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MPE apresenta recurso ao TJ para suspender concurso para o cargo de Procurador do Estado

O Ministério Público Estadual (MPE) interpôs recurso ao Tribunal de Justiça na terça-feira, 30, requerendo a suspensão da eficácia do contrato firmado entre o Estado do Tocantins e a Fundação Carlos Chagas para a organização e aplicação das provas de concurso público para o cargo de Procurador do Estado.

No recurso, denominado Agravo de Instrumento, o MPE quer que seja reexaminada decisão da 1ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas, expedida no último dia 25. Nela, foi negado o pedido de liminar que suspendesse a realização do certame.

O recurso foi apresentado pela 9ª Promotoria de Justiça da Capital e tem como relator no Tribunal de Justiça o desembargador Marco Villas Boas.

O Ministério Público sustenta, no recurso, que o contrato entre a administração pública e a Fundação Carlos Chagas foi firmado em evidente contrariedade à lei, configurando-se, portanto, em ato nulo, incapaz de ser corrigido e tornado válido.

O vício insanável do contrato estaria no fato de que foi assinado sem prévia emissão de nota de empenho, fato que contraria os artigos 60, 61 e 63 da Lei Federal nº 4.320/64. Esta exigência legal visa assegurar que o contratante possua efetiva disponibilidade de recursos por ocasião da celebração do contrato, exigindo que a administração atue com o devido planejamento orçamentário.

Também é sustentado pelo MPE que a Lei nº 3.276/2017, sancionada pelo Governador do Estado seis meses após a celebração do contrato com a Fundação Carlos Chagas e que abriu crédito especial para a referida contratação, não tem o poder de afastar as máculas do ato, já que a contratação é ato nulo de impossível convalidação.

Limite das gastos
Ainda é sustentado pelo Ministério Público que o Estado do Tocantins se encontra legalmente impossibilitado de dar provimento a cargos públicos, já que está em situação de reiterado desenquadramento com relação aos limites de gastos com pessoal estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

No recurso, o MPE aponta que, no segundo quadrimestre de 2017, o Estado atingiu o patamar de 51,27% da Receita Corrente Líquida destinados à despesa com pessoal.

O MPE aponta também que o aumento dos gastos com pessoal pode agravar a precarização dos serviços públicos, pela falta de recursos para custeio e investimento.

O Agravo de Instrumento foi protocolado sob o número 0001466-75.2018.827.0000.

Comissão de prefeitos da ATM busca na Assembleia Legislativa evitar perca de recursos do ICMS Ecológico

Uma comissão de prefeitos formada pela Associação Tocantinense de Municípios (ATM) se reuniu nesta terça-feira, 30, com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Carlesse, e demais deputados, para discutir as alterações ocorridas em dezembro de 2017 da Lei 2.959/2015, que regulamenta os critérios e cálculos de participação dos Municípios no ICMS Ecológico. O encontro ocorreu no gabinete presidencial, na Assembleia Legislativa, em Palmas.

Os prefeitos Fábio Vaz (Palmeirópolis), Manoel Silvino (Tocantínia), Marlen Ribeiro (São Félix do Tocantins) e Zé Augusto (Peixe) apresentaram ao presidente da Assembleia a preocupação da grande maioria dos prefeitos diante das alterações na lei do ICMS Ecológico, ocorridas no final do ano passado.

“Nós desenvolvemos uma série de ações ambientais pautadas nos critérios do benefício estabelecidos para este ano, e as mudanças vão interferir diretamente na comprovação de ações realizadas e na previsão de recursos que entrariam aos cofres municipais”, projeta o prefeito de Palmeirópolis. A reunião contou ainda com a presença dos deputados José Bonifácio, Vilmar de Oliveira e Wanderlei Barbosa, do secretário Executivo da ATM, Jailton Bezerra e do assessor jurídico da ATM, Solano Donato.

