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Governo do Tocantins divulga gabaritos definitivos das provas objetivas do concurso da Educação

O Governo do Tocantins, por meio das secretarias da Educação (Seduc) e Administração (Secad), divulgou no Diário Oficial do Estado dessa segunda-feira, 10, os gabaritos definitivos das provas objetivas do concurso da Educação. A Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca realizadora do concurso, atualizou as etapas de execução do certame.

O resultado preliminar, que de acordo com o cronograma da semana passada sairia nessa segunda, 10, agora deverá sair na próxima quinta-feira, 13. A mudança não altera a data para a divulgação do resultado final, prevista para o dia 30 de novembro.

Aguardado há mais de 14 anos, o concurso oferta 5.242 vagas para o provimento dos cargos de professor da educação básica, coordenador pedagógico, orientador educacional, professor da educação básica, orientador educacional e coordenador pedagógico na educação indígena. Atualmente, com o reajuste de 11% somado a data-base de 5,93%, a remuneração inicial é de R$ 5.674,35.

O certame contou com um total de 35.986 inscritos, e as provas foram realizadas no dia 11 de junho deste ano.  

Cronograma atualizado

Publicação do Resultado Preliminar da Prova Objetiva 13/07/2023

Publicação do Resultado Definitivo da Prova Objetiva 01/08/2023

Divulgação da relação de candidatos que terão a prova discursiva corrigida 01/08/2023

Convocação para a Avaliação de Títulos 01/08/2023

Publicação do Resultado Preliminar da Prova Discursiva 05/09/2023

Publicação do Resultado Definitivo da Prova Discursiva 06/10/2023

Convocação para a Perícia Médica 06/10/2023

Realização da Perícia Médica 29/10/2023

Publicação do Resultado preliminar da Avaliação de Títulos 03/11/2023

Divulgação do resultado preliminar da Perícia Médica 09/11/2023

Publicação do Resultado definitivo da Avaliação de Títulos 24/11/2023

Resultado Definitivo da Perícia Médica 30/11/2023

Resultado Final do Concurso 30/11/2023

Homenagem e saudade marcam a Missa de 7º dia de Siqueira Campos em Palmas

A missa de sétimo dia do ex-governador Siqueira Campos é celebrada na noite desta segunda-feira (10), na Catedral de Palmas, na Praça dos Girassóis. A cerimônia homenageia o político e conta com presença de familiares, amigos e da comunidade em geral. A área externa da Catedral foi decorada especificamente para a celebração, com imagens de Siqueira e objetos que remetem à vida pessoal e religiosa do político, que era devoto do Divino Espírito Santo.

A missa iniciou às 19h30 e é celebrada pelo padre Eduardo Zanom. Na reflexão da celebração, o padre destacou que é uma oportunidade de “reconhecer aquilo que Deus fez através de Siqueria Campos”. Ele completa afirmando que “a história comprova” tudo o que o político fez para o estado do Tocantins.

Por fim, o padre Eduardo destaca a gratidão por ter vivido os momentos marcantes celebrados na missa. As homenagens aconteceram ao final da celebração, seguidas dos cumprimentos.

José Wilson Siqueira Campos morreu na última terça-feira (4), aos 94 anos, após um quadro de infecção generalizada. Ele estava internado desde o dia 29 de junho, na UTI de um hospital particular em Palmas.

Siqueira deixou esposa e oito filhos. O ex-governador foi casado durante mais de 40 anos com Aureny Siqueira Campos, com quem teve seis filhos. Em homenagem a ela foram batizados quatro bairros de Palmas. Após o divórcio, Siqueira casou-se com Marilúcia Leandro Uchôa Siqueira Campos, com quem teve mais dois filhos.

O corpo de Siqueira Campos foi velado no Palácio Araguaia, que passa a se chamar Palácio Araguaia José Wilson Siqueira Campos. O Projeto de Lei aprovado na quinta-feira (6) homenageia o primeiro governador eleito do estado.

Por g1 Tocantins

Gilmar Mendes anula arquivamento de ação contra Bolsonaro

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu, nesta segunda-feira (10), anular uma decisão da Justiça Federal em Brasília que arquivou um dos processos que apura a omissão do ex-presidente Jair Bolsonaro na gestão da pandemia da covid-19.

