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Câmara dos Deputados cria Comissão para encontrar soluções para o endividamento agrícola: tocantinense é um dos membros

O deputado federal Lázaro Botelho (Progressistas) é um dos oito membros da Comissão Externa criada pela Câmara dos Deputados para verificar as causas do endividamento do setor agrícola, o elevado custo dos seus financiamentos, a bitributação previdenciária incidente sobre a folha de pagamento dos funcionários e as condições de importação de alimentos. A Comissão foi criada no último dia 29 de janeiro, por meio de um Ato da Presidência, e tem como principal objetivo formular propostas para o enfrentamento da crise vivida pelo setor produtivo nacional.

Para Lázaro, que é ex-presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara (Capadr), é extremamente importante dar visibilidade para este tema, pois muitos avanços têm sido obtidos no setor. Entretanto, conforme destacou, ainda é preciso resolver problemas para fortalecer ainda mais o agronegócio brasileiro.

“O nosso objetivo é realizar um trabalho técnico, detalhado e até mesmo in loco para identificar os principais fatores que fazem com que muitos dos nossos produtores estejam endividados. Como membro da bancada ruralista, sou defensor de medidas que venham a beneficiar o setor. Portanto esse levantamento que será realizado por nós auxiliará na implementação de políticas de sustentação da renda agrícola”, disse.

O coordenador da Comissão, deputado Jerônimo Goergen (Progessistas/RS), também destacou a importância dessa Comissão. Para ele, um dos pontos que devem ser debatidos é o de refinanciamento de débitos que são realizados para os produtores rurais. “Há dívidas com bancos, empresas privadas e a capacidade de investimento e crédito ficou praticamente inviabilizado. Com o passivo do Funrural, isto fica mais agravado e o resultado é a perda de renda do setor”, disse.

Na próxima semana, será levada pela Comissão ao Governo Federal a proposta de criação de um grupo de trabalho formado por Ministério da Agricultura, Ministério do Planejamento, Ministério da Fazenda, Banco do Brasil, Banco Central, OCB, Acebra, CNA, Aprosoja e Abimaq. A Comissão será formada pelos seguintes parlamentares: Jerônimo Goergen, Lázaro Botelho, Evair de Melo (PV-ES), Dilceu Sperafico (Progressistas-PR), Domingos Sávio (PSDB-MG),  Evandro Roman (PSD-PR), Valdir Colatto (PMDB-SC) e Zé Silva (SD-MG).

Eduardo Azevedo

Reforma da Previdência dominará debates no retorno das atividades do Congresso

O Congresso Nacional retoma as atividades nesta segunda-feira (5), com a votação da reforma da Previdência no centro dos debates. Ainda sem consenso entre os parlamentares, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 é tratada como tema prioritário do ano pelo presidente da República, Michel Temer.

Na Câmara dos Deputados, a matéria está prevista para ser lida em plenário ainda nesta segunda-feira. Segundo o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, outro texto deve ser apresentado pelo relator da matéria, deputado Arthur Maia (PPS-BA). Em uma tentativa de aprovar a PEC, o parlamentar tem reunido novas contribuições ao texto de setores da sociedade ainda descontentes com a proposta.

Apesar dos esforços do Planalto, a votação marcada para o dia 19 deste mês, pode não acontecer nessa data. A pauta de apreciações do plenário é atribuição do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tem afirmado que somente colocará o tema em pauta quando tiver garantia dos votos necessários para aprovação. Segundo o ministro Carlos Marun ainda faltam entre 40 e 50 votos para alcançar os 308 votos favoráveis necessários, em dois turnos, para aprovação da proposta na Câmara. Para entrar em vigor, a medida também deve ser apreciada em dois turnos pelo Senado.

Solenidade

Regimentalmente previsto para sexta-feira (2), o início dos trabalhos do Congresso Nacional foi adiado pelo presidente da Casa, senador Eunício de Oliveira (PMDB-CE). A sessão solene do Congresso Nacional de abertura da legislatura está marcada para as 17h, no Plenário Ulysses Guimarães. O início do ano legislativo de 2018 será menos solene, já que, diferentemente dos anos ímpares, não haverá eleição dos presidentes da Câmara nem do Senado. Os chefes das duas Casas Legislativas são eleitos a cada dois anos, não podendo ser reeleitos exceto quando há mudança de uma legislatura para outra, a cada quatro anos.

Atualmente, o presidente do Senado é Eunício Oliveira, eleito em 2017 em substituição do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). A Câmara é comandada por Rodrigo Maia (DEM-RJ), que assumiu em julho de 2016 após a queda de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso pela Operação Lava Jato.

