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Jucá vai se licenciar do cargo de ministro do Planejamento

O ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB), disse agora que vai se licenciar do cargo a partir de amanhã (24) até o Ministério Público Federal se manifestar sobre as denúncias contra ele.

“Vamos aguardar a manifestação do Ministério Público com toda a tranquilidade, porque estou consciente que não cometi nenhuma irregularidade e muito menos qualquer ato contra a apuração da Lava Jato, apoiei a Lava Jato”, disse em entrevista no Congresso Nacional, após o presidente interino Michel Temer entregar a proposta de meta fiscal revisada. “Enquanto o MP não se manifestar, aguardo fora do ministério. Depois disso, caberá ao presidente Temer me reconvidar ou não, ele vai discutir o que vai fazer”, afirmou.

O jornal Folha de S.Paulo publicou reportagem hoje (23) que diz que em conversas, gravadas em março, o atual ministro do Planejamento, Romero Jucá, sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um pacto para impedir o avanço da Operação Lava Jato sobre o PMDB, partido do ministro.

Jucá disse que vai protocolar hoje um pedido na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o órgão avalie se há alguma ilegalidade na gravação que comprometa a permanência dele no ministério. No período da licença, Jucá reassumirá o mandato de senador e permanecerá na presidência do PMDB. O Ministério do Planejamento ficará sob comando do secretário-executivo Dyogo de Oliveira.

Romero Jucá disse que a decisão de se licenciar foi pessoal. Segundo ele, o presidente interino Michel Temer deu um voto de confiança, mas preferiu se licenciar para não ser usado “como massa de manobra”.

Entrevista

Mais cedo, o ministro do Planejamento, Romero Jucá, negou que tenha tentado obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Jucá disse ainda que não iria pedir afastamento do cargo. O ministro afirmou que não teme ser investigado.

“Nunca cometi e nem cometerei qualquer ato para dificultar qualquer operação, seja Lava Jato, ou qualquer outra”, disse Jucá, em entrevista coletiva à imprensa. “Da minha parte, sempre defendi e explicitei e apoiei com atos a Operação Lava Jato. A política terá uma outra história depois da Operação Lava Jato”.

De acordo com a reportagem, em um dos trechos da gravação Jucá disse que “tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”.

Ao ser questionado sobre o trecho, Jucá disse que estava se referindo ao cenário da economia do país, e não a uma paralisação da Lava Jato.

“Estava falando em delimitar as responsabilidades, que é dividir quem tem culpa e não tem culpa. Delimitar responsabilidade não é parar a investigação. Não tem esse diálogo, nessa conversa”, disse, argumentando que o jornal usou “frases soltas dentro de um diálogo”.

“A análise que fiz e comentários que fiz com o senador Sérgio Machado [ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras] são de domínio público. Disse o que tenho dito permanentemente a jornalistas, em entrevistas e debates”, afirmou.

Denúncia

A Folha de S.Paulo divulgou nesta segunda-feira (23) trechos de gravações obtidas pelo jornal que mostram conversas entre o ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Nas gravações, segundo o jornal, o ministro sugere que seria preciso mudar o governo para “estancar” uma “sangria”. Segundo as informações do jornal, o ministro estaria se referindo à Operação Lava Jato, que investiga fraudes e irregularidades em contratos da Petrobras.

Segundo a reportagem publicada pela Folha, os diálogos ocorreram em março deste ano. As datas não foram divulgadas e o jornal diz que as conversas ocorreram semanas antes da votação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. De acordo com o textp, Machado teria procurado líderes do PMDB por temer que as apurações sobre ele, que estão no Supremo Tribunal Federal (STF), fossem enviadas para o juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância.

Nos trechos publicados, Machado diz que está preocupado com as possíveis delações premiadas que podem ser feitas. “Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho”.

Jucá responde que Machado precisava ver com seu advogado “como é que a gente pode ajudar” e cita que é preciso haver uma resposta política e mudança no governo. “Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”, disse o ministro, segundo o jornal.

No diálogo publicado, Machado diz que a “solução mais fácil” era ter o então vice-presidente Michel Temer na presidência e que seria preciso fazer um acordo. “É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional” e Jucá responde: “Com o Supremo, com tudo”. Logo em seguida Machado diz: “Com tudo, aí parava tudo” e o ministro concorda: “É. Delimitava onde está, pronto”.

