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Bastidores da Política

PT busca Célio Moura para coordenar Lula no TO e avalia não apoiar ninguém ao governo

PT busca Célio Moura para coordenar Lula no TO e avalia não apoiar ninguém ao governo

Com Dorinha e Vicentinho Júnior alinhados a Flávio Bolsonaro, petistas discutem orientar eleitores a votar só no presidente no segundo turno

Por Geovane Oliveira, Portal O Melhor da Amazônia
O PT do Tocantins tenta convencer o ex-deputado federal Célio Moura a assumir a coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado no segundo turno. Ao mesmo tempo, o partido avalia não apoiar nenhum dos candidatos ao governo, depois que Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB) declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL).

A articulação ocorre nos bastidores. Segundo uma fonte ligada ao partido ouvida pela reportagem, Célio resiste ao convite. Até o fechamento desta matéria, o ex-deputado não havia se manifestado publicamente sobre o assunto.

Troca no comando

A busca por um novo nome está ligada ao desempenho do partido no primeiro turno. A ex-senadora Kátia Abreu, que coordenou a campanha de Lula no Tocantins, não alcançou o resultado esperado. O presidente terminou atrás de Flávio Bolsonaro no estado, e o PT não elegeu nenhum candidato no Tocantins.

A avaliação interna é que a campanha precisa de um nome com trânsito na militância e identificação histórica com o partido para tentar reverter a desvantagem até 25 de outubro, data do segundo turno. Célio Moura, que exerceu mandato na Câmara dos Deputados pelo PT, é visto como esse perfil.

Voto para governador

O segundo ponto em discussão envolve a disputa pelo Palácio Araguaia. Com os dois finalistas declarando apoio ao candidato do PL à Presidência, setores do PT entendem que nenhum deles representa o eleitor de Lula no estado.

De acordo com a fonte, o partido pode orientar sua base a votar apenas no presidente e não escolher nenhum dos dois candidatos ao governo. Voto em branco, voto nulo e abstenção estão entre as possibilidades analisadas, e nenhuma delas foi descartada.

A decisão ainda não foi oficializada pela direção estadual. Caso seja confirmada, a orientação pode pesar em uma disputa que as pesquisas de opinião apontaram como equilibrada durante boa parte da campanha.

Próximos passos

A expectativa é que o PT defina nos próximos dias tanto o nome que assumirá a coordenação quanto a posição oficial sobre a eleição estadual. A reportagem procurou a direção estadual do partido, mas não obteve resposta até a publicação.

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