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Coreia do Norte afirma ter testado com êxito uma bomba de hidrogênio

Pyongyang declarou ter realizado um teste bem-sucedido de uma bomba de hidrogênio, projetada para mísseis balísticos intercontinentais.

A declaração oficial foi feita no canal estatal e transmitido na TV sul-coreana e japonesa.

“O teste da bomba de hidrogênio, projetada para ser instalada em mísseis balísticos intercontinentais, foi realizado com sucesso”, diz o anúncio.

Mais cedo foram registrados dois terremotos na Coreia do Norte. Tanto o Japão como a Coreia do Sul convocaram reuniões de seus conselhos de Segurança Nacional para discutir a questão. As Forças Armadas da Coreia do Sul estão em alerta.

Anteriormente (2) a Coreia do Norte havia afirmado ser capaz de disparar um míssil balístico intercontinental com uma bomba de hidrogênio.

br.sputniknews.com

Prefeito  Charles,  de Palmeirante, entrega  benefícios à população 

Neste sábado (02), o prefeito  Charles  Rodrigues, de Palmeirante, entregou à população vários  benefícios. Entre eles, a aquisição de três veículos; inauguração  de um abatedouro de aves; inauguração da rede  de água  no  setor Barro Liso  e do Serviço de Inspeção Municipal (S.I.M.).

Na oportunidade, o prefeito Chales  ressaltou a importância  dos  benefícios entregues pela Prefeitura Municipal de Palmeirante:”Hoje, entregamos água  ao setor Barro Liso,  que  vai beneficiar mais de 80 famílias. Isso era um   desejo antigo  da população. Outros benefícios  também  entregues hoje  foi o abatedouro  de aves e três  veículos novos para atender as demandas do  município de Palmeirante. Vejo tudo isso como sendo de grande relevância e  quero reforçar  que  mais  benefícios virão, atendendo a agroindústria. Além disso,  implementaremos uma padaria  comunitária.  Já temos também   recursos garantidos para pavimentação asfáltica.  Com tudo isso,  o  nosso município vai crescer  muito  nos próximos quatro anos”.

Tocantins registra mais de 23 mil inscritos no Exame Nacional para Certificação de Competências

O Ministério da Educação (MEC) divulgou o número de inscritos para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2017.  No Tocantins, 23.887 pessoas se inscreveram para a avaliação. Em todo o país foram 1.573.862 inscritos. As provas serão aplicadas no dia 22 de outubro em 12 municípios tocantinenses.

O principal objetivo da avaliação é aferir competências, habilidades e saberes de pessoas que não conseguiram concluir o ensino fundamental ou o ensino médio na idade correta. O Encceja é realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e no Tocantins conta com a parceria da Secretaria de Estado da Educação Juventude e Esportes (Seduc) para oferecer a certificação dos participantes ou emitir a declaração parcial de proficiência, com base nos resultados do exame.

Segundo o gerente de Avaliação da Aprendizagem da Seduc, Emerson Azevedo Soares, “o exame permite o aumento da escolaridade por meio da certificação, um importante passo para aqueles que querem fazer um curso técnico e ainda não concluíram o ensino fundamental ou médio. O Encceja representa uma nova chance de retomar os estudos ou de entrar para o mercado de trabalho”, enfatizou.

Provas

No Tocantins, o exame acontecerá nos municípios de Araguaína, Araguatins, Arraias, Colinas do Tocantins, Dianópolis, Guaraí, Gurupi, Miracema do Tocantins, Palmas, Paraíso do Tocantins, Porto Nacional e Tocantinópolis.

As provas para o ensino fundamental acontecerão no turno matutino das 8 às 12 horas, avaliando as áreas de Ciências Naturais, e História e Geografia. No turno da tarde, das 14h30 às 19h30, será a vez de testar os conhecimentos dos candidatos em Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física, Redação e Matemática.

Para o ensino médio, as provas acontecerão das 8 às 12 horas com as áreas Ciências da Natureza e suas tecnologias; Ciências Humanas e suas tecnologias. No período da tarde, as provas acontecerão das 14h30 às 19h30 com as áreas de Linguagens, Códigos e suas tecnologias, redação; e Matemática e suas tecnologias.