Com a decisão, caberá a Procuradoria-Geral da República (PGR) reavaliar o processo e decidir se o caso terá novo andamento.

Além de Bolsonaro, o processo envolve o ex-ministro da Saúde e atual deputado federal Eduardo Pazuello, a ex-secretária do Ministério da Saúde Mayra Pinheiro, o ex-secretário de Comunicação de Bolsonaro Fabio Wajngarten entre outros ex-integrantes do governo.

Parte do processo está relacionado com as investigações da CPI da Pandemia. O colegiado encerrou os trabalhos em outubro do 2021 e indiciou 80 pessoas por crimes durante a pandemia.

Após tramitar na primeira instância da Justiça, parte da investigação foi arquivada a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Contudo, a decisão não poderia ter sido tomada porque Pazuello, que tem foro privilegiado, só pode ser julgado pelo Supremo.

Reavaliação

A reavaliação do caso será conduzida pelo procurador-geral Augusto Aras e pela vice-procuradora-geral, Lindôra Araújo. Eles seguem no cargo até setembro deste ano, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá mantê-los ou fazer nova indicação para a PGR.

Durante o mandato de Bolsonaro, Lindôra pediu ao Supremo o arquivamento de apurações de supostos crimes atribuídos ao ex-presidente durante a pandemia.

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Agência de Fomento e FIETO se reúnem para estabelecer parceria em prol do desenvolvimento das indústrias do Tocantins

Exercendo o papel de banco de desenvolvimento social no Tocantins, a diretoria da Agência de Fomento recebeu representantes da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins – FIETO para apresentação de estudos e relatórios sobre levantamento e sondagem de crédito realizado entre seus associados. Segundo o representante da Federação, José Roberto Fernandes, a pesquisa com mais de cem questionários – distribuídos aos mais diversos segmentos – visou entender melhor o perfil das indústrias estabelecidas no Tocantins. “Realizamos esses estudos, na tentativa de compreender qual é a principal fonte de crédito, qual é a destinação do crédito e quais são os obstáculos que as indústrias enfrentam para contratar. Finalmente, questionamos qual é o grau de endividamento, por que isso nos daria uma ideia do tamanho do mercado”, pontuou.

Na visão da presidente da Agência de Fomento, Denise Rocha, os relatórios apresentados pela FIETO são importantes para compreensão das necessidades do segmento. “Entendemos que o crédito é indispensável para investimentos e crescimento das indústrias. Enquanto braço forte do governo do Estado do Tocantins, somos efetivamente um banco de desenvolvimento, administrando recursos do FDES-TO (Fundo de Desenvolvimento Econômico e Sustentável). Trata-se da única instituição financeira do Tocantins a operar com taxas de juros equalizadas. Em razão dessas particularidades, temos potencial e condições de transformar a realidade das indústrias estabelecidas no Tocantins, à medida em que o Fundo for recebendo aportes financeiros por parte do FDE, entre outros” enfatizou a gestora.

É preciso aqui enfatizar que os bancos comerciais não tem compromisso social com o desenvolvimento, como é o caso da Agência de Fomento. Eles trabalham com capitais de acionistas, que desejam remuneração do seu capital a juros de mercado, visando lucros acima de tudo. Nestas circunstâncias, resta claro que tanto o comércio quanto a indústria necessitam de auxílio de instituições com cunho social, que adotem políticas públicas que incentivem o desenvolvimento e que estejam sensíveis às necessidades de cada uma das cadeias produtivas.

Segundo a presidente Denise Rocha, “o caminho mais viável, naturalmente, é a parceria e a troca de ideias e experiências entre a Agência de Fomento e a FIETO, visando atender o setor industrial, quer seja concedendo-lhes empréstimos com condições favoráveis, quer seja incentivando-as a investir em pesquisa, tecnologia e inovação, impulsionando a competitividade” finalizou.

Dock JR / Governo do Tocantins  

Pecuária do futuro: alto rendimento sem descuidar do meio ambiente e do bem-estar dos animais

A agropecuária brasileira caminha para ser cada vez mais sustentável. É uma tendência que não tem volta. Neste seu cinquentenário, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) pesquisa e desenvolve tecnologias para tornar a pecuária mais eficiente, produzindo mais alimento na mesma área ou menor, com e em harmonia com o meio ambiente. 

