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Fernando do Osmar defende a retomada das obras paralisadas e investimento no turismo em Araguanã

O candidato a prefeito de Araguanã pelo PSD, Fernando do Osmar, fez caminhadas durante a semana passada na cidade de Araguanã e nos povoados de Jarcilândia e Araguacy. Na oportunidade, ele reforçou à população a necessidade da retomada das obras paralisadas e mais investimento no turismo. Além disso, nas áreas da saúde, educação, habitação, na geração de emprego e renda.

“Sou conhecedor dos problemas financeiros que o país atravessa neste momento. Entretanto, não podemos cruzar os braços e deixar a nossa cidade ficar pior do que está. Se eu for eleito vou concluir todas as obras paradas do município e povoados. Também, investirei nas áreas de turismo, saúde, educação, esporte e trabalho. Com isso, transformaremos Araguanã em uma cidade melhor para se morar!”, diz Fernando.

MPE requer bloqueio de verbas para garantir fornecimento de alimentação em dois hospitais de Porto Nacional

Com o objetivo de reestabelecer e manter o serviço de alimentação aos pacientes, acompanhantes e servidores do Hospital e Maternidade Tia Dedé e do Hospital de Referência de Porto Nacional, o Ministério Público Estadual (MPE) fez um novo pedido nos autos de uma Ação Civil Pública em andamento na Justiça Estadual, no qual solicitou o bloqueio de mais de R$ 430 mil das contas do Estado do Tocantins e da empresa Litucera Limpeza e Engenharia LTDA.

O valor foi estipulado para garantir o fornecimento de alimentação pelo período de um mês, podendo ser requerido novamente, caso a situação não se restabeleça neste período. A Promotora de Justiça Márcia Mirele Stefanello Valente, autora do pedido, estipula que, do montante bloqueado, sejam destinados R$ 269.912,16 ao Hospital de Referência de Porto Nacional e R$ 167.221,78 ao Hospital e Maternidade Tia Dedé. Caso não haja valor suficiente em uma fonte específica do tesouro estadual, o MPE requer que sejam bloqueadas verbas destinadas a publicidade do Governo do Estado.

“Foi constatado recentemente que as refeições vêm sendo servidas de forma incompleta desde o início do mês de agosto nos dois hospitais públicos de Porto Nacional, conforme declarado formalmente pelos fiscais de contrato, fato que configura descumprimento da decisão liminar concedida”, comentou Márcia Mirele.

Além do pedido de bloqueio, o Ministério Público Estadual requer que os valores sejam depositados em conta judicial específica para cada um dos Hospitais, a ser movimentada pelo Diretor-Geral e pelo Fiscal de Contrato de cada unidade.

“Queremos que os responsáveis pelo levantamento dos valores sejam obrigados a realizar a prestação de contas sobre os gastos, apresentando nota fiscal, atestado de recebimento, planilha com o número de refeições fornecidas, mapa de controle nutricional diário feito pela profissional nutricionista, número de Autorizações de Internação Hospitalar, planilha e livro de registro de procedimentos cirúrgicos no período, bem como comprovante de registro de refeições solicitadas pelo serviço de assistência social de cada unidade a hipossuficientes. O objetivo é comprovar o uso correto dos recursos, que será fiscalizado pelo MPE”, finalizou a Promotora de Justiça.

João Lino Cavalcante

FDC REÚNE PRESIDENTES DE EMPRESAS TOCANTINENSES PARA DISCUTIR PROATIVIDADE DE MERCADO

Melhor escola de negócios da América Latina traz para seu 1º Comitê de Presidente e Dirigentes da Rede Paex Tocantins o professor Leonardo Araújo

A Fundação Dom Cabral realiza em Palmas o 1º Comitê de Presidente e Dirigentes da Rede Paex TO 2016, que vai discutir como as empresas se comportam em relação às mudanças e a importância da proatividade no mercado com o professor Leonardo Araújo em evento no Céu Palace Hotel, em Palmas, na próxima segunda-feira (5), a partir das 8h30.

