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Ex-prefeito de Araguaína e dois empresários são condenados criminalmente pela contratação de shows sem licitação

O Tribunal de Justiça (TJ) acatou recurso do Ministério Público Estadual (MPE) em ação penal e condenou o ex-prefeito de Araguaína Félix Valuar de Sousa Barros e outras duas pessoas pela prática de crime contra a Lei de Licitações. Os atos ilegais foram praticados nos anos de 2009 e 2012, consistindo na contratação de shows musicais para o carnaval de Araguaína com dispensa de licitação fora das hipóteses previstas em lei.

Pelo crime, o ex-prefeito foi condenado a seis anos de detenção em regime inicialmente semiaberto e ao pagamento de multa.

Os dois outros condenados são os empresários beneficiados com os contratos irregulares, sendo eles Iti Ro de Aquino e Joel Lima Mota, proprietários da Aquino e Carvalho Ltda. e Arte Produção de Shows Artísticos Ltda.

Iti Ro de Aquino e Joel Lima Mota foram condenados a pena de três anos de detenção em regime inicialmente aberto, que foi substituída por penas restritivas de direito relativas à proibição do exercício de cargo, função, atividade pública e mandato eletivo e à proibição do exercício de profissão ou atividade que dependam de habilitação especial, de licença ou de autorização do poder público, ambas pelo período de três anos. Os empresários foram condenados também ao pagamento de multa.

Movimentação processual

Os shows carnavalescos foram contratados pela Prefeitura de Araguaína pelo valor total de R$ 347 mil. No recurso proposto pelo MPE ao TJ em outubro de 2017, o Promotor de Justiça Leonardo Olhe Blank pediu a revisão de uma sentença, proferida pela 1ª Vara Criminal de Araguaína, que havia absolvido o ex-prefeito e os empresários, justificando faltarem indícios sobre a materialidade e a autoria do delito.

O recurso do MPE alegava que os delitos encontram-se devidamente comprovados, tanto por provas documentais quanto pelo depoimento de testemunhas, inclusive no que se refere à autoria.

O Promotor de Justiça sustentava, entre outros pontos, que a inexigibilidade de licitação para contratos de natureza artística não se aplicava ao caso de Araguaína e que o critério de urgência não poderia ter sido ser utilizado para afastar a exigência de licitação, já que a festividade carnavalesca faz parte do calendário anual e poderia ter sido programada com plena antecedência.

A argumentação favorável à condenação foi reforçada perante o Tribunal de Justiça pelo Procurador de Justiça José Maria da Silva Júnior, sendo acatada pela relatora, juíza Célia Regina Reis, e pelos demais integrantes da 2ª Câmara Criminal do TJ.

O acórdão com a condenação do ex-prefeito e dos empresários foi publicado no último dia 15. Ainda cabe recurso da decisão.

Flávio Herculano

Carlesse aguarda notificação da Justiça Eleitoral para falar de ações de Governo

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Carlesse (PHS), disse nesta sexta-feira, 23, que só vai falar sobre suas ações à frente do Governo após ser oficialmente notificado pela Justiça Eleitoral, o que deve acontecer a qualquer momento. A declaração foi dada durante entrevista à imprensa no Aeroporto Lysias Rodrigues em Palmas, ao desembarcar de uma viagem a São Paulo.

“Lógico que temos planos para o Estado, mas gostaria de falar sobre isso somente depois de notificação oficial pela Justiça. Aí, sim, vamos conceder uma entrevista coletiva à imprensa e discorrer sobre nossas ações; até em respeito ao governador Marcelo Miranda (MDB), que neste momento ainda é o governador”, disse.

No entanto, Carlesse adiantou que, ao assumir o Governo, precisará de no máximo uma semana para saber qual a situação financeira do Tocantins, e que os tocantinenses podem esperar uma administração voltada para o desenvolvimento do Estado. “Não entrei na política para deixar tudo como era antes. Portanto, o nosso povo pode esperar uma gestão de resultados”, afirmou.