Ainda segundo o jornal, Machado imagina que o envio do caso para Moro poderia ser uma estratégia para que ele faça uma delação premiada. A matéria diz ainda que ele teria feito uma ameaça velada e pedido uma estrutura para dar proteção. “Como montar uma estrutura para evitar que eu ‘desça’? Se eu ‘descer…”. Em outro trecho, o ex-presidente da Transpetro diz estar preocupado com ele mesmo e com “vocês” e que uma saída tem que ser encontrada.

De acordo com a Folha, Machado disse ainda que novas delações na Operação Lava Jato não deixariam “pedra sobre pedra”. O jornal diz que Jucá concorda com Machado de que o caso dele não pode ficar com Moro.

Jucá orienta ainda que Machado se reúna com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e também com José Sarney.

Nas gravações divulgadas pelo jornal, o ministro afirmou que teria mantido conversas com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Não foram citados nomes e, segundo o jornal, Jucá disse que são poucos os ministros da Corte aos quais ele não tem acesso. Machado diz que seria necessário ter alguém com ligação com o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF. Jucá diz que não tem uma pessoa e que Zavascki é “um cara fechado”.

O Supremo Tribunal Federal ainda não divulgou declarações a respeito das declarações divulgadas na reportagem. Segundo a Folha de S. Paulo, as gravações feitas somam mais de uma hora e estão com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Procurada pela Agência Brasil, a PGR disse que não irá se manifestar sobre a reportagem.

Edição: Carolina Pimentel
Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

Em frente ao Planalto, trabalhadores rurais protestam contra extinção do MDA

Trabalhadores rurais fizeram um ato na manhã de hoje (23) na Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto, contra a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A pasta foi fundida com a área social e passou a ser chamada de Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. O ministro é Osmar Terra, deputado federal pelo PMDB do Rio Grande do Sul.

Integrantes do Movimento Brasileiro dos Sem Terra (MBST) e da Frente Nacional de Luta (FNL) carregavam faixas contra a extinção do MDA. Eles saíram em passeata pela Esplanada dos Ministérios por volta das 11h30. De acordo com os organizadores, 2,5 mil participam do ato. A Polícia Militar do Distrito Federal estimou em 500 manifestantes.

Carlos Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e dirigente nacional da FNL, disse que a classe trabalhadora campesina não aceita a extinção do MDA. Para os trabalhadores rurais, o ministério é considerado uma conquista da categoria. “Somos totalmente contra essa fusão. O MDA é uma pasta que tem a responsabilidade de gestar sobre 36 milhões de pessoas. Existe uma macroeconomia dentro da agricultura familiar e da reforma agrária”, afirmou.

Edição: Maria Claudia
Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

Lava Jato: réu no mensalão, ex-assessor do PP recebeu R$ 2 milhões em propinas

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) informaram que o então assessor do ex-deputado federal José Janene (morto em 2010) e ex-tesoureiro informal do PP João Cláudio Genu recebeu cerca de R$ 2 milhões em propinas entre 2005 e 2013 no esquema investigado pela Lava Jato. Genu foi um dos presos na 29ª fase da Lava Jato, deflagrada hoje (23).

De acordo com o delegado federal Luciano Gomes de Lima, Genu e o sócio Lucas Amorim receberam, por meio de empresas, mais de R$ 7 milhões “sem qualquer justificativa ou identificação de origem”. Deste total, estima-se que R$ 2 milhões eram referentes a propinas.

“Já é possível fazer paralelo entre o mensalão e a Lava Jato com nitidez mais aprofundada neste momento. No mensalão, Genu foi condenado por ter sacado R$ 1,4 milhão. Na Lava Jato, temos mais de R$ 2 milhões de pagamentos comprovados de propina”, disse o delegado, em entrevista coletiva de na Superintendência da PF no Paraná. Genu e Lucas Amorim são sócios em várias empresas.

Conforme o investigador, Lucas Amorim e Genu recebiam os valores em espécie, ora das mãos do doleiro Alberto Youssef, ora das mãos de empregados de Carlos Chater, dono do posto de combustível da Torre em Brasília. “Vários colaboradores disseram isso. Temos várias provas”, disse.

Genu foi, junto com Janene, denunciado na Ação Penal 470, o mensalão, acusado de sacar mais de R$ 1 milhão em espécie das contas da empresa SMP&B Comunicação, controlada por Marcos Valério Fernandes de Souza, para repassar a parlamentares federais do PP.

À época do mensalão, Genu foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e lavagem de dinheiro, mas houve prescrição quanto ao crime de corrupção e ao crime de lavagem de dinheiro. Posteriormente, o assessor foi absolvido no julgamento de vários embargos infringentes.

