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Após vistoria no Hospital Geral de Palmas, MPE e DPE pedirão novamente providências à Justiça

Membros do Ministério Público Estadual (MPE) e da Defensoria Pública Estadual (DPE) realizaram na tarde desta quarta-feira, 10, uma nova vistoria no Hospital Geral de Palmas (HGP), maior hospital público do Tocantins. As duas instituições de controle visitaram diversas alas da unidade, colheram depoimentos de pacientes e de familiares, além de checar as condições de atendimento no local.

A vistoria foi acompanhada de profissionais da gestão e constatou falta de médicos em número suficiente para dar segurança aos pacientes, além da ausência de alguns medicamentos, de materiais, de insumos e até de lençóis e cobertores para os pacientes do Pronto-Socorro.

Já na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), foi relatado pelos profissionais de plantão que há inexistência de equipamentos de segurança. Eles também apresentaram a relação de pacientes sem receber a medicação prescrita, que está em falta. Regiane Alves do Nascimento, que acompanha a mãe Maria José da Cunha, internada há cerca de uma semana, conta que não recebe informações sobre o quadro de saúde da mãe. “Era para ela ter feito um exame no domingo, mas não sei porque não foi realizado. Hoje ela está com pneumonia e respira com ajuda de aparelhos”, lamenta Regiane.

Não bastando as carências de medicamentos e de insumos, também foi exposta a falta de equipamento para realização de ressonância magnética. Uma paciente que sofreu trombose neurológica pós-parto, ainda aguarda na sala amarela para realizar o exame, fundamental para seu tratamento neurológico.“A falta de gestão de recursos humanos e de uma logística correspondente para atender as demandas hospitalares continuam sendo as principais causas da precariedade na atenção aos pacientes internados, agravado ao fato do HGP atender uma significativa parcela de pacientes que deveriam ser atendidos na Atenção Básica dos Municípios e na Atenção Especializada. Para tanto, é necessário que os Secretários de Saúde cumpram suas obrigações de organizar a Rede de Atenção à Saúde no Tocantins. Caso contrário, o cenário continuará o mesmo”, comentou a Promotora de Justiça Maria Roseli de Almeida Pery.

O desabastecimento de materiais de insumo e medicamento é uma das principais reclamações. No almoxarifado e na farmácia, documentos de controle revelam a falta de atendimento aos reiterados pedidos feitos para abastecer o estoque. “É de se causar muita estranheza. Em junho estava em falta no hospital a medicação ranitidina e na vistoria encontramos uma série de medicamentos vencidos, dentre eles a própria raniditina. Analisando os documentos percebemos que esse medicamento chegou no dia 7 de julho com a data de validade vencida para o dia 30 do mesmo mês, o que não atende aos pacientes. Ou o medicamento está sendo comprado com a data muito próxima do vencimento, o que poderia constatar uma fraude, ou ele está sendo guardado no almoxarifado e não entregue a tempo, o que é uma falha de gestão”, denuncia o Defensor Público Arthur Luiz Pádua Marques.

A partir da vistoria, o MPE e a DPE pedirão agilidade da Justiça Federal quanto às providências, uma vez que as falhas na gestão dos 19 hospitais públicos do Tocantins são objeto de Ação Civil Pública ajuizada em dezembro de 2015.

João Lino Cavalcante

Rede anuncia requerimento para antecipar votação do processo contra Cunha

Insatisfeito com a data marcada para a votação do processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o líder da Rede Sustentabilidade na Câmara, deputado Alessandro Molon (RJ), disse que vai apresentar na próxima sessão deliberativa da Casa um requerimento pedindo para que o futuro do peemedebista seja decidido em até 24 horas. A estratégia para antecipar a decisão sobre o caso, agendada para o dia 12 de setembro pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deve ocorrer, de acordo com a agenda da Secretaria Geral da Câmara, na semana do dia 22 de agosto.

“É inaceitável o dia 12 de setembro, uma data que está a 19 dias das eleições. É uma data que tem tudo para não dar certo, seja pela proximidade das eleições, seja por ser em uma segunda-feira”, disse Molon ao lembrar que poucos parlamentares ficam na Casa no primeiro dia da semana.