Encceja para Privados de Liberdade

O Encceja também beneficia pessoas privadas de liberdade e jovens sob medida socioeducativa (Encceja PPL).  Para este público, as inscrições podem ser feitas até 8 de setembro, no site do Inep, pelos responsáveis pedagógicos das unidades prisionais e socioeducativas.

Para quem busca obter a certificação para o ensino fundamental é necessário ter, no mínimo, 15 anos de idade. Já aqueles que pretendem receber o certificado de conclusão do ensino médio, a idade mínima exigida é de 18 anos. Os candidatos com mais de 18 anos e que não tiverem concluído o ensino fundamental podem também optar por prestar o Encceja PLL direto para o ensino médio.

As provas do Encceja PPL 2017 serão aplicadas em 24 e 25 de outubro, nas próprias unidades prisionais e socioeducativas. O exame será dividido em quatro provas objetivas, com 30 questões de múltipla escolha, além de redação.

Núbia Daiana Mota /Governo do Tocantins

Maioria do STF é pelo ensino religioso não confessional; sessão foi suspensa

Fachada Supremo Tribunal Federal

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou hoje (31) placar de 3 votos a 2 a favor do reconhecimento de que o ensino religioso nas escolas públicas deve ser de natureza não confessional, com a proibição de admissão de professores que atuem como representantes de confissões religiosas. Após os votos, a sessão foi suspensa e será retomada no dia 20 de setembro.

Até o momento, os ministros Luiz Fux e Rosa Weber acompanharam o relator, ministro Luís Roberto Barroso, para dar interpretação conforme a Constituição e declarar que o ensino religioso nas escolas públicas de todo o país deve ser de forma não confessional.

Alexandre de Moraes e Edson Fachin votaram a favor do ensino confessional nas escolas por entenderem que os estados podem estabelecer como será ministrado a matéria, mas de forma facultativa para os estudantes, conforme determina a lei de diretrizes da educação.

“Você não está ensinando religiosamente aquele que se inscreveu numa determinada fé se você descreve dessa, daquela ou da outra. Isso pode ser inclusive dado como história das religiões, mas não é ensino religioso”, argumentou Moraes.

A ação da PGR foi proposta em 2010 pela então vice-procuradora Débora Duprat. Segundo entendimento da procuradoria, o ensino religioso só pode ser oferecido se o conteúdo programático da disciplina consistir na exposição “das doutrinas, práticas, histórias e dimensão social das diferentes religiões”, sem que o professor privilegie nenhum credo.

Para a procuradora, o ensino religioso no país aponta para a adoção do “ensino da religião católica”, fato que afronta o princípio constitucional da laicidade. O ensino religioso está previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no Decreto 7.107/2010, acordo assinado entre o Brasil e o Vaticano para o ensino do tema.

Outro lado

Na sessão de quarta-feira (30), o advogado Fernando Neves, representante da Conferência  Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), defendeu a obrigatoriedade do ensino religioso por estar previsto na Constituição. Além disso, Neves argumentou que o poder público não pode impedir o cidadão de ter a opção de aprofundar os conceitos sobre sua fé.

“O ensino religioso não é catequese, não é proselitismo. É aprofundamento daquele que já escolheu aquela fé, por si ou por sua família. Os alunos são livres para frequentar”, argumentou.

A advogada-geral da União, Grace Mendonça, defendeu também o ensino religioso nas escolas públicas no formato atual. Para ela, ao prever expressamente a disciplina, a Constituição obriga o Estado a oferecê-la. Gracie argumentou que a oferta da disciplina nas escolas públicas fortalece a democracia, tornando-a mais inclusiva.

Edição: Fernando Fraga
André Richter – Repórter da Agência Brasil

Temer x Amazônia: ameaça ao meio ambiente ou à soberania nacional?

O governo brasileiro publicou um decreto há poucos dias extinguindo a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) e autorizando a iniciativa privada a explorar partes dessa região, o que antes era restrito ao Estado. Embora a decisão tenha uma relação mais direta com a soberania, a preocupação ambiental acabou tomando conta da discussão.

Ocupando uma área de 46.450 km² entre os estados do Pará e Amapá, em plena Floresta Amazônica, a Renca foi instituída em 1984 pelos militares, com o objetivo de promover pesquisas públicas sobre a incidência de minerais naquela zona. Essas avaliações, segundo o decreto 89.404, seriam feitas exclusivamente pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), enquanto as concessões para exploração seriam dadas a empresas parceiras. A ideia, em termos soberanos, era a de guardar para o Estado o máximo dos benefícios provenientes da extração desses recursos. A preocupação com o meio ambiente não era uma prioridade na época. Mas, de lá pra cá, as pesquisas pouco avançaram.

