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Em ato na Avenida Paulista, manifestantes pedem novas eleições

Manifestação contra o governo do presidente Michel Temer na avenida Paulista (SP) – 04/09/2016 (Miguel SCHINCARIOL)

Manifestantes protestam na Avenida Paulista, neste momento, em São Paulo, contra o impeachment de Dilma Rousseff, afastada do cargo pelo Senado Federal, na semana passada. Eles pedem a saída do presidente Michel Temer e a realização de novas eleições para presidente no país. O protesto foi organizado pelos movimentos Frente Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular, contando com a participação de políticos.

“Hoje é mais uma mobilização popular pelo Fora Temer exigindo Diretas Já, eleições para presidente do país, e defendendo nossos direitos”, disse Guilherme Boulos, um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo, em entrevista à Agência Brasil. “Queremos reafirmar também nosso direito à manifestação. É escandaloso o que foi feito pela Polícia Militar e pela Secretaria de Segurança, não só aqui [em São Paulo], nas manifestações dessa última semana”.

A concentração foi marcada para a frente do Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde os manifestantes estão, neste momento. A ideia dos organizadores é seguir em caminhada até o Largo da Batata, passando pela Avenida Rebouças. Apesar de, neste momento, o ato ocorrer de forma pacífica, houve momento de tensão, quando uma fila de policiais militares começou a chegar ao local, acompanhada de vaias e gritos de frases como “Queremos o Fim da Polícia Militar e Fascistas”. Um dos manifestantes arremessou uma garrafa em direção aos policiais e um dos policiais ameaçou responder, mas isso não aconteceu. Do caminhão de som, os organizadores pediram calma aos manifestantes, pedindo que não respondessem a provocações.

Em São Paulo, a semana foi marcada por protestos contra o impeachment de Dilma Rousseff e por pedidos de Fora Temer. Houve protestos de segunda a sexta-feira e, em todos, houve repressão da Polícia Militar e violência. Em um deles, uma manifestante apresentou ferimentos no olho e corre o risco de perder a visão. Nos últimos protestos, foi constatada a presença deblack blocs, com depredações de bancos e de lojas.

“Não esperamos confronto nenhum [hoje]. Nosso confronto é com o governo golpista. Mas nosso objetivo aqui não é ter enfrentamento na rua. Nosso objetivo é fazer com que a manifestação aconteça e dê o seu recado para o Brasil todo do que nós queremos”, disse Boulos.

Para Vagner Freitas, presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e um dos líderes da Frente Brasil Popular, o ato de hoje na Avenida Paulista é fechado em três temas: “É o Fora Temer e esse desgoverno ilegítimo; nenhum direito a menos, porque o que se apresenta é a retirada de direitos dos trabalhadores e sociais e da democracia; e o povo quer lutar. Consideramos esse governo ilegítimo e seria importante, para voltar a normalidade democrática, que a população pudesse ser atendida em uma votação direta para legitimar o governo”, disse.

Freitas disse não esperar por confrontos no protesto de hoje. “Da nossa parte, não. Mas não tenho dúvida nenhuma de que a imprensa deve denunciar ao mundo a escalada de violência que vive o Brasil. É lamentável que uma menina perca a visão, não sei se perdeu, espero que não, mas essa possibilidade dela perder a visão, e a polícia não fazer nada e o secretário não dar uma reclamação sobre isso.”

Segundo o presidente da CUT, os manifestantes decidiram fazer uma caminhada – e não ficar parados na Avenida Paulista, para indicar que “estão em movimento”. “Movimento é movimento. Queremos demonstrar que estamos em luta e na rua e não vamos ficar parados”.

A Agência Brasil procurou o Palácio do Planalto para saber se o presidente iria se manifestar sobre os protestos de hoje no país, mas a resposta foi de que não haveria declarações sobre o assunto.

A Polícia Militar não divulgou o número de manifestantes até este momento.

Polêmica

O protesto deste domingo começou com uma polêmica. Na última quinta-feira (1), após uma sequência de protestos violentos diários na cidade de São Paulo [em todos eles, com forte repressão policial e, nos dois últimos, com a presença também de black blocs, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse que o protesto de domingo, marcado para a Avenida Paulista, estaria proibido. O protesto havia sido convocado pela internet pelos movimentos Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, para o horário das 14h, em frente à sede da Fiesp. Mais de 20 mil pessoas confirmaram presença ao ato nas redes sociais.

