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Marcelo Miranda recebe prefeito de Palmas em reunião de trabalho

Na reunião foram discutidos temas como o uso de energia solar, transporte intermunicipal, políticas de ciência e tecnologia, e regularização fundiária

O governador Marcelo Miranda recebeu nesta quarta-feira, 3, em seu gabinete no Palácio Araguaia, o prefeito de Palmas, Carlos Amastha. Na reunião de trabalho foram discutidos temas como o uso de energia solar, transporte intermunicipal, políticas de ciência e tecnologia, e regularização fundiária.

 Marcelo Miranda destacou a importância do trabalho municipalista da sua gestão. “Sempre defendo um trabalho integrado para que os ganhos para população sejam maiores. A união de forças é um importante instrumento na promoção de mudanças eficazes”, disse.

 Durante a reunião ficou acordado que os gestores voltarão a se reunir para discutirem assuntos de interesse comum. O prefeito de Palmas, Carlos Amastha defendeu a importância do encontro com o governador Marcelo Miranda. “A ideia é qualificar o debate”, defendeu.

O secretário de Estado da Articulação Política, João Emídio, que também participou do encontro, destacou a importância do encontro. “Foram acertados alguns pontos de agenda de trabalho e o governador recebeu o prefeito para dar andamento a essa agenda. E o mais importante é que quem ganha com isso é a população de Palmas”, destacou.

Cláudio Paixão/Governo do Tocantins

Agentes penitenciários invadem sessão e adiam votação da reforma da Previdência

Agentes penitenciários invadiram a sessão da Comissão Especial da Reforma da Previdência, após o destaque que tratava da inclusão da categoria na aposentadoria especial para policiais ter sido retirado da pauta. A sessão, que votava os destaques da reforma, aprovada hoje (3) mais cedo, foi encerrada devido ao protesto.

A invasão durou cerca de 30 minutos. O presidente da Comissão Carlos Marun (PMDB-MS) e o relator Arthur Maia (PPS-BA) saíram escoltados pela polícia. Ainda não se sabe quando será retomada a sessão.

A confusão aconteceu após a aprovação do relatório final de Maia (PPS-BA), quando os deputados votavam os 13 destaques de bancada. Após rejeitar o primeiro destaque, o colegiado iniciou a análise de um destaque do PTB, apresentado pelo deputado Arnaldo Faria de Sa (PTB-SP), que colocava os agentes penitenciários e socioeducativos nas mesmas regras dos policiais civis.

Após dois partidos da base aliada, o PP e o PSDB encaminharem o voto a favor do destaque, o presidente da comissão suspendeu a reunião.

Em conversa com líderes de partidos da base, negociado pelo líder do governo Agnaldo Ribeiro (PP-PB), o líder do PSDB, Ricardo Tripoli (SP) recuou em relação ao encaminhamento, mudando a posição para voto contrário. “Vamos mudar a orientação da votação e aceitamos levar ao plenário, mas sem o compromisso da aprovação do PSDB”, disse Tripoli.

A oposição questionou a interrupção da votação do encaminhamento de voto. “Quem não quer votar é a bancada do governo. Essa obstrução é da base do governo. Depois não digam aos agentes que nós não queremos votar”, disse a vice-líder da minoria, Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Retirada

Houve discussão e a base do governo propôs a Faria de Sá que retirasse seu destaque para que o assunto seja negociado novamente e votado em Plenário.

Arnaldo Faria de Sá retirou então o destaque porque, sem acordo, ele seria derrotado na comissão. “Eu tinha vislumbrado a possibilidade de ganhar o destaque com a posição do PSDB, mas sem o apoio eu retiro a emenda e levo para o plenário. Vamos seguir em frente”, lamentou.

Pouco depois, os agentes invadiram o prédio. Houve bate boca e ameaças. A maior parte dos deputados deixou a sessão, permanecendo os deputados de oposição e que apoiavam o pleito da categoria.