Após anos de lentidão, o governo do presidente Michel Temer, ignorando parecer contrário do Ministério do Meio Ambiente, decidiu agilizar os trabalhos na região acabando com a reserva. Com decretos publicados nos dias 22 e 28 de agosto, o Planalto retirou a obrigatoriedade de ter o Estado como explorador único dos recursos daquela área, abrindo espaço para companhias privadas nacionais e também estrangeiras.

Nos mais de 4 milhões de hectares da Renca, estima-se que haja uma imensa quantidade de ouro, ferro, manganês, titânio e outros minerais de interesse estratégico. Atualmente, a mineração corresponde a cerca de 4% do PIB do Brasil, tendo produzido 25 bilhões de dólares em riqueza no último ano. Com essa nova abertura, o governo espera incrementar ainda mais o setor, atraindo novos investimentos, gerando mais empregos e mais renda. Alguns críticos, no entanto, afirmam que os ganhos seriam maiores se esses recursos permanecessem nas mãos do Estado.

A recente manobra realizada pela atual administração, que ainda esbarra em obstáculos jurídicos, se insere em uma tendência neoliberal que tem se apresentado como uma das principais marcas da gestão Temer. Outra marca também presente é a da flexibilização das políticas de meio ambiente, como destacou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AM) em entrevista à Sputnik:

“O governo caminha para uma ação de entrega do patrimônio nacional e desmedida desregulação e de exposição, na seara do lucro fácil de atividades que necessitariam da proteção do Estado, como seria a defesa da própria floresta”, disse ele, expressando o sentimento de muitos outros políticos também.

As duas implicações se confundem nas inúmeras manifestações de desaprovação vistas até agora, dentro e fora do Brasil. Nas redes sociais, várias personalidades conhecidas e usuários em geral vêm demonstrando sua aversão à medida, principalmente sob a hashtag #TodosPelaAmazonia.

Temer quer destruir a Amazônia?

O presidente Michel Temer está sendo acusado por seus opositores de acabar com reservas ambientais e territórios indígenas para agradar a bancada ruralista no Congresso, uma das principais forças da sua base. Na verdade, o segundo decreto do governo (9.147), que revoga o primeiro, menos detalhado, não prevê a extinção de nenhuma das sete unidades de conservação da natureza ou das duas terras indígenas demarcadas que estão dentro da Renca e que respondem pela maior parte da reserva. No entanto — e aí está a preocupação de muitos especialistas —, abre brechas para a exploração em alguns desses locais, ao dizer, no seu artigo 3º, que podem ocorrer “autorização de pesquisa mineral, concessão de lavra, permissão de lavra garimpeira, licenciamento e qualquer outro tipo de direito de exploração minerária” quando previstos nos planos de manejo.

A princípio, a abertura à atividade minerária só afetaria cerca de 30% de toda a Renca. Mas, quatro dessas unidades de conservação são classificadas como “áreas de uso sustentável dos recursos”. Em duas, a mineração já foi descartada, mas uma (Floresta Estadual do Paru) libera a atividade em algumas partes e a outra (Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Irataputu) ainda não tem um plano de manejo definido.

Fora essas exceções, ambientalistas também apontam para o risco das consequências de outras ações que vêm sendo adotadas ou discutidas na área ambiental, que, em conjunto, podem fazer grandes estragos, como o projeto de lei, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que pretende autorizar a atividade mineradora em terras indígenas, e a chamada MP da grilagem, que, de acordo com críticos, estimula invasões e desmatamentos.

Desmatamento voltou a crescer na Amazônia nos dois últimos anos
WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL/FOTOS PÚBLICAS

No caso da Renca, outro problema preocupante, segundo o coordenador de Políticas Públicas do WWF-Brasil, é a possibilidade de o governo reduzir limites de unidades de conservação ou alterar suas categorias, de forma a permitir a mineração.

