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MPE alerta município quanto à continuidade do atendimento aos pacientes da UPA Araguaína Sul

20140205090410_upaTendo em vista a paralisação parcial dos serviços da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Araguaína Sul, na cidade de Araguaína, a partir da noite desta quarta-feira, 27, o Ministério Público Estadual (MPE) expediu recomendação ao prefeito e ao secretário de saúde do município orientando para que nenhum atendimento daquela unidade de saúde seja prejudicado ou negligenciado.

Os gestores têm prazo de 24 horas para responder ao MPE, por escrito, quais providências foram adotadas em favor da continuidade do atendimento aos pacientes. Em caso de descumprimento, eles podem responder judicialmente, tanto na esfera cível quanto na criminal.

A recomendação do MPE, expedida pela 5ª Promotoria de Justiça de Araguaína, que possui atuação na área de saúde pública, também requer que seja informado, no prazo de cinco dias, o número de pacientes encaminhados às unidades básicas de saúde do município por meio da triagem da UPA Araguaína Sul, já que esta restringiu seus atendimentos aos casos de urgência e emergência devido a atrasos nos pagamentos dos médicos.

Ofícios
A 5ª Promotoria de Justiça de Araguaína, que tem como titular a Promotora de Justiça Araína Cesárea D’Alessandro, ainda encaminhou ofício ao secretário municipal de Saúde, Jean Luis Coutinho Santos. Neste documento, o MPE solicita que, caso o problema na UPA decorra de atrasos nos repasses de verbas por parte do Governo do Estado, que o secretário informe o período que está em atraso e quais os respectivos valores.

Em um segundo ofício, direcionado ao diretor do Pró-Saúde no município, Joaquim Fonseca Júnior, a Promotoria de Justiça requer que a instituição também se manifeste, em 24 horas, quanto às providências tomadas para a normalização dos serviços da UPA.

 

“Escolhi Sandoval porque temos que olhar é pra frente”, afirma Otoniel Andrade

imprensa1Encerrando os dois dias de campanha em Porto Nacional, o governador Sandoval Cardoso, candidato à reeleição pela coligação “A mudança que gente vê”, participou de mais duas reuniões na noite desta quarta-feira, 27. Na primeira delas, Sandoval teve a oportunidade de apresentar suas propostas e suas realizações aos profissionais da Educação, e em seguida, falou para lideranças da região.

O prefeito de Porto Nacional, Otoniel Andrade, acompanhou Sandoval e o candidato a senador Eduardo Gomes durante toda a movimentação da chapa na cidade e fez questão de usar a palavra para assegurar seu apoio a Sandoval e Gomes. “Escolhi Sandoval porque temos que olhar é pra frente e ele já provou que tem compromisso com Porto Nacional, ele tem demonstrado um carinho diferenciado com nossa cidade”, frisou Otoniel.

O candidato a senador Eduardo Gomes também reforçou o pedido de voto para a chapa majoritária completa da coligação “A mudança que a gente vê”. “Porto Nacional já lutou muito pelo Tocantins, e vai lutar agora para ter um Governador ficha limpa e realizador. E esse homem é Sandoval Cardoso”, afirmou.

Sandoval disse que tem superado os desafios nessa campanha e que os resultados já começam a aparecer. “Estou ficando conhecido nas cidades pelas nossas obras e nós não vamos parar, o Tocantins quer crescer e nós vamos realizar os investimentos nas nossas cidades, na logística, nos parques industriais, na saúde e na educação, mas principalmente, nos tocantinenses para que tenham acesso a oportunidade de crescer junto com o Estado”, finalizou.

