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Fesserto, Força Sindical-TO e mais 18 entidades cobram congressistas do Tocantins

A Fesserto (Federação dos Sindicatos de Servidores Públicos do Tocantins), a Força Sindical do Tocantins e mais 18 entidades promoveram, na terça-feira e na quarta-feira, 28 e 29 de março respectivamente, uma verdadeira peregrinação em Brasília visitando os gabinetes dos oito deputados federais e dos três senadores do Estado. A mobilização foi feita para cobrar dos congressistas do Tocantins um posicionamento contrário à proposta de Reforma da Previdência – PEC 287 (Proposta de Emenda à Constituição n.º 287).

Dentre os líderes de entidades que participaram da mobilização, estavam representantes de categoria do setor público e da iniciativa privada. Todos os participantes são unânimes em rejeitar a proposta que, se aprovada, obrigará as pessoas a trabalhar 49 anos para obter aposentadoria integral, criará idade mínima para aposentadoria, igualará o tempo de contribuição de homens e mulheres, reduzirá substancialmente as pensões, além de outros prejuízos aos trabalhadores. “Cada um dos parlamentares do Estado visitado ouviu nossos argumentos e garantiu apoio. Contamos com eles para que essa proposta não avance”, salientou o presidente da Força Sindical-TO, Carlos Augusto de Melo Oliveira (Carlão), que também é presidente da Fesserto.

Ao todo, os líderes sindicais foram recebidos por cinco deputados federais e pela senadora Kátia Abreu. Nos demais gabinetes de deputados e senadores, os sindicalistas foram atendidos por assessores, que receberam a carta conjunta de todas as entidades.

Os deputados que receberam a comitiva e garantiram apoio foram César Halum, Professora Dorinha, Carlos Gaguim, Lázaro Botelho e Vicentinho Júnior. Assim, não tiveram contato direto com os representantes dos trabalhadores as deputadas Josi Nunes, Dulce Miranda e o deputado Irajá Abreu, além dos senadores Ataídes de Oliveira e Vicentinho Alves.

“O importante é que os congressistas tocantinenses garantiram apoio e foram claros ao dizer que, do jeito que a proposta está, ela não terá o voto deles. Nós contamos com eles para enterrar essa PEC”, destacou o diretor-tesoureiro da Fesserto, José Ronaldo dos Santos.

Tanto a Fesserto, quanto outras entidades, já anunciaram que, em 2018, o congressista tocantinense que votar a favor da PEC terá vida dura na eleição, pois os sindicatos farão uma ampla campanha de conscientização contra esses deputados e senadores para evitar que eles se reelejam.

Em anexo, confira a carta entregue a cada congressista do Estado.

Abaixo, as entidades sindicais que participaram da mobilização:

FESSERTO – Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins

SINDIFISCAL – Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual

SINDLEGIS – Sindicato dos Servidores Ativos e Inativos da Assembleia Legislativa do Tocantins

SINDJOR  –  Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins

SINPOL – Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Tocantins

AFA-TO  – Associação dos Funcionários da Agencia de Defesa Agropecuária de estado do TO.

SINDAGRO – Sindicato dos Profissionais da defesa Agropecuária.  

AOMETO – Associação dos Oficiais Militares do Estado do Tocantins

SISEPAR – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araguaína

SINFITO– Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais do Estado do Tocantins

SINTRAESCO – Sindicato dos Contadores do Estado do Tocantins.

SITROMET – Sindicato dos Motoristas em Transportes e Passageiros do Tocantins

SINTRAPOSTO – Sindicato dos Emp. Postos Serv. Comb. Der. Pet. do  Tocantins

SINDACE – Sindicato dos Auditores de Controle Externo do Trib. de Contas do Tocantins.

STICCIP – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil no Tocantins

SIGMEP – Sindicato da Guarda Metropolitana em Palmas – TO.

ASMIR – Associação dos Militares da Reserva, Reformados, da Ativa e seus Pensionistas do TO.

ASSPMETO – Associação dos Sargentos e Subtenentes da Polícia Militar do Tocantins

APRA – Associação dos Praças Militares do Estado do Tocantins

STICPAET – Sind. dos Trabalhadores nas Indústrias Da Construção Pesada e Afins do Tocantins

Eduardo Cunha é condenado a 15 anos de prisão

Sérgio Moro, juiz responsável pelos processos da Lava Jato, condenou hoje (30) Eduardo Cunha a 15 anos e 4 meses de prisão, informa o G1.

