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Wagner não quer Dorinha, mas sim Wanderlei, que está comprometida politicamente com Jorge Frederico

Montagem

A política, muitas vezes comparada a um jogo de xadrez, revela em Araguaína um jogo pesado nos bastidores entre o prefeito Wagner, a senadora Dorinha e o governador Wanderlei. Geovane Oliveira, diretor do portal “O Melhor da Amazônia”, escancara as jogadas ardilosas nos bastidores da política local.

O novo capítulo dessa trama é a suposta filiação de Wagner ao partido União Brasil, liderado por Dorinha. Geovane não hesita em apontar que essa mudança de partido não é apenas uma questão ideológica, mas uma estratégia calculada para se aproximar de Wanderlei, mas o governador que já está politicamente “comprometido” com Jorge Frederico.

A popularidade estrondosa de Wanderlei em Araguaína está tirando o sono de Wagner, que parece estar disposto a tudo para evitar que o governador suba ao palanque de Jorge durante a campanha. A tensão política no ar é palpável, e as alianças e traições são moedas correntes nos corredores do poder.

Geovane sugere que Wagner pode estar armando um plano para afastar Wanderlei do cenário político local, inclusive cogitando a possibilidade de o governador não participar da campanha em Araguaína. Contudo, como destaca o diretor do portal, Wanderlei não é alguém que fica em cima do muro. A resposta do governador pode ser tão impactante quanto as jogadas de Wagner.

O que se desenha em Araguaína é um jogo pesado, onde as alianças se formam e se desfazem como num tabuleiro de xadrez, e a busca pelo poder se mistura a intrigas e paixões políticas. Essa disputa promete deixar a cidade em suspense nos próximos meses, com os eleitores aguardando ansiosamente para ver quem ficará com o coração (e os votos) de Wanderlei. A guerra política está declarada, e Araguaína é o palco de um espetáculo que promete ser mais picante do que qualquer novela.

Por: Geovane Oliveira

Em Augustinópolis, vice-governador Laurez Moreira recebe título de Doutor Honoris Causa em Ciências Políticas

Crédito fotos: Marcos Veloso/Governo do Tocantins

O vice-governador Laurez Moreira recebeu nessa quinta-feira, 23, o título de Doutor Honoris Causa em Ciências Políticas concedido pela Faculdade de Ciências Médicas e Jurídicas (Facmed), em Augustinópolis. A titulação Honoris Causa é a mais alta honraria dispensada por instituições de ensino superior a personalidades públicas por relevantes serviços prestados à sociedade. Laurez Moreira recebeu o título das mãos do presidente e procurador institucional da universidade, Dr. Nilton Elias de Sousa.

O vice-governador Laurez Moreira, agradeceu a honraria. “Receber o título honorífico desta instituição me orgulha muito, porque eu sei da importância que tem. Nós queremos, fortalecer cada vez mais as instituições de ensino, e eu tenho a convicção de que quanto mais as academias estiverem contribuindo com o desenvolvimento da sociedade nós iremos ganhar todos, porque é isso que transforma um povo. Então, meu caro magnífico reitor, meu muito obrigado, agradeço a todos que me escolheram para receber esta homenagem, que para mim é de grande importância na minha vida, vou guardar para sempre esse momento”, agradeceu.

A indicação do vice-governador foi aprovada em reunião do Conselho Superior da Universidade.

O presidente da Facmed, Dr. Nilton Elias de Sousa, ressaltou os motivos que levaram a conceder esse tão importante título. “Hoje nos reunimos para homenagear e agraciar pessoas que são importantes para a sociedade e para a região do Bico do Papagaio, representantes da luta diária na construção de uma sociedade melhor, mais igualitária e com oportunidades para todos”, destacou.

O prefeito de Augustinópolis, Antônio do Bar, que também foi agraciado com a honraria, agradeceu e parabenizou o Vice-governador. “Eu quero parabenizar o senhor por vir prestigiar esse momento tão importante para a educação de Augustinópolis, bem como pelo seu merecido título, por tudo que já fez e tem feito pela nossa sociedade”, declarou

O secretário de estado da Segurança Pública, Wlademir Costa, também foi homenageado com a honraria.

