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Governo antecipa repasse de recursos da repatriação a municípios

O Ministério da Fazenda vai emitir nesta quinta-feira (29) as ordens de pagamento aos municípios referentes aos recursos do programa de repatriação. A medida visa garantir que as prefeituras recebam o repasse ainda em 2016, na sexta-feira (30). Serão depositados R$ 4,449 bilhões para 5,6 mil municípios.

 A repartição de multas da repatriação re recursos do exterior está definida na Lei de Responsabilidade Fiscal e segue os princípios dos fundos de participação de estados e municípios. De acordo com a assessoria de imprensa da Fazenda, a parte devida aos estados foi paga no último dia 20.O repasse para os municípios, considerado mais trabalhoso pela quantidade de receptores, já estava previsto para ser feito no dia 30 de dezembro. No entanto, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) temia que, devido ao fato de o sistema bancário considerar dia 30 o último dia do ano para operações financeiras, os recursos só entrassem nos cofres dos municípios em 2017.

Para garantir o cumprimento do prazo, a FNP e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) ingressaram no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação direta de inconstitucionalidade com pedido de liminar questionando um artigo da medida provisória da partilha da multa da repatriação com os municípios que possibilitaria o repasse apenas em 1º de janeiro de 2017.

Edição: Luana Lourenço
Maiana Diniz – Repórter da Agência Brasil

Por que tem feito tanto calor no Brasil nos últimos dias? Meteorologistas explicam

Temperaturas aumentaram em muitas cidades do país e foram atípicas nesta terça-feira (27).

 Termômetros disparando, praias lotadas e muita gente aproveitando – ou reclamando – do calor. Os últimos dias têm sido de altas temperaturas em várias cidades brasileiras.

O Rio de Janeiro, por exemplo, teve nesta terça-feira (27) o dia mais quente do ano, com temperatura máxima de 42,3°C e sensação térmica de 47,7°C. Já São Paulo registrou a madrugada mais quente do ano, com temperatura mínima de 23,7°C. Cidades mais ao sul, como Curitiba e Porto Alegre, também tiveram uma madrugada e uma tarde mais quente do que o normal.

Segundo meteorologistas, o calor em dezembro vinha sendo até agora o esperado para esta época do ano, mas, nesta terça-feira (27), foi atípico em várias cidades, principalmente na área litorânea entre Florianópolis e o norte do estado do Rio de Janeiro.

A meteorologista Josélia Pegorim, do Climatempo, explica que desde o fim da semana passada ganhou força no país o sistema de alta pressão atmosférica conhecido como ASAS (Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul), que funciona como um bloqueio para frentes frias e contribui para o aumento das temperaturas. “Esse sistema reduz a nebulosidade, a umidade e a chance de se formarem nuvens de chuva. A consequência natural é o aumento do calor”, afirma.

Já o calor “excepcional” desta terça se deve à combinação de uma série de fatores, explica a especialista. “Além do sol forte, houve a presença de ventos quentes o dia inteiro, que vieram do interior do país em direção ao litoral”, diz.

Outro causador do calor extremo é o chamado aquecimento adiabático, um processo físico em que os ventos que descem as montanhas recebem um aquecimento adicional.

Como exemplos de calor atípico, Josélia cita que Curitiba registrou a madrugada mais quente do ano, com temperatura mínima de 21,8ºC. Em Curitiba, a tarde desta terça foi também a mais quente do ano, com máxima de 33,7ºC, enquanto o litoral do Paraná registrou 39,9ºC durante o dia e Florianópolis, 37,3ºC.

Segundo Caroline Vidal, metereologista do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Inpe, o aumento das temperaturas tem sido notado em todo o Brasil. “A maioria das capitais tem registrado acima de 30 graus. Curitiba, que é uma das mais frias, teve mais de 33 graus hoje. Porto Alegre registrou 37 graus ontem”, enumerou. “A região Norte é a que tem tido as menores temperaturas, por causa das chuvas.”

Já em São Paulo, a temperatura registrada na segunda-feira (26) foi de 34ºC, um pouco maior do que a máxima de dezembro de 2015, de 33,5ºC.

