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Aliados entram no STF para que afastamento de Cunha seja votado pela Câmara

O PP, o PSC e o SD entraram no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade pedindo que o afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara dos Deputados seja analisado e votado pelo plenário da Casa. A ação será relatada pelo ministro Edson Fachin.

No último dia 5, o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no STF, determinou oafastamento de Cunha do mandato de deputado federal e da presidência da Câmara. A decisão liminar atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que acusou Cunha de tentar interferir na condução das investigações da operação.

Os aliados de Cunha argumentam no pedido que a Constituição Federal prevê que medidas tomadas pela Justiça que tenham interferência em mandato de parlamentares sejam submetidas à casa legislativa à qual pertence o acusado.

“Qualquer medida judicial que tenha o potencial de interferir no exercício do mandato parlamentar deve ser objeto de deliberação da casa legislativa. Esse princípio jurídico subjacente às regras constitucionais supracitadas deve também orientar a aplicação das medidas cautelares penais – arts. 312 e 319 do CPP [Código Processual Penal] – que impedem o exercício do mandato parlamentar”, diz a ação.

Os partidos alegam que a decisão do STF de afastar Cunha do mandato é “uma inovação na ordem jurídica brasileira”.

“O STF criou ou reconheceu a existência de uma hipótese de afastamento temporário das funções parlamentares, a despeito da reconhecida falta de norma constitucional que autorizasse (expressamente) a medida. E, mais importante, deve-se ter presente que, a partir do precedente firmado pela Suprema Corte, todo o Poder Judiciário brasileiro conta com uma competência até então não reconhecida de determinar o afastamento temporário de parlamentar de suas funções”.

Para os aliados do presidente afastado da Câmara, ao admitir o uso do artigo do Código Processual Penal para restringir o exercício do mandato de Cunha, o STF deve adotar a determinação da Constituição Federal sobre o prosseguimento da medida. “Deve o Tribunal competente para o processamento da ação penal remeter os autos, dentro de vinte e quatro horas, à Casa legislativa respectiva, para que, por voto da maioria de seus membros, resolva sobre a aplicação da medida cautelar substitutiva da prisão”, diz o texto.

De acordo com a ação, ao não submeter a matéria à Câmara, o STF está retirando do Legislativo uma “importante prerrogativa protetiva de sua autonomia institucional. Essa situação deve ser sanada, com a urgência possível, para que se mantenha a harmônica relação entre os Poderes da República, como previsto no art. 2º da Constituição Federal.”

Edição: Luana Lourenço
Michèlle Canes – Repórter da Agência Brasil

MPE intervém e Justiça manda Estado realizar obras de manutenção na TO-050 na localidade de Arraias

O Governo do Estado do Tocantins terá entre 20 e 90 dias para iniciar e concluir obras de sinalização, limpeza e roçagem de mato e vegetação existente ao longo e nas mediações do trecho da rodovia TO 050, localizada no município de Arraias, entre as divisas dos Municípios de Conceição do Tocantins e Campos Belos de Goiás. A determinação está contida em decisão judicial proferida no dia 06 de abril, e atende ao pedido de liminar em Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE).

A Ação Civil Pública foi proposta pelo Promotor de Justiça João Neumann Marinho da Nóbrega, da comarca de Arraias, em julho de 2015, após constatar que a falta de manutenção do trecho ocasionava riscos aos que por ali trafegavam. Um inquérito civil foi instaurado, em 2014, pela Promotoria de Justiça e informações foram solicitadas à Agência de Máquinas e Transportes do Estado do Tocantins (Agetrans). O órgão chegou a informar, ainda em fevereiro de 2015, a previsão de medidas quanto à pavimentação e novas sinalizações no local, no entanto, até o presente momento, apenas uma operação tapa-buracos foi realizada.

Na decisão, o Juiz Eduardo Barbosa Fernandes ressaltou a legitimidade do Ministério Público em exigir dos gestores o cumprimento de obrigações inatas do serviço público. “A partir do momento em que o requerido constrói uma rodovia nasce, concomitantemente, o dever da adequada conservação da mesma, de forma permanente, pois caso contrário, haverá risco de acidentes a todos os usuários desta via pública”, destacou.

