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Governo do Estado decreta ponto facultativo nesta quinta-feira santa

O Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira, 17, trará ato do governador Mauro Carlesse que decreta ponto facultativo nesta quinta-feira,18, de endoenças, conhecida popularmente como quinta-feira santa.

Conforme o decreto, cabe aos dirigentes dos órgãos e de entidades a preservação e o funcionamento dos serviços essenciais sobre as suas respectivas áreas de competência.

Com o ponto facultativo na quinta-feira santa e com o feriado nacional da sexta-feira,19, da paixão, o atendimento no serviço público do Estado volta à sua normalidade na segunda-feira, 22.

Para o governador Mauro Carlesse, a medida tem o objetivo de possibilitar que os servidores estaduais mantenham, ao seu modo, as tradições desta época do ano.

Polícia Civil dá continuidade à Operação Catarse e cumpre mais seis mandados de busca e apreensão

A Polícia Civil, através da Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública (DRACMA), de Palmas, cumpriu, na manhã desta terça-feira (16), seis mandados de busca e apreensão, sendo cinco em Palmas e um em Natividade.Durante a operação, celulares, notebook e documentos de interesse para a investigação foram apreendidos.

 Segundo o delegado responsável, Luciano Barbosa de Souza Cruz, as buscas, que contaram com o apoio da 1º Delegacia de Polícia de Palmas (1º DPC) e da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), Regiões Central e Sul, são decorrentes de desdobramento da Operação Catarse, que investiga crimes de peculato por funcionários efetivos e por ex-funcionários comissionados e contratados temporariamente no âmbito da administração pública estadual. 

Os mandados foram expedidos pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Paraíso do Tocantins. A Operação Catarse foi iniciada em 6 de dezembro de 2018 e, desde então, vários mandados já foram cumpridos na Capital, Paraíso do Tocantins e em Porto Nacional.

Cláudia Santos/Governo do Tocantins

Greve dos profissionais da Adapec-TO segue por tempo indeterminado

Os profissionais da Adapec nos 139 municípios do Estado suspenderam os serviços a partir desta terça-feira, 16, por tempo indeterminado. Hoje os servidores de Palmas realizaram ato de manifestação em frente a sede da Adapec.
 
Conforme o Sindicato dos Profissionais de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins (Sindagro) decisão foi necessária devido a situação precária de trabalho dos servidores, problemas estruturais nas unidades, falta de veículos, combustível, falta de internet, falta de materiais básicos de expediente e de limpeza.
 
Também está em atraso o ressarcimento de despesa dos servidores, que é um direito garantido por lei. Além disso, os servidores carecem de cursos e capacitações para aprimoramento.
 
Conforme o presidente do Sindagro, Wiston Gomes, a greve está instaurada até que o governo proponha um plano de reestruturação das condições de trabalho, que sejam quitados os atrasos do ressarcimento de despesa dos servidores. “Tentamos dialogar via ofício e presencialmente com a administração pública estadual, mas sem sucesso. Por isso a greve foi necessária, esta seria a última instância que iríamos recorrer, mas o ato foi necessário para sensibilizar o governo ante a situação precária de trabalho dos servidores”, afirmou.
 
Devido à paralisação, vários serviços serão afetados:
 
1) emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), indispensável para o transporte de animais;
 
2) fiscalização em trânsito, eventos, lojas agropecuárias, feiras, exposições e leilões;
 
3) fiscalização nos postos de divisa do estado;
 
4) recebimento de comunicado de vacinação contra a Febre Aftosa;
 
5) inspeção;
 
6) atendimento aos produtores e vários outros serviços.
 

Assessoria de Imprensa Sindagro – TO

Polícia Militar decide cancelar concurso público após comprovar evidências de fraude

Governo anunciou nesta terça-feira, 16, o cancelamento do certame da Polícia Militar. Segundo a comissão houve quebra de sigilo e a segurança dos envelopes.

Um envelope de provas previamente cortado em uma das salas na qual o concurso público da Polícia Militar (PM) foi realizado no município de Arraias foi determinante para que a comissão organizadora pedisse a rescisão contratual unilateral com a empresa Assessoria em Organização de Concursos Públicos LTDA (AOCP). As suspeitas foram comprovadas por meio de uma perícia realizada no envelope, na qual se constatou que o mesmo foi, propositalmente, rompido.