A cerimônia de titulação também contou com a inauguração e descerramento da placa da nova sede da Facmed.

Laurez Moreira

Tocantinense, nascido em Dueré, filho de dona Laurinda e Juarez Moreira, advogado e pai de três filhos. Seu pai foi um dos fundadores de Dueré, onde foi agropecuarista, vereador e prefeito. Iniciou a sua militância na universidade, onde foi presidente do diretório dos estudantes. Sua primeira eleição vencida foi como vereador em Dueré, onde exerceu a presidência da Câmara Municipal. Posteriormente, foi eleito por três vezes deputado estadual, duas vezes deputado federal; tendo ocupado a secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Turismo. Em 2012, resolveu usar a sua experiência política e administrativa em favor do executivo municipal, sendo eleito por duas vezes prefeito de Gurupi, fez uma gestão onde foi considerado um dos melhores prefeitos do Estado, ganhando diversos prêmios em nível nacional, entre eles o de Prefeito Empreendedor, sua gestão foi aprovada por 95% da população, um marco na história da cidade.

Fernanda França/Governo do Tocantins

Em audiência pública na Assembleia, governador Wanderlei Barbosa propõe novos estudos para tarifação de água no Tocantins

(Crédito fotos: Antonio Gonçalves/Governo do Tocantins)

Em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), nesta quinta-feira, 23, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, propôs a realização de novos estudos de viabilidade econômica para a tarifação da conta de água dos tocantinenses que residem nos 46 municípios atendidos pela BRK Ambiental. A sessão foi solicitada pelo deputado estadual Marcus Marcelo,  promovida pela Comissão de Defesa do Consumidor da Casa de Leis, e teve como tema central a revisão do valor cobrado por metro cúbico de água no Estado.

Wanderlei Barbosa ressaltou que esta é uma discussão a cargo do parlamento, mas as ações são do Governo e reforçou a necessidade de clareza na apresentação de informações. “Uma coisa me chamou atenção no Fórum de Governadores da Amazônia: os preços praticados pelos estados da região Norte são divergentes do Tocantins, que opera com o preço mais alto entre eles. De que maneira chegaram a esses valores? Se foram feitos os estudos que chegaram a esses denominadores, nós temos a capacidade de revisar”, pontuou o Governador.

A revisão tarifária ocorre a cada quatro anos. A última foi realizada em 2021, quando a Agência Tocantinense de Regulação, Controle e Fiscalização (ATR) contratou a Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace) para realizar os estudos de revisão. A Fundação é de apoio da USP/Ribeirão Preto, especializada em saneamento, com portfólio e capacidade técnica nas áreas de revisões tarifárias e de saneamento para várias agências reguladoras. A contratação foi referendada pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e pela Controladoria-Geral do Estado (CGE). Este último estudo foi realizado anteriormente à atual gestão de Wanderlei Barbosa.

“Então, eu acho que é momento de revisar essa tarifação. Essa revisão deve ser realizada para que possamos chegar no valor que aproxime do Estado mais barato da região Norte”, certificou Wanderlei Barbosa.

O atual presidente da ATR, Israel Domingues Guimarães, afirmou que buscará antecipar o estudo de viabilidade tarifária, no que diz respeito à BRK Ambiental. “O estudo que seria para o segundo semestre do ano que vem, vamos trabalhar para ser realizado ainda no primeiro semestre de 2024, além de auditar as outras duas revisões para que, assim, a gente consiga, de forma transparente, mostrar para a população e, se caso houver divergência, será alterada e refeita a propositura na próxima revisão e, certamente, se ela for para menos, a conta irá abaixar”, concluiu.

O deputado estadual Marcus Marcelo, responsável pela realização da audiência pública, enfatizou a importância da discussão. “A BRK atende 46 dos 139 municípios, mas atende as maiores cidades. Isso representa mais de 70% da população tocantinense. Essa é uma discussão para além da tarifa, pois envolve questões de saúde e dignidade”, pontuou o deputado. 