Prefeito de Caseara denuncia perseguição e clama pela volta de Marcelo Miranda

Governador Cumprimenta Eleitores Caseara“Não suportamos mais a perseguição deste governo que não faz nada pelos municípios, a não ser perseguir aqueles que trabalham e não comungam com as suas práticas equivocadas” – desabafou o prefeito de Caseara, Renato Almeida, ao denunciar que o Governo do Estado recolheu máquinas e perseguiu servidores públicos depois da declaração de apoio do referido prefeito, à candidatura de Marcelo Miranda. O mesmo episódio é também denunciado pela prefeita de Araguacema, Isabela Simas.

 A caravana da vitória da coligação A Experiência Faz a Mudança está visitando a região do Vale do Araguaia, caminhando nas ruas das cidades, conversando com a comunidade, levando a sua mensagem  de mudança que todos querem que efetivamente aconteça no Tocantins. Além de Caseara, a comitiva visita também, Marianópolis, Divinópolis, Monte Santo e Paraíso.

Novo tempo

Ao se pronunciar, o próximo governador Marcelo Miranda, assegurou que um tempo novo está chegando para transformar o cenário de abandono e de perseguição. “Sabemos que este Estado está falido, endividado e em ruínas. As pessoas estão doentes e desesperançadas. Mas, peço novamente o voto de confiança e todos vão viver um tempo novo no Tocantins” – assegurou o governador.

Marca registrada

Para o prefeito de Marianópolis, Claudoir Bento, “Marcelo Miranda já foi governador duas vezes e a sua marca é a construção de obras úteis para a população” – destacou o prefeito, durante passagem da caravana da vitória de Marcelo Miranda, Marcelo Lelis e Katia Abreu.

“Voto no Marcelo porque ele é do bem, ajuda as pessoas é simples e já provou que é bom administrador” – arrematou Gilsoney Peregrine Santos, 39 anos, empresário.

 

Tocantins registra o menor índice de focos de raiva em sua história

Foto 1 - Equipes de captura em busca de morcegos hematófagosDe 2009 para 2013, o Tocantins registrou uma redução de 67,56% na incidência de focos de raiva em herbívoros. Segundo o responsável pelo Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros, José Emerson Cavalcante, estes números positivos estão aliados ao fortalecimento das ações desenvolvidas pelo governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec).
 
“O controle de raiva tem acontecido principalmente pela vacinação dos herbívoros, do monitoramento dos abrigos do principal transmissor, morcegos hematófagos, o cadastramento de novos abrigos e atividades de educação sanitária, que é levar o conhecimento para todos os produtores, com palestras e dias de campo”, explicou.
 
Os dados mostram que em 2009 foram 37 focos e em 2013 foram 12 casos, apontando assim uma redução significativa no número de casos. Até agora, em 2014 foram identificados oito focos de raivas no Estado. Já o número de morcegos hematófagos capturados pelo programa aumentou de 490 em 2012 para 521 em 2013. 
 
Ações
Aliada à queda no número de propriedades com registro de casos de raiva, houve um aumento no número de propriedades atendidas pelas ações da Adapec no controle e monitoramento dos morcegos hematófagos. Em 2013, foram atendidas 92  propriedades, enquanto que em 2012 havia sido 83. Este ano, as equipes da Agência já visitaram os municípios de Formoso do Araguaia, Dueré, Gurupi, Bom Jesus do Tocantins, Itacajá, Pedro Afonso, Santa Maria, Guaraí, Natividade, Brejinho de Nazaré e Ponte Alta.
 
No mês de setembro as equipes serão direcionadas para Palmas, Rio Sono, Tocantínia, Miranorte, São Salvador do Tocantins, Palmeirópolis, Paranã, Rio da Conceição, Novo Jardim e Aurora. “Intensificamos as ações principalmente nos municípios, onde foram identificados focos. Trabalhamos nas propriedades que identificamos um foco e nas que ficam em um raio de até 12 km”, apontou.
 
Sintomas 
Nos animais de criação (herbívoros domésticos) os principais sintomas são: isolamento, apatia, salivação intensa, dilatação da pupila, dificuldade para urinar e defecar, engasgos, andar cambaleante que progride à paralisia dos membros posteriores, movimentos de pedalagem, sem conseguir se levantar, contrações da musculatura do pescoço e morte.
 