Rede, PSOL, PT, PCdoB, PDT e PPS tentaram, nas últimas semanas, pressionar Maia para que o processo fosse levado a voto ainda em agosto, mas aliados de Cunha defendiam que a decisão deveria ocorrer depois das eleições municipais de outubro. Maia disse que estava ouvindo líderes e ontem definiu a data, agradando a base governista do presidente interino Michel Temer, que queria que a votação ocorresse depois da conclusão do processo de impeachmentde Dilma Rousseff, previsto para o dia 26.

“Parece que a Câmara, no fundo, não quer votar a cassação de Eduardo Cunha e parece que há pressão do Planalto e de boa parte da base do governo, que quer, a todo custo, salvar o mandato de Eduardo Cunha”, afirmou Molon. Segundo ele, ao colocar em votação o requerimento, cada parlamentar vai expor sua posição. “Assim, o Brasil vai saber quem quer votar a cassação de Eduardo Cunha e quem quer salvar seu mandato”, acrescentou.

Para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), apesar da pressão explícita dos partidos de oposição, outras legendas também querem que Cunha perca o mandato, “mas se omitem”, em função das pressões que estão sendo feitas por aliados e pelo Planalto. O governo já declarou que não interfere na questão. Líder de Temer na Câmara, André Moura (PSC-SE) têm reiterado, em diversas declarações à imprensa, que não há qualquer orientação do Planalto sobre esta decisão. Mas oposicionistas ainda não se convenceram desta neutralidade.

“Este 12 de setembro é algo muito estranho. Tem um conluio”, avaliou Chico Alencar, que aposta que o “jogo” foi montado para que a cassação só seja votada depois das eleições, o que reduziria a pressão sobre parlamentares que são candidatos no pleito de outubro. “Esperar oimpeachment é como ter uma erva daninha no jardim, e não cuidar, para esperar que o vizinho cuide antes do jardim dele”, disse.

Edição: Maria Claudia
Carolina Gonçalves – Repórter da Agência Brasil

Bombeiros combatem incêndio em escola estadual de Novo Acordo

O Corpo de Bombeiros, por meio da Defesa Civil, conseguiu combater um incêndio que aconteceu por volta das 14 horas, da última quarta-feira, 10, na Escola Estadual Dom Pedro I, em Novo Acordo, localizado a 112 km de Palmas. O fogo consumiu carteiras escolares, livros, móveis e alguns equipamentos. Dois bombeiros que atuam na Defesa Civil voltavam para a capital, de uma atividade de fiscalização de brigadas em São Felix do Tocantins. Quando pararam para abastecer o veículo em Novo Acordo, foram abordados pela comunidade e informados do incêndio. Imediatamente os militares se deslocaram para a escola, de onde a comunidade já havia retirado vários objetos que poderiam ser atingidos no laboratório de informática e tentavam conter as chamas com baldes de água. Os bombeiros, que não estavam em veículo de combate a incêndio, debelaram parte das chamas com bombas costais e posteriormente com a ajuda de um caminhão pipa. “Estávamos na hora e no lugar certo, graças a Deus conseguimos conter o incêndio, ninguém ficou ferido e nem bens de maior valor da escola foram atingidos”, explicou o subtenente Pedro Alcântara Cesar. “Acreditamos que o fogo tenha vindo de uma área de vegetação que fica ao lado da escola. No local o mato estava queimado o que pode ter gerado alguma fagulha que atingiu o material de fácil combustão, como o plástico das cadeiras”, destacou o subtenente Pedro Medeiros.