Após conclusão de toda a fase legal do processo administrativo instaurado pela PM, com direito à ampla defesa por parte da AOCP, banca responsável pelo certame do Curso de Formação de Soldado (CFSd) e Curso de Formação de Oficiais (CFO), a decisão foi repassada para o comandante-geral, coronel Jaizon Veras Barbosa, que determinou a rescisão do contrato com a empresa.

A decisão da PM de cancelar o concurso para CFSd e CFO foi anunciada durante entrevista coletiva na sede do Comando Geral, em Palmas, nesta terça-feira, 16, que contou com a participação do secretário de Estado da Comunicação João Neto; e dos membros da comissão do concurso tenente coronel Honorato Mello; coronel Jefferson Nunes Alecrim; e da tenente coronel Lorena Alfonso, que também participou do processo administrativo.

 “A empresa incorreu no descumprimento de cláusulas contratuais que envolvia a segurança dos envelopes e a quebra de sigilo, por conta disso, houve a decisão pela recisão do contrato e, consequentemente, pelo cancelamento do concurso”, explicou o secretário João Neto.

A publicação completa da decisão também será feita na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira.

Resgate Histórico

O certame da Polícia Militar foi lançado ainda na gestão passada, no dia 8 de janeiro de 2018. Antes da sua realização, o Governo fez um estudo sobre o quantitativo de vagas deficitárias na corporação e enviou cartas convite para duas grandes empresas de concurso público no País, que declinaram da proposta.

Após isso, um processo de licitação foi aberto para contratação de uma empresa especializada em concurso público, seguindo os trâmites previstos na Lei Federal nº 8.666/93. A vencedora do processo licitatório foi a AOCP LTDA.

O contrato com a empresa contemplava a realização do concurso para soldado e o oficial, nas quatro fases estabelecidas, sendo a primeira fase a parte intelectual (provas escritas), realizada no dia 11 de março de 2018; a segunda o exame de capacidade física; a terceira a avaliação médica, psicológica e odontológica; e a última parte a de investigação social.

O certame da Polícia Militar ofereceu 1.000 vagas para soldados e 40 para oficiais, contando com 86.523 inscrições deferidas. A primeira etapa das provas foi realizada no dia 11 de março de 2018, em 17 municípios do estado.

Investigações

Após a realização do concurso, várias suspeitas foram levantadas sobre possíveis irregularidades que teriam ocorrido nos municípios de Palmas, Araguaína e Arraias. Na Capital, a ocorrência dizia respeito a um celular que foi apreendido no Colégio Darcy Ribeiro, após emissão de sinal sonoro. Já em Araguaína, na Faculdade Católica Dom Orione, um aparelho de celular foi apreendido dentro de um banheiro. Em ambos os casos, havia suspeitas de um suposto vazamento de informações e de um possível repasse de gabarito a candidatos.

Também estavam sob investigação uma suposta substituição de prova de uma candidata em virtude da mesma ter marcado no gabarito o número errado da prova. O fato teria ocorrido em Araguaína, na Escola Estadual Marechal Rondon. No mesmo local, uma fiscal de prova teria alertado uma candidata da ausência de título em sua redação, possibilitando que a mesma fizesse a correção.

Além dos fatos citados acima, havia ainda a apuração de uma possível violação do envelope de provas ocorrida no Câmpus da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Arraias. O corte no envelope, segundo a perícia realizada, possibilitava que uma das provas pudesse ter sido retirada do pacote. Na ocasião, nenhum dos candidatos presentes na sala quis atestar a inviolabilidade do envelope de provas.

Em março de 2018, com a cassação do então governador Marcelo Miranda e da sua vice-governadora, Claudia Lelis, o Ministério Público do Estado (MPE) acionou a Justiça para que o concurso fosse suspenso, proibindo assim o ex-gestor a dar continuidade ao certame e assinar novos atos que pudessem ser contestados posteriormente.

O pedido foi aceito pela Justiça estadual, que no final do mês de março de 2018, ainda na gestão anterior, determinou a suspensão do concurso, decisão que durou até o mês de novembro do mesmo ano. Por outra via, o MPE havia aberto um inquérito junto à Polícia Civil do Tocantins para investigar as suspeitas de irregularidades do certame.

O inquérito civil contra as irregularidades no certame da PM foi desencadeado na Operação Aleteia, deflagrada pela Polícia Civil de Araguaína em junho de 2018. Na investigação concluída em outubro do ano passado, os delegados encontraram 35 números de telefone que teriam recebido os gabaritos das provas.