A meteorologista diz que, no geral, esse calor é esperado nesta época do ano, e que um dos fatores que fazem subir as temperaturas é a atuação de um anticiclone, que inibe a formação de nuvens de chuva e colabora para o calor.

Verão deve ser menos quente

Para quem está cansado das altas temperaturas, uma frente fria deve trazer algum alívio entre quarta e quinta-feira desta semana. Mas, como ela é fraca e vai passar longe do continente, a diminuição do calor deve ser ligeira, de poucos graus. Na sexta-feira, a temperatura deve subir novamente, e a virada de ano promete ser quente em várias cidades.

Mas isso não vale para todo o verão. A previsão para a estação como um todo é de predomínio de temporais e temperaturas mais amenas em relação aos anos anteriores.

Segundo o Climatempo, a maior parte das chuvas se concentrará em janeiro e fevereiro e o verão terá o predomínio do fenômeno La Niña, que mudará o cenário em comparação com o verão anterior, quando choveu mais no Sul e fez muito calor em todo o Brasil.

De acordo com o CPTEC, a previsão para os meses de janeiro, fevereiro e março de 2017 é de temperatura normal no Sul e no Sudeste e normal a acima da média no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Polícia Civil recupera mais de 50 mil reais em produtos roubados em Araguaína

Policiais Civis da Delegacia Fazendária de Araguaína, sob a coordenação do Delegado José Rérisson Macedo Gomes recuperaram, na última terça-feira, 27, cerca de R$50 mil reais em jóias e demais produtos, os quais haviam sido roubados de uma mulher, no final da tarde do dia 24 de dezembro, naquela cidade. Conforme o delegado, os objetos pertencem a uma senhora que é de Palmas e estava visitando a cidade de Araguaina, quando foi surpreendida por dois indivíduos portando armas de fogo que após anunciar o assalto, obrigaram a mulher a entregar todos os seus pertences, incluindo uma bolsa da marca Louis Vuitoon, óculos Pierre Cardin, além de varias joias. Após alguns dias de investigação, os policiais civis da Delegacia Fazendária identificaram os autores e recuperaram boa parte dos itens roubados. Ainda conforme o delegado, como já não havia mais a situação de flagrante, os dois indivíduos foram indiciados pelo crime de roubo e, inicialmente, responderão ao processo em liberdade, conforme determina a lei. O delegado e sua equipe trabalham agora, no sentido de localizar o restante das joias roubadas a fim de restituí-los a sua verdadeira dona. Todo o material recuperado foi periciado e devolvido à vítima, que ficou muito feliz ao reaver seus pertences, elogiando a agilidade e eficiência da Polícia Civil do Tocantins devido ao desfecho satisfatório do caso. “Quando tomamos conhecimento do crime, passamos a diligenciar de forma incessante até podermos localizar os autores e recuperar os produtos roubados e, assim, devolve-los a mulher, no menor espaço de tempo possível”, pontuou o delegado. Logo que ficou sabendo que seus pertences haviam sido recuperados pela Polícia Civil, à vítima procurou a delegacia e, ao receber suas coisas de volta, agradeceu pelo empenho e dedicação dos policiais civis. “Esse reconhecimento ao trabalho realizado, nos deixa muito orgulhosos e nos motiva a cada vez mais buscar a excelência nas investigações a fim de que possamos resolver todos os crimes que ocorrem no Estado e, desta maneira, corresponder a toda a confiança que a população deposita nas ações realizadas pela Polícia Civil”, ressaltou o delegado.

Com Trump, aumenta incerteza no comércio mundial em 2017, dizem analistas

A previsão da Organização Mundial do Comércio (OMC) para 2017 é que as trocas mundiais crescerão em ritmo mais lento. A possibilidade de maior protecionismo dos Estados Unidos com o governo de Donald Trump aumenta as incertezas sobre o tema. Analistas confirmam que o republicano traz insegurança, mas esperam que Trump recue em algumas promessas de campanha e seja contido pelo Congresso norte-americano. No Brasil, exportações e importações devem esboçar recuperação, mas dependem também do comércio global.