“O condenado recebeu vantagem indevida no exercício do mandato de Deputado Federal, em 2011. A responsabilidade de um parlamentar federal é enorme e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes. Não pode haver ofensa mais grave do que a daquele que trai o mandato parlamentar e a sagrada confiança que o povo nele deposita para obter ganho próprio. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada, o que também deve ser valorado negativamente”, afirmou o juiz federal, citado pelo G1.

“Entre os crimes de corrupção, de lavagem e de evasão fraudulenta de divisas, há concurso material, motivo pelo qual as penas somadas chegam a quinze anos e quatro meses de reclusão, que reputo definitivas para Eduardo Cosentino da Cunha. Quanto às penas de multa, devem ser convertidas em valor e somadas”, diz a condenação.

Segundo o acórdão do juiz federal, Eduardo Cunha recebeu cerca de 1,5 milhões de dólares, atualmente cerca de R$ 4.643.550. Este valor foi usado como base para definir o ressarcimento para a Petrobras.

“A corrupção com pagamento de propina de US$ 1,5 milhão e tendo por consequência prejuízo ainda superior aos cofres públicos merece reprovação especial. A culpabilidade é elevada. O condenado recebeu vantagem indevida no exercício do mandato de deputado federal, em 2011”, diz Moro.

No que diz respeito às acusações de Cunha contra Michel Temer, no veredito Moro declara que o Juízo não tem “competência para apurar condutas do Exmo. Sr. Presidente da República” e que “não se pode permitir que o processo judicial seja utilizado para que a parte transmita ameaças, recados ou chantagens a autoridades ou a testemunhas de fora do processo”.

Eduardo Cunha foi acusado de receber propina por um contrato da Petrobras para exploração de petróleo no Benin.

Cunha foi preso em outubro de 2016, em Brasília. Atualmente ele está no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

br.sputniknews.com

MPE se manifesta pela rescisão do contrato entre Estado e Umanizzare

O grupo de trabalho formado para deliberar sobre a crise do sistema prisional reuniu-se pela terceira vez desde que foi formado, para discutir as medidas já adotadas e definir novas metas de atuação. O encontro ocorreu no Tribunal de Justiça, na segunda-feira, 27, e reuniu representantes do Ministério Público Estadual (MPE), Poder Judiciário, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Tocantins, Secretaria da Cidadania e Justiça, Secretaria de Segurança Pública e Casa Civil do Estado.

O MPE foi representado pelo Subprocurador-Geral de Justiça, José Omar de Almeida Júnior, e pelo Promotor de Justiça Alzemiro Wilson Peres Freitas, da área de execução penal. Na ocasião, a Instituição voltou a se manifestar pela rescisão do contrato firmado entre o Governo do Estado e a empresa Umanizzare para a gestão de dois presídios. Na ocasião, foi informado que o pedido de rescisão do contrato é objeto de Ação Civil Pública promovida pelo Grupo de Controle Externo da Atividade Policial (Gecep) do MPE.

As instituições representadas apresentaram as medidas já aplicadas no sistema prisional no âmbito do Estado do Tocantins, que consistem na formação do Grupo Integrado de Inteligência (formado pela Secretaria de Segurança Pública, Ministério Público, Polícia Militar, Secretaria da Cidadania e Justiça e Polícia Federal); regularização do funcionamento dos raio-X da Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas e do Centro de Reeducação Social Luz do Amanhã, em Cariri do Tocantins; e disponibilização de dois servidores da Secretaria de Segurança Pública, com experiência na área, para auxílio no cálculo de penas.

Também foi elencada uma série de medidas a serem executadas, entre as quais a nomeação e posse de candidatos aprovados nos concursos da Defesa Social e da Segurança Pública; finalização do edital de concurso para Polícia Militar; lançamento de edital de licitação para a construção de pavilhão para 100 vagas na CPP de Palmas; reforma do presídio de Cariri; finalização do processo de aquisição de mais mil tornozeleiras eletrônicas; Cessão de servidor da Defensoria Pública para cálculos de execução, em Araguaína; elaboração de projetos de lei sobre Justiça Restaurativa e sobre a criação do fundo rotativo; dentre outras medidas.