Leonardo Araújo é mestre em administração, bacharel em economia, coautor do livro Empresas Proativas: Como Antecipar Mudanças no Mercado, um dos vencedores do prêmio Jabuti em 2012, também editado em inglês e indicado ao prêmio internacional Marketing Book of The Year 2012, e também coautor do livro Estratégias Proativas de Negócio: As Quatro Chaves da Proatividade.

O professor associado da FDC em Goiás e Tocantins, Luis Carlos da Fonseca Rosas, explica que o objetivo do Comitê de Presidente e Dirigentes é proporcionar troca de experiências entre as empresas participantes do Parceiros para a Excelência (Paex), programa da Fundação Dom Cabral destinado a empresas que desejam melhorar seus resultados e aumentar sua competitividade por meio da implementação de um modelo de gestão integrada, da capacitação dos gestores, do intercâmbio de experiências e aprendizados e da construção conjunta do conhecimento. “O Paex integra aproximadamente 600 empresas do Brasil, Paraguai e Portugal, garantindo uma riquíssima troca de experiências e aprendizados”, explica.

Sobre a Fundação Dom Cabral

A Fundação Dom Cabral é uma escola de negócios brasileira que há 40 anos tem a missão de contribuir para o desenvolvimento sustentável da sociedade, por meio da educação, capacitação e desenvolvimento de executivos, empresários e gestores públicos. Circulam anualmente pelos seus programas abertos, fechados, de parcerias e de pós-graduação (especialização, MBA e mestrado) cerca de 40 mil executivos de empresas e organizações de pequeno, médio e grande porte do Brasil e de vários países. No campo social, a FDC desenvolve iniciativas de desenvolvimento, capacitação e consolidação de projetos, líderes e organizações sociais, contribuindo para o fortalecimento e o alcance dos resultados pretendidos por essas entidades. A Fundação Dom Cabral é a melhor escola de negócios da América Latina segundo o Ranking da Educação Executiva 2016 do jornal inglês Financial Times.

 Atenciosamente,

Dilma: impeachment resultará na eleição indireta de um governo usurpador

Ao apresentar pessoalmente nesta segunda (29), por cerca de 45 minutos, sua defesa aos senadores, a presidenta afastada Dilma Rousseff , ressaltou que foi ao Senado “olhar diretamente nos olhos” dos que a julgarão. Em seu discurso, Dilma não poupou críticas ao governo interino de Michel Temer.

“Um golpe que, se consumado, resultará na eleição indireta de um governo usurpador. A eleição indireta de um governo, que, já na sua interinidade, não tem mulheres comandando seus ministérios, quando um povo nas urnas escolheu uma mulher para comandar o país”, afirmou.

“Sei que, em breve, e mais uma vez na vida, serei julgada. E por ter minha consciência absolutamente tranquila em relação ao que eu fiz, venho pessoalmente à presença dos que me julgarão”, afirmou.

A petista negou ter cometido crimes dos quais é acusada, segundo ela, “injusta e arbitrariamente”. Hoje, o Brasil, o mundo e a história nos observam. E aguardam o desfecho desse processo de impeachment“, disse.

“Jamais atentaria contra o que acredito, ou praticaria atos contrários aos interesses daqueles que me elegeram”, disse a petista, visivelmente emocionada, com a voz embargada por várias vezes. Dilma disse que se aproximou do povo e, também, ouviu críticas duras a seu governo.

Composição ministerial

Dilma também disparou críticas à composição ministerial montada por Temer desde o afastamento dela, em 12 de maio deste ano. “Um governo que dispensa os negros na sua composição ministerial. E já revelou um profundo desprezo pelo programa escolhido e aprovado pelo povo.”

A presidenta afastada afirmou que durante seu governo e do presidente Lula, “foram dadas todas as condições para que as investigações fossem realizadas”.

“Assegurei a autonomia do Ministério Público, não permiti qualquer interferência política na atuação da Polícia Federal. Contrariei interesses, por isso paguei e pago um elevado preço pessoal pela postura que tive”, afirmou.