Estudos com sistemas para mitigação de gases de efeito estufa (GEE), como integração lavoura-pecuária (ILP) e lavoura-pecuária-floresta (ILPF), trabalhos para redução do consumo de água, melhoramento genético, qualidade da carne e do leite, além de ferramentas de precisão e pecuária digital estão no portfólio da Embrapa Pecuária Sudeste, centro de pesquisa localizado na cidade de São Carlos (SP) e uma das unidades da Empresa focadas no desenvolvimento de soluções para a pecuária nacional. O uso da automação, de dispositivos eletrônicos de pesagem e alimentação, de sensores, da termografia e de estações meteorológicas automáticas possibilita a geração de dados com indicadores produtivos, comportamentais e fisiológicos, garantindo sanidade, produtividade e bem-estar dos animais.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, as soluções tecnológicas têm apresentado bons resultados e contribuído para uma agropecuária com menor impacto ambiental e maior produtividade, com ganhos sociais e econômicos. Demonstrando, assim, que é possível garantir a conservação, aumentar a oferta de alimento e reduzir as emissões.  “Não basta só produzir. A produção precisa ser mais integrada, sustentável e inteligente. Mas isso precisa ser algo concreto, não utópico. É uma preocupação mais holística da agropecuária, que deve cuidar de aspectos que estão no entorno da produção, tudo com responsabilidade ambiental e social”, adverte Berndt. 

Novo estudo do centro de pesquisa divulgou dados que vão auxiliar os produtores rurais na descarbonização. O trabalho concluiu que são necessárias 52 árvores por vaca nos sistemas intensivos de produção e, em sistemas extensivos (baixo nível tecnológico), 33 eucaliptos por vaca para compensar as emissões de GEE. Pesquisas como esta podem ser usadas por pecuaristas para o desenvolvimento de uma pecuária mais sustentável, além de possibilitar a competitividade do país no mercado internacional.

Tecnologias no mercado e no forno

Entre os recentes lançamentos estão a tecnologia mais barata e sustentável para análise da qualidade de rações para peixes e os resultados de sequestro de carbono em sistemas integrados de produção com árvores.

A maciez da carne tem sido pesquisada desde 2006 pela Embrapa Pecuária Sudeste e parceiros. A ideia é disponibilizar marcadores moleculares e selecionar animais com alto valor genético para reprodução. Com o uso de marcadores o pecuarista tem a disposição uma forma mais rápida para se chegar a animais produtores de carne de qualidade e com menor custo.

No radar deste ano estão lançamentos de novas cultivares para pastagem, visando ao aumento da produtividade animal, e para gramados, com características específicas para atender diferentes mercados, como o setor aeroportuário, ferroviário e rodoviário, além de paisagismo. A pesquisa identificou espécies nativas de gramíneas para cobertura de solo com baixo custo de manutenção e adaptadas a diferentes regiões do Brasil. Está em fase final também uma formulação anticarrapaticida mais sustentável, de liberação controlada, melhor biodisponibilidade e eficácia.

O centro ainda investe em tecnologias para conservação e agregação de valor da carne bovina e de derivados. Pesquisadores estudam a vida de prateleira de produtos de origem animal tratados com revestimentos comestíveis. 

Outras iniciativas estão relacionadas ao manejo eficiente da água e dejetos, mitigação do estresse térmico de bovinos, coprodutos de couro e pele de peixes, melhoramento genético da raça Canchim (desenvolvida na Fazenda Canchim), dietas mais eficientes na pecuária, aplicativos e ferramentas digitais para auxiliar na tomada de decisões e gestão da propriedade, desenvolvimento de genótipos de ovinos adaptados às condições tropicais e subtropicais de criação, sanidade dos ovinos, estímulo à produção de leite orgânico, com curso para produtores e técnicos, e materiais de referência que auxiliam no controle de qualidade de laboratórios agropecuários de todo o Brasil.

Ampliação do conhecimento técnico

Além de pesquisas de ponta, a Embrapa Pecuária Sudeste tem programas voltados para a multiplicação do conhecimento gerado por meio da capacitação continuada de técnicos. 