De acordo com o relatório de conclusão do inquérito civil, o concurso “foi alvo de uma fraude engendrada por um grupo criminoso extenso, composto por integrantes de diferentes estados”.

Além de recomendar a anulação do concurso da PM, para soldados, o MPE ofereceu, no mês de dezembro do ano passado, denúncia criminal contra 19 pessoas por associação criminosa e participação em fraude no concurso da Polícia Militar.

Para o MPE, não havia dúvidas da impossibilidade de continuidade do concurso público, uma vez que quase 70 mil candidatos foram prejudicados pela divulgação ilícita do gabarito da prova, além do risco da Polícia Militar aceitar em seus quadros candidatos com reputação criminosa.

Acionada pelo MPE, a Polícia Militar, por meio do seu comandante, coronel Jaizon Veras Barbosa, delegou à comissão responsável pelo concurso que instaurasse um processo administrativo para apuração de suposto descumprimento de obrigações contratuais por parte da empresa AOCP.

O processo administrativo aberto pela PM em novembro de 2018 deu amplo direito de defesa à empresa AOCP. Essa medida foi adotada para que as decisões tomadas sobre o concurso público não viessem a ser prejudicadas futuramente por vícios no processo.

Antes da decisão de cancelar o concurso, o mesmo já estava suspenso por decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), desde abril de 2018. O órgão alegou na época que o Estado registrava gasto com pessoal acima do permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e que havia deixado de enviar informações sobre a realização do certame.

De acordo com a PM, nenhum valor foi pago ainda à AOCP LTDA. Com o cancelamento do concurso, o contrato firmado entre a empresa e a PM será rescindido e a banca deverá sofrer as penalidades previstas na Lei nº 8.666/1993.

No dia 29 de janeiro deste ano, a AOCP de maneira unilateral divulgou o boletim de desempenho das provas objetivas. Na época, a organização do concurso notificou a empresa pela irregularidade, já que o certame encontrava-se suspenso.

Próximos Passos

A partir do cancelamento do contrato com a empresa AOCP LTDA, o Governo do Tocantins vai providenciar a devolução do dinheiro da taxa de inscrição para todos os candidatos do concurso.

A Polícia Militar iniciará um novo estudo para verificar o quantitativo de vagas necessário para o seu quadro de CFSd e CFO, além da capacidade de contratação do Estado devido à Lei de Responsabilidade Fiscal. Após essa fase, uma comissão será montada para realizar o Termo de Referência que vai resultar no processo licitatório para contratação de uma nova empresa para realizar o certame. As etapas ainda não possuem datas definidas para acontecer.

Neste período, conforme o Governo do Tocantins, o trabalho realizado pela Polícia Militar será intensificado em todo estado com a designação de policiais militares do serviço administrativo para rua, além de pagamento de horário extraordinário para que os policiais trabalhem durante a sua folga, preenchendo temporariamente a necessidade de um maior efetivo para garantir a segurança da população.

Jesuino Santana Jr./Governo do Tocantins

Célio Moura não confirma sua candidatura. Mas afirma que PT terá candidatura própria em 2020

A redação do portal OMelhorDaAmazonia entrou em contato com o Deputado Federal Célio Moura (PT), em Brasília, para obter informações sobre uma possível pré-candidatura à Prefeitura de Araguaína em 2020.

O Parlamentar despistou dizendo que: “O presidente do Partido dos Trabalhadores, em Tocantins, o Deputado Estadual Zé Roberto, trabalhará para que o partido tenha candidatura própria em todas as cidades do estado nas eleições municipais de 2020”.

Célio afirmou que nesse momento o partido ainda está focado em filiar novos membros para fortalecer ainda mais a legenda no estado. “Evidentemente que vão ser escolhidos os melhores quadro político de cada cidade para  concorrer  e em Araguaína não será diferente”.

Ele concluiu “ as obras mais importante na cidade de Araguaína foram realizadas nas gestões do presidente Lula e Dilma, e isso precisa ser difundido melhor para sociedade, mas acho que o diretório municipal do partido vai promover debates com a sociedade araguainense no momento certo”.

