sábado, julho 11, 2026

55.3 F
Nova Iorque
sábado, julho 11, 2026
Início Site Página 964

Amastha anuncia entrega de 512 moradias populares em Palmas e convênio de R$ 50 milhões com Caixa

Na segunda semana como presidente em exercício da FNP, Carlos Amastha segue articulando pautas de interesse dos municípios. Depois de um encontro com o presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), para tratar sobre a CIDE Municipal foi a vez de se reunir com o presidente da CAIXA, Gilberto Occhi.

No encontro, Amastha convidou o gestor do banco para a inauguração em breve de 512 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida. E também de um convênio de R$ 50 milhões com o banco para projetos de eficiência energética. “Prefeito Amastha, conte sempre com a Caixa. Queremos juntos fortalecer o Estado brasileiro de uma maneira geral, gerando emprego e retomando os índices positivos da economia”, disse Occhi.

As moradias fazem parte dos conjuntos denominados Palmas Vertical Residence North I e II, localizados na região norte da Capital. O investimento previsto é de R$ 31 milhões. São recursos da Prefeitura de Palmas e do Governo Federal por meio do Ministério das Cidades. As residências serão entregues com toda a infraestrutura como asfalto, rede de esgoto, iluminação pública e demais equipamentos públicos.

Já os R$ 50 milhões se referem a um projeto de construção de parque de energia solar para atender todos os prédios públicos municipais como escolas, centros de saúde e unidades administrativas, com objetivo de gerar economia e preservação ambiental, além da qualidade do sistema.

Na reunião, Amastha reafirmou a importância do apoio da instituição no financiamento dos projetos de infraestrutura nos estados e municípios. “O que estamos buscando é mais eficiência para todos os municípios brasileiros por meio de mais recursos para investimentos, e isso não seria possível sem a CAIXA”, declarou.

Segundo Occhi, a grande expectativa é que esse ano seja de mais recursos. “As oportunidades de financiarmos estados e municípios com recursos da CAIXA devem ser ainda maiores”, garantiu.

PAUTA DA FNP

O apoio da Caixa para a realização da 73ª Reunião Geral da FNP, de 15 a 18 de abril, em Niterói/RJ, e do 5º Encontro de Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (EMDS), em abril de 2019, também foi destaque do encontro. A exemplo das edições anteriores, a instituição deve ter um papel importante nos eventos. “Queremos a participação da CAIXA, inclusive contribuindo com conteúdo que auxiliem os municípios na implementação de implementação de Parcerias Público-Privadas (PPPs)”, concluiu o presidente em exercício da FNP. (Com informações da assessoria de comunicação da FNP)

Dimas defende municípios e propõe uso de emendas impositivas em consórcios de cidades do Tocantins

Prefeito licenciado de Araguaína e pré-candidato ao Governo do estado defende o fortalecimento dos municípios, valorizando a união das cidades