Durante a sessão, como ocorre todos os anos, será lida uma mensagem encaminhada pelo Poder Executivo aos parlamentares, com os projetos e as expectativas consideradas prioritárias pelo governo federal em 2018. Caso o presidente Michel Temer não compareça ao evento, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, ou algum outro membro do governo poderá representá-lo.

Câmara dos Deputados

De acordo com o deputado Rodrigo Maia, além da reforma da Previdência, as prioridades da Casa são os projetos para a modernização da Lei de Licitações; do fim das desonerações sobre a folha de pagamento e da capitalização da Petrobras. Outras propostas ainda devem ser encaminhadas pelo Executivo, como a atualização da Lei de Falências e o novo marco regulatório do saneamento básico.

A privatização da Eletrobras, proposta liberada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na sexta-feira (2) também está prevista para ser analisada. O ministro atendeu um pedido da Câmara dos Deputados ao entender que um juiz de primeiro grau usurpou a competência do Supremo ao analisar a legalidade da MP. No dia 11 de janeiro, o juiz da 6ª Vara Federal de Pernambuco, Cláudio Kitner, suspendeu parte da medida provisória editada pelo governo federal que inclui a Eletrobras e suas subsidiárias, como Furnas, Chesf, Eletronorte, Eletrosul e CGTEE, dentro do programa de privatização.

O fim foro privilegiado para autoridades nos casos de crimes comuns é outro assunto que também deve estar na pauta da Câmara. Em texto já aprovado pelo Senado, todas as autoridades e agentes públicos hoje beneficiados pelo foro responderão a processos na Justiça comum. As únicas exceções são os chefes dos Três Poderes da União – Executivo, Legislativo e Judiciário – e o vice-presidente da República.

Senado

A análise de medidas provisórias deve tomar muito tempo dos senadores nesse retorno ao trabalho. Até agora 22 MPs aguardam análise. Dessas, oito já tiveram as respectivas comissões mistas instaladas e outras duas já passaram por essa etapa e aguardam a deliberação da Câmara dos Deputados para serem remetidas ao Senado.

Na pauta há ainda 12 MPs que aguardam a instalação das comissões mistas. Uma delas é a MP 808/2017, que altera regras da reforma trabalhista, em vigor desde novembro do ano passado.

Há ainda a 808/2017 que altera pontos polêmicos da reforma trabalhista (Lei 13.467/2017). Entre as principais mudanças está a que trata dos trabalhos intermitente e autônomo previstos na nova legislação. A MP faz parte de um acordo firmado com parlamentares de sua base, para evitar que mudanças que os senadores queriam fazer, levasse o texto para mais uma votação na Câmara.

O tema promete discussões acaloradas. Os parlamentares apresentaram 967 emendas à medida provisória, que modifica 17 artigos da reforma. Entre as alterações propostas está a que determina que as grávidas e lactantes devam ser afastadas de atividades e locais de trabalho insalubres com ou sem apresentação de atestado médico, ao contrário do que determina a nova lei.

Edição: Fernando Fraga
Heloisa Cristaldo – Repórter da Agência Brasil

MEC prorroga adesão de estados e municípios ao Mais Alfabetização

O prazo para estados e municípios aderirem ao Programa Mais Alfabetização foi prorrogado para 15 de fevereiro. A data anterior para o fim do período de adesão era ontem (2).

A adesão deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação, As escolas terão prazo até 16 de fevereiro para fazer sua inscrição no programa.

O programa foi criado para apoiar escolas no processo de alfabetização dos estudantes de todas as turmas do primeiro e do segundo anos do ensino fundamental.  A proposta consiste em reforçar o trabalho do professor com a participação de um assistente, a fim de aprimorar a experiência dos alunos nas áreas de leitura, redação e matemática. Os assistentes serão estudantes de pedagogia e licenciatura. A previsão é que o programa esteja funcionando em março. Serão investidos R$ 200 milhões para o pagamento dos assistentes pedagógicos.

A expectativa é atender a 4,2 milhões de alunos em aproximadamente 200 mil turmas espalhadas pelo Brasil. O repasse será feito por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e os auxiliares receberão R$ 150 por mês para cada turma em que atuarem, podendo acumular até oito turmas. Não há vínculo empregatício. Os candidatos a assistente devem, obrigatoriamente, passar por um processo de seleção elaborado pelos municípios.

O programa Mais Alfabetização faz parte da Política Nacional de Alfabetização, lançada pelo MEC em 2017 para combater a estagnação dos baixos índices registrados pela Avaliação Nacional de Alfabetização. O conjunto de iniciativas terá investimento total de R$ 523 milhões.