Cunha

Dilma lembrou a atuação do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi o responsável por dar o sinal verde ao processo contra ela na Casa.

Sobre os políticos que se aliaram ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ela disse eles encontraram “o vértice da sua aliança golpista”. “Articularam e viabilizaram a perda da maioria parlamentar do governo. Situações foram criadas com apoio escancarado de setores da mídia”, disse. “Todos sabem que esse processo de impeachment foi aberto por uma chantagem explícita do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.”

Segundo Dilma, se ela tivesse se “acumpliciado” com a improbidade e com o que, classficou, que “há de pior na política brasileira, como muitos até hoje parecem não ter o menor puder em fazê-lo, eu não correria o risco de ser condenada injustamente”, afirmou.

Acompanhe, ao vivo, a sessão do Senado

Edição: Maria Claudia
Karine Melo e Carolina Gonçalves – Repórteres da Agência Brasil

Dilma faz hoje sua defesa no plenário do Senado

A presidenta afastada Dilma Rousseff vai hoje (29) ao Senado se defender das acusações de ter cometido crime de responsabilidade em 2015. Ela responde ao processo de impeachment, sob a alegação de ter editado em 2015 decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso e também de usar dinheiro de bancos federais em programas do Tesouro [as chamadas pedaladas fiscais]. A petista foi afastada da presidência da República pelo Senado há mais de 100 dias.

Na última semana, o Senado ouviu os depoimentos das testemunhas de defesa e de acusação na quinta (25), sexta (26) e sábado (27). Dilma começa a falar às 9h. Inicialmente, terá 30 minutos para a apresentação, mas esse tempo poderá ser prorrogado por mais 30 minutos. A critério do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que comanda o julgamento do impeachment, a presidenta afastada poderá ter mais tempo na fase inicial.

Depois da fala de Dilma, terão início os questionamentos dos senadores. Cada parlamentar terá até cinco minutos para fazer perguntas. O tempo de resposta de Dilma é livre e não será permitida réplica e tréplica. Dilma também poderá deixar de responder às indagações dos parlamentares.  Mais da metade dos 81 senadores já se inscreveram para questionar Dilma Rousseff.

O depoimento de Dilma será acompanhado no plenário por cerca de 30 convidados dela. Entre eles estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do PT, Rui Falcão, do PDT, Carlos Lupi, vários ex-ministros do governo, além de assessores e outras pessoas próximas. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), colocou à disposição da acusação de Dilma o mesmo número de cadeiras que disponibilizou para a petista.

A expectativa é de que a o depoimento dure todo o dia e se estenda até parte da noite. Os senadores que apoiam o impeachment garantem que não haverá enfrentamentos, mas que irão fazer todos os questionamentos. Eles entendem que o comparecimento da presidenta afastada ao plenário não mudará os votos dos senadores.

Os parlamentares contrários ao impeachment, no entanto, acreditam que a fala dela vai mudar votos. O senador Lindberg Farias (PT-RJ) disse que os aliados de Dilma estão depositando todas as esperanças no depoimento. “Acho que vai ser um dia em que o Brasil vai parar. Acho que a presidenta pode mostrar ao país que está sendo vítima de uma injustiça e que não há crime de responsabilidade. Acho que é um dia que pode virar o jogo”, afirmou.

Edição: Graça Adjuto
Iolando lourenço e Luciano Nascimento – Repórteres da Agência Brasil

Redes sociais são alvo principal de ações na Justiça Eleitoral

As redes sociais são o maior alvo das ações na Justiça Eleitoral para remoção de conteúdo, segundo levantamento feito pela Fundação Getulio Vargas. O estudo, que considerou 484 processos abertos nas eleições de 2014, em todo o país, indicou que 56,9% das demandas visavam postagens em espaços como Facebook, Twitter e Youtube. Segundo os dados preliminares divulgados hoje (26), os blogs vêm em seguida como alvo preferencial das ações (12%), depois as páginas da administração pública direta (11,4%) e os portais de notícias (9,7%).

