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Campanha da Fraternidade 2019 é lançada na Assembleia Legislativa

Acompanhado de padres de Palmas e região, o arcebispo da capital, Dom Pedro Brito Guimarães, lançou na Assembleia Legislativa na manhã desta quinta-feira, 14, a Campanha da Fraternidade 2019.

O objetivo é promover, por meio do tema “Fraternidade e Políticas Públicas”, a participação coletiva de diversos setores da sociedade e da esfera pública nas ações sociais que asseguram os direitos sociais reivindicados pela comunidade.

Com o lema “Serás libertado pelo Direito e pela Justiça”, a igreja católica pretende levar uma reflexão a fiéis das comunidades eclesiais sobre a importância da participação na elaboração, execução e avaliação de políticas públicas.

Para o arcebispo de Palmas, as ações sociais previstas na Campanha da Fraternidade, assim como políticas públicas que vêm ao encontro das necessidades da população, precisam entrar na agenda de governo.

“A prática do Direito e da Justiça é condição primordial para viver a dignidade humana e a liberdade. Por isso, a Igreja desafia o poder público e também o cidadão para que se sintam responsáveis e comprometidos com essa causa”, destacou o sacerdote.

O presidente Antonio Andrade (PHS) ressaltou a importância da igreja na vida da comunidade e do trabalho social realizado por meio de suas pastorais. Ele destacou que a união da igreja e do poder público será de grande relevância para a população.

A deputada Valderez Castelo Branco (PP) reforçou sua admiração pelo trabalho de caridade realizado pela instituição. “Unida ao poder do cristão, a força da igreja encurta caminhos para a promoção do bem-estar social”, defendeu.

Os parlamentares Issan Saado (PV), Elenil da Penha (MDB), Professor Junior Geo (PROS) e Ivory de Lira (PPL) também manifestaram apoio aos projetos da igreja, demonstrando interesse em promover benefícios para a população. (Maisa Medeiros)

Hospital Universitário da UFT realiza integração com primeiros alunos de medicina do Câmpus de Araguaína

Em continuidade à semana de acolhimento da primeira turma de medicina da Universidade Federal do Tocantins do Câmpus de Araguaína (TO), durante esta quarta-feira (13), os estudantes participaram de evento de integração no Hospital de Doenças Tropicais da UFT, instituição vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A programação segue nesta quinta (14) com o plantio de 30 árvores no Centro de Ciências da Saúde (CCS), e encerra na sexta-feira (15) com a participação em campanha de doação de sangue no Hemocentro do município.

Biossegurança, saúde ocupacional, controle de infecção hospitalar, questões éticas e orientações sobre os serviços ofertados, foram alguns dos temas abordados na integração, realizada pela Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP). A ação contou com a apresentação da equipe de governança, da Gerência de Atenção à Saúde (GAS), além da equipe de apoio interno, médicos e residentes, e ao final, houve uma roda de conversa – relato de experiências com os alunos do internato de medicina da UFT, oriundos Câmpus de Palmas.

Na oportunidade, o superintendente do HDT-UFT, José Pereira Guimarães Neto deu as boas-vindas aos alunos e reforçou o que segundo ele, já havia comentado na aula magna. “Este é o primeiro e único hospital universitário do estado, vocês são a principal razão de existirmos, há quatro anos estamos preparando este espaço para recebe-los. O momento agora é de cada um assumir a sua responsabilidade e fazermos deste o melhor hospital da região norte”.

O ingressante do curso, Arthur Santos falou sobre sua impressão do hospital. “A gente acha que vai encontrar um lugar sucateado, com pouca organização, com pessoas desmotivadas, essa é a atmosfera que passa do sistema público de saúde; aqui o primeiro contato foi totalmente surpreendente, vejo um hospital que está se renovando, percebi um pessoal motivado, que lida bem com o dinheiro público, algo que realmente emociona, você perceber que tem pessoas que se preocupam com o próximo, e administrando o hospital de uma maneira tão fantástica”, relatou.

O HDT-UFT será o cenário para a realização das práticas clínicas e no Centro de Ciências da Saúde, ficam instalados a coordenação do curso, o apoio técnico, laboratórios de ensino pesquisa e extensão e salas de aulas.

