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Parte dos servidores públicos estaduais recebem salários neste sábado

A folha de pagamento dos servidores estaduais já está sendo preparada pelas Secretarias da Fazenda e Administração.

Uma ordem de pagamento deve ser enviada aos bancos nesta sexta-feira, 31, no valor de, aproximadamente, R$ 60,3 milhões para quitação dos proventos de parte de servidores, referente ao mês de agosto. Cerca de 34 mil servidores vão receber nessa primeira etapa.

O dinheiro estará disponível para saque no sábado, dia 1º de setembro. Os demais servidores devem receber seus salários no próximo dia 11.

MPE instaura inquérito para averiguar regularidade do aterro sanitário de Porto Nacional

O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou, nesta terça-feira, 28, inquérito civil público para averiguar se o aterro sanitário construído no município de Porto Nacional atende às normas técnicas, critérios e diretrizes estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Além de solicitar documentos à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e ao Naturatins, o Ministério Público solicitará à equipe técnica interna a elaboração de relatório acerca do cumprimento das normas exigidas.

Na portaria de instauração de inquérito, o Promotor de Justiça Rodrigo Grisi Nunes, titular da 7ª Promotoria de Justiça de Porto Nacional, elenca uma série de normas que devem ser observadas no projeto do aterro, relacionadas ao licenciamento ambiental, ao diagnóstico de gerenciamento de resíduos sólidos, aos critérios para escolha da área e aos elementos instalados considerados essenciais pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

À Secretaria Municipal de Meio Ambiente foram requisitados documentos acerca do processo de instalação do aterro, inclusive sobre a expedição da respectiva certidão do uso do solo. Já o Naturatins deverá encaminhar cópia do processo de licenciamento para instalação do aterro, informando quanto às questões da legislação, se o empreendimento está situado em área adequada, se foram realizadas audiências públicas, dentre outras informações. (Denise Soares)

 

Presidenciáveis arrecadaram R$ 71,5 milhões, mostra TSE

Alckmin declarou o maior volume: R$ 43,4 milhões

Duas semanas após o início oficial da campanha eleitoral, oito dos 13 candidatos à Presidência da República declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que arrecadaram R$ 71,5 milhões. O maior volume – 60,9% – é do tucano Geraldo Alckmin, que informou ter recebido R$ 43,4 milhões da direção nacional do PSDB. A menor arrecadação declarada, até o fechamento desta reportagem, foi a do candidato João Goulart Filho (PPL): R$ 1.800 de financiamento coletivo e gasto de R$ 157,10 com taxa de administração.

Segundo dados disponíveis no portal do TSE, até este momento a campanha do PSDB não informou despesas eleitorais. O teto de gastos estabelecido pelo TSE, no primeiro turno de cada campanha presidencial, é de R$ 70 milhões.

O candidato do MDB, Henrique Meirelles, informou uma doação própria de R$ 20 milhões e gastos de R$ 50 mil, com o impulsionamento de conteúdos na internet. Meirelles declarou um patrimônio total de R$ 377, 5 milhões.

Horário eleitoral

A candidata Marina Silva arrecadou R$ 5,6 milhões, sendo a maior parte (R$ 5,8 milhões) repassada pela direção nacional do partido. Pouco mais de R$ 171 mil são de financiamento coletivo e R$ 15 mil de doação individual.

Do total arrecadado, a campanha aplicou R$ 1,5 milhão na produção dos programas para o horário eleitoral gratuito nas emissoras de rádio e televisão. Também pagou quase R$ 13 mil da taxa de administração do financiamento coletivo e R$ 1.100 do aluguel de equipamentos de informática.

Doação individual

O Pode transferiu R$ 3,2 milhões para a campanha do candidato Alvaro Dias, que arrecadou mais R$ 510 mil de doações individuais. A maior parte foi doada pelo professor Oriovisto Guimarães, empresário do setor de educação que disputa uma cadeira no Senado pelo Paraná. À Justiça Eleitoral, Guimarães declarou um patrimônio de R$ 240 milhões.