Em caráter liminar, 66% das ações propostas foram deferidas, pelo menos parcialmente. Nas sentenças, o índice de deferimento se reduz ligeiramente e fica em 62%. Enquanto nos acórdãos, quando o caso é apreciado por um grupo de magistrados, o índice de aceitação dos pedidos de remoção de conteúdo é de 58%.

A maior parte das ações foi iniciada por partidos ou coligações (46,7%) e, em seguida, estão as demandas feitas diretamente por candidatos (30,3%) e pela imprensa (22,8%). A maior parte dos réus nos processos eram os próprios candidatos (43,6%), depois as pessoas físicas, com 17,7% e os provedores que oferecem plataforma ao conteúdo (14,6%).

Os dados que compõem a pesquisa foram coletados a partir de todos os processos disponibilizados online pelos tribunais regionais eleitorais das 27 unidades da federação e pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Cerceamento

Segundo a coordenadora do estudo, a professora Mônica Guise, alguns reclamantes vão além do simples acionamento da Justiça e tentam complicar a vida dos autores do conteúdo indesejado. “Verificamos que, em alguns estados, existe uma estratégia processual de, ao invés de pedir tudo em uma única ação, o que seria perfeitamente possível, o autor bombardeia o réu com 20, 30 ou 40 ações e cada ação pedindo uma questão específica, em que pese o conflito ser o mesmo. A gente entende que essa é uma estratégia processual, porque de fato é um grande pepino para quem está na outra ponta”, destacou.

Esse tipo de procedimento é, na opinião da especialista, uma forma de impedir a publicação de opiniões contrárias ao autor das ações. “Me preocupam cada vez mais as estratégias e ferramentas que têm sido usadas de forma cada vez maior para de fato censurar e não deixar publicar”, acrescentou.

Um dos autores da página humorística Sensacionalista, Nelito Fernandes, contou já ter sofrido esse tipo de ataque judicial, quando mantinha uma coluna no jornal Extra, do Rio de Janeiro. Na ocasião, Fernandes disse ter publicado uma charge em que sugeria a criação de um cartão especial para pagar propina a policiais, satirizando fatos noticiados à época.

Como reação, foi alvo de uma enxurrada de processos. “Dois mil e trezentos policiais militares entraram com ações individuais. O jornal não perdeu nenhuma, mas a defesa custou R$ 1 milhão. E eu tive de ir mais de 300 vezes a audiências. Então, isso já é um cerceamento. Eu nem preciso dizer que, ao final disso, apesar da gente não ter perdido nenhuma ação, eu perdi a coluna”, contou.

Atualmente, no Sensacionalista, Fernandes disse não se furtar a fazer críticas a nenhum grupo ou pessoa, mas manter a atenção voltada à repercussão nas redes. De acordo com Martha Mendonça, outra autora da página, críticas de internautas podem fazer com que o conteúdo seja repensado. “Uma coisa é fazer humor, outra coisa é fazer humor nas redes sociais. É uma situação em que você tem retorno absolutamente imediato. E a gente, às vezes percebe, pelo retorno, que a gente mandou mal”, acrescentou.

A equipe, no entanto, mantém uma linha editoral em que evita fazer piadas que possam agredir grupos historicamente desprivilegiados ou com conteúdo ofensivo, de racismo, machismo ou homofobia. “A gente gosta de falar mal do opressor, não do oprimido”, disse Martha.

Edição: Maria Claudia

Giselle Prattes dá show de boa forma em fotos de biquíni em Miami

Giselle Prattes (Foto: Reprodução/Instagram)
Atriz e mãe de Nicolas Prattes usou um biquíni estiloso e tirou onda ao exibir o barriga definida em fotos publicadas em rede social neste sábado, 27.

Giselle Prattes, de 35 anos, bateu um bolão ao mostrar a boa forma neste sábado, 27. A atriz, e mãe de Nicolas Prattes, está curtindo a viagem para Miami e usou um biquíni bastante estiloso. A barriga sarada da loira foi um show a parte na foto publicada em sua rede social. Em outra imagem ela deixa o bumbum em evidência ao dar um mergulho no mar. Arrasou!

