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Deputados aprovam Lei de Diretrizes Orçamentárias e MP da estrutura do Executivo

Foi aprovado o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2019 na sessão desta terça-feira, 13. Os deputados preferiram não adiar mais a votação, conforme proposto pelo deputado Paulo Mourão (PT) que, com isso, pretendia convocar membros do governo Carlesse e esclarecer trechos da proposta.

O texto foi aprovado na forma encaminhada pela Comissão de Finanças, e relatado pelo deputado José Bonifácio (PR). Ele rejeitou 27 das 38 emendas apresentadas, e acolheu as demais ao menos parcialmente. O projeto estabelece em 25% o valor mínimo das emendas parlamentares destinadas à saúde, como custeio, equipamentos e reforma de unidades de atendimento.

Estão previstos ainda a conclusão de concursos em andamento, como da Procuradoria Geral do Estado e da Polícia Militar, além da realização do concurso para a Assembleia Legislativa. No mais, a margem de remanejamento orçamentário para 2019 será de 30%.

Aprovada ainda a Medida Provisória nº 4/2018, que dispõem sobre a estrutura do Poder Executivo. É a MP que fundiu as pastas da Fazenda e Planejamento, renomeou quatro secretarias e a autarquia TerraPalmas, agora chamada Terratins, e extinguiu setores das secretarias geral de Governo e de Articulação Política.

Glauber Barros

Olyntho Neto entrega a Carlesse liderança do governo na Assembleia

O deputado estadual Olyntho Neto (PSDB) entregou nesta segunda-feira, 19, a liderança do governo na Assembleia Legislativa. Numa curta nota, ele não faz nenhum comentário direto à crise aberta com a exoneração do delegado regional de Araguaína, Bruno Boaventura. Apenas afirma que seu afastamento é para que o governador Mauro Carlesse “continue firme no seu propósito de reorganizar e desenvolver nosso querido Estado do Tocantins, sem vínculo com qualquer fato alheio ao seu desejo de trazer dias melhores para o povo tocantinense”.

Confira a íntegra da nota:

“Comunicado Deputado Estadual Olyntho

Após ter votado a Lei de Diretrizes Orçamentária – LDO e diversas medidas importantes para o início da reestruturação do Tocantins, comunico ao Governador Mauro Carlesse, deputados e todos os tocantinenses, o meu afastamento da Liderança do Governo na Assembleia Legislativa, para que o mesmo continue firme no seu propósito de reorganizar e desenvolver nosso querido Estado do Tocantins, sem vínculo com qualquer fato alheio ao seu desejo de trazer dias melhores para o povo tocantinense.

Continuarei firme, na luta pela verdade e na defesa do melhor para o povo tocantinense.

Olyntho Neto
Deputado Estadual”

clebertoledo

Polícia Civil prende duas pessoas suspeitas de assassinato

Carlos Henrique Evangelista

A Polícia Civil do Estado do Tocantins, por meio da Delegacia de Polícia Civil de Aragominas e da Central de Atendimento de Araguaína (Plantão), com apoio da Polícia Militar de Santa Fé do Araguaia e de Aragominas, municípios localizados no Norte do Estado, autuaram nesta quinta-feira, 15, Carlos Henrique Evangelista Vilas Boas, 20, e um adolescente suspeitos do homicídio de Pedro Pereira da Silva, 53, em 12 de novembro, em um assentamento no município de Aragominas.

De acordo com o delegado Luís Gonzaga da Silva Neto, os suspeitos teriam matado a vítima com perfurações de faca, inclusive com um golpe profundo no pescoço. O motivo, de acordo com as investigações, seria que pesava contra a vítima a denúncia do crime de estupro. Cientes dessa possível afirmação, os dois teriam cometido o assassinato. Após o crime, os dois estariam causando pânico no assentamento Baviera, no município de Aragominas. “Solicitamos o reforço de efetivo da Polícia Civil e também contamos com o apoio da Polícia Militar. Ainda nos, interrogatórios já solicitamos do Judiciário os pedidos de prisão preventiva e internação dos suspeitos”, afirmou.

Ainda segundo o delegado, Carlos Henrique foi encaminhado para a Casa de Prisão Provisória de Araguaína (CPPA) e o adolescente para a unidade de reabilitação de Santa Fé do Araguaia.

