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Reforma tributária: governadores defendem autonomia e apontam divergências

A configuração e o funcionamento do Conselho Federativo a ser criado pela reforma tributária, com a função de gerir a distribuição do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), foi um dos pontos levados à discussão pelos governadores na sessão do Senado sobre proposta emenda à Constituição (PEC 45/2019), nesta terça-feira (29). Realizada no Plenário, a sessão de debates atendeu a requerimento do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), sendo uma das etapas do aprofundamento da matéria, já aprovada pela Câmara dos Deputados e cuja análise e votação cabem agora ao Senado. Dentre outras mudanças, a PEC propõe a extinção de cinco impostos, entre eles o ICMS (estadual) e o ISS (municipal), e a criação de um tributo único, o IBS. Governadores e prefeitos temem perder autonomia sobre a própria receita com esse novo desenho do sistema tributário. 

Ao abrir a sessão, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, destacou que a Casa tem trabalhado para alcançar um sistema tributário mais unificado, mais transparente e mais claro. Pacheco considerou a sessão um momento histórico e ressaltou que, mesmo havendo previsão de votação da PEC para o início de outubro, a prioridade é fazer uma discussão ampla e profunda da matéria. Segundo ele, “nada será feito de modo açodado”.

— Este é um momento histórico, porque o Congresso Nacional reúne sob seu teto, num único evento, os governadores de todas as unidades federativas de nosso país. Ao fazê-lo, estamos abrindo nossas portas para um diálogo franco sobre a reforma tributária, que tanto desejamos e da qual tanto necessitamos. É um momento do qual se orgulhariam grandes nomes da política brasileira, como Juscelino Kubitschek, Ulisses Guimarães, Teotônio Vilela, Mário Covas — apenas para citar alguns entre os muitos homens públicos que foram mestres na arte de dialogar e de fazer política em nosso país.

Autonomia federativa

Os governadores apontaram a necessidade de mais debate também sobre questões como os limites que caracterizariam o IBS, com respeito à autonomia federativa; a metodologia e o prazo para essa transição, bem como o dimensionamento e a distribuição do Fundo de Desenvolvimento Regional (FNDR), que também deve ser criado pela PEC 45/2019. Esse fundo deverá ser financiado com recursos da União, com valores crescentes a partir de 2029, chegando a R$ 40 bilhões por ano a partir de 2033.

O governador de Alagoas, Paulo Dantas, por exemplo, defendeu a autonomia dos estados quanto à gestão de suas arrecadações. Para ele, é fundamental também se estabelecer um critério de rateio e partilha do FNDR, com vistas à diminuição das desigualdades sociais, especialmente no Norte e no Nordeste.

— A gente entende que o critério tem que ser inversamente proporcional ao PIB, ou utilizar o mesmo critério do Fundo de Participação dos Estados, e esse critério não tem que ser definido por lei complementar, e, sim, por emenda à Constituição. Quanto ao princípio do destino, à transição, nós estamos trabalhando e querendo a redução do prazo de transição, de 50 anos para 26 anos, para que esses benefícios tenham condição de chegar às pessoas o mais rápido possível.

Desigualdades regionais

Secretário extraordinário do Ministério da Fazenda para tratar da reforma tributária, o economista Bernardo Appy concordou que o intuito da criação do Fundo de Desenvolvimento Regional (FNDR) é ajudar a reduzir as desigualdades regionais, mas observou que a definição de seus critérios de distribuição é decisão de caráter político.

— É um instrumento mais eficiente que os benefícios fiscais para fazer a política de desenvolvimento, porque hoje todos os estados concedem benefícios fiscais. Então o diferencial a favor dos estados menos desenvolvidos acaba sendo mitigado pelo fato de que os estados mais desenvolvidos também dão benefícios fiscais. E, segundo, o Fundo de Desenvolvimento Regional vai poder alcançar atividades que hoje não são alcançadas pelos instrumentos dos benefícios fiscais do ICMS; por exemplo, incentivo ao setor de serviços, que é algo que não é possível fazer hoje no âmbito do ICMS. Acho que esse é um ponto importante.

Para o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, é fundamental a criação de uma representação de governadores junto ao Conselho Federativo. Para ele, é importante a manutenção de um texto constitucional que não penalize os estados desenvolvidos, mas que também beneficie aqueles que não tiveram, historicamente, oportunidades de desenvolvimento.

— Sei da dificuldade da gente em conseguir encontrar o meio termo para que possamos atender estados, municípios, União, para que possamos atender as divergências existentes, o que é natural […], mas que prevaleça o nosso interesse federativo e o interesse da defesa do nosso país. 

“Espinha dorsal”

Kajuru considerou o IBS a “espinha dorsal” da PEC. Ele questionou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, sobre as motivações de críticas que o ex-senador tem feito a esse ponto da proposta. E quis saber a opinião de Caiado sobre estudo publicado nesta segunda-feira (28) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), segundo a qual a reforma tributária, da forma como foi aprovada na Câmara, beneficiaria 50% dos estados e 82% dos municípios.