Edição: Valéria Aguiar
Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil

“Marcelo Miranda não abandonou só Gurupi, mas o Estado todo”, afirma Amastha

Em reunião com líderes religiosos na manhã desta sexta-feira, dia 2, em Gurupi, o prefeito de Palmas e presidente em exercício da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), Carlos Amastha, fez uma avaliação da percepção que tem até aqui da série de visitas por todas as regiões do Estado. “Uma coisa é certa. O Marcelo Miranda é o governador mais democrático que eu já conheci. Detonou todos os municípios do Tocantins, não deixou nenhum de fora”, afirmou, ao relatar às pessoas que prestigiaram o encontro que ouviu queixas de moradores do sudeste, do Bico do Papagaio e no entorno de Araguaína, onde esteve desde o início do ano. “As reclamações são gerais. O abandono é geral. Por onde passamos ouvimos e temos a prova, in loco, que o Estado está largado.”

Presente no encontro, a pastora Nilsem Socorro Souza fez questão de se manifestar e ressaltou a forma de fazer gestão e política de Amastha. “Vamos orar a Deus para que ele conduza essa política nova. O senhor tem uma missão. O Estado precisa de uma política, uma gestão diferente, uma gestão inovadora que valorize nosso povo.”

Ao avaliar a situação de Gurupi e Sul do Estado, Amastha defendeu a aplicação, de fato, de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do local na saúde, infraestrutura, economia, educação e turismo, com objetivo de aproveitar os potenciais que a região possui. “Gurupi sempre foi referência em tudo. Na força econômica, na saúde, turismo e potencial agrícola. Hoje, como todo o Estado, a região sul num todo está esquecida pela gestão. Isso é horrível”, declarou.

ALGUMAS DEMANDAS

Amastha defendeu ainda a necessidade de investimentos, por exemplo, mais leitos e médicos especialistas no Hospital Regional de Gurupi, como a conclusão da obra do que seria o novo hospital, em atraso. Além disso, destacou a necessidade de reforma e melhorias do distrito industrial, maior efetivo na segurança (PM e Polícia Civil), além de melhorar as condições de trabalho dos servidores e reforma ou construção de uma nova rodoviária.

PAPEL NA POLÍTICA

Pré-candidato ao governo do Estado pelo PSB, Amastha falou sobre o seu papel na política. “Nosso objetivo é fazer gestão, é transformar a vida das pessoas. É assim que encaramos a política. Esse é nosso papel. Nós não optamos pelo poder estritamente pelo poder. Temos uma missão e nossa equipe cumpre essa missão em Palmas. E o Tocantins? O Estado precisa mudar. Não é possível que continue desse jeito que está”, disse.

Ele aproveitou a reunião para desmentir notícias falsas, segundo as quais, Amastha “não gosta de político”. “Dizem que não gosto de político. É mentira. Como não vou gostar de mim que sou político. Eu não gosto é dessa prática da velha política. Não sou melhor que ninguém.  Orgulhosamente sou um político sim, mas um político diferente desse povo aí”, falou.

CAPITAL DA FÉ

O prefeito de Palmas fez questão de convidar todos que prestigiaram a reunião para o Palmas Capital da Fé, que começa no próximo dia 10 e termina dia 14. “Quero vocês todos no Capital da Fé. É hoje referência no país com a presença de alguns dos maiores e mais consagrados artistas do país. Uma festa linda, de paz e que ajudou a transformar Palmas”, comentou. “O nosso camarote open bar, com água e refrigerante está à disposição de todos”, brincou Amastha.

Governador empossa novos comandantes da Policia Militar em Palmas e entrega viaturas

O governador Marcelo Miranda realizou na manha desta sexta-feira, 2, a passagem de comando de unidades da Polícia Militar da Capital, designou novos chefes de setores estratégicos e entregou viaturas à Corporação. A solenidade, que contou com a presença da vice-governadora Cláudia Lelis, secretários de Estado e outras autoridades, ocorreu no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar.

O governador ressaltou que os benefícios entregues são frutos de um criterioso planejamento do Governo do Estado. “A chegada dessas novas viaturas vai melhorar as condições de trabalho para nossos militares, aqui da capital e do interior, principalmente no combate à criminalidade. Para fortalecer o nosso efetivo, já estamos com o concurso público a todo vapor, contrariando, inclusive, muitas vozes que se opuseram a ele”, declarou.

Segundo o comandante Geral da Polícia Militar, coronel Edvan de Jesus Silva, a mudança de comando das unidades da capital faz parte do planejamento estratégico da Polícia Militar. “Nós estamos reforçando a atividade ostensiva com viaturas novas e também trocando alguns comandos com a visão de dar aos nossos gestores uma oportunidade de conhecer diversos setores da área da administração e aprimorar suas praticas e técnicas, para prestar um serviço cada vez melhor”, afirmou.