Prazos da decisão

O Juiz determinou que as obras de limpeza e roçagem de vegetação deverão ser iniciadas no prazo de vinte dias, a partir na intimação, e concluídas no prazo de 60 dias, sob pena de aplicação de multa diária de R$ 1.000,00. Quanto às obras de sinalização, estas deverão ter início no prazo de 30 dias e conclusão em 90 dias, sob pena de aplicação de multa diária de igual valor.

Estelionatário é preso quando trocava cartões bancários de vítimas

Na manhã deste domingo, 15, policiais do 4º Batalhão de Polícia Militar prenderam um homem de 32 anos pela prática de estelionato. Em poder do suspeito, a Polícia Militar (PM) localizou 28 cartões de crédito de diversos bancos, um aparelho celular e R$ 1.057 em dinheiro. O homem foi preso em uma agência bancária situada na região central de Gurupi, após a PM ter sido acionada pelo sistema de monitoramento eletrônico da instituição financeira. De acordo com as informações levantadas, havia suspeita de que o autor estaria trocando cartões de clientes quando estes realizavam saques nos caixas eletrônicos. No local, os militares aprenderam, com o acusado, diversos cartões de clientes que foram vítimas do golpe, bem como outros cartões de diferentes agências bancárias. A PM constatou também que algumas vítimas ainda estavam na agência e somente perceberam o golpe apósa atuação dos policiais. A maioria das vítimas era de idosos, os quais disseram que o homem se oferecia para ajudá-las, e sem que elas percebessem, o homem trocava os seus cartões. O estelionatário foi reconhecido pelas vítimas e preso. Em seguida, foi conduzido à Delegacia Central de Flagrantes para as devidas providências. Os objetos apreendidos com ele também foram apresentados à autoridade policial. A PM adverte à comunidade para adotar medidas de segurança durante a realização de serviços de autoatendimento em agências bancárias, dentre elas, não solicitar e nem aceitar ajuda de pessoas estranhas. Para mais informações, basta acessar os canais de comunicação disponibilizados pela Polícia Militar.

Empresários de Araguaína apoiam rigor fiscal da Secretaria da Fazenda

A ação fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), mais intensificada nos últimos meses, agrada aos empresários de Araguaína.  Em reunião da Diretoria da Associação Comercial e Industrial de Araguaína (Aciara) com o secretário de Estado da Fazenda, Edson Ronaldo Nascimento, na sede da entidade classista em Araguaína, foi reforçado o pedido para que o Estado reforce a fiscalização nas empresas irregulares. “O Governo tem que usar da inteligência fiscal para identificar os irregulares, que oferecem uma concorrência desleal para os demais”, observou o diretor Ronaldo Dias, acrescentando que são necessárias ações que reduzam a impunidade fiscal. Desde o início do ano, a Sefaz vem fortalecendo a fiscalização em todo o Estado. Segundo o delegado regional de fiscalização de Araguaína, Edilmar Marques Araújo Carvalho, nos próximos dias, será realizada uma operação pente fino sobre a regularidade das empresas. A ideia é verificar a empresa, do cadastro ao exercício legal da sua proposta, fazendo um monitoramento que permite a autorregularização, oportunidade da empresa se adequar às obrigações voluntariamente. Esse foi o segundo encontro do secretário com a Aciara. “É importante estarmos em contato direto com os empresários, pois as necessidades dos setores produtivos são pautas para a Secretaria de Estado da Fazenda. Estado e empresas compõem uma via dupla. O crescimento de um impulsiona o crescimento do outro. Então, precisam estar em sintonia”, observou o secretário. Segundo ele, o Tocantins mantém o crescimento com taxas anuais de 5% a 6%, o que reflete nas empresas instaladas no Estado.

Grupos pró e contra impeachment se enfrentam em frente à sede da Fiesp

Manifestantes pró e contra o impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff se estranharam em frente à sede da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) no início da noite de hoje (15). Embora ambos defendam a saída do presidente interino Michel Temer, houve empurra-empurra, gritos, provocação e tensão entre os dois lados. Neste momento, o clima continua tenso, mas sem agressão, ainda que os dois lados continuem se provocando.

