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Sindicatos ligados à CUT fazem ato de apoio a Lula no Jardim Botânico

Dezenas de manifestantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de diversos sindicatos ligados à entidade promoveram hoje (6), em frente à sede da Rede Globo, no Jardim Botânico, na zona sul do Rio, manifestação em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles protestaram contra a condução coercitiva – quando a pessoa é levada para prestar depoimento e depois é liberada – do ex-presidente pela Polícia Federal (PF) na última sexta-feira (4),

A manifestação foi pacífica, começou por volta das 10h e contou, de acordo com informação extraoficial da Polícia Militar, com cerca de 300 pessoas. Na avaliação de dirigentes petistas, eram mais de 2 mil.

Com faixas e cartazes de apoio ao ex-presidente, críticas ao juiz federal Sérgio Moro e palavras de ordem, os manifestantes se revezavam nos microfones de um pequeno carro de som instalado no local.

Um manifestante fantasiado de bruxa, com um grande nariz preso ao rosto, dizia que representava o Partido Social Democrático Brasileiro (PSDB) e os tucanos. Outros carregavam uma grande jararaca de papelão e pano numa alusão à declaração do ex-presidente, feita em entrevista após a condução coercitiva pela PF: “Se querem matar a jararaca, têm de bater é na cabeça, não no rabo. Porque isso só a deixa mais brava”.

Para o manifestante Ricardo Montenegro, professor da rede estadual de ensino, os manifestantes presentes à Rua Von Martius, no Jardim Botânico, estavam ali na expectativa de barrar o “golpe” que está sendo tramado contra o povo brasileiro por parte do Judiciário. “É contra esse golpe sim, um golpe que está sendo articulado no Judiciário contra as garantias individuais e contra a democracia tão duramente conquistada depois da ditadura”.

Também presente à manifestação, o prefeito de Maricá e presidente estadual do PT, Washington Quaquá, afirmou que o “sequestro” de Lula pela PF uniu ainda mais o partido. “”O sequestro promovido pelo juiz Sérgio Moro foi também o sequestro da democracia e, por isso mesmo, o país está mais unido do que antes”, disse.

Algumas pessoas que passavam pelo local se posicionavam contra a manifestação. Uma delas, que se identificou apenas como Maria, disse que não via qualquer sentido no ato. “Não tem qualquer sentido, na medida em que eles estão se posicionando contra os fatos, sejam eles verdadeiros ou não. A imprensa está fazendo o seu papel que é o de noticiar. Ela tem que noticiar”.

“Quando a imprensa parar de divulgar [os fatos] aí vira ditadura. Eles não podem é atacar a imprensa, têm que fazer outro tipo de manifestação. Atos como esse têm que ser feitos em outro lugar, em frente ao Palácio [do Planalto], ou na rua mesmo, mas não atacando a imprensa, nesse ponto eles estão errados”, disse.

Ricardo de Franco, desempregado, morador do bairro há mais de 30 anos, disse não entender muito de política, mas defendeu o direito de todos, indistintamente, de se manifestar contra ou a favor do que consideram certo ou errado. “Acho que pelo que falam em relação à democracia, tá todo mundo defendendo o seu direito de protestar e qualquer movimento é válido desde que para o bem. Você tem liberdade de fazer o que quiser, desde que respeite também o direito do próximo. “Não entendo muito de política, mas as investigações têm que ser feitas.

A manifestação durou cerca de 1h20 e por volta das 11h30 os participantes começaram a deixar o local. Antes, porém, os manifestantes foram convocados a participar de plenária de amanhã (7), às 20h, na Associação do Comércio, quando serão discutidas as próximas ações do movimento em defesa do ex-presidente.

Edição: Graça Adjuto
Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil

EUA: “Super Sábado” com vitórias partilhadas entre Cruz, Trump, Sanders e Clinton

Talvez não “Super”, mas pelo menos um bom sábado para Ted Cruz: o senador do Texas conseguiu duas importantes vitórias nos “caucus” republicanos no Maine e no Kansas; este último foi uma surpresa, já que o rivalDonald Trump era dado como favorito.

Tal como tinha feito na passada “Super Terça-Feira”, Cruz voltou a assumir-se como o último reduto face ao polémico multimilionário:

“Os republicanos estão a unir-se para apoiar a minha campanha. Sessenta e cinco por cento dos republicanos reconhecem que Trump não é o melhor candidato para enfrentar Hillary Clinton. Se ele perder, perderemos o Supremo Tribunal durante uma geração, a Declaração dos Direitos e o Senado. Estamos a ver os republicanos a unirem-se à volta da minha campanha.”