O diretor-presidente da BRK Ambiental no Tocantins, José Mário Ribeiro, se dispôs a participar de uma revisão extraordinária, caso venha acontecer. “A BRK segue uma estrutura tarifária feita por uma consultoria contratada pela ATR que, junto com seus técnicos, fizeram estudos e encontraram essa estrutura tarifária equilibrada para o plano de investimento necessário e prazos contratuais estabelecidos. Está se discutindo a possibilidade de fazer uma revisão extraordinária. Concordo. Mas um ponto que não pode abrir mão é de um estudo técnico onde a gente possa colocar todos os pontos de forma transparente”, finalizou.

No Tocantins, 46 municípios são atendidos pela BRK Ambiental; 44 são atendidos pela Agência Tocantinense de Saneamento (ATS); 35 são atendidos pela concessionária Hidroforte; dois são atendidos pela Sanorte; e 12 municípios são autônomos no serviço de saneamento básico.

Governo do Tocantins

LDO 2024: Amélio Cayres inclui asfalto na TO-403 em Sampaio e reforma do aeroporto de Araguatins

Orçamento de 2024 está previsto em R$ 14,5 bilhões. Créditos da imagem: Koró Rocha/Dicom Aleto

Duas emendas aditivas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2024 do deputado estadual Amélio Cayres (Republicanos) foram aprovadas pelo plenário da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) na tarde quarta-feira, 22. 

Ambas as proposituras referem-se a área de infraestrutura, sendo que a primeira contempla realização de estudo técnico para pavimentação da TO-403, entre Sampaio e o balneário Tiraressaca. Já a segunda emenda incluída no orçamento anual prevê a reforma do Aeroporto de Araguatins.

“Foi uma tarde bastante movimentada com a aprovação desta matéria importante para a população e para nós, como deputados, que buscamos melhorias para nossas regiões, como é o caso do estudo para o asfalto da TO-403 na região de Sampaio e o aeroporto de Araguatins. Recebemos uma proposta bem consolidada do Governo, bem embasada nas necessidades do povo e tivemos uma relatoria da Comissão bem criteriosa que levou a aprovação do texto por unanimidade no Plenário”, afirmou o parlamentar e chefe do Legislativo.

Lauane dos Santos/Ascom

Governo do Tocantins e 130 municípios discutem a política de assistência social no Estado

Foto: Carlessandro Souza

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) e 130 municípios tocantinenses participaram nesta quarta-feira, 22, da 154ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB). O encontro aconteceu no auditório da Setas, no Sistema Nacional de Emprego (Sine) em Palmas. Além do secretário da Setas, Jonis Calaça, participaram do encontro os técnicos da Setas, gestores municipais de assistência social e demais membros da CIB do Tocantins (CIB/TO).

O secretário da Setas, Jonis Calaça, parabenizou os municípios pela participação massiva e anunciou novidades na área da Assistência Social para o ano de 2024. “É com grande alegria que informo o investimento de mais de 2 milhões de reais em recursos pela Senadora Dorinha Rezende. A verba  será aplicada na implantação dos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (Creas) Regionalizados e demais projetos da Assistência Social. O Governo do Tocantins  conta com a parceria de cada um de vocês (os presentes) acompanhando e fiscalizando esses recursos para assim garantir a sua boa execução. É uma determinação do Governador Wanderlei Barbosa em atender  a população tocantinense em todas áreas com presteza garantindo os direitos coletivos e individuais de cada cidadão tocantinense.” Declarou o gestor.

A reunião contou com agenda extensa contemplando informes das diretorias da Setas, e demandas do Colegiado Estadual de Secretarias Municipais de Assistência Social (Coegemas). Entre os destaques da pauta esteve o Acompanhamento Familiar no Serviço de Atendimento Integral à Família (Paif), uma questões sugerida pelas próprias equipes técnicas dos municípios por meio de enquete.