De acordo com a Polícia Federal, durante as investigações da Lava Jato, surgiram indícios da participação de Genu no esquema de corrupção envolvendo contratos com a Petrobras. Conforme as investigações, o assessor continuou recebendo repasses mensais de propina, mesmo durante o julgamento do mensalão e após ter sido condenado. Os repasses ocorreram, no mínimo, até 2013.

“Peso estratégico”

Segundo o procurador da República Diogo Castor, Genu “tem um peso estratégico muito importante para investigação porque era um dos principais cabeças do esquema de vantagens indevidas ao PP”. Ele tinha percentual fixo e habitual de valores, a exemplo do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Youssef.

“Temos convicção de que a detenção dele é imprescindível para o bom avanço das investigações, para que pare de cometer esses crimes, e para localizar os ativos desviados. Genu foi mencionado por Youssef, Fernando Soares e Carlos Rocha por vantagens indevidas da diretoria de abastecimento. Esse recebimento dele era sempre em espécie, o que fez a investigação levar um pouco mais de tempo.

Foram várias aquisições de bens e em espécie, como apartamentos, joias e depósitos em empresas, além das entradas dele no escritório de Youssef. Além disso, as comunicações dele por meio de WhatsApp e o Skype envolvem servidores públicos”, acrescentou.

Os investigadores disseram que, do total de propina recebida, 5% ficavam para Genu e outros 5% para Youssef. Parlamentares do PP, ligados ao esquema, dividiam 30% da propina. Isso resultava, segundo o delegado Luciano Gomes de Lima, em valores que variavam entre R$ 30 mil e R$ 300 mil para cada um dos parlamentares.

Nesta manhã, a PF deflagrou a 29ª fase da Lava Jato, chamada Operação Repescagem, com seis mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e dois mandados de prisão temporária que estão sendo cumpridos em Brasília, no Rio de Janeiro e Recife.

Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba na investigação sobre crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa envolvendo verbas desviadas da Petrobras.

Outro investigado que teve mandado de prisão temporário expedido é o sócio de Genu, Lucas Amorim, que já preso em Brasília. Segundo a PF, ele era receptor das propinas que abasteciam o esquema do PP. Há também mandado de prisão temporária contra o empresário Humberto do Amaral Carrilho, dono de uma empresa distribuidora de combustíveis. Ele não foi preso por estar no exterior.

“Carrilho já é considerado foragido. Fizemos busca em sua residência declarada e já temos informações sobre o país onde ele se encontra. Agora estamos aguardando o contato de seu advogado antes de acionar a Interpol [polícia internacional]”, disse o delegado Luciano Gomes de Lima.

A 29ª fase da Lava Jato foi batizada de Repescagem porque o principal investigado foi condenado na ação do mensalão. Os presos e o material apreendido serão levados ainda hoje para a sede da Polícia Federal em Curitiba.

Edição: Carolina Pimentel
Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Dr Fred prega eleição ética e destaca necessidade de união dos médicos para fortalecer categoria

Ele recebeu o candidato a presidente do Simed, Hugo Magalhães, e o membro da chama 2 Hilton Mota

 Dono do primeiro registro do CRM-TO (Conselho Regional de Medicina do Tocantins) e fundador do Simed (Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins), o clínico geral Frederico Henrique de Melo recebeu na tarde de sábado, em sua casa, em Miranorte, integrantes da chapa 2 “Responsabilidade Classista”.

O “Dr Fred”, como é conhecido em Miranorte, cidade onde vive há 40 anos e hoje ocupa o cargo de prefeito, discutiu com Hugo Magalhães, candidato à presidência do Simed pela chapa 2, e Hilton Mota, membro do grupo, os problemas da saúde e dificuldades enfrentadas pelos médicos.

Sobre a eleição no Simed, programada para o próximo dia 31, Fred defendeu um debate construtivo e união da categoria. “É salutar para a categoria uma disputa ética, moral, discussão de propostas para não desgastar a classe médica. E para que todos possam se unir e trabalhar pela categoria”, declarou Fred, que também atuou como conselheiro no Estado do Conselho Federal de Medicina (CFM). Dr Fred também fundou o CRM no Tocantins.

Amigo de Fred há muito tempo, Hilton Mota ratificou as palavras do médico-prefeito. “Procuramos desde o início agir dessa forma. Nosso objetivo é unir a classe. Temos amizade e respeito com todos os membros da gestão atual, reconhecemos seu trabalho, mas é hora de mudar, oxigenar e alternar a gestão para que um novo grupo entre e faça diferente”, disse Hilton Mota.

