A forte chuva que caiu na tarde desta terça-feira, 10, por volta das 14 horas, em Araguaína, deixou uma vítima fatal na cidade. Uma mulher, de aproximadamente 28 anos, morreu após cair de uma ponte no córrego Neblina, da Avenida Cônego João lima, no setor noroeste. Uma pessoa que passava pelo local avistou a vítima sendo arrastada pela correnteza do córrego Canindé e disse que ela tentava se agarrar às folhagens da margem do canal. O Corpo de Bombeiros foi acionado e uma equipe se deslocou para o local mencionado pela testemunha. Em pouco menos de duas horas de busca o corpo foi localizado, a aproximadamente 1 km do ponto onde foi vista. Até o momento o corpo ainda não foi identificado. O córrego Canindé tem fluxo d’água corrente na área urbana da cidade de Araguaína e desemboca no córrego Neblina, sendo próximo desse ponto de desemboque que a vítima foi localizada.
Pesquisa aponta variação de 381,82 % em preços de material escolar
O Procon-TO realizou pesquisa de preços de 107 itens que compõem as listas de material escolar. A consulta foi feita nas principais papelarias de Palmas e encontrou uma variação de preços de até 381,82% entre um estabelecimento e outro. A maior diferença de preços é do caderno de desenho capa dura, com 96 folhas, da marca Faroni, vendido entre R$ 3,30 e R$ 15,90 (381,82% de diferença). Em segundo lugar, a pintura a dedo de 15 ml (cores variadas) da marca Aplicor, com preço entre R$ 2,99 e R$ 11,92 (variação de 298,66%). O terceiro item com maior variação é a régua plástica de 30 cm, da marca Waleu, vendida entre R$ 0,50 e R$ 1,80 (260,00% de variação). A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 9 deste mês e está disponível no site do Procon-TO (www.procon.to.gov.br). De acordo com o superintendente do Procon-TO, Nelito Cavalcante, a pesquisa de preços é um importante instrumento de auxílio ao consumidor, que não dispõe de tempo para visitar muitos estabelecimentos e por isso acaba pagando mais caro pelos materiais escolares. “A pesquisa de preço é o principal aliado do consumidor, pois quando compra no estabelecimento que pratica o preço mais justo, acaba por induzir os outros a baixarem seus preços também”, orienta. O superintendente explica que muitas vezes o consumidor acaba pagando mais caro por considerar o item barato. “Por exemplo: a régua de 30 cm custa R$ 1,80 no estabelecimento mais caro. É barato e o consumidor pode pagar por isso e acaba não procurando um preço menor. Mas, noutro estabelecimento, a mesma régua custa R$ 0,50, ou seja, uma diferença de 260%. Por isso, nós sugerimos que busquem o menor preço, independente do valor do item”, reforça. Entre os produtos pesquisados estão canetas hidrográficas, apontadores, borrachas, cadernos, colas em bastão e líquida, giz de cera, lápis preto e lapiseiras, marca texto, massas de modelar, réguas, tesouras, corretivos, papel, pincel e tinta. O gerente de fiscalização do Procon-TO, Magno Silva, responsável pela pesquisa, informou que o principal objetivo desse trabalho é fornecer ao consumidor uma amostra das diferenças de preços que ele pode encontrar no mercado de material escolar, chamando a atenção para a necessidade da comparação antes da compra. “Além de pesquisar preço, o consumidor deve negociar descontos e prazos para pagamento”, reforçou. O gerente deu dicas que considera importantes para que o consumidor não gaste mais do que o necessário com material escolar dos filhos. “Verificar os produtos que já tem em casa e que podem ser reutilizados; comprar em conjunto para conseguir maiores descontos; evitar comprar os itens da moda, que costumam ser mais caros, são algumas ações que o consumidor pode fazer para tornar a lista de material menos onerosa no orçamento doméstico”, reforçou Magno Silva. A pesquisa completa pode ser acessada pelo link: https://central3.to.gov.br/arquivo/323304/
Fesserto e Força Sindical-TO promovem campanha contra Reforma da Previdência FT
“Nenhum Direito a Menos ao se Aposentar”, esse é o lema da Fesserto (Federação dos Sindicatos de Servidores Públicos do Tocantins) e da Força Sindical do Tocantins na campanha contra a proposta de Reforma da Previdência apresentada pelo governo federal e em tramitação no Congresso Nacional. A campanha colou cartazes em vários pontos estratégicos de palmas, chamando atenção contra a sugestão do governo e pedindo apoio no combate a medida.