Os esclarecimentos sobre a questão foram explanados pela assistente social da Setas , Aurora Morais dos Santos, que falou sobre a centralidade da ação nos serviços oferecidos nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) “O atendimento e acompanhamento das famílias é a base do nosso trabalho e exige conhecer o regramento e também o preparo das equipes técnicas”.

Ainda sobre a Paif, a secretária municipal de Assistência Social de Angico, Deusivan Souza, reafirmou a importância do trabalho como base para todos os outros serviços realizados pela Assistência Social nos municípios e sugeriu a realização, por parte da Setas, de oficinas regionalizadas do Paif em 2024. “Essa capacitação é primordial para os municípios e deveria ser regionalizada porque geralmente as cidades de uma mesma região tem realidades similares e tem condições de cooperarem umas com as outras”. Sugeriu a secretária municipal.

Outro assunto amplamente explanado na reunião foi o Cofinanciamento dos Benefícios Eventuais. Os municípios que receberam o recurso em 2023 devem realizar a prestação de contas até 10 de fevereiro de 2024.

 Paif

O Programa de Atenção Integral à Família (Paif) oferta ações socioassistenciais de prestação continuada, por meio do trabalho social com famílias em situação de vulnerabilidade social, com o objetivo de prevenir o rompimento dos vínculos familiares e a violência no âmbito de suas relações, garantindo o direito à convivência familiar e comunitária. O Programa é uma atribuição exclusiva do poder público e é desenvolvido necessariamente no Centro  de Referência de Assistência  Social – CRAS.

Cib

A Comissão Intergestores Bipartite é um espaço de articulação dos gestores municipais e estaduais de assistência social, e caracteriza-se como instância de negociação e pactuação dos aspectos operacionais da gestão do Sistema Único de Assistência Social (Suas).

Lara Cavalcante/ Governo do Tocantins

Lázaro Botelho solicita helicóptero para atender Polícia Rodoviária Federal no Tocantins

Foto : Ascom Lázaro Botelho

O deputado federal Lázaro Botelho (Progressistas) solicitou, por meio de ofício, a doação de um helicóptero para atender a Superintendência da Polícia Rodoviária Federal no Tocantins (PRF-TO). O pedido foi realizado durante audiência com o Secretário-Executivo do Ministério da Justiça e Segurança  Pública, Ricardo Cappelli, nesta terça-feira (21), com a presença do Diretor-Geral da PRF, Antônio Fernando Oliveira, do superintendente da PRF/TO, Alonso Trindade, e do Secretário de Assuntos Legislativos, Elias Vaz.

“A doação seria um avanço substancial para garantirmos maior eficácia nas operações realizadas pela PRF no Estado, permitindo uma resposta mais ágil em situações de emergência, monitoramento eficiente de estradas e fronteiras, contribuindo para manter a segurança e bem estar da população”, disse o parlamentar.

Portaria MP 456/2017

Na ocasião, Lázaro também apresentou demanda da superintendência da PRF no Estado, que solicita a inclusão dos municípios de Araguaína, Gurupi e Palmas na portaria MP 456/2017, que  definiu a lista de municípios para o pagamento da indenização de fronteira na PRF, benefício garantido aos servidores pela Lei 12.855/2013.

O superintendente da PRF/TO, Alonso Trindade, agradeceu ao deputado Lázaro por articular a audiência e por se colocar à favor da categoria. “O helicóptero será de grande importância para a corporação. Lázaro é um grande parceiro da PRF no Tocantins. Juntos,  visamos não apenas à segurança dos policiais rodoviários federais, mas também à melhoria dos serviços prestados à comunidade”, declarou.

