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Imóveis do Minha Casa, Minha Vida respondem por mais da metade dos lançamentos imobiliários do Brasil

Imóveis do Minha Casa, Minha Vida respondem por mais da metade dos lançamentos imobiliários do Brasil

Em Araguaína, dos dois empreendimentos da Faixa 3 do programa, um já está com demanda reprimida e outro já alcançou 90% de comercialização. Diante alta procura, a cidade já se prepara para ganhar um novo prédio com 80 apartamentos

Nos últimos dois anos, o setor da construção civil direcionado ao mercado imobiliário figurou como uma verdadeira locomotiva da economia brasileira. Em 2024, enquanto o PIB nacional cresceu 3,2%, o da construção civil registrou 4,3% de aumento. No primeiro trimestre de 2025, a tendência se manteve: 4,6% de crescimento do segmento, puxando o PIB brasileiro para 3,5%.

Os dados levantados pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) também mostram o crescimento, na prática, do mercado imobiliário residencial:

2024

Lançamento de 383.483 unidades, um aumento de 18,6% em relação a 2023

Comercialização de 400.547 unidades, aumento de 20,9% em relação a 2023

2025

Lançamento de 453.005 unidades, um avanço de 10,6% frente a 2024

Comercialização de 426.260 unidades, alta de 5,4% em relação a 2024

É aí que entra o MCMV

 O programa habitacional federal Minha Casa, Minha Vida tem um peso mais que considerável nos dados apresentados. Ainda de acordo com a CBIC, nos últimos três meses de 2025, o MCMV foi responsável por 52% de todos os lançamentos imobiliários e por 49% das vendas no país. O programa atingiu marcas recordes no período, com 69.188 unidades lançadas e 53.145 unidades vendidas apenas entre outubro e dezembro do ano passado.

E Araguaína está no circuito

 De acordo com Rafael Faria, sócio fundador da Linha UP, frente de negócios do Grupo M21 especializada em imóveis do MCMV, a demanda por casas e apartamentos com financiamento federal é crescente em Araguaína, tanto que um dos residenciais do programa está em fase de expansão por causa da procura.

“Desde que criamos o Parque do Lago, o primeiro bairro de Araguaína somente com casas já entregues da Faixa 2 do Minha Casa, Minha Vida, percebemos o potencial do mercado. Isso nos motivou a projetar o residencial Flor de Lins, o primeiro na cidade com apartamentos da Faixa 3 do programa, e o Buritis, que mal saiu do papel e já está com uma demanda reprimida, a procura é grande”, pontua Rafael.

Somando as unidades das faixas 2 e 3, Araguaína caminha para quase 1.170 imóveis, sendo 881 do Parque do Lago, 128 do Flor de Lins, e 160 do Buritis.

A procura é grande

A primeira torre do Residencial Buritis, da Faixa 3 do MCMV em Araguaína e direcionado para famílias com renda mensal a partir de R$ 7 mil, está na fase de lançamento comercial para atuação exclusiva de corretores de imóveis. São 80 apartamentos distribuídos em 10 andares e um condomínio que inclui espaço de lazer com piscina e área gourmet, academia, salão de festas, playground, lavanderia e minimercado. A procura pelos apartamentos já superam a oferta.

“Araguaína ainda não tinha imóveis nesse modelo, de dois quartos, com linha de crédito disponível pela Caixa Econômica e com ampla gama de serviços embutidos. Diante da grande procura, estamos preparando o lançamento da segunda torre, com mais 80 apartamentos”, informa Rafael Faria.

O Residencial Flor de Lins, também da Faixa 3, está 90% vendido.

Obras em andamento, empregos disponíveis

 A construção civil é uma das maiores geradoras de emprego no Brasil. De acordo com o Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), historicamente o setor responde de 15% a 27% de todas as vagas formais criadas mensalmente no país.

O segmento encerrou 2024 com a criação de 110.133 novos postos de trabalho formais, elevando o contingente de trabalhadores para 2,85 milhões. A tendência de contratação manteve-se forte no ano seguinte: até novembro de 2025, o setor gerou 192.176 novos empregos com carteira assinada, um aumento de 6,73% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando mais de 3,04 milhões de trabalhadores formais. Apenas no mês de abril de 2025, o MCMV foi o principal responsável pela geração de 34.295 novos postos de trabalho.

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Fotos: UP – M21

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