A proposta de destinar as duas emendas impositivas da bancada federal do Tocantins no Congresso aos consórcios intermunicipais existentes no Estado foi feita pelo prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR), de 56 anos, em reunião na manhã desta quarta-feira, 17, com o presidente da ATM – Associação Tocantinense de Municípios, Jairo Soares Mariano, demais membros da diretoria e prefeitos. Durante a conversa, Dimas destacou a importância da união dos municípios para o fortalecimento do Estado do Tocantins como um todo.
Atualmente, o Tocantins tem três consórcios intermunicipais ativos: um do Bico do Papagaio (Extremo-Norte do Estado), um de Araguaína e cidades vizinhas e um de Palmas e os outros municípios impactados diretamente com a Usina de Lajeado. Além destes, o Estado tem outros seis consórcios, mas que não estão aptos a funcionar por falta de documentação e não realização de suas assembleias.
“Araguaína é a 2ª maior cidade do Tocantins. Em algumas poucas áreas, tem arrecadação maior que a da Capital, Palmas. E muito maior que a de muitos municípios menores. Por isso, estamos cientes da necessidade desta verba das emendas impositivas chegar aos consórcios formados para fortalecer estes municípios menores. Araguaína sempre esteve próxima da ATM, para estar sempre em contato com a realidade dos nossos companheiros gestores e da população que vive em cada canto desta terra”, pontua Dimas, ao ressaltar que os consórcios são a melhor foram de unir municípios no mesmo interesse, buscando recurso para atender diretamente a população.
Dimas destacou que municipalismo se faz com a união de grandes e pequenos municípios, e não apenas com encontros entre representantes de capitais e cidades de região metropolitana. “Estamos em um Estado aonde apenas Palmas e Araguaína têm mais de 100 mil habitantes. O resto tudo está em cidades de porte menor. Então, precisamos que o Estado auxilie todos os municípios, para poder atender a nossa população”, destacou Dimas.
Para o pré-candidato, o governo do Estado tem a missão de comandar o diálogo para munir os consórcios para receber recursos, cabendo aos municípios regularizarem seus grupos atualizando a documentação e promovendo as ações necessárias.
Pelo novo modelo de emendas impositivas da bancada federal, foi reservado 0,8% da RCL (Receita Corrente Líquida) da União para este fim. Pela evolução, em 2019 o valor vai ficar acima de R$ 160 milhões por estado para as duas emendas. “Tenho a convicção de que o fortalecimento dos municípios é o melhor caminho para diminuir as desigualdades entre as cidades, aumentar a sua autonomia, facilitar a fiscalização por parte da população e deixar o Estado e o governo Federal cuidando de problemas mais abrangentes. Caso a gente consiga garantir o valor para os municípios, via consórcio, seriam mais de R$ 80 milhões diretos em investimentos por grupos de cidade por ano. É dinheiro indo para quem mais precisam”, explicou.
Ronaldo Dimas foi o único pré-candidato ao governo do Estado a se reunir com os representantes da ATM e apresentar propostas concretas de fortalecimento do Tocantins.

Defesa de Temer entrega ao STF respostas a questionamentos da PF

A defesa do presidente Michel Temer enviou hoje (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) as respostas por escrito às perguntas feitas pela Polícia Federal (PF) no inquérito aberto pela Corte para investigar o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A por meio da edição do chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017). O interrogatório foi solicitado pelos delegados responsáveis pelo caso e autorizado pelo ministro Luis Roberto Barroso, relator da investigação. A íntegra do documento ainda não foi divulgada.

Além de Temer, são investigados no mesmo inquérito o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e os empresários Antônio Celso Grecco e Ricardo Mesquita, donos da Rodrimar, empresa que atua no Porto de Santos.

No documento, Temer respondeu as 50 peguntas relacionadas ao inquérito. Aos delegados, o presidente disse nunca foi procurado por empresários do setor portuário para tratar da edição do decreto. Sobre o ex-deputado Rocha Loures, um dos investigados no inquérito, Temer declarou que nunca o autorizou a fazer tratativas em seu nome. “Peço vênia para realçar a impertinência de tal questão, por colocar em dúvida a minha honorabilidade e dignidade pessoal”, escreveu.

Após a abertura do inquérito, em setembro do ano passado, a Rodrimar S/A declarou que nunca recebeu qualquer privilégio do Poder Público e que o Decreto dos Portos atendeu a uma reivindicação de todo o setor de terminais portuários do país. “Ressalte-se que não foi uma reivindicação da Rodrimar, mas de todo o setor. Os pleitos, no entanto, não foram totalmente contemplados no decreto, que abriu a possibilidade de regularizar a situação de cerca de uma centena de concessões em todo o país”.

Desde a abertura do inquérito, o Palácio do Planalto afirma que o Decreto dos Portos foi assinado após “longo processo de negociação” entre o governo e o setor portuário e informou que o presidente irá prestar todos os esclarecimentos necessários.

*texto atualizado às 16h03 para acréscimo de informações

Edição: Amanda Cieglinski
André Richter – Repórter da Agência Brasil

MPE requer a suspensão do concurso da Procuradoria-Geral do Estado

O Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou nesta terça-feira, 16, pedido de suspensão do concurso público para provimento do cargo de Procurador do Estado. A ação visa evitar danos ao erário, tendo em vista as irregularidades encontradas no Contrato Administrativo de Prestação de Serviços nº 04/2017, celebrado entre o Estado do Tocantins e a Fundação Carlos Chagas, responsável pela organização e aplicação das provas certame.