Trump continua no entanto a liderar a corrida para a nomeação republicana e conquistou também dois Estados, o Kentucky e, em especial, o Louisiana, a mais importante vitória da noite, devido ao grande número de delegados arrecadados com vista à investidura do partido.

No campo democrata, havia neste “Super Sábado” três Estados em jogo. Bernie Sanders venceu as primárias no Kansas e no Nebraska, duas importantes vitórias que lhe permitem manter a corrida à nomeação em aberto:

“A população deste país está cansada das políticas e da economia da ordem estabelecida. Querem uma mudança real. E acredito fortemente, não apenas quando vejo multidões como as que se reuniram [à minha volta] esta noite, mas quando vejo votos como os que estamos a receber, que há um impulso e que existe um caminho em direção à vitória.”

Hillary Clinton venceu, no entanto, no Estado com maior número de delegados democratas em jogo este sábado, o Louisiana. Com as sete vitórias conquistadas na passada terça-feira, a antiga Primeira Dama mantém a posição de clara favorita.

Brasil inaugura primeira usina solar flutuante do mundo em lago de hidrelétrica

O primeiro projeto-piloto no mundo, de exploração de energia solar em lagos de usinas hidrelétricas, com uso de flutuadores, foi lançado ontem (4) na Hidrelétrica de Balbina, no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a iniciativa já foi implementada em outros países, mas em reservatórios comuns de água. No caso do Brasil, a engenharia será utilizada nos lagos das hidrelétricas, permitindo aproveitar as sub-estações e as linhas de transmissão das usinas, além da lâmina d’água dos reservatórios, evitando desapropriação de terras.

As placas fotovoltaicas flutuantes no reservatório da usina amazonense vão gerar, inicialmente, um megawatt (MW) de energia. A previsão é que em outubro de 2017 a potência seja ampliada para cinco MW, o que é suficiente para abastecer, por exemplo, 9 mil casas.

O ministro Eduardo Braga, do PMDB, explica que o projeto de geração híbrida utiliza a capacidade dos reservatórios e a infraestrutura de hidrelétricas brasileiras, principalmente, as que estão com baixa capacidade de geração de energia, como é o caso de Balbina. “Aqui em Balbina é um caso bastante típico porque nós temos uma subestação que poderia estar transmitindo algo como 250 MW. Hoje, usa apenas 50 MW. Portanto, há 200 MW de ociosidade, que vamos poder suplementar com energia solar, com custo muito reduzido, fazendo com que tenhamos eficiência energética, segurança energética, melhor gestão hídrica dentro dos nossos reservatórios e ao mesmo tempo baratear a energia para que a tarifa de energia elétrica seja mais barata em nosso país”, afirmou.

A pesquisa vai analisar o grau de eficiência da interação de uma usina solar, em conjunto com a operação de usinas hidrelétricas, e a influência no ecossistema dos reservatórios. Após os estudos, de acordo com Eduardo Braga, a expectativa é que a geração de energia solar seja de 300 MW, podendo abastecer 540 mil residências. “É preciso fazer vários estudos, e nós esperamos, terminados esses estudos, poder começar os leilões de energia, de reservas com flutuadores dentro dos nossos reservatórios, e aí teremos capacidade muito grande no Brasil, porque o país possui inúmeras hidrelétricas com espaço para coletar energia solar nos seus reservatórios”, explicou o ministro.

De acordo com o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, a tendência é que o país amplie a geração de energia solar, o que pode refletir futuramente na redução da conta de luz. Mas ressaltou que não dá para avaliar a queda percentual, pois ainda não se sabe quanto será o custo da energia solar. Mas adiantou que será uma “redução substancial”.

Segundo ele, a participação da energia solar na matriz elétrica brasileira é muito pequena, mas deve crescer nos próximos anos, podendo chegar a 5%/10% ou até mais. “Cada vez mais esses painéis estão reduzindo. A energia solar vai ficar muito barata, e essa economia será repassada para as tarifas que beneficiam o consumidor brasileiro”, destacou.

Os flutuadores da primeira etapa foram produzidos em Camaçari, na Bahia, e os próximos vão ser fabricados no Amazonas. Segundo Orestes Gonçalves, sócio-diretor da empresa Sunlution, responsável pelo desenvolvimento do projeto, a iniciativa vai contribuir para a geração de empregos.

