores, as revistinhas da MSP (Mauricio de Sousa Produções) ainda são as publicações periódicas infantis mais vendidas no Brasil. “Eu percebi que o meu público estava crescendo e migrando para mangás (histórias em quadrinhos japonesas) e decidi criar a Turma da Mônica Jovem, que se tornou a revista em quadrinhos mais vendida do Brasil”, disse, durante a palestra.

Muito atencioso com os pequenos que frequentaram o auditório durante a palestra, o “pai” de personagens como Cebolinha, Cascão, Chico Bento, Mônica e Magali, comentou sobre o desafio de se manter atual e presente na vida das crianças depois de décadas. “Criança é tudo igual sempre, a todo o momento. Mudam os cenários, mudam as tecnologias, mas as crianças, em sua essência, são sempre iguais. A mesma história que faço no Brasil sai em qualquer lugar do mundo do mesmo jeito”, explicou.

Salão do Livro

Sobre o maior evento literário da região da Amazônia Legal, o escritor destacou a importância de se promover a leitura, principalmente entre os mais jovens. “Estamos tendo, em todos os lugares, uma grande proliferação de salões do livro e feiras literárias. Isso tudo é sinal de que a inteligência das pessoas também aumenta, pois a leitura é o futuro intelectual das crianças”, frisou.

Homenagem

Antes do início da palestra, o secretário de Estado da Educação, Adão Francisco de Oliveira, entregou uma placa ao cartunista, escolhido como homenageado nacional da 9ª edição do Salão do Livro. Para o gestor, a homenagem a Mauricio de Sousa foi mais do que merecida. “Esta homenagem é mais do que justa, pois seus personagens corroboram com as perspectivas regionais do Brasil”, completou. (Edição – Mariana Reis)

Moradores dizem que Dimas prometeu melhorias para o Setor Sul, mas ainda não cumpriu

GEDSC DIGITAL CAMERAOs moradores do Setor Sul, em Araguaína, vivem numa realidade bem deferente de quem mora no centro da cidade. Sequência de governos ineficientes resulta em bairros abandonados pelo poder público municipal.

 A presença do poder público não é sentida nesses bairros há anos. Quer uma prova disso? Ruas que nunca foram pavimentadas e são cheias de buracos; falta de roçagem, falta de saneamento básico e sérios problemas no abastecimento de água, e a sim que vive os moradores do Setor Sul, aonde o IDH (Índice de Desenvolvimento Humanos) ainda é muito baixo.  

 O crescimento desordenado gera inúmeros problemas aos moradores. São casas construídas sem estrutura, até mesmo sem energia elétrica. Grandes quantidades de lixo amontoam-se na maioria das ruas, pois o caminhão que faz a coleta não consegue acessá-las devido à quantidade de buracos, situação que piora ainda mais quando inicia o inverno. Fica difícil transitar em qualquer uma das ruas do Setor Sul.

 No Setor Sul não existe praças ou espaços públicos que possibilitem a prática de esportes ou atividades de lazer. É preciso que o poder público tome providências e dê um fim a todo esse descaso. Quanto mais cedo melhor, haja visto que a população do Setor Sul tem crescido rapidamente. A quantidade de famílias e residências aumentam e consequentemente a quantidade de problemas também.

 Os moradores reclamam e acusam o prefeito Ronaldo Dimas de ter prometido melhorias, mas até o momento não fez nada e completou dizendo: “O prefeito Ronaldo Dimas prometeu para nós, mas até esse momento ele não cumpriu. Estamos abandonados pelo poder público municipal. Aqui falta tudo: comida; moradias decentes; até mesmo esperança de que um dia possamos ter direito a cidadania plena”. Desabafou seu Joaquim.

Por: Geovane Oliveira

Povoado Mumbuca atrai visitantes à VII Festa da Colheita do Capim Dourado no Jalapão

Foto 4 - Maradona Governo do TocantinsOs moradores do povoado Mumbuca, comunidade remanescente de quilombo localizada em Mateiros, no Jalapão, deram início nesta sexta-feira, 18, à Festa da Colheita do Capim Dourado, que este ano chega a sua sétima edição. Com o evento, que se estende até domingo, 20,  comemora-se o início do período de coleta da matéria-prima do tradicional artesanato da região. 

 Nesta sexta, pesquisadores, estudantes e turistas iniciaram a interação com os moradores, por meio de atividades como a apresentação do coral das crianças e rodas de conversa sobre temas relacionados ao capim dourado, como o selo de identificação regional – que está em processo de implantação – e o manejo,  levantando questões fundamentais para a preservação, como o combate ao tráfico da matéria-prima e a necessidade de criação de mecanismos que favoreçam a comunidade, enquanto pioneira na utilização do capim para a produção artesanal.

 Na abertura oficial, com a presença de lideranças da comunidade e do Estado, o presidente da Associação dos Artesãos Extrativistas  do Povoado de Mumbuca – realizadora do evento -, Edvan Ribeiro Gomes,  destacou a importância do capim dourado para o sustento das famílias. Segundo ele, a presença dos visitantes é uma oportunidade de se apresentar o trabalho, a cultura e hábitos da comunidade.

 Representando o governador Marcelo Miranda, o secretário de Estado da Cultura, Melck Aquino reforçou o fato de que o Jalapão e o capim dourado são referência do Tocantins. “Já viraram sinônimo da nossa identidade cultural”, pontuou, acrescentando o potencial de desenvolvimento da comunidade por meio dele.

 Superintendente de Turismo do Estado, James Possapp representou o secretário do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Eudoro Pedroza. Segundo ele, a Festa da Colheita demonstra o respeito da comunidade Mumbuca pelo capim dourado, bem como a preocupação em preservá-lo. “A Festa marca a data adequada para a coleta. Ela demonstra o compromisso dessa comunidade com o manejo adequado do capim dourado, para preservar e garantir que no próximo ano haja mais para coletar”, avaliou.

 Homenagem

Ainda no evento, a comunidade fez uma homenagem ao secretário Eudoro Pedroza pela contribuição e defesa do crescimento da região do Jalapão. Na ocasião, uma poesia sobre o capim dourado foi declamada, destinada ao secretário.

 A Festa da Colheita segue até domingo, com programação que envolve roteiro guiado até a vereda do capim dourado, prosa com famílias tradicionais quilombolas, oficina demonstrativa de artesanato, apresentações musicais, entre outras.

Patrícia Saturno / Governo do Tocantins

 

 

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