— Isso é falta de confiança num conselho federativo? Pergunto. O Senado poderia fazer o papel deste conselho, já que representa os estados da Federação e o Distrito Federal? A redistribuição de receitas prevista na esfera municipal reduziria em 21% o grau de desigualdade entre os municípios, medido pelo Índice de Gini. A grande diferença hoje existente entre os municípios mais ricos e os mais pobres deve cair em todas as unidades da Federação. Ainda, segundo o Ipea — uma pesquisa discutível, a meu ver —, nenhuma capital e, no máximo, 32 municípios muito ricos correm o risco de ter queda de arrecadação em algum momento da transição, considerando um cenário mais pessimista, no que diz respeito ao crescimento da economia.

Para Caiado, nunca existiu nenhum tema, em nenhuma emenda à Constituição, que atingisse tanto a vida dos cidadãos como a reforma tributária. Ele ponderou que o assunto não foi discutido de forma satisfatória pela Câmara dos Deputados, mas considerou que o Senado acerta agora, ao ouvir os governadores. Em resposta a Jorge Kajuru, o governador de Goiás considerou a metodologia do Ipea “obra do achismo” e solicitou “dados concretos”. Caiado critica a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) pela PEC 45 e diz que a correção na arrecadação do ICMS seria mais viável do que a transformação dessa tarifa em novo imposto.

— Por que o IVA é algo importante? Ah, nós vamos regularizar, então, e inserir o nosso IBS. Mas não foi esse o sentimento do Ulysses Guimarães? O Ulysses Guimarães e a Constituinte não criaram o ICMS para ser o nosso IBS? Se tem um emaranhado no ICMS, se é um manicômio tributário o ICMS, por que não corrigi-lo? Por que eu vou buscar um IVA que só existe numa França, pouco maior do que meu Goiás? ‘Ah, mas o IVA cresce nos países em que foi implantado’. Mandei levantar: dos 16 países, quatro só tiveram aumento do número desses trabalhadores na demanda. Os outros doze, todos tiveram diminuição no emprego. Mas o IVA é uma solução? Está aqui na Argentina, do lado. A solução não é essa — avaliou.

Conselho Federativo

Embora concorde com a necessidade de reforma tributária, o governador do Amapá, Clécio Luis, manifestou preocupação quanto à eventual governança do Conselho Federativo. Ele defendeu que todos os estados estejam representados no texto da PEC, e não por lei complementar, e afirmou que o Senado saberá dar equilíbrio ao assunto:

— A ideia do conselho, filosoficamente falando, é muito importante, mas, se é um conselho da Federação, os entes federados precisam se sentir representados, e se sentir representados como unidades da Federação, porque, se nós tivermos um conselho em que haja uma hegemonia de uma região sobre a outra, nós perdemos todos os princípios, de cara, da Federação brasileira, do federalismo. Então, nós apoiamos a reforma, achamos que ela é importante, é necessária, precisa cumprir alguns objetivos muito importantes há tempos inclusive, mas esse conselho precisa representar a Federação.

O senador Esperidião Amin (PP-SC) se mostrou contrário à criação do Conselho Federativo para gerir o Imposto sobre Bens e Serviços, por considerar que o colegiado colocaria “mais poder em Brasília e menos no Brasil”. Ele apresentou emenda para supressão desse dispositivo.

— Quem mais se aproxima do Conselho Federativo é o Senado: delibera e é federativo. Talvez um comitê gestor para domesticar algoritmos, sintetizando, à semelhança do Super Simples, possa ser uma solução, mas sem essa pompa e circunstância de Conselho Federativo, mas um comitê gestor — sugeriu.

Zona Franca de Manaus

O governador do Amazonas, Wilson Lima, manifestou preocupação com a nova modelagem de cobrança no destino, prevista na PEC 45/2019, e também com a extinção do IPI, do PIS e do Cofins para atividades como a Zona Franca de Manaus. Ele ressaltou que a atividade é o modelo mais exitoso de desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e de preservação da floresta, e que emprega aproximadamente 500 mil pessoas, direta e indiretamente, no comércio e em outras atividades econômicas do estado.

Para Lima, a igualdade tributária para a região é prejudicial, já que uma televisão que custa cerca de R$ 1 mil para ser produzida em lugares como São Paulo não pode ter o mesmo valor no Amazonas. O governador ressaltou que empresas amazonenses precisam de dez dias, pelo menos, para colocar esse produto no mercado consumidor. Sem essa condição de favorecimento tributário, elas não se sustentarão no local, disse ele.

— Sem a Zona Franca de Manaus, o Amazonas é terra arrasada. Nós estamos no Amazonas, no maior estado da Federação do Brasil, com a maior extensão de floresta contínua do planeta. E tem se falado muito em outras matrizes econômicas, em outras possibilidades de atividades econômicas. Elas são importantes, mas são complementares à Zona Franca de Manaus. Não há como abrir mão da Zona Franca. Não há nenhum outro modelo e nenhuma outra atividade econômica no Amazonas ou na região que tenha a capacidade de empregar uma quantidade tão significativa de trabalhadores, de pessoas que moram naquela região. É por isso que a gente não abre mão e tem lutado muito por esse modelo. 