Mudanças

A Lei 3.319, de 22 de dezembro de 2017, altera a Lei 2.959 e define novos índices para o calculo do ICSM Ecológico repassado aos cofres municipais. Anteriormente, o índice dos Municípios que detêm em seus territórios terras indígenas e quilombolas era de 3,5, sendo agora 4,0. Além disso, um novo critério de distribuição foi incorporado à metodologia de avaliação do benefício fiscal, o chamado índice de turismo sustentável, de 1,0. A preocupação dos gestores, segundo o prefeito de Peixe, Zé Augusto, é que com a criação e elevação de alguns índices, os demais serão reduzidos, e isso interfere na pulverização dos recursos aos cofres municipais.

“Um pequeno número de municípios abriga em seus territórios terras indígenas e quilombolas. Além disso, o índice de turismo sustentável será aplicado apenas aos Municípios que integram o Mapa do Turismo Brasileiro, sendo que no Tocantins, apenas 40 cidades estão no mapa, numa realidade de 139 municípios tocantinenses”, enfatizou Augusto. Os prefeitos estão preocupados ainda com os novos critérios de avaliação. “Fizemos todo um trabalho conforme preconiza as regras de participação. Agora, a cartilha mudou e temos receios de que os Municípios sejam prejudicados no ato de comprovação das ações ambientais”, revelou o prefeito de São Félix do Tocantins, Marlen Ribeiro.

O presidente da Assembleia Legislativa, Mauro Carlesse, afirmou que levará novamente a discussão aos seus pares, e que a Casa buscará compreender melhor a realidade de cada Município para que uma distribuição equitativa seja contemplada. “Somos municipalistas e vamos levar essa preocupação dos prefeitos para as discussões da Assembleia.”, garantiu Carlesse.

ICMS Ecológico

No Tocantins, 13% do total arrecadado com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é destinado aos municípios que desenvolvem ações ambientais que resultem na preservação e conservação do meio ambiente. Os recursos destinados a cada município dependem de índices calculados pela Secretaria da Fazenda – Sefaz, com base nas estatísticas do Naturatins, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – Semarh e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins – Ruraltins.

Entre as metodologias avaliadas para determinar esse percentual estão a implantação e a execução da Política Municipal de Meio Ambiente, a existência de unidades de conservação e terras indígenas e quilombolas dentro da área do Município, o controle e combate às queimadas e saneamento básico e conservação da água e solo. A ATM observa que em algumas cidades tocantinenses o recurso do ICMS Ecológico tem se sobressaído e, em alguns casos, é considerado a maior fonte de recursos destinados ao município, em relação a outros repasses.

Victor Morais/Ascom ATM

Estrategista: ‘Missão de paz de soldados brasileiros vai enfrentar combate real na África’

O número crescente de baixas entre os soldados dos contingentes de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), os capacetes azuis, nos últimos anos, vai representar uma séria ameaça ao contingente brasileiro de 750 homens que será enviado à República Centro-Africana até maio.

A opinião é de Ricardo Gennari, especialista em Inteligência Estratégica e diretor da Tróia Intelligence. Em entrevista à Sputnik Brasil, Gennari analisou o relatório coordenado pelo general Carlos Alberto dos Santos Cruz, feito a pedido da ONU, para recomendar ações que diminuam essa mortalidade. O general, que hoje responde pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, chefiou duas missões de paz de tropas brasileiras, a Minustah, no Haiti, e a Monusco, no Congo, comandando a brigada da ONU que venceu os rebeldes do M23. Desde 2011, foram registradas 195 mortes entre os capacetes azuis, ou 20% do total de baixas registradas pelo contingente desde o início das operações em 1948.

O relatório observa que, nos últimos anos, as ações dos capacetes azuis acontecem em países onde guerras civis ou insurgência entre grupos rebeldes substituíram os conflitos entre governos, tornando a atuação dos contingentes mais difícil e arriscada. Entre as sugestões apresentadas à ONU, o estudo recomenda a compra de equipamentos como blindados mais resistentes, rifles de precisão, mudança nas cadeias de comando e, sobretudo, que as tropas adotem uma postura mais pró-ativa, abandonando as atuais ações meramente passivas.

O estudo observa que mais de 90% da capacidade militar dos capacetes azuis acontecem hoje em missões voltadas para a autoproteção e para a escolta de comboios. As sugestões incluem ainda maior uso de inteligência tática, com a criação de redes de informantes e monitoramento de operações com drones e câmeras de vigilância. Por fim, sugere que as tropas respondam às agressões, identificando os responsáveis e os levando à Justiça local.