SAÚDE

Antes de discutir a situação da saúde no Estado, Hugo Magalhães fez questão de lembrar que, há 10 anos, foi o Dr Fred quem lhe entregou o registro do CRM. “Fico muito orgulhoso disso porque o senhor, doutor Fred, é uma referência entre os colegas e muito respeitado tanto dentro da política como na medicina”, disse Magalhães.

Magalhães disse que foi ao encontro de Fred para ouvir suas impressões sobre a saúde e a situação dos profissionais “Importante a visão do prefeito que é médico. Entende as necessidades da saúde como um todo e, como gestor municipal, toma as atitudes de maneira embasada.”

Porém, Dr. Fred, falando como prefeito, lamentou a situação da saúde no município, a mesma em todo o Estado. “A saúde está no fundo do poço. Um exemplo: Hoje recebemos R$ 5 mil para comprar medicamentos para 14 mil pessoas. Não dá. A cidade depende do FPM [Fundo de Participação dos Municípios]. Estamos hoje sustentando a ferro e fogo os postos de saúde”, declarou.

Nova fase da Lava Jato investiga ex-assessor do PP

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (23) a 29ª fase da Lava Jato, Operação Repescagem, que cumpre seis mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e dois mandados de prisão temporária nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e Recife. Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba em investigação de crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa envolvendo verbas desviadas da Petrobras.

Um dos investigados, João Cláudio Genu, foi assessor do ex-deputado federal José Janene e tesoureiro informal do PP. Genu foi, juntamente com Janene, denunciado na Ação Penal 470, do Supremo Tribunal Federal – conhecida como Mensalão – acusado de sacar cerca de R$ 1,1 milhão em espécie das contas da empresa SMP&B Comunicação, controlada por Marcos Valério Fernandes de Souza, para repassar a parlamentares federais do Partido Progressista.

À época do Mensalão, Genu foi condenado pelo STF por corrupção e lavagem de dinheiro, mas houve prescrição quanto ao crime de corrupção e, quanto ao crime de lavagem de dinheiro, ele foi posteriormente absolvido no julgamento de vários embargos infringentes.

De acordo com a Polícia Federal, durante as investigações da Lava Jato, surgiram indícios da participação de Genu também no esquema de corrupção envolvendo contratos com a Petrobras. As investigações indicam que ele continuou recebendo repasses mensais de propina, mesmo durante o julgamento do Mensalão e após ter sido condenado. Os repasses ocorreream, no mínimo, até 2013.

A 29ª fase da Lava Jato foi batizada de Repescagem justamente porque o principal investigado já foi condenado na ação do Mensalão. Os presos e o material apreendido serão levados ainda hoje para a sede da Polícia Federal em Curitiba.

Edição: Denise Griesinger
Da Agência Brasil

Senado define na terça-feira novo cronograma do processo de impeachment de Dilma

A segunda etapa do processo contra a presidenta afastada Dilma Rousseff no Senado começa nesta terça-feira (24) com a apresentação do plano de trabalho do relator da Comissão Especial do Impeachment, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Até agora, já foi dado prazo de 20 dias, que terminam no dia 31 de maio, para que a presidenta afastada apresente uma nova defesa por escrito. Chamada de pronúncia, é nesta fase que também são juntadas ao processo todas as provas consideradas importantes por acusação e defesa. Pode haver ainda audiência de testemunhas, diligências e debates entre a acusação e a defesa.

A partir daí, um novo relatório será elaborado por Anastasia, votado na comissão e depois no plenário da Casa. Assim como na fase de admissibilidade, de novo, em ambas as votações (na comissão e no plenário), será exigida maioria simples, ou seja, metade mais um dos senadores presentes a sessão. Se aprovado o relatório no plenário, após 48 horas, será marcado o último julgamento que pode tirar definitivamente a presidenta Dilma do cargo.

A Comissão Especial do Impeachment continua a ser presidida pelo senador Raimundo Lira (PMDB-PB), mas caberá ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, atuar como presidente dos dois julgamentos que ainda podem ocorrer no plenário do Senado sobre o caso. Lewandowski também dará a palavra final sobre questões de ordem apresentadas na comissão, mas que forem objeto de recurso no plenário da Casa.