A mãe de Nicolas abriu o closet ao EGO e falou sobre suas peças que garimpou pelos brechós pelo mundo em suas viagens. “Na Europa e em Nova York você encontra brechós incríveis, já achei muita coisa bacana nesses lugares. Aqui no Brasil é que não temos essa cultura. Em São Paulo você ainda encontra alguns (brechós) legais, mas no Rio, não”, conta ela.

 Lucas PasinDo EGO, no Rio

Revitalização do São Francisco pode custar R$ 30 bilhões

Todas as ações necessárias para a revitalização da Bacia do Rio São Francisco devem demandar um investimento de cerca de R$ 30 bilhões. A estimativa consta do caderno de investimentos do novo plano gestor de recursos hídricos da bacia do rio, que está sendo finalizado este mês pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF).

A discussão em torno da revitalização do Velho Chico tomou impulso na última semana a partir do lançamento do plano Novo Chico. O presidente em exercício Michel Temer assinou decreto que remodela o Programa de Revitalização da Bacia do Rio São Francisco, instituído em 2001 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Na último dia 15, a Câmara Técnica do programa fez a primeira reunião e criou grupos de trabalho para detalhar as ações e os custos. Durante o encontro, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, disse que as intervenções devem custar cerca de R$ 7 bilhões em um período de 10 anos.

A apresentação do plano de ação decenal está previsto para daqui a 90 dias, mas antes desse prazo, já em setembro, o comitê deverá lançar o plano gestor da bacia, que também tem um horizonte de 10 anos. O presidente do comitê, Anivaldo Miranda, acredita que o documento vai antecipar a definição das primeiras decisões do comitê gestor e da câmara técnica.

“Nesse plano, fizemos um diagnóstico e identificamos cenários atuais e futuros para a demanda hídrica até 2035 e definimos também eixos de atuação, metas e prioridades. Vamos oferecer o plano como contribuição. A partir daí, o programa da revitalização poderá economizar tempo e dinheiro e partir para estabelecer quanto será gasto a cada ano.”

Segundo o vice-presidente da CBHSF, Wagner Soares Costa, o novo programa de revitalização cria mecanismos que permitem ter maior controle das ações. “A grande novidade foi a criação do comitê gestor, que vai estabelecer o monitoramento das ações em implantação. Hoje, o que se sabe é que há muitas ações inacabadas e não iniciadas. O que se quer daqui para frente é que a ação comece, se desenvolva e tenha um término com data definida. Com isso, se materializa o resultado esperado da ação.”

Na lista dessas ações anteriores, estão obras de esgotamento sanitário e de abastecimento de água, que somam investimentos de R$ 1,1 bilhão. O plano Novo Chico absorveu essas obras e colocou a estimativa de término delas para 2019.

Segundo o presidente do comitê, os R$ 30 bilhões em investimentos para a recuperação da bacia do São Francisco deverão ser a soma de todos os recursos destinados pelos governos federal, estaduais e municipais e também pela iniciativa privada.

“O programa da revitalização não pode ser entendido como programa do governo federal, mas como programa da União, dos estados da bacia, das prefeituras e inclusive da iniciativa privada. É um novo programa que tem que envolver toda a sociedade, todos os usuários da água e todo o Poder Público num esforço conjunto para vencer esse desafio.”

De acordo com Costa, o levantamento das ações necessárias para a revitalização do Rio São Francisco envolvem, entre outros, a recuperação de áreas degradadas, a recomposição de matas ciliares e a implantação de saneamento básico em todos as cidades que compõem a bacia do rio (são 507, no total).

Além do saneamento, ele aponta que é prioritário recuperar áreas degradadas para que voltem a absorver águas pluviais. Com isso, haveria uma recarga dos lençóis freáticos e a melhora das nascentes. A Bacia do Rio São Francisco envolve os biomas da Caatinga, da Mata Atlântica e do Cerrado. Para o vice-presidente da CBHSF, essa questão faz parte de uma nova visão sobre os recursos naturais.

