Toffoli mantém suspensão de entrevistas de Lula na prisão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decidiu hoje (1º) manter suspensa a determinação do ministro Ricardo Lewandowski que autorizou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conceder entrevistas à imprensa dentro da cela da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. 

Com o entendimento, é a segunda vez que uma decisão de Lewandowski, que liberava as entrevistas, é derrubada por um colega do STF. Antes do despacho de Toffoli, o ministro Luiz Fux atendeu a um pedido liminar feito pelo Partido Novo e também derrubou a autorização para que o ex-presidente possa dar entrevistas. 

A decisão do presidente vale até que a questão seja julgada no plenário da Corte e foi tomada após o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, questionar qual decisão deveria ser cumprida. 

Desde 7 de abril, Lula cumpre, na capital paranaense, pena de 12 anos e um mês de prisão, imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).

Edição: Fábio Massalli
Por André Richter – Repórter da Agência Brasil

CNT/MDA: Bolsonaro (28,2%) e Haddad (25,2%) empatados tecnicamente

Os candidatos à presidência Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) aparecem tecnicamente empatados de acordo com a pesquisa CNT/MDA, divulgada pela Confederação Nacional do Transporte no domingo 30. O relatório da pesquisa mostra Bolsonaro com 28,2% das intenções de voto e Haddad com 25,2%. No entanto, como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, o candidato do PSL pode ficar entre 30,4 e 26% e o petista entre 27,4 e 23% das intenções de voto.

Em comparação à última pesquisa, feita de 12 a 15 de setembro, Haddad registrou crescimento de 7,6 pontos percentuais em intenções de voto – de 17,6 para 25,2 –  e Bolsonaro se manteve estagnado com 28,2%.

Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro lugar, tecnicamente empatado com Geraldo Alckmin (PSDB), com 9,4% e 7,3% de intenções de voto, respectivamente.

Confira como ficaram as intenções de voto em um primeiro turno:

Jair Bolsonaro (PSL) 28,2%
Fernando Haddad (PT) 25,2%
Ciro Gomes (PDT) 9,4%
Geraldo Alckmin (PSDB) 7,3%
Marina Silva (Rede) 2,6%
Henrique Meirelles (MDB) 2,0%
João Amoêdo (Novo) 2,0%
Alvaro Dias (Podemos) 1,7%
Cabo Daciolo (Patriota) 0,7%
Guilherme Boulos (PSOL) 0,4%
Vera (PSTU) 0,3%
Eymael (DC) 0,1%
João Goulart Filho (PPL) 0,1%
Branco / Nulo 11,7%
Indeciso 8,3%

O levantamento foi feito entre os dias 27 e 28 de setembro, a partir de mais de 2 mil entrevistas realizada por amostragem em 137 municípios brasileiros.

Haddad e Bolsonaro são os candidatos que mais se destacam em relação a um voto definitivo do eleitorado, ambos ficam na faixa dos 80%. Já entre os que se declaram indecisos quanto ao voto à Presidência, Haddad leva vantagem de 1,8 ponto percentual em relação a Bolsonaro. 19,3% dos indecisos disseram que votariam no candidato do PT, 18,7% em Ciro Gomes (PDT) e 17,5% no candidato do PSL.

A pesquisa também simulou cenários de segundo turno, considerando a intenção de voto estimulada entre os eleitores, quando o nome dos candidatos é apresentado. Confira:

Fernando Haddad 42,7%
Jair Bolsonaro 37,3%
Branco / Nulo 16,1%
Indeciso 3,9%

Ciro Gomes 42,7%
Jair Bolsonaro 35,3%
Branco / Nulo 17,8%
Indeciso 4,2%

Jair Bolsonaro 37,0%
Geraldo Alckmin 33,6%
Branco / Nulo 25,1%
Indeciso 4,3 %

Ciro Gomes 34,0%
Fernando Haddad 33,9%
Branco / Nulo 26,9%
Indeciso 5,2%

Ciro Gomes 41,5%
Geraldo Alckmin 23,8%
Branco / Nulo 29,1%
Indeciso 5,6%

Fernando Haddad 39,8%
Geraldo Alckmin 28,5%
Branco / Nulo 26,4%
Indeciso 5,3%

Bolsonaro tem o maior índice de rejeição entre os pesquisados: 55,7% disseram que não votariam no candidato de jeito nenhum; seguido por Alckmin (52,8%), Haddad (48,3%) e Ciro Gomes (37,1%).