“O que a gente defende é que qualquer alteração de categoria ou limite das unidades de conservação seja feito por PL, passando pelas comissões, para que a gente possa ter acesso a essas informações, acompanhe a discussão e tenha audiências públicas. No caso da Renca, eles dizem que discutem o projeto desde 2015, mas a gente nunca foi incluído, nem mesmo as comunidades indígenas foram convidadas, muito menos os extrativistas. A gente tinha rumores que sairia, mas só tivemos a certeza quando saiu o decreto”, disse Michel de Souza em entrevista ao HuffPost Brasil.

Por último, sem esgotar o debate, opositores às medidas recentemente anunciadas apontam também para consequências de ordem migratória e de poluição. Para eles, mesmo que as áreas protegidas não sejam diretamente exploradas, elas podem ser afetadas pela degradação da qualidade da água e do ar, aumento repentino da população em zonas de floresta e até crescimento de garimpos ilegais, um dos problemas que o governo diz querer combater com a extinção da reserva.

Impasse

Após uma série de contestações e protestos, a Justiça Federal em Brasília decidiu suspender o efeito de “todo e qualquer ato administrativo tendente a extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados”, alegando que tal ação só poderia ser feita por meio de lei, passando pelo parlamento.

Na última quarta-feira, 30, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, foi escolhido para ser o relator da ação movida pelo PSOL contra o decreto de Michel Temer que acaba com a Renca. Em seguida, o magistrado informou que o presidente da República terá dez dias para explicar o documento.

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Congresso não conclui votação do projeto que revisa metas fiscais

Por falta de quórum, o Congresso Nacional aprovou na madrugada de hoje (31) o texto-base, mas não concluiu a votação do projeto que revisa as metas fiscais de 2017 e de 2018 para um déficit de R$ 159 bilhões. O texto principal que previa alteração nos déficits fiscais dos dois anos chegou a ser aprovado, mas como a sessão se prolongou pela madrugada, o quórum mínimo necessário para prosseguimento da votação, que analisava cinco destaques, não foi alcançado.

Com a derrota, o governo será obrigado a enviar hoje o projeto de lei do Orçamento de 2018 com o déficit de R$ 129 bilhões, menor do que as expectativas atualizadas pela equipe econômica. Caso o projeto tivesse sido aprovado por completo, o Executivo estaria autorizado a enviar a nova meta fiscal de acordo com o ajuste na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Uma nova sessão do Congresso está marcada para a próxima terça-feira (5), às 19h, para que os parlamentares terminem de apreciar os últimos dois dos cinco destaques feitos ao texto.

Plenário com 219 deputados

Após permanecer por quase uma hora aguardando os depudados para registro de presença no plenário, o presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), encerrou a sessão pouco depois das 3h40. No momento do encerramento, 219 deputados haviam registrado presença no plenário, quando o quórum necessário para que a votação continuasse era 257.

“Não há necessidade disso. Estamos há mais de 50 minutos [esperando o quórum]. A meta fiscal está aprovada. Nós derrubamos aqui quase todos os destaques que eu [conduzi] democraticamente. Para não dizer que eu estava aqui esperando para votar, na calada da noite, eu vou encerrar essa sessão. Estou com a consciência de dever cumprido, não estou aqui para defender governo, nem tirar o direito da oposição legítimo”, disse o presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Obstrução

Desde as 1h46, quando o texto-base foi aprovado, os parlamentares começaram a analisar os destaques sugerindo alterações em pontos específicos do texto. Três dos cinco destaques foram rejeitados, mas no momento em que a quarta emenda seria votada, a verificação de quórum foi novamente necessária.

A oposição pediu por diversas vezes para que Eunício Oliveira encerrasse a votação, mas ele optou por manter a sessão enquanto a base governista ainda tentava atingir o quórum. Ele chegou a cogitar suspender a sessão e retomá-la logo pela manhã, mas a alternativa foi considerada frágil regimentalmente. O líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), fez diversas ligações a colegas aliados ao Planalto. Aos poucos o quórum foi sendo preenchido, mas não no ritmo esperado pelo governo.

Repercussão

Brasília - O presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira, em nova sessão conjunta do Senado e da Câmara dos Deputados para retomar a votação de vetos presidenciais (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira,  encerrou a sessão pouco depois das 3h40Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), o governo não foi derrotado com a não conclusão da votação. “Foi uma derrota para o cansaço, porque 38 deputados não conseguiram chegar. Faz parte do jogo. Foi uma obstrução legítima, não podemos tirar o mérito da oposição, mas não é nada que crie qualquer problema para o governo”, disse. O senador explicou que caso os destaques sejam rejeitados na próxima semana, o governo precisa apenas enviar uma correção da meta ao Congresso Nacional.