O gerente de Comércio Exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Diego Bonomo, diz que a tendência do setor privado em relação a Trump é manter o compasso de espera. “Sempre há uma diferença entre a retórica na campanha e aquilo que é a política do governo. O que a gente tem acompanhado da montagem do ministério dele é que tem um perfil pró-negócio.”

Bonomo cita a nomeação do empresário Rex Tillerson, da gigante petrolífera ExxonMobil, para secretário de Estado e de Steven Mnuchin, ex-banqueiro do Goldman Sachs, para secretário do Tesouro. Segundo o gerente da CNI, o nome crucial para o comércio exterior ainda não foi anunciado, o do representante comercial dos EUA. O escritório, ligado à Casa Branca, tem status de ministério.

“A gente também percebe que já houve uma mudança parcial no discurso [de Trump]. Na campanha, tinha uma retórica de que acordos comerciais são ruins, destroem empregos dentro dos Estados Unidos. Agora, o discurso é que existem acordos bons e ruins, que é preciso denunciar os ruins, manter os bons e modificar o que precisa ser modificado”, pondera Bonomo.

Acordos comerciais

Para Welber Barral, da Barral M Jorge Consultoria, o acordo comercial efetivamente em risco em 2017 é a Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), tratado de livre-comércio estabelecido em 2015 entre doze países banhados pelo Oceano Pacífico. Trump já avisou que anunciará a saída dos EUA da parceria assim que tomar posse, no dia 20 de janeiro de 2017.

“Não se espera que haja grande evolução, pois ele já disse que não vai assinar [a TPP]. Quanto a outros acordos em vigor, com certeza vários grupos [nos Estados Unidos] são a favor deles e vão atuar para evitar que haja uma denúncia. É o caso do Nafta [Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, que reúne EUA, Canadá e México e tem o Chile como associado].”

Embora, de forma geral, uma postura mais protecionista dos EUA seja ruim para o comércio mundial, a saída do país do Parceria Transpacífica poderia beneficiar o Brasil, segundo Bonomo.

“Se o Transpacífico for aprovado, tem dois efeitos sobre o Brasil: um é que desvia o comércio, pois há alguns produtos que os EUA e países vizinhos deixarão de comprar de nós para comprar de membros do acordo. E também teria o efeito de desvio de investimento, pois, ao harmonizar regras, você facilita que eles invistam uns nos outros. Se não for aprovado pelos Estados Unidos, você deixa de ter esses efeitos. Isso pode, indiretamente, beneficiar o país”, explica o gerente da CNI.

Tensão com a China

A maior beneficiária da eventual saída dos EUA do acordo seria a China. O país encara o Transpacífico como uma tentativa de diminuir sua influência econômica na região, já que o tratado fortalece o Japão. Por vários motivos, a gigante asiática será foco das atenções no ano que se inicia.

As relações com os Estados Unidos, já estremecidas com o Transpacífico, podem piorar com Trump. Welber Barral lembra que o então candidato fez ataques à China durante a campanha. “Uma das promessas do Trump é que ele teria maior equilíbrio na balança comercial com a China. Ele vai tentar abrir mais o mercado chinês ou tentar adotar medidas antidumping contra a China e, claro, isso gera uma quebra do comércio internacional e afeta o mundo inteiro”, analisa.

Recentemente, o presidente eleito dos EUA cometeu uma gafe diplomática ao falar por telefone com a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, que ligou para parabenizá-lo pela vitória. O governo americano evita contato com Taiwan para não desagradar a China, que considera o país parte de seu território e nega sua autonomia. Após o telefonema, Trump ainda foi ao Twitter para criticar os chineses. “Ele ainda vai dar muito trabalho ao Departamento de Estado”, brinca Welber Barral.

