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Marcelo Miranda retoma agenda no comando do Governo do Tocantins

O governador Marcelo Miranda chegou a Palmas na manhã deste sábado, 07. Ele deve retomar sua agenda no Palácio Araguaia no período da tarde, quando já poderá tratar da definição dos nomes de sua equipe.

Marcelo Miranda reassumiu o cargo de governador do Tocantins na noite desta sexta-feira, 6. Ele retoma o comando do Executivo depois de liminar expedida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que deu a ele, e à vice-governadora Claudia Lelis, o direito de permanecerem nos cargos.

Em entrevista ao desembarcar no aeroporto, o governador comentou sobre a decisão do ministro. “Nossa responsabilidade é bem maior nesse momento. Vamos continuar trabalhando para prosseguir com nossa a agenda de trabalho, atendendo às demandas do povo tocantinense. Eu e a Cláudia (Lelis) somos muito agradecidos por todas as manifestações de apoio. E hoje vai ser um dia de muito trabalho”, afirmou.

Governo do Tocantins

Amastha lamenta que Tocantins virou “laboratório jurídico”, culpa velha política e pede pacto pela estabilidade

Ex-prefeito Carlos Amastha tem sigilo bancário quebrado em operação da PF

O ex-prefeito de Palmas e pré-candidato do PSB ao governo do Estado, Carlos Amastha lamentou na tarde desta sexta-feira, dia 6, o agravamento da instabilidade política e administrativa do Tocantins provocada pela recondução provisória ao cargo do governador cassado Marcelo Miranda e de sua vice, Cláudia Lélis.  “Olhem a loucura… Em três dias o Ministério Público deve fazer sua manifestação. O julgamento dos embargos pode acontecer na próxima semana. Sai definitivo MM [Marcelo Miranda]. Viramos laboratório. Falta de respeito com todos nós”, se manifestou, por meio de sua conta no Twitter. “Temos a obrigação (partidos políticos, instituições e a sociedade civil organizada) de fazer um pacto pela estabilidade do Estado. Nada pode ser mais importante do que o Tocantins”, emendou.

A decisão provisória que determinou a volta de Miranda ao comando do Palácio Araguaia é do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A liminar foi divulgada pelo STF no final da manhã desta sexta-feira. Miranda foi cassado no dia 22 de março e foi substituído pelo presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Mauro Carlesse. Nesse período, 70 gestores das secretarias e autarquias do Estado deixaram os cargos junto com o governador cassado. E o governador interino fez algumas substituições e começou até mesmo a anunciar projetos de governo. “Isso é inadmissível. Uma troca de governo por via judicial já representa um impacto negativo para o Estado, com reflexos nos setores administrativos, econômicos. Quem de fora investe num Estado numa situação dessas?”, lamentou Amastha.

Para ele, a instabilidade política e administrativa é responsabilidade do que classifica de “velha política”. “Disse isso logo após a cassação, no último dia 22. O Tocantins parou há mais de dez anos quando a velha política rompeu relações e, a partir daí, um quis derrubar o outro na Justiça. E, de lá para cá, o Estado do Tocantins, mesmo cheio de potencialidades, não recebeu o tratamento necessário de seus governantes. O Tocantins parou no tempo e os governadores desde então só pensaram em anular um ao outro. O resultado é isso: as instituições usam esse Estado tão rico como laboratório jurídico”, comentou.

Para Amastha, o Tocantins “não merece isso”. “Um Estado como esse não merece mais isso. É preciso arrumar essa bagunça”, disse. Na visão do ex-prefeito da Capital, os políticos que querem o bem e o desenvolvimento do Tocantins e os representantes da sociedade civil organizada do Estado devem se unir “neste momento de grave crise política”. “Precisamos juntar os agentes políticos que de fato querem o melhor para o Estado, que querem desenvolver projetos para o Tocantins com as entidades para buscarmos a estabilidade. Nós estamos à disposição. Esse Estado não tem um grande projeto há mais de 10 anos por culpa dessa velha política que deixou a situação chegar neste estágio”, finalizou.

 

Sete dias úteis de Governo Mauro Carlesse e sete ações de utilidade para o povo do Tocantins

No dia 27 de março, atendendo a uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral, o presidente da Assembleia Legislativa, Mauro Carlesse, assumiu, interinamente, o Governo do Estado do Tocantins. Prezando pela honestidade e pela transparência, o governador interino montou uma equipe de auxiliares levando em consideração as características técnicas de cada um deles. E os resultados desses sete dias úteis de Governo foram divulgados nesta sexta-feira, 6, em entrevista coletiva à imprensa, na sala de reuniões no Palácio Araguaia.