Hugo Gross A. Castro 

Olyntho garante recursos na LDO 2024 para asfaltar quadras de Palmas

Imagem: Silvio Santos/Dicom/Aleto

A Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) aprovou, nesta quarta-feira, 22, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício financeiro de 2024. Antes de chegar ao Plenário, a norma, responsável por orientar a construção do orçamento anual, foi discutida na Comissão de Finanças, onde recebeu parecer favorável do relator, o deputado Olyntho Neto (Republicanos), que admitiu 80 emendas ao texto original. “Nós fizemos uma análise técnica, criteriosa e objetiva de cada uma das emendas, buscando sempre contribuir com o governo do estado na produção da peça orçamentária. Debatido e aprovado o parecer, encaminhamos o projeto com as mudanças para o Plenário, que referendou o que foi decidido na comissão”, explicou.

No total, 18 emendas de autoria de Olyntho foram aprovadas e constarão na LDO 2024, entre elas a que prevê a realização de estudo visando a pavimentação asfáltica e drenagem das quadras de Palmas que são responsabilidade do governo do estado, como, por exemplo, a 1007 Sul e a 609 Norte. “Em julho, eu já havia incluído a pavimentação destas quadras em um empréstimo que o governo pediu autorização para realizar com o Banco do Brasil. Agora, para reforçar a necessidade de pavimentação destes loteamentos urbanos e garantir recursos para a execução das obras, as inseri também na LDO”, ressaltou.

Outra emenda de Olyntho que também foi acrescentada à lei é a que pede estudos com o objetivo de melhorar a infraestrutura aeroportuária do Tocantins. “O Tocantins ainda precisa avançar e muito no que diz respeito à sua infraestrutura aeroportuária e, por isso, acho muito importante deixar registrada na LDO a necessidade de investimentos neste setor. O foco é principalmente os aeroportos e aeródromos do interior do estado, que carecem de reforma, ampliação e reaparelhamento. Melhorar as condições destes espaços é uma condição indispensável para o desenvolvimento da aviação civil no Tocantins”, afirmou.

Mais prioridades

Olyntho também colocou na LDO 2024 como prioritárias várias outras importantes para o povo tocantinense, como a conclusão do Hospital Geral de Araguaína (HGA), a ampliação do Hospital Regional de Guaraí (HRG), a instalação de hospitais veterinários públicos nas três maiores cidades do estado, a expansão da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), a reforma de ginásios poliesportivos e a pavimentação asfáltica de rodovias em todas as regiões do estado. 
“Concluída a discussão das diretrizes orçamentárias, nós aguardamos, agora, a chegada ao Parlamento da Lei Orçamentária Anual, que é o instrumento que possibilita a realização das metas e prioridades estabelecidas na LDO. Buscarei incluir estas obras também na LOA, a fim de que todas elas sejam concretizadas”, concluiu o parlamentar. 

Texto: Ascom/Olyntho

PEC que restringe decisões monocráticas no STF é aprovada pelo Senado

Jefferson Rudy/Agência Senado›

O Senado aprovou nesta quarta-feira (22) a PEC 8/2021, que limita decisões monocráticas (individuais) no Supremo Tribunal Federal (STF) e outros tribunais superiores. O texto recebeu o apoio de 52 senadores (3 a mais que o necessário para aprovação de PEC), enquanto 18 senadores foram contrários. O placar se repetiu nos dois turnos de votação.

Durante o debate no Plenário, parte dos senadores rechaçou a ideia de que a medida seria uma retaliação à Suprema Corte, enquanto outros apontaram que ela seria uma invasão indevida nas atribuições daquele Poder. A proposta de emenda constitucional ainda será analisada pela Câmara dos Deputados.

Apresentado pelo senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), o texto veda a concessão de decisão monocrática que suspenda a eficácia de lei. Decisão monocrática é aquela proferida por apenas um magistrado — em contraposição à decisão colegiada, que é tomada por um conjunto de ministros (tribunais superiores) ou desembargadores (tribunais de segunda instância). Senadores decidiram retirar da proposta trecho que estabelecia prazos para os pedidos de vista. 

Oriovisto agradeceu a todos os senadores pelo debate democrático em torno da proposta e, em especial, ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, por garantir ampla discussão à matéria. Ele também elogiou o trabalho do relator, Esperidião Amin (PP-SC), por aperfeiçoar o texto.