Sobre a Ebserh

Desde fevereiro de 2015, o HDT-UFT faz parte da Rede Ebserh. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) atua na gestão de hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

A empresa, criada em dezembro de 2011, administra atualmente 40 hospitais e é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações em todas as unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

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Daianni Parreira

Ex-prefeito de Aragominas perde direitos políticos e terá que devolver cerca de R$ 986,8 mil aos cofres públicos

O ex-prefeito de Aragominas Antônio Moura foi condenado à perda da função pública e suspensão dos direitos políticos por oito anos, pela prática de atos de improbidade administrativa. Na sentença proferida nesta terça-feira (12/3), pelo juiz Edimar de Paula, em auxílio ao Núcleo de Apoio as Comarcas (Nacom), determina que ex-gestor municipal ainda terá que ressarcir os danos causados aos cofres públicos cerca de R$ 986,8 mil.

Na ação ajuizada em 2013 pelo Ministério Público Estadual, o levantamento do Tribunal de Contas apontou irregularidades no exercício da primeira gestão do ex-prefeito, de 2001 a 2004, que cumpriu outro mandato como gestor do município entre 2009 e 2012.

Conforme denúncia, o ex-prefeito destinou verbas de forma irregular do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF). O fundo é destinado pelos órgãos responsáveis pela administração pública do Brasil, para promover o financiamento da educação básica. O magistrado lembrou na sentença que no inciso IV do art. 71 da Lei 9.394/96 o recurso não deve ser utilizado para fins alimentícios, já que há outra destinação de dinheiro público para o mesmo fim. 

Somados a isso, a denúncia revela ainda  desfalque de mais de R$ 225 mil do fundo, além de serviços de reforma em sete escolas de assentamentos não realizados, e que a aplicação do fundo em despesas com profissionais do magistério foi de 39%, valor inferior ao mínimo legal que dever se de 60%.

O levantamento também aponta que o ex-prefeito emitiu cheques sem provisão de fundos, contratou serviços que não foram realizados, além de várias despesas sem devida licitação e comprovação fiscal, que vão desde a aquisição de medicamentos, gêneros alimentícios, combustível, peças, até materiais de expediente sem registro de entrada no almoxarifado. Contratados com máquinas para recuperar estradas nos assentamentos também possuíam documentação irregular.

Em sua análise, o juiz entendeu que atos cometidos nestas condições constituem crimes, já que contrariam disposições presentes na Constituição Federal. “O prejuízo para o Município é inerente ao comprovado desvio de finalidade, haja vista que, enquanto usado pelo Gestor para seu proveito próprio ou para terceiros, poderia estar sendo utilizado para benefício da comunidade local e para os fins a que foi destinado.”

O magistrado chamou atenção na sentença para o fato de a maioria das irregularidades terem sido realizadas nos últimos meses do governo, e que somente no mês de novembro de 2004, o réu adquiriu, em combustível, cerca de R$ 56 mil, valor equivalente a mais de 27 mil litros da gasolina, e suficiente para rodar, isso no mês de novembro, mais de 274 mil quilômetros. “Quantidade que seria suficiente para vir a Palmas 660 vezes em apenas um mês, isso para um Município que possuía possui pouco mais de seis mil habitantes e uma frota com quatro veículos inservíveis”, estimou o juiz, ao condenar Antônio Moura ao ressarcimento no valor de integral do dano – R$ 986.846,94 – e ao pagamento de multa civil no valor de uma vez sobre os danos causados, que deverão ser acrescidos de juros e correção monetária desde as datas dos fatos.

Confira aqui a sentença.

Comunicação TJTO

 
 
 