O Balde Cheio é um desses programas desenvolvido em todo o país, que estimula a produção de leite, no formato tradicional ou orgânico, com sustentabilidade e eficiência. Para André Novo, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste e coordenador do Balde Cheio, aproximar a pesquisa, a extensão rural e a cadeia produtiva é uma estratégia eficaz para o crescimento da pecuária leiteira no país.

Além do programa para o setor de leite, o centro tem outras duas capacitações continuadas. O programa Bifequali TT, que leva tecnologias para a para a cadeia de gado de corte, por meio de capacitação de técnicos, monitoramento da atuação desses extensionistas e avaliação do impacto das soluções recomendadas pela Embrapa.

 A capacitação de técnicos em ILPF, que tem parceria com cooperativas e Governo do Estado, contribui para ampliar a adoção de sistemas integrados no país. 

“Muito do nosso conhecimento já foi gerado e continuamos a gerar novos. Se esse conhecimento não chegar até a ponta, nada vai acontecer. A Embrapa Pecuária Sudeste pode contribuir com nossa expertise em transferência de tecnologia por meio de capacitações continuadas. Precisamos dessa ponte entre a Ciência e o produtor rural”, destaca o chefe-geral. 

Mudanças para o desenvolvimento

O pesquisador Rui Machado conta que nesses 48 anos a Embrapa Pecuária Sudeste ampliou suas competências. No início, o foco era aumentar a produção e a produtividade pecuária para reduzir as exportações de alimentos. Com o passar dos anos, os trabalhos foram diversificados. Áreas como biotecnologia animal e vegetal, aspectos ambientais da pecuária, nutrição e saúde animal e pecuária de precisão expandiram seus espaços.

“Há alguns anos, o centro de pesquisa incorporou o conceito de sustentabilidade e fortaleceu o uso de modernas ferramentas da pecuária de precisão para gerar soluções tecnológicas para o uso racional e eficiente de insumos, o bem-estar animal e a competitividade”, destaca Machado. 

Até 2050, estima-se que o mundo terá uma população de 10 bilhões de pessoas para alimentar. O Brasil tem grande potencial para ser um dos principais fornecedores. Segundo Berndt, a ciência deve ser protagonista nesse cenário de mudanças climáticas para desenvolver tecnologias e trazer inovações para a agropecuária brasileira. Dessa forma, a Embrapa Pecuária Sudeste tem soluções tecnológicas e investe em pesquisas inovadoras para contribuir na promoção de uma pecuária com mais eficiência, sustentabilidade e responsabilidade, atendendo às demandas do mercado e dos consumidores globais.

Gisele Rosso (MTb/3091/PR)

Banco Mundial destina R$ 1,5 bilhão para o fortalecimento da agricultura familiar e desenvolvimento do Tocantins

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Planejamento e Orçamento (Seplan) e do secretário Sergislei Silva de Moura, recebeu o representante do Banco Mundial, Carlos Bellas, para reunião que apresentou o projeto Tocantins Produtivo, já em fase de conclusão e com execução prevista para o início de 2024. A reunião ocorreu no gabinete do governador Wanderlei Barbosa, que participou de forma remota, e contou com a presença de mais seis líderes de pastas e autarquias que trabalharão diretamente na execução do projeto. O investimento inicial é de US$ 330 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão), nas áreas de infraestrutura rodoviária, agricultura familiar, desenvolvimento do turismo, construções sustentáveis com carbono zero e utilização de energias renováveis.

Wanderlei Barbosa falou diretamente com Carlos Bellas por meio virtual. O líder do Executivo agradeceu a visita do representante do Banco Mundial no Tocantins e se comprometeu a iniciar os trabalhos o quanto antes. “Estamos prontos para fazermos esse projeto de restauração do Estado juntos. Já estamos com um grande volume de obras e com capacidade de investimento alto, uma vez que regularizamos a situação econômica do Tocantins”, ressaltou o Governador, ao destacar a atenção especial que o projeto dá aos pequenos e médios produtores rurais do Estado. “Nós temos recuperado rodovias e executado várias políticas que assistem o pequeno agricultor e pecuarista tocantinense; como a doação de sêmen, de adubos, calcário, sementes e insumos em geral. O Banco Mundial também tem essa preocupação, então segue sendo um importante aliado nesse quesito”, finalizou.