Neutralidade de tributos

O relator da PEC 45/2019, senador Eduardo Braga (MDB-AM), disse que o alvo da proposta é a simplificação tributária e o equilíbrio federativo, com a garantia ao contribuinte da neutralidade da carga tributária. Ele destacou o espirito de responsabilidade do Senado “ao deliberar uma matéria tão importante”, após 40 anos de ampla discussão do assunto no país. Outro ponto de atenção das autoridades, conforme Braga, é não gerar mais encargos tributários sobre os cidadãos do país.

— Garantir segurança jurídica e transparência. Estamos iniciando esse processo ouvindo setores produtivos, da federação e trazendo, portanto, a contribuição do Senado nesse importantíssimo texto, com a responsabilidade e a convicção de que o Brasil precisa não aumentar a carga tributária para o contribuinte brasileiros. Creio ser este o ponto mais importante da reforma: Que isso não represente aumento de carga de impostos.

Novas audiências públicas

Rodrigo Pacheco observou que o texto da reforma tributária já foi alvo de inúmeros debates e de um intenso trabalho da Câmara dos Deputados, ressaltando que a atual etapa de discussão e votação cabe ao Senado. O presidente da Casa destacou a importância do consenso entre os setores produtivos e os entes federados e ponderou que cada um dos atores envolvidos no processo precisa estar munido do sentimento de coletividade, onde “é mais importante ceder do que conquistar”.

O presidente do Senado adiantou que em setembro serão feitas novas audiências públicas sobre a PEC, reunindo representantes de diversos setores da sociedade e especialistas, no intuito de se extrair o sentimento de todos sobre o tema.

— A missão está a cargo do Plenário e da Comissão de Constituição e Justiça [CCJ], a quem cabe a missão de analisar a PEC 45, e da CAE [Comissão de Assuntos Econômicos], que tem a função de discutir e amadurecer a proposta.

Fonte: Agência Senado

A adoção de sistemas integrados potencializa a intensificação agrícola

Atualmente há tecnologia disponível capaz de dobrar a produção de grãos do País sem aumentar um metro quadrado de área. A principal delas é a adoção de sistemas de produção integrados, como o modelo lavoura-pecuária (ILP), capaz de promover a intensificação sustentável na propriedade. 

“Esses modelos atendem a um dos grandes desafios da produção de alimentos, a intensificação sustentável, com eficiência técnica, sustentabilidade econômica e coerência ecológica”, enfatiza o pesquisador Lourival Vilela, da Embrapa (Planaltina-DF), experiente cientista em pastagem e forragicultura. Uma das tecnologias mostradas por ele é o Sistema São Francisco, modelo ILP com lavouras de soja e milho, em final de ciclo, e forrageiras da espécie Panicum maximum.

O solo biologicamente ativo é mais produtivo, assim “para cada uma tonelada de palhada que aumentou, se aumentou seis sacas de soja por hectare nesse sistema”, vibra Vilela, que obteve tais números em experimentos conduzidos por ele e equipe no interior de Goiás. Outros ganhos foram a disponibilidade de forragem na época seca e a fixação de carbono no solo causada pela profundidade das raízes das plantas. 

Já em propriedade na Bahia, em outro modelo, o rendimento médio do milho por hectare, entre 2013 e 2015, foi de 3.410 kg/ha com pastejo e 3.035 kg/ha sem pastejo, em palhada com ruziziensis. A diferença é algo ao redor de onze sacas a mais, em média, evidenciando também o aumento da atividade microbiana do solo. 

Para Vilela, intensificar o uso de terras agrícolas é o futuro da atividade no País. Fatores como a necessidade de aumento de produção; aumento de produção por meio do incremento da produtividade, porque o aumento da área plantada promove custos ambientais; segurança alimentar que exige atenção tanto para o aumento da sustentabilidade ambiental quanto para o incremento de produtividade; e redução de risco pela diversificação de atividades só reforçam a afirmação. 

Em relação à integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul se destacam. Os benefícios, igualmente. O pesquisador da Embrapa aponta alguns, como: melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo; redução de pragas, doenças e invasoras; produtos ambientalmente adequados que melhoram a oportunidade para carne produzida a pasto; mitigação da emissão de gases de efeito estufa nos sistemas; e aumento na produção de grãos e de forragem. 

Cuidados com o solo 

Sistema convencional em 47% da área, rotacionado em 46%, lavoura + silagem de milho em 5% e silagem de capim em 2%, essa era a realidade em uma das fazendas CV Nelore Mocho até 2013. Além disso, o solo recebia correção com calagem e adubação de manutenção N (nitrogênio) P (potássio) K (fósforo), é o que conta Juliano Roberto da Silva, diretor de produção do grupo CV Nelore Mocho.

Entre 2013 e 2014 veio a “virada de chave”: era urgente aumentar a produtividade e a rentabilidade de forma sustentável, diversificando as atividades e as receitas a fim de diminuir riscos. Também era decisivo encontrar uma fonte de alimentação animal mais barata, com melhor qualidade e saudável, assim como reformar a pastagem, gerando empregos diretos e indiretos. 