Neste momento, os agentes penitenciários estão no estacionamento do Anexo 2 do Congresso. O acesso ao local foi fechado e as polícias Legislativa e Militar fazem segurança do prédio e as vias de acesso foram isoladas. Foram disparadas duas bombas de gás lacrimogênio para conter os manifestantes durante a invasão. Não há notícias se houve feridos ou detidos durante o protesto.

Mais cedo, o relator da reforma Arthur Maia chegou a incluir os agentes penitenciários nas regras especiais de aposentadoria para policiais, com idade mínima de 55 anos. No entanto, Maia voltou atrás e desistiu da mudança horas depois.

Ontem (2), cerca de 500 agentes penitenciários, segundo estimativas da Polícia Militar do Distrito Federal, invadiram o Ministério da Justiça e só desocuparam o prédio após uma reunião com o ministro Osmar Serraglio e a promessa de que o governo não vai criar obstáculos para equiparação das regras para aposentadoria dos agentes penitenciários a dos policiais na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma da Previdência.

Antes da votação dos destaques, o relator comemorou o resultado favorável ao governo e minimizou as críticas da oposição que creditaram a vitória ao fato de o governo ter substituídos integrantes da comissão contrários a pontos da reforma.

Texto aprovado

No total, o governo substituiu cinco integrantes do colegiado e conseguiu aprovar o texto por uma por 23 votos a favor e 14 contra. Para ser aprovado na comissão, o relatório precisava receber pelo menos 19 dos 37 votos do colegiado.

“O plenário vai a partir de agora tomar o conhecimento [do texto da reforma]. Não sou futurólogo mas o resultado aqui revela a unidade da base do governo. Os partidos que estão aqui e que encaminharam favoravelmente [o voto na comissão] são suficientes para aprovar no plenário”, disse Maia.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) classificou o resultado na comissão como uma “vitória de Pirro”. “Vocês do governo pressionaram e trocaram cinco, se não tivessem trocado seria o placar de 18 a favor da reforma e 19 contra. Acho que o resultado é uma péssima notícia para o governo”, disse.

Edição: Fábio Massalli

Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

Comissão especial aprova relatório da reforma da Previdência

Brasília - Deputados aprovam por 23 a 14 a Reforma da Previdência na Comissão especial (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Após mais de seis horas de discussões, a Comissão Especial da Reforma da Previdência aprovou o relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA) que modifica as regras para a aposentadoria. O texto foi aprovado por 23 votos a 14. Para ser aprovado na comissão, o relatório precisava dos votos favoráveis de pelo menos 19 dos 37 integrantes do colegiado.

Votaram contra PT, PCdoB, PSOL, Rede e PDT. Partidos da base aliada, como Solidariedade (SD), PHS, Pros, PSB, PMB, PSDB, DEM, PMDB, PSC, PP, PRB, PPS, PV e PEN, votaram a favor.

Os deputados ainda terão de votar os destaques. A intenção do governo é levar a proposta para ser votada no plenário da Câmara na segunda quinzena deste mês.

Por se tratar de uma mudança na Constituição, a proposta precisará de pelo menos 308 votos favoráveis no plenário para ser enviada ao Senado.

Idade mínima e tempo de contribuição

O relatório de Maia estabelece idade mínima para a aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres, com tempo de mínimo de 25 anos de contribuição. Para receber o benefício integral a que tem direito, o trabalhador terá que contribuir para a Previdência Social por 40 anos.

A proposta original do governo previa idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, com 25 anos de contribuição. O tempo máximo de contribuição para garantir acesso ao benefício integral era de 49 anos no texto do Palácio do Planalto.

Trabalhadores rurais e professores

No relatório de Maia, a idade mínima para aposentadoria dos trabalhadores rurais foi alterada de 65 para 60 anos, com 20 anos de contribuição, em vez de 25, como propôs inicialmente o governo.

Segundo a proposta do relator, os professores poderão se aposentar aos 60 anos, com 25 anos de contribuição. Maia manteve a proposta de inclusão dos parlamentares no Regime Geral da Previdência, com previsão de aposentadoria a partir dos 60 anos.