Uma das razões para a proibição do protesto foi a de que este poderia prejudicar a passagem da Tocha Paralímpica, no mesmo local, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Outro motivo foi o fato de que os organizadores não tinham avisado o órgão sobre o ato. Em nota, a secretaria ressaltou que, conforme determina a Constituição, é obrigatória a comunicação de hora, local e trajeto em que se realizarão os atos públicos.

“Para que sejam preservados os direitos das pessoas que não participam das manifestações e garantida a ordem pública, será evitado o fechamento das vias importantes da cidade. A SSP informa ainda que até o momento não recebeu qualquer comunicado oficial de movimentos organizados dando ciência da realização de manifestações públicas nos próximos dias”, diz a nota nota.

Na sexta-feira (2), a secretaria divulgou nova nota, informando que, em reunião com organizadores e o prefeito Fernando Haddad, o protesto seria liberado, sob a condição de ser adiado para mais tarde, às 16h30, para prejudicar a passagem da Tocha Paralímpica, entre as 13h20 e 14h10. “A Secretaria de Segurança Pública, após entendimentos com a Prefeitura de São Paulo e os organizadores da manifestação convocada para este domingo (4), informa que será permitida a concentração de manifestantes na Avenida Paulista a partir 16h30. A SSP esclarece que, no horário acordado, o evento de passagem da tocha paralímpica, cerimônia oficial da Rio 2016, já terá sido encerrado”, dizia a nota da secretaria enviada à imprensa na sexta-feira (2).

“Em primeiro lugar, não entendemos que caiba à Secretaria de Segurança ou à Polícia “permitir” ou não uma manifestação popular. A Constituição nos assegura este direito. De toda forma, não é de nosso interesse prejudicar a passagem da tocha. Por essa razão, buscamos a informação exata do horário de passagem da tocha na Avenida Paulista, que será das 13:00 as 14:10”, escreveu o MTST, que compõe a Frente Povo Sem Medo, em nota enviada à imprensa na última sexta-feira.

“Não pretendemos qualquer conflito e esperamos que a PM tenha o equilíbrio necessário para lidar com o evento, garantindo a liberdade de manifestação. Reiteramos que não iremos impedir nem prejudicar a passagem da tocha paraolimpica. Ainda buscando uma solução que não seja o enfrentamento com a PM estamos alterando a concentração para a frente do Masp”, acrescentou o movimento.

Edição: Maria Claudia
Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Presidente do PRB de Aragominas e candidato vereador é assassinado

Um candidato a vereador de 33 anos foi assassinado na noite deste sábado (3) na cidade de Aragominas (TO), a 40 km de Araguaína.  O fato aconteceu por volta das 20h00,  após uma discussão e pode ter motivação política.

Dionny de Lima Alves, conhecido como  Dionny da Farmácia, era presidente do PRB em Aragominas e disputava o cargo de vereador pela legenda.  Segundo a Polícia Militar, o crime ocorreu após o autor se desentender com a vítima e fazer ameaças.

Logo após isso,  de acordo com a  PM, o homem encontrou a vítima no centro da cidade  e efetuou três tiros, na região do tórax.  Dionny ainda   foi socorrido e levado para o Hospital Regional de Araguaína (HRA). No entanto,  ele não resistiu  aos ferimentos e  pouco tempo depois.

Um áudio divulgado no WatsApp, com relato do ocorrido, aponta   a possível motivação do crime.“Ele [autor] chegou, arrancou o capacete, e falou [para a vítima]: moço, sai fora de política, falei para você não entrar. E se você entrasse, eu ia te matar,” relata.

Após o crime, autor  empreendeu fuga numa moto e a PM está à procura dele. O nome do suspeito ainda não foi divulgado.   Já o corpo da vítima, que estava no HRA,  foi levado para o IML.

Fernando Almeida/Araguaína Notícias

Manifestantes protestam contra Temer em Salvador e pedem eleições gerais

Manifestantes saíram hoje (2 às ruas de Salvador para protestar contra o governo do presidente Michel Temer e pedir novas eleições gerais. Esta é a segunda manifestação, após a cassação de Dilma Rousseff e a posse de Temer na Presidência da República, na última quarta-feira (31).

O ato desta sexta-feira foi organizado por coletivos populares, movimentos negros, feministas e estudantes universitários e secundaristas, entre eles, o estudante Denilson Santos, da União Juventude Socialista (UJS).

