Sexta-feira, 23 de outubro de 2026 23/10 Araguaína · TO 29°34° / 24°
Últimas notícias

Governadores vão ao Congresso Nacional pedir agilidade em aprovação medida provisória para renegociação de dívidas

Governadores vão ao Congresso Nacional pedir agilidade em aprovação medida provisória para renegociação de dívidas

Governadores, vice-governadores e representantes de 22 Estados se encontraram em Brasília nesta terça-feira, 22, para reuniões com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) e com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Os gestores pediram agilidade na aprovação da Medida Provisória (MP) que alonga a dívida dos Estados com a União, inclusive as que foram contraídas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). “Nós chegamos a um denominador comum importante com apoio tanto da Câmara quanto do Senado. Acredito que no mais tardar até a próxima semana, após a Semana Santa, conseguiremos a aprovação das medidas necessárias para que os Estados possam voltar a aquecer a economia”, destacou o governador Marcelo Miranda. “Também não poderia deixar de ressaltar a abertura do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, com quem trabalhamos para que pudéssemos chegar a esse desfecho”, finalizou. Na tarde de segunda-feira, 21, o ministro informou que o Governo Federal enviaria ao Congresso, até esta terça, 22, a proposta da MP. Os governadores se mobilizaram para os encontros de hoje devido à necessidade de urgência na aprovação, visto que a proposta proporcionará uma folga nos caixas dos Estados em um momento que todas as Unidades da Federação lutam para melhorar a capacidade de investimentos. Contrapartida dos Estados Para aderir à renegociação de dívidas, os Estados terão que oferecer uma contrapartida em ações fiscais. As principais são: a suspensão concessão de novos aumentos salariais para os servidores estaduais, com exceção do que já estiver aprovado por lei; suspensão da nomeação de novos servidores, exceto para reposição de aposentados e falecidos; redução em 10% das despesas mensais com cargos de confiança em relação a junho de 2014; limitar o crescimento de despesas à variação da inflação. Os Estados também devem vedar à concessão de novos benefícios fiscais para empresas, mantendo apenas os já concedidos; aprovar uma Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual; instituir um regime de previdência complementar para os servidores estaduais; aumentar gradualmente de 11% para 14% a contribuição previdenciária paga por esses servidores.  O secretário da Fazenda do Tocantins, Edson Nascimento, informou que com as últimas medidas de gestão tomadas pelo governador, Marcelo Miranda, o Estado já está preparado para cumprir com as exigências da renegociação.  Dívidas do Tocantins  O Tocantins se beneficiará da proposta renegociando os contratos de empréstimo com o BNDES, que somados chegam a cerca de R$ 1 bilhão. O alongamento da dívida concederá ao Estado uma folga anual de R$ 70 a R$ 90 milhões no caixa, nos próximos quatro anos. No total, o Estado terá um valor de aproximadamente R$ 300 milhões que serão direcionados para investimentos nas áreas prioritárias como saúde, educação e infraestrutura.

Jaciara França / Governo do Tocantins

Publicidade

Notícias relacionadas