Pensões e BPC

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a pensão permanecerão vinculados ao salário mínimo. No caso das pensões, o relatório de Maia prevê o acúmulo de aposentadoria e pensão de até dois salários mínimos e, para os demais casos, mantém a possibilidade de opção pelo benefício de maior valor.

Debate

Ao longo da discussão do texto, deputados da base aliada e da oposição se revezavam para criticar ou defender a proposta. O relatório foi defendido pelo deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), que destacou que o Executivo cedeu em vários pontos para atender aos pleitos dos parlamentares. “A proposta foi alterada pelo relator a pedido de vários parlamentares negociando com o próprio governo para que pudéssemos amenizar. Se não fizermos quem vai pagar é o povo”, disse.

“Precisamos ter um país com as contas públicas mais organizadas, com uma política fiscal mais séria para que possamos fazer políticas públicas adequadas”, acrescentou o parlamentar.

O vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), também defendeu o argumento da austeridade fiscal e de que a medida ajudará a diminuir a recessão e o desemprego.

A oposição criticou as mudanças na aposentadoria. Segundo a líder da minoria, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a reforma vai retirar a possibilidade dos trabalhadores mais pobres se aposentarem. “Se deixa de ter um modelo público e se impõe como saída o modelo privado, porque essa reforma não estimula ninguém a entrar, porque o tempo de contribuição e enorme”, disse. “Essa reforma além de privatizar a Previdência pública vai excluir os trabalhadores mais pobres. As mulheres não ganharam com essa reforma, elas estão perdendo, aumentou a idade de aposentadoria delas para todas as categorias”, acrescentou.

A deputada também criticou as mudanças nos integrantes da comissão feitas pelo governo para garantir a aprovação do relatório e que, segundo ela, não “refletem o verdadeiro placar” do colegiado.

Para o deputado Pepe Vargas (PT-RS), se for aprovada como passou na comissão, a reforma da Previdência vai derrubar a arrecadação e fazer com que os segurados migrem para o Benefício de Prestação Continuada.

“Esta reforma não tem o objetivo de preservar as contas da Previdência no longo prazo e vai fazer com que caia a arrecadação previdenciária. O que ela vai fazer é liberar recursos para o pagamento de juros da dívida pública”, criticou. “A proposta arrocha o valor das aposentadorias e ninguém mais se aposentar com o valor dos seus salários, além de fazer as pessoas trabalharem mais tempo para conseguir 100% do valor do seu beneficio”, acrescentou.

Agentes penitenciários

O relator chegou a incluir os agentes penitenciários nas regras especiais de aposentadoria para policiais, com idade mínima de 55 anos. No entanto, Maia voltou atrás e desistiu da mudança horas depois. Por causa do recuo, agentes organizaram um protesto em uma das entradas da Câmara.

Texto ampliado às 21h04

Edição: Carolina Pimentel e Luana Lourenço

Governador vistoria obras e garante melhorias para saúde do Tocantins

O governador Marcelo Miranda vistoriou na manhã desta quarta-feira, 03, as obras do segundo andar do Hospital Geral de Palmas (HGP). A nova ala de internação que conta com 96 leitos de enfermaria e 48 apartamentos que irão mudar a realidade do maior hospital público do Tocantins. Está prevista para ser inaugurada na próxima semana.

Marcelo Miranda destacou que as obras do hospital são prioridades do Governo do Estado e  que, com a inauguração, o atendimento aos pacientes do HGP será cada vez melhor. “Essa nova ala do hospital irá acomodar os pacientes que estão nas tendas. Também estamos trabalhando para garantir um atendimento cada vez mais humanizado nos 19 hospitais do Tocantins”, adiantou.

 As obras de ampliação do Hospital Geral de Palmas foram retomadas pelo governador Marcelo Miranda em abril do ano passado e estão 54% concluídas. O secretário de Estado da Saúde, Marcos Esner Musafir destacou a importância da obra para os pacientes. “Essa obra que será inaugurada irá dar mais dignidade e humanização no atendimento à população. Significa que existe compromisso assumido e sendo cumprido em respeito à população”, apontou.