Municipalismo

O chefe do Legislativo estadual reafirmou também seu compromisso com uma gestão municipalista. “Meu sonho é fazer com que os 139 municípios do Estado tenham, de fato, voz e vez; afinal, é neles que as pessoas vivem. Então, quando tivermos uma atuação conjunta, os beneficiados serão as pessoas, sobretudo as que mais precisam”, concluiu. (Rubens Gonçalves)                             

Marco Aurélio se diz crucificado por adiamento de julgamento de Lula no STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello disse hoje (23) que “está sendo crucificado” como culpado pelo adiamento do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite de ontem (22). Marco Aurélio fez uma palestra no 15º Colóquio da Academia Brasileira do Trabalho, no Rio de Janeiro, e comentou as reações ao adiamento.

“Hoje estou sendo crucificado. Estou sendo crucificado como culpado pelo adiamento do julgamento do habeas corpus do presidente Lula, porque sou um cumpridor de compromissos”.

O ministro contou que tinha um voo para o Rio de Janeiro às 19h40 e já havia feito check-in quando foi colocado em votação o pedido de adiamento da sessão, que foi  aprovado por sete votos a quatro. Com a decisão, o julgamento foi adiado para 4 de abril, o que levou a defesa do ex-presidente a pedir uma liminar que impedisse a prisão de Lula até essa data, o que foi acolhido pelos ministros.

Votaram a favor da liminar Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello. Os ministros Edson Fachin (relator), Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e a presidente, Cármen Lúcia, se manifestaram contra.

“Vi hoje nos jornais que estou sendo apontado como culpado, por honrar um compromisso que assumi com muita anterioridade, apontado como o causador do adiamento do processo contra o ex-presidente Lula, como se fosse para ontem o julgamento. O Supremo não tem apenas um processo, tem milhares de processos”, disse o ministro, que explicou que, caso Lula estivesse preso, o julgamento do habeas corpus teria urgência maior.

Marco Aurélio Mello afirmou que os ministros do Supremo trabalham “em uma época de patrulhamento sem igual”. Ele afirmou que há um patrulhamento feito pelos veículos de comunicação, “que é até certo ponto positivo”, e outro patrulhamento que leva em conta “a visão leiga, mediante as redes sociais”.

O ministro do STF contou que há dois meses tem recebido cerca de mil mensagens em dois endereços de e-mail por dia, além de telefonemas. O magistrado disse que excluiu esses correios eletrônicos ontem e também pediu para que fossem alterados os telefones fixos de sua residência e do escritório.

“Nunca vi coisa igual. Nos dois endereços na internet, cerca de mil mensagens por dia. E mensagens diferentes, o que revelam que a origem não é a mesma”, disse ele, que afirmou que as mensagens não traziam ameaças. “O patrulhamento é muito grande. A sociedade tem que pensar que existem homens de bem. Não pode a sociedade presumir que todos sejam salafrários desde que provem o contrário”.

Edição: Denise Griesinger

Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil
 

OAB-TO lamenta novo cenário de instabilidade e clama por eleições limpas no Estado

A OAB-TO (Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins) lamenta que o Estado esteja passando por mais um processo traumático de cassação de governador e vice por crimes eleitorais. A demora de mais de três anos para julgar o caso ocorrido ainda na eleição de 2014 mostra que a Justiça Eleitoral precisa encontrar meios de agilizar esse tipo de julgamento.

Sem entrar no mérito da decisão legítima, não se pode demorar tanto tempo para definir questões importantes relacionadas as eleição de 2014. Foram mais de três anos sem resolver, fato semelhante ao ocorrido em 2009. Agora, a decisão muda a vida de mais de 1,5 milhão de habitantes, em um estado que ainda é muito dependente do poder público estadual.

Ao mesmo tempo, a OAB-TO defende que, em uma nova eleição direta, a Justiça Eleitoral publique o quanto antes regras claras, com prazos e normas. Vale o mesmo para a eventualidade desta nova eleição ser indireta.

Por outro lado, a OAB-TO volta a defender necessidade de eleições limpas no Estado, com uma nova forma de fazer política. O combate ao caixa 2 tem que ser prioridade 1 da Justiça Eleitoral e das instituições de controle. Os candidatos precisam se conscientizar que a disputa precisa ser correta, dentro das regras, com dinheiro declarado, sem compra de votos, sem extrapolar limites legais e sem uso da máquina pública.

