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Candidato ao governo do estado visita Corte de Contas

Amastha apresentou o seu Plano de Governo aos conselheiros.

Na tarde desta segunda-feira, 27, o candidato a governador do Estado do Tocantins, Carlos Amastha (PSB), realizou uma visita de cortesia ao Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE/TO).
A reunião foi agendada pelo próprio candidato que foi recepcionado pelos conselheiros da Corte de Contas: Manoel Pires dos Santos, presidente; Severiano Costandrade, vice-presidente; André Luiz de Matos Gonçalves, corregedor; José Wagner Praxedes e Napoleão de Souza Luz Sobrinho.

Após o candidato apresentar suas propostas, o presidente do TCE/TO reforçou que também receberá os demais candidatos que participam desta eleição e que a expectativa é manter a parceria entre as instituições, independente do eleito.

Ao empresariado de Gurupi Carlesse diz que vai desenvolver a economia para diminuir a dependência do emprego público

No encontro promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Gurupi, o Governador e candidato à reeleição pela Coligação Governo de Atitude, Mauro Carlesse (PHS), falou do desafio que é devolver ao Tocantins sua capacidade de investimento, para a partir daí crescer e se desenvolver de forma segura e sustentável. “Hoje, o Estado tem pouco mais de 1% para investir, mas com a redução de despesas e o aumento de nossa arrecadação, em 2019 teremos 7% para investir nas obras e projetos que o estado precisa”, explicou.

Carlesse destacou também a necessidade de atração de empresas e fortalecimento dos negócios já existentes. “Vamos dar segurança jurídica, incentivos fiscais, infraestrutura e manter os acordos com os investidores. Assim, teremos mais empresas, mais empregos e mais renda em nosso estado”, disse o governador, acrescentando que vai rever a carga tributária do Estado, para que haja justiça tributária e um ambiente mais favorável a quem produz.

O candidato também disse aos empresários que vai mostrar ao Brasil que o Tocantins é um estado viável, promissor e que agora tem um governo eficiente que pensa no melhor para a população. “Nossa grande votação na eleição suplementar mostrou que o povo quer mudança o jeito de administrar e nós já estamos mostrando que é possível fazer melhor”, disse Carlesse.

O Governador garantiu todo apoio para a iniciativa privada, mas também defendeu o serviço público e as conquistas dos servidores. “Vamos crescer a economia para ter condições de pagar nossos servidores, que são grandes consumidores que aquecem a economia e ajudam a gerar ainda mais empregos”.

Carlesse também assegurou que vai trabalhar para destravar os empréstimos que trarão investimentos para todo estado. “Temos o Hospital Geral de Gurupi, as estradas, a ponte de Porto Nacional e outras obras tão esperadas. Em breve esses recursos serão liberados e os 139 municípios do Tocantins beneficiados”, garantiu o Governador.

O evento foi realizado pela Associação Comercial e Industrial de Gurupi (Acig), e pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Gurupi. Ao final, os dois representantes classistas entregaram ao Governador uma carta com reivindicações e propostas para o Desenvolvimento Econômico do Tocantins.

Ascom – Coligação Governo de Atitude

Integrantes da Segurança Pública visitam MPE

O Procurador-Geral de Justiça, José Omar de Almeida Júnior, recebeu na tarde desta terça-feira, 28, a visita de cortesia do Secretário Estadual de Segurança Pública, Fernando Ubaldo.

A visita teve como finalidade apresentar o novo delegado-geral de polícia, Vinícius Mendes de Oliveira. “As atividades do Ministério Público e da segurança pública são harmônicas e por isso, viemos apresentar a nova gestão da pasta, em deferência ao PGJ”, disse o secretário.

Durante o encontro, o secretário discorreu sobre as ações da área de segurança e os desafios da gestão. O Procurador-Geral de Justiça colocou-se à disposição para colaborar com eventuais necessidades que tenham como objetivo o combate à criminalidade no Estado.

O encontro também foi acompanhado pelo Secretário Estadual da Casa Civil, Rolf Vidal.(Denise Soares)

 

Tocantins terá mais de 1.200 novas vagas em complexos prisionais

A gestão do governador e candidato à reeleição, Mauro Carlesse (PHS), vai entregar nos próximos meses 1.203 vagas em complexos prisionais. Para isso, está concluindo as obras da Unidade de Tratamento Penal de Cariri, na região sul do Estado, e em breve dará início às obras do presídio Serra do Carmo, no município de Aparecida do Rio Negro.