“Porém havia desafios para isso! A aptidão da fazenda era produção de genética e carne, com zero lavoura. Os solos arenosos e de baixa fertilidade somavam-se à região com veranicos constantes”, recorda Juliano. Nos primeiros anos, a saída foi plantar soja e pasto, dois anos para cada lavoura, em plantio 100% direto, sem nada de remover o solo, somente com acertos de terrenos, como buracos, trilheiros e cupins. A correção foi a base de 1,5 a 2 toneladas de dologesso por hectare, “e assim passamos a construir o perfil do solo em doses superficiais, sempre em superfície”.

Ao optar pela adoção de sistemas integrados na propriedade, a produção de grãos atingiu até 60% da área útil, sem diminuição do rebanho, com período de terminação dos animais destinados a leilão e abate em queda, produção de bezerros em alta e precocidade à porta (10 – 14 meses), com o uso de inseminação artificial (IA). A lavoura da fazenda, hoje, é formada por pastagem de inverno, milho ou sorgo, milheto, leguminosas (guandu, caupi ou estilosantes), girassol e aveia, sem adubo algum. 

Ao considerar a fazenda como produtora de genética, os indicadores médios trazem um  g/a/dia de 459 gramas, lotação de 1,87 UA/ha, precocidade com I.A aos 13 meses e parto aos 22;  produção média de 12,19 arrobas/ha, terminação de touros ou bois-engorda aos 20 meses com 610 kg. Para grãos, a produção de soja é de 74 sc/ha e silagem de milho e sorgo consorciados de 38 t/ha. 

“Este ano, 41% da área útil é para agricultura e 66% para pecuária e pela necessidade hídrica do ciclo da soja estamos a brincar com pivô central, pois água é o nosso fator limitante. Por fim, o empreendimento tornou-se uma Unidade de Referência da Embrapa e como é bom chegar na propriedade e sentir, novamente, o cheiro de terra saudável”, orgulha-se Juliano. 

Cuidados com o bolso

O mercado busca uma agricultura de fibras, energia, carbono, serviços ecossistêmicos, bioprodutos, bioinsumos e alimentos. “É uma tendência mundial a agricultura multifuncional”, resume Mariana Aragão, pesquisadora da Embrapa (Campo Grande-MS). Os sistemas integrados respondem a esse apelo, mas antes de adotá-los valem alguns questionamentos, observa. 

Há oportunidades regionais e quais são? As condições de solo e clima são favoráveis? O conhecimento disponível é de fácil acesso e há? A mão-de-obra está qualificada o suficiente ou é possível uma capacitação? Como está o ambiente institucional de apoio? Os recursos são próprios ou o acesso será por crédito? “São perguntas que o produtor deve fazer. Não se pode mais tomar decisões baseados em achismo. Não há espaço para amadores nos sistemas integrados”, alerta a especialista em economia rural. Ela reforça a complexidade dos sistemas e suas exigências.

Como Vilela e Juliano, Aragão enumera as razões para intensificar com ILPF ou ILP. Produção de grãos, carne, leite e madeira de forma sinérgica, redução da pressão pela abertura de novas áreas, conforto térmico e bem-estar animal, aumento e diversificação da renda, aumento em dobro da produção de grãos e triplo na pecuária nos próximos 20 anos, redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE), usufruir de mercados emergentes e fortalecer a imagem internacional do agro nacional. 

Ao realizar uma análise econômica do sistema, os estudos da zootecnista consideram custos, investimentos, despesas com a pecuária, taxa de desconto, fluxo de caixa e outros itens. Em experimento de longa duração na Embrapa Gado de Corte, ela considerou três cenários – um no qual todos os sistemas são viáveis (original), outro com aumento de 15% no preço da madeira (1) e o terceiro com redução da taxa de desconto para 6,9% (2). 

No cenário 1, os números demonstram melhores resultados nos sistemas de ILPF que ILP, com viabilidade do sistema em 5.716 reais/ha (ILPF 1) e 3.039 reais/ha (ILPF 2). No primeiro os eucaliptos estão com 22x2m de espaçamento e 227 árvores/ha; no segundo, 14x2m e 357 árvores/ha. Enquanto isso, no cenário 2, a viabilidade vai para 7.017 reais/ha em ILPF 1 e 3.957 reais/ha em ILPF 2. Nos três cenários, o sistema ILP teve índices mais elevados de viabilidade que os demais e no ILPF 1 há resultados mais estáveis nos cenários e menor risco associado. 

A gestão da propriedade continua sendo um desafio e a comercialização em mercados diversificados também. A pesquisadora, entretanto, ratifica a viabilidade econômica dos sistemas, a redução de riscos de produção e preços e o apelo ambiental, que gera oportunidades em finanças verdes. 