A proposta complica, e muito, a vida de quem que se aposentar, exigindo que as pessoas tenham no mínimo 65 anos de idade e 35 anos de contribuição para poder obter o benefício. Além disso, a proposta prevê a possibilidade de redução de benefícios para deficientes, idosos e pensões.
Para o presidente da Fesserto e da Força Sindical-TO, Carlos Augusto Melo de Oliveira (Carlão), a atual proposta de Reforma de Previdência é perversa e visa punir os trabalhadores por algo que eles não têm culpa. Ele destacou que já se iniciaram as tratativas com os 11 congressistas tocantinenses para que a proposta seja rejeitada ou profundamente modificada quando ela for a Plenário na Câmara e no Senado.
“Temos um Brasil em crise econômica, com a corrupção se alastrando em todas as esferas, e a única solução para economizar e tirar de quem mais precisa. Isso não está certo. Governo, por exemplo, manteve os mais de R$ 224 bilhões deste ano do chamado Bolsa Empresário, enquanto congelou gastos públicos e agora quer tirar direitos nossos”, salientou o líder sindical.
Carlão reconhece que o poder público em geral é perdulário e medidas de economia são necessárias, “porém restringir isso ao trabalhador é perversidade”. “Claro que a redução de gastos, uma hora ou outra, atinge os mais pobres, mas o que não pode é ela ficar somente nessa camada da população, como está acontecendo agora”, destacou.
Carlão ressaltou que os 19 sindicados filiados a Fesserto e os 42 que compõem a Força Sindical-TO concordam com a campanha conjunta contra a Reforma da Previdência.
Estruturas curriculares para letivo de 2017 são aprovadas pelo Conselho Estadual de Educação
Foram aprovadas pelo Conselho Estadual de Educação (CEE) as estruturas curriculares para o ano letivo de 2017 propostas pela Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esporte (Seduc). As novas estruturas priorizam o fortalecimento das práticas pedagógicas visando à melhoria do processo ensino e aprendizagem impactando positivamente na vida escolar de cerca de 180 mil alunos das 515 escolas estaduais do Tocantins. Para a gestora da pasta, professora Wanessa Sechim, o CEE reconhece o intuito da pasta em fazer a diferença na vida dos educandos da rede estadual. “A nossa proposta permitirá, por meio de pequenas mudanças, ocasionar grandes transformações no aprendizado e no trabalho dos educadores com importantes avanços no campo pedagógico. É preciso investir nas disciplinas consideradas críticas pelos alunos. Sem alterações na estrutura curricular não é possivel haver mudanças nos indicadores educacionais’, frisa. Dentre os principais avanços da nova estrutura curricular está a redução do tempo de aula de 60 para 50 minutos em todas as séries, o que possibilitará o aumento do número de aulas semanais para 25. Em 2017, o número de alunos por turma também será reduzido, visando um melhor aproveitamento dos educandos e melhores condições aos professores para ensiná-los. Ensino fundamental Para os anos iniciais do ensino fundamental haverá o aumento da carga horária das disciplinas de português e matemática, além da inserção das disciplinas de redação e língua inglesa, bem como o aprofundamento da leitura e escrita, desde o 1º ano do ensino fundamental. Nos anos finais do ensino fundamental, também haverá ampliação da carga horária em língua portuguesa e matemática, inserção das disciplinas de redação, física e química no 9º ano. Nas turmas do 1º ao 5º ano, os alunos que optarem por não cursar a disciplina de ensino religioso, que é de oferta obrigatória, mas tem matrícula facultativa, os estudantes poderão escolher o aprofundamento em leitura e escrita (ALE) completando a carga horária definida por lei para este nível de ensino. Ensino Médio Pensando em preparar os estudantes do ensino médio para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), os vestibulares e o mundo do trabalho, haverá a inclusão dos conteúdos de conhecimentos gerais nos componentes curriculares de história e geografia da 3ª série do ensino médio regular e de atualidades, dentro do componente de sociologia. Nas unidades de tempo integrais implantadas antes da adesão do Estado ao Programa de Implementação ao Ensino Médio em Tempo Integral, conteúdo de conhecimento gerais e atualidades será ministrado como disciplina. Os alunos do ensino médio também terão aumento da carga horária em português, matemática, biologia, química e física, além da disciplina de redação em todas as séries. Ensino Médio Integral Nas 50 unidades escolares em Tempo Integral da rede estadual, que não integram o