A campanha de Dias destinou a totalidade da verba repassada pelo Pode para a produção do programa de televisão do candidato. O candidato tem direito a 40 segundos em cada bloco da propaganda eleitoral gratuita e 53 inserções. O horário eleitoral dos presidenciáveis vai ao ar às terças-feiras, às quintas-feiras e aos sábados.

Fundo de campanha

O candidato João Amoêdo (Novo) arrecadou R$ 495 mil, sendo R$ 308 mil de financiamento coletivo, R$ 143 de doações individuais e R$ 43,9 mil repassados pelo partido. Amoêdo gastou cerca de R$ 200 mil com impressão de material de campanha, transporte, aluguel de bens móveis (exceto carros), taxa de administração do financiamento coletivo e locação de imóvel.

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) declarou R$ 53,6 mil de financiamento coletivo e o pagamento de R$ 2,3 mil de taxa de administração. A candidata Vera Lúcia (PSTU) informou que o partido repassou R$ 50 mil para a campanha, sendo R$ 27,4 mil usados para a produção de material impresso.

Neste ano, a principal fonte de financiamento das campanhas eleitorais é o fundo de R$ 1,7 bilhão criado para essa finalidade. Até agora, 34 partidos políticos já tiveram os recursos liberados pelo TSE. O partido Novo decidiu não utilizar os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

Edição: Renata Giraldi e Graça Adjuto
Por Luiza Damé – Repórter da Agência Brasil 

Governo desiste de adiar reajuste dos servidores do Executivo

Diante da decisão do Judiciário e do Legislativo de aumentarem os salários de seus funcionários em 2019, o presidente Michel Temer desistiu de enviar ao Congresso Nacional uma medida provisória (MP), dada como certa desde 10 de agosto, que adiaria para 2020 o reajuste dos servidores do poder Executivo.  

O Palácio do Planalto avaliou que a MP que excluiria apenas o Executivo do benefício salarial não teria apoio dos parlamentares.

A decisão foi tomada após conversas do presidente com representantes do Judiciário e do Legislativo. Temer também negociou com o Supremo Tribunal Federal (STF) a promessa de troca do auxílio-moradia, que deixaria de existir no Poder Judiciário, pelo reajuste de 16,8% aprovado pela maioria do STF. 

Ajuste fiscal

A secretária- executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, disse hoje (29) que, mesmo com os reajustes concedidos aos servidores, o ajuste fiscal não será prejudicado. “O ajuste será feito de qualquer forma porque o teto de gastos baliza as metas fiscais a longo prazo.  Dentro desses espectros, as escolhas [de alocação de recursos] são feitas num processo do regime democrático, em que existem vários atores fazendo suas escolhas”, justificou. 

A secretária informou que o governo terá de cortar verbas para bancar os reajustes e reiterou que a discussão se aplica apenas à destinação de recursos, sem alterar o volume total de gastos.

Ana Paula afirmou que a previsão dos aumentos salariais do funcionalismo deverá constar no Orçamento da União de 2019 que será enviado ao Congresso nos próximos dias. A data máxima para o envio da lei orçamentária é 31 de agosto.    

Impacto

 Os reajustes impactam em R$ 11 bilhões o orçamento de 2019, considerando todos os servidores, entre civis e militares. Se o reajuste fosse adiado, como previsto inicialmente, apenas para os civis, a economia seria de R$ 6,9 bilhões, segundo o Ministério do Planejamento. A previsão é que as despesas da União com pessoal em 2019, como salários e encargos, alcancem R$ 322 bilhões. 