Flávio Herculano

Governo corta R$ 42,1 bi do Orçamento e reduz setores com desoneração da folha

O Orçamento-Geral da União terá um corte de R$ 42,1 bilhões, informaram há pouco os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira. Eles também anunciaram o aumento de tributos para cumprir a meta de déficit primário (resultado negativo nas contas públicas sem o pagamento de juros) de R$ 139 bilhões para este ano.

O governo pretende enviar uma medida provisória para reverter quase totalmente a desoneração da folha de pagamento. Em vigor desde 2011, a desoneração da folha atualmente beneficia 56 setores da economia, que pagam 2,5% ou 4,5% do faturamento para a Previdência Social, dependendo do setor, em vez de recolherem 20% da folha de pagamento.

Desoneração da folha de pagamento

A desoneração da folha de pagamento será mantida apenas para os setores de transporte rodoviário coletivo de passageiros, de transporte ferroviário e metroviário de passageiros, de construção civil e obras de infraestrutura e de comunicação. “São setores altamente dependentes de mão de obra e vitais para a preservação da recuperação do emprego no país prevista para este ano”, declarou Meirelles.

A reversão completa da desoneração reforçará o caixa do governo em R$ 4,8 bilhões neste ano. A medida, no entanto, só deverá valer a partir de julho, por causa da regra que determina que qualquer aumento de contribuição só pode entrar em vigor 90 dias depois da publicação da lei no Diário Oficial da União.

Na semana passada, os ministérios da Fazenda e do Planejamento chegaram à conclusão de que o Orçamento de 2017 tem um rombo de R$ 58,2 bilhões em relação ao necessário para cumprir a meta fiscal. A diferença deve-se ao crescimento da economia menor que o previsto, que reduzirá a receita líquida a R$ 54,8 bilhões, e ao aumento em R$ 3,4 bilhões na estimativa de despesas obrigatórias. Originalmente, o Orçamento de 2017 previa alta de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. A projeção oficial foi reduzida para 0,5%.

Para diminuir o tamanho do contingenciamento (corte de despesas não obrigatórias), o governo reverterá desonerações e pretende contar com R$ 10,1 bilhões dos leilões de usinas hidrelétricas autorizados pela Justiça nos últimos dias. O governo pretende arrecadar de R$ 8 bilhões a R$ 8,7 bilhões com a regulamentação dos precatórios (dívidas que a Justiça manda o governo pagar), mas Meirelles explicou que o volume só deverá ser incorporado ao Orçamento daqui a dois meses, no próximo Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas.

IOF

O governo também acabará com a isenção de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para operações de crédito das cooperativas. De acordo com Meirelles, a medida gerará R$ 1,2 bilhão de receitas. “Essa é uma questão de isonomia”, justificou o ministro.

Precatórios

Na segunda-feira (27), a Advocacia-Geral da União (AGU) editou resolução que determina que os precatórios que não tiverem sido sacados nas contas judiciais há mais de dois anos e meio sejam devolvidos ao Tesouro Nacional. O dinheiro, informou Meirelles, entrará no resultado primário do governo ainda este ano. Quando os precatórios forem liberados para a União, explicou Meirelles, o contingenciamento será reduzido para um intervalo entre e R$ 33,4 bilhões e R$ 34,1 bilhões.

De acordo com Meirelles, o governo verificou a hipótese de considerar os recursos dos precatórios dentro das normas do Orçamento, mas constatou que a inclusão ainda não pode ser feita. “A conclusão é que não existe conclusão formal a ser obedecida. É uma decisão de cada juiz suspender o [pagamento do] precatório e devolver recurso para União. Existe uma questão procedimental e formal. Nossa conclusão, após análises jurídicas intensas, é que a posição correta é não considerarmos no momento essas receitas como parte do Orçamento”, explicou.

Hidrelétricas

Já a devolução de concessões de hidrelétricas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), recentemente julgadas pela Justiça, deve render R$ 10,1 bilhões. Na semana passada, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar que mandou a Cemig devolver a concessão de uma hidrelétrica à União. Ontem (28) e hoje (29), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a devolução de outras usinas, o que também deve reforçar o caixa do governo.