 Com a conclusão das obras, o HGP vai oferecer à população um atendimento, cada vez mais humanizado, e uma estrutura mais ampla. O Centro Cirúrgico contará com mais quatro salas, totalizando 10 salas cirúrgicas. A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) passará a ter 60 leitos. O número de leitos de internação, que é de 196, aumentará para 400. Ao final da ampliação, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) será também contemplada. A unidade que hoje tem 26 leitos passará a contar com 60.

 HGP 

 O maior hospital do Estado do Tocantins, Hospital Geral de Palmas (HGP), conta hoje com 8 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP), 26 de UTI Adulto,18 leitos de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI), 196 leitos de internação de especialidades clínicas e cirúrgicas, 120 leitos de retaguarda. Além desses, existem ainda 06 na Sala Amarela, 10 na Sala Verde e 05 leitos de hemodinâmica.

 O Pronto Socorro do HGP é referência para atendimentos de urgência e emergência não só para Palmas, mas para todo o Tocantins e estados vizinhos. Conta com 03 especialidades de plantonistas presenciais, sendo ortopedia, clínica médica e cirúrgica. Com a reforma o pronto-socorro também receberá investimentos, com um aumento de mais 2.300 m².

Cláudio Paixão/Governo do Tocantins

Produção industrial cai 1,8% em março

A produção industrial brasileira recuou 1,8% entre fevereiro e março. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador continua sem registrar desempenho positivo em 2017 (neste tipo de comparação), que também teve uma queda de 0,4% e uma estabilidade na produção em fevereiro.

A produção cresceu 1,1%, na comparação com março de 2016, e 0,6% no acumulado. Na média móvel trimestral, houve recuo de 0,7%. Em 12 meses, o indicador acumula queda de 3,8%.

Na passagem de fevereiro para março deste ano, as quatro grandes categorias econômicas da indústria tiveram resultado negativo, com destaque para os bens de consumo duráveis, que recuaram 8,5%. Os bens de capital, que são as máquinas e equipamentos, caíram 2,5%, assim como os bens intermediários, que são os insumos industriais para o setor produtivo. Os bens de consumo semi e não duráveis caíram 1,8%.

Quinze das 24 atividades industriais pesquisadas tiveram queda na produção entre fevereiro e março, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,5%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-23,8%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,3%).

Entre os nove ramos que ampliaram a produção em março, a contribuição mais importante veio dos produtos alimentícios (1,3%). A alta do setor eliminou parte do recuo de 2,4% de fevereiro de 2017.

Edição: Kleber Sampaio
Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

Ministério Público Estadual abre vagas para estagiários

O Ministério Público Estadual (MPE) por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) divulgou nesta terça-feira, 02/05, edital para processo seletivo de 31 vagas de estágio remunerado para atuar em Araguaína, Palmas e em mais 19 municípios tocantinenses. Os interessados devem passarão por um processo seletivo que contará com aplicação de prova teórica e entrevista. O período de inscrições é de 03 a 16 de maio de 2017.

Podem concorrer às vagas de estágio os estudantes de nível médio, técnico e superior, com idade mínima de 16 anos, que tenham concluído, na data de inscrição, pelo menos 25% do curso em que estejam matriculados e no máximo, no penúltimo semestre do curso.

A duração do estágio será de 12 meses prorrogável até o limite máximo de dois anos. A jornada de atividade em estágio será de 20 horas semanais, distribuídas, preferencialmente, em quatro horas diárias no período vespertino, sem prejuízo das

atividades educacionais.

Será concedido auxílio-transporte ao estagiário correspondente ao valor da tarifa de

transporte coletivo urbano, em quantidade proporcional aos dias estagiados. Também será concedido auxílio bolsa de estágio ao estudante contratado no valor mensal de R$

700,00 (setecentos reais).

As vagas disponíveis serão estudantes dos cursos de Direito, Jornalismo, Secretariado, Eventos, Técnico em Informática e Ciências da Computação (análise de sistemas).

João Lino Cavalcante

Clique aqui para mais informações.  