“A gente vai resistir e ocupar até a saída dele [Temer], porque toda juventude não reconhece esse governo como legítimo. Além disso, criticamos a proposta da escola sem partido, uma mascaração, que consideramos uma lei da mordaça, porque querem coibir os estudantes, caçar os grêmios estudantis, os DA’s [Diretórios Acadêmicos] e DCE’s [Diretórios Centrais de Estudantes]”, afirmou o estudante do ensino médio da Escola do Subúrbio, em Salvador.

Além de faixas e cartazes com a frase “Fora Temer”, o grupo acrescentou o pedido de novas eleições à pauta de reivindicações e cantou palavras de ordem como “Não é carnaval, é Salvador caindo na real” e “o Brasil vai parar”. A Polícia Militar da Bahia acompanhou toda a manifestação e disse que cerca de 300 pessoas participaram do ato.

Renata Malé faz parte do coletivo Mais, que defende alternativa independente. Segu ndo ela, que é feminista, o governo de Temer representa perdas nos direitos da mulheres, além de outras minorias.

“Não é só porque Temer é homem, mas também porque tem uma equipe de ministros altamente machista. Ele colocou na Secretaria de Mulheres uma mulher que é contra o aborto e contra uma série de pautas feministas. A gente acha que derrubar Temer é lutar pela vida das mulheres, porque elas vêm morrendo e vão morrer ainda mais. Achamos que tem de ter eleição geral. Tem que derrubar Temer e ter eleição geral”, acrescentou.

A concentração ocorreu em frente a um shopping da cidade, passando pela Avenida Tancredo Neves até a Avenida Luís Viana, conhecida como Avenida Paralela. Durante o percurso, que ocupou todas as faixas das vias, diversos pontos da cidade tiveram congestionamento.

Edição: Armando Cardoso
Sayonara Moreno – Correspondente da Agência Brasil

Tocantins terá três pilotos na 24ª edição do Rally dos Sertões

Os pilotos João Onofre Barros, Ronaldo Imay (ambos categoria Over 45) e Guilherme Viana (categoria Marathon) serão os três representantes do Tocantins na 24ª edição do Rally dos Sertões. Nesta edição, serão percorridos 3.212 km com largada em Goiânia (GO), neste sábado 3 de setembro, e chegada em Palmas (TO), no dia 10. O evento é uma das maiores provas off-road do mundo e será percorrido entre os estados de Goiás, Bahia e Tocantins. A competição conta com mais de 100 participantes nas categorias Carros, Motos, Quadriciclos e UTVs. Tocantinenses Os três pilotos tocantinenses viajaram na madrugada dessa quinta-feira, 1º de setembro, para Goiânia, e pela manhã, nos boxes no Autódromo Internacional de Goiânia, já participam das vistorias das motos. Para o piloto João Onofre Barros, o mais experiente dos três representantes do Tocantins na prova, a expectativa é poder chegar entre os cinco primeiros colocados na categoria Over 45, a qual irá disputar. Das outras quatro participações do piloto, o melhor resultado foi em 2011 quando chegou na sexta colocação. “Quero superar esta marca de 2011, mas acima de tudo fazer todo o trajeto do rally sem sofrer nenhuma lesão”, destacou João Onofre, que também disputou o rally nos anos de 2007/2009 e 2010. Já o piloto Ronaldo Imay, que já participou da competição em 2011, espera uma sorte melhor, pois em sua estreia no rally sofreu um grave acidente no trecho do Jalapão, onde lesionou a clavícula. “Errei em uma curva e acabei caindo e machucando a clavícula. Estávamos na metade do rally, na quinta etapa, o trajeto final seria Fortaleza, mas acabei ficando por aqui mesmo”, lembrou o piloto que sonha em chegar entre os 20 primeiros na classificação geral e em terceiro em sua categoria, a Over 45. O mais novo piloto desta 24ª edição do Rally dos Sertões, Guilherme Viana, de 21 anos, vai estrear correndo na categoria Marathon, e chega sonhando em realizar uma grande prova e, quem sabe, terminar entre os melhores colocados. “Apesar de ser minha primeira participação no rally, estou muito esperançoso em fazer bonito, afinal, treinei alguns dias no Jalapão para conhecer o terreno e ter alguma vantagem sobre os competidores, que estão vindo de fora”, comentou Guilherme Viana, que, em abril deste ano, foi campeão da etapa do Brasileiro TransBahia de Rally.       Perfil dos pilotos tocantinenses Nome: João Onofre Barros Natural: Porto Nacional Idade: 56 anos Categoria: Over 45 Participação: 5ª vez   Nome: Ronaldo Imay Natural: Araguari (MG) Idade: 45 anos Categoria: Over 45 Participação: 2ª vez   Nome: Guilherme Viana Natural: Gurupi Idade: 21 anos Categoria: Marathon Participação: 1ª vez

O Centro está instalado no Hospital Dom Orione (HDO), que celebra 40 anos de prestação em serviços de saúde para a população.