Ele disse que todos os empregos serão contratados no estado do Amazonas, de gente com formação pela Universidade Federal do Amazonas, Serviço Nacional da Indústria (Senai) e outras instituições de ensino. Os eletricistas que vão instalar as usinas, os engenheiros que vão participar, assegurou, “serão todos do estado do Amazonas, e todos com treinamento. Esse é o objetivo de envolver a universidade no projeto”.

Para Ciro Campos, do Instituto Socioambiental (ISA), a iniciativa do governo é positiva e oportuna, porque estimula a produção de energia solar no país e a criação de uma cadeia produtiva que ajuda a gerar emprego e renda em um momento de crise econômica. Mas ele chama a atenção para a escolha de usinas como a de Balbina, que causaram grande impacto ambiental e têm pouca produtividade.

No seu entender, “Balbina é a pior usina hidrelétrica já construída no Brasil, e talvez seja também o maior crime ambiental da nossa história. Portanto, não basta o ministério ‘solarizar’ Balbina ou outras hidrelétricas na Amazônia para tornar a existência dessas usinas menos nocivas para a atmosfera e para a sociedade também”.

Projeto semelhante, com a mesma capacidade de geração de energia solar de Balbina, será anunciado na Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, no próximo dia 11. A Eletronorte e a Chesf vão investir quase R$ 100 milhões nos dois empreendimentos, que devem entrar em operação em janeiro de 2019.

A construção será de responsabilidade da empresa brasileira Sunlution, em parceria com a fabricante de equipamentos WEG e participação das universidades federais de Pernambuco e do Amazonas, bem como da Fundação de Apoio ao Rio Solimões.

Edição: Stênio Ribeiro
Bianca Paiva – Correspondente da Agência Brasil

Cinco empresas concorrem à licitação de 164 mil hectares de floresta no AP

Floresta Estadual do Amapá será concedida a empresas para exploração.
Candidatas ao certame foram habilitadas nesta sexta-feira (4), em Macapá.

Cinco empresas vão concorrer ao edital de licitação que prevê a concessão de 146 mil hectares da Floresta Estadual do Amapá (Flota) para exploração madeireira e de riquezas naturais.

O prazo para inscrição no certame encerrou às 18h de quinta-feira (3) e nesta sexta-feira (4) os nomes foram habilitados no Instituto Estadual de Florestas (IEF), em Macapá.

A área disposta para cessão pode ser explorada por duas ou três empresas, que serão divididas entre as três Unidades de Manejo Florestal (UMFs) da região, que cobre áreas dos municípios de Porto Grande e Pedra Branca do Amapari, no Centro-Oeste do Amapá.

O resultado da disputa será divulgado em 9 de março, sendo vencedoras as empresas que apresentarem as menores propostas de preço por metros cúbicos da madeira em pé. As propostas devem contemplar indicadores econômicos, técnicos e, com destaque para os sociais.

A previsão do IEF é de que sejam arrecadados mais de R$ 8 milhões anuais com a extração de madeira e impostos agregados ao beneficiamento da matéria-prima. O dinheiro será rateado entre o Estado, municípios afetados e órgãos de fiscalização.

As empresas vencedoras terão em média até dois anos para montar todo o parque industrial em território amapaense. A maioria da mão de obra será composta pelas comunidades que estão dentro de um raio de até 50 quilômetros nas áreas de unidades de manejo afetadas, o que corresponde a cerca de 400 famílias. O beneficiamento deve acontecer no próprio local onde a madeira foi explorada.

John PachecoDo G1 AP

Militantes fazem vigília em frente ao prédio de Lula em São Bernardo do Campo

Desde o início da manhã, manifestantes a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concentram-se em frente ao prédio onde fica o apartamento de Lula em São Bernardo do Campo (SP). O ato é organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista. A maioria dos participantes, filiados ao PT e apoiadores de Lula, veste camisa vermelhas e carrega bandeiras do país.

A Polícia Militar estima que 250 pessoas estão no local. Os organizadores falam em 1 mil participantes. Uma via próxima ao apartamento está fechada para a circulação de carros. Há policiamento no local e o clima é tranquilo.