“Nos já estamos trabalhando em programas semelhantes em outros estados do Brasil, sobretudo no Nordeste. São trabalhos de recuperação da malha viária de forma segura e resiliente, adaptando às mudanças climáticas e, sobretudo, dando apoio ao pequeno agricultor, para que eles tenham renda e consigam ter futuro e oportunidades lá onde moram”, explicou o especialista sênior de transporte do Banco Mundial em Brasília e gerente de projetos de transporte no Brasil, incluindo rodovias seguras e resilientes e acesso rural, Carlos Bellas.

Em novembro de 2022, uma equipe da Seplan participou de um workshop promovido pela Secretaria de Infraestrutura da Bahia e pelo Banco Mundial, durante a divulgação dos resultados do Projeto de Infraestrutura Rodoviária da BA (Premar 2). As soluções adotadas pelo Estado colaboraram para a produção da Carta Consulta do Tocantins Produtivo, a ser apresentada na Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; no Governo Federal. “A continuidade de trabalho nas rodovias tocantinenses têm a finalidade de estabelecer a agricultura familiar, para que o pequeno agricultor consiga se manter no campo, gerando renda e desenvolvimento. E, para além disso, também teremos a construção das quatro secretarias que faltam para completar o planejamento da Praça dos Girassóis”, afirmou Sergislei Moura, ao lembrar o legado do ex-governador Siqueira Campos. A proposta é que o Banco Mundial construa duas secretarias como pilotos de projetos sustentáveis e de eficiência energética e, em contrapartida, o Governo do Tocantins construa mais duas, no mesmo modelo, além de implantar um Parque de Usinas Fotovoltaicas. 
 
Seagro e Ageto

Para a agricultura familiar, o valor de investimento está previsto na ordem de R$ 300 milhões, com foco em logística, melhoria na qualidade dos insumos e sementes; acompanhamento técnico e fomento ao associativismo vinculado às produções. “A ordem de recursos que o Governador defende promoverá o maior programa de apoio ao pequeno produtor da história do Tocantins”, projetou o secretário de Agricultura e Pecuária (Seagro), Jaime Café. “Serão mais de 20 mil pequenos produtores atendidos com assistência técnica assistida e continuada; terão apoio com insumos, equipamentos, capacitação e treinamento. Também planejamos a estruturação de um centro de capacitação no Centro Agrotecnológico de Palmas. São diversas frentes a serem trabalhadas no intuito de fortalecer a cadeia produtiva visando a produção, mas também olhando pro mercado, a fim de trazer qualidade de vida e dignidade para o homem e mulher do campo no Tocantins”, enfatizou.

O presidente da Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto), Márcio Pinheiro, também esteve presente na reunião e falou sobre como a integração entre a Agência e a Seagro representa a gestão do governador Wanderlei Barbosa. “O Governador tem consciência de que você só melhora o estado de forma integralista, então é satisfatório ver, na prática, a ligação de dois pólos importantes como infraestrutura rodoviária e a produção agropecuária de pequeno porte do Estado em um projeto que visa fortalecer o pequeno produtor Tocantinense”, concluiu.

Tocantins Produtivo

O Tocantins Produtivo é um projeto de continuidade de todas as ações que já foram financiadas pelo Banco Mundial nos últimos 15 anos no Estado, como o Projeto Desenvolvimento Rural Sustentável (PDRS) e o Projeto de Desenvolvimento Regional Integrado Sustentável (PDRIS). O projeto lança um olhar em cima dos resultados e potencialidades do Tocantins. Ele já foi discutido e estruturado; e agora caminha para a etapa da Carta Consulta, que será apresentada à Cofiex, em busca de aprovação.
 

A projeção é que o projeto Tocantins Produtivo comece a ser executado no início de 2024, mas neste segundo semestre é possível que já ocorra a assinatura dos acordos. A partir daí, um Projeto de Lei (PL) será desenvolvido e levado à Assembleia Legislativa, também para aprovação.

Também estiveram presentes na reunião o Secretário-Chefe da Casa Civil, Deocleciano Gomes FIlho; o Procurador Geral do Estado (PGE), Kledson de Moura Lima; o Presidente do Ruraltins, Washington Ayres; a Presidente da Fomento, Denise Rocha Domingues; além do Superintendente de Captação de Recursos e de Gestão do Gasto Público, Altran de Oliveira Júnior; da Diretora de Gestão para Captação de Recursos, Vivian Dias Diniz; e do Diretor da Unidade de Gerenciamento de Projetos (PDRIS); Maurício Fregonesi – os três últimos ligados diretamente à Seplan.