Brasília - Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, em sessão para julgar liminar de afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, disse que vai funcionar como órgão recursal no processo de impeachment de Dilma RousseffMarcelo Camargo/Agência Brasil

Lewandowski já tem uma sala de apoio para trabalhar na 1º vice-presidência do Senado, porém deve continuar despachando do Supremo. Ao assumir essa função no Senado, em 12 de maio, mesmo dia em que o plenário da Casa aceitou a admissibilidade do processo que resultou no afastamento temporário de Dilma, o ministro afirmou que os juízes são os senadores e que ele atuará como um órgão recursal. O presidente do STF disse ainda que os procedimentos a serem seguidos são baseados no processo deimpeachment do presidente Fernando Collor, em 1992.

Edição: Carolina Pimentel
Karine Melo – Repórter da Agência Brasil

Primeira Cúpula Humanitária reúne 50 líderes mundiais em Istambul

REUTERS/Murad Sezer
 A cidade turca de Istambul recebe hoje (23) e amanhã a 1ª Cúpula Humanitária Mundial (WHS, a sigla em inglês), uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os principais desafios mundiais e resposta às crises.

Mais de 50 líderes mundiais dos quatro continentes e mais 5 mil intervenientes participam do encontro, entre eles a chanceler alemã Angela Merkel, que deverá manter contato com o novo primeiro-ministro turco, Binali Yildirim.

O principal programa da cúpula inclui sete mesas-redondas temáticas, com a participação dos líderes mundiais, baseadas em um relatório do secretário-geral da ONU sobre o atual “estado do mundo”. Numa sessão plenária vão ser apresentadas as linhas de ação e os compromissos concretos comuns, com o objetivo de garantir a Agenda para a Humanidade 2030 e outros objetivos.

As mesas-redondas entre os dirigentes políticos presentes na WHS – da qual também participam representantes da sociedade civil e do setor empresarial – vão abordar temas diversos como a prevenção e o fim de conflitos, o respeito pelas leis da guerra, nova abordagem à crise de refugiados e deslocados, ações catalisadoras para garantir a igualdade de gênero, a resposta aos desastres naturais e alterações climáticas, as formas de “mudar a vida das pessoas” e os meios de promover um “investimento humanitário” sustentado.

No encontro está previsto o lançamento do Grande Pacto, uma proposta das Nações Unidas sobre ajuda humanitária, incluída no relatório de janeiro entregue ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon – “Demasiado importante para falhar: abordar as necessidades do financiamento da ajuda humanitária”.

A União Europeia já anunciou que vai pedir, durante a cúpula, a criação de uma parceria global destinada a melhorar a eficácia do sistema de ajuda humanitária.

O programa deste primeiro encontro humanitário mundial prevê ainda a realização de 15 sessões especiais sobre temas como os desafios da educação à proteção de jornalistas e o o desenvolvimento de iniciativas estratégicas.

Entre os contatos bilaterais, à margem da cúpula, está confirmado para hoje um encontro entre o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras.

Agora pode ser a vez do Marzola . Veja porque?

Este ano teremos mais uma eleição municipal, elegeremos prefeito e vereadores, e em tempos de eleições, precisamos analisar bem quais são os nomes que surgirão com pré- candidatos a prefeito de Araguaína em 2016.
Acho que, neste momento, o que está em jogo e deve ser discutido é: qual a melhor solução para Araguaína ? Posta esta questão, devemos olhar, então, as outras. É claro que, para todos Araguaína precisa de seus melhores quadros para tentar solucionar seus maiores problemas. Hoje, se você perguntar a qualquer pessoa a par da vida pública e política de nossa cidade quais são os nomes habilitados a administrar o Araguaína, o de Junior Marzola estará certamente entre eles. Nem é preciso ir muito longe e ficar aqui repetindo o currículo do empresário para explicar por quê.
Eu prefiro apontar Marzola e dar a ele a oportunidade de provar que fará a melhor e mais transparente gestão municipal . Os outros já tiveram sua chance. Vamos passar o bastão para outro. É de tentativa em tentativa e de erro em erro que a democracia se aprimora e fortalece.

Ministro do STF autoriza quebra de dados bancários e fiscais de Romero Jucá

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos dados bancários e fiscais do ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB), em um inquérito que investiga fraude no repasse de emendas parlamentares. Ao todo, Jucá é alvo de seis inquéritos no STF. Em nota, a assessoria do ministro do Planejamento informou que Jucá já colocou à disposição todas as informações relativas ao processo.

A pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Mello autorizou o afastamento dos sigilos no período entre março de 1998 e dezembro de 2002. “O afastamento da garantia mostra-se imprescindível à elucidação dos fatos, consideradas as nuances do esquema delituoso”, diz o pedido de Janot.