*Com informações de Marcelo Brandão, Pedro Rafael Vilela e Wellton Máximo

Edição: Sabrina Craide
Por Agência Brasil  Brasília

GESTÃO CARLESSE REDUZ FOLHA DA SECRETARIA DE GOVERNO EM MAIS DE R$ 2 MILHÕES AO MÊS

Desde que assumiu de maneira definitiva o Governo do Tocantins, após vitória nas urnas da eleição suplementar, a gestão do governador Mauro Carlesse implantou importantes medidas para ajustar as contas públicas. Uma das ações desenvolvidas foi a extinção da estrutura de Articulação Política, que existia dentro da Secretaria de Governo. Com isso, o Estado conseguiu reduzir os gastos da pasta de R$ 4.290.903,19 (dados de março) para R$ 2.218.433,34 (dados de julho/agosto), uma economia de mais de R$ 2 milhões, ou seja, quase metade da folha (48,3%).

Na administração anterior a de Carlesse, o órgão em questão tinha a nomenclatura de Secretaria de Governo e Articulação Política e possuía 1.020 servidores. Já na gestão atual, com a extinção da área política, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) em 17 de agosto, o quadro passou a ser de apenas 615 servidores, que trabalham no Palácio Araguaia e em outras estruturas administrativas subordinadas à Secretaria de Governo, como a Praça dos Girassóis, o Hangar do Estado e o Parque do Cantão.  

A Secretaria de Governo é responsável por toda a administração do Palácio Araguaia e do seu entorno. Dentre os integrantes do quadro da pasta estão servidores concursados e comissionados, além dos contratos, que em sua maioria são encarregados por executar a manutenção da Praça dos Girassóis.

“Temos um compromisso de gestão de realizar ajustes e reformas nas áreas necessárias para readequar o Estado dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal [LRF]. Ao assumir o Governo, estudamos a estrutura que recebemos e fizemos as adequações sempre na intenção de reduzir gastos”, explicou Mauro Carlesse. 

Diferente do que vinha acontecendo nos últimos anos, o governador Mauro Carlesse tem demonstrado compromisso quando o assunto é reenquadramento no limite de gastos com pessoal. Só neste 3º bimestre, graças às eficientes medidas e ações administrativas, Carlesse conseguiu uma redução de 3,9% com as despesas a folha de pagamento do Estado, saindo do alto índice de 58,22% para 54,96%.

Ascom – Coligação Governo de Atitude

População brasileira passa de 208,4 milhões de pessoas, mostra IBGE

A população brasileira é de 208.494.900 habitantes, espalhados pelos 5.570 municípios do país, de acordo com dados divulgados hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa é referente a 1º de julho e mostra crescimento populacional de 0,82% de 2017 para 2018. No ano passado, o Brasil tinha 207.660.929 habitantes.

Segundo as informações já publicadas no Diário Oficial da União (DOU), o município de São Paulo continua sendo o mais populoso do país, com 12,2 milhões de habitantes, seguido do Rio de Janeiro (6,7 milhões de habitantes), de Brasília e de Salvador, com cerca de 3 milhões de habitantes cada.

De acordo a divulgação, 17 municípios brasileiros concentram população superior a 1 milhão de pessoas e juntos somam 45,7 milhões de habitantes ou 21,9% da população do Brasil.

Serra da Saudade, em Minas Gerais, é o município brasileiro de menor população, 786 habitantes, seguido de Borá (SP), com 836 habitantes, e Araguainha (MT), com 956 habitantes.

Estados

Os três estados mais populosos estão na Região Sudeste, enquanto os cinco menos populosos, na Região Norte. O mais populoso é o de São Paulo, com 45,5 milhões de habitantes, concentrando 21,8% da população do país. Roraima é o menos populoso, com 576,6 mil habitantes, apenas 0,3% da população total.

As estimativas da população residente para os municípios brasileiros, com data de referência em 1º de julho de 2018, foram calculadas com base na Projeção de População (Revisão 2018) divulgada no último dia 27 de julho pelo IBGE.

Imigrantes venezuelanos cruzam a fronteira com o Brasil.
 

Segundo o instituto, essa revisão incorporou os imigrantes venezuelanos no estado de Roraima, dos quais 99% estavam concentrados nos municípios de Boa Vista e Pacaraima.

As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros usados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos.