Para Ricardo Gennari, neste novo cenário, as tropas brasileiras que vão compor a força de paz da ONU na República Centro-Africana correm sérios riscos. Segundo ele, a missão será completamente diferente da que os brasileiros realizaram no Haiti, com distribuição de alimentos e remédios e força meramente de apoio à polícia no tocante à segurança.

“Na República Centro-Africana não vejo como uma missão de paz. O Brasil também pode ser deslocado para oito ou nove países naquela região. De 1947 até agora, o Brasil já foi convocado pela ONU 50 vezes (nessas missões). No entorno da Centro-Africana, temos Sudão, Mali, Nigéria, temos o Boko Haram, vários grupos terroristas e guerrilhas que trabalham em função de minérios. Existe uma matança muito grande naquela região”, explica o especialista.

Para dimensionar o poder de destruição desses grupos, Gennari diz que alguns estão detonando bombas de até 500 quilos. O problema, segundo ele, é que os brasileiros não estão acostumados a essas situações. Ele também questiona o porquê do Brasil estar substituindo contingentes da Suécia e da Austrália.

“Para os Estados Unidos não é importante mais estar guerreando na África, não é mais o foco estratégico americano. O Brasil está cada dia mais comprando essas missões e não sei se estão fazendo os estudos adequados, mas não será como no Haiti. Nossas forças lá vão ter que reagir. Será que estamos prontos? Outro problema é que a ONU tem um orçamento até um certo limite. Depois desse limite, será que o Brasil vai colocar dinheiro nesses equipamentos? Será que estamos preparados para receber soldados mortos em sacos pretos? Será que o soldado brasileiro está preparado para ficar um ano numa zona de combate?”, questiona o diretor da Tróia Intelligence, lembrando que a última participação bélica do Brasil aconteceu na Campanha da Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, em 1945.

Ainda com relação ao custeio dessas operações, Gennari cita que só o orçamento da Seal, as tropas especiais da Marinha dos EUA, é de US$ 1 bilhão por ano para manter a brigada de dois mil e poucos homens.

A Sputnik Brasil solicitou entrevista com o general Santos Cruz, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

 br.sputniknews.com

Em uma semana, Brasil registrou 83 casos de febre amarela e 28 mortes

O Ministério da Saúde (MS) divulgou, nesta terça-feira (30), dados atualizados sobre a ocorrência da febre amarela no país. Desde o dia 23, quando foi apresentado o último balanço, foram mais 83 casos de febre amarela, sendo que 28 vieram a óbito.

Ao todo, entre os dias 1º de julho de 2017 e 30 de janeiro de 2018, foram confirmados 213 casos de febre amarela no país e 81 mortes. A pasta também detalhou que 1.080 casos suspeitos foram analisados, sendo que 432 foram descartados e 435 continuam em investigação.

A circulação do vírus da febre amarela em áreas mais amplas do que vinha sendo observado nos anos anteriores – incluindo cidades com maior concentração de pessoas – tem gerado preocupação na população e busca por vacina em postos de saúde. Por isso, o governo federal decidiu a antecipar a campanha de imunização, com doses fracionadas, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

No entanto, o número de casos entre julho de 2016 e janeiro de 2017 foi maior que o que tem sido observado. Segundo o ministério, naquela época foram 468 casos confirmados e 147 óbitos.

Para viabilizar ações de combate à doença, a pasta se comprometeu a encaminhar aos estados R$ 54 milhões. Do total, já foram repassados R$ 15,8 milhões para São Paulo e R$ 30 milhões para Rio de Janeiro, onde na segunda-feira (29), o número de mortes pela doença chegou a nove, conforme informou a Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde.

Edição: Denise Griesinger
Helena Martins – Repórter da Agência Brasil

STJ nega pedido para evitar prisão de Lula após segunda instância

O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, negou hoje (30) habeas corpus preventivopara evitar a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na decisão, Martins, que está no exercício da presidência do STJ, negou pedido feito pela defesa do ex-presidente para impedir a eventual execução provisória da condenação, após o último recurso que será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), sediado em Porto Alegre.

