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Bastidores da Política

Apoio de Dorinha e Vicentinho a Flávio deixa 404 mil eleitores de Lula sem candidato no TO

Apoio de Dorinha e Vicentinho a Flávio deixa 404 mil eleitores de Lula sem candidato no TO

Com os dois finalistas ao governo alinhados ao candidato do PL, voto em branco, nulo e abstenção ganham espaço entre eleitores de centro e de esquerda

Por Geovane Oliveira, Portal O Melhor da Amazônia
Os 404.009 eleitores que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Tocantins no primeiro turno chegam à reta final da eleição sem um candidato ao governo alinhado à sua escolha para a Presidência. Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB), que disputam o Palácio Araguaia em 25 de outubro, declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL).

Os votos representam 43,42% dos votos válidos para presidente no estado. É uma fatia do eleitorado que as duas campanhas precisarão disputar, mas que, até aqui, não recebeu nenhum aceno direto de nenhum dos lados.

Escolha das campanhas

Ao se alinharem ao candidato do PL, Dorinha e Vicentinho apostaram no eleitorado que deu vantagem a Flávio no Tocantins no primeiro turno. A decisão, porém, deixa de fora eleitores de centro e de esquerda que votaram em Lula.

Para esse grupo, o segundo turno impõe uma escolha entre dois candidatos que pedem voto para o adversário do presidente. Nos bastidores, petistas classificam Flávio como representante da extrema direita e avaliam que nenhum dos dois finalistas fala com a base lulista.

Branco, nulo ou abstenção

Nesse cenário, a alternativa mais evidente para parte desse eleitorado é não escolher nenhum dos dois para governador. Isso pode ocorrer por meio do voto em branco, do voto nulo ou da abstenção.

O PT discute internamente orientar sua base nesse sentido, com voto apenas em Lula na disputa presidencial. A direção estadual do partido ainda não oficializou nenhuma posição.

O que diz a lei

Votos em branco e nulos não são contabilizados como válidos. Pela Constituição, é eleito governador o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos, sem contar brancos e nulos. Ao contrário de uma ideia comum, um número elevado de votos nulos não anula a eleição.

Na prática, o eleitor que optar por uma dessas alternativas deixa de influenciar o resultado entre Dorinha e Vicentinho. A escolha do novo governador fica nas mãos de quem votar em um dos dois.

Peso na disputa

O tamanho desse eleitorado torna a decisão relevante. Mais de 400 mil votos podem definir uma eleição estadual em que as pesquisas apontaram disputa apertada ao longo da campanha.

Resta saber se Dorinha ou Vicentinho farão algum gesto em direção a esses eleitores nas próximas semanas. Por enquanto, as duas campanhas mantêm o alinhamento com Flávio Bolsonaro.

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