Regiões metropolitanas

Entre as regiões metropolitanas e Regiões Integradas de Desenvolvimento (Rides), a de São Paulo é a mais populosa, com 21,6 milhões de habitantes, seguida do Rio de Janeiro (12,7 milhões de habitantes), de Belo Horizonte (5,9 milhões de habitantes) e da Região Integrada de Desenvolvimento (Ride) do Distrito Federal e Entorno, com 4,3 milhões de habitantes.

Ainda entre as regiões metropolitanas ou Rides, 28 têm população superior a 1 milhão de habitantes e somam 98,7 milhões de habitantes, representando 47,3% da população total. O conjunto das 27 capitais totaliza 49,7 milhões de habitantes, reunindo 23,8% da população do país.

Edição: Talita Cavalcante
Por Nielmar Oliveira – Repórter da Agência Brasil 

MPF e MEC alinham ações para garantir bolsa permanência a estudantes indígenas

O Ministério Público Federal (MPF) promoveu reunião de articulação para discutir critérios do Programa de Bolsa Permanências para Indígenas, regulamentado pelo Ministério da Educação (MEC). A pauta central do encontro foi a obrigatoriedade de apresentação de declaração de residência assinada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) para solicitação do benefício. Para os indígenas e para o MPF, a exigência viola direitos e afronta a Constituição.

A reunião aconteceu no último dia 24, na sede da Procuradoria-Geral da República, e contou com a participação do coordenador da Câmara Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF (6CCR), Antônio Carlos Bigonha, do diretor de Políticas e Programas de Educação Superior do MEC, Vicente de Paula Almeida Júnior, e de representantes da Associação dos Acadêmicos Indígenas da Universidade de Brasília.

Os estudantes afirmam que a exigência de declaração de residência assinada pela Funai – como prevê a Portaria MEC 389, de 2013 – caracteriza continuação da tutela, prática abolida pela Constituição Federal de 1988, uma vez que desconsidera a possibilidade de o próprio indígena firmar sua declaração de endereço. Em representação entregue ao MPF, a Associação denunciou recorrentes negativas por parte da Funai no fornecimento da declaração, causando constrangimentos aos estudantes e, em alguns casos, até mesmo o abandono dos cursos por falta da concessão do auxílio.

O indeferimento dos pedidos prejudica, principalmente, os indígenas urbanos, nascidos na cidade e que não moram nas aldeias, e que por isso acabam tendo seus registros recusados, aponta a representação. Para os estudantes, a prática é uma forma de “racismo institucional” e “anulação da integridade étnica dos estudantes indígenas nos espaços da universidade”. A opinião fundamenta-se no entendimento de que a residência pode ser interpretada como um pertencimento ou a existência de vínculo com a comunidade, que independe da comprovação de endereço. O posicionamento é compartilhado pelo MPF.

Resultados – Na ocasião, Vicente de Paula Almeida Júnior esclareceu que em reunião prévia entre o MEC e representantes indígenas, ficou acordado que a exigência seria extinta, com efeito imediato para as solicitações recebidas após o encontro, acatando o pedido feito pela Associação. Ainda de acordo com ele, o MEC expediu circular em 6 de agosto dando notícia desse entendimento e orientando aos respectivos envolvidos a nova diretriz para aceite de declaração da própria comunidade, tanto para declaração de etnia como para declaração de endereço e residência na comunidade.

Os representantes do MEC comprometeram-se também a modificar os termos da portaria, com o intuito de contemplar as mudanças que já estão sendo feitas na prática. A ideia é retirar a exigência de declaração assinada pela Funai e manter como requisito apenas a existência de vínculo e pertencimento, atestada pelas próprias comunidades, como prevê a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Informaram também que não haverá redução no número de bolsas permanência para indígenas e quilombolas.