Programa de Implementação ao Ensino Médio em Tempo Integral, serão inseridos no componente curricular de cultura corporal, aulas de dança, jogos intelectuais, artes marciais ou esportes, que serão ofertadas de acordo com a opção de cada unidade escolar. No componente curricular de produção e expressão artística cada escola poderá escolher entre aulas de teatro, dança, canto ou produção artística. Também será de livre escolha das unidades escolares optarem pela oferta de aulas de informática ou iniciação científica, de acordo com a demanda local. Diversidade As unidades de ensino que atendem públicos específicos como as escolas quilombolas, do campo, indígenas e as que oferecem a Educação de Jovens e Adultos (EJA), além dos avanços citados, as novas estruturas curriculares ainda atendem às especificidades de cada realidade. Para a EJA, a proposta traz a inclusão do componente curricular emprego e trabalho, com o objetivo de preparar os alunos para o ingresso e permanência no mundo do emprego. Os estudantes também terão aulas de redação em todos os segmentos da EJA oferecidos. As escolas quilombolas serão contempladas com conteúdos específicos valorizando os conhecimentos e a realidade dos alunos. Será inserida a disciplina saberes e fazeres quilombolas, abrangendo formas de cultivo e produção destas comunidades. Outra novidade é o componente curricular cultura quilombola, que abordará a diversidade cultural especifica deste público. Como forma de valorização das ciências camponesas, as escolas do campo terão, a partir deste ano, a disciplina saberes e fazeres do campo na qual serão trabalhadas, conforme a realidade sócioconômica de cada região, os conteúdos: sistema de cultivo, sistema de criação, agroindústria, aquicultura ou extrativismo. Nas unidades escolares indígenas os estudantes terão, além do estudo da cultura religiosa indígena e do estudo da língua indígena, o componente curricular saberes indígenas que abordará, de maneira contextualizada, valores, crenças e costumes de cada etnia. Para a professora Wanessa Sechim, todas as mudanças propostas pela pasta e aprovadas pelo CEE acarretarão na melhoria gradual do ensino ofertado. “Com as estruturas curriculares aprovadas, conteúdos alinhados, mais aulas semanais e menos alunos em sala de aula, formam um contexto que acreditamos ser ideal para a eficiência e eficácia do trabalho dos professores e, por consequência, para o sucesso da aprendizagem dos alunos”, conclui.
Governo recebe empresário interessado em instalar usina de etanol à base de milho no Tocantins
O secretario de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura, Alexandro de Castro, representando o Governo do Estado, recebeu nesta segunda-feira, 9, na sede da pasta, o empresário Leandro Mendonça, sócio proprietário da Petrosoja, empresa distribuidora de combustíveis. A visita teve como objetivo a busca de informações para projeto de instalação de uma usina de etanol à base de milho no Tocantins.
Conforme explicou o empresário, o projeto está em fase de pesquisa. “Já temos uma empresa de distribuição de combustível instalada em Gurupi, que deve começar a operar a partir de março deste ano. E estamos fazendo um estudo para ver se conseguimos agregar sinergia à distribuição e à produção”, disse.
Ele informou ainda que o local para a instalação da usina ainda está em fase de estudo, mas a região sul do Tocantins seria a mais provável, pela proximidade com as áreas de cultivo de milho e também da ferrovia, facilitando o escoamento. “Eu vejo no Tocantins um futuro bastante promissor, com potencial agrícola muito grande e uma logística muito interessante”, reforçou, fazendo questão de destacar a receptividade que teve no Estado.
De acordo com o secretário, a visita é resultado de um trabalho que a secretaria vem fazendo na atração de investidores. “Nosso trabalho tem sido identificar as necessidades das cadeias produtivas do Estado, visando o processo de industrialização. Identificando os grupos empresariais e empresas que atuam dentro do ramo que o Estado mais precisa de investimento”, pontuou.
A instalação de uma usina de etanol à base de milho, segundo o diretor de Desenvolvimento Estratégico e Atração de Investimentos da Seden, Paulo Mendonça, irá contribuir para dois importantes segmentos agrícolas do Tocantins. “A grande quantidade de floresta plantada que temos na região vai servir de insumo para a produção do etanol, alavancando a agroindústria que produz floresta. E vai incentivar a produção de milho e ainda alavancar a cadeia do milho no Estado”, destacou.
