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Eleições Suplementares são marcadas por tranquilidade

As Eleições no Tocantins encerraram às 17 horas, e durante todo o dia a votação transcorreu tranquilamente. Dos 1.018.329 eleitores aptos a votar, compareceram às urnas 711.452 eleitores (69,86%).

Os números foram totalizados às 20h49, quase quatro horas após o fim da votação.

A maioria do eleitorado escolheu o candidato Mauro Carlesse, pela coligação “Governo de Atitude” (PHS/DEM/PTC/PRB/PMN/PP/PPS), com 174.275 (30,31%) dos votos válidos. O segundo colocado foi o candidato Vicentinho Alves, da coligação “A Vez dos Tocantinenses” (PR /PPL /PROS /SD /PMB), com 127.758 (22,22%) votos válidos. Os votos nulos somaram 121.877 (17,13%), brancos 14.660 (2.06%) e uma abstenção de 306.877 eleitores (30,14%).

Com uma diferença inferior a 50% dos votos válidos entre o primeiro e segundo colocado, o Tocantins terá um inédito 2º turno e os eleitores deverão voltar às urnas novamente no dia 24 de junho.

O período eleitoral já terá continuidade nesta segunda-feira (8/6), com a abertura do período de propaganda eleitoral para o 2º turno, conforme o calendário da Resolução 405, do TRE-TO.

Em entrevista coletiva à imprensa, ao fim da apuração, o presidente do TRE-TO, desembargador Marco Villas Boas, avaliou o pleito e falou sobre o segundo turno. “Vencemos o primeiro desafio e a partir desta segunda-feira a Corte e toda a Secretaria retomam as atividades, trabalho intenso de toda a equipe envolvida na logística das eleições para que tudo ocorra com maior brevidade e segurança possível, mais uma vez nesse segundo turno”, ressaltou.  

Forças de Segurança

Foram destinadas forças federais nas terras indígenas situadas na 23ª Zona Eleitoral (ZE) de Pedro Afonso, 32ª ZE de Goiatins, 5ª ZE de Miracema e 15ª ZE de Formoso do Araguaia. As requisições foram aprovadas pelos membros do Pleno do TRE-TO.

Logística

Foram utilizadas 4.998 urnas, distribuídas em 3.718 seções. Destas, apenas 10 precisaram ser substituídas. Mais de 11 mil pessoas atuaram como mesários nestas Eleições.

Eleições sem sujeira

A Justiça Eleitoral realizou a campanha eleições sem sujeira: candidato que suja a cidade não merece o seu voto e, nestas eleições suplementares a maioria das cidades do Estado não foram avistados materiais de campanha e santinhos nas ruas e avenidas.  

Apuração

A auditoria das urnas eletrônicas foi realizada com sucesso e atestou mais uma vez a confiabilidade do processo eleitoral, pois nenhuma inconsistência foi encontrada pela Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica. Três urnas foram auditadas, em Palmas, Muricilândia e Itapiratins.

Zonas Eleitorais

Na 29ª ZE de Palmas, maior colégio eleitoral do Estado, de um total de 181.186 eleitores, 127.700 (70,48%) compareceram a uma das 545 urnas espalhadas em 70 locais de votação. A abstenção somou 53.486, ou seja, 29,52% deixaram de votar. Os votos em branco foram 3.046 (2,39%) e nulos 22.255 votos (17,41%).

Em Araguaína, 1ª Zona Eleitoral e segundo maior colégio eleitoral, o comparecimento foi de 70.332 eleitores (70,76%), uma abstenção de 29.057 (29,24%). Os votos em branco foram 1.721 (2,45%) e nulos 14.343 votos (20,39%).

Na 2ª Zona Eleitoral de Gurupi, o comparecimento foi de 38.601 (69,07%) eleitores, uma abstenção de 17.282 (30,93%). Os votos em branco foram 695 (1,8 %) e nulos 5.507 votos (14,27%).

Eleições Gerais

O candidato eleito no segundo turno será diplomado até o dia 9 de julho e exercerá o governo do Estado até 31 de dezembro. Em 7 de outubro os eleitores do Tocantins voltam novamente às urnas para as Eleições Gerais de 2018, dessa vez para eleger deputado federal, deputado estadual, dois senadores,  governador e vice, e presidente da República e vice.

Lília Mara – ASCOM – TRE-TO

 

Conscientização política marca 22ª edição da Parada LGBT em São Paulo

A 22ª edição da Parada do Orgulho LGBTI – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros, Intersexos e outros – abordou este ano a conscientização política, devido à proximidade das eleições. Apesar do frio e do clima de garoa, o público se concentrou na Avenida Paulista a partir das 10h de hoje (3). Desfilam pela avenida 18 trios elétricos, que, às 18h, encerraram a festa na Rua da Consolação. 