Por Geovane Oliveira 

MPE pede anulação do contrato milionário para fornecimento de marmitas no sistema prisional do Tocantins

Irregularidades no contrato administrativo de prestação de serviços destinado ao fornecimento de refeições para o sistema prisional levaram o Ministério Público Estadual (MPE) a ajuizar Ação Civil Pública que requereu a nulidade do pregão eletrônico e do contrato administrativo firmado entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Cidadania e Justiça, e a empresa E. M de Oliveira Batista Restaurante. O contrato prevê o pagamento anual de aproximadamente 2,5 milhões de reais.

Segundo a Ação, o contrato foi celebrado no mês de janeiro tendo inclusive sido alvo de Recomendação, expedida pela 9ª Promotoria de Justiça da Capital, para que fosse anulado o procedimento em razão de irregularidades, a exemplo da ausência de capacidade técnica, operacional e financeira da empresa, necessária à execução dos serviços contratados.

Em virtude do descumprimento da Recomendação e como forma de subsidiar a ação por meio de provas, o Promotor de Justiça Edson Azambuja empreendeu inspeções in loco. A primeira inspeção ocorreu na sede administrativa da empresa contratada, situação que confirmou a falta de capacidade técnica, e a segunda ocorreu na cadeia feminina de Taquaralto, ocasião em que foi constatado que o preparo e manipulação dos alimentos era realizado própria unidade e em condições impróprias. A ausência de qualificação técnica e econômica da empresa foi confirmada pelos auditores de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado.

Segundo o promotor de Justiça Edson Azambuja, ao deixar de observar os princípios constitucionais da legalidade, igualdade, moralidade, impessoalidade e eficiência, o Poder Executivo incorreu em ato de improbidade administrativa. “Ao procederem assim, os demandados favoreceram a burla ao dever constitucional de deflagração de procedimento licitatório, nos termos do inciso XXI do art. 37 da Constituição da República Federativa do Brasil, o que permite o reconhecimento de ato de improbidade administrativa, já que prescinde a existência de danos ao erário ou de enriquecimento ilícito”, expôs o Promotor de Justiça na ação.

Diante dos apontamentos, a ACP requer concessão de tutela de urgência no sentido de suspender os efeitos do contrato e decretar a indisponibilidade dos bens dos requeridos, no valor de R$ 65.500,00. No mérito da Ação, é solicitada a nulidade do pregão e do contrato para a prestação dos serviços.

Requeridos

Além do Estado do Tocantins, do Secretário de Cidadania e Justiça, Heber Luis Fidelis Fernandes, e do subsecretário, Geraldo Divino Cabral, são requeridos na ação, a pregoeira Meire Leal Dovigo Pereira, a empresa E.M. de Oliveira Batista Restaurante e seus sócios, Edith Machado de Oliveira Batista e Júlio César Machado de Oliveira.

Irregularidades

A E. M. de Oliveira Batista Restaurante se caracterizaria como empresa de pequeno porte e possui capital social de apenas R$ 600 mil, porém firmou contrato social com o Estado no valor anual de R$ 25.498.713,60, para fornecer refeições a todas as unidades prisionais do Tocantins.

Segundo foi apurado pela 9ª Promotoria de Justiça da Capital, o edital da licitação foi modificado para permitir a subcontratação ou terceirização de parte dos serviços alimentícios, prática considerada ilícita. Isso porque o objeto principal das licitações e das consequentes contratações não pode ser transferido para empresa subcontratada.

A empresa E. M. de Oliveira Batista Restaurante chegou a ser inicialmente desclassificada pela comissão licitante, por não possuir capacidade técnica para a execução do contrato. Porém, após recurso, o edital foi alterado e a licitante veio a ser classificada posteriormente.

A Promotoria apurou ainda que o parâmetro estabelecido no processo licitatório para a comprovação de qualificação técnica por parte das empresas não é compatível com o serviço a ser executado. Isso porque foi exigido das empresas a aptidão para o fornecimento de no mínimo 350 mil refeições anuais, ao passo que, na prática, o volume necessário é de 5.968.800 refeições anuais, considerando-se a população carcerária atual e o total de cinco refeições por reeducando especificadas no edital. (Denise Soares)

Ex-secretário é preso pela Polícia Federal

O ex-secretário estadual da juventude do governo Carlos Gaguim (DEM), Joaquim Parente Júnior, foi preso pela Polícia Federal nesta segunda-feira (15). Ele é investigado por ter supostamente fraudado licitações do programa Projovem, do Governo Federal, no estado enquanto esteve a frente da pasta, entre 2009 e 2010.