Instalações do Centro Especializado de Oncoclínica – Acreditar Tocantins, em parceria com a Rede Oncologia D’Or, recebeu na última semana, uma benção do padre Francisco Edjanio. A obra está sendo finalizada, em um dos complexos do Hospital Dom Orione (HDO), em Araguaína. A benção do local e também da obra do Centro de Parto Normal do HDO são da programação de comemorações, do aniversário de 40 anos do hospital.

A Oncoclínica Tocantins tem sede instalada, na Rua 1° de Janeiro, centro de Araguaína. Com a ampliação do novo espaço, no HDO, um dos objetivos é atender um número maior de pacientes sempre primando pela saúde e bem estar. O Centro que já conta com agendamento de consultas terá atendimentos de várias especialidades e a equipe de médicos oncologistas atenderá cada caso especifico, garantindo segurança ao paciente.

 Participaram da benção, a diretora administrativa da Oncoclínica, Jaciane Bastos, o secretário de saúde do Município, Jean Coutinho o superintende executivo do hospital, Osvair Murilo da Cunha, o padre Francisco Edjanio, o ex-diretor padre, Márcio Almeida do Padro, o diretor técnico do hospital Arnaldo, Alves Nunes e o ecônomo da Província, Padre Amilar Eurides Giuriato.

 Especialidades da Oncoclínica Tocantins

 Oncologia; Quimioterapia; Mastologia; Hematologia; Imunoterapia; Hormonioterapia; Cirurgia do Câncer, Psicologia; Clínica Médica e Reumatologia e desde 2013 passou a fazer parte do grupo de Oncologia D’Or.

Agronegócio precisa de estratégia constante para avançar

Mas será preciso fazer isso com muita informação, inovação e tecnologia. Foi-se o tempo do agronegócio para amadores. É preciso ter gestão, ser eficiente e competitivo como condição a se manter na atividade. Esses foram alguns dos destaques do Fórum de Agricultura da América do Sul 2016.

Em sua 4ª edição, na semana passada, o evento levou para o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, mais de 500 participantes, entre ouvintes e palestrantes, de 13 países. Um ambiente de interlocutores nacionais e internacionais, a partir do qual foi possível estabelecer, de fato e de direito, um debate globalizado do agronegócio. Uma discussão sobre tendências do agronegócio mundial, balizada pela realidade e potencial dos países sul-americanos.

Durante dois dias, com a colaboração de 30 palestrantes, discutimos questões como produção, mercado, logística, grãos, carnes, bioenergia e agricultura digital. E chegamos à conclusão de que nos falta estratégia. Aliás, não é que nos falte estratégia. Mas que ela deve ser permanente, constante e estar inserida no dia a dia do negócio. Que é preciso acompanhar e estar pronto para o dinamismo do mercado, as mudanças e inovações tecnológicas e mais do que nunca conectado ao mercado.

Da participação da China, ouvimos que eles vão continuar comprando, que o país deve ampliar seus negócios com a América do Sul e que eles estão dispostos a investir em infraestrutura no agronegócio do Brasil, desde que o governo ofereça algum tipo de garantia ao investidor. Da ONU/FAO, que o mundo precisa dos alimentos produzidos pelo pequeno produtor. E da OMC, a Organização Mundial do Comércio, de que não basta produzir, é preciso se posicionar e conquistar seu espaço no mercado internacional.

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Do painel de logística, os questionamentos complementares à China, à FAO e à OMC, de que sabemos produzir, estamos aprendendo a vender, mas que é preciso entregar. É preciso integrar estradas, ferrovias, hidrovias e portos, em uma solução multimodal, para dar mais eficiência e competitividade não apenas ao agronegócio, como à economia dos países sul-americanos. Do Sul ao Norte do Brasil, no Paraguai ou na Argentina, uma variável que segue se estruturando. O desafio estaria na integração dessas rotas de escoamento, assim como da produção e da geopolítica agro da América do Sul.

Sucessão

Na palestra de encerramento, o IICA, o Instituto Interamericano de Cooperação Agrícola, deu um dos principais recados. De que é preciso formar novos líderes, agrolíderes, como condição à integração sul-americana. O presidente do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Hernán Chiriboga, declarou que “o setor agrícola tem todo o potencial. A única coisa que se requer é o surgimento de novas lideranças, de líderes que lutem pela agricultura de forma consciente, com coragem e entusiasmo. Precisamos de mais líderes jovens que posicionem o setor rural e que permaneçam no campo. É com isso que devemos nos preocupar e é por isso que devemos trabalhar”.