“Queremos que as propostas [dos candidatos] sejam feitas em conjunto com a comunidade e que contemplem as sexualidades monodissedentes e as multisexualidades, e não somente gays e lésbicas. Precisamos de políticas que vão além, que se escute a população não binária, a população transsexual e bissexual”, disse Marco Antônio Silva, Júnior, 25 anos, administrador. 

Flávia Santana, 38 anos, auxiliar administrativo, destacou a importância de propostas para a saúde LGBT. “Queremos políticas de saúde. Os profissionais dessa área não estão preparados para lidar com essa população. Somos vítimas não só de violência física, mas, sobretudo, psicológica. Os consultórios psiquiátricos estão despreparados para nos receber”, afirmou. 

Greve dos caminhoneiros 

Como consequência da greve dos caminhoneiros, a ocupação dos hotéis de turistas que viajam para participar da Parada LGBTI reduziu de 90% no ano passado para 50% este ano, segundo dados da prefeitura paulistana.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo estimou uma perda de R$ 104 milhões no faturamento com o turismo neste feriado. O número oficial de participantes no evento não foi divulgado. 

“Apesar da expectativa de queda de público por conta da crise de abastecimento, mantevivemos a estrutura necessária para o evento do tamanho da do ano passado”, disse o prefeito Bruno Covas.

A prefeitura montou 900 banheiros químicos e distribuiu mais de 550 mil preservativos ppor meio do Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids. Além disso, foram montados 39 bloqueios ao longo da Avenida Paulista para coibir o comércio ilegal de bebidas.

A festa também foi marcada por apresentações musicais, entre elas a da cantora Pabllo Vittar e pelo discurso da arquiteta Mônica Benício, viúva da vereadora carioca Marielle Franco.

Por Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil

Senadores e deputados mantêm nesta semana atenção sobre caminhoneiros

Após uma semana com a pauta dominada pelas demandas dos caminhoneiros, Câmara e Senado devem manter ainda as atenções voltadas para a categoria. A partir desta terça-feira (5), os deputados federais se preparam para votar o projeto de lei que regulamenta o transporte rodoviário de cargas no país (PL4860/16).

 
No texto do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), aprovado pela comissão especial sobre o tema, são estabelecidas formas de contratação dos transportadores autônomos, de cooperativas ou empresas, regras para segurança nas estradas e normas para contratação de seguros em caso de acidentes, perda de mercadoria e até furtos e assaltos.

Marzquezelli propõe ainda a criação do vale-pedágio, mecanismo de pagamento automatizado que será obrigatório. Além disso, torna obrigatória a inspeção de segurança veicular de todos os veículos de carga, com maior frequência quanto mais velho o veículo.

Acordo

As seis medidas provisórias (MPs) editadas como parte do acordo firmado entre o governo federal e caminhoneiros também devem ter instaladas suas respectivas comissões mistas de deputados e senadores.

Na relação de medidas está a 832/18,que institui a Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Editada sob o argumento de promover condições razoáveis à realização de fretes no território nacional, ela já enfrenta resistência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Há ainda a 833/18, que altera a Lei dos Motoristas (Lei 13.103/15) para estender para as rodovias estaduais, distritais e municipais a dispensa de pagamento de pedágio do eixo suspenso de caminhões, uma das principais reivindicações dos grevistas.

As medidas provisórias 836, 838 e 839/18 também aguardam votação. Com elas, o governo pretende compensar os gastos que serão gerados pelo acordo, que inclui a redução dos tributos sobre o óleo diesel.

Após serem discutidas nas respectivas comissões mistas, as medidas provisórias precisam ser apreciadas pelo plenário da Câmara e depois pelo do Senado.

O prazo de vigência de uma medida provisória é de 60 dias, prorrogáveis uma vez por igual período. Se não for aprovada no prazo de 45 dias, contados da sua publicação, ela passa a trancara pauta do plenário da Casa em que se encontrar (Câmara ou Senado) até que seja votada.

*Com informações da Agência Câmara

Eleição suplementar no Tocantins terá 2º turno dia 24 de junho

A eleição suplementar no Tocantins realizada hoje (3) terá segundo turno. Mauro Carlese (PHS) vai disputar a cadeira de governador com Vicentinho (PR).

A eleição deste domingo ocorreu em razão da cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e de sua vice, Cláudia Lélis (PV), por arrecadação ilícita de recursos para a campanha de 20145. A nova votação está marcada para o dia 24 de junho.