O eleitor também tem que ter a consciência de exigir condutas condizentes dos políticos e valorizar o seu voto, não o trocando por migalhas, dinheiro ou qualquer bem. Como bem diz o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, “o voto não tem preço, tem consequência”. Pesquisar a ficha pública do candidato (a) em todos os níveis, conferir o histórico político e administrativo antes de escolher, verificar suas ideias é primordial.

O Brasil e o Tocantins estão passando por momento de depuração. Esse momento, claro, tem que ser feito respeitando o amplo direito de defesa de todos os acusados. A moralização não pode ocorrer desrespeitando preceitos constitucionais, mas ela precisa ocorrer.

A advocacia, como sempre, está à disposição para ajudar.

  Walter Ohofugi Júnior

Presidente da OAB-TO

Carlos Correia

Presidente da Comissão de Combate ao Caixa 2 e em Defesa do Voto Consciente

Governador do Tocantins é cassado por ‘caixa dois’ nas eleições de 2014

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou na manhã desta quinta-feira (22) os diplomas do governador Marcelo Miranda (MDB)e da vice-governadora Cláudia Lelis (PV). O processo, que analisa caixa dois durante a campanha de 2014, começou em 2015 após uma aeronave ser apreendida com R$ 500 mil em Goiás.

O julgamento no TSE começou em 2017, mas o ministro Luiz Fux havia pedido para analisar o processo, que estava parado desde então. No primeiro julgamento, a relatora do processo, ministra Luciana Lóssio, votou contra a cassação da chapa. Porém, nesta quinta-feira (22) os ministros cassaram os diplomas por 5 votos a 2.

A decisão tem efeito imediato e o governador deverá deixar o cargo para realização de novas eleições, na qual o vencedor deverá ocupar o cargo até o final deste ano.Porém, a defesa do advogado pode recorrer ainda dentro do próprio órgão.

g1.globo.com/to/tocantins

Polícias Militar e Rodoviária Federal planejam redução de acidentes no trânsito estadual

O Comando da Polícia Militar se reuniu na tarde dessa quarta-feira, 21, com membros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Palmas, a fim de estabelecer um convênio entre as instituições. O comandante geral, coronel Edvan de Jesus da Silva, o comandante do Batalhão de Polícia Militar Rodoviário e de Divisas (BPMRED), major João Pedro Pereira Passos, oficiais e o superintendente da PRF, Hallisson André de Araújo Melo, participaram da reunião.

O convênio, seja por meio de termo de cooperação técnica e operacional ou instrumento análogo, proposto pela Polícia Militar, objetiva reduzir acidentes no trânsito, melhorar o desempenho de ações integradas, sem entraves burocráticos, contribuindo assim, positivamente, para repressão de crimes, prevenção de acidentes, aquisição de equipamentos, realização de campanhas educativas, planejamento de operações, dentre outros.

A PRF é responsável por exercer a fiscalização em rodovias federais e a PM em rodovias estaduais. Com o convênio, as ações de fiscalização e policiamento serão mais convergentes, refletindo em ganho social e proporcionando à comunidade um trânsito mais seguro.

De acordo com o major João Pedro Pereira Passos, comandante do BPMRED, “a celebração de um convênio entre as instituições visa intensificar a fiscalização de trânsito e reduzir os índices de acidentes e salvar vidas nas rodovias federais e estaduais que perpassam o estado do Tocantins”.

O comandante geral da PM, coronel Edvan de Jesus da Silva, destacou que ações sinérgicas são essenciais para o bom andamento do planejamento estratégico das Forças de Segurança. “A cooperação entre a PM e a PRF irão resultar em ações estratégicas tanto em rodovias federais como estaduais, reduzindo assim, acidentes de trânsito, vitimização e o cometimento de delitos  com a intensificação do policiamento”.