Os resultados podem ser conferidos abaixo:

1)   Enxugamento da folha de pagamento com economia de R$ 2 milhões aos cofres públicos;

2)   Pagamento dos servidores do Estado que recebem o valor líquido de até R$ 2.256,01 no quinto dia útil. São cerca de 33 mil servidores, o que corresponde a 63% da folha. O recurso vai estar disponível para saque a partir da zero hora deste sábado, 7 de abril. A previsão é de que todos os servidores recebessem no quinto dia útil já a partir do mês que vem;

3)   Pagamento de R$ 36.948.039,08 aos 139 municípios da cota do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Essa é a parte que cabe ao Estado, que vinha fazendo essa transferência constitucional obrigatória somente no dia 10 de cada mês;

4)   Opera Tocantins: A iniciativa, idealizada pela gestão Mauro Carlesse, faz parte do Programa de Aprimoramento da Gestão Hospitalar e visa realizar mutirões de cirurgias eletivas para atender pessoas que aguardam na fila. A Medida Provisória instituindo o programa foi assinada nessa quinta-feira, 5. Os procedimentos serão realizados nos 18 hospitais do Tocantins em dias específicos, fora do horário rotineiro de trabalho, aos sábados, domingos e feriados. Durante a semana, ocorrerão no período noturno/madrugada. Ao todo, a fila de espera por cirurgias eletivas conta com 5.547 pacientes. 

5)    SOS Estradas: previsão de uso de R$ 42 milhões que já estavam em caixa na recuperação de rodovias estaduais. Previsão de início na segunda-feira, 9 de abril;

6)   Operação Força-Tarefa foi desencadeada nessa quinta-feira, 5, e consiste na união das polícias Civil e Militar e do sistema prisional em ações em todo o Estado. Foram intensificadas as abordagens de pessoas e veículos. Somente em Gurupi, 30 militares deixaram os quartéis e estão nas ruas para reforçar a segurança. Reforço também no monitoramento dos presos com tornozeleira eletrônica;

7)   Abertura do palácio aos gestores dos municípios durante todos os dias, inclusive no feriado da Semana Santa.

Governo do Tocantins

Ex-prefeito de Novo Acordo e mais duas pessoas são denunciadas pelo MPE por fraude a licitações

O Ministério Público Estadual (MPE) apresentou à Justiça denúncia criminal contra o ex-prefeito de Novo Acordo José Coelho Neto e mais duas pessoas pela prática de fraudes a processos licitatórios. Segundo a denúncia, foram fraudadas as cinco principais licitações realizadas pelo município no ano de 2015, voltadas à construção de obras públicas. Um total de R$ 1.169.466 em recursos públicos estão envolvidos.

A Promotoria de Justiça de Novo Acordo explica que foi burlado o caráter competitivo das licitações, por ter deixado o município de publicar os respectivos editais de abertura em jornal de grande circulação, contrariando o que determina a Lei nº 8.666/93. Em decorrência da falta de publicidade, apenas uma empresa (CSP Engenharia e Segurança Eirele) participou das cinco concorrências.

“Será que não havia no Estado outras empresas interessadas em participar do certame, levando em conta o considerável valor das licitações e ainda a proximidade de Novo Acordo com a capital? Na realidade, o motivo da ausência de concorrentes é outro”, aponta a Promotora de Justiça Renata Castro Rampanelli Cisi no texto da denúncia.

A Promotoria de Justiça ainda relata que foi formada uma associação para os crimes. Isso porque a empresa vencedora das licitações era de propriedade da esposa de Yuri Lopes Vanderlei, que havia sido contratado para prestar assessoria técnica ao município e inclusive atuava junto aos servidores da área de licitações e contratos. Com isso, ele teria atuado para favorecer a empresa da esposa.

Yuri Lopes Vanderlei e Cherlane Souza Paz, proprietária da CSP Engenharia e Segurança Eirelea época da contratação, também foram denunciados à Justiça, além do prefeito, que teria conhecimento das irregularidades.

Outra evidência de fraude é que os contratos referentes a três das cinco licitações foram assinados no mesmo dia, em 10 de agosto de 2015. 

