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Valdemar Costa Neto diz que Bolsonaro decidirá nomes da chapa da direita para 2026

Valdemar Costa Neto diz que Bolsonaro decidirá nomes da chapa da direita para 2026
Valdemar Costa Neto (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que caberá a Jair Bolsonaro definir os nomes que integrarão a chapa presidencial da direita na eleição de 2026. A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil, em meio às articulações da oposição para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima disputa pelo Palácio do Planalto.

Partidos de centro e de direita têm divergido sobre a presença da família Bolsonaro na composição da chapa. Enquanto o PL defende que um membro da família ocupe posição de destaque, lideranças do PP e do PSD preferem apostar em nomes que não carreguem o sobrenome do ex-presidente.

Pressão sobre nomes da oposição

Atualmente, o principal nome cogitado para a candidatura é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Apesar de ser considerado favorito por setores da direita, ele nega qualquer intenção de disputar a Presidência. Caso mantenha essa posição, o PL aposta em Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, ou no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como alternativas para compor a chapa.

Do outro lado, líderes do centro avaliam nomes como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), a deputada Tereza Cristina (PP-MS) e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). A disputa interna gira em torno da estratégia eleitoral que possa garantir mais competitividade frente à popularidade de Lula.

Estratégia e calendário político

Valdemar reforçou que o peso da decisão caberá unicamente a Bolsonaro. “Bolsonaro é quem decidirá o formato”, declarou. A expectativa, segundo interlocutores, é de que o ex-presidente só anuncie sua posição em meados de 2026, possivelmente em junho, próximo ao início oficial da corrida eleitoral.

Aliados acreditam que a demora tem relação com dois fatores: evitar o enfraquecimento da mobilização em torno da anistia a Bolsonaro e manter o capital político acumulado para uma eventual transferência de votos. Até lá, a direita deve continuar em negociações para alinhar estratégias com partidos do centro.

Fonte: 247

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