Lara Tavares/Governo do Tocantins

Tocantins terá oito representantes no Salão do Artesanato de Brasília

listadefinitiva com os nomes dos artesãos tocantinenses classificados para participar do 10º Salão do Artesanato de Brasília-DF foi divulgada na manhã desta quarta-feira, 21, pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura (Seden). O evento será realizado de 4 a 8 de abril, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade – ExpoBrasília, na Capital Federal.

Ao todo foram contemplados cinco artesãos individuais e três entidades representativas (associação, cooperativa etc.) que atenderam aos critérios do Edital de Chamamento Público nº 01/2018. Os selecionados irão levar a diversidade de tipologias do artesanato do Estado ao evento.

O edital visa contemplar artesãos tocantinenses que confeccionam peças com matérias-primas a partir de madeira, cerâmica, couro, capim dourado, fibras, sementes, cascas, cristais, flores, folhas do cerrado, buriti, babaçu, além do artesanato Indígena. Durante os dias de feira, os artesãos poderão divulgar e comercializar seus produtos artesanais em um espaço coletivo de 50 m².

Classificados

Na categoria individual os classificados foram: Elisângela Ribeiro Amâncio, do município de Xambioá, com sua produção de biojóias com  madeiras, sementes e fibras; Josias de Sousa Menezes, do município de Gurupi, com produção de mesa de centro, cadeira de praia, bancos e utensílios doméstico em madeira; Marcio Bello dos Santos, do município de Porto Nacional, com produção de miniaturas em casca de cajazeira, instrumentos musicais em madeira, cerâmica e pele de animal, gravuras, esculturas étnicas em cerâmica; Guilherme Augusto dos Santos, de Palmas, com a produção de bonecos de jatobá, bucha vegetal e cabaça, quadros e porta chaves com talos de buriti; Lúcia de Carvalho Gomes, de Palmas, com a produção de bijuterias e acessórios em capim dourado e seda do buriti.

Já na categoria entidades representativas, foram classificados: a Associação dos Artesãos de Capim Dourado Pontealtense – AACDP,  de Ponte Alta do Tocantins, com a produção de Sousplat, bolsas, fruteiras, mandadas, espelhos e biojóias em capim dourado e Seda do Buriti; Casa de Cultura Karajá Tapirapé, do município de Lagoa da Confusão, com a produção de Bonecas Ritxoko, pratos e panelas em cerâmica; chaveiros, remos e espadas de madeira; esteira, cestos e bolsas em Palha de Buriti; e a Associação Dianapolina de Artesãos – ADA, do município de Dianópolis, com a produção de Biojóias, carteiras e utilitários em capim dourado e jarros em cerâmica.

Salão do Artesanato

A 10ª edição do Salão do Artesanato, a maior vitrine do artesanato brasileiro, reúne artesãos de todo o país em um único espaço, com diversas produções artesanais que representam a cultura popular de todos os estados brasileiros.

O evento conta com uma programação variada e bastante atrativa, como as oficinas de mestres artesãos, shows com artistas de destaque no cenário regional, apresentações de danças tradicionais e outras manifestações folclóricas.

Wladimir Machado – Governo do Tocantins

Quase metade das prefeituras de Tocantins tiveram dificuldades em fechar as contas de 2017

A Associação Tocantinense de Municípios (ATM) divulga o estudo “A Crise nos Municípios”, promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que pesquisou em 98% dos municípios brasileiros as dificuldades enfrentadas pelas prefeituras para fechar as contas de 2017 sem dívidas e prejuízos. Segundo o estudo, no Tocantins, 57 municípios não conseguiram encerrar o exercício anterior com as contas equilibradas.

Isso porque as prefeituras tiveram dificuldades em pagar o 13° salário dos funcionários, além de outros gastos com pessoal. Dívidas com fornecedores também foi um dos fatores que prejudicou o fechamento das contas anuais dos Municípios. Segundo o estudo realizado com os municípios tocantinenses, 105 prefeituras deixaram restos a pagar, enquanto que 19 não acumularam os débitos. Quinze municípios não responderam a pergunta.

Motivos

Quedas nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), subtração de recursos dos cofres municipais para subfinanciar os programas federais e convênios de natureza tripartite, elevação de encargos, são algumas das justificativas apontadas pelos gestores.