Cuidados
O produtor que identificar um animal com sintomas da raiva ou que tenha dúvidas sobre o assunto pode entrar em contato com a Adapec por meio do telefone 0800 63 11 22 ou se dirigir até um dos escritórios localizados nos 139 municípios do Estado. Nas áreas onde é identificada a doença também são intensificadas as ações de identificação de abrigos do morcego hematófago para o controle populacional.
 
Por se tratar de uma zoonose, a raiva é uma doença dos animais que também atinge o ser humano. Em casos de acidentes com animais com sintomas da doença, ou com qualquer espécie de morcegos, a pessoa deve procurar imediatamente o serviço de saúde do seu município ou o escritório da Adapec. A vacinação, mesmo não sendo obrigatória, é a principal forma de controle da doença.
 

Prefeitura realizará leilão de bens inservíveis em Setembro

O leilão acontece a partir 10 horas do próximo dia 09 de Setembro, no Auditório da Prefeitura Prof. Jauro Studart Gurgel, localizado na Rua 25 de dezembro.

leilão1A Prefeitura de Araguaína, por meio da Secretaria da Administração, realizará o leilão de 41 lotes, entre os quais veículos agrícolas, carros de passeio, utilitários, transporte de passageiros e caminhões, além de motores de polpa e sucatas diversas, que atualmente fazem parte da frota e inventário do município. O Leilão Público acontecerá a partir 10 horas do dia 09 de Setembro, no Auditório da Prefeitura Prof. Jauro Studart Gurgel, localizado na Rua 25 de dezembro, n° 265, Centro de Araguaína, e será conduzido pelo leiloeiro público Antônio Carlos Santana.

O Edital de Licitação foi publicado no Diário Oficial n° 662, da última quinta, 21 de agosto, e pode ser visualizado na íntegra no site http://leiloesbrasilto.com.br. Segundo o secretário da Administração, Nahim Halum, o objetivo da administração municipal com o leilão dos bens inservíveis é, principalmente, reduzir o alto custo que o município tem com a manutenção desses veículos, uma vez que muitos já estão velhos, alguns inservíveis para a Administração Pública. A intenção é que os veículos baixados do patrimônio do município sejam substituídos imediatamente, a partir da compra de novos utilitários.

De acordo com o secretário, os bens que vão para leilão estarão à disposição para visitação prévia a partir desta segunda, 1º de setembro, no pátio da Secretaria da Infraestrutura, localizado na Rua 06, n° 20, Vila Aliança. Poderão oferecer lances no leilão pessoas físicas ou pessoas jurídicas. A participação é vedada a membros da comissão especial de avaliação, membros da comissão de licitação, menores de 21 anos não emancipados e afins previsto na legislação pertinentes.

 

Bitrem carregado com 50mil quilos de arroz é flagrado com chassi dos semi reboques adulterados

Em Guaraí/TO, nesta quarta-feira, 27, na BR 153, km 329, às 14h30min, foi detido E. C. , 53 anos, condutor do veículo Volvo FH 500, placas do Tocantins e que tracionava dois Semi Reboques com placas de Goiás, com fortes indícios de adulteração no chassi. Os Semi reboques apresentavam divergências nos elementos identificadores. As características discriminadas no Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo CRLV remetia a outra marca de veículo. O conjunto transportava 50 mil quilos de arroz em fardos. O carregamento saiu de Gurupi/TO e teria como destino a cidade de Balsas/MA. A Ocorrência foi apresentada na Delegacia de Polícia Civil de Guaraí/TO.