cartacapital

Presidenciáveis gastam R$ 130,4 milhões na campanha eleitoral

A 12 dias do primeiro turno das eleições, os candidatos a presidente da República já gastaram R$ 130,4 milhões, segundo dados disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pelo menos R$ 64,8 milhões foram destinados à produção de vídeos para a internet e dos programas eleitorais gratuitos, o que representa 49,7% do total.

Nesse montante estão incluídas as despesas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve a candidatura rejeitada pelo TSE, por causa da Lei da Ficha Limpa. Lula foi condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP). Está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde abril.

 
A campanha de Lula declarou gastos de R$ 19,1 milhões e arrecadação de R$ 20,6 milhões. Foram aplicados R$ 13,5 milhões na produção dos programas de rádio e televisão. No último dia 11 de setembro, o ex-presidente foi substituído por Fernando Haddad (PT), que já aparecia nos programas iniciais do horário eleitoral gratuito. A campanha de Haddad declarou despesas de R$ 450 mil, com impulsionamento de conteúdo na internet.

Maiores gastos

Até agora, o candidato que mais gastou foi Henrique Meirelles, do MDB. Meirelles financia a sua própria campanha: destinou R$ 45 milhões para as eleições. Ao TSE, a campanha de Meirelles declarou despesas de 43,3 milhões, sendo R$ 24, 8 milhões para a produção dos programas de rádio e televisão, mais R$ 5,8 milhões para criação e inclusão de páginas na internet.

O candidato que mais arrecadou foi o tucano Geraldo Alckmin, que concorre por uma coligação de nove partidos. Conforme declaração publicada no portal do TSE, Alckmin recebeu R$ 51 milhões, 97,8% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), constituído de recursos orçamentários para o processo eleitoral.

A campanha tucana gastou R$ 42,9 milhões, sendo R$ 15,2 milhões destinados à produção dos programas de rádio e televisão, bem como de vídeos. Outros R$ 14,6 milhões foram repassados para candidatos aliados, R$ 6,9 milhões financiaram a confecção de material impresso e R$ 2,5 milhões custearam os deslocamentos do candidato e assessores pelo país.

Na outra ponta está o Cabo Daciolo (Patri). Ele foi o candidato que declarou a menor arrecadação e o menor gasto: R$ 9.100 arrecadados do financiamento coletivo e R$ 738 pagos para a empresa de arrecadação como taxa de administração. Daciolo quase não tem feito campanha. Optou por se recolher e rezar.

Fundo especial

Líder nas pesquisas de intenção de votos, Jair Bolsonaro (PSL), hospitalizado desde o dia 6 de setembro, quando levou uma facada na barriga em Juiz de Fora (MG), arrecadou R$ 998 mil, mas declarou à Justiça Eleitoral despesas de R$ 1,1 milhão.

Segundo os dados do TSE, R$ 347,5 mil foram destinados ao pagamento de serviços de terceiros, R$ 345 mil repassados a outros candidatos do PSL e R$ 240 mil para produção dos programas eleitorais.

A campanha de Ciro Gomes (PDT) recebeu R$ 20,2 milhões – 99% do fundo especial – e gastou R$ 8,4 milhões. Foram destinados R$ 2,4 milhões para impressão de propaganda eleitoral e R$ 2,2 milhões para produção dos programas de rádio e televisão. Marina Silva (Rede) arrecadou R$ 7,2 milhões e gastou a metade desse total na campanha.