Com o fim das concessões, o governo poderá leiloar novamente as usinas hidrelétricas. As estimativas de quanto a venda renderá ao governo foram feitas com base no preço médio do quilowatt-hora no último leilão de renovação de concessões de usinas, em 2015.

Edição: Carolina Pimentel
Wellton Máximo e Paulo Victor Chagas – Repórteres da Agência Brasil

Argentina aprova uso medicinal da maconha

O Senado da Argentina aprovou nessa quarta-feira (29) o projeto que aprova o uso medicinal da maconha no país. O texto já tinha obtido sinal verde da Câmara dos Deputados em novembro de 2016. A informação é da Agência EFE.

A proposta, que garante a certos pacientes o acesso ao óleo de cannabis, habilitando a importação até que o governo esteja em condições de produzi-lo, foi aprovada por unanimidade pelos 58 senadores argentinos.

Defendido por organizações civis como Mamá Cultiva, integrada por mães cujos filhos precisam do óleo de cannabis para aliviar os efeitos de suas doenças, o projeto autoriza que a maconha seja produzida por vários órgãos científicos estatais, com fins de pesquisa, mas não permite o cultivo particular.

“Agora temos um marco legal no uso para a pesquisa, tratamento e produção de cannabis medicinal. Não havia nada na Argentina e foi o que nós, como mães e organização, buscamos”, disse à imprensa no Congresso Ana María García, presidente da organização Cannabis Medicinal Argentina (Cameda).

Com essa aprovação, a Argentina se une a outros países latino-americanos como a Colômbia, o Uruguai e o Chile, que já contam com medidas que regulam o uso terapêutico da maconha.

“Estamos muito contentes. É preciso continuar construindo conhecimento a respeito do que falamos sobre cannabis medicinal”, acrescentou Ana María, médica e mãe de uma jovem de 24 anos que tem epilepsia refratária.

“É preciso entender que isso, como uso medicinal, já está validado para a dor oncológica, a dor neuropática, a esclerose múltipla. É preciso pensar que há 30% de epilepsias que não respondem à medicação”, afirmou.

Após longa sessão, na qual também foram tratados outros assuntos, os senadores decidiram aprovar a iniciativa sem debate prévio, já que o projeto já havia recebido amplo tratamento e consenso em comissões legislativas.

Uma vez que o Estado possa produzir a substância, terão prioridade os centros que integram a Agência Nacional de Laboratórios Públicos.

Além disso, a lei, que deverá agora ser regulamentada, autoriza o cultivo de cannabis por parte do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas e do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária com fins de pesquisa e para elaborar a substância destinada aos tratamentos.

“É o que fomos decidindo, em princípio. Com 50 anos de proibição, é uma lei de começo, depois vamos construir tudo”, ressaltou a presidente da Cameda, lembrando que, apesar de várias províncias já contarem com legislação na matéria, esta é a primeira vez que se aprova uma norma assim em âmbito nacional.

Da Agência EFE

Assembleia desarquiva pedido de impeachment de Marcelo Miranda

Por decisão do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Carlesse (PHS), o pedido de impeachment do governador Marcelo Miranda (PMDB) está desarquivado desde o dia 23 último. O processo voltou para a Procuradoria da Assembleia emitir um parecer sobre a admissibilidade e mérito da causa para averiguação da denúncia, mas ainda caberá à Mesa Diretora aceitá-lo ou não.

Se o pedido for aceito, os deputados devem formar uma Comissão Especial para deliberar sobre o assunto. O governador será então comunicado a apresentar sua defesa em até 15 dias.

Apresentada pelo Movimento Impeachment Já, a medida é uma resposta de sindicatos de servidores públicos ao Governo do Estado em meio às greves do ano passado.

Eles alegam que Marcelo incorreu em crimes como desvio de verbas do Fundeb, descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal com a contratação indiscriminada de comissionados e contratos temporários, apropriação indébita de recursos previdenciários e consignados em empréstimos a servidores, e o não-pagamento das datas-base de 2015, 2016 e progressões. (Glauber Barros)

Alunos da rede municipal recebem orientações sobre Aedes e mosquito Palha

Ação foi realizada durante mutirão de combate a esses mosquitos nos setores Nova Araguaína e Araguaína Sul, tendo apresentações de teatro e fantoches, além de palestras para a comunidade. Na sexta-feira, 31, será na Escola Simão Lutz, às 8h, no setor Araguaína Sul

Não deixar garrafas, pneus e outros itens acumulando água, locais preferidos para criatórios do mosquito Aedes aegypti é o melhor remédio para combatê-lo. Quem aprendeu sobre o combate a esse mosquito e outros assuntos sobre saúde, foram alunos da Escola Municipal Manoel Lira, em Araguaína, que prestaram bastante atenção nas apresentações teatrais promovidas pela equipe de Educação em Saúde, da Prefeitura – Secretaria Municipal de Saúde.