Por: Wherbert Araújo/Governo do Tocantins

Homem é preso dentro de igreja no setor Vila Norte

 

Familiares de detentos denunciam casos de agressões na CPP de Palmas

Um grupo de mulheres, formado por esposas e mães de detentos recolhidos na Casa de Prisão Provisória CPP) de Palmas, esteve na Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) para denunciar casos de violações de direitos no Pavilhão A da referida unidade prisional. Elas foram atendidas pela equipe do Núcleo Especializado de Assistência e Defesa ao Preso (Nadep), coordenado pela defensora pública Napociani Póvoa.

“Toda vez que tem revista acontecem agressões. Utilizam bala de borracha, spray de pimenta, coronhadas e até tiros. Como que um ser humano consegue se ressocializar em uma situação dessas? Ele só consegue se revoltar ainda mais.” A declaração em tom de denúncia é da esposa de um preso recolhido no Pavilhão A da CPP de Palmas. Na reunião realizada na DPE-TO na última sexta-feira, 9, ela disse que os casos de agressões acontecem há tempos na unidade, porém, nos últimos dois meses, se intensificaram. “Meu marido já está há sete anos lá e eu nunca vi tanta humilhação como nestes últimos dias. Eles chamam a gente de ‘vagabunda’, nos ameaçam dizendo que estamos levando drogas e armas, quando na verdade só estamos exigindo o nosso direito de visita”, complementa.

Também há notícias sobre casos de revista vexatória na unidade, humilhações e xingamentos proferidos pelos agentes contra os familiares dos detentos. Segundo o grupo de mulheres, as principais denúncias acontecem em plantões específicos. “Não são em todos os plantões. Mas nos de alguns agentes específicos sempre acontece e sem nenhum motivo, somente pelo prazer de agredir”, declara a mãe de outro detento.

Diante das denúncias, o Nadep oficiou a Secretaria Estadual de Cidadania e Justiça (Seciju) a prestar informações sobre possíveis casos de violações de direitos no Pavilhão A da Casa de Prisão Provisória de Palmas.

Pós-homicídio

Conforme os familiares, o caso mais grave de agressão aconteceu no último dia 19 (logo após o último homicídio na unidade), quando alguns detentos recolhidos no pavilhão A sofreram agressões físicas e psicológicas por parte dos agentes prisionais da CPP Palmas. Segundo as denúncias, a prática é recorrente no pavilhão nas ocasiões de revista geral, sendo que, além da violência física, os presos ficam expostos no sol até o fim do procedimento sem água e comida. Há informações de que, após esse acontecimento, os presos do referido pavilhão não têm recebido a alimentação integralmente, faltando refeições como café da manhã e almoço, servido tardiamente. O ofício do Nadep à Seciju foi protocolado na última quarta-feira, 7, e estipula o prazo de cinco dias para respostas, além de solicitar cópia do livro de ocorrências referente ao dia 19/10/2018.

Atendimento

Desde a data desta ocorrência, a Defensoria Pública não conseguiu realizar vistoria ou atendimento no pavilhão A. Há diversos entraves e impedimentos por parte da direção da unidade prisional quanto à atuação de defensores públicos na CPP de Palmas. Diante disso, o Nadep oficiou a Seciju com pedido de providências. Conforme o Ofício, os fatos que ensejam tais dificuldades não são pontuais e vem ocorrendo há várias gestões da CPP Palmas. “Os defensores não estão conseguindo exercer suas atribuições no estabelecimento prisional, causando, em consequência, violação a direito individual do cidadão”, consta o documento.

Ainda de acordo com informações do Nadep, há dificuldades no atendimento regular e individual aos presos em razão da superlotação da CPP de Palmas, bem como da insuficiência de servidores para que sejam realizados os devidos encaminhamentos ao atendimento jurídico, resguardadas as normas internas de segurança.  Contudo, para os defensores públicos, tais deficiências do sistema não podem ser argumento para criar entrave na atuação em defesa dos detentos, o que vem acontecendo com frequência, infringindo em violação ao direito constitucionalmente garantido e o acesso destes à Justiça.

A Lei Complementar 55/09 dispõe em seu artigo 53, inciso IX, que é prerrogativa do defensor público “requisitar de autoridade pública e de seus agentes, exames, certidões, perícias, vistorias, diligências, processos, documentos, informações, esclarecimentos e providências necessárias ao exercício de suas atribuições”. Desta forma, por meio do Ofício encaminhado à Seciju, o Nadep solicita providências “(…) a fim de solucionar as questões trazidas neste expediente, a fim de garantir ao preso seu direito de assistência jurídica e integral, bem como às prerrogativas dos defensores públicos”.