Quanto ao pedido de prorrogação dos prazos estipulados para inscrição e homologação do pedido de bolsa, foi informado que, embora as inscrições terminem no dia 31 de agosto, isso vale apenas para o registro. As universidades têm até o dia 28 de setembro para validar (homologar) as inscrições, sendo possível, inclusive, deixar o pedido em espera até que se reúna toda a documentação. Dessa forma, a solicitação deve ser feita até o dia 31, podendo a obtenção e validação dos documentos ser feita até o mês de setembro, esclareceu o MEC.

Saiba mais – O Programa Bolsa Permanência é uma ação do governo federal de concessão de auxílio financeiro a estudantes matriculados em instituições federais de ensino superior em situação de vulnerabilidade socioeconômica para estudantes indígenas e quilombolas. A bolsa no valor de R$ 900 por mês é paga diretamente ao estudante de graduação por meio de um cartão benefício. O objetivo é apoiar a manutenção do estudante fora de sua aldeia ou cidade de origem durante o período letivo.

Suspeito de matar idoso por causa do latido de cães é indiciado por homicídio

Caso terminou em morte no interior do estado (Foto: Divulgação/ Polícia Militar )

Homem se apresentou à polícia e foi liberado para responder em liberdade. Crime aconteceu em Xambioá, na região norte do estado, durante o fim de semana.

COM CARLESSE, AGROTINS GANHA NOTORIEDADE E BATE RECORDE COM CRESCIMENTO DE MAIS DE 300%

O compromisso da gestão do governador e candidato à reeleição pela coligação Governo de Atitude, Mauro Carlesse (PHS), com o desenvolvimento e fomento da agricultura no Tocantins foi demonstrado no empenho da sua gestão para realizar a 18ª Feira Agrotecnológica do Tocantins (Agrotins 2018), que neste ano (aconteceu de 8 a 12 de maio) teve um aumento de 300% em relação ao ano anterior, batendo recordes com mais de R$ 2 bilhões em negócios (no ano de 2017, foram R$ 650 milhões).

Outro dado positivo apresentado pela gestão é que o número de visitantes na feira também aumentou e bateu recorde. No ano passado a feira registrou 120 mil visitantes; já neste ano, o público foi de 142 mil. “O desafio para o próximo ano é internacionalizar a Feira. Queremos que essa ascensão venha trazer respaldo e incentivo para a economia. Vamos transformar essa positividade da feira em um cenário macroeconômico do Estado, para aproveitar esse resultado positivo que tivemos neste ano”, explica Carlesse.

Fortalecimento da Agricultura

No Plano de Governo de Mauro Carlesse, o gestor garante que vai continuar desenvolvendo ações de Estado para apoiar os pequenos, médios e grandes produtores. “A exploração agrícola continua exercendo papel importante na base da economia do Tocantins. E os produtores são responsáveis por um percentual relevante de nosso PIB [Produto Interno Bruto]. Mesmo com as adversidades do setor, continuam acreditando e dando as suas contribuições para o crescimento da agricultura em nosso estado”, disse Carlesse.

Segundo o Plano de Governo, a política de recuperação da rede de estradas estaduais e vicinais é preponderante para continuar o crescimento do setor. “Não podemos mais permitir que safras inteiras sejam prejudicadas pela falta de ações preventivas e de habitual manutenção. A assistência desejada pelos produtores de nosso estado estará em nosso foco de atenção e de ação”, prevê o documento.

Outra proposta de Carlesse é apoiar o programa de aquisição direta para garantir a comercialização das produções dos pequenos agricultores. “Iremos estimular os polos de produção para suprirem as unidades de venda dos produtos hortifrutigranjeiros. O Itertins, a Adapec e a Secretaria da Agricultura serão contemplados com uma atenção toda especial de nosso governo de forma que o campo possa responder com maior intensidade após estes estímulos”.

Piscicultura e Fruticultura

O Plano de Governo de Carlesse afirma que a piscicultura também terá destaque em sua gestão, com o incremento necessário para seu crescimento e sua consolidação como atividade produtiva de alimento para consumo e para exportação para os mercados interno e externo.