A Polícia Militar não interveio no empurra-empurra, mas criou uma linha de policiais em frente às barracas para defender os manifestantes acampados em frente ao  prédio da Fiesp desde meados de março e que estão em menor número hoje.

Manifestação na AVenida PaulistaManifestantes favoráveis ao impeachment estão acampados em frente ao prédio da Fiesp desde marçoElaine Patrícia Cruz/Agência Brasil

A estudante de Direito Bibiana Oliveira, 21 anos, favorável ao impeachment de Dilma, provocou e foi provocada na confusão. Ela está acampada em frente ao prédio da Fiesp desde março e disse que pretende ficar ali até que Temer saia da Presidência.

“Eles [manifestantes contrários a ela] ficam gritando ‘sem violência’, mas vieram aqui pichar e quebrar nossas placas. O caso mais grave foi um menino que veio chutar nossas barracas e que tentou me bater”, informou Bibiana. A reportagem flagrou a estudante também provocando os manifestantes, colocando as mãos nos olhos e fingindo chorar, o que gerou bastante revolta no lado oposto.

“Isso foi depois que eles quebraram o acampamento. Antes deles atacarem, não saiu nenhuma provocação nossa”, disse Bibiana. “Nós também gritamos Fora Temer. Também queremos o fim da corrupção, mas não somos indignados seletivos”, acrescentou.

Do outro lado, o militante petista Rafael Monico, 30 anos, afirmou que um rapaz acampado em frente à sede da Fiesp iniciou as provocações. “O que acontece é que, na hora em que o ato foi chegando, um rapaz saiu dali [das barracas] com um pedaço de pau e quis agredir duas ou três pessoas. E aí começou a confusão”. Monico negou que o grupo tenha provocado os que estão acampados ali desde março.

“A decisão era passar pela Paulista inteira. A Paulista é do povo. A Paulista é hoje aberta para o povo de forma democrática para que todos possam se manifestar politicamente e culturalmente. Foi isso que fizemos hoje. Sabíamos que, ao passarmos por aqui, teríamos isso, mas não podemos deixar de passar porque tem um pessoal aqui que é contra”, acrescentou.

“Eles [também] defendem o Fora Temer, mas nós achamos que isso [o impeachment] é um golpe e eles não. Temos uma questão que é muito clara: o Temer está aí há 72 horas e já mudou muito o governo, tirando mulheres e negros. E nós defendemos a democracia”.

Caminhada

Os manifestantes contrários ao impeachment fizeram hoje uma grande caminhada por São Paulo. O protesto foi iniciado por volta das 15h20, na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, passou pela Rua da Consolação e foi até a Praça Roosevelt, onde os milhares de manifestantes presentes ao ato fizeram uma rápida assembleia e decidiram voltar para a Avenida Paulista, subindo pela Rua Augusta.

O ato seria encerrado na frente da Fiesp, onde eles chegaram por volta das 18h. Na Fiesp, os manifestantes sentaram no chão e gritaram palavras de protesto contra a entidade, dizendo que ela apoiou a ditadura e o impeachment de Dilma. Parte dos manifestantes decidiu continuar em caminhada pela Paulista, sentido Paraíso, quando se encontraram com o grupo acampado ao lado da Fiesp desde março e que apoiou o impeachment de Dilma. Os grupos se provocaram e se empurraram até que outros manifestantes tentassem separá-los.

Neste momento, parte do grupo de manifestantes contrários ao impeachment permanece em frente à sede da Fiesp e, vez ou outra, provocam ou são provocados pelos manifestantes a favor do impeachment.

Edição: Armando Cardoso
Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Maduro retira embaixador da Venezuela do Brasil

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, pediu na sexta-feira (13) ao embaixador do país no Brasil para regressar a Caracas, depois de o Senado brasileiro ter aprovado a abertura do processo de destituição da presidente Dilma Rousseff.

“Pedi ao nosso embaixador no Brasil, Alberto Castellar, que venha para Caracas”, disse Nicolas Maduro, que considera que houve “um golpe de Estado” no Brasil, em declarações transmitidas pela rádio e pela televisão.

“Estivemos a avaliar (…) esta dolorosa página da história do Brasil (…). Quiseram apagar a história com uma jogada totalmente injusta com uma mulher que foi a primeira presidente que teve o Brasil”, afirmou.