De acordo com a Secretaria Estadual da Cidadania e Justiça (Seciju), em busca de resolver problemas de superlotação no sistema penitenciário e prisional do Tocantins, as obras dos dois presídios estão em ritmo acelerado.

No caso de Cariri, as obras tiveram início em junho deste ano. “A preparação do terreno, que abrigará um novo modelo de construção, começou em 4 de junho, pela empresa Verdi Sistemas Construtivos S.A. Serão 600 novas vagas, com previsão de conclusão em 180 dias”, explica o titular da Seciju, Heber Fidelis.

Já o Complexo Prisional Serra do Carmo terá investimento de R$ 20.932.228,46, sendo R$ 20.701.553,26 repassados pelo Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 230.675,20 de contrapartida do Governo do Estado. De acordo com informações da Seciju, nesta primeira fase, será construída uma área de 7.559 m².

No total, a unidade terá 603 vagas, e será composta por três pavilhões – com 26 celas cada, totalizando 78 celas coletivas; terá ainda 12 celas de isolamento, 20 celas de visita íntima e mais 20 celas individuais e coletivas fora dos pavilhões carcerários, além de módulo de recepção e revista, administração, triagem e inclusão, assistência à saúde, tratamento penal, ensino, vivência coletiva, vivência individual, tratamento para dependentes químicos e alojamento policial.

Carlesse destaca que, mais do que criar novas vagas, sua gestão está trabalhando para aparelhar as unidades com equipamentos, armamentos, viaturas e monitoramento para aumentar a segurança interna de cada uma das 41 unidades prisionais. “Não adianta apenas o Estado prender. Por isso determinei que o secretário [Heber Fidelis] faça todo o possível para que os presos tenham seus direitos [educação, saúde, capacitação e trabalho]. Um dia eles vão sair da cadeia e voltar para a sociedade, e para isso precisam estar preparados”, defendeu o governador.

Detentos são condenados por forjar suicídio de companheiro assassinado em cela

A Justiça condenou dois detentos da Unidade Prisional Barra da Grota a 37 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado, cometido no próprio estabelecimento prisional. A decisão faz parte da 5ª temporada de julgamento do Tribunal do Júri da Comarca de Araguaína, presidida pelo juiz Francisco Vieira Filho.

Conforme consta nos autos, na madrugada do dia 25 de novembro de 2014, na Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota, Weigh Pedro da Silveira e Fauaze Silva Barbosa planejaram e executaram a morte de Wesley Pereira Soares, simulando um suicídio. Os réus esperaram a vítima tomar um remédio para dormir e, nas primeiras horas do dia, com a utilização de uma corda, provocaram lesões na cervical, semelhante à asfixia mecânica.

Para o magistrado, três circunstâncias qualificam o crime, “a primeira, motivo torpe, como circunstância qualificadora; a segunda, meio cruel; e a terceira, recurso que dificultou a defesa da vítima”. E complementou: “Entendo a garantia da ordem pública, pelo fato de os acusados serem reincidentes e cometerem crime grave contra a vida e por ter sido praticado no interior de unidade de cumprimento de pena, com motivo torpe e crueldade do meio, que denota que os acusados ainda persistem com sanha criminosa e a prática de crimes”.

Fauaze Silva Barbosa foi condenado pela Justiça a cumprir 20 anos, sete meses e 15 dias de prisão. Já Weigh Pedro da Silveira foi condenado a 17 anos, 11 meses e 22 dias de reclusão. 

Confira a sentença.

Texto: Sthéfany Simão/  Foto: Divulgação

Comunicação TJTO

Tempo gasto com celular preocupa adolescentes e pais, mostra pesquisa

O crescimento do uso de tecnologias digitais gera preocupações dos próprios usuários com os excessos do tempo gasto com esses dispositivos. Pesquisa realizada nos Estados Unidos apontou que mais da metade dos adolescentes entrevistados (54%) consideram passar muito tempo com o celular. O levantamento foi uma iniciativa do centro de pesquisas Pew Research Center. Foram entrevistados 743 meninos e meninas de 13 a 17 anos e 1.058 pais de diversas regiões do país.