Kaio Costa/Governo do Tocantins 

Câmara aprova PEC da reforma tributária

Após mais de dez horas de sessão, a Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, o texto-base da reforma tributária por 382 votos a 118, com três abstenções. A proposta de emenda à Constituição (PEC) reformula a tributação sobre o consumo. A aprovação em segundo turno ocorreu já na madrugada, aproximadamente a 1h40 da manhã. Apesar do avançado da hora, o quórum estava firme: foram 375 votos a favor e 113 contrários à PEC.

A sessão começou às 11h, com debates em torno do texto. Por volta das 18h, começou a votação. Um requerimento do PL para adiar a votação foi derrotado por 357 votos a 133 e os debates seguiram enquanto os deputados votavam. A PEC em primeiro turno foi aprovada quando o relógio se aproximava das dez da noite. O número de votos a favor, além da própria aprovação, provocaram efusivas comemorações entre a base governista. O presidente Arthur Lira (PP-AL) também foi celebrado. Antes de proferido o resultado, Lira chegou a se licenciar da presidência da sessão para discursar no púlpito, onde fez uma defesa firme da reforma.

Para ampliar a base de apoio, o relator da proposta na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), fez mudanças de última hora. O texto traz algumas mudanças em relação à proposta apresentada há duas semanas, como maiores reduções de alíquotas, isenção para alguns produtos da cesta básica e mudanças no Conselho Federativo, órgão que decidirá as políticas fiscal e tributária.

Alterações

Após quase duas horas de discussões e de ameaças de adiamento da votação da reforma tributária, Aguinaldo Ribeiro apresentou a última versão do parecer.

Em relação à cesta básica, o novo parecer zera a alíquota do futuro Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) para itens a serem incluídos em lei complementar, além de frutas, produtos hortícolas e ovos. Essa lei criará a “cesta básica nacional de alimentos”. A mudança diminui resistências de alguns estados em abrir mão de arrecadação porque não estimularia uma nova guerra fiscal em torno de produtos alimentícios, já que a lista valerá para todo o território nacional.

O relator também aumentou, de 50% para 60%, o redutor de alíquotas do IVA que incidirão sobre alguns produtos e setores com tratamento diferenciado. Transporte público, saúde, educação, cultura e produtos agropecuários fora da cesta básica nacional pagarão 60% a menos de IVA, imposto que unirá a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), arrecadada pela União, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de responsabilidade dos estados e dos municípios.

Além dos produtos da cesta básica nacional, a CBS não será cobrada sobre medicamentos para doenças graves e sobre serviços de educação superior (Prouni). Os demais produtos pagarão a alíquota cheia de IVA, que será definida após a reforma tributária.

Regimes especiais

O relator manteve regimes específicos de arrecadação para combustíveis, operações com bens imóveis, planos de assistência à saúde, serviços financeiros e apostas. No entanto, incluiu os seguintes setores: serviços de hotelaria, parques de diversão e parques temáticos, restaurantes e aviação regional.

Esses regimes preveem tratamento diferenciado nas regras de creditamento (aproveitamento de créditos tributários) e na base de cálculo; e tributação com base na receita ou no faturamento (em vez do valor adicionado na cadeia).

Conselho Federativo

Como adiantado nessa quarta-feira (5) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o Conselho Federativo, encarregado de gerir o IBS, terá o modelo de votação alterado. O conselho será formado por 27 representantes, um de cada unidade da Federação, mais 27 representantes dos municípios. Dos representantes municipais, 14 serão eleitos por maioria de votos igualitários entre os entes e 13 com base no tamanho da população.

As decisões do conselho só serão aprovadas caso obtenham, ao mesmo tempo, votos da maioria numérica dos estados e dos representantes que correspondam a mais de 60% da população do país. Os votos dos municípios serão apurados com base na maioria absoluta.

Imposto seletivo

A versão final do relatório modificou o Imposto Seletivo, que será cobrado sobre bens e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e bebidas e alimentos com excesso de açúcar. Esse imposto não poderá ser cobrado sobre itens que paguem IVA reduzido.