Conforme prestação de contas à Justiça Eleitoral, o PSOL conseguiu R$ 6 milhões para a campanha de Guilherme Boulos, 99% do fundo especial. O presidenciável gastou R$ 3,6 milhões no processo eleitoral, sendo R$ 1,1 milhão na contratação de serviços de terceiros.

O candidato do Podemos, Alvaro Dias, declarou R$ 5,3 milhões arrecadados e R$ 5,7 milhões de despesas. Pouco mais de 80% desse total foram usados na produção dos programas do horário eleitoral gratuito. A campanha de Dias informou ainda gastos de R$ 1 milhão no deslocamento do candidato pelo país.

A campanha do partido Novo arrecadou R$ 2,8 milhões, sendo que R$ 100 mil doados pelo candidato João Amoêdo. Até agora, o partido declarou despesas de R$ 887,3 milhões. José Maria Eymael recebeu R$ 828 mil e gastou R$ 215,4 mil.

O fundo especial é a principal fonte de financiamento das campanhas do PSTU e do PPL. João Goulart Filho (PPL) arrecadou R$ 317,8 mil – 99% do fundo especial – e gastou R$ 209 mil, a maior parte na produção do horário eleitoral. Vera Lúcia (PSTU) recebeu R$ 402,8 mil – 99,3% do fundo especial – e gastou R$ 248,7 mil.

Por Luiza Damé – Repórter da Agência Brasil

Ibope: Bolsonaro tem 28%; Haddad vai a 22% e Ciro mantém 11%

Nova pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira 24 indica que Jair Bolsonaro, do PSL, manteve 28% dos votos, mesmo patamar medido pelo instituto há uma semana.

Segundo o instituto, Fernando Haddad, do PT, subiu três pontos percentuais na última semana: foi de 19% para 22%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Ciro Gomes, do PDT, registrou 11%%, mesmo patamar que tinha na pesquisa anterior. Geraldo Alckmin, do PSDB, manteve-se estagnado: tem 8% (tinha 7%). Já Marina Silva, da Rede, registrou 5% (tinha 6%).

A rejeição a Bolsonaro subiu, de acordo com o instituto. Em uma semana, foi de 42% a 46%. Na sequência, os mais rejeitados são Haddad (30%), Marina (25%), Alckmin (20%) e Ciro (18%). O indíce do petista se manteve na margem de erro: há uma semana, era rejeitado por 29%.

Nos cenários de segundo turno medidos pelo Ibope, Bolsonaro perderia para todos os concorrentes, com exceção de Marina Silva, com quem empata. Contra o candidato do PSL, Haddad ganharia por 43% a 37%. Já Ciro teria 46%, contra 35% do capitão reformado do Exército. Alckmin venceria o postulante do PSL por 41% a 36%.

por Redação

Ciro Gomes chama Bolsonaro de ‘nazista filho da puta’

O pedetista participou de 1 comício na cidade de Goiânia. Uma pessoa com uma camisa estampada com foto do Bolsonaro estava presente e gerou tumulto entre os militantes de Ciro.

Ao ver o apoiador do Bolsonaro, Ciro pediu para os presentes terem paciência com ele, pois “não tem culpa de nada” e é “apenas uma vítima desse nazista filho da puta que vamos derrotar”.

O ex-ministro afirmou também que Bolsonaro cria uma cultura de ódio e relacionou isso com a facada levada no dia 6 de setembro durante ato de campanha do político do PSL em Minas Gerais.

“Olha o que é cultura de ódio: um bobinho, que não deve ter culpa de nada, acabou de criar uma confusão aqui trazendo uma camisa do adversário. Por ele, fanático como o doido que enfiou uma faca nele [Bolsonaro], acha que a política deve ser resolvida assim”.

poder360

Toffoli diz que Supremo terá atuação discreta durante as eleições

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, disse hoje (19) que a Corte atuará de forma discreta até o fim das eleições. Toffoli presidiu nesta tarde a primeira sessão após ser empossado no cargo.