Mudanças

Com as alterações, houve mudanças no Quartel do Comando Geral (QCG), no Batalhão da Polícia de Choque (BPChoque), na Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe) e na Academia de Polícia Militar Tiradentes (APMT), assumindo respectivamente o tenente Coronel Oseias de Sousa Silveira; major Adão Pereira dos Santos; major Fioravan Teixeira Silveira e major Presley Cruz Nunes.

Também foram substituídos os chefes setoriais da 6ª Seção do Estado Maior; da 7ª Seção do Estado Maior e Assessoria Técnica de Informática e Telecomunicações; e o da 5ª Seção do Estado Maior e Assessoria de Comunicação.

Cláudio Paixão/Governo do Tocantins

Na acusação, OAB acompanha audiência de instrução do Caso Danillo Sandes

Com mais de oito horas de duração, a audiência de instrução do caso Danillo Sandes mobilizou a advocacia do Estado e todo o sistema OAB nesta quinta-feira, 1º de fevereiro, em Araguaína, Norte do Tocantins. Danillo Sandes era advogado e foi assassinado em julho do ano passado no exercício de sua profissão. O homicídio brutal – o corpo foi encontrado a 18 quilômetros da cidade, próximo do entroncamento com Babaçulândia, em estado muito avançado de decomposição, com marcas de lesões, sangue e até marcas de queimaduras – mobilizou todos os advogados e advogadas do Estado, inclusive com ato da OAB Nacional realizado na cidade.
Nesta quinta-feira, a união, novamente, foi a tônica. Vários advogados do Estado se mobilizaram para acompanhar audiência em pleno dia útil. O procurador geral de Defesa de Prerrogativas e Valorização da Advocacia da OAB Nacional, Charles Dias, esteve presente e participou de toda a audiência, inclusive inquerindo testemunhas.

“Quando um advogado sofre qualquer tipo de violência, toda a classe é atingida. Máxime no presente caso, onde um advogado foi executado por exercer de forma ética e honesta a sua profissão”, salientou Charles Dias, ao explicar a presença da OAB Nacional no caso. Para Charles Dias, essa presença e acompanhamento é fundamental para a defesa das prerrogativas da profissão e do próprio advogado. “Nos fazemos presentes paras para garantir o cumprimento do devido processo legal e a punição exemplar dos agressores”, salientou.

O presidente da OAB-TO, Walter Ohofugi, acompanhou toda audiência e ressaltou a importância do momento para a advocacia. “A OAB-TO acompanha o caso com toda a atenção e responsabilidade que a situação merece. Houve um trabalho competente da Polícia Civil e do MP na instrução do processo. Agora, esperamos o resultado do julgamento e que os responsáveis sejam punidos. O crime foi bárbaro, pois um colega morreu no exercício da profissão por agir eticamente. A advocacia não vai permitir que isso fique impune”, frisou Ohofugi.

Instrução
Além de Charles Dias, os membros da Comissão Especial de Acompanhamento do Caso Danillo Sandes participaram ativamente do julgamento como assistentes da acusação. A comissão é composta pelos advogados Stephane Maxwell da Silva Fernandes (presidente), Antônio Neiva Rego Júnior, Letícia Bittencourt, Anderson de Souza, João Fernando Alves, Eli Gomes e Christiane Brito.

Maxwell, a exemplo de Charles Dias, destacou a correta instrução do processo por parte do MPE (Ministério Público Estadual) e pela Polícia Civil. Para ele, as condutas dos acusados foram bem detalhadas e os órgãos de investigação fizeram a sua parte.
Já Neiva salientou a importância de a OAB-TO ter montado essa comissão e a boa relação com os advogados do acusado. “Nós buscamos a punição para os culpados, mas isso não quer dizer que não tenhamos que observar o direito de defesa e ter uma relação cordial com os colegas que trabalham para os suspeitos”, ponderou.

Além das pessoas citadas, pela direção da OAB-TO estiveram presente em Araguaína o presidente da Caato (Caixa de Assistência dos Advogados do Tocantins) e procurador-geral de Defesa de Prerrogativas da OAB-TO, Marcelo Cordeiro, e o conselheiro federal Pedro Biazotto. Os membros do conselho Seccional de Araguaína e a diretoria da subseção local da Ordem também acompanharam a audiência.

Audiência
Na audiência, pela parte da manhã, foram ouvidas as testemunhas de acusação e as de defesa, incluindo a mãe de Danillo Sandes, Luzia Sandes e os delegados que investigaram o caso, além de outras pessoas.