— Eu luto por essa PEC há cinco anos. O equilíbrio dos Poderes voltará a este país. Eu espero que a Câmara dos Deputados não pare, continue. O Brasil precisa ser modificado, e hoje nós fizemos isso — disse Oriovisto.

Antes da votação, Rodrigo Pacheco disse que a medida não é uma retaliação, mas um aprimoramento ao processo legislativo:

— Não é resposta, não é retaliação, não é nenhum tipo de revanchismo. É a busca de um equilíbrio entre os Poderes que passa pelo fato de que as decisões do Congresso Nacional, quando faz uma lei, que é sancionada pelo presidente da República, ela pode ter declaração de institucionalidade, mas que o seja pelos 11 ministros, e não por apenas 1 — disse. 

Ao ler seu parecer, Esperidião Amin foi na mesma linha:

— O que nós desejamos com esta proposta, tanto em 2019 quanto hoje, é que uma lei aprovada pelas duas Casas do Congresso e sancionada pelo Presidente da República, ou seja, passando por este filtro do Legislativo e do Executivo, seja sim examinada, como é previsto na Constituição pela Suprema Corte e, eventualmente, pelos Tribunais respectivos, e consertada caso haja nela algum defeito jurídico de peso, uma inconstitucionalidade, por exemplo.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi outro a afastar a ideia de confronto. Ele reforçou que a mudança tem como objetivo aperfeiçoar o Judiciário e garantir assim a análise mais célere dos processos:

 — A população brasileira espera de nós, senadores, buscando o mínimo de estabilidade jurídica, de estabilidade política, de estabilidade das leis que são aprovadas aqui no Congresso Nacional, e obviamente não tem nenhum sentido virem a ser sustadas, suspensas por um único ministro do Supremo, por mais que ele possa ter razão, mas após uma análise de um colegiado.

Líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) informou que não havia uma posição firmada pelo governo, mas anunciou seu voto favorável à proposta. Já o líder do PT, Fabiano Contarato (ES), orientou voto contrário e afirmou que a medida restringe a atuação do STF:

— Imaginem que nós temos uma pandemia, que todos os órgãos de controle sanitário determinem lockdown, e temos um presidente — hipoteticamente — que seja negacionista e baixe um ato determinando a abertura do comércio. Com essa PEC, não é mais possível um ministro decidir e determinar que aquele ato do presidente da República é inconstitucional para preservar o principal bem jurídico que é a vida humana — disse Contarato. 

O senador Humberto Costa (PT-PE) considera que o momento da proposta é inoportuno. Ele ressaltou o papel exercido pelo STF na garantia da democracia e lembrou de ataques sofridos pela instituição e por ministros em tempos recentes. Ainda segundo Humberto, a PEC é inócua porque o Supremo já definiu prazos para pedidos de vista e análise colegiada de decisões individuais por meio de uma mudança no regimento interno da instituição.

— Não que o debate seja proibido ou desnecessário, ele só é totalmente inoportuno. E, nesse contexto pelo qual passa o Brasil, isso não é pouca coisa. Essa é uma maneira de manter vivo um tensionamento entre os Poderes constitucionais, que já nos trouxe enormes prejuízos políticos e institucionais e insuflou até mesmo os que viram nessa seara uma oportunidade de fragilizar a democracia e derrubar o Estado de direito  — afirmou.

Para o senador Marcelo Castro (MDB-PI), a PEC também é desnecessária. 

— Estamos quebrando a harmonia? Não chegaria a tanto, mas diante da postura que o Supremo já assumiu, não haveria necessidade de votar o que estamos votando hoje. Estamos chovendo no molhado. Eu concordava com essa PEC em 2021, mas acho que em 2023 ela perdeu o objeto — afirmou.

Pedidos de vista

Após o senador Otto Alencar (PSD-BA) informar que apresentaria um destaque para votação em separado dos limites ao pedido de vista nos tribunais (tempo para um magistrado estudar um determinado processo), o relator, Esperidião Amin, informou que acataria já no relatório essa sugestão. Atualmente, no Judiciário, cada ministro pode pedir vista individualmente, sem prazo específico, o que possibilita sucessivos pedidos por tempo indeterminado.