“É o momento de estarmos atuando de maneira a mais discreta possível. O protagonismo hoje é do povo brasileiro e do eleitor”, disse o ministro, no intervalo da sessão.

De acordo com o presidente, assuntos polêmicos não serão julgados pelo plenário durante o período eleitoral.

“Pauta sem polêmica, bastante objetiva, também porque teremos uma pauta administrativa na qual eu vou apresentar as minhas proposições para essa gestão, uma reordenação do organograma do STF”, disse.

Na sessão realizada hoje, por 8 votos a 1, o Supremo decidiu que servidores públicos transferidos compulsoriamente de sua cidade de origem para outras cidades têm direito à matrícula em universidades públicas. Os ministros também julgaram inconstitucional uma lei do Tocantins que legislou sobre meio ambiente, matéria de competência exclusiva da União.

Na sessão administrava, realizada após a sessão, Toffoli propôs alterações na estrutura organizacional do STF e a realização de uma sessão solene em comemoração aos 30 anos da promulgação da Constituição.

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil 

HADDAD CRESCE 11 PONTOS E SE CONSOLIDA NO 2º TURNO, MOSTRA IBOPE

Pesquisa divulgada nesta noite confirma crescimento de 11 pontos de do candidato do PT e presidente, Fernando Haddad, que se consolida no segundo turno, contra o candidato da extrema-direita. 

Confira os números: Jair Bolsonaro (PSL): 28%, Fernando Haddad (PT): 19%, Ciro Gomes (PDT): 11%, Geraldo Alckmin (PSDB): 7%, Marina Silva (Rede): 6%, Alvaro Dias (Podemos): 2%, João Amoêdo (Novo): 2%, Henrique Meirelles (MDB): 2%, Cabo Daciolo (Patriota): 1%, Vera Lúcia (PSTU): 0%, Guilherme Boulos (PSOL): 0%, João Goulart Filho (PPL): 0% e Eymael (DC): 0%.

Votos bancos e nulos somam 14% e indecisos, 7%.

Na simulação de segundo turno, Fernando Haddad aparece exatamente empatado com Jair Bolsonaro, com 40% para cada. Ciro Gomes aparece empatado com Bolsonaro na margem de erro. Ciro 40% x 39% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 6%). Já contra Alckmin o quadro também é de empate. Alckmin 38% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 18%; não sabe: 6%).

A pesquisa ouviu 2.506 eleitores entre domingo (16) e terça-feira (18). O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Grupo “Mulheres Unidas contra Bolsonaro” sofre ataque no Facebook

Grupo rapidamente atingiu mais de 1 milhão de participantes. Administradoras foram ameaçadas e página está fora do ar

O grupo “Mulheres Unidas contra Bolsonaro” no Facebook sofreu ataques de hackers neste fim de semana. Mais de 1 milhão de mulheres fazem parte da iniciativa, além de outros milhares de convites a serem analisados. 

O “Mulheres Unidas contra Bolsonaro” cresceu rapidamente e ganhou repercussão nas redes sociais como espaço para se opor à candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência. 

Neste domingo 16, a página está fora do ar. Segundo o jornal El País, o Facebook removeu temporariamente o grupo após detectar atividade suspeita. A empresa está trabalhando para “restaurar o grupo às administradoras”.

Administradoras do grupo afirmaram ao site Catraca Livre que o perfil de uma delas na rede social foi invadido na quinta-feira 13 e seus dados pessoais foram expostos. Outra administradora disse ter sido ameaçada via WhatsApp para que encerrasse o “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, recebendo inclusive uma mensagem com seus dados. 

Com o perfil da administradora hackeado, mensagens ofensivas foram postadas no grupo. Além disso, a imagem do grupo foi alterada por usuários identificados como Eduardo Shinok e ‘Felipe Shinok, segundo o El País

O nome do grupo chegou a ser alterado para “Mulheres COM Bolsonaro”. 

Pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira 10 mostra que a rejeição de Bolsonaro entre as mulheres atinge 49%. O eleitorado brasileiro é composto por 53% de mulheres.

cartacapital.com.br

Associado diretamente a Lula, Haddad soma 22% e ultrapassa Bolsonaro

O petista registra 31% no Nordeste e venceria todos os adversários no segundo turno, indica a nova pesquisa CUT/Vox Populi

A nova pesquisa CUT/Vox Populi confirma o poder de transferência de voto de Lula, preso em Curitiba e impedido de concorrer à presidência da República pelo Tribunal Superior Eleitoral. Quando claramente apresentado aos eleitores como o candidato do ex-presidente, o petista Fernando Haddad alcança 22% de intenção de votos e assume a liderança na disputa.

Jair Bolsonaro, do PSL, aparece em segundo, com 18%. Ciro Gomes, do PDT, registra 10%, enquanto Marina Silva, da Rede, e Geraldo Alckmin, do PSDB, aparecem com 5% e 4%, respectivamente. Brancos e nulos somam 21%.

O Vox Populi ouviu 2 mil eleitores em 121 municípios entre 7 e 11 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O índice de confiança chega a 95%.

O instituto tomou a decisão de associar Haddad diretamente a Lula no questionário, ao contrário das demais empresas de pesquisa. Segundo Marcos Coimbra, diretor do Vox Populi, não se trata de uma indução, mas de fornecer o máximo de informação ao eleitor. “Esconder o fato de que o ex-prefeito foi indicado e tem o apoio do ex-presidente tornaria irreal o resultado de qualquer levantamento. É uma referência relevante para uma parcela significativa dos cidadãos. Chega perto de 40% a porção do eleitorado que afirma votar ou poder votar em um nome apoiado por Lula”.

Um pouco mais da metade dos entrevistados (53%) reconhece Haddad como o candidato do ex-presidente. O petista, confirmado na terça-feira 11 como o cabeça de chapa na coligação com o PCdoB, também é o menos conhecido entre os postulantes a ocupar o Palácio do Planalto: 42% informam saber de quem se trata e outros 37% afirmam conhece-lo só de nome.

O desconhecimento é maior justamente na parcela mais propensa a seguir a recomendação de voto de Lula, os mais pobres e menos escolarizados. De maio para cá, decresceu sensivelmente o percentual de brasileiros que afirmam não saber que o ex-presidente está impedido de disputar a eleição: de 39% para 16%.

Ainda assim, é em meio a este público que Haddad registra grandes avanços. Na comparação com a pesquisa de julho, mês no qual o PT ainda nutria esperanças de garantir Lula na disputa, o ex-prefeito passou de 15% para 24% entre os eleitores com ensino fundamental e de 15% para 25% entre aqueles que ganham até dois salários mínimos. O petista chega a 31% no Nordeste e tem seu pior desempenho na região Sul (11%), mesmo quando associado ao ex-presidente.

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Mídia: Campanha de Alckmin está preocupada com a repercussão de ataque a Bolsonaro

A equipe de marketing do tucano Geraldo Alckmin está preocupada com o impacto que o ataque a Bolsonaro pode causar na campanha do PSDB, afirmou o Estadão. Sondagens iniciais mostram que o capitão cresceu desde quinta (6).

As pesquisas internas encomendadas pelo PSDB mostraram um crescimento de três pontos na intenção de voto desde o ataque, afirma o jornal. Para os marqueteiros, a comoção e a exposição midiática consequente do ataque atraiu eleitores para o PSL.

Dividindo a atenção da mesma parte do eleitorado, Alckmin ainda foi forçado a descer o tom das propagandas de rádio e TV que criticavam diretamente Jair Bolsonaro. O discurso do tucano também passou a poupar a imagem do deputado, embora, segundo o Estadão, deve continuar batendo na tecla do “radicalismo” e da “intolerância” trazidos no conjunto da candidatura adversária.

A campanha de Alckmin trabalha com a possível estabilização da comoção causada pelo ataque em até uma semana. Este é provavelmente o tempo em que Bolsonaro permanecerá internado no Hospital Albert Einstein.

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