Ao negar o habeas corpus, o ministro entendeu que a decisão do TRF-4 garantiu que Lula não será preso antes da apreciação do último recurso, e, dessa forma, não há urgência que justifique a concessão da medida cautelar.

“Por outro lado, também não há plausibilidade do direito invocado pelo impetrante, pois a possibilidade de execução provisória da pena encontra amparo na jurisprudência das Cortes Superiores”, decidiu o ministro.

A possibilidade de prisão para execução provisória da condenação do ex-presidente ocorre em função do entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que valida prisão de condenados pela segunda instância da Justiça, mesmo cabendo recurso aos tribunais superiores.

No habeas corpus preventivo, a defesa de Lula alegou que o entendimento do STF sobre a prisão após a segunda instância não é vinculante, ou seja, de aplicação obrigatória. Dessa forma, segundo os advogados, o TRF4 não poderia ter determinado a execução provisória da condenação, na decisão da semana passada.

“Se não é possível o cumprimento antecipado da pena a partir do acórdão que realiza simples menção aos julgados da Excelsa Corte [STF] que o autorizaram, que dirá da decisão que apenas faz referência a entendimento sumular do Tribunal Regional?”, questionou a defesa.

Edição: Nádia Franco
 

André Richter – Repórter da Agência Brasil

Carlesse cobra do Governo execução imediata de emendas para a educação, saúde e abastecimento

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Carlesse, decidiu cobrar logo no início da execução orçamentária de 2018, no mês de fevereiro, a execução de emendas de sua autoria que são grande relevância para a educação, saúde e infraestrutura. São aquisições de ônibus escolares para todos os municípios tocantinenses, mamógrafos para os hospitais regionais e maquinário para perfuração de poços artesianos. “Conseguimos colocar no Orçamento benefícios que achamos importantes para a população. Agora vamos cobrar para que tudo aconteça conforme planejamos”, diz Carlesse.

Ônibus escolares

Emenda do deputado prevê a aquisição de 278 ônibus escolares, sendo dois para cada município tocantinense. O montante destinado no orçamento é de R$ 46,7 milhões, de recursos ordinários do Tesouro reajustados em 4,5% pelos deputados. A iniciativa de ajudar os municípios tem como base relatório do Detran-TO, que apontou que mais de 60% da frota do transporte escolar dos municípios estão sucateados. “Todos os prefeitos se queixam dos altos custos de manutenção dos veículos, sem falar dos atrasos nos repasses. Com a renovação de parte da frota vamos dar um fôlego maior aos municípios”, diz o deputado.

Mamógrafos

Para atender demanda do setor de saúde no Estado, Carlesse apresentou emenda no valor de R$ 6,7 milhões, para aquisição de seis mamógrafos convencionais para os hospitais regionais de Tocantinópolis, Colinas, Araguatins, Araguaçu, Xambioá e Guaraí; de oito mamógrafos digitais para os hospitais regionais de Gurupi, Araguaína, Paraíso, Augustinópolis, Dianópolis, Porto Nacional e Miracema, além de mais um aparelho para o Hospital Geral de Palmas. “No Tocantins são apenas seis mamógrafos existentes, sendo que algumas cidades polos estão sem o aparelho. Hoje mais de 45 mil mulheres tocantinenses estão sem realizar o exame tão essencial para a saúde da mulher”, argumenta Carlesse.

Perfuratrizes

Diante do problema da seca que ocorre todos os anos, principalmente na região sudeste do Estado, o deputado Carlesse destinou outra emenda, no valor de R$ 4,8 milhões, para a aquisição de oito equipamentos de perfuração de poços artesianos. “Essas máquinas irão atender prioritariamente aos nossos municípios e aos nossos pequenos produtores rurais do estado que são os que mais sofrem na estiagem longa do Tocantins. É mais dignidade para o homem do campo”, conclui Carlesse.

Amastha desmente fake news criado pela velha política e desafia: “Continuem procurando”

Nos últimos dias as criações de fatos inverídicos contra Amastha tem se intensificado, inclusive com postagens patrocinadas nas redes sociais para que as mentiras alcancem maior repercussão. O departamento jurídico do PSB tomará as providências contra os responsáveis.