Indonésia terá de explicar rejeição ao boi brasileiro

Com aval da Camex para questionar país asiático na OMC, Brasil faz nova tentativa de diálogo

9cow (1)O Brasil conseguiu autorização para questionar formalmente, na Organização Mundial do Comércio (OMC), o bloqueio da Indonésia à carne bovina brasileira, mas fará uma última tentativa de diálogo. A ideia é convencer o mercado de 240 milhões de consumidores de que as regiões exportadoras, livres da aftosa com vacinação, estão isoladas dos estados cujo status ainda não foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

A indústria brasileira de carne bovina se organiza para a briga na OMC, pouco confiante em um entendimento. A Indonésia é livre da aftosa sem vacinação, mas isso não justifica o bloqueio mantido desde 2009.

Três estados brasileiros – Amazonas, Amapá e Roraima – não são reconhecidos como área livre da aftosa pela OIE nem pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Essa região, porém, não está interessada em vender para a Indonésia.

O país asiático adota uma política de autossuficiência alimentar. Para 2014, a meta é restringir as compras a apenas 10% do consumo interno, segundo relatório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

As justificativas do país asiático não são consideradas plausíveis e ferem o conceito de regionalização adotado na OMC e pela OIE, segundo o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Fernando Sampaio. “Temos tentado negociar, sem sucesso. A única alternativa que restou é o contencioso.”

A regionalização concede status diferentes a zonas sanitariamente isoladas, e tem o objetivo de impedir que países de grande extensão territorial, como o Brasil, tenham suas exportações totalmente travadas sempre que há registro de doenças. Esse princípio é basicamente usado para determinar áreas livres de febre aftosa.

Com a autorização para abrir painel contra a Indonésia na OMC, o Brasil reúne informações e elabora estratégias para dar força ao pedido em caso de disputa na OMC. Mas a preferência ainda é pelo caminho diplomático, afirma o Secretário de Relações Internacionais do Mapa, Marcelo Junqueira. “A autorização [da Camex] é uma sinalização forte, mas há sempre espaço para negociação. O melhor cenário é uma solução sem a necessidade de um painel. Eles são caros e demorados”, pondera.

Junqueira confia em vitória brasileira se o conflito for inevitável. “Eles são signatários da OMC, que defende o princípio de regionalização. Então, a regra tem que ser cumprida”, argumenta.

Dose dupla: Bloqueio ao frango também deve ser questionado na OMC

As indústrias brasileiras de carne de frango também se organizam contra o bloqueio imposto pela Indonésia ao produto. O setor está mais perto que o da carne bovina de abrir julgamento formal na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Nesse caso, a autorização para abertura de painel na OMC foi dada ano passado. E o processo pode ganhar novo capítulo em setembro, segundo o vice-presidente para aves da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

“O governo enviou um ofício à Indonésia pedindo esclarecimentos. Eles não abrem o mercado e nem dizem o motivo. Aguardamos essa resposta, que deve ser negativa, para dar sequência à ação”, explica.

A estratégia para o início de um painel está praticamente montada. “Temos todas as provas [de que há um bloqueio comercial]. Não há justificativas sanitárias ou religiosas”, afirma Santin.

As restrições às importações também têm incomodado os Estados Unidos, concorrentes do Brasil nas exportações mas aliado ante a Indonésia.

POTENCIAL: Consumo do país asiático tende a crescer

Com 240 milhões de pessoas, a Indonésia é vista com muito interesse pelas indústrias brasileiras de proteína animal. O consumo anual por habitante é considerado baixo – 3 quilos de carne bovina e 5 quilos de carne de frango.

A pouca oferta encarece as carnes no país do Sudeste Asiático, avalia o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcelo Junqueira, que visitou a capital Jacarta no início do ano. “É tão caro que os preços no varejo são cotados em gramas.”

Atualmente, a Indonésia importa carne bovina da Austrália e da Nova Zelândia Os frigoríficos brasileiros apostam na demanda futura.

1,5 milhão de toneladas de carne bovina foi exportado pelo Brasil em 2013. Maior exportador do mundo busca novos mercados.