Dentre as ilegalidades apontadas no inquérito civil público instaurado pela 9ª Promotoria de Justiça da Capital está o fato de o contrato de prestação de serviços ter sido celebrado no dia 25 de abril de 2017, sem que houvesse empenho prévio e previsão na Lei Orçamentária Anual (LOA), que estimou a receita e fixou as despesas para o exercício financeiro de 2017.

Outro ponto inusitado refere-se ao fato de que, embora o Contrato Administrativo de Prestação de Serviços nº 04/2017 tenha sido celebrado em 25 de abril de 2017, seu extrato somente foi publicado no dia 20 de novembro, na edição nº 4.993 do Diário Oficial do Estado do Tocantins, quase nove meses depois.

Esta circunstância também macula o contrato, uma vez que contraria a Lei Federal nº 8.666/93 (Lei das licitações), pois a publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial deverá ser providenciada pela Administração até o quinto dia útil do mês seguinte ao de sua assinatura, para ocorrer no prazo de 20 dias daquela data.

“Exige-se a efetiva disponibilidade dos recursos orçamentários por ocasião da celebração do contrato, o qual, por sua vez, resulta na realização de despesa futura, demonstrando assim a obrigatoriedade de prévio empenho antes da celebração do contrato, como previsto nos artigos 60, c/c 61, c/c 63, § 2º, II, da Lei Federal nº 4.320/1964, na forma do art. 73, caput, do Decreto-Lei nº 200/1967”, relata o Promotor de Justiça Adriano Neves em seu pedido de suspensão do concurso.

O Promotor de Justiça acrescenta, ainda, que a Procuradoria-Geral provocou o Governador do Estado a encaminhar Projeto de Lei à Assembleia Legislativa com o objetivo de obter autorização do parlamento para a criação de ação orçamentária específica e abertura de crédito especial no valor de R$ 1 milhão e 500 mil, como forma de convalidar as ilegalidades na celebração do contrato.

Limite de gastos

O pedido de suspensão do concurso se ampara, também, na incapacidade legal do Governo do Estado de aumentar os gastos com folha de pagamento dos servidores públicos. O demonstrativo da despesa com pessoal referente ao 2º quadrimestre de 2017 evidencia que o Estado do Tocantins já atingiu o percentual de 51,27% da receita corrente líquida, violando a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000).

“É inviável a gestão de Poder ou Órgão Autônomo que tenha mais da metade de seus gastos direcionados à contratação de pessoal, situação que gera a precarização dos serviços públicos pela falta de recursos para custeio e investimento. O concurso público em questão, em sua essência, além de ilegal, é antieconômico”, destacou o Promotor de Justiça.

João Lino Cavalcante

Atrasos do Governo do Estado levam prefeitos a discutirem medidas para o recebimento de recursos

Para garantir a execução de programas como a Farmácia Básica, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), a manutenção de escolas e hospitais, o transporte rural de estudantes e as ações ambientais, as prefeituras recebem recursos do Estado para executarem os benefícios e projetos. Mas, o repasse do dinheiro aos cofres do Município tem sido irregular e o desequilíbrio financeiro das prefeituras provocou debate entre prefeitos durante reunião da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), ocorrida nesta quarta-feira, 17, no auditório da entidade municipalista, em Palmas.

Vindos das mais diversas regiões do Tocantins, os prefeitos revelaram descontentamento com a falta de prioridade do Governo do Estado dada aos Municípios diante dos frequentes atrasos de recursos que deveriam ser repassados pelo ente estadual. “O Estado precisa se reordenar e cumprir com repasses obrigatórios destinados aos Municípios. Se for preciso que corte da própria carne, como muitos governos municipais fazem. Executamos convênios firmados com o Estado, mas o dinheiro não chega. Fornecedores, prestadores de serviços e até mesmo a população cobram o prefeito, e não o governador” destacou Jairo Mariano, prefeito reeleito de Pedro Afonso e presidente da ATM, ao pregar ainda que as relações federativas e institucionais precisam ser cumpridas a risca pelo bem das comunidades locais.