Estado terá que repassar R$ 11,6 milhões da saúde à Prefeitura de Palmas

Uma pendência que se arrastava desde 2017 pode ter chegado ao fim nesta quinta-feira (14/3), quando o juiz Manuel de Faria Reis Neto, respondendo pela Vara de Execuções Fiscais e Saúde, homologou acordo entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Palmas no qual o primeiro se compromete a pagar ao segundo, em 10 parcelas, a partir desta sexta-feira (15/3), exatos R$ 11.628.894,80 em repasses devidos para a saúde municipal, resultado de uma dívida reconhecida de R$ 5.456.933,11 e outros R$ 6.171.961,70, relativos à “parcela aproximada do mês”, cujos valores podem variar de acordo com as habilitações e pactuações vigentes (veja quadro).
Na audiência realizada no Fórum de Palmas, da qual participaram os representantes das partes, entre os quais o procurador do Estado Sérgio Rodrigo do Vale e a procuradora-geral do Município, Fernanda Cristina Nogueira de Lima, foi estabelecido também que, em caso de descumprimento do acordo, haverá bloqueio judicial automático dos valores da conta do Tesouro Estado, conforme mediou o juiz Manuel de Faria.
Os repasses em questão são para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Média e Alta Complexidade (MAC), Farmácia e Centros de Atendimento Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD III e Caps II). Em 29 de novembro de 2016, o Paço Municipal e o Palácio Araguaia haviam celebrado um acordo pelo qual o Estado se comprometera a repassar ao Município, até 15 de dezembro daquele ano, R$ 4.634.285,29 e outros R$ 1.298.304,00, relativos à contrapartida obrigatória, acerca de custeio.  E ainda repassar R$ 13.910.744,96 durante o exercício de 2017, em 12 parcelas mensais, até o dia 20 de cada mês, valores pendentes de exercícios anteriores.  Entretanto, o Estado não cumpriu de forma integral o acordo.

Comunicação TJ/TO

Wanderlei Barbosa assina Termo reafirmando a continuidade do Tocantins no programa Criança Feliz

O vice-governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, participou nesta terça-feira, 12, em Brasília, representando o governo do Tocantins, no evento Seminário Internacional de Primeira Infância. A solenidade foi realizada pelo Ministério da Cidadania em Brasília. 

Durante o encontro, ao lado da primeira dama do Brasil, Michelle Bolsonaro e do Ministro da Cidadania, Osmar Terra, e do secretário de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social, Messias Araújo, o vice-governador assinou um Termo de Aceite em que reafirma a continuidade do Estado  no programa Criança Feliz.

Wanderlei Barbosa disse que a continuidade do programa no Tocantins vai fortalecer ainda mais o atendimento a primeira infância e representa um reforço nas políticas sociais voltadas às crianças. “A atenção básica a primeira infância através do programa Criança Feliz além de fortalecer os vínculos familiares, promove o desenvolvimento pleno e humano das nossas crianças”. Ressaltou.

Criança Feliz

O Programa Criança Feliz está presente em 2.622 municípios brasileiros e já atendeu mais de 519 mil crianças e gestantes. No total, mais de 12,1 milhões de visitas domiciliares foram realizadas por cerca de 16 mil profissionais capacitados para orientar as famílias a impulsionar o desenvolvimento cognitivo, motor, socioafetivo e de linguagem das crianças de até três anos beneficiárias do Bolsa Família e daquelas com até seis anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). No Tocantins, 52 municípios já aderiram ao programa.

Elisângela Silva/ Governo do Tocantins 

Gleydson Nato, presidente da Jucetins realiza visita técnica em Araguaína

O presidente da Jucetins Gleydson Nato, esteve em visita técnica na unidade de Araguaína nos dias 11, 12 e 13. Na oportunidade reuniu com os servidores para conhecer as necessidades da região e as demandas do órgão.

Gleydson nato vem buscando reduzir despesas e dar mais celeridade ao serviço ofertado ao empresariado tocantinense.

Nato ressaltou a importância do órgão para o suporte às empresas que necessitam de um atendimento rápido e eficiente, destacando os avanços do Simplifica Tocantins, que trouxe segurança e agilidade para o poder público e para o cidadão empreendedor.

O Governador Mauro Carlesse vem priorizando ações para que a população tenha o melhor atendimento possível dos serviços prestados pelo Estado, disse o presidente.

Para Marcelo Dantas, Supervisor do escritório, a visita do presidente demonstra a importância da unidade em Araguaína que é um polo comercial e financeiro do Estado bem como a valorização dos servidores. O presidente vem mostrando que tem perfil proativo buscando junto aos servidores a excelência na gestão.

Sindiperito-TO alerta para riscos de mortes de bebês por asfixia durante o sono

Em 2019 o Tocantins registrou dois casos de morte por asfixia em bebês. Os números acendem um sinal de alerta, já que em 2018 a estatística registrou apenas um caso, contra três atendidos pela perícia em todo o ano de 2017. Para o Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado do Tocantins (Sindiperito-TO), o aumento súbito preocupa, já que os casos notificados se referem apenas ao mês de fevereiro. 