 

Fonte: Agro Gazeta do Povo

Alunos do Pronatec Rural de Tocantínia recebem noções de cooperativismo

SONY DSCSempre à disposição de instituições educacionais, a Coapa recebeu na tarde desta quarta-feira, 27 de agosto, 15 alunos do Pronatec Rural, do município de Tocantínia.

Os alunos e professores foram recepcionados na sede da cooperativa pela agente de desenvolvimento humano, Maria Silvana Ramos, que ministrou palestra sobre cooperativismo, destacando a importância desse segmento para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades onde está inserido, além da história da Coapa, Organização do Quadro Social (OQS), destinação correta de embalagens de agrotóxicos, entre outros temas.

Ao final da visita, os estudantes conheceram a loja agroveterinária da Coapa.

Essa foi a segunda turma do Pronatec Rural a visitar a cooperativa em 2014. Em julho um grupo de 22 estudantes do município de Recursolândia foi recebido. Na ocasião, além de participarem de palestra, os alunos ainda conheceram o armazém de grãos da Coapa.

Pronatec Rural

O Pronatec Rural é destinado a alunos da rede estadual de ensino que cursam o 2º grau. Cada turma conta com 15 alunos. A capacitação tem 160 horas aulas, sendo 40 de empreendedorismo, 32 de teoria e 88 de aulas práticas, realizadas em propriedades rurais e/ou empresas que tem ligações com o campo, como frigoríficos e casas de produtos agropecuários.

O concluinte recebe o certificado emitido pelo SENAR e está preparado para ingressar no mercado de trabalho.

 

MPE quer evitar paralisação de médicos em Araguaína

medicoTendo em vista a possibilidade de interrupção dos serviços dos médicos que atuam na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Anatólio dias Carneiro, em Araguaína, prevista para a próxima quinta-feira, 28, com manutenção apenas dos serviços de emergência, o Ministério Público Estadual (MPE) encaminhou nesta quarta, 27, ofício solicitando explicações e a prestação de contas às entidades que gerenciam os recursos destinados ao atendimento das demandas de saúde dessa Unidade.

A solicitação foi motivada por denúncia encaminhada pelos médicos afirmando que não têm recebido pagamento pelos plantões realizados, além do que seus proventos não têm sido pagos regularmente, o que impossibilita a boa gestão de suas contas pessoais.

Ao Secretário Estadual de Saúde, o Promotor de Justiça Alzemiro Wilson Peres Freitas, responsável pela defesa do patrimônio público, solicitou cópia de documentos que comprovem a origem das verbas disponibilizadas para a saúde no município de Araguaína, do período de janeiro até a data atual, incluindo as verbas destinadas à UPA.

Requisição idêntica foi encaminhada ao prefeito e aos secretários de Saúde e da Fazenda do município, que também deverão esclarecer e comprovar, por meio de documentos, a destinação das verbas recebidas, bem como se os atrasos são decorrentes da não quitação de débitos, por parte da municipalidade, com a empresa Pró-Saúde, que gerencia a Unidade. Caso se confirme tal hipótese, deverá ser realizada a descrição de todas as pendências.

Foi requisitado também à empresa Pró-Saúde que disponibilize as mesmas informações, com a devida comprovação mediante documentação específica, ao Ministério Público.

Por envolver a questão salarial, o problema tem natureza alimentar e exige urgência na solução motivo pelo qual a Promotoria de Justiça estipulou o prazo máximo de 48 horas, após recebimento dos ofícios, para que os órgãos citados apresentem as informações e documentações requeridas.

Perda de água chega a quase 40% nas maiores cidades do Brasil

78fe740b59d00d145ce59c3a9d13089aA cada 10 litros de água tratada nas 100 maiores cidades do país, 3,9 litros (39,4%) se perdem em vazamentos, ligações clandestinas e outras irregularidades. O índice de perda chega a 70,4% em Porto Velho e 73,91% em Macapá. Os números são do Ranking do Saneamento, divulgado hoje (27) pelo Instituto Trata Brasil, com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento de 2012.