Já na área da fruticultura a proposta é aproveitar integralmente a capacidade produtiva dos projetos São João, Manoel Alves, Gurita, Sampaio, Arraias e nas várzeas do Baixo Araguaia.

Desburocratização

Carlesse pretende também desburocratizar o licenciamento ambiental e a emissão de outorgas em consonância com o respeito às leis ambientais. “A agro industrialização será umas das ações a serem empreendidas pela Seagro de forma a agregar valor à produção primaria nas diversas cadeira produtivas do agronegócio. Iremos agilizar a implantação de uma plataforma de desenvolvimento de energia renovável focando os biocombustíveis como fontes alternativas com o objetivo de alcançar a redução da emissão de gases poluentes”, concluiu Carlesse.

Ascom – Coligação Governo de Atitude

Supremo julga nesta quinta se pais podem educar filhos em casa

Há sete anos, a dona de casa Sharol Werneck Gomes educa os filhos, que hoje têm 10 e 8 anos, em casa A experiência começou com a filha que, quando tinha 4 anos e meio, foi alfabetizada em casa. “Eu optei, em princípio, porque achei interessante ter essa opção de educar meus filhos em casa”, conta. A filha chegou a ir para a escola, mas a experiência não foi boa, o que fez com que Sharol tivesse mais certeza do caminho escolhido inicialmente.

“A professora gritava muito na sala de aula. Como estava adiantada, minha filha foi colocada como monitora, trouxe um peso sobre ela, que não tinha maturidade para lidar com essa situação. Então, ela ficou bem desgastada. E a professora ainda colocou para ajudar coleguinhas, que implicavam muito com ela. Era bem ruim, ela chorava todos os dias”, diz.

O filho, mais novo, nem chegou a frequentar as salas de aula. Sharol, que não passou por nenhuma capacitação formal para dar aulas, diz que está constantemente pesquisando e lendo sobre os melhores métodos. “Eu pesquiso a base curricular para saber mais ou menos o que preciso ensinar, uso como um norte, mas não fico presa a ela não”. Atualmente, ela e o marido coordenam um grupo de apoio para educação familiar em Cascavel (PR), do qual participam 30 famílias.

O número de famílias que optam pela educação em casa, prática conhecida como homeschooling, cresce a cada ano no Brasil, de acordo com Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned). Em 2018 chegou a 7,5 mil famílias, mais que o dobro das 3,2 mil famílias identificadas em 2016. A estimativa é de que hoje 15 mil crianças recebam educação domiciliar.

homeschooling, no entanto, não é regulamentado no país. Um julgamento marcado para esta semana no Supremo Tribunal Federal (STF) deve trazer à tona uma longa disputa entre pais que desejam educar seus filhos em casa e o Poder Público, que diz que a Constituição obriga a matrícula e a frequência das crianças em uma escola.

Desde 2015 o assunto aguarda julgamento pelo Supremo, que deve definir um entendimento único para todos os casos desse tipo que tramitam na Justiça brasileira, estabelecendo o que o tribunal chama de tese de repercussão geral.

Ação

O caso que será julgado em plenário e servirá de parâmetro para os demais foi levado ao Supremo pelo microempresário Moisés Dias e sua mulher, Neridiana Dias. Em 2011, o casal decidiu tirar sua filha de 11 anos da escola pública em que estudava no município de Canela (RS), a aproximadamente 110 km de Porto Alegre, e passar a educá-la por conta própria.

Eles alegaram que a metodologia da escola municipal não era adequada por misturar na mesma sala alunos de diferentes séries e idades, fugindo do que consideravam um “critério ideal de sociabilidade”. O casal disse que queria afastar sua filha de uma educação sexual antecipada por influência do convívio com colegas mais velhos.

Outro argumento foi o de que a família, por ser cristã, acredita no criacionismo – crença segundo a qual o homem foi criado por Deus à sua semelhança – e por isso “não aceita viável ou crível que os homens tenham evoluído de um macaco, como insiste a Teoria Evolucionista [de Charles Darwin]”, que é ensinada na escola.   