Maduro classificou o afastamento de Dilma Rousseff, na sequência da decisão do Senado, “uma canalhada contra ela, contra a sua honra, contra a democracia, contra o povo brasileiro”.

Refirmando que houve um golpe de Estado no Brasil, apelou aos seus homólogos na região para que reflitam no que aconteceu com Dilma Rousseff.

Nicolas Maduro advertiu para o perigo do “vírus do golpismo” voltar a tomar conta da América Latina, arrastando consigo “grandes convulsões sociais outra vez”.

Na sexta-feira (13), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) rebateu as críticas dos governos da Venezuela, de Cuba, da Bolívia, do Equador e da Nicarágua quanto a legalidade do processo de impeachment da presidenta afastade Dilma Rousseff.

Em nota, o Itamaraty disse “rejeitar com veemência” o que classificou como propagação de falsidades por partes desses governos em relação ao impeachment. A assessoria do Ministério de Relações Exteriores informou que o afastamento de Dilma ocorreu “em quadro de absoluto respeito às instituições democráticas e à Constituição federal”.

* Com informações da Agência Brasil

Edição: Fernando Fraga

Da Agência Lusa*

TRE determina que propaganda de partido de Aragão com informações falsas saia do ar

O juiz eleitoral Henrique Pereira dos Santos, do TRE-TO (Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins), determinou que o PEN (Partido Ecológico Nacional), presidido por Manoel Aragão da Silva (Sargento Aragão), pare de veicular imediatamente propaganda política em rádio e televisão que ataca o estacionamento rotativo implantado em Palmas com informações falsas. A decisão liminar atendeu pedido do PSB, presidido pelo prefeito da Capital, Carlos Amastha, em representação assinada pelo advogado da sigla, Leandro Manzano.

Na propaganda, que se utiliza das inserções do PEN de 30 segundos, Aragão é o protagonista e afirma, falsamente, que o estacionamento rotativo da Capital arrecada R$ 800 mil por mês. Porém, o PSB mostra na ação que nunca o valor arrecadado superou R$ 160 mil mensais. “Desta forma, pelo menos numa análise perfunctória, verifico que o representado descumpriu o disposto na legislação partidária ao apresentar dados inverídicos sobre o faturamento da empresa concessionária dos serviços de estacionamento de Palmas”, destaca o juiz, em trecho da decisão.

Caso o PEN descumpra a decisão, será multado em R$ 5 mil por cada dia de veiculação da propaganda.

Daniel Machado

Publicadas as primeiras MPs do governo Temer

Foram publicadas no Diário Oficial da União as duas primeiras medidas provisórias (MP) assinadas pelo presidente interino Michel Temer. As medidas saíram em edição extra do Diário Oficial divulgada já na noite de quinta-feira (12).

Uma delas, a MP 726, extingue alguns ministérios e transforma outros. A outra, a MP 727, cria o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Ontem Moreira Franco, aliado próximo de Temer que participou da formação de sua equipe ministerial, já havia adiantado a medida.

O objetivo do programa, segundo a MP, é ampliar e fortalecer a interação entre o Estado e a iniciativa privada, por meio da celebração de contratos de parceria para a execução de empreendimentos públicos de infraestrutura e de outras medidas de desestatização.

São enquadrados no PPI empreendimentos executados via contratos de concessão com a União ou com estados e municípios, no caso de empreendimentos com fomento ou feitos por delegação da União. Segundo a MP, o programa ainda será regulamentado por meio de decretos.

Os decretos definirão políticas federais de longo prazo, empreendimentos qualificados para implantação, diretrizes para estruturação, licitação e contratação e a agenda das ações. Moreira Franco informou que será o secretário executivo do Conselho do PPI.

Edição: Lana Cristina
Da Agência Brasil

“Não tem renúncia”, diz Waldir Maranhão sobre deixar a presidência da Câmara

O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), disse hoje (13) que não pretende renunciar ao cargo que ocupa desde que o então presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi afastado pelo Supremo Tribunal Federal. “Sem renúncia. Não tem renúncia. Vamos administrar o país”, disse ele rapidamente ao chegar à Câmara dos Deputados.