“Estamos na rua para poder deixar claro o apoio ao ex-presidente Lula. Acreditamos que ele não está envolvido em nenhuma irregularidade. Não vejo Lula cometendo algum ilícito e arriscando a imagem que construiu desde o sindicato, de luta contra a ditadura”, disse o presidente do sindicato, Rafael Marques. “Estamos aqui para defender uma legado, um período da nossa história em que os trabalhadores foram a principal motivação das políticas sociais do país”, acrescentou.

Os manifestantes aguardam a chegada da presidenta Dilma Rousseff, que irá se encontrar com Lula. Segundo a assessoria da Presidência da República, Dilma já embarcou de Brasília com destino a São Paulo.

Edição: Carolina Pimentel
 

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

MPE levanta dados sobre riscos para a saúde da população no Tocantins

A Promotora de Justiça Maria Roseli de Almeida Pery, que atua na área do direito à saúde pública, reuniu-se, na tarde desta sexta-feira, 5, com a equipe da Superintendência de Vigilância, Promoção e Proteção à Saúde da Secretaria Estadual da Saúde (SVPPS/Sesau) para discutirem sobre a situação da vigilância em saúde no Tocantins, especificamente com relação às ações e serviços que integram a vigilância ambiental e saúde do trabalhador, vigilância epidemiológica das doenças transmissíveis e não transmissíveis, vigilância das doenças vetoriais e zoonoses, vigilância sanitária e sobre o Laboratório Central.

Durante a reunião, a Promotora de Justiça falou sobre a finalidade do acompanhamento das políticas públicas de cada uma dessas áreas e das responsabilidades da União, do Estado e dos municípios em defender o direito à saúde, especificamente no que concerne ao direito da população à promoção da saúde e à redução do risco de contrair doenças e agravos.

A superintendente de Vigilância do Estado, Liliana Rosicler Teixeira Nunes Fava, e sua equipe apresentaram a atual estrutura e funcionamento da SVPPS/Sesau, bem como trataram sobre o baixo desempenho por parte de alguns municípios na execução dessas políticas públicas e sobre as dificuldades da Superintendência em obter as respostas demandadas por cada diretoria.

Também se discutiu sobre os indicadores de saúde no Tocantins, tomando-se por base os parâmetros mínimos aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ainda estiveram em pauta os processos de pactuações e metas entre o Estado e os municípios e as atividades desenvolvidas pela Sesau para inspecionar, monitorar, controlar e avaliar as ações e serviços pactuados, bem como as providências tomadas pela Superintendência diante das irregularidades encontradas nos municípios.

“A exposição da população aos riscos de contrair doenças pode e deve ser evitada pelo poder público. O direito à saúde não se resume à assistência hospitalar. A prevenção deve ser tratada como prioridade pelo Estado, principalmente por ser uma das diretrizes do SUS”, pontuou Maria Roseli durante a reunião, que também foi marcada pelo pedido de informações sobre as inconformidades encontradas nos municípios tocantinenses.

Participantes
Participaram da reunião a superintendente de Vigilância em Saúde, Liliana Rosicler Teixeira Nunes Fava; a diretora de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, Adriane Feitosa Valadares; a diretora de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmitidas por Vetores e Zoonoses, Mary Ruth Batista Glória Maia; a diretora de Vigilância Sanitária, Gracilane Vicente Aguiar; a diretora de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis, Adriana Cavalcante Ferreira Morciego Garcia; a diretora do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), Márcia Cristina Alves Brito; e a diretora de Gestão de Vigilância em Saúde, Luciana Ferreira Marques da Silva.

China discute medidas para estimular a economia

O governo de Pequim espera que o Produto Interno Bruto do país cresça entre 6,5 e 7 por cento, em 2016, de acordo com o XIII Plano Quinquenal 2017-2020, apresentado pelo primeiro-ministro Li Keqiang à Assembleia Nacional Popular, o órgão máximo legislativo chinês, cuja reunião anual arrancou este sábado.

O governante anunciou que é esperado que o PIB, da segunda economia mundial chegue aos 90 mil milhões de yuan, o equivalente a 12,5 mil milhões de euros, em 2020, inferior ao PIB dos Estados Unidos, a primeira economia mundial, que em 2015 atingiu os 15,5 mil milhões de euros.

Recentemente, Pequim informou que pretende cortar cerca de 2 milhões de empregos nas indústrias do carvão e do aço. Exemplo disso, a China anunciou que pretende encerrar mais de mil minas de carvão, ainda em 2016, com o objetivo de travar o excesso de oferta no setor e reduzir as emissões de CO2 para a atmosfera.