No mesmo painel, o presidente brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Miguel Samek, disse que não há outro caminho no mundo para o desenvolvimento que não seja a integração, independentemente de acordos políticos. “A verdadeira integração ocorre quando um ajuda o outro. O processo de entendimento entre as nações é bastante complexo, principalmente em regiões em que há disparidade econômica, como na América do Sul, lembrou Samek. “Integração significa perder soberania. Quando se tem países pobres e ricos participando da negociação é ainda mais difícil, pois as velocidades são diferentes. Não podemos depender da política que é a arte de procurar defeito.”

Mas por que é preciso discutir e posicionar a América do Sul? Simplesmente porque, juntos, os países sul-americanos lideram, por exemplo, a exportação de soja e milho e respondem por quase 30% da oferta mundial de carnes. Porque estamos tratando de abastecimento e segurança alimentar.

Fonte: Gazeta do Povo

Golpe ‘made in USA’: Queda de Dilma foi ordenada por Wall Street?

Em artigo publicado pela primeira vez em junho, mas reeditado neste 1º de setembro, um dia após a consumação do impeachment no Brasil, o renomado professor e economista canadense Michel Chossudovsky explica por que a queda de Dilma foi ordenada por Wall Street e tenta desmascarar “os atores por trás do golpe”.
“O controle sobre a política monetária e a reforma macroeconômica eram os objetivos últimos do golpe de Estado. As nomeações principais do ponto de vista de Wall Street são o Banco Central, que domina a política monetária e as operações de câmbio, o Ministério da Fazenda e o Banco do Brasil”, diz o artigo, ressaltando que, desde o governo FHC, passando por Lula e Temer, Wall Street tem exercido controle sobre os nomes apontados para liderar essas três instâncias estratégicas para a economia brasileira.
“Em nome de Wall Street e do ‘consenso de Washington’, o ‘governo’ interino pós-golpe de Michel Temer nomeou um ex-CEO de Wall Street (com cidadania dos EUA) para dirigir o Ministério da Fazenda”, diz o artigo, referindo-se a Henrique Meirelles, nomeado em 12 de maio.  Como observa o artigo, Meirelles, que tem dupla cidadania Brasil-EUA, serviu como presidente do FleetBoston Financial (fusão do BankBoston Corp. com o Fleet Financial Group) entre 1999 e 2002 e foi presidente do Banco Central sob o governo Lula, entre 1º de janeiro de 2003 e 1º de janeiro de 2011. Antes disso, o atual ministro da Fazenda, que volta ao poder sob o governo Temer após ter sido dispensado por Dilma em 2010, também atuou por 12 anos como presidente do BankBoston nos EUA. Já o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, nomeado por Temer em 16 de maio, tem dupla cidadania Brasil-Israel e foi economista-chefe do Itaú, maior banco privado do Brasil. Segundo o artigo, Goldfajn “tem laços estreitos tanto com o FMI [Fundo Monetário Internacional] quanto com o Banco Mundial”.
“Goldfajn já havia trabalhado no Banco Central sob Armínio Fraga, bem como sob Henrique Meirelles. Ele tem estreitos laços pessoais com o prof. Stanley Fischer, atualmente vice-presidente do Federal Reserve dos EUA [além de ex-vice-diretor do FMI e ex-presidente do Banco Central de Israel]. Desnecessário dizer que a nomeação de Golfajn ao Banco Central foi aprovada pelo FMI, pelo Tesouro dos EUA, por Wall Street e pelo Federal Reserve dos EUA”, afirma o artigo. Fraga, por sua vez, atuou como presidente do Banco Central entre 4 de março de 1999 e 1º de janeiro de 2003.  Ele foi diretor de fundos de cobertura (hedge funds) por seis anos na Soros Fund Management (associada ao magnata George Soros), e também tem dupla cidadania Brasil-EUA. “O sistema monetário do Brasil sob o real é fortemente dolarizado. Operações da dívida interna são conducentes a uma dívida externa crescente. Wall Street tem o objetivo de manter o Brasil em uma camisa de força monetária”, explica o professor canadense. Por isso, afirma o artigo, quando Dilma Rousseff aponta um nome não aprovado por Wall Street para a presidência do Banco Central, a saber, Alexandre Antônio Tombini, cidadão brasileiro e funcionário de carreira no Ministério da Fazenda, é compreensível que os interesses financeiros externos se articulem aos interesses das elites brasileiras para mudar o quadro político no país.  Contexto histórico No início de 1999, na sequência imediata do ataque especulativo contra o real, diz Chossudovsky, o presidente do Banco Central, Francisco Lopez (que havia sido nomeado em 13 de janeiro de 1999, a Quarta-feira Negra) foi demitido pouco depois e substituído por Armínio Fraga, cidadão americano e funcionário da Quantum Fund de George Soros em Nova York. “A raposa tinha sido nomeada para tomar conta do galinheiro”, resume o artigo, afirmando que, com Fraga, os especuladores de Wall Street tomaram o controle da política monetária do Brasil.