De acordo com o inquérito, Jucá disponibilizou, enquanto senador, emendas parlamentares para destinar recursos federais para o município de Cantá (RR). Em troca, ele teria recebido parte das verbas por meio de “licitações superfaturadas organizadas pelo prefeito da municipalidade, Paulo de Souza Peixoto”. As investigações contra Peixoto e as oito empresas citadas nos processos estão na Justiça de Roraima.

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

Uma Capital com 27 anos de histórias para contar

A lembrança mais persistente dos primeiros moradores de Palmas está intimamente ligada a sua construção. A maioria fala de um imenso e empoeirado canteiro de obras, com poucos alojamentos e um vaivém contínuo até Miracema – 80 km distante e eleita capital provisória do Tocantins – até a efetiva inauguração da cidade, em 1989. Quem aqui chegou mais recentemente encontra uma cidade ordenada, com as virtudes das localidades interioranas e também alguns defeitos dos grandes centros. Mas, para a maioria, a cidade aniversariante é sinônimo da concretização de sonhos. No dia 20 de maio de 1989, era lançada a pedra fundamental e celebrada a primeira missa de Palmas, então promessa de eldorado para muitos que vieram para o novíssimo Estado do Tocantins. A cidade que hoje conhecemos, estruturada e com pouco mais de 272 mil habitantes, cheia de encantos e com vários problemas inerentes às grandes cidades, tem muitas histórias a revelar. A escolha do local onde seria sua construção já foi uma aventura. Na época, lideranças políticas e econômicas de Araguaína, Gurupi, Porto Nacional e da Capital provisória, Miracema, disputavam o privilégio de abrigar em definitivo o coração administrativo do Estado. Nenhuma delas foi a resposta. Aos moldes de Brasília (DF), seria erguida uma nova cidade, cujo nome remeteria à histórica luta pela emancipação da região norte do Estado de Goiás, já que, em 1821, o ouvidor Theotônio Segurado chegou a estabelecer a Província de São João da Palma, em Cavalcante. No dia 2 de janeiro de 1989, uma comissão especial para decidir a área onde seria construída Palmas foi formada, e deveria escolher entre algumas áreas já definidas:  Canela, Carmo, Santa Luzia e Mangue. No dia 9 de fevereiro, a região do Canela foi oficialmente anunciada como a escolhida. No dia 5 de maio, foi revelado o nome da futura Capital, Palmas, mas a aprovação da criação do município, juntamente com a definição do primeiro prefeito – Fenelon Barbosa, então prefeito de Taquaruçu, que passou a ser distrito de Palmas – só aconteceria no dia 19 de julho. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/TO) chegou a questionar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), via mandado de segurança, os dispositivos que permitiam esses arranjos, mas depois de algumas manobras políticas que incluíram a anexação de Taquaruçu, o Legislativo Estadual com a Emenda nº 01/89 modificou os artigos julgados inconstitucionais pelo STF. E foi assim que Palmas começou, entre uma disputa política e outra, entre atropelos e muita correria para levantar a cidade o mais rápido possível. Improviso Para quem não sabe, a UHE Luís Eduardo Magalhães já existia no projeto desde essa época, mas a previsão de construção era apenas para 2020. A Capital foi projetada já levando em consideração o futuro lago. Já o posicionamento do Palácio Araguaia foi definido para o centro de duas grandes avenidas cortando a cidade de norte a sul e de leste a oeste. Palmas cresceu rapidamente. No início, o improviso comandava tudo: no lugar de casas, alojamentos; das ruas asfaltadas, buracos, poeira ou lama, conforme as estações; as igrejas funcionavam sob armações com lona preta. Às margens do córrego Sussuapara foi montado o primeiro restaurante. O primeiro hotel da cidade só seria erguido em 1990, e só havia um supermercado de pequeno porte. Enquanto as ruas e avenidas centrais eram abertas e os prédios que abrigariam os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário eram construídos, na periferia começavam as invasões, que tiveram seu ápice entre os anos de 1992 e 1994, forçando a montagem de barreiras para tentar impedir a ocupação desordenada. Em seus primeiros 20 anos de vida, Palmas registrou as mais importantes taxas de crescimento demográfico do Brasil, recebendo pessoas de todos os estados brasileiros, criando uma colcha de retalhos sociais e culturais que, hoje, é a essência do povo palmense.

Seleucia Fontes / Governo do Tocantins

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