Tocantins participa de discussão sobre Plano Estratégico de retirada da vacinação antiaftosa no Brasil

O presidente da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Humberto Camelo, participará da reunião sobre o Plano Estratégico do Programa Nacional de febre aftosa, que ocorrerá entre os dias 3 e 4 de maio, em Brasília (DF). O encontro, que faz parte do cronograma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), contará com a participação de representantes das agências agropecuárias de todo o país. De acordo com o programa, o Brasil deve ter a vacina removida até 2021 e ser reconhecido como país livre da doença sem vacinação até 2023. Para Humberto Camelo, será uma grande oportunidade para que os integrantes possam discutir a programação e se inteirar das propostas, que devem começar a valer a partir deste ano. “Consideramos a retirada da vacinação uma grande conquista para toda a cadeia produtiva brasileira. É mais economia para o produtor rural e mais credibilidade para abertura de novos mercados”, defendeu, acrescentando que o Tocantins está há mais de 20 anos sem registro da doença. Humberto Camelo lembra ainda que o Estado é um grande defensor da retirada da vacinação, e que a segunda etapa, realizada em novembro, é parcial desde 2009, vacinando apenas animais com até 24 meses de idade. “Apoiamos a retirada, que já vem sendo estudada há anos, e será feita em etapas para todos se adequarem. O Tocantins está inserido no 4º bloco com a previsão da retirada para 2021, de acordo com a versão inicial deste Plano”, pontuou. Da Adapec, também participarão da reunião a diretora de Defesa, Inspeção e Sanidade Animal, Regina Gonçalves Barbosa; e o responsável técnico pelo Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, Márcio Rezende. No Plano, os estados foram separados por cinco blocos, de acordo com análises de fluxos de animais estudados pela Universidade Federal de São Paulo (USP) e o Mapa, que levou em conta, entre outras, a movimentação bovina dentro do país. O Tocantins faz parte do 4º bloco, juntamente com mais 10 Estados e o Distrito Federal (BA, DF, ES, GO, MG, MT, MS, PR, RJ, SE e SP).

Dinalva Martins/Governo do Tocantins

Coreia do Sul afirma que território da Coreia do Norte é ‘zona ilegalmente ocupada’

O Ministérios da Defesa dos EUA, Japão e Coreia do Sul realizaram uma reunião por teleconferência para tratar da crise com a Coreia do Norte. A informação foi divulgada pelo Pentágono.

“Os EUA confirmaram o compromisso para a segurança da Coreia do Sul e Japão”, informou o Pentágono.

O governo da Coreia do Sul declarou nesta terça-feira que considera que o território da Coreia do Norte como uma “zona ilegalmente ocupada”.

“O único governo legal na península coreana só pode ser a República da Coreia, já o território ao norte da linha do cessar-fogo é da ilegalmente ocupada Coreia do Norte”, publicou a mídia local, citando o Ministério da Defesa sul-coreano.

Recentemente, a tensão entre Coreia do Norte e EUA se agravou tão fortemente que vários especialistas já começaram a falar sobre a possibilidade de um conflito armado na região.

Ambos os países trocam acusações pela troca de provocações – a Coreia do Norte realiza testes de mísseis um após outro e os EUA realizam na região manobras cada vez mais assustadoras com a Coreia do Sul. Ao mesmo tempo, EUA estão negociando com a China sobre as medidas contra o programa nuclear norte-coreano.

Após a Guerra da Coreia entre 1950 e 1953 foi assinado um acordo de cessar-fogo entre os EUA e a Coréia do Norte lutaram sob os auspícios da ONU. Assim, o conflito militar tecnicamente não chegou a terminar e a Coreia do Sul não participou da assinatura do acordo de armistício, que de.