Emendas

Por meio de emenda, o relator retirou do texto referência a eficácia de lei ou ato normativo com efeitos “erga omnes”, ou seja, que atinjam todas as pessoas, assim como qualquer ato do presidente da República. Se mantivesse a proibição de decisões monocráticas nesses casos, a suspensão de políticas públicas ou outros atos do presidente só poderiam ser tomadas pelo plenário dos tribunais, que no caso do STF é formado por 11 ministros. 

— Estamos retirando a expressão “atos normativos” para que apenas haja referência à restrição de decisões monocráticas sobre normas legais e não atos normativos. Atos normativos , que via de regra são do Executivo, podem tramitar sem essa regulação que a nossa emenda à Constituição aplica — disse Amin.

Durante a análise no Plenário, o relator acatou emenda de Rodrigo Pacheco para garantir que os julgamentos sobre inconstitucionalidade de leis contem com a participação das Advocacias do Senado e da Câmara dos Deputados. O texto diz que “as Casas do Congresso Nacional devem ser citadas para se manifestarem sobre o tema, por intermédio dos respectivos órgãos de representação judicial, sem prejuízo de haver também a manifestação da Advocacia-Geral da União”.

O que diz a PEC

  • Recesso do Judiciário: No caso de pedido formulado durante o recesso do Judiciário que implique a suspensão de eficácia de lei, será permitido conceder decisão monocrática em casos de grave urgência ou risco de dano irreparável, mas o tribunal deverá julgar esse caso em até 30 dias após a retomada dos trabalhos, sob pena de perda da eficácia da decisão.
  • Criação de despesas: Processos no Supremo Tribunal Federal (STF) que peçam a suspensão da tramitação de proposições legislativas ou que possam afetar políticas públicas ou criar despesas para qualquer Poder também ficarão submetidas a essas mesmas regras.
  • Decisões cautelares: A PEC estabelece que quando forem deferidas decisões cautelares — isto é, decisões tomadas por precaução — em ações que peçam declaração de inconstitucionalidade de lei,  o mérito da ação deve ser julgado em até seis meses. Depois desse prazo ele passará a ter prioridade na pauta sobre os demais processos.

Histórico

A PEC 8/2021 resgata o texto aprovado pela CCJ para a PEC 82/2019, também de Oriovisto Guimarães. Essa proposta acabou sendo rejeitada pelo Plenário do Senado em setembro de 2019.

Na justificação da nova proposta, Oriovisto apresenta números de um estudo segundo o qual, entre 2012 e 2016, o STF teria tomado 883 decisões cautelares monocráticas, em média, 80 decisões por ministro. O mesmo estudo indica que o julgamento final dessas decisões levou em média, entre 2007 e 2016, dois anos. Esse grande número de decisões cautelares monocráticas, na visão do autor da PEC, acaba antecipando decisões finais e gerando relações insegurança jurídica.

A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no início de outubro com parecer favorável de Esperidião Amin. A votação durou menos de um minuto na ocasião.

Fonte: Agência Senado

Governador Wanderlei Barbosa participa da posse da nova ministra do Tribunal Superior Eleitoral

Nova ministra do Tribunal Superior Eleitoral, Maria Isabel Gadotti, toma posse em Brasília (Crédito foto: Antonio Augusto/Tribunal Superior Eleitoral)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) empossou a nova ministra da Corte, Maria Isabel Gadotti, em uma cerimônia realizada na noite dessa terça-feira, 21, no plenário do TSE. O governador Wanderlei Barbosa, acompanhado pelo procurador Geral do Estado (PGE), Kledson Moura, e pelo subprocurador da PGE em Brasília (DF), Frederico Dutra, prestigiou o evento, reforçando as relações institucionais do Estado com os Tribunais Superiores do país. 