Quase metade dos jovens ouvidos (44%) disse checar o telefone assim que acorda para verificar o recebimento de novas mensagens. Segundo os dados, 28% relataram que agem assim de vez em quando. O tempo navegando em redes sociais foi objeto de preocupação de 41% dos adolescentes consultados. No caso de videogames, o percentual caiu para 26%. Do total, 58% comentaram sentir que devem responder a uma mensagem enviada, sendo 18% frequentemente e 40% em alguns momentos.

“Meninos e meninas tiveram percepções diferentes da quantidade de tempo que passaram usando várias tecnologias. Meninas são de alguma forma mais prováveis do que meninos de dizer que passam muito tempo em redes sociais (47% a 35%). Em contraste, garotos são quatro vezes mais prováveis de passar muito tempo jogando videogames (41% a 11%)”, analisaram os autores.

Mais da metade (56%) dos entrevistados relacionaram a falta de um telefone móvel a sentimentos negativos, como solidão, ansiedade ou raiva. Os índices são maiores no caso de meninas.

Embora a avaliação sobre os hábitos varie por dispositivo, parte importante dos entrevistados informou adotar medidas para reduzir a presença dessas tecnologias em suas vidas. Iniciativas de redução da intensidade do uso foram relatadas por 58% no caso de videogames, 57% para as mídias sociais e 52% para celulares.

Pais

Os autores da pesquisa também ouviram pais e mães para saber sobre seus hábitos e como veem o comportamento dos filhos em relação a tecnologias digitais. O índice de avaliação dos entrevistados sobre seus próprios hábitos foi menor tanto no uso excessivo de celulares (36%) quanto de redes sociais (23%). O percentual também foi menor quando perguntados se acessam o celular assim que acordam (20%). “Os pais estão de alguma forma menos preocupados com seu próprio uso da tecnologia do que os filhos estão em relação ao deles”, apontam os autores.

Já ao falar sobre seus filhos, 65% manifestaram preocupação com o tempo gasto pelos adolescentes com dispositivos digitais. Dos homens e mulheres ouvidos, 72% relataram que estes se distraem em uma conversa presencial por estarem de olho no celular, sendo 30% o tempo inteiro e 42% de vez em quando. Em razão dessa preocupação, mais da metade (57%) limitam o tempo que seus filhos podem passar utilizando esses dispositivos.

Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil 

PROCURADOR DE JUSTIÇA DO TOCANTINS TOMA POSSE NO COMITÊ CONSULTIVO DA UNIDADE NACIONAL

O Procurador de Justiça José Maria da Silva Júnior é um dos 12 membros do Ministério Público brasileiro que compõem o Comitê Consultivo da Unidade Nacional de Capacitação do Ministério Público (UNCMP), vinculada ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A solenidade de posse aconteceu na tarde desta segunda-feira, 27, em Brasília, e foi prestigiada pelo Procurador-Geral de Justiça, José Omar de Almeida Júnior.

O Comitê é responsável pela formulação das diretrizes gerais do ensino, pelo planejamento anual e supervisão permanente das atividades acadêmicas e administrativas. Após a solenidade de posse dos membros, o comitê realizou a 1ª reunião ordinária. (Denise Soares)

Valorização do servidor público se torna uma das marcas da gestão Carlesse

Desde que assumiu o Executivo estadual em março deste ano, o Governador e candidato à reeleição pela coligação Governo de Atitude, Mauro Carlesse (PHS), colocou fim a desvalorização que os servidores públicos vinham sofrendo. Mais do que discursos, a gestão implantou ações concretas que tiveram grande impacto positivo, tanto para os profissionais quanto para a economia do Tocantins.

“A valorização do servidor público estadual passa necessariamente pelo reconhecimento de seus direitos previstos em lei. O Estado não pode se omitir no cumprimento das legislações pertinentes e o cumprimento das obrigações relativas às progressões, data-base, promoções, consignados, aposentadorias, assistência médica, jornada de trabalho, licenças e salários devem ser cumpridas integralmente sem que haja prejuízo para a classe.”, garantiu Carlesse.

Medidas Práticas

Uma demanda antiga dos servidores públicos foi atendida pelo Governador Mauro Carlesse logo que ele chegou ao Palácio Araguaia. Voltar a pagar os salários a partir do dia 1º foi um das primeiras medidas de Governo para beneficiar os servidores públicos que vinham recebendo, desde o ano de 2015, no dia 12 de cada mês.