Saúde Pública

Quanto aos convênios na área da saúde, o Estado deve aos Municípios R$ 23.652.838,00. Sem os recursos, as prefeituras sentem dificuldades na execução de programas como a Farmácia Básica, o SAMU, os Centros de Atenção Psicossociais (CAP’s), bem como a manutenção dos Hospitais de Pequeno Porte (HPP) e a promoção de serviços de Média e Alta Complexidade (MAC). “A ATM sentará mais uma vez com representantes do governo estadual para tentar renegociar a dívida. Como último recurso, buscará medidas judiciais”, revelou Mariano. Aos 12 maiores municípios do Tocantins, o Governo do Estado acumula dívidas desde 2014.

ICMS

Em 2017, a cota parte dos Municípios no Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) caiu com atrasos frequentes aos cofres municipais. “No município que administro, os atrasos no repasse do ICMS prejudicam o complemento do duodécimo da Câmara de Vereadores e o pagamento de fornecedores e prestadores de serviços” disse o prefeito de Ponte Alta do Bom Jesus, Yaporan Milhomem. Além dos atrasos nos repasses do tributo recolhido pelo Estado, a ATM revelou aos prefeitos que promoveu, anteriormente, uma auditoria nos repasses da cota-parte aos Municípios, quando foi constatada uma diferença a receber pelas prefeituras. “O montante total representa cerca de R$ 77 milhões, e cada município deve avaliar possíveis medidas administrativas e legais, com vistas a garantir seus direitos constitucionais”, orientou o presidente da entidade municipalista.

Transporte Escolar

Atrasos no repasse de recursos do convênio do transporte escolar de alunos da Rede Estadual de Ensino, residentes na Zona Rural, mais uma vez foi tema na discussão entre prefeitos. “O Estado precisa dialogar com os Municípios para que possamos encontrar uma solução conjunta para o problema”, sugeriu o prefeito de Piraquê, Eduardo Sobrinho. No Município, uma das rotas de alunos das escolas estaduais possui 45 quilômetros de extensão. “A falta de recursos onera o Município, que precisa tirar dinheiro de outras áreas para suprir a falta da verba”, complementou Sobrinho. Das dez parcelas do Transporte Escolar ao ano, o Estado repassou apenas oito, e contraiu um débito de R$ 9 milhões com os Municípios. Na reunião, os prefeitos deliberaram que somente transportarão alunos em 2018 se o Governo do Estado repassar os recursos restantes de 2017 e renegociar o valor/aluno do programa. Caso contrário, não firmaram convênios esse ano e devolverão a frota de ônibus ao Estado.

Irregularidades nos repasses do Fundo de Manutenção da Educação Básica e Valorização do Professor (Fundeb), além da falta de pagamento de emendas parlamentares, também foram pautas da reunião, que definiu ainda comissão de prefeitos para cada área onde se encontram a falta de recursos. Audiências com representantes do Governo do Estado estão marcadas para esta quarta-feira.

Victor Morais/Ascom ATM

Presidente do PT diz que para prender Lula ‘vai ter que matar gente’

A presidente do PT, Gleisi Hoffman, afirmou em entrevista ao site Poder 360, que não acredita na possibilidade de o ex-presidente Lula ir para a cadeia e disse que para prendê-lo “terá que matar gente”.

“Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar”, afirmou.

O ex-presidente será julgado em segunda instância pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre, no dia 24 de janeiro.  Lula já foi condenado a nove anos e seis meses de prisão pelo juiz Sergio Moro na Operação Lava Jato, por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá.

“Eles [os juízes] desceram para o ‘play’ da política […] No ‘play’ da política nós vamos jogar (…) E vamos jogar pesado”, afirmou.