Segundo Silvio Jaca, vice-presidente do Sindiperito, a causa da morte pode indicar diversas naturezas. Em algumas situações, a asfixia acontece porque muitos pais dormem junto com os bebês na cama e a movimentação, durante o sono pode asfixiar a criança. Em outros casos as mães podem cochilar na hora da amamentação e acidentalmente, acabam sufocando os filhos. 

Os números, conforme Silvio, representam as ocorrências notificadas e atendidas pela perícia. Há ainda as subnotificações em que a criança é socorrida e vai a óbito apenas no hospital ou que, na unidade de saúde, é atendida e sobrevive. Porém, de acordo com o vice-presidente, em ocorrências onde há morte no local, a perícia trabalha para esclarecer a causa. 

“O perito vai lá para se certificar que aquilo foi uma morte acidental. Tem bebês que morrem de causa natural, mas existem aqueles que são assassinados. Há situações desse tipo, por conta do estado puerperal da mãe, que pode ter uma depressão pós-parto e cometer um infanticídio. Muitos dizem que foi uma morte acidental, quando na verdade não foi. Em algumas situações a criança tem algum mal súbito ou engasga com algo, tem asfixia por engasgamento com leite ou algum objeto que engoliu. E, às vezes, quando adulto dorme com a criança acaba se movimentando e sufocando o bebê. O mais comum é por asfixia mecânica culposa ou asfixia por engasgar com objetivos ou alimentos”, explica Sílvio. 

Ainda de acordo com o vice-presidente, em casos assim um inquérito é aberto para investigar as causas da morte e outra perícia é feita no Instituto Médico Legal (IML) chamada de necrópsia. Ela é realizada no cadáver do bebê para verificar o que ocasionou a morte. “Vamos ao local para ver as circunstâncias e a dinâmica do fato, quando é possível. Quando não é possível é feita a necrópsia para descobrir o motivo do óbito, se foi sufocamento ou se foi injetado alguma substância no bebê ou ainda se teve alguma fratura. Tudo isso é feito no IML 

Para evitar acidentes desta natureza a recomendação do perito é que a criança durma separada dos pais, ainda que no mesmo quarto, mais nunca dividindo a mesma cama. “Um bebê não tem estrutura física para suportar o peso de um adulto. Mesmo em um movimento rápido a criança pode sofrer uma fratura, ser sufocado. Se a família não tem condição financeira e precisa dividir o mesmo espaço, a orientação é tentar separar o bebê com um travesseiro, colocar um anteparo antes de dormir”, afirma. 

O vice-presidente acredita que o trabalho da perícia é importante, já que estes profissionais fazem ainda o levantamento estatístico e alerta a população sobre os riscos, sempre com o objetivo de evitar novos casos. “Quando percebemos que algum tipo de crime está aumentando, a perícia trabalha para fazer um levantamento para apurar as causas de algumas ocorrências. Nossa intenção é reduzir os números e os riscos que ocasionam esse tipo de situação”, finaliza.

Normativas adotadas para a Polícia Civil tocantinense são baseadas na Polícia Federal

Normativas do Manual de Procedimentos de Polícia Judiciária do Tocantins foram atualizadas com a proposta de adequar a outras forças de segurança, a exemplo da PF

Após a publicação da atualização das normativas do Manual de Procedimentos de Polícia Judiciária do Tocantins e o envio de projetos de Lei pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa, nessa segunda-feira, 11, o secretário de Estado da Segurança Pública, Cristiano Sampaio, esclareceu, à imprensa tocantinense, alguns pontos questionados pelos jornalistas e por representantes de entidades de classe ligadas à Polícia Civil.

Segundo o secretário, nenhum dos três documentos – dois projetos de lei que tratam da cumulação de responsabilidades administrativas pelos delegados de Polícia do Tocantins mediante indenização, bem como da instituição do novo Estatuto dos Policiais Civis do Estado do Tocantins; e o Decreto n° 5.915/2019, que atualiza e aprimora o Manual de Procedimentos de Polícia Judiciária no Estado – foram elaborados recentemente. Todos foram devidamente atualizados com a proposta de adequar a outras forças de segurança, a exemplo das instruções normativas da Polícia Federal. De acordo com o secretário, as atualizações visam apenas à adequação no cumprimento de ordens judiciais, de pagamentos por serviços cumulativos realizados por delegados e de divulgação das operações e ações policiais. “Não estamos inovando e nem criando algo novo, nós só estamos trazendo, para cá, as boas práticas que hoje já são executadas pela Polícia Federal e que tornam o órgão fortalecido, isento de críticas e afasta a atuação pessoal daqueles que estão conduzindo a investigação. Então você tem uma posição institucional da Polícia Civil e o que estamos fazendo é criar um perfil institucional para evitar que o policial fique sem padronização sobre como se manifestar em determinadas circunstâncias”, afirmou.