Sob Lula, o apontamento de Meirelles para a presidência do Banco Central do Brasil dá seguimento à situação, diz o artigo, destacando que o nomeado já havia atuado anteriormente como presidente e CEO dentro de uma das maiores instituições financeiras de Wall Street. “A FleetBoston era o segundo maior credor do Brasil, após o Citigroup. Para dizer o mínimo, ele [Meirelles] estava em conflito de interesses. Sua nomeação foi acordada antes da ascensão de Lula à presidência”, escreve o autor. Além disso, Meirelles foi um firme defensor do controverso Plano Cavallo da Argentina na década de 1990: “um ‘plano de estabilização’ de Wall Street que causou grandes estragos econômicos e sociais”, segundo o professor Chossudovsky.  De acordo com ele, “a estrutura essencial do Plano Cavallo da Argentina foi replicada no Brasil sob o Plano Real, ou seja, a imposição de uma moeda nacional conversível dolarizada. O que este regime implica é que a dívida interna é transformada em uma dívida externa denominada em dólar”. Quando Dilma sobe à presidência em 2011, Meirelles é retirado da presidência do Banco Central. Como ministro da Fazenda de Temer, ele defende a chamada “independência do Banco Central”.  “A aplicação deste conceito falso implica que o governo não deve intervir nas decisões do Banco Central. Mas não há restrições para as ‘Raposas de Wall Street’”, diz o artigo, acrescentando que “a questão da soberania na política monetária é crucial” e que “o objetivo do golpe de Estado foi negar a soberania do Brasil na formulação de sua política macroeconômica”.
De fato, sob o governo Dilma, a “tradição” de nomear uma “raposa de Wall Street” para o Banco Central foi abandonada com a nomeação de Tombini, que permaneceu no cargo de 2011 até maio de 2016, quando Temer assume a presidência interina do país.  A partir daí, Meirelles, no Ministério da Fazenda do governo interino, “aponta seus próprios comparsas para chefiar o Banco Central [Goldfajn] e o Banco do Brasil [Paulo Caffarelli]”, diz o artigo do Global Research, sublinhando que o novo ministro havia sido descrito pela mídia dos EUA como “market friendly” (“amigo do mercado”). Conclusão “O que está em jogo através de vários mecanismos – incluindo operações de inteligência, manipulação financeira e meios de propaganda – é a desestabilização pura e simples da estrutura estatal do Brasil e da economia nacional, para não mencionar o empobrecimento em massa do povo brasileiro”, afirma Chossudovsky. Segundo a tese do renomado professor, “Lula era ‘aceitável’ porque seguiu as instruções de Wall Street e do FMI”, mas Dilma, com um governo mais guiado por um nacionalismo reformista soberano, não pôde ser “aceita” pelos interesses financeiros dos EUA, apesar da agenda política neoliberal que prevaleceu sob seu governo.  “Se Dilma tivesse decidido manter Henrique de Campos Meirelles, o golpe de Estado muito provavelmente não ter ocorrido”, afirmai o analista. “Um ex-CEO/presidente de uma das maiores instituições financeiras dos Estados Unidos (e um cidadão dos EUA) controla instituições financeiras-chave do Brasil e define a agenda macroeconômica e monetária para um país de mais de 200 milhões de pessoas. Chama-se um golpe de Estado… dado por Wall Street”, conclui Chossudovsky.
Michel Chossudovsky, escritor premiado, é professor (emérito) de Economia da Universidade de Ottawa, fundador e diretor do Centro de Pesquisa sobre a Globalização (CRG) e editor da organização independente de pesquisa e mídia Global Research. Ele lecionou como professor visitante na Europa Ocidental, no Sudeste Asiático e na América Latina, serviu como conselheiro econômico para governos de países em desenvolvimento e tem atuado como consultor para várias organizações internacionais. Ele é o autor de onze livros, publicados em mais de vinte línguas. Em 2014, foi premiado com a Medalha de Ouro de Mérito da República da Sérvia por seus escritos sobre a guerra de agressão da OTAN contra a Iugoslávia.
sputniknews.com

Bancários entram em greve a partir do dia 6 em todo o país

Os bancários de diversos estados recusaram em assembleia na noite de hoje (1º) a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e decidiram entrar em greve nacional a partir do dia 6 de setembro. A informação foi divulgada nos sites da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e da Conderação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec).