O milho é a base da produção de etanol nos Estados Unidos. O empresário explica que no Brasil já existem algumas usinas produzindo etanol a partir do milho com bastante sucesso. “Estamos indo nesse caminho que é uma tendência e, que vejo que não terá mais volta” ressaltou. Após a conclusão dos estudos, que deve levar cerca de 30 dias, a instalação da usina pode ser concluída entre seis meses e um ano.
PRF FLAGRA MAIS UM MOTORISTA EMBRIAGADO NA BR-153
Durante a Operação Integrada Rodovida a PRF tem intensificado seu trabalho de combate a embriaguez ao volante, assim, durante uma abordagem de rotina, realizada no dia 08/01/2017, por volta das 19h31, na BR-153, km 136,0, no município de Araguaína/TO, foi fiscalizado o veículo HONDA/BIZ 125 ES, conduzido pelo Sr. J. A. DA S., de 47 anos.
No decorrer da abordagem o condutor apresentou visíveis sinais e sintomas de embriaguez sendo então submetido ao teste de etilômetro, apresentando o resultado de 1.057 miligrama de álcool por litro de ar alveolar.
Em razão de dirigir sob o efeito de substância alcoólica o condutor foi autuado com multa no valor de R$ 2.934,70, terá sua CNH suspensa, além de ter sido preso em flagrante e conduzido para Delegacia da Polícia Civil. A PRF alerta aos motoristas que além de sofrer medidas administrativas e criminais, aquele que assume a direção de veículo após ingerir bebida alcoólica coloca a sua vida em risco, assim como dos demais usuários das rodovias. Seja consciente e contribua para um trânsito mais seguro.
Amazonas pede presença da Força Nacional para conter crise no sistema prisional
O governo do Amazonas pediu ao Ministério da Justiça o apoio da Força Nacional de Segurança Pública para enfrentar a crise no sistema penitenciário. A solicitação de reforço de pessoal e equipamentos foi feita por meio de ofício do governador José Melo ao ministro Alexandre de Moraes, nesse domingo (8).
Segundo o Ministério da Justiça e Cidadania informou, o ministro já autorizou ajuda federal para a área de segurança aos estados do Amazonas, de Rondônia e Mato Grosso.
O efetivo da Força Nacional vai auxiliar as forças policiais locais a controlar a situação nos estabelecimentos penitenciários de Manaus (AM). Desde o dia 1º de janeiro, pelo menos 64 presos foram mortos em três unidades: Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), Instituto Penal Antônio Penal (Ipat) e na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, onde quatro detentos foram mortos na madrugada deste domingo (8).
No ofício enviado ao ministério, o governador do Amazonas reconhece que o tumulto e as mortes registradas ontem foram determinantes para que ele decidisse solicitar o apoio federal. Localizado em plena região central da capital manauara, o presídio foi reativado em regime de urgência para receber presos transferidos de outras unidades e que estavam ameaçados de morte.
“O trabalho que está sendo feito desde o dia 1º de janeiro, não só no sistema prisional em si, mas na busca incessante de captura de foragidos e no aumento do policiamento investigativo e ostensivo nas ruas de Manaus e no interior do Estado, está levando os envolvidos (Polícia Militar, Civil, Secretaria de Segurança Pública e inteligência) a limites preocupantes, do ponto de vista físico e psicológico”, ressalta o governador em trecho do ofício.
Segundo o governador, o problema no sistema penitenciário não é isolado. É um problema nacional cuja resolução depende da união de todos. “Diante do fato novo, do limite em que se encontram os integrantes do sistema e da recomendação feita pelo Comitê de Crise em conjunto com o Ministério Público Estadual, solicitamos o envio da Força Nacional, sem prejuízo das demais solicitações”, disse.
Na semana passada, o governo estadual já tinha pedido ao ministério o envio de tornozeleiras eletrônicas, scanners corporais, bloqueadores de sinal de celular e recursos para ampliar e reaparelhar o Instituto Médico Legal e o Instituto de Criminalística.
Polícia Militar Ambiental apreende carga de produtos perigosos
A Polícia Militar, por meio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), realizou a apreensão de um veículo que transportava produtos perigosos sem o devido licenciamento, nesse sábado, 7, no município de Gurupi. O motorista foi autuado por infração ambiental no valor de R$ 20 mil. Durante patrulhamento, os policiais militares abordaram um caminhão Mercedes Benz que transportava oito caixas de 20 litros de fungicida, 30 caixas de 20 litros de inseticida e mais 22 sacos de 15 quilos de outro tipo de fungicida, todos sem as autorizações obrigatórias para transporte. O motorista do veículo foi detido e autuado em flagrante por infração ambiental no valor de R$ 20 mil. A carga foi apreendida e apresentada na Delegacia de Polícia.