A especulação sobre uma possível renúncia de Maranhão teve início quando ele tentou, por meio de um ato, anular a sessão que encaminhou ao Senado a análise sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Posteriormente, integrantes de partidos e da Mesa pediram sua renúncia.

Um dos deputados com quem Maranhão tem conversado sobre a forma como conduzirá os trabalhos da Casa é o primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP). Ele também diz não ver motivos para a renúncia de Maranhão.

“Acho que a gente tem de ajudar a equacionar as coisas e a governar as coisas aqui na Casa. Logicamente ele é o presidente e tem de dar o tom. Mas essa ideia de alguns partidos quererem derrubá-lo à força porque têm seus próprios candidatos, isso é falta de ser brasileiro”, disse Mansur.

Segundo o deputado, as pressões pela renúncia já tiveram mais fortes, mas a tendência é que, com o tempo, vão diminuindo. “A pressão de ontem é menor do que a de antes de ontem e maior do que a de hoje. Quando ele assinou aquele ato contra 367 votos, eu mesmo tomei um susto. Mas ele voltou atrás, reconheceu que errou e pediu desculpas”, disse Mansur.

Benefícios

O primeiro-secretário informou, também, que o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) continuará recebendo vários dos benefícios concedidos a ele, uma vez que continua deputado apesar do afastamento. “Fizemos uma simetria entre Dilma e Cunha. Claro que Cunha não terá direito à cota Ceap, que é um reembolso da atividade parlamentar que ele não está exercendo. Mas o restante terá uma simetria com o que foi dado à Dilma. Preparamos o ato, que foi aprovado na Câmara, sobre esse assunto. E ele será retroativo ao dia 5 de maio, quando houve a decisão judicial”, disse ele. Segundo Mansur, a cota Ceap recebida por Cunha é de cerca de R$ 30 mil.

Edição: Denise Griesinger
Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

STF suspende coleta de provas no inquérito que investiga Aécio Neves

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes suspendeu hoje (12) a coleta de provas no inquérito que investiga o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por supostas irregularidades na empresa estatal de energia elétrica de Furnas. Na mesma decisão, o magistrado devolveu o inquérito ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para reavaliação.

No despacho, Mendes ressalta que a defesa do senador demonstrou não existirem novos fatos que embasem o pedido de investigação. “Os elementos de prova aqui coligidos já eram do conhecimento da Procuradoria-Geral da República. O único elemento novo seria o depoimento de Delcídio do Amaral. Sustenta, no entanto, que as declarações do colaborador não forneceram nenhum acréscimo relevante ao conjunto probatório”, diz o despacho.

Ontem (10), o ministro foi designado como relator do inquérito que investiga o senador. Já o ministro Dias Toffoli foi escolhido para relatar o pedido contra o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). As duas relatorias foram definidas por distribuição eletrônica. Os fatos estão associados à investigação da Operação Lava Jato. No entanto, o ministro Teori Zavascki pediu à Presidência da Corte a redistribuição dos pedidos de abertura de inquérito nas investigações sobre os parlamentares.

Em despacho, Teori disse não ver “relação de pertinência imediata” da representação criminal apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra Aécio e Cunha, apesar de os indícios contra os dois parlamentares terem surgido em meio às investigações da Lava Jato.

Conforme manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF no pedido de abertura de inquérito contra Aécio, além das acusações contra o tucano feitas pelo doleiro Alberto Yousseff em delação premiada, surgiram “fatos novos” a partir da delação do senador cassado Delcídio do Amaral.

Em delação homologada pelo STF, Youssef disse, primeiramente, que o PSDB, por intermédio do senador Aécio Neves, “possuía influência” em uma diretoria de Furnas, juntamente com o PP, e havia o pagamento de valores de empresas contratadas.

Em segundo depoimento, o doleiro declarou que o PSDB, por meio de Aécio Neves, “dividiria uma diretoria em Furnas” com o PP, por meio de José Janene. Youssef disse ainda que Aécio também “teria recebido valores mensais”, por meio de sua irmã, de uma das empresas contratadas por Furnas, a Bauruense, no período entre os anos de 1994 e 2000/2001.

Edição: Jorge Wamburg
Heloisa Cristaldo – Repórter da Agência Brasil

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