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, lembra ainda que, no fim de 2016, venceu o prazo dado pela OMC para a China fazer ajustes e ser considerada uma economia de mercado. “O Japão já declarou que [a China] não é [economia de mercado]. A tendência é os Estados Unidos fazerem igual. O Brasil está se fingindo de morto. Os grandes parceiros não reconhecendo a China, isso vai provocar alguns probleminhas”, analisa Castro.

Balança brasileira 

No cenário incerto de 2017, a AEB prevê um superávit de US$ 51,65 bilhões para a balança comercial brasileira. Segundo José Augusto de Castro, a expectativa é de uma recuperação das exportações e importações, que estiveram em queda em 2015 e 2016. Nesses dois anos, apenas o fato de as importações caírem em ritmo mais acentuado, por conta da recessão, garantiu superávits.

“As exportações, exclusivamente por conta de commodities [algumas registram alta de preços], é provável que tenham um aumento em 2017, principalmente petróleo e minério de ferro. Acho que vai ter um aumento também das importações. Mas a chance de errar esse ano é muito grande, pois além de tudo nós temos o efeito Trump”, avalia o presidente da AEB.

“Provavelmente vai aumentar um pouco exportação e importação. Um total de 50% da importação brasileira é de insumos [para a indústria]. Quando você tem uma retomada do crescimento da economia, aumenta muito a importação de insumos”, acrescenta Welber Barral, lembrando que a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 é de crescimento entre 0,5% e 1%.

José Augusto de Castro considera a previsão de crescimento modesta e destaca que há, inclusive, quem projete que a economia ficará “no zero a zero”. “[2016] foi o quinto ano de queda nas exportações. As reformas [fiscais e econômicas] são importantes, mas demoram no mínimo dois anos. A gente fica dependendo do câmbio.”

Edição: Luana Lourenço
Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil

Proposta do Governo para pagamento da data-base 2016 é aprovada na Assembleia Legislativa

A data-base 2016 dos servidores públicos da administração direta e indireta foi aprovada nesta terça-feira, 27, na Assembleia Legislativa do Tocantins. O índice definido para a revisão geral anual foi de 9,8307%, com parcelamento da correção em três vezes: 2% pagos em janeiro de 2017; 2% em maio de 2017; e 5,5658%, em setembro de 2017. O acordo foi possível graças a um esforço orçamentário e financeiro do Governo. “Foi elaborado um estudo para definir de qual forma o Governo poderia cumprir o que determina a lei sobre as correções anuais. Em razão disso, no ano de 2016, reduzimos o gasto com pessoal, com o fim de contratos temporários e exoneração de comissionados, além da redução de várias outras despesas, e a partir disso se elaborou essa proposta enviada para a Assembleia”, explicou o secretário de Estado da Casa Civil, Télio Leão Ayres. “Nós temos a expectativa que vamos alcançar o equilíbrio ao longo do ano de 2017. Não é fácil, o grande problema é que ao longo dos anos foram implementadas determinadas vantagens sem uma análise do impacto financeiro. No entanto, com o esforço do Governo, foi possível pagar integralmente o 13º salário dos servidores, enquanto outros estados ainda estão parcelando a folha de novembro”, concluiu. Revisão anual geral dos militares Também foram aprovadas pelos deputados duas emendas ao projeto de lei da data-base, regulamentando a revisão anual geral dos militares. A medida atende uma decisão do Tribunal de Justiça, que declarou inconstitucional as leis 2.921 e 2.922, ambas de 2 de dezembro de 2014, estabelecendo uma nova tabela de subsídios para os militares, beneficiando cerca de oito mil militares ativos, inativos e pensionistas. “Até então, a polícia militar não tinha progressão, com isso, nós agora conquistamos esse direito. É um reconhecimento do governador Marcelo Miranda aprovado pelos deputados da Assembleia Legislativa. Estamos encerrando o ano com um marco histórico. Queria destacar o esforço conjunto da união de todos os militares, bombeiros militares e associações, ativos e inativos, nessa conquista”, comemorou o comandante da Polícia Militar do Tocantins, coronel Glauber de Oliveira Santos. O impacto desses pagamentos na folha será de cerca de R$ 60 milhões ao ano. “Houve uma decisão da justiça, transitada em julgado, e o que o Estado está fazendo agora é cumprindo a lei. É claro, existe uma preocupação com o caráter previdenciário e o impacto financeiro, mas isso tudo está no nosso planejamento financeiro para 2017”, afirmou o secretário estadual da administração, Geferson Barros. O Governo frisou que nenhum pagamento irá exceder o teto constitucional, que hoje é de R$ 24 mil. Incentivos Os parlamentares também votaram a favor da prorrogação da isenção do ICMS para produtores tocantinenses de feijão, batata, cebola e pescado, que terminaria no fim deste ano.