Mauro Carlese obteve 30,3% dos votos do estado, enquanto Vicentinho (PR) ficou com 22,2%. Entre os demais candidatos, Carlos Amastha (PSB) alcançou 21,4%, Kátia Abreu (PDT) 15,6% e Márlon Reis (Rede), chegou a 9,9%.

Mauro Carlesse disputou o pleito representando uma coalizão formada pelo PHS, DEM, PRB, PP, PPS, PMN e PTC. Paranaense, fez carreira como empresário no ramo agropecuário no Tocantins. Em 2014, foi eleito deputado estadual pelo PTB.

Poder econômico

Vicentinho representa chapa formada pelo PR, PPL, PROS, Solidariedade e PMB. Ele é senador pelo estado desde 2011. O político ficou em terceiro lugar nas eleições de 2010, mas assumiu uma cadeira na casa com a cassação de Marcelo Miranda (MDB) naquele pleito. Ele foi prefeito de Porto Nacional, deputado estadual, governador e deputado federal.

Por ser presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, Carlesse assumiu o governo interino após a cassação de Marcelo Miranda (MDB). O político foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de abuso de poder econômico ao ter obtido empréstimo de R$ 1,5 milhão de seu irmão. Os recursos teriam sido repassados para campanha de forma não declarada, prática conhecida como “caixa 2”.

Miranda e sua vice, Cláudia Lélis, foram inocentados pelo Tribunal Regional Eleitora (TRE). Em março, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por 5 votos a 2, pela perda do mandato do então governador e de sua vice. Em outra votação, os ministros definiram que a vacância deveria ser imediata.

Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil 

Carlesse e Vicentinho vão disputar o governo do Tocantins no segundo turno

O governador interino Mauro Carlesse já tem vaga garantida no segundo turno das eleições complementares.

A segunda vaga foi conquistada por Vicentinho Alves depois de uma disputa acirradíssima com Carlos Amastha (PSB).
Com 99,73% das urnas apuradas, Carlesse ficou em 1º lugar com 30,32% dos votos válidos e Vicentinho em segundo com 22,16% do total de votos.

O candidato Carlos Amastha (PR), da coligação “A Verdadeira Mudança”, ficou em terceiro lugar (21,46%), Kátia Abreu (PDT), da coligação “Reconstruindo o Tocantins” em quarto (15,64%) e Márlon Reis (Rede) em quinto (9,93%). Com a candidatura sub judice, o candidato Mário Lúcio Avelar (Psol) recebeu 3.832 votos, ocupando a sexta colocação. Marcos Souza (PRTB) ficou em sétimo com 0,49% dos votos.

Esta eleição foi marcada pelo recorde de abstenção nas urnas. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral, 306.525 eleitores tocantinenses não compareceram para votar, o que equivale a 30,16% do total do eleitorado. 121.673 mil pessoas votaram nulo (17,15%) e 14.622 em branco (2,06%).

Eleitores do Tocantins e de 20 municípios do país voltam às urnas hoje

O Tocantins e 20 municípios de nove estados (SP, CE, RJ, BA, RS, RO, MG, RN e GO) terão novas eleições hoje (3) para a escolha de governador e de prefeitos e vice-prefeitos. As eleições suplementares serão necessárias diante da cassação dos mandatos ou do indeferimento do registro de candidatura dos vencedores do último pleito, realizado em 2016. A votação ocorre das 8h às 17h no horário local.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 1,5 milhão de eleitores estão aptos a votar. Os prefeitos e vices foram barrados por irregularidades nas campanhas, como abuso de poder econômico, condenação por improbidade, baseada na Lei da Ficha Limpa, e compra de votos.

No Tocantins, 1 milhão de eleitores vão escolher os novos governador e vice-governador. Disputam o governo do estado sete candidatos: Carlos Amastha (PSB), Kátia Abreu (PDT), Marcos de Souza Costa (PRTB), Márlon Reis (Rede), Mauro Carlesse (PHS) e Vicentinho (PR). O candidato Mário Lúcio Avelar (PSOL) concorrerá sub judice, o que significa que seu registro de candidatura aguarda uma decisão final.

As novas eleições ocorrem em função da cassação definitiva dos mandatos de Marcelo Miranda (MDB), e de sua vice, Cláudia Lélis (PV), por arrecadação ilícita de recursos para a campanha de 2014. Para garantir a segurança da votação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou envio de tropas federais para o estado.

Os eleitos no Tocantins ficarão no cargo até 31 de dezembro. Em outubro, nas eleições gerais, a população apta a votar voltará às urnas para eleger um novo nome para o governo do estado.