Geórgia Milhomem / Governo do Tocantins

Helicóptero da Segurança Pública reforça o combate aos focos de incêndios no Estado

Com o intuito de contribuir com o trabalho da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros do Tocantins, no combate aos incêndios registrados no Estado, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), por meio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), realizou treinamento a 17 servidores, entre pilotos e operadores de equipamentos especiais. O treinamento, teórico e prático, teve a duração de dois dias e objetivou capacitar os tripulantes do helicóptero da SSP a utilizar o helibalde (equipamento tipo bolsão para captação de água) para conter os focos de calor e incêndios. O helibalde possui capacidade de captar 545 litros de água e foi adquirido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, devido ao grande número de incêndios ocorridos no Estado, todos os anos, principalmente nessa época de calor intenso. Na ultima semana, a aeronave foi solicitada pela Defesa Civil para dar suporte a uma ação emergencial de monitoramento aéreo, realizado por técnicos, para identificar as áreas de maior registro de focos de calor, bem como apontar qual a melhor rota de acesso e distribuição de efetivo para combate à esses focos visualizados. A ação possibilitou ainda à equipe do Ciopaer, mapear locais para possível uso do novo equipamento. Nesse período de freqüentes incêndios em diversas regiões do Estado, a equipe aérea da SSP está apta a contribuir com a redução dessas ocorrências, tanto com o transporte de equipes de técnicos, brigadistas, quanto no combate ao fogo com a utilização do helibalde, sem prejuízo as demais ações de apoio a operações policiais, que ocorrem de forma ininterrupta no Estado.

Juscelene Melo / Governo do Tocantins

Condições climáticas dificultam combate a incêndios em Portugal

Incêndios em diversas cidades do país, tanto no continente quanto na Ilha da Madeira, vêm deixando um rastro de destruição e fumaça em Portugal nos últimos dias. O país vive um mês de devastação fora do normal, segundo especialistas. No Funchal, a principal cidade da Ilha, mais de mil pessoas ficaram desabrigadas e dezenas de edificações foram destruídas pelo fogo. No continente, muitas cidades, principalmente no norte do país, estão sendo castigadas pelos incêndios.

As condições meteorológicas não têm colaborado com o trabalho de combate ao fogo. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), entre às 6h da manhã do dia 8 de agosto e às 6h do dia 10, Funchal foi afetada por um clima excepcionalmente quente.

“Análise preliminar dos dados registrados indica que não têm comparação com o passado, em particular no que diz respeito às temperaturas mínimas registradas, desde 1949 (data em que tiveram início as observações, no Observatório Meteorológico do Funchal). Neste período de 48 horas, a temperatura do ar foi sempre superior a 28 °C: acima de 32 °C em 92 % do tempo. A temperatura mínima, extremamente alta, registrada no dia 9 de agosto, foi 29,6 °C, ficando 3,7 °C acima do anterior máximo, 25,9 °C, registrado no dia 12 de agosto de 1976”, diz o comunicado.

De acordo com o instituto, os próximos dias serão mais amenos, com temperaturas máximas entre 27 e 32 °C e mínimas entre 21 e 23 °C. Este agravamento das condições meteorológicas nos últimos dias levou a que o governo acionasse ontem o mecanismo europeu de proteção civil. A imprensa portuguesa divulgou que 3 aeronaves Canadair foram cedidas a Portugal (duas por Marrocos e uma pela Itália) para ajudar no combate aos incêndios.

No entanto, especialistas defenderam, em meios de comunicação locais, que o uso de aeronaves no combate aos incêndios na Madeira não é eficaz e não vale o investimento. O principal argumento é o de que os ventos fortes que atingem a região impedem que consigam se aproximar o suficiente das chamas e, desta maneira, operar com eficiência. O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, anunciou ontem (10) que vai solicitar um parecer técnico sobre a viabilidade da utilização de meios aéreos no combate aos incêndios na região.

De acordo com Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, cerca de 98% dos incêndios florestais têm origem humana. Só este ano, a polícia judiciária portuguesa já prendeu 26 incendiários.

De acordo com dados divulgados pela imprensa local, apenas entre os dias 1º e 9 de agosto deste ano, quase 26 mil hectares de floresta já foram queimados. Durante o ano de 2016, aproximadamente 32 mil hectares de floresta foram destruídos pelo fogo, enquanto que em anos anteriores, como em 2008, por exemplo, o número não chegou a 15 mil hectares consumidos por incêndios.