A medida evita que o Imposto Seletivo incida sobre itens da agropecuária que seriam prejudiciais ao meio ambiente, como agrotóxicos e defensivos agrícolas. A mudança havia sido pedida pela Frente Parlamentar do Agronegócio como condição para aprovar a reforma tributária.

Fundo regional

Criado para estimular o desenvolvimento de estados que não poderão mais recorrer à guerra fiscal (reduções de impostos locais) para atraírem investimentos, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional foi mantido em R$ 40 bilhões. Diversos estados pediam aportes maiores, de R$ 75 bilhões. A nova versão do relatório, no entanto, não trouxe os critérios para a divisão dos recursos do fundo entre os estados. O tema será definido após a reforma tributária.

Para conseguir o apoio da bancada do Amazonas à reforma tributária, o relator ajustou os artigos relativos à Zona Franca de Manaus e às Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) para tornar mais claro o tratamento diferenciado e a vantagem das empresas instaladas nessas áreas.

Cashback e heranças

O parecer final informou que o cashback (devolução parcial de impostos) terá como base a redução de desigualdade de renda, em vez da diminuição da desigualdade de raça e de gênero. A mudança atende a reinvindicações de parlamentares conservadores, que ameaçaram não votar a favor da reforma tributária caso a expressão não fosse retirada.

O cashback institui a possibilidade de devolução ampla de parte do IBS e da CBS a pessoas físicas. A ideia inicial do grupo de trabalho da Câmara que discutiu a reforma tributária era incluir na proposta de emenda à Constituição um mecanismo de devolução a famílias de baixa renda, semelhante ao existente em alguns estados. As condições de ressarcimento serão definidas por meio de lei complementar.

Em relação às heranças, o novo relatório isentou do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) as transmissões para entidades sem fins lucrativos com finalidade de relevância pública e social, inclusive as organizações assistenciais e beneficentes de entidades religiosas e institutos científicos e tecnológicos. Uma lei complementar definirá as condições para essas isenções. A progressividade (alíquotas mais altas para heranças maiores) foi mantida.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Saúde do Tocantins: Governo recebe R$4 milhões em emenda de Lázaro Botelho

O deputado federal Lázaro Botelho (Progressistas) anunciou nesta quinta-feira (06), o pagamento da emenda parlamentar destinada ao Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES), para o custeio dos serviços de média e alta complexidade da pasta. A verba soma um valor total de R$ 4 milhões.

O recurso será utilizado em procedimentos de urgência e emergência da atenção especializada, assim como na intervenção médico-hospitalar, fortalecendo os centros cirúrgicos do Estado, que demandam tecnologia de ponta e custos maiores, em áreas como oncologia, cardiovascular, transplante e partos de alto risco.

Para Lázaro Botelho, essa é uma conquista do povo tocantinense. “Por meio das emendas, podemos direcionar o recurso para as áreas e locais que mais necessitam. No nosso mandato, a Saúde é prioridade. Dessa forma, os municípios, hospitais e outras instituições podem oferecer um atendimento digno e humanizado a todos”, declarou.-

Hugo Gross A. Castro 

UFT abre processo seletivo com 339 vagas baseado na nota do Enem

A UFT está com edital aberto para ingresso, ainda este ano, em seus cursos de graduação. O processo Seletivo por Nota do Enem (PSEnem 2023/2) oferta 339 vagas nos cinco câmpus da UFT – Palmas, Gurupi, Porto Nacional, Arraias e Miracema; e dois da UFNT, Araguaína e Tocantinópolis.

As inscrições começam dia 07 e seguem até o dia 12 de julho. Podem concorrer às vagas os candidatos que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nos anos de 2020, 2021 e 2022, independente de participação ou inscrição no processo seletivo do SiSU. 

Caso o candidato tenha feito o Enem mais de uma vez, entre 2020 e 2022, deverá optar pela utilização da nota de apenas uma das edições.

As aulas estão previstas para começar dia 07 de agosto. Mais informações acesse o Edital de Abertura.