Segundo a Contraf, bancários de algumas cidades e estados farão assembleias nesta sexta-feira (2) para decidir se aderem, ou não, à paralisação nacional.

A proposta da Fenaban foi apresentada no dia 29 e oferece aos bancários reajuste de 6,5% no salário e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil, além de participação nos lucros e resultados (PLR). Segundo a Contraf, a proposta da entidade patronal não cobre a inflação do período, projetada em 9,57% para agosto deste ano, e representa perdas de 2,8% para a categoria.

A Contraf pede, entre outras reivindicações, reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização.

Entre as cidades e os estados que tiveram assembleias em que os bancários confirmaram a greve estão Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Espirito Santo, Tocantis, Maranhão, Espírito Santo, Pernambuco, Pará, Sergipe, Cuiabá, Curitiba, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, e cidades dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, como as duas capitais, Campinas (SP), Bauru (RJ), Angra dos Reis (RJ) e Campos dos Goytacazes (RJ).

A Fenaban foi procurada mas não foi encontrada para falar sobre a greve dos bancários. Em seu site, a entidade disse que a proposta enviada aos bancários “mostra o empenho dos bancos por uma negociação rápida e equilibrada, capaz de garantir a satisfação e o bem-estar dos empregados do setor em um momento de dificuldades e incertezas na economia brasileira.”

Já a federação dos trabalhadores diz, também em seu site, que “o lucro dos cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) no primeiro semestre de 2016 chegou a R$ 29,7 bilhões, mas houve corte de 7.897 postos de trabalho nos primeiros sete meses do ano”.

Edição: Fábio Massalli
Da Agência Brasil

SindSeg BA/SE/TO realiza posse da Diretoria para a gestão 2016/2019

Para os próximos três anos, o Sindicato das Seguradoras da Bahia, Sergipe e de Tocantins (SindSeg BA/SE/TO) contará com os trabalhos da nova Diretoria, empossada no último dia 26/08, para a gestão 2016/2019. A cerimônia, realizada em Salvador/BA, contou a presença de diversas personalidades do mercado segurador local e nacional.
Em seu discurso, o presidente reeleito João Giuseppe Esmeraldo, destacou a nova fase, reafirmando o compromisso com a indústria por meio da Diretoria, Comissões Técnicas e demais entidades.

“As ações planejadas por esta gestão estarão alinhadas com as ações da CNseg, FenSeg, FenaCap, FenaPrevi, FenaSaúde, a fim de que a sinergia com as entidades mais representativas do setor de seguros seja cada vez mais fortalecida. Bem como, contamos com o acolhimento e parceria das entidades locais Sincor-BA, CSB, Clube do Seguro de Feira de Santana, CSP-BA, Sincor-SE e Sincor-TO para continuar edificando o mercado nos estados de atuação”.
Giuseppe enfatizou também o caminho que o SindSeg BA/SE/TO precisou trilhar na sua primeira gestão, iniciada em 2013. “No primeiro mandato, tivemos o desafio de ressignificar o papel do SindSeg BA/SE/TO. Ampliamos a rede de relacionamento de seguros, identificamos demandas da indústria, ajustamos as formas de trabalho, agregamos as boas práticas, atravessamos fronteiras. Entre as conquistas, sem dúvida, a maior delas é o relacionamento e a integração que os profissionais das associadas passaram a ter. Hoje, as seguradoras trocam ideias sobre o mercado, se consultam, se unem enquanto grupo e como representantes de uma indústria”, disse.

 O presidente adiantou algumas propostas da Diretoria para o triênio. “Pretendemos estreitar ainda mais o diálogo com os órgãos de interesse que ainda não atingimos: outras lideranças, magistrados e gestores públicos. Outra frente do SindSeg BA/SE/TO que ganhará maior atenção será a educação. A ideia é estender para programas e ações educacionais com regularidade nas escolas e demais campos da sociedade. Temos ainda o compromisso de intensificar a comunicação do nosso mercado com a imprensa. As grandes mídias precisam saber o que devolvemos em benefícios para a sociedade, no sentido também de combater a imagem distorcida que ainda é propagada sobre o seguro”, completou.