 A ação foi realizada na manhã desta terça-feira, 28, durante um mutirão de combate aos mosquitos Aedes e Palha. As apresentações foram sobre o Aedes, transmissor de doenças como a dengue, febre Chikungunya, vírus Zika e febre amarela urbana e o mosquito Palha, transmissor da Leishmaniose Visceral, popularmente conhecida como calazar.

Em Araguaína, as ações estão sendo intensificada principalmente em bairros onde foram registrados mais casos de doenças, como a dengue.

Teatro

A estudante Daniele Santos Souza, de oito anos, aprendeu brincando que a limpeza de quintais é importante. “Nossa! Como são bonitos os fantoches e engraçados! Contaram direitinho que não podemos deixar sujeira acumulada nas casas”, disse.

Quem também não perdeu um só detalhe das apresentações foi o estudante João Hélio da Silva, de 10 anos. “Temos que deixar tudo limpo para nossos animais não pegar a calazar. O cachorro pode ficar com feridas na ponta da orelha se estiver doente, foi o que aprendi com a peça”, contou.

Ações

Os agentes de combate a endemias estarão intensificando visitas nas casas dos setores Nova Araguaína, Centro, São João e Araguaína Sul, onde são registrado mais casos de doenças.

Além do combate de criadouros, os agentes vão levar orientações alertando às famílias quanto a possíveis criadouros desses vetores, bem como a destruição dos focos identificados. Também será distribuído hipoclorito de sódio (água sanitária) para as famílias usar na lavagem de frutas e verduras.

Dados sobre focos

Com dados do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) em 2015, 72% dos focos de infestação do Aedes Aegypti foram encontrados em residências. Em 2016, esse percentual subiu para 80%. E somente no início deste ano, o índice é de 70%.

Os terrenos baldios correspondem a 17% dos focos; e o comércio tem 7%; os pontos estratégicos, que são borracharias, cemitério, rodoviárias, têm 2% dos focos de infestação; e outros imóveis, como praças, escolas e igrejas, também têm 2%.

Autor:Ascom

MPE obtém decisão que obriga Estado a fornecer medicamentos a pacientes

A Justiça atendeu pedido do Ministério Público Estadual (MPE) e estipulou prazo para que o Governo do Estado forneça medicamentos no Componente Especializado de Assistência à Saúde (CEAF) de Gurupi a todos os pacientes que demonstrarem necessidade. A decisão deu-se em virtude de uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar, ajuizada no último dia 24, pela 6ª Promotoria de Justiça de Gurupi. A Promotoria foi acionada por um paciente desassistido que alegou não receber medicamento para tratamento de saúde e também não possuir condições financeiras para adquiri-lo.

De acordo com o Promotor de Justiça Marcelo Lima Nunes, o paciente faz uso de medicação e buscou o Ministério Público para auxiliá-lo na obtenção junto ao Estado, já que está cadastrado no sistema de assistência farmacêutica e mesmo assim, desde janeiro de 2016, não consegue o medicamento, o que coloca em risco a sua sobrevivência. Ao investigar a situação do CEAF de Gurupi, a Promotoria de Justiça constatou que a Unidade não vem fornecendo medicamentos a nenhum paciente, apresentando como justificativa a falta de medicamentos e também de acesso à internet, que seria utilizada para realizar consultas aos cadastros dos pacientes no sistema e para a realização de novos cadastros.

Com base na situação relatada na ACP, a Justiça determinou que o Estado forneça a medicação necessária ao paciente, no prazo de 15 dias, sob pena de aplicação de multa diária de R$ 2 mil.

Além disso, estipulou o prazo de cinco dias, para que o Estado disponibilize, de forma contínua e nos termos da prescrição médica, todos os medicamentos cuja distribuição seja atribuição do CEAF de Gurupi, a todos os pacientes que necessitarem, desde que apresentem a prescrição médica e estejam cadastrados ou venham a se cadastrar no CEAF. A pena em caso de desobediência será uma multa diária também no valor R$ 2 mil.