Municípios

Em 20 municípios de nove estados, os eleitores irão às urnas para escolha de prefeito e vice-prefeito. A maior cidade é Teresópolis (RJ), com 126 mil eleitores e nove candidatos a prefeito. A escolha é para definir quem substituirá o ex-prefeito Mário de Oliveira Tricano (PP), declarado inelegível pela Justiça Eleitoral por condenação por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação nas eleições de 2008.

Os demais municípios têm menos de 51 mil eleitores. São eles:

Jeremoabo, na Bahia, e Pirapora do Bom Jesus, Bariri e Turmalina, os três em São Paulo. 

No Ceará, Umari, Tianguá, Frecheirinha e Santana do Cariri. No Rio Grande do Sul, Bom Jesus, em Goiás, Niquelândia, e Rondônia, Vilhena. 

Em Minas Gerais, Guanhães, Ipatinga e Pocrane, no Rio Grande do Norte, João Câmara, Pedro Avelino, São José do Campestre, Parazinho e Galinhos. 

No próximo dia 24, haverá novas votações em mais seis municípios para escolha de prefeitos e vice-prefeitos. São eles: Santa Luzia, Itanhomi e Timóteo (MG); Cabo Frio e Rio das Ostras (RJ); e Moju (PA).

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil

Petrobras aumenta preço da gasolina em 2,25% nas refinarias

A Petrobras aumentou hoje (2) em 2,25% o preço da gasolina em suas refinarias. De ontem para hoje, o litro do combustível ficou 4 centavos mais caro, ao passar de R$ 1,9671 para R$ 2,0113, de acordo com a estatal.

Em um mês, o combustível acumula alta de preço de 11,29%, ou seja, de 20 centavos por litro, já que em 1º de maio, o combustível era negociado nas refinarias a R$ 1,8072.

O preço do diesel, que recuou 30 centavos desde o dia 23 de maio, no ápice da greve dos caminhoneiros, será mantido em R$ 2,0316 por 60 dias.

Edição: Lílian Beraldo
 

Abcam cobra do Governo o cumprimento do acordo de redução do diesel

Refueling Car

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros pede ao Governo o cumprimento do acordo assinado com os representantes da categoria de transportadores autônomos que garante a redução de R$ 0,46 nas bombas dos postos de combustível. 

A Abcam espera que haja uma forte fiscalização do Governo para que esse desconto seja visto nas redes de abastecimento de todo o país. 

A Abcam não entende que a cobrança deste desconto seja sinônimo de tabelamento de preço, mas sim o cumprimento do acordo fechado com o Governo Federal, que garante a isenção da Cide, PIS e Cofins sobre o óleo diesel. 

A Associação está atenta ao cumprimento efetivo do acordo e pede à população para que ajude na fiscalização dos preços. 

Paralisação dos caminhoneiros reduz exportações em 36% no período

A greve dos caminhoneiros, que começou em 21 de maio e durou 11 dias, afetou as exportações do país no período. A média diária de produtos vendidos ao exterior, que nas três primeiras semanas do mês ficou acima de US$ 1 bilhão, caiu para US$ 642 milhões na última semana do mês, que terminou ontem (31). Na semana entre o dia 21 e 27, o volume exportado também sofreu queda significativa, para uma média diária de US$ 699 milhões. Por causa desses efeitos, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) informou, nesta sexta-feira (1º) que a queda no ritmo das exportações foi, na média, de 36% no período. No entanto, considerando todo o mês de maio, o saldo da balança comercial foi positivo em US$ 6 bilhões. 

“Houve uma queda generalizada entre os setores, com diferentes efeitos dependendo do modal utilizado para o produto”, explicou Herlon Brandão, diretor de estatísticas e apoio às exportações da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC. No caso dos bens manufaturados, como aviões e automóveis, a queda nas exportações foi de 46%, seguida pela venda de bens semi-manufaturados, como celulose, ferro e aço, em que o recuo foi de 37%. A queda dos produtos básicos, como soja, minério de ferro e petróleo cru, foi menor, de 31%.     

“Produtos como petróleo, embarcado diretamente no mar, e minério de ferro, que usa o modal ferroviário, foram menos afetados. Boa parte do escoamento da soja foi garantido por estoques existentes nos portos”, afirmou Herlon, ao exemplificar porque os produtos básicos foram menos afetados pela greve dos caminhoneiros. O diretor ressaltou, no entanto, que os efeitos de redução do fluxo de comércio durante a paralisação dos transportadores ainda “poderão ser sentidos no tempo”, já que muitas empresas interroperam a produção no período. 