Lara Tavares / Governo do Tocantins
Desmatamento dispara na Amazônia

Péssima notícia para o clima e para o Brasil: governo revela crescimento de 29% no desmatamento na Amazônia, é o segundo aumento consecutivo
O Acordo de Paris, que visa reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEE) em escala global e foi recentemente ratificado pelo Brasil, já enfrenta uma grande ameaça com mais um aumento na taxa de desmatamento na Amazônia. O índice foi divulgado nesta terça-feira (29) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Desta vez, o desmatamento no período de agosto de 2015 à julho de 2016 foi de 7989 km², 29% maior que o período anterior.
A estimativa é de que essa destruição tenha liberado na atmosfera 586 milhões de toneladas de carbono equivalente – o mesmo que 8 anos de emissões por todos os automóveis no Brasil. Isso faz com que o país se distancie das ações necessárias para limitar o aquecimento do planeta em no máximo 1.5ºC e evitar graves consequências das mudanças climáticas. O aumento também coloca em risco o avanço obtido na redução do desmatamento entre 2005 e 2012. É a primeira vez em 12 anos que o desmatamento na maior floresta tropical do planeta apresenta aumento consecutivo. Essa perda de controle ilustra a falta de ambição do governo em lidar com o desafio de cessar a perda de florestas.
“Dentre os fatores que justificam o aumento do desmatamento está, sobretudo, a sinalização do governo de que irá tolerar a destruição. Quando o desmatamento começou a cair, em 2005, o recado apontava para outro sentido, de que a devastação seria combatida, com grandes esforços dos setores públicos, privado e terceiro setor. Mas nos últimos anos houve um intenso processo de enfraquecimento das políticas públicas de proteção ambiental”, observa Cristiane Mazzetti, da Campanha Amazônia do Greenpeace.
A sinalização, agora, é de que as portas estão abertas para a destruição. Além do enfraquecimento das medidas de comando e controle, em 2012, alinhado aos interesses da bancada ruralista, foi aprovado no Congresso e sancionado pela presidência um novo Código Florestal, que anistiou aqueles que desmataram ilegalmente até 2008. Até hoje, motivados por este processo, muitos ainda desmatam na expectativa de que uma nova anistia seja aprovada. O prazo para a inscrição no Cadastro Ambiental Rural já foi adiado por duas vezes, e nada garante que não ocorrerá novamente, mais um benefício para quem não cumpre a lei.
Nos últimos anos a criação de novas Unidades de Conservação e Terras Indígenas – instrumentos eficazes no combate ao desmatamento – praticamente parou. Em 2014 foi eleito o Congresso mais conservador e ruralista que já tivemos, que conduz uma agenda para minar mecanismos de proteção das florestas e seus povos. No ano seguinte, o governo federal anunciou dentro das contribuições nacionais para a redução de emissões de GEE o vergonhoso compromisso de acabar com o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030 – o que significa, na prática, tolerar a ilegalidade por mais 14 anos e não ter prazo para cessar a destruição em outros ecossistemas naturais do Brasil – ignorando exemplos de sucesso e a necessidade urgente de zerar o desmatamento, seja legal ou ilegal.
Além disso, está sendo discutido no Congresso Nacional um projeto autorizando a venda de terras para estrangeiros, fato que já está estimulando a especulação fundiária e a grilagem. A crise econômica e política em que o país mergulhou também não contribui para a defesa das florestas.
“Compromissos de mercado que visam o fim do desmatamento, como a Moratória da Soja e o Compromisso Público da Pecuária, são agora mais necessários do que nunca para barrar a derrubada de florestas. Entretanto, sem que o governo coloque o desafio de acabar com o desmatamento como prioridade e eleve sua ambição, será muito difícil conter a destruição. Adiar o fim do desmatamento implicará em perdas para toda a sociedade”, afirma Mazzetti.
Queimada em Lábrea (AM). (© Rogério Assis / Greenpeace)
Ainda há tempo de reverter esse quadro, assumindo um compromisso definitivo pelo Desmatamento Zero. O Brasil precisa rever a meta de desmatamento apontada na NDC (Contribuições Nacionalmente Determinadas) e adotar medidas estruturantes, como fortalecimento da fiscalização, criação de áreas protegidas, além de retomar a relevância do PPCDAM (Programa de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia).
– Veja outras medidas aqui.