Lourival Vilela, Juliano Roberto da Silva e Mariana Aragão participaram do painel “Sistemas de integração ILP/ILPF como ferramentas para intensificação da produção”, moderado pelo pesquisador Júlio Cesar Salton (Embrapa Agropecuária Oeste) durante o II Simpósio de Sistemas Intensivos de Produção (II SIP), uma realização da Embrapa e da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) e conta com a participação das Unidades – Embrapa Agropecuária Oeste, Agricultura Digital, Algodão, Arroz e Feijão, Cerrados, Gado de Corte, Soja, Solos, Territorial e Trigo.

SIP 2023 – O Simpósio tem apoio da Ampasul, Aprosoja, Sistema Famasul, Senar-MS, Uems, Governo de Mato Grosso do Sul (Semadesc), Sistema OCB/MS e Agoro Carbon Alliance, com patrocínio da  Bayer, CHD´s Brasil, Sicredi, Rede ILPF e Syngenta.

Informações: sip2023@industriadeeventos.com.br 

Dalízia Aguiar (MTb 28/03/14/MS)

Em Araguanã, Governo do Tocantins inaugura mais um núcleo de identificação

Mais 5,7 mil cidadãos terão o acesso facilitado à carteira de identidade com a inauguração do Núcleos de Identificação de Araguanã, na região Norte do Estado. O Núcleo de Araguanã será inaugurado nesta terça-feira, 29, e funcionará na sede do antigo CRAS, próximo à sede da Prefeitura, na Avenida Araguaia.

“Com mais essa unidade chegamos a marca de 114 núcleos descentralizados, promovendo cidadania e facilitando o acesso dos moradores a um documento básico e que é direito de todos”, destaca o secretário da Segurança Pública, Wlademir Mota Oliveira, reiterando que a meta é implantar Núcleos em todos os 139 municípios tocantinenses.

A implantação do Núcleo de Araguanã só está sendo possível devido a celebração de Acordo de Cooperação Técnica entre o Governo do Tocantins e a Prefeitura de Araguanã.

O objetivo da descentralização dos serviços é facilitar o acesso do cidadão aos serviços de emissão da primeira e segunda via da carteira de identidade (RG).

Vania Machado/Governo do Tocantins

Governador Wanderlei Barbosa sanciona Lei do Profe e destaca: “Programa vai revolucionar a educação do Tocantins”

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, sancionou nesta segunda-feira, 28, a Lei do Programa de Fortalecimento da Educação (Profe), que visa promover avanços na educação básica pública de todo o Estado. Até 2027, o Profe prevê investimentos em obras, tecnologia, valorização dos servidores, apoio aos municípios, entre outras iniciativas para alavancar os indicadores educacionais.

O Profe é desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e a metodologia é dividida em oito eixos norteadores: Aprendizagem; Educação Tecnológica e Inovadora; Investimentos e Infraestrutura; Desporto e Cultura; Educação Inclusiva; Formação dos Profissionais da Educação; Valorização dos Profissionais da Educação; e Profe nos municípios.

“Este programa veio para transformar a educação do Tocantins. Com o Profe, as políticas públicas serão desenvolvidas de forma colaborativa, com abrangência em todo o território do Tocantins. Por meio da parceria entre o Estado e os municípios, atuaremos de modo que seja garantida a equidade no processo de ensino e aprendizagem em todas as escolas, seja ela estadual ou municipal. Vamos trabalhar de mãos dadas com os prefeitos para que estudantes e profissionais sejam beneficiados com as ações de melhorias do Profe”, enfatiza o governador Wanderlei Barbosa.  

O secretário de Estado da Educação, Fábio Vaz, afirma que o programa prevê “investimentos na infraestrutura das escolas, expansão do atendimento escolar com ações conjuntas voltadas para o fortalecimento da aprendizagem e da redução das desigualdades educacionais, buscando a melhoria dos indicadores educacionais dos estudantes de todo o território tocantinense e a valorização dos profissionais da educação básica do Tocantins”, ressalta. 

O Profe tem capacidade para atender os 139 municípios do Tocantins, mediante adesão, o que pode beneficiar mais de 142 mil estudantes e mais de 11 mil professores das 503 escolas do Estado.

O programa contempla estratégias para elevação dos índices educacionais e de desenvolvimento de habilidades dos estudantes, além do Bolsa Permanência para os estudantes do ensino médio, que receberão R$ 100 mensais e mais R$ 1 mil ao final do ano. Mais de 11 mil estudantes serão beneficiados já em 2023.

Para fomentar o uso das tecnologias nas escolas e incentivar a pesquisa científica, foram adquiridos 13 mil chromebooks, além de notebooks para os professores e kits de laboratórios de ciências (Biologia, Química e Física).

A ação também prevê políticas públicas específicas e inclusivas para os estudantes indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais. As ações preveem a implantação de Centros de Atendimentos Educacionais Especializados (CAEEs) gradativamente para todas as regionais.

Governo do Tocantins injeta R$ 260 milhões na economia do Estado com os salários dos servidores pagos nesta quarta-feira, 30

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, autoriza o pagamento dos salários dos servidores de forma antecipada, sendo efetuado nesta quarta-feira, dia 30 de agosto. O resultado dessa iniciativa significa um aporte de R$ 260.326.351,47 na economia do Estado.