Para combater as críticas ao governo, que têm aumentado de tom na internet, o Partido Comunista criou vídeos animados, com as políticas e os slogans do presidente Xi Jinping.

SINPOL-TO APROVA EM ASSEMBLEIA GERAL ‘OPERAÇÃO LEGALIDADE” A PARTIR DE SEGUNDA

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Tocantins (Sinpol-TO) realizou na tarde desta sexta, 4, Assembleia Geral Extraordinária para aprovação dos assuntos: operação pacto da legalidade e cartilha de procedimentos policiais padrões para o pacto da legalidade. Após votação foi aprovada por maioria presente que a partir da próxima segunda-feira, 7, a categoria estará em campanha Operação Legalidade em todo o Estado, a partir das 8 horas.

A campanha Operação Legalidade reuni várias ações cujo objetivo é orientar o policial civil sobre os seus direitos e deveres no exercício de sua profissão. Além disso, a proposta é dialogar com a sociedade tocantinense e esclarecê-la sobre a função da Polícia Civil, mostrando quais os direitos dos cidadãos, os quais não tem sido amparados pela falta de uma estrutura de trabalho suficiente para a realização das atividades da polícia judiciária.

O Sindicato informa a todos que a cartilha definitiva sobre os padrões a serem realizados durante o pacto será finalizada e disponibilizada na próxima semana no site do Sinpol-TO e depois enviada a todos os órgãos competentes.

Produtor é multado por produção e comercialização ilegal de agrotóxicos

A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) e a Polícia Civil realizaram na manhã desta sexta-feira, 04, uma operação de combate a comercialização ilegal de produtos agrotóxicos, numa fazenda no município de Goianorte. Foram apreendidos 260 litros de herbicidas falsificados e 40 litros de produtos utilizados na composição do produto. O proprietário foi multado em R$ 8.512,80. A ação aconteceu após a Adapec receber uma denúncia de que um produtor rural estaria comercializando e utilizando agrotóxicos de maneira irregular. Com base nas informações foi montada uma ação em conjunto com a Polícia Civil e na propriedade foi constatado que o proprietário praticava a manipulação de vários produtos formando uma mistura falsificada de herbicida que era comercializada. Segundo o gerente de Avaliação da Adapec, Alex Sandro Arruda Farias, o produtor foi autuado pela comercialização fracionada de produtos, comercialização e utilização de agrotóxico sem registro nos órgãos competentes estaduais e federais, reutilização de embalagens de agrotóxicos e manuseio de produtos sem os devidos cuidados com a saúde humana e o meio ambiente. Na fazenda foi encontrado apenas o caseiro, porém o proprietário foi localizado no município de Presidente Kenedy e após contato ele resolveu se apresentar e assinou os autos de infração. A Delegacia de Polícia de Colméia, que responde por Goianorte, vai instaurar inquérito policial para apurar o caso. A Adapec concluirá o relatório da ação e encaminhará ao delegado para embasar o inquérito. Já os produtos apreendidos foram lacrados e após assinatura de não violação dos lacres por parte do proprietário, foram armazenados em local seguro na propriedade onde os mesmos se encontravam e permanecerão até o fim da investigação e destinação final.     O diretor de Defesa, Inspeção e Sanidade Vegetal da Adapec, Carlos Cesar Barbosa, disse que o Órgão mantém uma fiscalização constante de combate ao comércio ilegal de agrotóxicos. Ele ainda alertou os produtores rurais para que não adquiram produtos agrotóxicos sem registro e com embalagem que não seja a original. Além disso, o produto deve conter as informações técnicas (bula) e receituário agronômico emitido por um profissional legalmente habilitado. O presidente da Adapec, Humberto Camelo disse que é importante que a população tenha conhecimento dos riscos que este tipo de comércio de produto clandestino oferece à saúde humana e ao meio ambiente. “Esta ação demonstra o compromisso da Adapec no combate ao comércio ilegal de produtos agrotóxicos”, finalizou o presidente.

Welcton de Oliveira / Governo do Tocantins

O que está em curso hoje é um Golpe de Estado, diz Damous sobre ação da PF

Parlamentares do PT usaram as redes sociais para repudiar a ação da PF na Lava Jato, que realizou condução coercitiva do ex-presidente Lula

O deputado Wadih Damous (PT-RJ) afirmou que “o que está em curso hoje no Brasil é um golpe de estado, associado aos grandes meios de comunicação”, e a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi, na verdade, “um sequestro perpetrado pela Política Federal a mando do juiz da Lava Jato”. As declarações foram dadas em vídeo divulgado nas suas redes sociais, nesta sexta-feira (4).