Dessa maneira o governo recupera sua capacidade de conter a devastação da floresta e dá um passo eficaz na redução das emissões de gases do efeito estufa. Tal posição estaria também alinhada ao desejo da sociedade brasileira, que em 2015 levou ao Congresso Nacional uma proposta de lei pelo fim do desmatamento, atualmente aberta para consulta pública.
Participe da consulta pública e ajude a tornar o Desmatamento Zero realidade.
Desmatamento em detalhes
Todos os estados da Amazônia, com exceção do Mato Grosso e Amapá, tiveram aumento expressivo na taxa de desmatamento em relação ao ano anterior. Amazonas, Acre e Pará tiveram os maiores aumentos em relação à taxa de 2015: 54, 47 e 41% respectivamente. Estados como Amazonas e Acre, que um dia se destacaram pelas políticas de conservação, agora deixam a peteca cair.
O Pará, como de costume, liderou em disparado o ranking da destruição, onde 3025 km² de florestas foram tiradas do mapa, 37% do total. As florestas do estado sofrem com diversas pressões: o Pará é um grande produtor de madeira contaminada pela ilegalidade, detém o terceiro maior rebanho bovino do Brasil e é também alvo da ampliação de infraestrutura, que provoca especulação de terras e grilagem, a exemplo do Município de Altamira onde houve expressivo aumento no desmatamento após a construção da hidrelétrica de Belo Monte. Segundo os dados do Prodes, foi o município com a maior área desmatada no período. O local também sofre com a atuação de quadrilhas especializadas na grilagem de terras e no desmatamento, casos como os de Ezequiel Castanha e Jotinha – o grileiro dos Jardins.
O Mato Grosso, embora tenha diminuído em 6% o desmatamento em relação ao período anterior, ainda é o segundo estado que mais desmata a Amazônia, com 1508km² derrubados. O estado detém o maior rebanho de bovinos do país (29 milhões de cabeças em 2015) e é o maior produtor de soja. A demanda crescente por esses produtos vem estimulando a expansão das áreas de cultivo sobre a floresta. Recentemente o banco Santander foi multado pelo IBAMA em ação conjunta com o MPF por financiar o plantio de soja em áreas embargadas no estado.
O Amazonas continua chamando atenção, pois vem aumentando significativamente o desmatamento nos últimos anos. Apenas de 2014 para 2015, o crescimento foi de 42%, e de 2015 para 2016, de 54%. O estado passou por uma reforma administrativa em 2015 que enfraqueceu a gestão ambiental. O sul do Amazonas tornou-se alvo de expansão pecuária, com intensa conversão de floresta em pastos. O estado ainda detém uma grande porção de florestas públicas não destinadas, que no momento estão à mercê de grileiros. O Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) do Imazon já vinha indicando uma explosão no desmatamento no município de Lábrea, que também apresentou grande número de focos de queimadas– como verificado em campo pelo Greenpeace em agosto.
Em agosto de 2016, o Greenpeace sobrevoou a Amazônia para localizar e registrar focos de queimadas e Lábrea, no Amazonas, foi destaque em número de focos. (© Rogério Assis / Greenpeace)
Maduro aumenta salário mínimo em 50% na Venezuela
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou ness domingo (8) um aumento de 50% no salário mínimo, que sobe para 40.638 bolívares (US$ 60, na taxa oficial mais alta, e US$ 12, na cotação do mercado negro). A informação é da Agência France Press (AFP).
“Para começar o ano, decidi pelo aumento. Seria, se levarmos em conta o aumento que dei em janeiro de 2016, o quinto em um ano”, disse Maduro, na primeira transmissão de 2017 de seu programa semanal no canal estatal VTV.
O salário é complementado com um bônus de alimentação de 63.720 bolívares (US$ 93, na taxa oficial). O aumento inclui os aposentados, acrescentou Maduro.
Os aumentos sucessivos decretados pelo governo foram devorados pela inflação, estimada em 475% em 2016 , e pela perda de valor do bolívar frente ao dólar.
Além do alto custo de vida, os venezuelanos sofrem com a escassez de alimentos e remédios.
Para combater o desabastecimento, Maduro anunciou um plano destinado a criar “um sistema de lojas” que venderão produtos básicos a preços subsidiados, controlado pelos comitês locais de Abastecimento e Produção (Clap), organizações municipais que distribuem comida em áreas populares.
Segundo o presidente, as lojas estarão localizadas nas 45 cidades mais povoadas do país.



