Flávio Herculano

Justiça quebra sigilo de vereadores e motorista do carro usado no assassinato de Marielle

As atividades telefônicas de vereadores e do motorista do carro utilizado no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e Anderson Gomes estão sendo analisadas pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil.

The Intercept Brasil publicou nesta sexta-feira (6) que há investigação se houve contato entre vereadores e o grupo que matou a política carioca. A principal linha de investigação é do envolvimento de grupos milicianos.

Até o momento, oito vereadores já prestaram depoimentos à polícia. O primeiro a conversar com as autoridades foi Jair Barbosa Tavares, o Zico Bacana (PHS) — indiciado na CPI das milícias em 2008 por possível envolvimento com grupos paramilitares.

O depoimento de Zico Bacana durou quatro horas. “Eu acredito no poder de Deus. Que seja elucidado isso aí, que o que aconteceu com ela foi uma fatalidade e muita gente está sendo acusada. Com certeza todos nós (vereadores) temos que ser investigados, como cada cidadão que compareceu naquele local no dia do crime. Ou o cotidiano da vida dela”, afirmou o vereador, segundo O Globo.

Ainda de acordo com o The Intercept Brasil, na semana anterior à execução de Marielle, Zico Bacana recebeu em seu gabinete na Câmara Municipal o ex-vereador Cristiano Girão, condenado por coordenar uma milícia em Jacarepaguá. 

br.sputniknews.com

Gilmar Mendes determina volta de Marcelo Miranda ao governo do Tocantins

Orecurso feito pela defesa de Marcelo Miranda (MDB) foi aceito pelo ministro Gilmar Mendes, no Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi emitido na manhã nesta sexta-feira (6) e permite que o político volte ao cargo até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) termine de julgar os recursos dele no processo em que foi cassado por captação irregular de recursos.

“Defiro a liminar para suspender a execução do cumprimento do acórdão daquela Corte especializada até a publicação do acórdão de julgamento dos embargos de declaração lá opostos”, diz a decisão.

O ministro está em viagem ao exterior, mas a informação é de que deixou o documento assinado. A liminar, além de permitir a volta de Marcelo Miranda e Cláudia Lelis (PV) ao Palácio Araguaia, suspende o cronograma da eleição suplementar.

g1.globo.com

Defesa de Lula protocola pedido de habeas corpus junto ao STJ

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta sexta-feira (6) um pedido de habeas corpus (HC) junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a argumentação de ainda haver recursos a serem analisados pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Por ser o relator da Operação Lava Jato no STJ, caberá ao ministro Félix Fischer decidir sobre o HC.

Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão na ação penal do tríplex do Guarujá (SP), na Operação Lava Jato. O HC visa evitar a prisão imediata do ex-presidente.

O pedido foi apresentado após o juiz Sérgio Moro ter determinado que Lula se apresente hoje à Polícia Federal em Curitiba (PR), onde deverá dar início ao cumprimento da pena.

A medida foi tomada após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou no dia 4 um habeas corpus protocolado pela defesa do ex-presidente para mudar o entendimento firmado pelo STF em 2016, quando foi autorizada a prisão após o fim dos recursos naquela instância.

Na decisão, Moro explicou que, embora caiba mais um recurso contra a condenação de Lula, os chamados embargos dos embargos, a medida não poderá rever os 12 anos de pena.

“Hipotéticos embargos de declaração de embargos de declaração constituem apenas uma patologia protelatória e que deveria ser eliminada do mundo jurídico. De qualquer modo, embargos de declaração não alteram julgados, com o que as condenações não são passíveis de alteração na segunda instância”, disse Moro.

Defesa

Em nota, Cristiano Zanin, advogado de Lula, afirmou que a expedição do mandado de prisão contraria uma decisão do TRF-4, tomada em janeiro, que condicionaria a detenção após o fim de todos os recursos, fato que ainda não ocorreu.

“A defesa sequer foi intimada do acórdão que julgou os embargos de declaração em sessão de julgamento ocorrida no último dia 23/03. Desse acórdão ainda seria possível, em tese, a apresentação de novos embargos de declaração para o TRF4”, afirmou a defesa.

(*) Matéria alterada às 8h54 para acréscimo de informações

Edição: Kleber Sampaio
Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil
 

Lula pode garantir direitos políticos na ONU e OEA

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) negar, na quarta-feira (4) o pedido de habeas Corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e em seguida seu pedido de prisão ter sido decretado nesta quinta-feira (5), restam poucas alternativas para o ex-presidente.