Cristiano Sampaio ressaltou que o objetivo é que sejam adotados, na Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), os mesmos padrões de relacionamento com a imprensa, implementados pela Polícia Federal. “A gente traz a preocupação com a dignidade da pessoa humana e a preservação dos investigados, porque nessa fase inicial de inquérito, o que a gente tem é investigação. A própria Constituição Federal assegura a presunção de inocência dos suspeitos”.

Imprensa

Sobre o acompanhamento da imprensa em ações da Polícia Civil, e rebatendo questionamentos de que os profissionais da comunicação sofreriam algum tipo de restrição referente à cobertura jornalística, o secretário foi enfático em garantir que o decreto não apresenta restrições de cobertura por parte da imprensa e sim de que a autoridade policial não poderá chamar a imprensa para acompanhar a operação. Acrescenta-se ainda que nenhuma informação será omitida sobre investigação ou operação que necessite de divulgação. “Não existe nenhuma restrição ou ato dirigido à imprensa. Ela continua com a mesma liberdade que a Constituição lhe garante. Nós estamos trabalhando para que não haja, por parte do policial, uma divulgação indevida de uma fase que é de investigação e que é sigilosa por sua própria natureza. Estamos acompanhando o formato executado pela Polícia Federal no desenvolvimento de suas operações. Haverá um release com as informações de tudo que aconteceu e a liberação dos fatos que podem ser divulgados. O que estamos trazendo é a regra de fortalecimento da instituição, evitando que ela sofra críticas infundadas de ações de delegados que, às vezes, podem não ter o cuidado necessário com o trato da informação que tem que ser repassada”, frisou Cristiano Sampaio.

Operações

A respeito das fases de operações policiais realizadas pela Polícia Civil em órgãos públicos, lembrando a difusão de informações em páginas pessoais de redes sociais, Cristiano Sampaio reforçou que a polícia tem que ser uma polícia de Estado e não uma polícia movida por interesses ou conveniências pessoais, seja para promover alguns, seja para denegrir outros. “Temos uma página institucional. O que não queremos é que esta página seja pessoal. Pretendemos afastar a personalização das ações policiais. O que a gente precisa é de uma instituição forte, e ela é forte não porque as pessoas aparecem mais ou menos, mas é forte porque investiga e prende. Então o que a gente precisa é que as ações sejam institucionais e não pessoalizadas”, ressaltou.

Órgãos Públicos

Sobre os mandados a serem cumpridos em órgãos públicos, o secretário afirmou que eles passam a ser regulamentados da mesma forma que são regulamentados na Polícia Federal. Segundo o secretário, a normativa frisa que as diligências sejam cumpridas com uniformes e viaturas não ostensivas. “Nenhuma instituição ou nenhum órgão público é criado para cometer crimes. Todos os órgãos públicos são criados para cumprir uma missão institucional e social. Se você publica uma fotografia com várias viaturas ostensivas na calçada de uma secretaria, de um palácio de governo, de um órgão de estado, a imagem que você passa para todos é que aquele lugar é um órgão de cometimento de crimes e você desrespeita os milhares de funcionários honestos, que fizeram concurso, que trabalham honestamente todos os dias, porque, a partir dali, todos serão vistos como um órgão de corrupção. E isso tem que ser separado”, concluiu.

Saiba Mais

O Decreto que atualiza os procedimentos de Polícia Judiciária foi publicado no Diário Oficial do Estado dessa segunda-feira, 11. Os Projetos de Lei seguem, agora para a Assembleia Legislativa do Tocantins para estudo, deliberação e aprovação.