Recomendação

As visitas aos presos do Pavilhão A e celas especiais recolhidos na CPP Palmas também estão suspensas por 30 dias, desde o último sábado, 3. Diante disso, o Nadep apresentou Recomendação à Seciju para que seja regularizado o direito de visitas nos dias estabelecidos aos reeducandos. A Recomendação foi protocolada na segunda-feira, 5, e estipula o prazo de cinco dias para que sejam apresentadas informações sobre o atendimento ou não da solicitação feita pela Defensoria.

De acordo com a coordenadora do Nadep, defensora pública Napociani Póvoa, o impedimento das visitas é irregular, pois incide em aplicação de sanção de natureza coletiva. “A Lei de Execução Penal (LEP) constitui como direito do detento à visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados e rege que são vedadas as sanções coletivas”, declara.

A direção da Casa de Prisão Provisória de Palmas mudou, na semana passada. Os defensores públicos já estiveram em contato com a nova direção da unidade no intuito de solicitar a regularização. Neste contato com os defensores públicos, a nova direção já sinalizou que se empenhará para resolução do problema.

Autor(a): Cinthia Abreu

Direito se mantém como curso mais concorrido do Vestibular da Unitins

O curso de Direito da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) continua como o mais concorrido do Vestibular da instituição. Há anos o curso lidera a concorrência nos processos seletivos da universidade.

A classificação preliminar dos cinco cursos mais concorridos do Vestibular 2019/1 ficou: Direito – Câmpus Palmas; Direito – Câmpus Augustinópolis; Enfermagem – Câmpus Augustinópolis; Direito – Câmpus Dianópolis; e Engenharia Agronômica – Câmpus Palmas.

Preliminarmente o curso de Direito no Câmpus Palmas registrou a maior concorrência da história da Unitins: 69,30 candidatos por vaga na cota para escola pública; 49,36 por vaga na ampla concorrência e 26,75 por vaga na cota racial.

Segundo o reitor da Unitins, Augusto Rezende, o número total de inscritos para o processo seletivo – quase 4.500 candidatos com inscrições já confirmadas com o pagamento da taxa – confirma que a universidade tem cumprido seu papel educacional e social enquanto instituição pública, que é formar novos profissionais gratuitamente e com qualidade.

“A concorrência por vaga, especialmente do curso de Direito, também reforça que a Unitins já se consolidou e é referência para a graduação na área no Tocantins, com percentual de aprovação no Exame da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] sempre acima de 90%”, destacou.

A concorrência definitiva deve ser divulgada nos próximos dias no Portal da Unitins. A concorrência ainda é considerada preliminar já que alguns pagamentos de taxa de inscrição ainda estão sendo compensados nas instituições bancárias. O pagamento é que confirma a inscrição dos candidatos e foi encerrado na última terça-feira, 13.

O reitor Augusto Rezende ressalta, também, que durante a divulgação do Vestibular 2019/1 foi reforçado à sociedade que a Unitins é uma universidade púbica, com cursos de graduação presenciais e totalmente gratuitos. Isso porque muitas pessoas ainda acham que a universidade é particular, que cobra-se mensalidade dos alunos ou que os cursos são a distância. “Por isso sempre enfatizamos que a Unitins é a Universidade Estadual, uma instituição pública e totalmente gratuita”, completa.

Charlyne Sueste/Governo do Tocantins

Jungmann e Toffoli anunciam sistema para unificar processos de presos

Com sistema, juiz pode saber se preso tem condenação em outro estado

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Dias Toffoli, assinaram hoje (16) um acordo para unificar e digitalizar todos os processos de execução das penas dos presos no país. O custo do projeto foi estimado em R$ 35 milhões e terá tempo de implantação de 30 meses. 

De acordo com Jungmann, a unificação dos processos vai ajudar no combate ao crime organizado que atua dentro e fora das penitenciárias. Segundo o ministro, atualmente não é possível saber a quantidade de condenações que um preso possui em estados diferentes do país. Além disso, em alguns casos, não é possível nem saber se o detento já cumpriu a pena integralmente ou tem direito a algum benefício previsto em lei.