Em vídeo publicado em seus perfis nas redes sociais, o prefeito de Palmas e pré-candidato ao governo do Estado pelo PSB, Carlos Amastha, desmentiu uma série de inverdades publicadas também nas mídias sociais e até na imprensa. As mentiras são criação da velha política do Tocantins que, declaradamente, se une para vencer Amastha, que representa uma nova forma de gerir o Estado do Tocantins. “Continuem procurando”, desafia Amastha, ao reafirmar que não encontraram nenhuma irregularidade.

Nos últimos dias as criações de fatos inverídicos contra Amastha tem se intensificado, inclusive com postagens patrocinadas nas redes sociais para que as mentiras alcancem maior repercussão. O departamento jurídico do PSB tomará as providências contra os responsáveis.

A primeira informação inverídica abordada pelo prefeito se refere a cessão de policiais militares à disposição da gestão municipal. “Quatro PMs que prestam serviços à população palmense e não ao prefeito de Palmas. Coisa diferente àquilo a que me referi”, disse Amastha.

As fakes news surgiram após Amastha falar, em Araguaína, que se for eleito governador dispensará segurança particular. “Policial é para cuidar da população e não de político”, disse o prefeito.

Outro fato inverídico desmentido por Amastha é em relação à dívidas de IPVA de um veículo. Postagens em redes sociais têm levado essa informação, também falsa. Amastha confirmou que o veículo não pertence mais a ele.

Confira mais detalhes no vídeo em anexo

Governo mobiliza equipes para realização do Cadastro Ambiental Rural em sete cidades

Inicia nesta segunda-feira, 29, e segue até a próxima sexta-feira, 2 de fevereiro, a assistência gratuita para o registro eletrônico ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), em sete municípios do interior do Tocantins. A mobilização é realizada pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), em parceria com as prefeituras.

Nesta quarta etapa, os municípios atendidos são: Filadélfia, Palmeirante, Goiatins, Itapiratins, Tupiratins, Recursolândia e Formoso do Araguaia. O objetivo é atender o público-alvo, que são os proprietários rurais e posseiros que possuem até quatro módulos (320 hectares).

Para que a inscrição seja efetivada, o interessado deve apresentar os seguintes documentos: Registro Geral (RG), CPF ou Carteira Nacional de Habilitação; comprovação de propriedade ou de posse; memorial descritivo e mapa da propriedade; além das coordenadas geográficas da propriedade.

Para quem mora em Filadélfia, Palmeirante, Goiatins, Itapiratins, Tupiratins e Recursolândia, a equipe está atendendo na sede das respectivas prefeituras. Somente em Formoso do Araguaia, os interessados devem procurar a base do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), o horário em todas as cidades é das 8 às 18 horas. Vale ressaltar que além da base fixa, técnicos itinerantes vão percorrer a zona rural dos municípios.

CAR

O Cadastro Ambiental Rural funciona como se fosse uma identidade ambiental do imóvel rural, com informações sobre a vegetação nativa conservada dentro do imóvel, as áreas usadas para a produção e aquelas que precisam ser recuperadas. Ele serve para apontar a mata nativa que os proprietários ou posseiros já conservam em suas áreas, e para ajudá-los a regularizarem áreas em caso de desmatamentos.

O CAR foi criado pelo Código Florestal (Lei n°12.651/2012) e é necessário para que o Poder Público, por meio dos governos federal, estadual e municipal, identifique o estado de conservação das matas dessas áreas e ajude a cuidar delas em parceria com proprietários e posseiros, combatendo o desmatamento.

No Tocantins, com o objetivo de garantir a adesão dos proprietários rurais dos 139 municípios, a Semarh realizou licitação para a contratação do Consórcio Capim Dourado. Os investimentos são na ordem de R$ 6 milhões, valor oriundo do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Governo Central encerra 2017 com déficit de R$ 124,4 bilhões

A recuperação das receitas no segundo semestre fez o Governo Central encerrar 2017 com déficit consideravelmente abaixo da meta de R$ 159 bilhões. No ano passado, Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social registraram déficit primário de R$ 124,401 bilhões. O déficit é 24,8% inferior ao resultado negativo de R$ 161,276 bilhões registrado em 2016 descontando a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apenas em dezembro, o Governo Central registrou déficit de R$ 21,168 bilhões, montante 67,1% menor que o rombo de R$ 62,447 bilhões em dezembro de 2016 considerando o IPCA.