Wherbert Araújo/Governo do Tocantins 

UFT promove acolhimento da primeira turma de Medicina do Câmpus de Araguaína

Na tarde desta segunda-feira (11), a Universidade Federal do Tocantins (UFT) deu início a Semana de Acolhimento da primeira turma de Medicina do Câmpus de Araguaína (TO). Além dos 30 alunos calouros, a solenidade contou com a presença do reitor, pró-reitores, prefeito, representantes do legislativo municipal e estadual, e de órgãos de controle, entre outras autoridades. A programação de integração segue até sexta-feira (15) e contempla palestras e orientações que ocorrem no Centro de Ciências da Saúde (CCS), no Hospital de Doenças Tropicais (HDT-UFT) e na Unidade do Cimba.

Na ocasião da aula inaugural, o reitor Luis Eduardo Bovolato enfatizou a relevância de todo o processo de implantação do curso. “A universidade ousou ao acreditar nesse projeto, porém ele só se concretizou pois teve a colaboração de vários entes, de parlamentares e de um grupo de pessoas empenhados em cumprir todos os requisitos. Temos a certeza de que o curso vai elevar a qualidade da assistência prestada à população, além de possibilitar a fixação desses profissionais da região. É um momento histórico e importante em que fiz questão da presença de boa parte da gestão da universidade”, disse.

Para a vice-Reitora, Ana Lúcia Medeiros, o sentimento é de alegria, de orgulho, de dever cumprido nessa primeira etapa. “Acredito que a UFT está dando um passo fundamental, o curso vai fortalecer a UFT, a cidade, a região, e assim vai contribuir com o nosso principal objetivo, que é transformar para melhor a sociedade”.

O prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas deu as boas-vindas aos alunos à cidade e comentou que também colaborou na implementação desse projeto. “Lembro em 2013, quando participei no processo de doação do HDT para UFT, logo depois vieram as outras etapas até chegarmos a este dia de hoje; agora começa de fato os desafios para estes alunos e professores, porém com uma estrutura organizada, diferenciada, laboratórios e locais de prática, ao qual o município é parceiro. O curso oportuniza aos estudantes da rede pública o acesso ao ensino gratuito e de qualidade”.

Já o superintendente do HDT-UFT, José Pereira Guimarães Neto comentou que os acadêmicos são muito aguardados. “Há quatro anos estamos preparando nosso hospital universitário para receber esses alunos, que são os protagonistas e a razão do hospital existir. Não tenho dúvida de que o curso será um dos melhores do país. A luta é cotidiana, porém temos uma equipe que desenvolve um trabalho sério voltado para nossos alunos e nossos usuários”.

Uma das ingressantes do curso, Milene Alves de Souza Almeida, que completou 18 anos r​recentemente, ressaltou que o maior desafio está sendo morar longe de casa, mas que é uma grande conquista e realização de um sonho. “São sacrifícios necessários, sinto saudade toda hora, mas a minha expectativa é de que a instituição realmente ofereça condições para a minha formação”.

O evento contou ainda com a presença do assessor do Ministério da Saúde, Neilton Araújo de Oliveira, articulador da criação do curso de Medicina no Câmpus de Palmas. O médico destacou em seu discurso que a saúde é um direito de todos e fator de desenvolvimento de um país, concluindo com a citação de Guimarães Rosa, “Os grandes desafios não estão nem na partida e nem na chegada e sim na travessia”.

Sobre o Curso

O curso de medicina, do Câmpus de Araguaína vai ofertar 60 vagas anuais, sendo 30 por semestre. As formas de acesso são pelo Sistema de Seleção Unificado (Sisu), pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e por vestibular. A modalidade é integral, com a duração de  12 semestres.

O objetivo geral é formar profissionais médicos com habilidades e competências para o desenvolvimento das ações de saúde, fundamentadas na realidade loco-regional da Amazônia e comprometido com a construção do conhecimento e busca de soluções de problemas do mundo contemporâneo, valorizando o ser humano, a vida, a cultura e o saber.

O HDT-UFT será o cenário para a realização das práticas clínicas e o Centro de Ciências da Saúde, é onde ficam instalados a coordenação do curso, o apoio técnico, laboratórios de ensino pesquisa e extensão e salas de aulas.​

Por Daianni Parreira

Investigações do caso Marielle terão segunda etapa, avisa delegado

O delegado Giniton Lages, chefe da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, afirmou hoje (12) que haverá uma segunda etapa de investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes. Nesta fase, serão investigados possíveis mandantes do crime e o paradeiro do carro utilizado no dia do assassinato.