“Um dos motivos da degradação sempre é a antropização, com a ocupação do solo de maneira desordenada. Para degradar, nós gastamos muito dinheiro. Para recuperar, teremos também que gastar muito dinheiro, pois tivemos uma mudança no sentido econômico do uso dos bens naturais. De 20 anos para cá, essa conscientização veio mais forte e está sendo transformada em ações para que tenhamos os resultados de recuperação.”

Nesse sentido, ele indica que a iniciativa privada, onde estão alguns dos grandes usuários das águas do São Francisco, participem de perto do plano de revitalização do rio.

Conceito

Neste primeiro momento de funcionamento do programa, Anivaldo Miranda alerta para a necessidade de se firmar um conceito de revitalização. Para ele, é preciso tomar cuidado para não confundir oferta com demanda de água.

“Revitalização tem que ser entendida nesse momento como um conjunto de investimentos cujo foco é oferta de água, de melhorar a quantidade e a qualidade da água. É claro que, ao fazer o programa de revitalização, é preciso compatibilizá-lo com outras agendas, como saúde, indústria e economia em geral. São agendas que avançam paralelamente, mas as agendas da revitalização precisam ser conceituadas de forma precisa.”

Dentre as atividades que demandam mais água do rio São Francisco, está a transposição, que vai levar água do Velho Chico para Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e uma parte de Pernambuco. Para Miranda, a obra é um motivo a mais para acelerar a revitalização, somado a expansão de outros projetos econômicos que vão exigir mais água do rio.

“Os estados que vão se beneficiar com os canais da transposição agora começam a fazer parte da grande família do São Francisco – para o bônus e para o ônus. Isso significa que o programa de revitalização passa a ser de interesse direto desses estados. É um grande motivo para unir todas essas forças para tornar esse programa de fato realidade.”

* Colaborou Sumaia Villela, do Recife

Edição: Carolina Pimentel
Edwirges Nogueira – Correspondente da Agência Brasil

Indiciamento de Lula é “peça de ficção” e tem viés político, diz defesa

O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Marisa Letícia disse hoje (26), em entrevista coletiva, estranhar que as ações da Operação Lava Jato que visem seu cliente sempre ocorram em algum momento importante da política nacional, em referência ao julgamento final do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff no Senado. Hoje (26), o ex-presidente Lula e sua esposa foram indiciados pela Polícia Federal em inquérito que investiga a propriedade e as reformas feitas em um triplex no Guarujá, litoral paulista.

“Mais uma vez, os atos da Lava Jato tem uma coincidência com o calendário político do país. Mais uma vez, é um ato em que, numa estranha coincidência, ocorre em um momento importante político do país. Isso me leva a crer que essa peça [o relatório da Polícia Federal], além de ficção, tem viés político”, disse Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente.

Componente político

Em março, Lula foi levado pela Polícia Federal ao Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, para depor coercitivamente na Lava Jato. A ação ocorreu pouco antes do processo doimpeachment da presidenta Dilma Rousseff ter sido discutido e aprovado pela Câmara dos Deputados.

“Acho que, em relação ao meu cliente, existe um componente político muito forte, na medida em que ele [Lula] já foi vítima de atos arbitrários, atos praticados com fins estranhos ao processo, como foi a divulgação das conversas interceptadas – conduta essa que a lei define como criminosa – e as estranhas coincidências entre a antecipação de juízo de valor, vazamentos e outros atos [que coincidem] com os momentos políticos do país”, disse o advogado.

Para Martins, o delegado da Polícia Federal, Marcio Adriano Anselmo, autor do inquérito policial que indiciou Lula, também não é isento para investigar seu cliente por já ter manifestado oposição a Lula nas redes sociais. “A pessoa que vai a uma rede social e chama a pessoa que ele está investigando de ‘anta’ e, outras coisas mais, e que se posiciona politicamente em relação a pessoas políticas que estão em campo antagônico a daquela que ele investiga: para mim é muito claro que essa pessoa não tem isenção e seria obrigação por lei, dessa autoridade, ter-se declarado suspeita”, disse Martins.