Marieta Cazarré – Correspondente da Agência Brasil

Fernanda Lacerda sobre Mendigata: ‘As pessoas confundem, sou tímida’

Integrante do ‘Pânico’ diz que quer mudar seu perfil. ‘A sensualidade é uma coisa da personagem. Não me acho sensual, sempre fui moleca’.

Fernanda Lacerda ficou famosa como a personagem Mendigata do programa humorístico “Pânico”. Sensual no palco da atração dominical, é comum ver a loira que usa dreads e interpreta uma mendiga gata fazer caras e bocas usando looks sensuais. Mas, segundo Fernanda, a sensualidade é uma coisa só da personagem.

“Na verdade não me acho sensual… Sou toda atrapalhada (risos). Sempre fui bem moleca. Quando era crianca, jogava mais bola do que brincava de boneca”, diz ela.

Fernanda, no entanto, quer mudar um pouco seu perfil e ser ela mesma fora do palco do programa. “As pessoas confundem a personagem com a Fernanda Lacerda. A Mendigata tem o apelo sexual, a sensualidade, a provocação, isso é uma personagem”, esclarece.

“A Fernanda Lacerda não tem essa pegada, é tímida. Eu acabo incorporando a personagem fora, devido até mesmo a uma pressão que as pessoas fazem. Querem ver a Mendigata, acham que quem elas estão vendo aqui fora é a mesma da televisão. Sim, é a mesma, mas a personagem não é a mesma. Por isso quero mudar um pouco, quero ser a Fernanda Lacerda aqui fora”, diz ela.

Fernanda frisa que essa mudança tem ainda outro motivo: ela possui muita crianças como fãs. “Estou lançando uma linha de produtos com bolsas e chaveiros de pelúcia porque tenho muitos fãs nessa faixa etária. Adoro esse público, é o carinho mais puro. Estou muito feliz nessa fase”, festeja.

Fernanda Lacerda, a Mendigata (Foto: Glauber Bassi / MF Models Assessoria )Fernanda Lacerda, a Mendigata (Foto: Glauber Bassi / MF Models Assessoria )
Fernanda Lacerda, a Mendigata (Foto: Glauber Bassi / MF Models Assessoria )Fernanda Lacerda, a Mendigata (Foto: Glauber Bassi / MF Models Assessoria )
Fernanda Lacerda, a Mendigata (Foto: Glauber Bassi / MF Models Assessoria )Fernanda Lacerda, a Mendigata (Foto: Glauber Bassi / MF Models Assessoria )
Fernanda Lacerda, a Mendigata (Foto: Glauber Bassi / MF Models Assessoria )Fernanda Lacerda, a Mendigata (Foto: Glauber Bassi / MF Models Assessoria )
Fernanda Lacerda, a Mendigata (Foto: Glauber Bassi / MF Models Assessoria )Fernanda Lacerda, a Mendigata (Foto: Glauber Bassi / MF Models Assessoria )

Bárbara VieiraDo EGO, em São Paulo

A PRF realiza fiscalização de excesso de peso

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou retenção de um veículo com 18 toneladas de excesso de peso, transportada de forma inadequada em Palmeiras do Tocantins, no norte do Estado. A fiscalização foi decorrente de uma abordagem de rotina e após análise do conteúdo da carga, houve a supeição de excesso de peso, uma vez que, a carga era composta por piso (cerâmica).

O condutor foi questionado quanto ao peso da carga e o peso apresentado na nota fiscal, haja vista que aparetemente a carga pesava muito mais do que o apresentado no documento fiscal. Foi ainda alertado sobre as possíveis penalidades de omitir documentos comprobatórios da carga, e conduzir veículo com excesso de peso.

Após a comprovação da irregularidade, com a pesagem do veículo em balança aferida pelo INMETRO realizada pelos policiais; o condutor confessou a irregularidade e apresentou a nota fiscal da carga em excesso, neste contexto, foi, então, realizado o transbordo da carga, ou seja, o condutor acionou outro veículo para transportar o excesso de peso verificado.