À tarde, o acusado de ser mandante do crime, Robson Barbosa da Costa, e os três acusados de terem sido contratados para o homicídio, Rony Marcelo Alves Paiva, Wanderson Silva de Souza e João Oliveira Santos Júnior, prestaram depoimento. Os quatro alegaram inocência. No final, o promotor Paulo Alexandre Rodrigues de Siqueira detalhou vários elementos do processo e pediu a Pronúncia, ou seja, que todos os réus sejam levados a júri popular. Os advogados de Rony e de Robson fizeram suas alegações finais oralmente, mas o advogado de Wanderson e João Oliveira optou por pedir para fazer por escrito. Já intimado na sessão, ele tem cinco dias para fazer isso. Depois, o juiz Francisco Filho Noleto Pinto decidirá se eles vão, ou não, a júri.

Os quatro réus estão em prisão preventiva. Dois dos três advogados formularam pedidos para que a prisão fosse suspensa, mas o magistrado negou e os manteve na cadeia.

O caso
No fim de agosto de 2017, após semanas de muitas investigações, a Polícia Civil prendeu Robson Barbosa Costa, 32 anos, acusado de ser o mandante do homicídio. Conforme a Polícia Civil, Danillo Sandes trabalhava em um inventário da família de Robson e o acusado queria esconder parte do patrimônio para ficar com parcela maior da herança. Danillo Sandes não aceitou e isso acabou motivando o crime. As pessoas que, segundo a Polícia, foram contratadas por Robson Costa para cometer o crime também foram presas dias depois.

Daniel Machado

OAB cobra mais investimentos e maior diálogo na questão dos alvarás eletrônicos

Secretário geral pede apoio do Judiciário na defesa do ensino jurídico, com o combate a cursos tecnológicos e de ensino a distância Durante a sessão solene de Abertura do Ano Judiciário no Tocantins, realizada no Plenário do TJ-TO (Tribunal de Justiça do Tocantins) que aconteceu na tarde desta quinta-feira, 1º de fevereiro, o secretário geral da (Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins), Célio Henrique Magalhães Rocha, cobrou melhorias nas comarcas através de maiores investimentos.

Célio Henrique, que na ocasião estava substituindo o presidente Walter Ohofugi, que está em Araguaína acompanhado a audiência de instrução do caso Danillo Sandes, pediu a efetiva instalação dos Juizados Especiais da Fazenda Pública e o regime de pagamento de precatórios. No discurso, também pediu o aprimoramento permanente do processo eletrônico, e até que “as desumanas temperaturas dos corredores e salas de espera dos Fóruns sejam discutidas e resolvidas da melhor forma”.

“Dentro dessa linha, é essencial que o Judiciário faça mais investimentos. Dos R$ 537 milhões que o Poder efetivamente gastou em 2017, apenas 8,6 milhões, ou seja, 1,6%, foram investimentos. Para melhorar a jurisdição, esses números tem que mudar também. Importante ressaltar que ainda vivenciamos uma das mais fortes crises econômicas já enfrentadas e todos precisam fazer a sua parte para podermos superá-la”, continuou, citando os valores efetivamente pagos, publicados no Portal da Transparência do Governo do Estado do Tocantins, no item Poder Judiciário.

Na questão dos polêmicos alvarás eletrônicos, Célio manifestou “a contrariedade total da OAB às portarias que disciplinam os alvarás eletrônicos. Inclusive, nos insurgimos contra elas no CNJ e vamos em todas as instâncias superiores necessárias para buscar alterações”.

O secretário geral também agradeceu ao desembargador corregedor, Helvécio Maia, pelo diálogo e o bom entendimento em todas as oportunidades. Frisou a postura de Helvécio e  equipe em sempre receber a advocacia e se empenhar para atender as demandas e da franqueza em dizer quando as demandas são possíveis ou não de serem atendidas.

Por fim, pediu apoio do Judiciário em fiscalizar a qualidade do ensino de direito, que está sendo mercantilizado com pouco apreço à qualidade dos advogados que são formados e colocando em risco a carreira de professores, com a implantação de ensino à distância. “Nosso presidente nacional, Claudio Lamachia, pediu para que todos demonstrassem sua contrariedade ao esfacelamento dos cursos superiores com a criação de cursos tecnológicos em serviços jurídicos e, agora, também de ensino à distância. Faço das palavras deles as da OAB Tocantins, em forma de pedido a vocês, caros magistrados e demais presente”, esclareceu.

Confira o discurso na íntegra:

Senhoras e senhores,

Muito boa tarde…

Primeiro, quero justificar a ausência do nosso presidente, Walter Ohofugi, que está em Araguaína para acompanhar a audiência de instrução do acusado de mandar matar o nosso colega, Danillo Sandes. Um momento triste para toda a advocacia tocantinense.

