Informação circula nos bastidores políticos desde o domingo de eleição e ainda não foi confirmada pelas forças de segurança; reportagem apura o caso
Por Geovane Oliveira, do Portal O Melhor da Amazônia
Relatos que circulam nos bastidores da política de Araguaína apontam que o irmão de um deputado estadual eleito no último domingo (4) teria sido preso por suspeita de compra de votos. Segundo essas informações, ele estaria com cerca de R$ 400 mil em dinheiro em uma residência da cidade. Até o fechamento desta matéria, nenhum órgão oficial havia confirmado a ocorrência.
De acordo com as fontes ouvidas pela reportagem, que pediram para não ser identificadas, o imóvel, cujo endereço não foi revelado, estava cheio de pessoas no momento da abordagem. No local também teria sido encontrada uma lista com nomes de integrantes da chamada ala jovem ligada à campanha de Eduardo Madruga (Republicanos), também eleito deputado estadual.
Ainda segundo os relatos, a lista pode ter sido vendida ou repassada por alguém que trabalhou anteriormente na campanha de Madruga. A suspeita é de que eleitores que constavam nessa relação tenham sido procurados para votar no outro candidato eleito, e não em Madruga.
Pagamento em duas etapas
As fontes afirmam que o suposto esquema previa o pagamento de R$ 300 antes da votação e de mais R$ 150 depois que o eleitor votasse. Para receber a segunda parcela, cada pessoa teria de apresentar uma foto com uma camiseta de cor previamente combinada, como forma de comprovar o voto.
Nenhuma dessas informações foi confirmada oficialmente. Também não há, até agora, qualquer indicação de envolvimento de Eduardo Madruga ou de sua equipe no caso.
Madruga conquistou uma das vagas na Assembleia Legislativa com 10.329 votos e integra a bancada de quatro deputados eleitos pela região do Bico do Papagaio.
Apuração
A reportagem do Portal O Melhor da Amazônia procurou a Polícia Federal, responsável pela apuração de crimes eleitorais, para confirmar se houve prisão, qual foi o valor apreendido e quem são os envolvidos. Também foram procurados a Justiça Eleitoral, a Polícia Civil e a assessoria de Eduardo Madruga. Até a publicação, não houve resposta.
Os nomes dos supostos envolvidos só serão divulgados após confirmação oficial. O espaço segue aberto para manifestação de todas as partes citadas.