Outros parlamentares do Partido dos Trabalhadores também usaram as suas redes sociais para repudiar a ação da PF contra Lula e sua família.

“Hoje o golpe chega ao seu ápice. Estamos vivendo um estado de exceção que viola o estado democrático de direito. Isso é inaceitável”, afirmou Paulo Pimenta (PT-RS).

“O que estamos testemunhando neste momento é uma tentativa de golpe por parte daqueles que temem a continuidade do projeto de inclusão social colocado em prática no Brasil pelos governos Lula e Dilma”, enfatizou a senadora Fátima Bezerra (PT-RN).

Para a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o ex-presidente Lula está sendo vítima de uma perseguição política. “Convocamos a todos para denunciar essa arbitrariedade e fazer sua defesa”, ressaltou.

“Eles fazem isso porque Lula é o maior líder popular brasileiro, foi o maior presidente da história do País e é o nosso candidato em 2018. Eles querem na verdade é desgastar a sua imagem, o nosso projeto político, destacou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ)

Outra petista a se manifestar pelas redes sociais foi a deputada Maria Do Rosário Nunes (PT-RS). “Estamos assistindo o aparelhamento político de diversas instituições. Querem acabar com Lula, sua família e sua história. É março, mas o roteiro do golpe mudou. Métodos atuais usam de espetáculos policial-midiáticos. Mas a luta de classes, essa é a mesma”.

“Quero aqui manifestar a minha indignação com esse ato bárbaro e essa tentativa maior de golpe por aqueles que não ganharam as eleições, contra o nosso querido Luiz Inácio Lula da Silva, um grande brasileiro, que mudou a história desse País, que incluiu milhares de pobres e necessitados”, declarou a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), em vídeo postado em sua rede social.

Todos os deputados foram unânimes: não há motivos para a condução coercitiva ao ex-presidente Lula. “Não há nenhuma justificativa para o que está acontecendo. Se era a intenção da justiça ouvir o ex-presidente Lula, bastava que ele fosse notificado”, disse Pimenta.

“Estou indignado. Não há motivo para a condução coercitiva. Eles poderiam chamar o presidente Lula para depor, para prestar esclarecimentos”, apontou o senador petista.

“A condução coercitiva do ex-presidente Lula para depor na Operação Lava Jato – o maior espetáculo jurídico-midiático já produzido pelas elites do nosso país – faz parte do roteiro que busca paralisar o governo da presidenta Dilma, criminalizar o Partido dos Trabalhadores e afastar definitivamente o ex-presidente Lula das eleições 2018”, completou Fátima Bezerra.

Segundo ela, “quem está sendo conduzido de forma coercitiva para depor não é apenas Lula, são milhares de brasileiras e brasileiros que acreditam ser possível construir um Brasil mais justo, solidário e inclusivo”.

Damou ressaltou que “o juiz da Lava Jato não é competente para apurar os fatos relativos à Atibaia, a pedalinhos em Atibaia e a um triplex, que não pertence ao presidente Lula em Guarujá. É de competência da Justiça do Estado de São Paulo”.

O deputado do Rio Grande do Sul aproveitou para convocar a militância, os movimentos sociais e setores da esquerda do Brasil. “É por isso que nessa hora tão importante, nós precisamos resistir e reagir em defesa da democracia, em defesa do presidente Lula. Estamos juntos e chamamos todos vocês a estarem conosco”.

“Estou convocando a população brasileira, que sabe que esse País mudou, que nós vivemos em um estado democrático e que nós não aceitaremos que haja mais golpe nesse País. Eles não passarão, eles não darão um golpe no País, porque nós estaremos juntos”, afirmou Benedita.

Fátima Bezerra também convocou à resistência. “O momento não é de abaixar a cabeça e desistir da luta. Este é um momento de indignação e resistência. Vamos realizar uma grande mobilização nacional em defesa da democracia e em solidariedade ao ex-presidente Lula. Ao companheiro Luiz Inácio Lula da Silva toda a nossa solidariedade. Eles não vão conseguir calar a sua voz, companheiro Lula, pois não vão conseguir calar a voz do povo brasileiro”, finalizou a senadora.

Por Luana Spinillo, da Agência PT de Notícias

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