Governo do Tocantins

‘Oligarquia’ que levou a renovação da câmara em 70% pode continuar no poder

Com o fim do regime monárquico e proclamação da República em 1889, o Brasil passou a ser governado por uma oligarquia. Até o ano de 1930, o governo representava uma elite de grandes proprietários rurais de agricultura e pecuárias.  Eram conhecidos como coronéis e dominavam a produção de café (em São Paulo) e de leite (em Minas Gerais), nos dois estados mais ricos e com o maior eleitorado do país.

Talvez, seguindo este  modelo, foi  criado um pequeno   grupo  político na  câmara municipal  de Araguaína , no qual o poder está concentrado  nas mãos  deles  nos  últimos   quatro anos. Com isso,  tudo indica que  esse esquema  montado  levou a  reeleger mais de 90% deles , ou seja , Marcus Marcelo, Divino Bethânia, Terciliano Gomes ,Geraldo Silva e  Alcivan. Destes, somente o vereador Luzimar Coelho  não  conseguiu  reeleger-se.

Geralmente  são   esses  parlamentares  quem ficam a cargo  de   defender os projetos    ortiz do executivo municipal  contra a  população,  como  aumento de IPTU, transporte coletivo, criação  de taxas , multas , privatizações  e  terceirização    de  serviços municipais. Além disso,  não  exercem com vigor o papel   de   fiscalizar o executivo municipal.

Especialistas  apontam  que   esse  grupo é responsável pelo  desgaste  com população que  levou  a câmara a uma  renovação   de   70% dos parlamentares, porém eles conseguiram permanecer   na  casa. Isso por que  tudo indica   que  tenham   por traz uma  grande  estrutura política, com muitos  cargos na prefeitura  e   dinheiro nas mãos.

Tudo  indica  que  esse mesmo  grupo  deve  continuar mandando  na  câmara municipal por  mais  dois  anos. Já    se  fala    que  há probabilidade  de que  nas próximas  eleições a Casa   deve  renovar em  85%  dos vereadores. A eleição  da mesa  diretora   da câmara  deve acontecer  no próximo  domingo, 1° de janeiro  de 2017.

Por Geovane Oliveira

Turquia e Rússia fecham acordo de cessar-fogo na Síria

A Turquia e a Rússia fecharam um acordo de cessar-fogo em todo o território sírio, informou hoje (28) a agência oficial de notícias de Ancara, Anadolu. Agora, esse documento será submetido à aprovação do governo sírio e dos grupos de oposição do país que está há mais de cinco anos em guerra.

Entre os principais termos da negociação, Ancara e Moscou querem colocar a trégua em vigor já na madrugada desta quinta-feira (29) “em todas as zonas de combate entre as forças do governo e os rebeldes”. A única exceção será a continuidade de ataque contra “grupos terroristas”.

Desde a última semana, representantes do governo turco, russo e do Irã estão debatendo alternativas para por fim aos conflitos na Síria. O acordo fechado agora não inclui os ataques dos Estados Unidos e da coalizão internacional – incluindo os países europeus.

Até o acordo, o governo de Ancara não apoiava o presidente sírio, Bashar al-Assad, e realizava ataques especialmente nas fronteiras entre as duas nações – onde, além dos terroristas do Estado Islâmico (EI) e da Frente al-Nusra, combatia grupos curdos que querem criar uma região autônoma no território turco.