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Supremo revoga prisão preventiva de Dirceu na Lava Jato

O ex-ministro José Dirceu foi preso hoje (3) em Brasília, pela Polícia Federal, na 17ª fase da Operação Lava Jato (José Cruz/Agência Brasil)José Cruz/Agência Brasil

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (2) soltar o ex-ministro José Dirceu, preso por determinação do juiz federal Sérgio Moro na Operação Lava Jato. Dirceu está preso desde agosto de 2015 no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

Por 3 votos a 2, a maioria dos ministros aceitou pedido de habeas corpus feito pela defesa de Dirceu e reconheceu que há excesso de prazo na prisão preventiva, que chega a quase dois anos.

Votaram pela libertação os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. O relator, Edson Fachin, e Celso de Mello manifestaram-se pela manutenção da prisão.

Relator

O julgamento começou na semana passada, mas foi interrompido para ampliar o prazo para que os advogados de Dirceu e do Ministério Público Federal (MPF) pudessem se manifestar.

Na ocasião, houve somente o voto do relator, Edson Fachin, que repetiu os argumentos na sessão de hoje. O ministro concordou com a fundamentação usada por Sérgio Moro para manter a prisão de Dirceu.

Para Fachin, a alegação sobre a longa duração das prisões provisórias de investigados na Lava Jato não pode levar em conta somente o prazo temporal. Segundo o ministro, é preciso verificar a gravidade dos fatos e a reiteração criminosa. Dirceu foi condenado no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão.

“Eventual excesso na duração das prisões cautelares não deve ser analisado mediante prazos estanques. Não se trata de avaliação meramente aritmética.”, disse o relator.

Celso de Mello acompanhou o relator e votou pela manutenção da prisão do ex-ministro. Mello também entendeu que não há nenhuma ilegalidade na decisão de Moro que manteve a prisão de Dirceu, e disse que a prisão não pode ser substituída por medidas cautelares.

Para o ministro, ao longo das investigações da Lava Jato, percebeu-se que a corrupção contaminou o Estado e se caracterizou como sistêmica e endêmica.

“O efeito imediato que resulta desses comportamentos delituosos parece justificar o reconhecimento de que as práticas ilícitas perpetradas por referidos agentes, incluindo José Dirceu, tinham um só objetivo: viabilizar a captura das instituições governamentais por determinada organização criminosa.”, argumentou.

Votos divergentes

A divergência foi aberta pelo ministro Dias Toffoli. No entendimento de Toffoli, como a sentença de Moro não permitiu a Dirceu recorrer em liberdade, foi antecipado o cumprimento da pena na primeira instância, fato ilegal. Para o Supremo, a pena pode ser executada somente na segunda instância.

Embora reconheça a gravidade das acusações contra Dirceu, Toffoli também entendeu que a prisão pode ser substituída por medidas cautelares, que podem ser autorizadas por Sérgio Moro.

“Considerando os crimes investigados, as apontadas circunstâncias dos fatos e a condição do paciente, reputo adequadas e necessárias outras medidas cautelares, que, ao meu ver, são suficientes para minimizar os riscos que fundamentaram a decretação da prisão”, disse o ministro.

Ricardo Lewandowski também acompanhou a divergência e entendeu que prisões preventivas não podem ser fundamentadas em riscos abstratos à ordem pública e à investigação. Segundo o ministro, Dirceu está preso há quase dois anos sem que haja previsão para o julgamento da apelação pela Justiça Federal. Dessa forma, segundo Lewandowski, o ex-ministro não pode ter sua pena antecipada.

“Apenas a menção à gravidade dos delitos, não pode, ao meu ver, ser validamente invocada para a decretação de sua prisão preventiva, da prisão preventiva do paciente [Dirceu] e de qualquer outro paciente, como nós temos aqui reiteradamente afirmado”, acrescentou.

Último a votar, o presidente da turma, Gilmar Mendes, desempatou o julgamento, e também condenou as prisões por tempo indeterminado na Lava Jato, que considera  ilegais. Para o ministro, o uso da prisão preventiva como punição não é compatível com o princípio constitucional da dignidade humana.

“O caso mais importante em termos penais julgado originariamente por esta Corte [mensalão] não teve prisão preventiva decretada, e esse fato tem sido esquecido. Não é clamor público que recomenda a prisão processual. Não é o momento para ceder espaço para o retrocesso”, disse.