O estudo considerou a perda no faturamento, ou seja, a diferença entre a água produzida  e a efetivamente cobrada dos clientes. De acordo com o instituto, o indicador de referência para a perda de água por faturamento é 15%. Dos 100 municípios da lista, quatro têm nível de perda menor ou igual ao patamar. Em 11 deles, as perdas superam 60% da água produzida.

De acordo com o presidente executivo da entidade, Édison Carlos, as perdas se refletem diretamente na capacidade de INVESTIMENTO das empresas e podem comprometer a expansão e qualidade dos serviços. “A perda é um reflexo da gestão da empresa. Qualquer autoridade que pensa em saneamento como um negócio, teria que atacar as perdas. Quando a empresa tem perdas muito altas, não consegue nem custear o próprio serviço”, avaliou. “Qualquer litro de água recuperado é um litro a mais que ele vai receber”, acrescentou.

Apesar dos registros, os municípios fazem pouco para reduzir as perdas de água por faturamento, de acordo com o estudo. Entre 2011 e 2012, mais da metade das cidades pesquisadas (51) não reduziu em nada as perdas ou até piorou os resultados no período. Segundo o Trata Brasil, os números sugerem que “diminuir perdas de água não vem sendo uma prioridade entre os municípios brasileiros”.

Apenas 10% dos municípios analisados na pesquisa registraram melhoria de mais de 10% na redução de perdas de água. Em média, de acordo com o levantamento, a melhora nas perdas dos municípios ficou em 0,05% na comparação entre 2011 e 2012.

As soluções, segundo Carlos, variam de acordo com o tamanho e as características de cada município. Em cidades com índices de perda muito elevados, por exemplo, a instalação de equipamentos como controladores de vazão e pressão tem reflexos rápidos na perda por vazamentos.

Em relação ao saneamento, o ranking mostra que, nos 100 maiores municípios do país, 92,2% da população têm acesso à água tratada. Em 22 das cidades, o atendimento chega a 100%, atingindo a universalização do serviço.

No entanto, os dados de coleta e tratamento de esgoto são bem inferiores. A média de população atendida por coleta de esgoto nas cidades avaliadas é 62,46%. Os números do tratamento são ainda menores: em média, 41,32% do esgoto do grupo de maiores cidades do país é tratado. Entre as 10 cidades com piores índices no quesito, três são capitais: Belém, Cuiabá e Porto Velho, sendo que as duas últimas têm tratamento de esgoto nulo.

Considerando acesso à água, coleta e tratamento de esgoto e o índice de perdas, o estudo fez um ranking com os 20 municípios com melhores e os 20 com piores resultados em saneamento. Além disso, o instituto traçou uma perspectiva de universalização dos serviços nos próximos 20 anos, como quer o governo federal, com base na evolução dos indicadores entre 2008 e 2012.

Entre as 20 cidades com melhores resultados, todas atingiram ou atingirão a meta nos próximos anos. No entanto, nos 20 municípios com piores notas, entre eles seis capitais, apenas um deve atingir a universalização se o ritmo de melhoria se mantiver. “É um dado preocupante, na medida em que a gente tem uma meta clara para duas décadas”, avalou Édison Carlos.

De acordo com o presidente do Trata Brasil, a situação só será revertida se as políticas de saneamento entrarem na agenda de prioridades dos gestores públicos e a população pressionar por avanços no setor. “Tem que ser prioridade, principalmente dos prefeitos, mesmo as cidades em que os serviços são operados por empresas estaduais. Isso não tira a responsabilidade dos prefeitos, que têm que brigar por metas mais rápidas e mais amplas. É preciso foco”, avaliou. “O eleitor, o cidadão, tem que cobrar. É INVESTIMENTO, não é milagre”, comparou.

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