O que não ficou claro, segundo a Agência Ansa, é se Ancara continuará atacando os curdos. Isso porque, apesar de não contar com reconhecimento internacional, o governo de Recep Tayyip Erdogan considera “terroristas” diversos desses grupos que lutam contra seu governo.

Edição: Lidia Neves
Da Ansa Brasil

Sindicalistas fecham o tempo em relação à privatização de aeroportos

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) encerrou nesta segunda-feira, 26, o recebimento das propostas para a privatização de mais quatro aeroportos no país, os de Porto Alegre, Florianópolis Salvador e Fortaleza. O leilão ocorrerá em 16 de março na sede da BM&F Bovespa, em São Paulo.
A privatização de aeroportos vem sendo intensificada desde o primeiro governo da então presidente Dilma Rousseff, quando foram leiloadas as concessões dos terminais de Guarulhos (SP), Brasília e Campinas (SP), três dos mais movimentados do Brasil em termos de volume de carga e passageiros.  A privatização acontece no momento em que as operadoras de seis aeroportos privatizados ao longo dos últimos dez anos solicitam ao governo o não pagamento da outorga este ano, uma espécie de aluguel pelo uso dos espaços. Essas outorgas totalizam R$ 2,3 bilhões. As concessionárias alegam condições “imprevistas” de queda no volume de passageiros e cargas e uma espécie de compensação por problemas encontrados ao assumirem os aeroportos de São Gonçalo do Amarante (RN), em 2011, Guarulhos e Viracopos (SP) e Brasília, em 2012, e Galeão (RJ) e Cofins (MG), em 2014. O anúncio de privatização de mais quatro aeroportos não é bem visto pela Federação Nacional dos Trabalhadores na Aviação Civil (Fentac), entidade ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT). A secretária-geral da Fentac, Selma Balbino, diz que quem perde é o Brasil.
“Essas operadoras que estão se propondo a participar do leilão e comprar essas outorgas na verdade são um bando de oportunistas que querem ter lucro acima do previsível, na medida em que pegam os aeroportos e fazem uma maquiagem por fora. É o exemplo do Rio Galeão, Brasília e Guarulhos. Fazem uma senhora maquiagem e aproveitam, oportunisticamente, essa queda (de número de passageiros e carga) pelos problemas político-econômicos que enfrentamos para poder pedir carona e não pagarem (as outorgas).”
A dirigente acusa as concessionárias de diminuírem o tamanho das lojas internas nos aeroportos, embora mantendo um valor elevado de aluguel dos espaços, além de encherem os corredores de quiosques.
“Acho que o governo — temos um problema sério com esse governo, entendemos que ele não é legítimo — não pode ceder nisso, porque precisamos de dinheiro circulando. Tirar dinheiro que serviria à comunidade brasileira, em saúde e educação, e deixar de receber esse dinheiro da outorga é um absurdo, é privilegiar um setor que lucrou durante muito tempo. Olhamos isso com extrema preocupação, porque entendemos que há mais oportunismo do que necessidade.”
Selma diz que, com a venda dos quatro novos aeroportos, as operadoras só estão pegando o filé mignon e não têm o menor interesse de operar terminais distantes, como no Acre, em Rondônia e no Amapá, o que vai prejudicar a aviação regional no país.  “Isso eles não querem, só querem comer a carne e deixar os ossos para a concessão pública.”  A secretária-geral da Fentac cita o Galeão, no Rio, como exemplo de obras de fachada. Segundo ela, os trabalhadores — sejam aeroviários, aeroportuários ou prestadores de serviço — têm péssimas condições de vestiário, banheiro e pátio. “As obras são só para fora, só para inglês ver. A Rio Galeão tem hoje menos da metade dos funcionários que a Infraero tinha. Trabalhando até com a hipótese de que a Infraero estava inchada, a metade é um absurdo. Hoje, se você quer fazer alguma coisa no aeroporto e precisa de autorização interna para entrar, tem que ver a burocracia. Você não encontra as pessoas que estão concentrando um monte de coisas ao mesmo tempo. Diminuíram a folha sensivelmente e contrataram pessoas novas com salários bem abaixo dos da Infraero.”
br.sputniknews.com