Relatório oculto

Juca Varella/Agência Brasil

Em março, Lula foi levado pela Polícia Federal para depor coercitivamente pouco antes do processo do impeachment de Dilma  ter sido discutido e aprovado pela Câmara Juca Varella/Agência Brasil

Martins reclamou que o relatório apresentado hoje pela Polícia Federal tramitou de forma oculta. Segundo ele, o relatório existe desde o dia 22 de julho, mas os advogados de defesa só o descobriram, por um erro do Ministério Público Federal, no dia 19 de julho, após o órgão ter mencionado o novo inquérito em um anterior que tramitava de forma pública.

Quando souberam desse inquérito “oculto”, os advogados entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo acesso a ele, o que só ocorreu no dia 24. “Não tivemos oportunidade de apresentar qualquer manifestação e, no dia seguinte, ocorre esse indiciamento sem que tenhamos possibilidade de apresentar esclarecimentos”, disse o advogado de Lula. Segundo Martins, a Súmula Vinculante 14, do Supremo Tribunal Federal, garante a obrigatoriedade da defesa ter acesso a qualquer ato investigatório.

Imóvel da OAS

Para o advogado, o relatório da polícia é “uma peça de ficção”, pois parte “de falsas premissas e de graves erros jurídicos”. Segundo Martins, Lula e Marisa Letícia não são proprietários do imóvel e, portanto, não poderiam responder pelas melhorias que foram feitas no triplex. De acordo com o advogado, o imóvel pertence à OAS que, procurada hoje pela reportagem daAgência Brasil, disse que não iria se manifestar sobre o indiciamento.

Martins disse que a certidão de propriedade do triplex está registrada no Cartório de Registro de Imóveis do Guarujá em nome da OAS. “Não há uma única linha nesse relatório do delegado que enfrente a premissa da propriedade. Desafio os senhores [jornalistas] e o delegado a mostrarem uma linha no relatório que mostre situação diversa da que está registrada no cartório de imóveis”, disse.

O advogado também criticou o indiciamento de seus clientes por corrupção passiva, alegando que, para imputar esse crime, segundo a legislação, eles teriam que ser funcionários públicos. Como a denúncia é de 2014, Lula já não era presidente da República nesse período e Marisa Letícia jamais trabalhou como funcionária pública, conforme o advogado. Para ele, essa imputação de crime é “um grave erro jurídico”.

Lavagem de dinheiro

Quanto ao crime de lavagem de dinheiro, o advogado disse que pressupõe que o dinheiro seja obtido de forma ilícita mas que, no inquérito, não há qualquer documento ou depoimento que tragam evidências sobre isso.

O advogado descarta uma prisão do ex-presidente, porque “Lula não cometeu qualquer crime e porque não há requisito legal” para que isso ocorra. Segundo ele, seus clientes ficaram “indignados” quando souberam do indiciamento.

O relatório final produzido pela Polícia Federal foi enviado ao Ministério Público Federal que pode denunciar Lula e Marisa Letícia pelos crimes, arquivar o processo ou solicitar novas diligências.

Edição: Fábio Massalli
Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Assaltantes invadem Casas Bahia de Araguaína e fazem 13 pessoas reféns

Homens armados invadiram a loja das Casas Bahia em Araguaína e fizeram 13 pessoas reféns no início da noite desta sexta-feira (26).

A Polícia Militar foi informada que uma loja no centro da cidade estava sendo assaltada. Durante patrulhamento na Av. Cônego Joõa  Lima, os militares perceberam a ação e montaram um cerco na região.

Enquanto a PM estava no lado externo, os bandidos fizeram 13 pessoas reféns, trancadas numa sala. Os bandidos tentaram fugir, mas dois deles foram capturados. A PM recuperou dinheiro (quantia não revelada) produtos roubados e apreendeu as  armas.

http://araguainanoticias.com.br/

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