A senadora eleita pelo Paraná defendeu que mesmo que Lula seja condenado, o Partido dos Trabalhadores deve manter a candidatura do ex-presidente. “A candidatura vai ser decidida na Justiça Eleitoral”, disse.

A presidente do partido acredita que se todos os recursos ainda não tiverem sido esgotados antes das eleições, será muito difícil cassar Lula depois de eleito. “Como é que vai cassar o voto de 40, de 50 milhões de brasileiros?”, questionou.

Gleisi não espera outro resultado no TRF-4 que não seja a absolvição. “Esse seria o único resultado capaz de resgatar a seriedade da Justiça brasileira e mostrar para o Brasil e para o mundo que há isenção no Poder Judiciário”.

O PT e movimentos sociais preparam grandes manifestações para o dia 24 de janeiro em diversas cidades do Brasil.

br.sputniknews.com

Temer afasta quatro vice-presidentes da Caixa por 15 dias

O presidente Michel Temer determinou o afastamento de quatro dos 12 vice-presidentes da Caixa Econômica Federal (CEF) por um período de 15 dias. Em nota, o Palácio do Planalto informou que esse será o prazo para que eles apresentem defesa das acusações de que são alvo.

Os vice-presidentes são investigados em operações da Polícia Federal. Temer deu a ordem ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles; e ao presidente da Caixa, Gilberto Occhi, para que procedessem com os afastamentos.

A determinação foi anunciada oito dias depois que o governo federal não seguiu a recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para exonerar todos os 12 vice-presidentes do órgão. Na última quinta-feira (11), os procuradores responsáveis pela Operação Greenfield enviaram um novo ofício ao presidente, desta vez alertando que ele poderia ser responsabilizado por “eventuais novos ilícitos” cometidos pelos gestores do banco. No documento, encaminhado inicialmente à Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, os membros do MPF colocam como data final para atendimento à recomendação o dia 26 de fevereiro.

Eles solicitam também que sejam anexados aos autos o relatório das investigações feitas por um escritório independente de advocacia contratado pela Caixa, o ofício enviado anteriormente a Temer e uma recomendação do Banco Central, de “teor semelhante” ao enviado pelo Ministério Público.

Na semana passada, o Palácio do Planalto disse que não cumpriria a recomendação.

A Operação Greenfield investiga indícios da existência de um esquema de cooptação de testemunhas para que não contribuíssem com a apuração de supostas irregularidades envolvendo fundos de pensão.

O primeiro pedido havia sido encaminhado a Temer no final do ano passado. Além das investigações em andamento, os procuradores citam a relação de alguns desses executivos com o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-ministro Geddel Vieira Lima, ambos presos por denúncias de corrupção.

Os vice-presidentes afastados são Antônio Carlos Ferreira, do Corporativo; Deusdina dos Reis Pereira, Fundos de Governo e Loterias; José Henrique Marques da Cruz, Clientes, Negócio e Transformação Digital, e Roberto Derziê de Sant’Anna, Governo.

Edição: Fernando Fraga
Marcelo Brandão e Paulo Victor Chagas – Repórteres da Agência Brasil

Polícia Civil autua em flagrante suspeito de furtar energia elétrica em Palmas

No final da tarde da última segunda-feira, 15, policiais civis da Delegacia Especializada na Repressão a Crimes Praticados contra Concessionárias de Serviços Públicos (DERFAE), comandados pelo delegado Elírio Putton Júnior, efetuaram a prisão do empresário Sandro Júnior Pereira Cerqueira, pela prática do crime de Furto de Energia Elétrica.

Segundo o delegado, foi identificado que na distribuidora de gás do suspeito, a qual fica localizada no Jardim Taquari, região Sul da Capital, havia uma ligação clandestina efetuada com a finalidade de praticar furto de energia elétrica, sendo que um funcionário da Energisa informou que no dia 12/01/2018, uma equipe da empresa já havia estado na empresa e retirado uma ligação clandestina que estava causando furto de energia, e agora constataram que a mesma foi refeita.