Bom, o ano Judiciário se inicia, e com ele se renovam os anseios e esforços da Advocacia por um sistema de Justiça cada vez mais eficiente, que atenda aos clamores do jurisdicionado.

É cediço que o Judiciário atua sob demanda, e à Advocacia compete romper a inércia da jurisdição e movimentar a estrutura do sistema de Justiça.

Notadamente nesta quadra crítica da história, a Advocacia, essencial à Administração da Justiça, condição que nos conferiu a Constituição Federal, se apresenta apta a desempenhar seu papel, e enfrentar com bravura os desafios do caminho.

Aqui, me recordo das palavras de Ruy Barbosa: “Em todas as nações livres, os advogados se constituem na categoria de cidadãos que mais poder e autoridade exercem perante a sua sociedade”

Todavia, para exercer com excelência seu papel, os advogados e advogadas necessitam que o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública estejam irmanados no propósito de aprimorar constantemente os serviços que prestam a sociedade.

Neste ponto, a Ordem dos Advogados do Brasil rende seus cumprimentos à Magistratura, notadamente ao Presidente do Tribunal de Justiça, Eurípedes Lamounier, e ao Corregedor Geral de Justiça, Helvécio Maia, assim como o faz em relação ao Ministério Público, na pessoa de seu Procurador Geral, Clenan Renault, e ao Defensor Geral, Murilo, pelos destacados e notórios esforços em prol da Justiça.

É necessário, contudo, avançarmos mais, e para isso a OAB roga por maior espaço de diálogo e interação, especialmente com o Poder Judiciário.

Curial ressaltar que natureza crítica própria da advocacia não se revela apenas para apontar os problemas, mas também para colaborar com soluções. Como bem pontuou o coordenador do Colégio de presidentes de Seccionais da OAB, Homero Mafra: “Não nos peçam silêncio. Somos a advocacia!”

Temos muito com o que contribuir e, recentemente, requeremos participação nos debates afetos aos regimentos internos desta Corte e da Turma de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais, assim como postulamos contribuir para a nova lei de organização judiciária, dentre outros pleitos. Infelizmente, porém, nem sempre as reivindicações e opiniões da OAB têm encontrado acolhida.

A voz da advocacia, veiculada pela OAB, precisa ser ouvida mais intensamente, para que questões como o provimento dos cargos vacantes de Juiz nas comarcas do interior e na capital, inclusive nas Varas das Fazendas Públicas de Palmas, a efetiva instalação dos Juizados Especiais da Fazenda Pública e o regime de pagamento de precatórios, o aprimoramento permanente do processo eletrônico, e até as desumanas temperaturas dos corredores e salas de espera dos Fóruns sejam discutidas e resolvidas da melhor forma.

Dentro dessa linha, é essencial que o Judiciário faça mais investimentos. Dos R$ 537 milhões que o Poder efetivamente gastou em 2017, apenas 8,6 milhões, ou seja, 1,6%, foram investimentos. Para melhorar a jurisdição, esses números tem que mudar também.

*Importante ressaltar que ainda vivenciamos uma das mais fortes crises econômicas já enfrentadas e todos precisam fazer a sua parte para podermos superá-la.*

Além disso, sem me alongar, manifesto a contrariedade total da OAB às portarias que disciplinam os alvarás eletrônicos. Inclusive, nos insurgimos contra elas no CNJ e vamos em todas as instâncias superiores necessárias para buscar alterações.

Mas, hoje, senhor presidente e demais presentes, o momento é de abertura de trabalho e não de embates. E, claro, sempre que possível o diálogo é sempre a melhor ferramenta para a construção de soluções sólidas e maduras.

Ainda no intuito de colaborar para uma Justiça que cada dia seja mais acessível e eficaz, a OAB-TO implementará neste ano corrente o programa Avalia Jus, através do qual as advogadas e os advogados de todo o Tocantins avaliarão os serviços judiciários prestados na capital e no interior, nas esferas da Justiça Estadual, da Justiça Federal e da Justiça do Trabalho, cujo resultado será dirigido aos respectivos Tribunais e Corregedorias.

Se somando a outras iniciativas, como o projeto OAB em Campo, que leva a estrutura dos múltiplos órgãos da Ordem a todo o Estado, e ao elogiável projeto Corregedoria Cidadã, empreendido pelo Corregedor Helvécio Maia, o Avalia Jus será mais um instrumento para auscultar a advocacia, e traçar um panorama mais fidedigno da Justiça no Tocantins.