Condenação na Lava Jato

Em maio do ano passado, José Dirceu foi condenado a 23 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Na sentença, Moro decidiu manter a prisão preventiva. Posteriormente, o ex-ministro da Casa Civil teve a pena reduzida para 20 anos e 10 meses. Ele foi acusado de receber mais de R$ 48 milhões por meio de serviços de consultoria, valores que seriam oriundos de propina proveniente de esquema na Petrobras, de acordo com os procuradores da Lava Jato.

Na manhã de hoje, o Ministério Público Federal (MPF) ofereceu nova denúncia contra o ex-ministro José Dirceu pelo suposto recebimento de propina das empreiteiras Engevix e UTC, entre 2011 e 2014.

No STF, a defesa de Dirceu sustentou que o ex-ministro tem mais 70 anos e não há motivos para que continue preso. Segundo o advogado, Dirceu não oferece riscos à investigação por já ter sido condenado e a fase de coleta de provas ter-se encerrado.

Edição: Maria Claudia
André Richter – Repórter da Agência Brasil

Balé Popular do Tocantins encanta público com mostra Aqui se Dança

Os apreciadores das artes cênicas tiveram uma atração especial para comemorar o Dia Internacional da Dança, 29 de abril. O Balé Popular do Tocantins, um projeto realizado pela Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc), realizou, no Teatro do Sesc, em Palmas, a 2ª edição da Mostra Aqui se Dança, reunindo diversos grupos de dança nas mais diferentes vertentes rítmicas. A professora do projeto, Márcia Regina, explicou que o dia da dança tem grande significado para todos aqueles envolvidos com essa arte. “Esse dia foi estipulado pela Unesco para lembrar a importância desse movimento artístico e também a necessidade de políticas públicas voltadas para fomentá-lo. Realizar a mostra nesTe dia é contribuir para que todos reflitam sobre essa arte que coloca o corpo em movimento”, concluiu. Bailarinos de várias idades se apresentaram, como Maria Vitória, de 8 anos, mas que já tem experiência de veterana nos palcos. A menina faz parte do Balé Popular do Tocantins há um ano e se apresentou pela segunda vez no Teatro do Sesc. “Estou muito feliz por estar me apresentando aqui novamente, é muito legal. Adoro dançar balé, espero me apresentar muitas vezes, aqui e em outros lugares”, afirmou. O bailarino Marcones Martins, um dos primeiros integrantes do projeto, já estava há três anos sem subir aos palcos, e explicou que, para ele, participar da mostra, marcava um reencontro muito esperado. “Eu entrei na primeira companhia do balé popular em 2015, dei uma pausa na dança para poder pensar melhor nas perspectivas de futuro da minha vida, me voltando para os estudos. Terminei o ensino médio e resolvi voltar para a dança nesse ano. Minha apresentação aqui marca esse retorno, estou muito feliz por estar aqui”, concluiu. As alunas do CEM Santa Rita de Cássia, Atemisa Rodrigues e Mariana de Brandão de Sá, ambas com 16 anos, assistiram ao espetáculo e se encantaram com as coreografias. “Eu nunca tinha assistido a nenhum espetáculo, nunca tive essa oportunidade, achei tudo um máximo. Ver tudo isso é maravilhoso, tenho muita vontade de seguir carreira na área da dança, espero que, no próximo ano, possamos nos apresentar aqui também”, disse. As apresentações ocorreram também no domingo, 30, às 19h30, no Teatro Sesc, e contando com mais de 100 bailarinos que se apresentaram exibindo desde os passos leves e movimentos suaves do ballet clássico, às acrobacias do hip hop. Além do Balé Popular, a programação conta com a participação dos grupos: Injoy Kids, Studio Innovare Núcleo de Artes e Danças, ComClasse Escola de Ballet, Laboratório de Investigação do Movimento Autônomo e Sombras do Hip Hop. O bailarino Bruno Maique Coutinho, integrante da Cia de Dança Contratempo, do Rio de Janeiro, fez uma participação especial.

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