 A cerimônia contou ainda com duas homenagens: à executiva Meiry Sakaguchi, por sua dedicação durante muitos anos, como Diretora Financeira do Sindicato. Meiry recentemente aposentou-se do cargo de gerente Comercial na companhia Porto Seguro. E ao diretor da FenaPrevi, Oriovaldo Pereira Lima, único representante da Federação sediado na Bahia, reconhecido por seu exemplo e empenho em direção ao crescimento do seguro no estado. Após a cerimônia, os convidados desfrutaram de um delicioso jantar comemorativo, ao som de jazz.

 Conheça abaixo o novo quadro diretivo:

 Quadro Diretivo
Gestão 2016/2019
PRESIDENTE
João Giuseppe Silveira Leite Esmeraldo – Bradesco Seguros
VICE-PRESIDENTE
Paul Douglas Canarin – HDI Seguros
DIRETOR TESOUREIRO
Gilberto de Jesus – Cia Aliança da Bahia
DIRETOR SECRETÁRIO
André dos Santos Pereira – SulAmérica Cia Nacional de Seguros
DIRETOR
Alexandro Luciano Barbosa – Allianz Seguros
CONSELHO FISCAL
Eduardo Gregório Scartezini – Porto Seguro Cia de Seguros Gerais
Nelson Brágio Uzêda – Excelsior Seguros
Claudio Luis Moreira Almeida – Mapfre Seguros
SUPLENTE DO CONSELHO FISCAL
Durvalice Viana dos Prazeres Fontana – MetLife
Cassio Emanuel Silva Coutinho de Souza – Tokio Marine Seguradora
Thiago Stahlmann da Silva – Bradesco Seguros

 Fonte: Assessoria SindSeg BA/SE/TO

Defesa de Dilma pede anulação do impeachment no Supremo Tribunal Federal

O advogado da ex-presidenta Dilma Rousseff no processo de impeachment, José Eduardo Cardozo, deu entrada na manhã de hoje (1º) com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) no qual pede uma liminar para anular a sessão do Senado que aprovou o impedimento de Dilma. A defesa também pede que seja realizado um novo julgamento.

Dilma foi destituída do cargo ontem (31) pelos senadores por 61 votos a 20, sob a acusação de que cometeu crime de responsabilidade fiscal ao emitir três decretos de crédito suplementar sem a autorização do Congresso e também pelas chamadas pedaladas fiscais, atrasos no pagamentos a bancos públicos no âmbito do Plano Safra.

O mandado de segurança foi protocolado às 9h14 desta quinta-feira (1°) e foi distribuído por sorteio para a relatoria do ministro Teori Zavascki. Na peça, Cardozo ressalta que não questiona o mérito da decisão dos senadores, mas sim a constitucionalidade do processo e erros em sua condução. São dois os argumentos principais.

O primeiro argumento põe em dúvida a adequação dos artigos 10 e 11 da Lei de Impeachment (1079/1950) à Constituição de 1988. Neles são descritos os crimes de responsabilidade que podem levar ao impedimento, mas eles possuem uma redação mais ampla do que o atual texto constitucional. Cardozo pede que os ministros declarem os artigos inconstitucionais, o que retiraria a base legal para incriminar Dilma e exigiria novo julgamento.

O segundo argumento alega que o relator do processo no Senado, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), incluiu em sua acusação contra Dilma um decreto a mais do que os que constavam no relatório aprovado na Câmara dos Deputados. Isso teria alterado a acusação em uma etapa do processo em que não é mais possível fazer alterações, prejudicando a defesa.

“Não houve mera alteração na classificação jurídica dos fatos: houve verdadeira alteração dos fatos”, escreve Cardozo.

Novos recursos

A defesa de Dilma afirma que entrará com ao menos mais um recurso no Supremo no qual fará uma argumentação mais ampla, alegando falta de justa causa para o impeachment.

O STF já negou recursos anteriores que pediam a nulidade do processo devido a erros procedimentais. Questionado ontem (31) o que lhe daria esperanças de que os ministros da Corte poderiam agora proferir decisão favorável a Dilma, Cardozo respondeu: “o senso de justiça e a noção de que não vamos jogar a toalha antes da hora”.

O ministro Teori Zavascki não tem prazo para tomar uma decisão sobre o mandado de segurança.

Edição: Denise Griesinger
Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

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