Pouco antes do fim da sessão, o líder do PSOL na Câmara, deputado Glauber Braga (RJ), disse que viraria a noite se fosse preciso. “Essa história de suspender sessão para a turma tomar café e, no dia seguinte, de manhã, estar aqui, coisa nenhuma. Vamos ficar aqui. Não tem isso, não. Vamos ficar aqui no plenário da Câmara. Eu agora estou disposto. Estou com mais energia do que no início da sessão para ficar aqui agora”, disse.

Sessão

A sessão que se prolongou madrugada adentro começou pouco antes das 17h, com a análise de oito vetos presidenciais que deveriam ser votados antes das novas metas fiscais. Antes da aprovação do texto-base, a oposição já pedia a verificação de quórum, o que atrasou paulatinamente a sessão.

“Assim que completar o quórum, eu encerro”, disse Eunício Oliveira, deixando os oposicionistas indignados. “Quem tem compromisso com o governo e com essa meta, que estivesse no plenário”, reclamou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Após a votação, o presidente do Congresso disse que foi aprovada a meta fiscal. “Como não altera absolutamente nada e o governo, pelo prazo, tem que encaminhar a meta antiga, nós encerramos a sessão uma vez que votamos aqui todos os vetos pendentes. Votamos durante onze horas ontem e onze horas e meia hoje quase vinte matérias nominais, com obstrução, com questões de ordem apenas para correr tempo, e pelo jogo da oposição”, disse.

Na proposta enviada ao Congresso, o governo está revendo as metas fiscais deste ano, que prevê um déficit primário de R$ 139 bilhões; e a do ano que vem, cujo déficit previsto era de R$ 129 bilhões. A proposta do governo prevê a revisão dos próximos dois anos para um déficit primário de R$ 159 bilhões.

Edição: Fábio Massalli
Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

MPE participa de audiência pública sobre a situação de obras inacabadas no Tocantins

O Subprocurador-Geral de Justiça, José Omar de Almeida Júnior, participou, na tarde desta quarta-feira, 30, de uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins, em Palmas, que discutiu a situação das obras inacabadas no Estado.

A reunião contou com a participação de representantes do Tribunal de Contas do Estado, OAB/TO, Procon, além de deputados estaduais e do Secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Sérgio Leão.

“Este debate foi extremamente louvável, pois temos centenas de obras paradas que causam, à sociedade, um prejuízo social e financeiro em face da não utilização desses equipamentos públicos. É necessário chegar-se a um consenso entre Legislativo e Executivo para que haja um direcionamento de recursos para conclusão de estradas, pontes e outras obras”, comentou José Omar.

A audiência pública foi promovida pela Comissão de Administração, Trabalho, Defesa do Consumidor, Transporte, Desenvolvimento Urbano e Serviço Público. Estiveram presentes os deputados Eli Borges, Zé Roberto, Valdemar Jr, Amália Santana, José Bonifácio, Cleiton Cardoso, Valderez Castelo Branco, Nilton Franco, Olyntho Neto, Jorge Frederico, Wanderley Barbosa, Elenil da Penha, Paulo Mourão e Toinho Andrade.

João Lino Cavalcante

Fachin nega pedido de suspeição de Janot para atuar contra Temer

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin rejeitou hoje (30) o pedido de suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, feito pela defesa do presidente Michel Temer, para atuar em investigação relacionada ao presidente que está em tramitação na Corte. Na decisão, Fachin entendeu que não houve indícios de parcialidade de Janot durante as investigações contra o presidente.

No início do mês, o advogado Antonio Mariz, representante de Temer, acusou Rodrigo Janot de parcialidade nas investigações. “Se ao contrário, assumir de pronto que o suspeito é culpado, sem uma convicção da sua responsabilidade, vai atuar no curso das investigações e do processo com o objetivo de obter elementos que confirmem o seu posicionamento prematuro”, disse Mariz.

Na ação, a defesa de Temer também cita uma palestra na qual Janot disse que “enquanto houver bambu, lá vai flecha”, uma referência, segundo o advogado, ao processo de investigação contra o presidente.