De acordo com Lages, nesta segunda etapa será investigada ainda a motivação do atirador, uma vez que os policiais identificaram que Ronnie Lessa, policial militar reformado detido hoje, nutria ódio contra pessoas de esquerda e havia pesquisado informações de Marielle e o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), entre outros.

O perfil dele [Ronnie Lessa] revela uma obsessão por determinadas personalidades que militam à esquerda política”, disse Lages. “Você percebe ódio e desejo de morte. Você percebe o comportamento de alguém capaz de resolver uma diferença do modo como foi o caso Marielle.”

Segundo o delegado, as apurações não se encerram nas prisões do sargento reformado Ronnie Lessa e do ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, realizadas nas primeiras horas desta terça-feira.

“O caso ainda está em aberto. Estamos entregando a primeira fase, e a segunda ainda está em andamento”, disse o delegado, que lembrou que hoje foram cumpridos também 34 mandados de busca e apreensão referentes ao caso.

Indiciamentos

O delegado informou que Lessa e Vieira foram indiciados com os agravantes de impossibilitar a defesa da vítima, emboscada e motivo torpe. “O crime de ódio, segundo doutrina, encaixa no motivo torpe”.

O delegado defendeu o sigilo das investigações como imprescindível e disse que o modo como o crime foi executado levou a concentração por parte dos policiais nos preparativos para o assassinato e na fuga.

“Como fizeram um crime praticamente perfeito, temos que inverter a ordem das coisas: não é dos vestígios para os autores, mas dos autores para os vestígios”, disse o delegado.

Mobilização

O caso Marielle e Anderson mobilizou 47 policiais civis dedicados exclusivamente. Mais de 5,7 mil páginas de investigação foram produzidas, em um inquérito que tem 29 volumes e ouviu 230 testemunhas. O número de linhas telefônicas interceptadas chega a 314. 

“Não quero que o caso Marielle e Anderson se repita. Esse é o maior motivo da nossa dedicação nesse tempo todo. É fazer com que a resposta chegue para mandar recado. O crime Marielle e Anderson não pode se repetir. Esse caso não pode ficar sem resposta, é muito perigoso ficar sem resposta”.

De acordo com o delegado, indícios mostram os suspeitos foram “muito treinados”. Segundo ele, o cuidado em permanecer no automóvel, um Cobalt, desde o deslocamento na orla da Barra da Tijuca às 17h20 até o momento do crime entre 21h09 e 21h12.

O percurso foi captado por uma série de câmeras da cidade, e o delegado disse que foi afastada a hipótese de que o desligamento de câmeras nos arredores do local do crime tivesse relação com os assassinos.

Nesse período em que os assassinos estavam esperando, uma assessora de Marielle chegou a pôr a mão na maçaneta no carro deles, confundindo o veículo com o Uber que ela estava esperando.

Clonagem

Para identificar o carro usado no crime, os policiais chegaram a procurar proprietários de Chevrolet Cobalt Prata de modelo LS no Rio de Janeiro. Ao todo, 443 carros desse tipo foram identificados na cidade e 126 form mapeados como possibilidades. “Trabalhamos neles um a um”, disse o delegado, que descobriu que o carro usado foi clonado a partir de um veículo de propriedade de uma cuidadora de idosos na zona sul.

O caso fez com que 190 pessoas procurassem o Disque Denúncia até agosto do ano passado para dar informações que poderiam estar relacionadas. O delegado disse que, apesar de nenhuma delas ter apontado os responsáveis pelo crime, esses dados ajudaram a apontar diretrizes para a investigação.

O delegado afirmou que não foi identificada relação alguma de Ronnie Lessa com a família do presidente Jair Bolsonaro. “O fato de ele morar no condomínio de Bolsonaro não diz muita coisa para a investigação da Marielle”, disse. “Ele não tem uma relação direta com a família Bolsonaro. Nós não detectamos isso.”

Lages destacou sua satisfação em apresentar parte dos resultados da investigação e disse que os policiais tiveram que lidar com muita “contrainteligência que existe com objetivo de desviar o foco e desequilibrar a equipe”.

Por Vinicius Lisboa – repórter da Agência Brasil 

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