O governador Wanderlei Barbosa destacou que a gestão mantém um trabalho de excelência com as Cortes Superiores e que essas relações são fruto da seriedade do trabalho do Estado do Tocantins, sobretudo da Procuradoria-Geral. “O bom relacionamento institucional do Estado com os nossos tribunais superiores é fruto do trabalho sério que estamos fazendo na gestão e de alto nível técnico da atuação nos processos feitos pela nossa Procuradoria, que defende o Estado, com respeito ao papel dos tribunais. Essa relação também é construída por manifestações de apoio à autonomia do TSE, como a que demonstramos hoje”, afirmou. 

“Esse bom relacionamento institucional do Estado com as Cortes Superiores nos dá oportunidade de apresentar contextos importantes sobre a realidade do Estado em relação aos mais diversos temas aos ministros”, destacou o procurador-geral do Estado, Kledson Moura.  

Composição

Maria Isabel Gallotti ocupa uma das vagas destinadas aos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), assumindo a cadeira aberta em decorrência do término do biênio do ministro Benedito Gonçalves, no dia 9 de novembro. A magistrada ocupava o cargo de ministra substituta do TSE desde o dia 9 de agosto de 2022 e agora assume essa posição por um período de dois anos.

O TSE é composto por, no mínimo, sete membros: três são do STF, dois do STJ e outros dois são juristas advindos da advocacia. Além dos integrantes efetivos, também são designados ministros substitutos para compor a Corte Eleitoral, em igual número, nas respectivas categorias (STF, STJ e juristas). Esses ministros são escolhidos da mesma forma que os titulares dos cargos, devendo substituí-los em caso de impedimento ou ausência temporária.

Jaciara França/Governo do Tocantins

Operação Paz: Polícia Civil prende em Araguaína autor de homicídio ocorrido ano passado na Capital

G.L.B.V., 26 anos, investigado pelo crime de homicídio contra Delbertie Dias Alves, de 16 anos, ocorrido em abril de 2022, em Palmas, foi preso na noite desta terça-feira, 21, pela equipe da 2ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP – Araguaína) em apoio à 1ª DHPP Palmas. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Paz, mediante a cumprimento de mandado de prisão, no setor Entroncamento, em Araguaína.

O crime de homicídio ocorreu no dia 29 de abril do ano passado, após uma discussão na casa de L.F.D, comparsa do autor preso na noite de ontem. Na residência também estavam presentes, a vítima e mais dois comparsas de G.L.B.V., sendo um deles menor de idade. A discussão era acerca das organizações criminosas às quais pertenciam, sendo que a vítima era de uma facção carioca com ramificações no Estado e os autores da facção paulista, também com atuação em todo o país.  

“Após a discussão, eles colocam a vítima no carro de L.F.D. e seguem para região conhecida como Morro do Limpão. De dentro do carro, a vítima é forçada a gravar um vídeo no qual declara rasgar a camisa de sua facção e se filiar à organização criminosa dos autores”, explica o delegado titular da 1ª DHPP e responsável pela investigação, Guilherme Torres.

No Morro do Limpão, a vítima foi executada com um tiro na nuca e golpes de faca. Após o crime, os autores se evadiram do local. Ao longo da investigação, a equipe da DHPP – Palmas realizou diligências em Palmas e Pedro Afonso (cidade natal do investigado), não obtendo êxito na captura. “Com o avanço da investigação e compartilhamento de informações, descobrimos que o suspeito estaria residindo em Araguaína, a partir daí solicitamos o apoio da 2ª DHPP que conseguiu localizar e prender o investigado”, destacou.

Após a prisão, G.L.B.V. foi conduzido até à 5ª Central de Atendimento da Polícia Civil de Araguaína, e depois dos procedimentos legais cabíveis, foi encaminhado para unidade penal da cidade, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.

Já L.F.D foi preso no dia 11 de setembro deste ano, em Anápolis (GO), após compartilhamento de informações com as forças de segurança local. O adolescente envolvido foi qualificado na época e o procedimento encaminhado ao Juizado da Infância.

Vania Machado/Governo do Tocantins

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