A PRF relata ainda, que só em 2016, no estado do Tocantins, já foram feitas 375 retenções de veículo com excesso de peso, com mais três milhões de quilos em excesso. O que infelizmente é uma conduta recorrente dos motoristas transportadores de carga.

Desse modo, a PRF ressalta que transitar com veículo com excesso de peso é infração média, tendo ainda como medidas administrativas a retenção do veículo e o transbordo da carga excedente, amparado pelo Art. 231, inciso V, do código de Trânsito Brasileiro.

Mas, o que mais preocupa os policiais é a segurança dos usuários da rodovia, pois um veículo com excesso de peso além de comprometer a pavimentação asfáltica, ele reduz sua capacidade de frenagem, aumentado significativamente a probabilidade de colisões com outros veículos.

Núcleo de Comunicação Social

Servidores em greve pedem apoio de deputados

Representantes de servidores públicos estaduais em greve se reuniram na manhã desta quarta-feira, 10, na Assembleia Legislativa e pediram apoio dos parlamentares para reivindicações como o pagamento de progressões e data-base atrasados. Eles solicitaram a formação de uma comissão composta por sindicalistas e deputados para negociar com o Governo do Estado.

Desanimado com as negativas do Governo, o deputado Wanderlei Barbosa (SD) disse que o Executivo não tem dado retorno a qualquer solicitação, o que deixa o parlamentar sem possibilidade de ajudar os servidores que o procuram. “O governador fechou as portas para qualquer diálogo, mas terá que tomar alguma atitude porque se a greve continuar, ele e todo o Estado serão prejudicados”, disse Wanderlei.

Na reunião, os grevistas explicaram que não tiveram outra alternativa. “São muitos direitos acumulados ao longo dos anos e, sem a data-base, nossos salários ficaram congelados enquanto os impostos e a inflação aumentaram”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sisepe), Cleiton Pinheiro.

Ao declarar apoio aos grevistas, o deputado Eduardo Siqueira (DEM) lamentou o fato do governador não priorizar os direitos do servidores públicos. “Sabemos que a arrecadação do Tocantins aumentou e também temos consciência das dívidas e contas do Estado, mas tudo é uma questão de prioridade. Os servidores precisam continuar a luta para que essa pauta seja, pelo menos, analisada pelo governador e sua equipe”, destacou Eduardo.

A líder do Governo, deputada Valderez Castelo Branco (PP), disse que apesar da arrecadação estadual aumentar os repasses federais foram reduzidos, o que, segundo ela, impossibilita o Governo de atender prontamente as reivindicações.

Ao final da reunião, o deputado Jorge Frederico (PSC) e a líder Valderez se comprometeram a conversar com o secretário de Governo, Lívio Luciano Carneiro, para buscar uma saída. “Vamos convidar o secretário para vir ao Parlamento prestar os esclarecimentos aos grevistas”, disse Jorge Frederico. Também participaram da reunião os deputados Zé Roberto (PT), Elenil da Penha (PMDB) e Cleiton Cardoso (PSL).

Secretário recebe representantes dos sindicatos

“O Governo do Tocantins não tem outra proposta a fazer aos servidores porque o que já foi apresentado aos sindicatos é o que está dentro das condições do Estado, ou seja, o compromisso é saldar os passivos em vez de conceder novos aumentos salariais”. A afirmação é do secretário de Estado da Administração, Geferson Barros, que se reuniu com um grupo de sindicalistas na tarde desta terça-feira, 9, na sede do órgão, em Palmas.

 Na reunião com os representantes dos sindicatos também foi reforçada a disposição do governo para o diálogo com as categorias. O governo, por intermédio do grupo gestor, tem reiterado por diversas vezes que o Tocantins está enfrentando a crise nacional e já está colhendo bons resultados desse trabalho, tanto em redução de gastos como em aumento de receita, porém, os esforços realizados até agora não são suficientes para garantir o pagamento de melhorias salariais.