Aproveito o espaço, inclusive, para reforçar o agradecimento ao desembargador corregedor, um homem que prima pelo diálogo e o bom entendimento em todas as oportunidades. O senhor, e sua competente equipe de juízes auxiliares, sempre recebe a advocacia e se empenha para atender as nossas demandas. Quando não é possível, é muito franco ao dizer que não é possível.

Repito: muito foi e tem sido feito, mas podemos avançar, e a Advocacia, essencial como é, precisa ser cada vez mais respeitada e considerada por aqueles e aquelas que concorrem para a Administração da Justiça.

Voltando à última Conferência Nacional da Advocacia, a OAB Tocantins tem um pedido ao Judiciário tocantinense. Nos ajudem a manter a qualidade do ensino jurídico, combatendo a mercantilização do ensino. Nosso presidente nacional, Claudio Lamachia, pediu para que todos demonstrassem sua contrariedade ao esfacelamento dos cursos superiores com a criação de cursos tecnológicos em serviços jurídicos e, agora, também de ensino à distância. Faço das palavras deles as da OAB Tocantins, em forma de pedido a vocês, caros magistrados e demais presentes.

A preocupação com a qualidade da jurisdição tem que se iniciar desde a formação, desde o ensino. Nesta linha, não posso deixar de enaltecer a Esmat, Escola Superior da Magistratura Tocantinense, brilhantemente conduzida pelo desembargador Marco Anthony. A escola é referência e uma parceira da ESA, a nossa Escola Superior da Advocacia.

Finalizando, a OAB renova, nesta oportunidade, seu compromisso irrenunciável com a Advocacia, com a Justiça e com o povo deste Estado, e deseja um auspicioso ano de 2018 a todos e todas.

Governo apresenta relatório de ações durante abertura de trabalhos na Assembleia Legislativa

Os avanços e os desafios registrados pelo Governo do Estado foram apresentados na manhã desta quinta-feira, 1° de fevereiro, durante solenidade de abertura das ações parlamentares na Assembleia Legislativa. A leitura do texto de boas-vindas e também das ações desenvolvidas pelo Executivo foi realizada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Télio Leão Ayres, representando na ocasião, o governador Marcelo Miranda. Já o documento oficial, de quase 200 páginas, foi entregue ao presidente da casa, deputado Mauro Carlesse.

Em sua fala, Télio Leão Ayres ressaltou o empenho do Governo em adequar receitas, promover a geração de renda e garantir o acesso aos serviços essenciais aos cidadãos tocantinenses. “Nesse sentido, além das merecidas celebrações e retrospectivas afetas à data, manifesto, a Vossas Excelências, o desejo de que 2018 nos conduza a análises aprofundadas sobre um futuro a intencionarmos, bem assim nos fortaleça para a ampliação ou a redefinição de nossas ações de planejamento, de modo que estas sejam efetivamente dedicadas a conduzir nosso Estado a uma posição de destaque, perante a nação brasileira, quanto aos indicadores de melhoria da qualidade de vida da nossa população”, afirmou.

 Emprego

Com base no relatório entregue, o secretário também ressaltou o esforço do Governo em diminuir as taxas de desemprego nos municípios tocantinenses. Télio Ayres ressaltou que o cenário econômico, para 2018, revela-se promissor e em muito deverá superar o cenário de 2015, data do início desta atual gestão. “Significa dizer que, embora analistas esperem a manutenção das taxas de desemprego na casa dos dois dígitos, entre 10 a 12%, a taxa de crescimento do PIB previsto para o presente ano é positiva, não se assemelhando este contexto àquele de 2015, cuja marca foi a negativa de 3,5%”, ressaltou.

Receitas

Referente à gestão das finanças públicas, o texto lido afirmou que o Orçamento Geral do Estado do Tocantins para o exercício de 2017, abrangendo os Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, e, também, o Ministério Público, aprovado na conformidade da Lei n° 3.177, de 28 de dezembro de 2016, estimou a receita e fixou a despesa no valor de R$ 11,03 bilhões. Com relação ao comportamento das receitas, o somatório geral da arrecadação do Estado, em 2017, alcançou a cifra de R$ 9,14 bilhões.

Em comparação aos ingressos do exercício anterior, na ordem de R$ 9,06 bilhões, a receita cresceu 0,91% no ano de 2017. Quanto à arrecadação das receitas correntes, estas alcançaram, no exercício de 2017, o valor de R$ 8,29 bilhões, apresentando uma redução de 0,64% em relação ao exercício de 2016.

Isso corresponde às receitas provindas da arrecadação realizada pelo Estado, suas Autarquias, Fundações e Fundos, por meio de impostos, taxas, transferências constitucionais, legais, dentre outras, o que perfez 82,48% da receita corrente prevista para 2017. A Receita Tributária, de outra parte, alcançou o montante de R$ 2,98 bilhões, representando 83,53% do total previsto para 2017.