  Ao chegarem ao local, os policiais civis identificaram o responsável pelo estabelecimento e, ao ser ouvido, o homem informou que comprou a empresa há três meses, e que já recebeu ela com o “gato” de energia, e que, após o desligamento da gambiarra feito pela Energisa no dia 12/01/2018, contratou um eletricista para fazer outra ligação clandestina, mas não soube informar o nome nem telefone dele.

Durante a vistoria feita no imóvel, os policiais civis constataram que estava sendo furtada energia através de ligação direta sem medição. Desta maneira, os agentes acionaram uma equipe da perícia e conduziram Sandro Júnior até a sede da Derfae.

 Após a lavratura do flagrante, o suspeito pagou fiança e, com isso, obteve o direito de responder ao processo em liberdade conforme determina a legislação vigente. O delegado Elírio, titular da Derfae, alerta que o prejuízo financeiro desse tipo de crime não é arcado somente pela companhia de distribuição de nergia, mas em parte, esse custo é repassado para o cidadão de bem. Além disso, é grande o risco de acidentes fatais que são causados por essas ligações clandestinas.

Rogério de Oliveira/Governo do Tocantins

“Desesperada, velha política se faz de vítima, mas povo não esquece do Igeprev e das fraudes no Estado”, diz Andrino

Vereador diz que distorções de declarações do prefeito Amastha sem explicar o contexto são tentativa, em vão, de descontruir as realizações da gestão de Palmas. “Sobre a ponte FHC, o que não pode ser ignorado é o superfaturamento de sua construção, um desvio de mais de R$ 400 milhões. É sobre isso que a velha política deve se manifestar”, disse.

As recentes críticas sofridas pelo prefeito de Palmas, Carlos Amastha, motivadas por distorções de suas declarações nada mais são tentativa, em vão, de desconstruir as realizações da gestão municipal nos últimos cinco anos. A opinião é do vereador da Capital Tiago Andrino (PSB). “Na verdade, o que acontece é que a velha política, nociva ao Estado, procura se fazer de vítima, sendo que a vítima é o povo. O tocantinense não curou ainda as feridas e as cicatrizes causadas, por exemplo, pelos desvios do Igeprev, um rombo de R$ 1 bilhão, e o caos causado pelos esquemas criminosos na saúde, as obras superfaturadas investigadas pelo Ministério Público e Polícia Federal”, disse Andrino.

Ao comentar a recente polêmica em relação a divulgação distorcida de uma frase de Amastha, fora do contexto, segundo a qual, Palmas era um “patinho feio e hoje virou cidade de novela”, Andrino foi sucinto: “É desespero!”.

Segundo ele, o desespero se deve ao fato de cada vez mais os representantes da velha política do Tocantins estarem sendo isolados. “Essa velha política está cada vez mais está isolada, isolada pela população, que entendeu o tanto de mal que eles fizeram ao Tocantins”, comentou. Tiago Andrino fez questão ainda de ressaltar que a melhor forma de provar que Amastha respeita os pioneiros e os “tocantinenses do nortão de Goiás” é a forma que administra a cidade. “Hoje Palmas é, de fato, uma cidade de todos. O importante é a população, que tem oportunidades iguais, e não é dos que pensam ser donos da capital e do Estado.”

FRASES DETURPADAS

Andrino explicou que a frase de Amastha alvo de polêmica se deu numa comparação à situação de abandono que ele herdou a prefeitura quando assumiu o município em 2013. “Cidade esburacada, suja, com escândalos que iam até da coleta de lixo, com alagamentos para todos os lados, postos de saúde funcionando em casas alugadas sem a mínima estrutura, um caos. E, após cinco anos, qual é a realidade hoje? Cidade limpa, bem cuidada, motivo de orgulho para todos, com turismo forte e índices positivos em rankings relacionados à saúde, educação e bem-estar dos palmenses”, declarou.

PONTE SUPERFATURADA

Ainda conforme Andrino, o discurso da velha política não “cola mais” e não enganará o povo do Tocantins, que quer mudança na forma de fazer política e gestão do Estado. “Li na imprensa que o prefeito Amastha ignora o fato de andar na ponte FHC. O prefeito não ignora, valoriza e muito o trabalho de todos que ajudaram a construir e fazer de Palmas o que ela é. Mas, sobre a ponte, o que não pode ser ignorado é o superfaturamento de sua construção, um desvio de mais de R$ 400 milhões investigado no Estado. É sobre isso que a velha política deve se manifestar”, finalizou.