“O modelo de distribuição de recursos na federação brasileira é distorcido e injusto. Os Municípios ficam apenas com 19% do bolo tributário, para que possam executar uma gama de atribuições e obrigatoriedades, muitas delas impostas pela União e Congresso Nacional”, explica o presidente da ATM e prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano.

Segundo a pesquisa da CNM, 40 prefeituras de Tocantins tiveram dificuldades em pagar a folha salarial dos servidores públicos referente a dezembro de 2017, enquanto 37 delas atrasaram o pagamento do 13° salário. “O auxílio financeiro prometido pela Presidência da República não chegou às prefeituras ao término de 2017, e frustrou a expectativa dos gestores, que aguardavam o recurso extra para não fechar as contas no vermelho”, revela Mariano. Ao todo, 116 prefeitos alegaram no estudo que aguardava o Apoio Financeiro Emergencial (AFM).

AFM

O AFM é um recurso solicitado pelos municipalistas de todo o Brasil à Presidência da República, durante audiência ocorrida em novembro de 2017. À época, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, e demais presidentes das entidades municipalistas dos estados, pediu ao presidente da República, Michel Temer, auxílio no valor de R$ 4 bilhões, montante que diminuiu para R$ 2 bilhões na contraproposta de Temer. Os Municípios de Tocantins receberiam ano passado cerca de R$ 30 milhões com o recurso extra, que deverá cair nos cofres municipais somente em 2018.

Medidas

Os prefeitos de Tocantins apontaram na pesquisa da CNM que precisaram adotar algumas medidas para se adequar a crise financeira que assola as finanças municipais. Entre elas estão à redução de despesas de custeio e de quadro de funcionários, diminuição do numero de contratos comissionados, alteração do horário de expediente dos órgãos municipais, desativação de veículos, entre outras atitudes.

Por fim, 60% dos prefeitos de Tocantins acreditam que o ano de 2018 será melhor para as finanças municipais. “Deve prevalecer a prudência dos gastos públicos, o cumprimento dos planejamentos propostos e a incansável busca por receitas extras”, recomenda o presidente da ATM.

Victor Morais/Ascom ATM

O estudo completo pode ser acessado aqui

TRF4 marca para o dia 26 julgamento do recurso de Lula

Juiz dá a Lula acesso a mensagens da Operação Spoofing

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) marcou para a próxima segunda-feira (26) o julgamento do embargo de declaração da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra sua condenação a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP).

A data foi divulgada no andamento processual na internet. O tribunal não divulgou se haverá esquema especial de segurança, mas confirmou que a sessão não será transmitida ao vivo. O julgamento deverá ser rápido, pois não está prevista sustentação oral de defesa ou acusação, segundo a assessoria do TRF4.

O embargo de declaração é um tipo de recurso que não tem previsão de modificar uma decisão, mas somente esclarecer obscuridades ou ambiguidades do texto do acórdão, que é a sentença proferida por um órgão colegiado, como é o caso do TRF4.

Em tese, trata-se do último recurso disponível a Lula na segunda instância da Justiça Federal. Confirmada a condenação, o ex-presidente pode ter sua prisão determinada pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Em janeiro, o três desembargadores que compõem a 8ª Turma do TRF4 – João Gebran Neto, Leandro Paulsen, Victor Laus – confirmaram a condenação que havia sido imposta por Moro contra Lula e ainda aumentaram a pena de 9 anos e 6 meses para 12 anos e 1 mês de prisão em regime inicialmente fechado.

Execução provisória

É possível que a defesa de Lula tente novos embargos no TRF4, adiando o encerramento do caso na segunda instância, mas a tendência é que os desembargadores julguem esse tipo de recurso sucessivo como sendo meramente protelatório, negando-o rapidamente.

Segundo a assessoria do TRF4, em caso de confirmada mais uma vez a condenação, basta a ata da sessão, geralmente publicada no mesmo dia do julgamento, para que Moro possa decretar a prisão de Lula. O mais comum, porém, é que o juiz de primeira instância aguarde a publicação do acórdão do julgamento do embargo, cujo prazo para publicação é de 10 dias.