As importações também foram afetadas em 26%. Saíram de uma média de US$ 703 milhões, nas três primeiras semanas do mês, para US$ 516 milhões, nas duas últimas semanas. Herlon garantiu que, apesar da acentuada incidência da greve dos caminhoneiros sobre o fluxo de comércio em maio, o governo não deve alterar a previsão atual de saldo na balança comercial do ano, que é de cerca de R$ 50 bilhões. “Essas duas semanas não são suficientes para comprometer o resultado esperado do ano, com crescimento nos dois fluxos”. 

Balança comercial

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) divulga os dados da balança comercial de maio. Na foto, o diretor de estatística e Apoio às exportações  da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Herlon Brandão.
O MDIC divulga os dados da balança comercial de maio. Na foto, o diretor de estatística e apoio às exportações da Secex, Herlon Brandão. – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ao longo de maio, o país exportou US$ 6 bilhões a mais do que importou, queda de 21% em comparação ao resultado positivo de US$ 7,66 bilhões em maio de 2017. Mesmo assim, de acordo com o ministério, foi terceiro maior saldo comercial para maio desde o início da série histórica, que começou em 1989.

Um dos destaques foi a soja, que bateu recorde histórico de exportação no período, com embarque de 12 milhões de toneladas. No acumulado do ano, o produto, que é líder na pauta de exportações do país, também acumula recorde de 36 milhões de toneladas embarcadas, o melhor desempenho da série histórica.    

Em termos de importação, o crescimento em maio foi de 14,5% em relação ao mesmo mês de 2017. “É o décimo mês consecutivo de importação de bens de capital, que em maio tiveram crescimento de 30% e no acumulado de janeiro a maio deste ano, já cresceu 25%. A economia cresce mais esse ano, então demanda insumos e bens de capital do exterior aumenta”, avaliou o diretor do MDIC. Os bens de capital são máquinas e equipamentos usados na produção. Entre os principais bens importados no período estão aviões, centro de usinagem, veículos de carga, aparelhos elevadores e motores elétricos.   

No acumulado do ano, o saldo da balança comercial brasileira registra superávit de US$ 26,1 bilhões, com exportações totais de US$ 93,6 bilhões e importações de US$ 67,5 bi.  

Edição: Amanda Cieglinski
Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

Movimento sindical e CNT comemoram saída de Parente

As duas maiores centrais sindicais do país comemoraram hoje (1º) o pedido de demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras. Em nota, a Força Sindical afirmou que “a saída do presidente da Petrobras, Pedro Parente, só trará benefícios para a sociedade brasileira”. Segundo a central, Parente “prejudicava a classe trabalhadora”.

Já a Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmou, em seu site, que a queda de Pedro Parente demonstraria a vitória dos petroleiros (que suspenderam a greve ontem). Para os sindicatos e federações ligados à CUT, Parente foi o “responsável pelo caos que se instalou no país com a paralisação dos caminhoneiros”.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que defendeu em greve a substituição de Parente, disse ter visto com “alívio” o pedido de demissão, segundo o coordenador da entidade no Rio de Janeiro, José Maria Rangel. Ele defendeu mudanças na política de preços por considerá-la danosa ao país. Segundo ele, não adianta a Petrobras ter lucro bilionário, enquanto os brasileiros pagam caro pelos combustíveis. Rangel lembrou que o Brasil tem importado óleo diesel dos Estados Unidos, enquanto as refinarias do país estão ociosas.

O presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Felipe Coutinho, também avaliou que a política de preços baseada no mercado internacional é prejudicial não só à população brasileira, mas também ao governo e até à própria Petrobras. Coutinho afirmou ser preciso acompanhar as últimas medidas do governo sobre o diesel para ver se não há risco de continuarem, na sua avaliação, a favorecer importadores.

Empresários

A Confederação Nacional do Transporte (CNT), que representa os empresários do setor, divulgou nota em que considera “muito positiva” a demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras. “Parente foi o maior responsável pela crise que o Brasil enfrentou com a greve dos caminhoneiros. Nada justifica os preços abusivos do diesel praticados pela empresa nos últimos meses”, afirma o presidente da CNT, Clésio Andrade.

Já o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, lamentou a saída de Pedro Parente. Em nota, ele destacou que a empresa teve uma valorização de mercado de R$ 200 bilhões durante a gestão de Parente, que “trouxe esperança para o mercado de petróleo e gás”. Ele disse ainda esperar que o próximo gestor dê continuidade à retomada da recuperação da Petrobras.

Edição: Juliana Andrade
Por Akemi Nitahara, Elaine Patricia Cruz e Vinicius Lisboa – Repórteres da Agência Brasil

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