Para Jungmann, em qualquer lugar do pais, em tempo real, a Justiça, o Ministério Público, além das polícias Militar e Civil, poderão ter acesso ao banco de dados unificado e obter a ficha criminal completa de um apenado.

“Tudo isso vai digitalizado e, em qualquer lugar do Brasil, qualquer juiz, e a polícia, terá acesso aos processos de qualquer um que tenha cometido um delito. Isso representa um enorme avanço e mais segurança para os brasileiros”, afirmou.

O presidente do Supremo e do CNJ, Dias Toffoli, disse que a criação do sistema vai permitir, por exemplo, que um preso não seja solto porque o juiz responsável pelo caso não tinha conhecimento de que o detento possui outra condenação.

“Temos um projeto piloto que iremos fazer, por exemplo, na cidade de Santos [SP]. Já estamos com ele em andamento. Vamos fazer agora a integração nacional com esses recursos”, afirmou.

Moro

Durante a entrevista, Jungmann também confirmou que já se reuniu com o futuro ministro da Justiça do governo eleito, Sergio Moro, e colocou à disposição dele estrutura para realização de reuniões de transição com a atual equipe do ministério.

“Passei três horas reunido com Sergio Moro, apresentei toda a equipe, apresentei a Política Nacional de Segurança, dei a ele todos os números. Tenho estado em contato com ele e atendendo as demandas.  É muito fácil o nosso relacionamento no sentido de prover ao juiz Moro todas as informações que tem demandado e são fundamentais para que ele tenha um bom sucesso”, disse.

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil

Homem que matou outro por conta de bebida é condenado

O Tribunal de Júri da Comarca de Araguaína condenou Railton Borges dos Santos a 16 anos, sete meses e 15 dias de reclusão por matar homem a facada após a vítima se recusar a lhe pagar uma bebida alcoólica. O crime ocorreu em outubro de 2017.

Conforme os autos, a vítima e o réu estavam em um bar, na cidade de Araguaína, quando Railton começou uma discussão com José Alcebides Resplandes Morais por este ter se negado a pagar uma cerveja ao réu. Na ocasião, a vítima foi atingida com um golpe de faca na região do tórax e morreu ainda no local.

O Conselho de Sentença, em sua maioria, reconheceu a autoria e a responsabilidade do acusado pelo fato, concluindo que o crime foi cometido por motivo fútil e utilizando recurso que dificultou a defesa da vítima.

Ao realizar a dosometria da pena, o juiz Francisco Vieira Filho, que presidiu o Júri, condenou o réu a 16 anos, sete meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado.

Confira a sentença.          

Texto: Natália Rezende

Comunicação TJTO

MPF quer fim de ações arbitrárias contra professores

Vinte instituições públicas de educação básica e superior em todo o país já receberam recomendação sobre o tema. Ação é coordenada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão

Procuradores dos Direitos do Cidadão nas cinco regiões do Brasil instauraram procedimentos administrativos para acompanhar práticas que possam representar assédio moral ou outras formas de ação arbitrária contra professores. Somente na última semana, procedimentos para coibir esse tipo de atuação foram abertos pelo Ministério Público Federal em quase todas as capitais, além de outros municípios do país.

A medida já resultou na expedição de recomendação a pelo menos 24 instituições públicas de educação básica e superior com pedido para que se abstenham de qualquer atuação abusiva em relação a docentes. Foram notificadas universidades, institutos federais e unidades de ensino em estados como Amapá, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

A iniciativa integra uma ação coordenada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão – órgão do MPF – e conta com a colaboração de Procuradorias Regionais dos Direitos do Cidadão, Núcleos de Apoio Operacional à PFDC, além de instituições parceiras como Ministérios Públicos Estaduais, Defensoria Pública da União, Defensorias Públicas dos estados e seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O objetivo da ação é assegurar atuação unificada, a fim de garantir os princípios constitucionais e demais normas que regem a educação no Brasil, em especial quanto à liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, bem como o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas.

Conforme detalha a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, a tentativa de obstar a abordagem, a análise, a discussão ou o debate acerca de quaisquer concepções filosóficas, políticas, religiosas, ou mesmo ideológicas – desde que não configurem condutas ilícitas ou efetiva incitação ou apologia a práticas ilegais –, representa flagrante violação aos princípios e normas assegurados pela legislação brasileira.