Lula tem ainda um habeas corpus preventivo contra sua prisão em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). O relator ministro Edson Fachin enviou o pedido de liberdade para julgamento em plenário, mas a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, a quem cabe definir a pauta de julgamentos, tem dado indicações de que não colocará, por inciativa própria, o habeas corpus em análise.

Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

Justiça Federal autoriza operação contra fraudes na internet

Por decisão do Juiz Federal João Paulo Abe, da 4ª Vara Federal de Palmas (TO), na manhã desta quarta-feira (21), a Polícia Federal executou a operação “Código Reverso”. Foram expedidos sete mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária, além da notificação de 12 pessoas para prestarem esclarecimentos. Também foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Pernambuco, Tocantins e Goiás. Em apenas seis meses, a suposta quadrilha causou um prejuízo de mais de R$ 10 milhões.

Após investigações realizadas pela Polícia Federal, foi apurado que um grupo de hackers realizava de maneira sistemática e bem coordenada, furtos mediante fraude, praticados por meio da internet.

Valendo-se de sites sofisticados, hospedados em servidores com proteção contra ataques de negação de serviço (Distributed Denial of Service – DDoS), os investigados contaminavam os computadores das vítimas com arquivos maliciosos que permitiam o acesso remoto de seus computadores. Após a obtenção da senha de acesso ao serviço de internet banking da vítima, os agentes realizavam o pagamento de boletos diversos, com desconto, recebendo, em contrapartida, cerca de 50 a 60% do valor do título em espécie, sempre mediante depósito bancário.

Em favor de apenas um dos investigados, entre 1º de fevereiro de 2017 e 31 de julho do mesmo ano, foram realizados 217 depósitos bancários, oriundos de 46 cidades diferentes, o que lhe permitiu ganhos da ordem de R$ 2.141.848,20, em apenas cinco meses, sendo que o agente declarou ao Fisco a renda de apenas um salário mínimo.

Código Reverso

A operação foi batizada de Código Reverso em razão da análise do Código Fonte do malware distribuído pelo grupo. Peritos Criminais Federais analisaram o arquivo e o executaram em um ambiente controlado, ocasião em que descobriram o local para o qual os dados estavam sendo enviados. Após decisão judicial de quebra dos sigilos telemáticos dos investigados, os eventos criminosos foram descobertos.

Durante as investigações, foi constatado que os hackers envolvidos no esquema mantinham contato regular com hackersbaseados na Rússia, dos quais obtiveram listas de endereços eletrônicos e ferramentas de envio em massa de mensagens que direcionavam para sites maliciosos pertencentes ao grupo criminoso. Também foram identificados contatos regulares com empresas baseadas em Hong Kong, especializadas no envio em massa de mensagens SMS – Short Message Services, com links que direcionavam para sites pertencentes ao grupo.

Além do pagamento de boletos com ativos financeiros subtraídos das contas das vítimas, os investigados também realizavam compras pela internet, valendo-se de documentos falsos, ou do nome de pessoas já falecidas. Neste caso, o endereço de entrega era estrategicamente posicionado em locais próximos aos centros de distribuição das empresas, a fim de que, por ocasião da comunicação do estorno do pagamento do boleto, pela instituição financeira, a mercadoria adquirida já tivesse sido entregue aos investigados.

Também constam dos autos indícios da criação de empresas fantasmas, para a contratação de empréstimos que jamais seriam adimplidos, além de lavagem de capitais. Parte dos recursos obtidos ilicitamente foi utilizada para a compra de criptomoedas (bitcoins), providência capaz de dificultar seu rastreamento e eventual bloqueio por parte das autoridades.

Crimes

Os investigados poderão responder pelos crimes de furto qualificado, associação criminosa, falsificação e uso de documento público (art. 155, §4º, inciso II, art. 288, art. 297 e 304, todos do Código Penal) e lavagem de capitais (art. 1º da Lei 9.613), cujas penas podem ir de dois a dez anos de prisão, além de multa e obrigação de ressarcir as vítimas e as instituições financeiras lesadas por estas condutas.

Ascom SJTO – Seção Judiciária do Tocantins

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