Suspenso julgamento de recurso que pede cassação do governador do Tocantins

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu, na sessão desta terça-feira (28), o julgamento do recurso ordinário em que o Ministério Público Eleitoral (MPE) pede a cassação do governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), por suposto abuso de poder político e econômico e arrecadação e gastos ilícitos de recursos na campanha de 2014. O ministro Luiz Fux solicitou vista do processo para melhor análise.

No recurso ao TSE, o Ministério Público afirma ter ocorrido uso de recursos ilegais na campanha no Tocantins, demonstrado pela apreensão de R$ 500 mil em uma mochila e material publicitário em um avião, pela Polícia Civil de Goiás, e pela simulação de contratos para justificar movimentação de recursos.

Na condição de relatora, a ministra Luciana Lóssio rejeitou o recurso do Ministério Público ao afirmar que não há, no episódio, provas de que os recursos apreendidos seriam utilizados na campanha de Marcelo Miranda e do vínculo das pessoas citadas com candidatos do PMDB em Tocantins. Segundo ela, há ainda inconsistências nos testemunhos tomados para a apuração dos fatos. A ministra negou ainda o recurso da Coligação “A mudança que a gente vê” contra o governador.

“Podemos entender que o dinheiro apreendido, que não foi utilizado, influenciou no resultado da eleição, de modo a caracterizar aqui o ilícito do 30-A [da Lei nº 9.504/97, que trata da arrecadação e gastos de recursos]?”, questionou a ministra, para entender que não. “Permanece hígida a campanha que não chegou a ser beneficiada por tais condutas, devendo ser preservado, portanto, o resultado das urnas”, acrescentou a relatora.

“Não vislumbro a existência de provas robustas e incontestes de grave violação ao artigo 30-A que possam ocasionar a supressão do mandato popular conquistado nas urnas”, finalizou a ministra Luciana Lóssio.

O julgamento do recurso continuará com o voto-vista do ministro Luiz Fux.

EM/RG

Processo relacionado: RO 122086

Governo quer dar 6 meses para estados e municípios reformarem Previdência

O presidente Michel Temer pretende dar prazo de seis meses para que os governos estaduais e municipais aprovem uma reforma previdenciária para seus servidores. O governo federal fará uma emenda ao texto que tramita no Congresso Nacional,adicionando essa sugestão. De acordo com a nova proposta, estados e municípios se submeterão à regra federal, conforme proposta que atualmente tramita na Câmara dos Deputados, caso não façam a própria reforma no tempo determinado.

Na semana passada,Temer anunciou que estados e municípios seriam retirados do projeto de reforma que tramita na Câmara, por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016. A avaliação do Planalto e dos deputados federais é que os governadores estavam “muito à vontade”, sem precisar passar pelo desgaste de rever seus próprios sistemas de Previdência. Na avaliação do governo, a saída dos servidores municipais e estaduais poderá acelerar os debates e a tramitação do projeto.

A ideia de definir um prazo para que os entes federados organizem suas propostas surgiu de uma reunião ocorrida neste fim de semana entre o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o secretário da Previdência Social, Marcelo Caetano. O objetivo é fazer com que as mudanças ocorram mais rápido em todo o país. Na prática, a emenda ao texto, se aprovada, vai pressionar governadores e prefeitos, uma vez que os servidores estaduais e municipais vão lutar pela aprovação de uma reforma mais benéfica para a categoria do que a oferecida pelo texto federal. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, apresentou a proposta em reunião com os deputados da base na comissão da reforma da Previdência, no final da tarde de hoje (27).

Audiências

Em sua última audiência pública, a comissão especial da reforma da Previdência, que está tratando da PEC 287/2016, discutirá nesta terça-feira (28) os impactos da reforma para o orçamento público do país.

As propostas de mudanças na Previdência devem ser debatidas também nas comissões da Seguridade Social e Família e na de Defesa dos Direitos do Idoso. Os presidentes dessas  comissões já declararam que a reforma será um dos temas prioritários ao longo de todo o ano na definição de pautas dos colegiados.

Edição: Amanda Cieglinski
Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil

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