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Consórcio de prefeitos se mobiliza para comprar vacinas, mas negociações são lentas

Consórcio de prefeitos se mobiliza para comprar vacinas, mas negociações são lentas

Gean Loureiro (DEM), prefeito de Florianópolis e presidente do Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar), organizado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), afirmou que não há um prazo para a compra de vacinas pelo grupo, mas espera que o mercado tenha mais doses disponíveis em cerca de três meses.

O consórcio, que conta com a participação de cerca de 2.6 mil nomes, ou seja, representantes de metade dos municípios brasileiros, atua nas negociações internacionais pela compra de vacinas contra a Covid-19. A mobilização atraiu apoio da iniciativa privada. 

Nesta semana, o grupo participou de reuniões com a Embaixada dos Estados Unidos para organizar a compra de doses excedentes e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) para ampliar o mecanismo Covax Facility. Também formalizou um pedido de compra de 15 milhões de doses da vacina da farmacêutica chinesa da Sinopharm.

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No entanto, com travas nas negociações e as barreiras de aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o processo vem se mostrando mais lento que o desejado.

Por isso, aponta Loureiro, seria “irresponsável” dar um prazo concreto. No curto prazo, diz, a ideia principal é lançar editais para agilizar a compra de medicamentos e insumos para o combate à pandemia.

Também integram o concórcio outros 16 prefeitos, entre eles Bruno Covas (PSDB), Edmilson Rodrigues (PSOL) e Eduardo Paes (DEM).

Questionado se a intenção da mobilização é ocupar o vácuo deixado pelo governo federal, Loureiro respondeu: “A dificuldade gerou a oportunidade”.

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As informações foram reportadas no Estadão.

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