Em plenária do PT, presidente e candidato à reeleição também defendeu a PEC da Segurança Pública e anunciou o lema de campanha para a área
Por Geovane Oliveira | Portal O Melhor da Amazônia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial, a apoiar a proposta que acaba com a escala 6×1. O texto garante dois dias de folga por semana, sem redução de salário.
A declaração foi feita durante uma plenária do PT com parlamentares. Lula disse que vai acompanhar de perto a posição do senador sobre o tema, que tem se manifestado contra a mudança.
“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu o desafio a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, afirmou o presidente.
Liberdade de escolha x jornada fixa
O candidato do PL defende que o próprio trabalhador possa definir sua carga horária. Em entrevista na terça-feira (6), Flávio Bolsonaro apresentou a proposta como uma forma de dar mais autonomia a quem trabalha.
“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, disse o senador.
Lula rebateu o argumento. Para ele, a negociação individual da jornada deixaria o trabalhador em desvantagem diante do empregador.
“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, declarou.
Segurança pública
No mesmo encontro, o presidente pediu a aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das principais apostas do governo para ampliar a integração entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado.
Segundo Lula, a experiência das últimas décadas mostrou que os estados, sozinhos, “não deram conta” da responsabilidade que a Constituição de 1988 lhes atribuiu. Por isso, ele defendeu uma atuação federal mais forte, por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.
O presidente afirmou ainda que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima, com o objetivo de enfraquecer as facções criminosas. A criação do Ministério da Segurança Pública, prevista para depois da aprovação da PEC, também está entre as prioridades citadas por ele.
Ao resumir a linha que pretende adotar na área, Lula apresentou o lema que a campanha vai usar: “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.