Uma delas seria apelar para o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas para tentar garantir que seus direitos políticos sejam mantidos até o fim de seu processo, que já corre na ONU, em Genebra.

Até o momento, no entanto, a defesa de Lula não apresentou um pedido neste sentido. Uma denúncia realizada em julho de 2016 ao Comitê afirmava que Sérgio Moro, juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, estaria realizando um juízo parcial no caso de Lula. Ainda em 2016, no mês de outubro, as equipes da ONU aceitaram examinar o caso.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o caso ainda não foi avaliado em seu mérito e segue em fase de admissibilidade, o que só deve acontecer após o fim do trânsito do caso dentro da Justiça Doméstica, ou seja, entre Lula e o Estado brasileiro. A admissão do processo só pode ocorrer após o esgotamento das possibilidades de recursos nos tribunais nacionais.

Porém, o Comitê também poderia constatar que as ações domésticas não dão conta de remediar a situação e aceitar a denúncia. Na iminência de ‘danos irreparáveis’, a ação pode se tornar urgente.

Por que a OEA pode ser a saída mais viável?

Em entrevista à Sputnik Brasil, o professor de Direito Internacional da Universidade de São Paulo (USP), Wagner Menezes, afirmou, no entanto, que o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas teria poderes meramente políticos.

“O Conselho, via Comitê, é uma instituição política. As suas recomendações não são obrigatórias. Ou seja, teriam efeito moral em uma eventual recomendação, mas não teriam efeito judicial, obrigatório para o Estado”, afirma. 

Segundo Wagner Menezes, “o Conselho das Nações Unidas não é um órgão decisório, não é um órgão executório. Ele figura no quadro das Nações Unidas como um órgão consultivo”.

O professor e pesquisador da USP, Wagner Menezes, informa que, apesar de o Comitê da ONU ser consultivo, há ainda a instância internacional a quem o ex-presidente poderia recorrer.

“O ex-presidente pode levar essa questão ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos, na Comissão Interamericana de Direitos Humanos”, afirma Wagner.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos é um órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA) para promoção e proteção dos direitos humanos no continente americano.

O professor Wagner Menezes aponta, no entanto, ao recordar outros casos recentes, a possível demora para a saída de uma decisão na corte internacional. “Note, esses casos demoraram muito tempo […]. Não seria imediato. É o mundo todo reclamando a aplicação dos Direitos Humanos no Conselho.

Já a ONU, apesar do caráter político de seu órgão, estaria preocupada com a escaladas de acontecimentos no país, como o ataque a tiros sofrido pela Caravana de Lula e a declaração do comandante geral do Exército, o general Villas Boas, que se manifestou indiretamente sobre a possibilidade do Habeas Corpus, já negado, para Lula.

Para Wagner Menezes, em vista dessas declarações, que, inclusive tem tido respaldo em manifestações nas ruas, o mais seguro agora seria pensar no futuro e na garantia do funcionamento das instituições. “Precisamos pensar nas próximas eleições e nas próximas gerações. Isso é o mais importante para a sociedade”, conclui.

br.sputniknews.com

Maia defende que Congresso discuta sobre prisão após condenação em 2ª instância

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, quer colocar em discussão na Casa a prisão após condenação em segunda instância. De acordo com ele, os deputados Alex Manente (PPS-SP) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS) estão preparando uma proposta de emenda constitucional sobre o assunto e, tão logo seja apresentada, sua intenção é colocá-la em tramitação.

“Do jeito que a questão está dividida, inclusive no próprio STF [Supremo Tribunal Federal], e pela forma que a sociedade demandou uma solução, eu acredito que o melhor ambiente para se fazer essa discussão é no Congresso Nacional. Dois deputados estão apresentando um projeto, mas me parece que na primeira tentativa não conseguiram as assinaturas. Assim que conseguirem, vai para a Comissão de Constituição e Justiça e segue o trâmite normal”, disse.

As declarações de Maia foram dadas hoje (5) no Rio de Janeiro, após encontro com o vice-governador do estado Francisco Dornelles (PP-RJ). Os dois conversaram, segundo o deputado, apenas sobre assuntos conjunturais.