Outra medida de Carlesse foi garantir o funcionamento do Plansaúde sem interrupção. Ao assumir a gestão, a operacionalização do plano estava em xeque e uma grande dívida vinha se acumulando. O Governo resolveu então prorrogar o contrato com a Unimed Centro Oeste/Tocantins por mais 12 meses e começou a quitar os valores atrasados com os prestadores de serviço, mais de R$ 111 milhões já foram pagos.

Carlesse também atendeu a uma demanda antiga dos servidores públicos que era a implementação da carga horária de 6 horas diária, mudando o expediente dos órgãos públicos do Estado para o período das 8 às 14 horas. No último dia 16 de agosto, Carlesse assinou decreto prorrogando a jornada reduzida para o dia 31 de dezembro. A medida também gerou economia nos gastos com água, energia elétrica, diárias, passagens, telefone, combustível, material de expediente e consumo, manutenções com veículos e demais despesas.

Foi também na gestão de Mauro Carlesse que o Governo voltou a discutir a data-base e fez acordo para o pagamento. A data-base de 2016/2017 foi parcelada em três vezes, com a última parcela sendo paga neste mês de setembro e a data-base de 2017/2018 será paga em parcela única na folha do mês de novembro deste ano.

Quanto às progressões, Carlesse deu andamento aos trâmites burocráticos. No último dia 24 de julho, o governador assinou ato indicando quais servidores estavam aptos para progressão. Os nomes foram publicados no Diário Oficial e correspondem a evoluções funcionais que estavam em atraso desde o ano de 2008 até 2017.

O Governo também cumpriu a decisão judicial que garantiu progressão de 302 policiais civis. Os nomes foram publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) na última sexta-feira, 24, e os contemplados passarão a receber os novos valores já no próximo pagamento.

Carlesse também deu ordens para que sua equipe regularizasse as dívidas do Estado junto às instituições financeiras (consignados) e referentes aos repasses para Previdência estadual, atrasados pela gestão anterior. Já os cursos promovidos pela Universidade Corporativa do Estado do Tocantins (Unicet) continuam capacitando os servidores nos 139 municípios do Tocantins.

Concursos

As pendências referentes aos concursos públicos da Polícia Civil e Defesa Social (atual Cidadania e Justiça) também foram resolvidos na gestão de Carlesse. 60 aprovados no último certame da Segurança Pública foram convocados para atuar no combate à criminalidade nos municípios do interior do Estado. Já na Cidadania e Justiça, Carlesse homologou as matrículas do cadastro de reserva no curso de formação para o Sistema Prisional.

Sobre o concurso da Polícia Militar, o Governo segue aguardando decisão do Poder Judiciário para decidir as próximas medidas. “Buscaremos solucionar a questão dos concursos públicos em andamento e torná-los instrumento habitual de acesso democrático ao serviço público”, garantiu Carlesse.

Ascom – Coligação Governo de Atitude

Carlesse garante que vai resgatar todos os direitos da Polícia Militar

O governador e candidato à reeleição, Mauro Carlesse (PHS), reafirmou neste sábado, 25, que vai resgatar os direitos adquiridos pelos policiais militares do Tocantins.
 
“Minha meta é resgatar todos os direitos adquiridos que não foram honrados. Lógico que vamos fazer com responsabilidade, com diálogo com a corporação, e principalmente, quando firmarmos o compromisso, vamos cumprir integralmente. Pois esse é o nosso jeito de trabalhar, com planejamento, organização e seriedade”, afirmou o Governador.
 
Carlesse lembrou também que em seu plano de governo estão detalhadas as suas propostas para a corporação. De acordo com o documento, a valorização dos policiais é fundamental para garantir uma segurança com eficiência e voltada para a proteção das famílias e de toda a sociedade.
 
No plano, o governador estabelece como meta, por exemplo, o aparelhamento físico e tecnológico que garanta poder de enfrentamento ao crime, aumento do efetivo e cumprimento de todos os direitos dos policiais militares.
 
“A aquisição de armamentos adequados e de equipamentos de suporte logístico serão frequentes em nossa gestão. As promoções previstas em lei serão obedecidas rigorosamente e, tão logo seja resolvida a questão do concurso público, daremos prosseguimento às etapas seguintes para a inclusão de novos integrantes ao atual efetivo”, prevê o plano de governo de Carlesse.