Agricultores do extremo norte do Estado colhem resultados positivos com adoção de práticas agroecológicas

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) tem como princípio contribuir de forma participativa para o desenvolvimento rural sustentável, centrado no fortalecimento da agricultura familiar. Com base nesse princípio, órgão vem desenvolvendo diversas ações, em todo o Estado, voltadas à produção agroecológica, sendo uma delas a Chamada Pública em Agroecologia, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Em 11 municípios beneficiados com a chamada no extremo norte do Estado, região conhecida como Bico do Papagaio, o Ruraltins tem empenhado em promover uma assistência técnica e extensão rural utilizando como base os princípios sustentáveis de produção agrícola, e obtendo excelentes resultados. Um dos exemplos de sucessos vem de Jairnópolis, ou povoado Cabanas, como é conhecido, distante 40 km do município de Araguatins. Conforme Ricardo Loff, técnico responsável pelo atendimento aos agricultores do povoado, no local residem cerca de 15 famílias, destas, apenas oito aderiam as práticas agroecológicas, preconizadas na Chamada Pública. “Os produtores do povoado já trabalham com as metodologias agroecológicas de forma tradicional, no entanto, faltam-lhes conhecimentos de algumas tecnologias que potencializam a produção, como por exemplo, a correção de solo. E esse é o papel do Ruraltins, ensiná-los e orientá-los, introduzindo novas tecnologias e respeitando sua cultura, para que desta forma, produzam mais e melhor”, disse o técnico. Segundo Ricardo Loff, os resultados superam as expectativas e os que não aderiram à Chamada Pública querem também participar. “Há produtores que a produção mais que dobrou e hoje comercializam o excedente para o Programa Aquisição de Alimentos (PAA) – modalidade Compra Direta Local. Os que não participavam viram os bons resultados e a partir de fevereiro vamos aumentar o número de participante”, informou o técnico. Dentre os produtos mais cultivados no povoado estão a mandioca, a abóbora, o feijão, o amendoim, o inhame, além de hortaliças e frutas.    Chamada Pública em Agroecologia A Chamada Pública em Agroecologia do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) visa trabalhar o desenvolvimento social, econômico e ambiental das famílias, bem como consolidar práticas produtivas da agroecologia existentes, focadas na produção saudável de alimentos, livres de agrotóxicos. De acordo com a gerente de Agroecologia do Ruraltins, Geane Rodrigues, ao todo estão sendo investidos mais de R$ 6,5 milhões, beneficiando 1.250 famílias de agricultores. A ação contempla oito municípios na região central, sete na região sul e 11 no extremo Norte. “Na região do Bico do Papagaio, 450 famílias de agricultores foram selecionadas nos municípios de Araguatins; Augustinópolis; Carrasco Bonito, São Miguel, Sítio Novo,  Buriti, Praia Norte, Augustinópolis, Axixá, São Salvador, São Sebastião, Sampaio e Esperantina. Em 2017, vamos para o segundo ano da Chamada Pública e já em fevereiro estaremos dando andamento nas atividades”, disse a gerente, informando ainda que a chamada tem duração de três anos.

Mais de 18 mil lojas de shoppings foram fechadas em 2016 em todo o país

Dezenove shopping centers foram abertos em 2016 em todo o país. Apesar disso, o setor apresentou queda no ano, com o fechamento de 18,1 mil lojas no período. Durante o ano, o volume de vendas nos shoppings do país caiu 3,20% em relação ao ano anterior. Os dados foram divulgados hoje (26) pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop).

O número de lojas em funcionamento em shoppings no Brasil em 2016 totalizou 121.638, o que representou uma queda de 12,9% em comparação a 2015, quando havia 139.738.

Também houve redução no número de empregos no setor. A associação informou que, este ano, as lojas somaram 1.253.141 funcionários e 85.510 trabalhadores na área operacional dos shoppings, o que representou uma redução de 36.659 colaboradores em relação a 2015.

Edição: Juliana Andrade
Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

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