No ano passado, as receitas líquidas da União cresceram 2,5% acima da inflação oficial pelo IPCA. As receitas foram impulsionadas pelo Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), também conhecido como Novo Refis, que rendeu R$ 24,6 bilhões à União, e pelas concessões de blocos de petróleo, aeroportos e hidrelétricas, que reforçaram os cofres federais em R$ 32,1 bilhões em 2017.

As despesas do Governo Central caíram 1% em 2017 descontada a inflação. Apesar de os gastos com a Previdência Social terem subido 6,1% acima do IPCA e as despesas com o funcionalismo terem aumentado 6,5%, as demais despesas obrigatórias caíram 10,5% em termos reais (descontada a inflação) no ano passado. Os gastos discricionários (não obrigatórios) caíram 14%.

As despesas de custeio (manutenção da máquina pública) caíram 11,7% em termos reais. A maior queda, no entanto, foi observada nos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), que somaram R$ 45,964 bilhões e reduziram 31,9% em 2017, também descontando a inflação. Segundo o Tesouro Nacional, os investimentos atingiram o menor nível desde 2008 em valores corrigidos pelo IPCA. Os investimentos corresponderam a 0,69% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), a menor proporção desde 2006 (0,8%).

Principal programa federal de investimentos, o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) executou R$ 29,598 bilhões, queda de 32,2% em relação a 2016 descontando o IPCA. O Programa Minha Casa, Minha Vida gastou R$ 3,617 bilhões em 2017, recuo de 56,1% considerando a inflação.

Os Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, a Defensoria Pública da União e o Ministério Público da União executaram R$ 1,221 trilhão. Em relação ao teto de gastos, em vigor desde o ano passado, o valor equivale a 96,21% do limite previsto para 2017. No ano, as despesas federais poderiam crescer 7,2% em relação ao executado em 2016. Para 2018, elas poderão subir até 3% em relação ao teto de 2017.

Edição: Lidia Neves
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Os salários do mês de janeiro deste ano dos servidores municipais de Palmas serão depositados nesta terça-feira

Os salários do mês de janeiro deste ano dos servidores municipais de Palmas serão depositados nesta terça-feira, 30, já com atualização de vencimentos dos servidores efetivos referente à data-base 2018.
Portanto, nesta quarta-feira, 31, a Prefeitura de Palmas disponibilizará para saque R$ 40.894.656,50 referentes à folha de pagamento de todo o quadro municipal e outros R$ 940.685,57 referentes à data-base 2018, em benefício de mais de oito mil servidores municipais efetivos.
Data-base
A incorporação do percentual de 2,07%, correção baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), foi autorizada pela Medida Provisória nº 6/2018, publicada no Diário Oficial do Município (DOM) do último dia 27 de janeiro com vigência retroativa a partir de 1º de janeiro deste ano.
O impacto da incorporação do reajuste anual de vencimentos (data-base) 2018 será de R$ 12.539.338,65 ao ano.
A Medida Provisória também trouxe anexos com a atualização das tabelas de vencimentos-base de servidores efetivos com seus valores já atualizados.
Retroativos
Segundo a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Humano, também será depositada na mesma data a sexta de 24 parcelas de retroativos de progressões de servidores da Educação municipal, o que corresponde a exatos R$ 406.280,89. Além da primeira de quatro parcelas de retroativos do reajuste anual de 2017 a grupo de servidores remanescentes, o que corresponde a mais R$ 2.997.839,98 circulando na economia local.
Ainda na primeira quinzena de janeiro, o município depositou em benefício dos servidores que usufruíram de férias o depósito de R$ 919.415,90. Com este valor, durante todo o mês de janeiro de 2018, a Prefeitura garantiu a circulação de R$ 46,1 milhões em Palmas.

Juliana Matos

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