 O governo mostrou aos sindicalistas que a arrecadação do Estado ainda não cobre sequer a folha de pagamento dos servidores. Questionado pelos sindicalistas sobre a redução de contratos, o secretário de Administração explicou que o governo vem fazendo uma redução gradual no volume de contratos temporários e já fez cortes expressivos, tanto de contratos como de comissionados. O Estado não descarta novos cortes e demissões. “Faremos tudo que for possível para evitar que o governo deixe de pagar a folha em dia e não venha tomar medidas radicais, como escalonamento e parcelamento de salários, como vem acontecendo em vários estados brasileiros, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

 O secretário lembrou que o não pagamento da data-base foi decisão já tomada por 24 estados e destes, 18 também não pagaram o reajuste salarial em 2015. Para Geferson Barros, o cenário aponta melhorias futuras e, assim que retomar sua capacidade financeira, o governo vai honrar com os direitos dos servidores.

 Os sindicalistas também reclamaram da receptividade aos grevistas nos órgãos, mas o secretário destacou que não há qualquer decisão do estado ou do grupo gestor para restringir a ação dos grevistas. Ele manifestou apenas que é preciso preservar o acesso aos prédios públicos e garantir o direito de quem quer trabalhar. No primeiro dia do movimento, as paralisações foram pontuais, os órgãos públicos funcionaram normalmente e não houve prejuízos aos serviços públicos.

Seminário da Base Nacional Comum Curricular trará educadores de referência para a Capital

As educadoras Cleuza Repulho, de São Paulo; e Gilmara da Silva, de Santa Catarina, estarão em Palmas, nesta terça-feira, 9, para participarem do Seminário da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As duas educadoras farão parte da palestra de abertura nesta terça-feira, às 20h30. O evento será realizado na Escola Estadual Padre Josimo Tavares, na Capital. Estarão presentes cerca de 360 educadores de diferentes componentes curriculares das 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs). Cleuza Repulho é pedagoga, mestre em educação, e falará sobre o Histórico da Base e os aspectos legais; e Gilmara da Silva, que também é mestre em educação, abordará o tema O contexto técnico e pedagógico da segunda versão da Base Nacional Comum Curricular.  Cleuza tem especialização em Orientação Educacional e é mestre em Educação de Jovens e Adultos. Ela atuou como presidente da União Nacional dos Secretários Municipais de Educação (Undime), e como membro do Fórum Nacional de Educação (FNE). “O objetivo central da Base é garantir que todas as crianças e os jovens do país tenham direito a uma educação de qualidade, independente de raça, gênero, classe social, ou de onde more”, declarou Cleuza Repulho. Gilmara da Silva é especialista em Alfabetização e é autora dos fundamentos pedagógicos e legais dos livros didáticos da Educação do Campo nos anos iniciais doensino fundamental. Atualmente, Gilmara da Silva trabalha na elaboração, na implementação e no desenvolvimento de Políticas Educacionais no âmbito de secretarias de Educação e em Associações de Municípios para fortalecer as ações de cooperação intermunicipal. Trabalhou no Ministério da Educação e Cultura na Coordenação do Ensino Médio (Coem) para orientação aos sistemas estaduais de ensino na implantação do Ensino Médio Inovador. Ela integra a Comissão Estadual da BNCC de Santa Catarina para orientação das escolas de Ensino Médio. Segundo a palestrante será realizada uma apresentação do contexto pedagógico do trabalho que foi desenvolvido ao longo dos últimos três anos, que compõem o ensino médio. “A apresentação pretende destacar os principais aspectos pedagógicos da segunda versão da Base Nacional Comum Curricular para a educação infantil, ensino fundamental e médio”, disse Gilmara da Silva. Atualmente, ela desenvolve consultoria técnica especializada para estruturação da metodologia geral e para o desenvolvimento do diagnóstico para o plano de ação do Arranjo de Desenvolvimento da Educação de iniciativa do Instituto Positivo, nos 22 municípios da Grande Florianópolis, desde 2015.

Josélia de Lima / Governo do Tocantins

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