“Com compromisso e responsabilidade, nossa equipe realiza o pagamento antecipado dos salários dos servidores estaduais. Valorizar aqueles que fazem a máquina pública funcionar é nossa prioridade”, ressaltou o governador Wanderlei Barbosa sobre o pagamento antecipado do funcionalismo público, que é uma das prioridades da gestão e resultado do controle das contas públicas do Estado. 

Os valores referentes ao pagamento dos servidores estarão disponíveis para saque já nas primeiras horas do dia.

Governo do Tocantins

O equívoco de eleger forasteiros: Um olhar sobre as consequências em Araguaína

A escolha de líderes políticos é um processo crucial para o desenvolvimento de uma comunidade. Em cidades como Araguaína, onde a identidade local e os esforços da população moldaram uma história única, eleger alguém de fora pode ser um erro que acarreta consequências significativas. A recente eleição de um prefeito recém-chegado à cidade, validado pelo ex-prefeito Ronaldo Dimas, trouxe à tona a discussão sobre os impactos de tal escolha para a cidade e seus habitantes.

A figura do ex-prefeito Ronaldo Dimas é associada à história de Araguaína.O novo prefeito, por outro lado, surge como um estranho na paisagem local. Seu desconhecimento da cultura e dos esforços que moldaram Araguaína ao longo dos anos pode ser considerado um ponto de partida problemático para sua gestão. A ausência de uma conexão profunda com a cidade e seus cidadãos pode levar a decisões políticas que não levam em conta as necessidades e aspirações locais.

As consequências desse erro de eleição não demoraram a se manifestar. O cenário atual é marcado por um abandono perceptível. Lugares emblemáticos, como a Jacuba, testemunham um estado de negligência que vai além do físico, abrangendo o sentimento de pertencimento que os cidadãos costumavam experimentar. As praças, tão entrelaçadas com a história de Araguaína, também foram afetadas, perdendo parte de seu brilho e vitalidade.

Um dos marcos mais dolorosos desse novo período foi a demolição do Mercado Municipal. Esse espaço era muito mais do que um local de comércio; era um ponto de encontro da comunidade, um lugar onde histórias eram compartilhadas e tradições mantidas vivas. Sua destruição não apenas causou a perda de um edifício, mas também simbolizou a ruptura com a herança cultural da cidade.

Além disso, o desligamento em massa de funcionários e os cortes salariais para os servidores municipais aprofundaram o clima de incerteza e descontentamento. Essas medidas não apenas afetam economicamente as famílias dos trabalhadores, mas também prejudicam os serviços públicos oferecidos à população. A cidade que antes prosperava com a participação ativa de seus cidadãos agora enfrenta um desafio duplo: superar os obstáculos impostos pela má gestão e recuperar a confiança na liderança.

Contudo, há esperança no horizonte. A política é dinâmica e as eleições futuras podem corrigir os erros do passado. Os próximos anos trazem consigo a oportunidade de eleger líderes que compreendam a cultura, os desafios e os sonhos da população de Araguaína. A cidade tem o potencial de se reerguer, reconstruindo os laços que foram abalados e revitalizando seus lugares icônicos.

A lição que fica é clara: a escolha de líderes políticos deve ser guiada não apenas por alianças ou influências, mas pela compreensão genuína da comunidade que eles representarão. Araguaína, como tantas outras cidades, merece líderes que enxerguem além das cifras e estatísticas, que valorizem a história e a identidade local. Somente assim poderá continuar a ser a cidade amada e admirada por seus habitantes, construída com suor e dedicação ao longo de gerações.

Por: Geovane Oliveira – Araguaína

Gestão do prefeito Wagner anuncia fim de incentivos financeiros para profissionais da saúde em Araguaína

Araguaína, 28 de agosto de 2023 – Em uma reunião realizada nesta segunda-feira, no prédio da prefeitura, em frente à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Prefeitura Municipal de Araguaína abordou questões cruciais sobre o pagamento e cumprimento do Piso da Enfermagem. No entanto, o anúncio mais impactante foi a decisão da gestão do prefeito Wagner Rodrigues de encerrar os incentivos financeiros concedidos aos servidores da área de saúde.

O encontro reuniu representantes do Sindicato dos Servidores Públicos de Araguaína (SISEPAR), a Secretaria de Administração, a Secretaria de Saúde, além dos superintendentes da Saúde da Família (Agentes Comunitários de Saúde – ACS e Agentes de Combate às Endemias – ACE), juntamente com uma comissão composta por membros da classe de enfermagem.

Carlos Guimarães Valadares, representante do SISEPAR, expressou sua consternação diante do anúncio feito pela gestão durante o encontro. Segundo Valadares, os representantes do prefeito Wagner Rodrigues comunicaram que a gestão não continuará pagando os incentivos financeiros aos servidores que atuam na área de saúde no município de Araguaína.

Essa decisão foi recebida com críticas contundentes por parte do presidente do SISEPAR. Valadares ressaltou a gravidade do impacto dessa medida sobre os servidores da área de enfermagem, que inclui enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem. Ele lamentou o que chamou de “falta de respeito para com os servidores da classe” e destacou que a classe de enfermagem é essencial para salvar vidas e merece ser tratada com dignidade.