Em resposta, a família recebeu um comunicado da Secretaria de Educação de Canela ordenando a “imediata matrícula” da menina em uma escola. O Conselho Municipal de Educação também deu parecer contra o ensino domiciliar, “por considerar que o mesmo não se encontra regulamentado no Brasil”.

O casal recorreu à Justiça, mas teve negado um mandado de segurança em primeira e segunda instâncias. Em sua sentença, o juiz Franklin de Oliveira Neto, titular da Comarca de Canela, escreveu que a escola é “ambiente de socialização essencial” e que privar uma criança do contato com as demais prejudica sua capacidade de convívio.

“O mundo não é feito de iguais”, escreveu o juiz. “Uma criança que venha a ser privada desse contato possivelmente terá dificuldades de aceitar o que lhe é diferente. Não terá tolerância com pensamentos e condutas distintos dos seus”.

O caso seguiu até chegar ao STF, onde é relatado pelo ministro Luís Roberto Barroso.

Posicionamentos contrários

Provocada, a Advocacia-Geral da União (AGU) disse que as normas brasileiras estabelecem que a educação deve ser oferecida gratuita e obrigatoriamente pelo Poder Público. “É muito importante destacar que a escola possibilita um aprendizado muito mais amplo que aquele que poderia ser proporcionado pelos pais, no âmbito domiciliar, por maiores que sejam os esforços envidados pela família. Isso porque ela prepara o indivíduo para situações com as quais inevitavelmente haverá de conviver fora do seio familiar, além de qualificá-lo para o trabalho”, diz a AGU.

Para a instituição, por mais diferentes que sejam os membros de uma família, nenhum núcleo familiar será capaz de propiciar à criança ou ao adolescente o convívio com tamanha diversidade cultural, como é próprio dos ambientes escolares. “Sendo assim. a escola é indispensável para o pleno exercício da cidadania”, acrescenta.

A Procuradoria-Geral da República também se manifestou, concluindo: “a utilização de instrumentos e métodos de ensino domiciliar para crianças e adolescentes em idade escolar. em substituição à educação em estabelecimentos escolares, por opção dos pais ou responsáveis, não encontra fundamento próprio na Constituição Federal”.

Há oito anos, o Conselho Nacional de Educação (CNE) emitiu um parecer orientando que as crianças e os adolescentes sejam matriculados em escolas devidamente autorizadas. O CNE também entende que a legislação vigente enfatiza “a importância da troca de experiências, do exercício da tolerância recíproca, não sob o controle dos pais, mas no convívio das salas de aula, dos corredores escolares, dos espaços de recreio, nas excursões em grupo fora da escola, na organização de atividades esportivas, literárias ou de sociabilidade, que demandam mais que os irmãos apenas, para que reproduzam a sociedade, onde a cidadania será exercida”.

Educação individualizada

Quem é a favor do homeschooling argumenta, entre outras questões, que a educação em casa garante o direito à dignidade e ao respeito, assegurando uma educação mais individualizada e, portanto, mais efetiva. “Mesmo nas melhores escolas, a educação necessariamente é provida de forma massificada, sem atentar para as necessidades específicas de cada criança e sem prover a elas as técnicas, os instrumentos e as metodologias do ensino-aprendizagem mais adequadas e qualificadas ao tempo presente”, diz a Aned.

“Estamos buscando a autonomia educacional da família, não somos antiescola, não estamos lutando contra escola, apenas somos a família buscando uma nova opção que, no nosso entender, é melhor para o nosso filho”, diz o presidente da Aned, Rick Dias. Ele conta que tirou os filhos da escola há oito anos, quando a mais velha tinha 12 anos e o mais novo, 9. Hoje, a mais velha cursa relações internacionais em uma universidade particular. “Não cremos que o Estado deva definir como devemos educar nossos filhos”.

Edição: Graça Adjuto
Por Felipe Pontes, Debora Brito e Mariana Tokarnia – Repórteres da Agência Brasil 

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