Partido do governador elegeu três deputados federais no Tocantins. Com Lula reeleito e o Centrão em busca de espaço, volta à tona a versão de que o resultado levaria Wanderlei Barbosa ao primeiro escalão
Por Geovane Oliveira | Araguaína (TO)
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (25), trouxe de volta uma pergunta que circula na política tocantinense desde o início do ano: o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) vai virar ministro? A expectativa nasceu de uma versão publicada pela imprensa do estado sobre um acordo dentro do partido.
Segundo essa versão, o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), teria prometido indicar Wanderlei, presidente estadual da sigla, para um ministério caso o partido elegesse três deputados federais no Tocantins. A reportagem não encontrou declaração pública de Pereira ou do governador confirmando o compromisso. A nomeação de ministros é atribuição exclusiva do presidente da República; o partido apenas indica nomes.
A meta foi cumprida
O Republicanos tinha como objetivo declarado eleger três dos oito deputados federais do Estado, e conseguiu. Nas urnas de 4 de outubro, a legenda ficou com a maior bancada tocantinense na Câmara, com três das oito cadeiras.
Lucas Campelo foi eleito com 85.376 votos, e Ricardo Ayres foi reconduzido com 67.837. A terceira vaga ficou com o ex-secretário estadual da Educação Fábio Vaz, que somou 64.601 votos e garantiu a cadeira na distribuição das sobras.
Lula vence e acena ao centro
No segundo turno, Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, ou 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio Bolsonaro (PL). A posse está prevista para 5 de janeiro de 2027.
A vitória abriu a disputa por espaço na Esplanada. União Brasil, PP e Republicanos, que se alinharam a Flávio no segundo turno, já ensaiam a reaproximação com o presidente reeleito. Hoje, o Republicanos comanda o Ministério de Portos e Aeroportos, com Silvio Costa Filho.
Lula também deu sinais. No discurso da vitória, prometeu mudar a forma de governar e deixou Geraldo Alckmin falar primeiro, gesto interpretado como aceno a uma aliança mais ampla com o centro. Em contrapartida, integrantes do governo avaliam que a distribuição de ministérios terá de render apoio efetivo às prioridades do presidente, segundo o site Brasil 247.O mandato de Wanderlei termina no início de janeiro, mesmo período em que Lula deve fechar a equipe.