O presidente da Câmara evitou dar opinião pessoal acerca da prisão após condenação em segunda instância. “Eu defendo que o Congresso discuta, independentemente da minha posição pessoal. Eu acho que, nesse momento, o presidente da Câmara emitir alguma opinião vai parecer um elogio ou uma crítica à decisão de ontem”, disse, em referência à sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) na qual foi negado o pedido de habeas corpus preventivo solicitado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Maia, há muitas dúvidas sobre o início do cumprimento da pena e o debate no Congresso pode ajudar a clarear as ideias. “Talvez o STF tenha feito uma interpretação que gera discordâncias em alguns advogados e juristas. Para alguns, na Constituição está claro e não está escrito sobre prisão após condenação em segunda instância. Então está na hora do Congresso, vendo que a solução terá que ser dada de forma permanente, discutir essa matéria”.

A legislação brasileira, no entanto, não permite a aprovação de emendas constitucionais enquanto perdura uma intervenção federal, como a que ocorre atualmente no Rio de Janeiro. Maia disse que, apesar de não poder ser votado, o projeto pode tramitar. Ele também avalia que o momento é adequado.

“Muitas vezes o Congresso reclama que há um ativismo excessivo do STF, que ele está assumindo o papel do Legislativo. Agora é uma oportunidade de mostrarmos que há uma divisão de interpretação no STF e darmos uma decisão definitiva, ouvindo os interesses de boa parte da sociedade”, disse.

Lula

Maia também comentou a decisão do STF que negou o habeas corpus ao ex-presidente Lula. “Poderia ter ficado seis a cinco para um lado ou para o outro. Quem acreditava que pudesse ter um resultado que no final não teve não pode se sentir prejudicado. No meu ponto de vista, o importante era que o STF julgasse o habeas corpus e foi julgado”.

Edição: Fernando Fraga
Léo Rodrigues – Repórter da Agência Brasil
 

Governador Mauro Carlesse lança programa Opera Tocantins e visita obras no HGP

O governador Mauro Carlesse anunciou na manhã desta quinta-feira, 5, o programa Opera Tocantins. A iniciativa, idealizada pela atual gestão, faz parte do Programa de Aprimoramento da Gestão Hospitalar e visa colocar, em prática, mutirões de procedimentos cirúrgicos eletivos para atender aproximadamente 6 mil pessoas que estão na fila de espera. A Medida Provisória instituindo o programa foi assinada durante visita às obras da unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Geral de Palmas (HGP).

O governador destacou que o poder público tem a obrigação de atender bem as pessoas que precisam dos serviços de saúde. “Temos que ter respeito pelas pessoas que procuram atendimentos de saúde e, a partir de agora, podemos dizer que, juntos vamos mudar a realidade desse setor no Estado. Essa falta de remédios e de compromisso tem que acabar, porque quem vai ao hospital não vai passear e tem que ser bem assistido e com rapidez”, salientou, lembrando das longas filas de espera por cirurgias em todo o Estado.

Os procedimentos serão realizadas nas 18 unidades hospitalares do Tocantins e concentrados em dias específicos e fora dos horários rotineiros de trabalho, aos sábados, domingos, feriados e dias de ponto facultativo. Durante a semana, ocorrerão no período noturno/madrugada, não podendo ocorrer na jornada ordinária nem em jornada adicional de hora extra de trabalho. Mauro Carlesse destacou que a ideia é de que, nos próximos 45 dias, seja possível atender a maioria das pessoas. “O Governo está sensível a isso e essas medidas são apenas o início de muitas outras notícias positivas que pretendemos anunciar para a área”, afirmou o governador.

 O titular da pasta da Saúde, Renato Jayme, explicou que o programa faz parte da modernização na gestão da Saúde e representa um desejo da sociedade que clama por atendimento. “Nossa maior preocupação é reduzir as filas e levar, para a população, um atendimento rápido e eficaz naquilo que o cidadão precisa. Quem sofre com algum problema de saúde ou precisa realizar uma cirurgia não tem tempo para esperar”, reforçou.

 Especialidades

Ao todo, a fila de espera por cirurgias eletivas conta com 5.547 pessoas. A especialidade com maior demanda é a Geral, com 1.669 pessoas. Em seguida, Ortopedia (1.035); Ginecologia (714), Cabeça e Pescoço (529), Urologia (438), Vascular (87), Mastologia (37), Otorrino (28), Plástica (24); Pedriatria (984); Oncologia e Outros (2).

Jarbas Coutinho/Governo do Tocantins

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