Ascom – Coligação Governo de Atitude

Pressão pró-Lula expõe fracasso da política externa pós-impeachment

Após o fracasso da política externa, Aloysio tem topado até vestir roupas típicas bolivianas

Com o PSDB no comando do Itamaraty, Brasil coleciona prejuízos e não desfez suspeita de ‘golpe’
O Brasil está sob pressão internacional para liberar a candidatura presidencial de Lula. Líderes políticos, personalidades e até um comitê da ONU defendem a autorização. Não é uma situação incômoda apenas para a Justiça mais cara do planeta. É sinal também de insucesso da política externa comandada pelo PSDB após a degola de Dilma Rousseff.

A primeira missão dos tucanos era convencer o mundo de que o impeachment não foi golpe. Em busca de ajuda, eles apelaram de cara ao Tio Sam. O senador Aloysio Nunes Ferreira, hoje ministro das Relações Exteriores, foi a Washington conversar com algumas autoridades e empresários assim que os deputados permitiram que o Senado julgasse Dilma.

Ali nos EUA, Nunes Ferreira reclamou publicamente da insistência da petista de falar em “golpe”. “Aqueles que não conhecem o Brasil, especialmente investidores, poderão ter a ideia de que o Brasil é uma república bananeira, quando não é”, disse. “Um dos grandes ativos que o Brasil tem é o fato de termos instituições políticas e jurídicas sólidas.”

No mês seguinte, maio de 2016, a petista era afastada do cargo, o PSDB assumia o Itamaraty com o senador José Serra e logo um comunicado era disparado aos postos diplomáticos no exterior com uma orientação: defender que não houve golpe. “Os equívocos porventura cometidos” por autoridades estrangeiras, dizia o texto, “devem ser ativamente combatidos”.

Agora, reta final do governo pós-Dilma, há uma debandada de embaixadores brasileiros para o exterior. Uma tentativa, segundo se ouve entre diplomatas, de desassociar-se do impeachment e de ajeitar a vida antes do fim do mandato de Michel Temer. Ao assinar um pacote de nomeações, o presidente comentou, conforme relatos: “Vai ficar alguém em Brasília?”.

O assessor especial de Temer para assuntos internacionais, Fred Arruda, é um dos que estão de mala pronta. Deve comandar a embaixada em Londres. Chefe de gabinete de Nunes Ferreira até agosto, Eduardo Saboia chefiará o posto em Tóquio.

Número 2 do Itamaraty, Marcos Galvão comandará a missão junto à União Europeia. Fernando Simas Magalhães acaba de assumir cargo equivalente na Organização dos Estados Americanos (OEA). Era até então um dos subsecretários-gerais do Itamaraty. E por aí vai.

Em meio à debandada, pressões internacionais acuam o Brasil. O pressuposto delas é que Lula diz a verdade quando fala que o impeachment de Dilma foi um golpe destinado a tirar o PT do poder, impor o neoliberalismo e impedir a derrota desse receituário nas urnas por Lula. Foi essa a descrição de um “golpe de direita” dada pela ex-presidente em um artigo publicado em 14 de agosto no The New York Times.

François Hollande (ex-presidente da França), Michelle Bachelet (ex do Chile), José Luis Zapatero (ex-premiê da Espanha), Enrico Letta (ex-da Itália), Elio di Rupo (ex-da Bélgica), José Sócrates (ex-de Portugal), Jorge Castañeda (escritor e ex-chanceler mexicano), Baltasar Garzón (ex-juiz espanhol) saíram em defesa da candidatura de Lula, a ecoar de algum modo o que diz o petista.

“Meu sucessor como presidente falsamente se apresenta como vítima de uma conspiração de ‘elite’”, disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em um artigo recente no jornal inglês conservador Financial Times, publicado para rebater o de Lula.  A disposição do octagenário tucano para uma discussão global via jornais dá uma ideia do insucesso da política externa pós-impeachment.

Presidenciável nos EUA, Bernie Sanders mandou em julho uma carta ao diplomata que assumiu a embaixada do Brasil em Washington com o PSDBSergio Amaral, com críticas ao governo de (palavras de Sanders e outros 28 congressistas locais) “extrema-direita” de Temer. E em defesa de Lula: “Os fatos que envolvem o caso do ex-presidente Lula nos dão motivo para acreditar que o objetivo prioritário de sua prisão é para impedi-lo de disputar as próximas eleições”.