Governador Wanderlei Barbosa presta última homenagem e destaca legado do ex-governador Siqueira Campos 

“O Ex-governador Siqueira Campos merece todas as homenagens, tanto do Governo quanto do nosso povo, por tudo que ele representa”. Essas foram as palavras do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, ao chegar para as últimas homenagens ao ex-governador José Wilson Siqueira Campos, no Palácio Araguaia, onde foi velado. O Governador chegou acompanhado pelo pai Fenelon Barbosa, primeiro prefeito da capital. O vice-governador Laurez Moreira também participou das homenagens. 

 O Governador Wanderlei Barbosa disse que os tocantinenses são gratos a Deus por ter dado a oportunidade de contar com um político da altura de Siqueira Campos, que proporcionou grandes avanços para o Estado. “Temos gratidão a Deus, que deu a oportunidade do governador Siqueira Campos proporcionar tantos benefícios para o nosso povo e para o nosso Estado. Hoje existe aqui a convergência e a compaixão de todos os tocantinenses pelo homem que representou e representa muito, porque daqui a mil anos será a história mais densa deste Estado”, disse.

 O governador Wanderlei Barbosa também participou da missa de corpo presente celebrada pelo arcebispo de Palmas, Dom Pedro Guimarães, na ala norte do Palácio Araguaia, e do enterro do ex-governador no Cemitério Jardim da Paz, na capital, onde foi homenageado com salva de tiros e outras honras militares destinadas a chefes de estado.

Siqueira Campos morreu nesta terça-feira, 4, às 19h25 aos 94 anos, em um hospital particular de Palmas, onde estava internado desde o dia 29 de junho, e veio a óbito por uma infecção generalizada. Durante todo o dia Siqueira Campos foi homenageado na ala norte do Palácio Araguaia, cedida pelo governador Wanderlei Barbosa para o velório,  por cantores e artistas tocantinenses, políticos e populares, que foram prestar a última homenagem ao político mais emblemático do Tocantins.

José Wilson Siqueira Campos nasceu em Crato no Ceará, em 1928, filho de mestre Pacífico Siqueira Campos – que tinha a profissão de seleiro e sapateiro – e de dona Regina Siqueira Campos. Ficou órfão de mãe aos 12 anos e viajou pelo país por quase 10 anos, em busca de oportunidade. Trabalhou em vários ofícios em diversas cidades, até chegar à cidade de Colinas, no então Norte de Goiás, atual Colinas do Tocantins.

Em Colinas, Siqueira começou a trabalhar na área rural, o que despertou nele a vocação política: fundou a Cooperativa Goiana de Agricultores e deflagrou o movimento popular que pedia a criação do Tocantins. Na eleição seguinte foi candidato a vereador, tendo sido eleito com votação expressiva. Elege-se vereador de Colinas com maior votação (1965) e escolhido presidente da Câmara (1966). Era então filiado a Arena. Integraria também ao longo de sua carreira ao PDS, PDC, PFL, PL e PSDB.

Desmembramento

Foi eleito deputado federal, reeleito por mais quatro mandatos, permanecendo no cargo entre 1971 e 1988, enquanto representante do norte goiano. Chegou a fazer uma greve de fome de 98 horas em favor da causa separatista. Siqueira foi deputado federal Constituinte e relator da Subcomissão dos Estados da Assembleia Nacional Constituinte, tendo redigido e entregado ao presidente da Assembleia (deputado Ulisses Guimarães) a fusão de emendas (conhecida como Emenda Siqueira Campos) que deu origem ao Estado do Tocantins, com a promulgação da Constituição Federal de 1988.

A criação do Tocantins, pelos deputados membros Assembleia Constituinte, finalizou uma luta de quase 200 anos dos moradores do então Norte de Goiás em prol da divisão do Estado, trazendo a perspectiva de desenvolvimento para uma região que viveu séculos de relativo isolamento. Com o Tocantins finalmente criado, Siqueira Campos se elegeu o primeiro governador, para mandato de dois anos (de 1 de janeiro de 1989 a 15 de março de 1991).

Foi também responsável pela construção da capital Palmas, a última cidade brasileira planejada do século 20.  Siqueira Campos voltou a ocupar o cargo de governador por mais três mandatos, período em que o Estado saiu da total precariedade até chegar ao início de sua industrialização, com obras importantes como a interligação das principais cidades do estado com pavimentação, os Hospitais Regionais das maiores cidades e outras obras estruturantes do novo Estado.

Governo do Tocantins 

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