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Aneel define reajuste para Energisa Tocantins após adotar medidas para reduzir impactos nas tarifas

Aneel define reajuste para Energisa Tocantins após adotar medidas para reduzir impactos nas tarifas
Aneel define reajuste para Energisa Tocantins após adotar medidas para reduzir impactos nas tarifas

Nova tarifa começa a ser cobrada a partir de 4 de julho

A Agência Nacional de Energia elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, 29 de julho, o índice de reajuste tarifário para os consumidores da Energisa Tocantins. O efeito médio a ser percebido pelos clientes residenciais e comerciais será de 3,04%. Com o reajuste, o cliente que pagava uma conta de, por exemplo, R$ 100,00 passará a pagar cerca de R$ 103,04, pelo mesmo consumo. A nova tarifa entra em vigor a partir do dia 4 de julho.

Antes do reajuste indicado pela Aneel, os clientes cadastrados como residenciais e comerciais pagavam, sem os impostos, em torno de R$ 0,65 a cada kWh consumidos. Agora, essa conta passará para R$ 0,67 por kWh. Para os clientes de alta e média tensão, a exemplo da indústria, que possui uma tarifa diferenciada, o reajuste será de 5,10%.

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O reajuste tarifário anual é um processo regulado, previsto no contrato de concessão. Estes contratos apresentam regras bem definidas a respeito das contas de luz, bem como a metodologia de cálculo dos reajustes realizados pela Aneel, para todas as distribuidoras de energia do país.

 Composição da tarifa de energia

A tarifa de energia elétrica é composta por custos de transmissão e geração de energia, além de encargos e impostos, chamados de Parcela A, e os custos da distribuição, chamados de Parcela B – que é o valor que fica com a Distribuidora. Os recursos gerados pela Parcela A não ficam com a Energisa. A empresa atua apenas como arrecadadora repassando os valores para as empresas de geração e transmissão e para os governos federal e estadual, como previsto em lei.

 Parcela A – trata-se de custos que não são de gestão da distribuidora, que atua apenas como arrecadadora e repassa o valor de forma integral;

  • Parcela B – custos diretamente gerenciáveis, administrados pela própria distribuidora, como operação, manutenção e remuneração dos investimentos.

De forma didática, para exemplificar, é como se a área de concessão fosse um grande condomínio cuja as despesas com água, luz e vigilância fossem a Parcela A, o qual as tarifas impostas não estão sob controle dos condôminos. E, a instalação da área de lazer, espaço fitness e praças fossem a Parcela B, sob gestão dos condôminos. Reparem que, quando há investimentos no condomínio, há melhorias de qualidade e aumento das despesas inerentes a inflação incorrida no momento.

Um dado relevante é que a tarifa se manteve abaixo dos índices que medem a inflação, conforme demostra o gráfico abaixo.

Tela de computador com jogo

Descrição gerada automaticamente

Veja abaixo a composição da tarifa e a distribuição de valores entre parcelas A e B, já com a nova tarifa de energia:

Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

Descrição gerada automaticamente

No exemplo acima podemos observar que em uma conta de R$ 100,00 a parte que cabe a distribuidora é de R$ 34,70. Este é o valor que fica com a Energisa para usar em manutenção, pagar funcionários, fornecedores e prestadores de serviço, além de investir na modernização e melhoria crescente da qualidade dos serviços prestados. Os demais custos são referentes a compra de energia, transmissão, encargos e impostos que juntos somam R$ 65,30 e são repassados integralmente para quem é de direito, como governo federal e estadual.

A ilustração abaixo mostra a divisão da fatura de energia elétrica em cada um dos itens que compõem a cadeia do setor elétrico brasileiro, considerando a receita da concessionária acrescida dos impostos e tributos (ICMS, PIS/COFINS). A tarifa final do consumidor da Energisa Tocantins contém quase 34% de encargos e impostos.

A Energisa Tocantins atende cerca de 625 mil de clientes em 139 cidades do Tocantins.

Consumo consciente:

Nos próximos meses, o clima tende a ficar mais quente no estado, e com isso o uso de ventiladores e ar condicionados, além de outros hábitos passam a ser mais frequentes. Então, confira algumas dicas de como usar energia sem pesar no bolso:

  • Use ar-condicionado na temperatura 23º, assim você mantém o ambiente confortável sem exagero. Lembre-se de ligar apenas quando for ficar no ambiente e desligue ao sair;
  • Não deixe ventilador ligado na sala, por exemplo, se não houver ninguém no ambiente;
  • Evite lâmpadas acesas durante o dia. Aproveite ao máximo a luz do dia mantendo as janelas abertas, assim você mantém a casa arejada e ainda economiza;
  • Junte roupas para lavar de uma única só vez na semana, respeitando o limite de peso da máquina de lavar. E ao usar o ferro de passar, se programe para ser semanalmente, assim você evita o reaquecimento do aparelho e economiza energia.
  • Ao comprar lâmpadas, opte sempre por LED, elas são mais econômicas e eficientes que as fluorescentes e incandescente.

Aproveite os benefícios da energia de forma consciente garantindo o seu conforto e segurança e da sua família.

Da redação 

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