“Essa é uma classe sofrida e que se dedica a salvar vidas constantemente. Nós, do SISEPAR, tomaremos todas as medidas necessárias caso a gestão realmente retire o incentivo financeiro. Essa conquista foi resultado de nossa luta conjunta com a classe. A enfermagem não aceitará passivamente essa situação, e tomaremos uma posição firme caso a gestão siga adiante com essa decisão”, declarou Carlos Guimarães.

O anúncio da gestão do prefeito Wagner Rodrigues coloca em destaque uma situação de tensão entre a administração municipal e a classe da enfermagem. A decisão de encerrar os incentivos financeiros, que eram considerados uma conquista significativa, levanta questões sobre a valorização e o reconhecimento do trabalho desempenhado por esses profissionais que estão na linha de frente dos cuidados de saúde.

À medida que a situação se desenvolve, a classe da enfermagem e os representantes do SISEPAR planejam continuar a defender os direitos dos profissionais de saúde e a lutar por um tratamento justo e adequado. Enquanto isso, a gestão municipal enfrentará o desafio de equilibrar as finanças públicas com as demandas essenciais da área de saúde e o reconhecimento de seus servidores.

Por Geovane Oliveira, com informações do SISEPAR

Presidente Lula finaliza detalhes da aguardada reforma ministerial

Após seu retorno de uma viagem à África, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está nos estágios finais da aguardada reforma ministerial. O principal objetivo dessa reestruturação é ampliar a influência do Centrão no governo, um movimento que tem gerado muita atenção e especulação nos círculos políticos e na sociedade em geral. A previsão é de que as mudanças sejam oficialmente anunciadas ao longo desta semana, cumprindo assim um compromisso estabelecido por Lula com líderes políticos proeminentes.

Essa reforma ministerial é o desfecho de um processo que se desenrola ao longo de mais de três meses, marcado por incertezas e expectativas. Durante o período em que Lula esteve ausente, houve especulações sobre como pastas ministeriais seriam atribuídas ao Progressistas (PP) e ao Republicanos, dois partidos que têm se destacado nesse cenário.

Uma das atenções se volta para o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), que aparentemente está no centro das negociações. Há indícios de que esse ministério poderá ser dividido em áreas distintas. Sob essa perspectiva, o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) permaneceriam sob a alçada do petista Wellington Dias. Enquanto isso, o futuro ministro André Fufuca, indicado pelo Centrão, teria a supervisão sobre uma pasta que abrangeria ações de assistência social e outras responsabilidades relacionadas ao MDS. As informações foram apuradas por jornalistas do Valor, Fabio Murakawa e Juliana Lindner.

É válido destacar que, embora existam resistências dentro da militância petista, há um entendimento no Palácio do Planalto de que essa reestruturação é uma resposta à vontade do PP de ocupar um ministério de relevância em termos de orçamento e alcance. Além disso, tanto o PP quanto o Republicanos buscam pastas que lhes permitam direcionar emendas parlamentares, visando reforçar as finanças municipais, especialmente em vista das eleições municipais de 2024.

As discussões em torno dessa reforma não se restringem à distribuição de ministérios. Pastas-chave como o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), atualmente liderado por Luciana Santos (PCdoB), e o Ministério de Portos e Aeroportos estão sob escrutínio. O Republicanos demonstra interesse em ambos, enquanto o Palácio do Planalto defende a alocação do MCTI para a sua legenda. Além disso, o Ministério de Micro e Pequenas Empresas também está em consideração, embora o Republicanos não pareça entusiasmado com essa possibilidade.

Nesse cenário complexo, a conclusão da reforma ministerial está condicionada a desafios pendentes e a negociações em curso. O desfecho dessa situação poderá ter impactos significativos na dinâmica política do país e na colaboração entre diferentes partidos e grupos de interesse.

Em meio a um ambiente de incertezas e especulações, a sociedade aguarda o anúncio oficial das mudanças, que poderá lançar luz sobre os próximos passos da administração de Luiz Inácio Lula da Silva e seu governo.

Por: Geovane Oliveira

Educação inicia aulões do TO no Enem nas 13 superintendências regionais do Tocantins

Promovido pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), as aulas do programa TO no Enem, edição 2023, iniciaram neste sábado, 26, nas 13 Superintendências Regionais de Educação (SREs). Em Palmas, o primeiro aulão ocorreu no período matutino, no auditório da Escola Estadual Professora Elizângela Glória Cardoso, com a participação de centenas de estudantes das unidades de ensino da regional.

O público-alvo do programa são os alunos do segundo e terceiro ano do Ensino Médio, estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) 3º segmento e estudantes que concluíram o Ensino Médio. O programa visa oportunizar acesso a aulas preparatórias para o Enem e vestibulares, além de disponibilizar apostilas de apoio.

O TO no Enem é acessível para todos os estudantes que tiverem interesse. Na rede estadual de ensino, mais de 20 mil alunos estão matriculados na última série do Ensino Médio.