Ele se refere à investigação do Ministério Público Estadual (MPE), que apura fraudes que causaram prejuízo de mais de R$ 400 milhões da obra da ponte Fernando Henrique Cardoso, que liga Palmas ao distrito de Luzimangues, em Porto Nacional.

Anvisa aprova novas regras para exposição de cigarros em locais de venda

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (16) proposta de resolução que traz novas regras de exposição e comercialização de cigarros e outros produtos derivados do tabaco. Por unanimidade, os diretores da Agência acataram o voto do relator, Fernando Mendes, pela regulamentação da forma como os maços de cigarros devem ser expostos nos locais de venda.

A resolução será publicada nos próximos dias e só então entrará em vigor. De acordo com a proposta aprovada, os locais de venda deverão seguir regras mais restritas de exposição das embalagens de cigarros, como manter a maior distância possível entre os maços de cigarro dos produtos destinados ao consumo do público infantojuvenil, como balas e chocolates.

Os comerciantes também não poderão colocar nenhum recurso de marketing adicional, como cores, sons, iluminação direcionada, entre outros, aos mostruários ou vitrines que expõem as embalagens de cigarro. Segundo o relator da proposta, a resolução complementa outro ato normativo aprovado pela Anvisa no fim do ano passado (RDC 195/2017), que veda a utilização de recursos de propaganda nas embalagens que possam induzir ao consumo do cigarro ou sugerir que o produto não é prejudicial à saúde.

Durante a reunião, o representante da Aliança para o Controle do Tabagismo e Promoção da Saúde (ACT), Rafael Arantes, explicou que a regulamentação da exposição é necessária para evitar abusos por parte da indústria. Arantes chamou a atenção para a obrigação do Brasil em seguir a Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, acordo internacional ratificado pelo país há mais de dez anos e que prevê no Artigo 13º o banimento de qualquer forma de publicidade.

A pesquisadora Cristina Perez, do Projeto Internacional de Avaliação das Políticas de Controle do Tabaco (ITC), apresentou pesquisa divulgada semana passada pela revista científica Tobacco Control, que mostra que nos 77 países onde atualmente as propagandas de cigarro já foram banidas nos pontos de venda, houve redução média de 7% na prevalência do tabagismo entre adultos. Outro estudo apresentado pela pesquisadora mostra que 71% dos jovens que já viram cigarros em supermercados, padarias, ou bancas de jornais se sentem influenciados a consumir o produto.

O representante da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Lauro Júnior, argumentou que é “operacionalmente inviável que os expositores fiquem foram da área do caixa” em supermercados, padarias ou outros estabelecimentos que comercializam cigarro. Os produtores alegam que o caixa é mais seguro para evitar o contato direto dos jovens com os produtos. A resolução aprovada permite a exposição próxima à área dos caixas, desde que não tenha por perto alimentos ou outros produtos destinados para crianças e adolescentes.

A indústria também solicitou ampliação do prazo para atender às novas regas dem conforme a resolução da Anvisa aprovada em dezembro. Para os produtores, o prazo estabelecido é curto e não garante “viabilidade logística” para que todos os mais de três mil pontos de venda de todo o país façam as alterações.

O pedido foi indeferido pelo relator, que manteve a data de 25 de maio deste ano para que todos os pontos só exponham e vendam maços que contenham as novas imagens e todas as advertências sanitárias. A partir desse prazo, todas embalagens que não seguirem as novas determinações deverão ser recolhidas do mercado.

*Matéria alterada às 13h35 para correção de informação no 5° parágrafo. O percentual de jovens que já viram cigarros em supermercados, padarias ou bancas e que se sentem influenciados a consumir o produto é 71% e não 77% como informado anteriormente

Edição: Denise Griesinger
Débora Brito – Repórter da Agência Brasil

Últimas notícias