 Liderança

Para a líder do Governo da Assembleia, deputada Valderez Castelo Branco, com a aprovação das Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDO), da Lei Orçamentária Anual (LOA) e o do Plano Plurianual (PPA), o ano de 2018 começa com grandes expectativas de crescimento. “Esperamos que consigamos executar tudo aquilo que foi planejado e tenho certeza de que será um ano de muitas lutas, de muitas perspectivas. O país atravessa uma dificuldade muito grande, mas os índices do Tocantins superaram os dados nacionais então vamos trabalhar juntamente esta casa de Leis, juntamente com os servidores da casa e os servidores do Governo. Eu tenho certeza de que, com aquilo que aprovamos e que planejamos para 2018,  este será um ano bem melhor que os anteriores”, frisou.

ATM firma convênio com UFT e universidade oferta vagas de mestrado aos prefeitos e servidores municipais

Prefeitos e servidores municipais terão vagas exclusivas para o Mestrado Profissional em Gestão de Políticas Públicas, ofertado pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). A Associação Tocantinense de Municípios (ATM) firmou convênio com a universidade e, com isso, quatro vagas foram reservadas para a entidade, sendo duas para prefeitos, uma para servidor municipal e uma para colaborador da ATM. As inscrições do processo seletivo iniciaram nesta quinta-feira, 01, e seguem até 23 de fevereiro.

Os requisitos de preenchimento das vagas encontram-se especificados no Edital 04/2017. De acordo com o documento, prefeitos e vice-prefeitos que desejam participar do mestrado devem ser associados da ATM, enquanto os servidores municipais devem ser efetivos e pertencentes aos Municípios com população abaixo de 50 mil habitantes, segundo o último Censo Demográfico realizado em 2010. A vaga destinada ao colaborador da ATM tem como critério o vinculo empregatício com a entidade municipalista. O mestrado é na modalidade presencial, nas sextas-feiras e sábado, nos períodos vespertino e matutino.

Documentos

Entre os principais documentos comprobatórios que deverão ser entregues estão a ficha de inscrição, cópia do curriculum lattes e dos documentos pessoais do candidato, além do anteprojeto de Dissertação Profissional e de quadro de pontuação do curriculum lattes devidamente preenchido. A ficha de inscrição e o envelope lacrado com a documentação deverão ser entregues na Secretaria do Mestrado Profissional em Gestão de Políticas Públicas, situada no Câmpus da UFT/Palmas, no endereço Avenida NS 15, 109 Norte (ALCNO 14), das 08h do dia 01/02/2018 às 12h do dia 23/02/2018.

O mestrado possui duas linhas de pesquisa, uma em Dinâmicas Institucionais e Avaliação de Políticas Públicas, e outra em Educação, Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento Territorial Quanto ao processo seletivo, os candidatos participarão de quatro fases: Prova objetiva, Redação, Prova Oral e Análise de Currículo. Os resultados do processo serão divulgados na Secretaria do Mestrado Profissional, e no endereço eletrônico: www.uft.edu.br/gespol ou no Mural do Curso.

Resultados

Desenvolver habilidades pessoais e coletivas, bem como estimular o pensamento crítico dos participantes estão entre os principais benefícios do Curso de Mestrado, aponta o presidente da ATM e prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano. “Estar num ambiente que propicia a absorção de novidades conceituais e tecnológicas é muito vantajoso para quem administra e trabalha em governo municipal. O mestrado possibilita ainda aos participantes novas técnicas e tecnologias de pesquisa e trabalho, a especialização em determinada área de conhecimento, melhor renumeração, possibilidade de lecionar, entre outros ganhos”, elenca Mariano. Aos concluintes do Curso de Mestrado será outorgado o título de Mestre em Gestão de Políticas Públicas.

Após todos os trâmites protocolares de processos seletivos, como divulgação de gabarito, recursos, e demais etapas, o resultado final será divulgado no dia 16 de abril.

Marcelo Miranda troca comando de unidades da Polícia Militar em Palmas

O governador Marcelo Miranda realiza nesta sexta-feira, 2, a passagem de comando de unidades da Polícia Militar em Palmas. O evento terá início às 8h30, no pátio do Quartel do Comando Geral (QCG). Na ocasião também serão entregues novas viaturas à corporação.

Passarão a contar com novos comandantes o Quartel do Comando Geral (QCG), o Batalhão da Polícia de Choque (BPChoque), a Academia de Polícia Militar Tiradentes (APMT), a Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe), dentre outras seções da Instituição.

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