“Parece pouco interessar ao procurador se o alvo a ser atingido, além da pessoa física de Michel Temer, é a instituição Presidência da República; as instituições republicanas; a sociedade brasileira ou a nação”.

Edição: Fernando Fraga

PF deflagra operação que investiga corrupção de servidores do Mapa e cumpre mandados

Conforme a PF, esta fase é desdobramento da Operação Lucas que começou após denúncia de que frigoríficos e empresas de laticínios fiscalizadas teriam sido favorecidas em processos administrativos

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje, 30, a Operação Vegas, 2ª fase da Operação Lucas, que investiga crimes de corrupção envolvendo servidores do Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento, frigoríficos e laticínios localizados nos municípios de Araguaína, Nova Olinda e Gurupi.

Cerca de 115 policiais federais cumprem 51 mandados judiciais, sendo 1 de prisão preventiva, 10 prisões temporárias, 12 mandados de condução coercitiva e 28 mandados de busca e apreensão nos Estados do Maranhão, Minas Gerais e nos municípios de Araguaína, Gurupi, Palmas e Paraíso do Tocantins.

foi decretada a prisão preventiva de Dagoberto Machado Prata e as prisões temporárias de Orliomar Martins da Cruz, Cleverson Baum,Rogerio Ilario Alves da Silva, Wagno Oliveira Silva, Fredson Ronei Candido, Priscila Sousa Silva, Naelson Georlando Santos, Marcelo Pereira da Costa, Wanderlei da Silva Araújo e Florisbel Pereira dos Santos, pelo prazo de 5 dias.

Uma entrevista coletiva será realizada às 10h, na Delegacia da PF em Araguaína. Conforme a PF, esta fase é desdobramento da Operação Lucas que começou após denúncia de que frigoríficos e empresas de laticínios fiscalizadas teriam sido favorecidas em processos administrativos, por meio do retardamento na tramitação e anulação de multas.

As pessoas investigadas, na medida de suas participações, poderão responder pelos crimes de corrupção passiva e ativa, cujas penas podem chegar a 12 anos de reclusão. O nome da operação é uma alusão a um diálogo interceptado no qual um dos investigados afirma que tudo que se passa em Vegas fica em Vegas.

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(Com informações da Ascom/PF)

Justiça acata pedidos do MPE e determina afastamento do Secretário Estadual de Saúde

A pedido do Ministério Público Estadual (MPE), a Justiça determinou o afastamento do Secretário Estadual de Saúde, Marcos Esner Musafir. A medida foi proferida nesta quarta-feira, 30, em dois processos, um referente à falta de médicos no Hospital Regional de Gurupi (HRG) e outro por falta de fornecimento de alimentação no mesmo hospital.

As decisões determinam que o Secretário se mantenha afastado, até o cumprimento e comprovação, por parte do Estado, de decisões anteriores que cobravam a solução dos problemas apontados.

As medidas atendem pedidos da 6ª Promotoria de Justiça de Gurupi que, na última terça-feira, 29, reiterou a falta de cumprimento de prazos pelo secretário.

Âncora Segundo o Promotor de Justiça Marcelo Lima Nunes, mesmo diante de recentes decisões da Justiça, o problema da falta de médicos, nos setores de Ginecologia e também de Ortopedia e do Pronto Socorro do HRG, persistiam. “O secretário quedava-se inerte, enquanto informações apresentadas pela Diretoria do HRG demonstravam que a escala do mês de agosto, também em outros setores, não seria fechada na segunda quinzena do mês, devido ao quadro deficitário de médicos”,pontuou.

Na decisão, o Juiz Nassib Cleto Mamud destaca que, “há mais de 6 (seis) meses, o funcionamento do Hospital Regional (contratação de médicos especialistas/plantonistas e fornecimento de alimentação especial) vem sendo garantido em virtude dos bloqueios judiciais efetuados e liberados, por meio de alvará, para pagamento daquelas despesas” e “que o judiciário vem praticamente administrando, financeiramente, o HRG com os contínuos bloqueios judiciais”, seja em relação ao pagamento de médicos, sejam para garantir a compra de alimentação aos pacientes e servidores do HRG, devido ao descumprimento de decisões liminares.

Daianne Fernandes

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