“Um ensino e uma aprendizagem efetivamente plurais, que são os objetivos fundamentais de nosso sistema educacional, somente podem se desenvolver em um ambiente de liberdade de ideias e de respeito à imensa diversidade que caracteriza o nosso país”.

Recomendação – Além de advertir para que não atuem de forma arbitrária junto a seus docentes, as recomendações expedidas pelo Ministério Público Federal pedem que essas instituições adotem as medidas cabíveis e necessárias para que não haja qualquer forma de assédio moral em face desses profissionais – seja por parte de servidores, estudantes, familiares ou responsáveis.

Em Goiás, por exemplo, foram oficiadas a Universidade Federal de Goiás (UFG), o Instituto Federal de Goiás (IFG) e o Instituto Federal Goiano (IF Goiano), que receberam prazo de dez dias úteis para que informem as medidas adotadas no cumprimento da recomendação. A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no estado também enviou ofício ao MPF nos municípios de Anápolis, Itumbiara, Luziânia e Rio Verde, sugerindo que adotem a mesma providência no âmbito das cidades sob suas atribuições.

Em Minas Gerais, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão e a 25ª Promotoria de Justiça de Defesa da Educação do Ministério Público do Estado recomendaram ao secretário de Educação que atue com o objetivo de evitar que intimidações e ameaças a professores e alunos decorrentes de divergências político-ideológicas resultem em censura. O documento – direcionado à rede estadual de ensino, à rede municipal de ensino de Belo Horizonte e a instituições de ensino superior localizadas na seção judiciária da capital – recomenda, ainda, que os casos que chegarem ao conhecimento das secretarias de Educação cujas providências administrativas não forem suficientes à solução do problema sejam encaminhados imediatamente aos Ministérios Públicos.

Já em Santa Catarina, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão encaminhou recomendação à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e à Universidade Federal da Fronteira Sul, assim como ao Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e ao Instituto Federal Catarinense. Foi instaurado, também no âmbito da PRDC, um inquérito civil para apurar suposta intimidação e assédio moral a professores de instituições federais de ensino por parte da deputada estadual eleita Ana Caroline Campagnolo. O MPF requer, também, que seja dada ampla divulgação à comunidade educacional no que diz respeito à recomendação e às medidas administrativas adotadas para o seu cumprimento, advertindo que a omissão pode implicar, inclusive, em ações judiciais cabíveis contra os que se mantiverem inertes, assim como de responsabilização pessoal do administrador público, quando for o caso.

Na segunda-feira (12), o Ministério Público Federal na Paraíba – em conjunto com o Ministério Público do Trabalho, a Defensoria Pública da União, a Defensoria Pública da Paraíba e a Ordem dos Advogados do Brasil – expediram recomendação para assegurar o pluralismo de ideias na sala de aula das escolas e universidades paraibanas.

Assessoria de Comunicação e Informação

Polícia Civil prende suspeito de tentativas de estupro em Aragominas

A Polícia Civil do Estado do Tocantins, por intermédio da Delegacia de Polícia Civil de Aragominas, procedeu, nesta quinta-feira (15), ao cumprimento de mandado de prisão preventiva em desfavor de Edimiltom Chaves Lima, de 42 anos de idade, por tentar estuprar três mulheres na cidade de Aragominas – TO, sendo uma das vítimas adolescente de 16 anos.

Segundo o apurado pelas investigações, Edimiltom andava pelas ruas de Aragominas aterrorizando mulheres que passavam pela rua, onde abordava as vítimas, agarrando e beijando-as, além de tentar tirar as suas roupas, visando a consumir o ato sexual, mas as vítimas conseguiram escapar das mãos do indivíduo.

Após tomar conhecimento dos referidos fatos, o delegado Luis Gonzaga da Silva Neto, titular da Delegacia de Aragominas, representou pela prisão preventiva do autor, sendo esta deferida pela Justiça e cumprida na data de hoje.

Ao ser ouvido pela autoridade policial, Edimiltom negou à prática dos atos, mas admitiu que quando estava sob o efeito de bebida alcoólica “galanteava” as vítimas com expressões depreciativas, mas que jamais tocou em nenhuma das mulheres.

Após as providências legais cabíveis, o suspeito foi encaminhado à Casa de Prisão Provisória de Araguaína (CPPA), onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

Rogério de Oliveira/Governo do Tocantins

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