Em telegramas ao Itamaraty, Amaral relata suas insistentes e infrutíferas tentativas de conseguir da Casa Branca um encontro de Temer com Donald Trump. Quem leu as correspondências diz que o embaixador parece ter sido suplicante nas negociações. Ele não teve êxito, segundo os telegramas, pois Washington vê um Temer fraco, sem apoio popular e político e sem legitimidade.

O máximo que o Tio Sam topou foi mandar ao Brasil o vice-presidente, Mike Pence. E para falar prioritariamente de Venezuela. Um assunto que não era exatamente o desejado pelo Palácio do Planalto.

Temer não deve guardar boas lembranças da visita recebida em junho. Em declaração a seu lado no Planalto, Pence pregou “mais atitudes (brasileiras) para isolar o regime de (Nicolás) Maduro”. E em tom patronal: “Por isso, hoje digo ao nosso aliado Brasil: chegou a hora de vocês fazerem mais.”

Estados Unidos e Venezuela são temas sintomáticos do insucesso da política externa pós-impeachment. A chancelaria tucana de Temer fez desde o início juras de amor aos EUA, mas contava com a vitória de Hillary Clinton, não de Trump, na eleição que aconteceria lá seis meses depois. Serra, o ministro da época, torceu publicamente por Hillary.

Hoje, Trump não deixa prosperar uma das maiores apostas da política externa pós-impeachment. O Brasil tenta entrar na OCDE, clube de 35 países ricos e simpatizantes, e até acaba de abrir uma missão diplomática para atuar junto ao organismo em Paris. Mas não consegue autorização para ser membro. Os EUA preferem a entrada da Argentina de Mauricio Macri, amigo de Trump.

Terá sido para tentar desfazer todo tipo de má vontade do presidente norte-americano que o diretor do Departamento dos EUA, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty escreveu um longo ensaio sobre Trump em que praticamente o chama de salvador da civilização ocidental?

O texto do diplomata Ernesto Henrique Fraga Araújo saiu no segundo semestre 2017 nos “Cadernos de Política Exterior”, publicação feita a cada seis meses pelo ministério das Relações Exteriores.

No caso da Venezuela, o Itamaraty tratou-a como inimigo desde o início, embora os tucanos sempre tenham dito que era o PT quem tinha uma política externa ideológica. O motivo do partidarismo do PSDB pôde ser identificado na posse de Nunes Ferreira. “Cada vez mais o tema da política externa está presente nos debates sobre a nossa política interna”, disse, há “inseparabilidade” entre elas.

Na cruzada ideológica contra o chavismo, os tucanos embarcaram no Grupo de Lima, criado em agosto de 2017 por alguns países das Américas para pressionar Nicolás Maduro. O confronto com o vizinho levou o Brasil, maior economia e população da América do Sul, a ficar isolado no continente, devido a uma certa solidariedade de alguns parceiros venezuelanos.

Ser respeitado nas cercanias é regra básica para um país que queira ter protagonismo global. No Valor da quinta-feira 23, dois embaixadores experientes, Vera Pedrosa, de 81 anos, e Luiz Filipe de Macedo Soares, de 76, propuseram uma plataforma de política externa para o próximo governo e começaram suas considerações pela América do Sul.

“Sabemos em que lugar do mundo nos encontramos: na América do Sul, espaço continental que compartilhamos com outros 11 países. Não podemos ignorá-los e seria um erro antagonizá-los. Nosso interesse primordial é trabalhar para que os 12 países que compõem a região constituam um sistema harmonioso que fortaleça a cada um e ao conjunto deles.”

Fraco politicamente, o Brasil perdeu voz na região. A Colômbia anunciou não faz muito sua saída da Unasul, a União de Nações Sul-Americanas, e sua entrada na OTAN, o bloco militar liderado pelos EUA na Europa, sem um pio brasileiro.

Em 2009, o então presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, extremista de direita, anunciou que seu país, dono de uma enorme fronteira amazônica com o Brasil, teria bases militares do Tio Sam, e o assunto logo provocou reações do Brasil e debates na Unasul.

Mas até que em sua reta final no Itamaraty, Nunes Ferreira tem tentado remediar certas coisas. Na segunda-feira 20, foi à Bolívia reunir-se com o chanceler de lá, Fernando Huanacuni. Disse que “nós somos apegados à existência da Unasul”, bloco hoje relegado à irrelevância. E até topou vestir umas roupas típicas bolivianas…

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