A primeira aula da SRE de Palmas abordou os conteúdos de Língua Portuguesa, com o professor Francisco Sebastião, e de Matemática, com o professor Rawlinson dos Santos. Na oportunidade, também foi ministrada a palestra “Dos sonhos à realidade”, com o psicólogo José Fernandes.

A superintendente Regional de Palmas, Maristélia Alves Santos, ressaltou que o objetivo é dar oportunidade e acesso ao melhor material de estudo a todos os alunos da rede estadual de ensino para que sejam aprovados no Enem e nos vestibulares que se inscreverem. “O TO no Enem é uma oportunidade que os nossos estudantes da rede estadual têm para melhorar o seu desempenho na prova do Enem. Além das aulas que eles têm nas escolas, vem um reforço, com professores que sabem fazer um aulão diferenciado, dando dicas e revisões de conteúdo. A gente quer intensificar isso para as cidades do interior. A regional de Palmas comporta nove municípios e a gente quer fazer com que os estudantes dessas cidades também tenham essa oportunidade de ter os aulões”.

Da Escola Estadual Elizângela Glória Cardoso, o estudante Victor Hugo Guimarães, 17 anos, disse que seu objetivo é passar no vestibular para o curso de Ciências da Computação. “É minha paixão e vejo nos aulões do TO no Enem uma oportunidade de adquirir mais conhecimento e algumas dicas específicas para o exame que podem passar despercebidas durante as aulas. Enfim, é um reforço bem-vindo que vou aproveitar muito”, completou.

Francisco Sebastião, que ministrou o conteúdo de Língua portuguesa neste sábado, frisou que o aulão é o momento de os alunos conhecerem a importância que é estar preparado para a redação do Enem que, assim como a vida, o texto do Enem é complexo e avalia o aluno de forma holística, de forma integral. “É por meio da redação do Enem que se analisa a capacidade do aluno respeitar os direitos humanos, de conviver com as diferenças, de interpretar um texto, seja escrito, não escrito, matemático ou em obra de arte e a Mundividência, a visão de mundo. O texto do Enem acolhe todas essas características e, a partir daí, o examinador entende se esse aluno está preparado para a vida, porque é a vida que exige essas habilidades da gente. Então, a partir de hoje, a gente vai começar a trabalhar esses detalhes para que o aluno tire dez na redação e aproveite toda essa vida que vem pela frente”, completou o professor.

Como participar?

O estudante deverá procurar a coordenação de sua unidade de ensino e fazer sua inscrição via formulário disponibilizado pela Superintendência Regional de Educação a que sua escola está jurisdicionada.  As aulas acontecerão aos sábados, garantindo que as atividades regulares das escolas sejam realizadas normalmente.

Todas as unidades de ensino receberão suporte para a realização das atividades referente ao Enem e aos vestibulares.

No processo de execução do TO No Enem, também serão aplicados simulados das provas do Enem e de vestibulares, que ajudarão na preparação dos estudantes.

Enem

Neste ano, as provas do Enem serão nos dias 5 e 12 de novembro. As notas do exame podem ser usadas para acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e ao Programa Universidade para Todos (ProUni).

Lenna Borges/Governo do Tocantins

Procon Tocantins apreende produtos vencidos em Ponte Alta do Bom Jesus

A Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Tocantins) apreendeu entre os dias 23 e 24 de agosto, 356 produtos vencidos em estabelecimentos de Ponte Alta do Bom Jesus. As apreensões ocorreram após denúncias de consumidores relatando que algumas empresas da cidade estavam comercializando produtos vencidos.

Ao todo, foram emitidos quatro autos de infração pela comercialização de produtos, além de orientações dadas pelos fiscais aos comerciantes. O órgão de Defesa do Consumidor tem intensificado ações como essa para orientar e informar o consumidor.

“Foram apreendidos mais de 300 produtos com o prazo fora da validade. Sabemos que esta prática é crime, coloca em risco a saúde do consumidor. A fiscalização do Procon Tocantins tem trabalhado as ações para notificar práticas como essa”, explica Rafael Pereira Parente, superintendente do Procon Tocantins.

Produtos apreendidos

Entre os produtos vencidos apreendidos estão: fraldas descartáveis, chocolates, café, doce de goiabada, salsicha, linguiça, milho verde entre outros.

O que diz a lei

Produtos vencidos:

Tal conduta infringe o artigo 18, § 6º, I, da Lei Federal nº 8.078/90 CDC.

Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.

Denuncie

“É importante que o consumidor sempre verifique a validade dos produtos antes de adquiri-los, esteja atento e disposto a realizar denúncia. O órgão está à disposição para receber as denúncias em qualquer suspeita”, ressalta Magno Silva, diretor de fiscalização do Procon Tocantins.

Os consumidores podem denunciar as empresas que comercializam produtos vencidos ao Procon Tocantins pelo telefone 151 ou Whats Denúncia (63) 99216-6840 e, caso verificada a irregularidade, as penalidades cabíveis serão aplicadas.

Yvana Felisbela*/Governo do Tocantins

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