Segundo a PF, o esquema gerou um prejuízo de aproximadamente R$ 200 mil. Uma empresa teria sido contratada irregularmente e recebido por serviços não realizados durante o projeto. O obetivo do programa era reinserir jovens que tiveram que abandonar os estudos no sistema educacional.

A Justiça Federal decidiu manter a prisão provisória de Joaquim Parente Júnior na audiência de custódia, durante a tarde desta segunda. Uma das acusações é de que o ex-secretário tentou coagir testemunhas durante a investigação.

Esta é a segunda vez que Parente é alvo da PF. Durante a Operação Ápia ele foi denunciado por não repassar dinheiro cobrado dos servidores públicos para o pagamento de consignados aos bancos. Este caso foi durante a gestão dele na Secretaria da Fazenda, no governo de Sandoval Cardoso.

A operação recebeu o nome de Krank e se refere ao personagem principal do filme “Ladrão de Sonhos”. Também foram realizadas buscas em um endereço em Paraíso do Tocantins.

Outro lado

O advogado de Joaquim Parente Júnior disse que não vê fundamentos para a prisão, que o cliente não fez nenhum tipo de ameaça a qualquer testemunha e nunca se apropriou de qualquer recurso do programa. Disse ainda que as contas do Projovem foram aprovadas pelo FNDE e que não ficou constatada qualquer irregularidade.

Em nota, a Secretaria da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) disse que a investigação é sobre um programa desenvolvido no Tocantins em gestões anteriores. “Ainda assim, a Seduc se coloca à disposição da Justiça no sentido do colaborar para que os fatos sejam elucidados”, disse a assessoria da pasta.

Por G1 Tocantins

60 pessoas são presas na operação da Polícia Civil contra o crime organizado

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais – DEIC, Núcleo de Paraíso do Tocantins, realizou nesta segunda-feira,15, a “Operação Intramuros”. O objetivo foi cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra mais de 70 membros do crime organizado em Palmas e outras 13 cidades do Tocantins, além dos estados de Goiás, Pará e Piauí. Grande parte dos alvos já cumpriam penas por outros crimes nos principais estabelecimentos prisionais do Estado.

Para a Polícia Civil, esta é a maior operação de combate ao crime organizado no estado, exigindo seis meses de complexo trabalho investigativo. Até o momento, 60 pessoas foram presas e apreendidos 1,5 kg de crack, 1 kg de maconha, além de duas armas de fogo. A operação contou com cerca de 300 policiais civis do Estado por meio das delegacias Especializada na Repressão a Narcóticos – DENARC, da unidade do Ciopaer, do Grupo de Operações Táticas Especiais – GOTE, entre outras unidades da Polícia Civil e agentes do Sistema Prisional do Tocantins.

Segundo o delegado Eduardo de Menezes, responsável pela operação,  as investigações iniciaram em outubro de 2018, após uma tentativa de homicídio no pavilhão B da Casa de Prisão Provisória de Paraíso. “Aprofundamos as investigações a partir da ação realizada pelos técnicos em defesa social da unidade prisional, para  impedir a execução de preso, membro de facção de renome nacional, segregado em um das celas do referido pavilhão. A coleta de informações realizada pela Polícia Civil para esclarecer as causas do atentado contra vida do preso, culminou na construção de rico acervo probatório, o qual delineia com exatidão toda dinâmica criminosa da facção, em especial a engrenagem montada por seus membros para o alcance de sucesso na consumação de homicídios, roubos, entre outros crimes praticados em caráter secundário, com o objetivo de garantir a execução de sua principal atividade, qual seja o tráfico de drogas”, ressaltou.

Homicídios

Em entrevista coletiva no final da manhã desta segunda, 15, o delegado esclareceu a população sobre os reflexos da “luta” entre facções nas taxas de homicídios em geral: “Essa rivalidade se estendeu para as ruas e hoje é, sem dúvida, a principal causa dos homicídios ocorridos no estado (e no país)”. E acrescentou: “A morte de um criminoso rival é o mais ‘importante’ ato em favor da facção, reverte ao integrante na figura de uma espécie de pontuação, utilizada posteriormente para ascender na hierarquia da organização”.

Durante o período de investigações, o Núcleo de Paraíso da DEIC conseguiu ainda esclarecer três homicídios, um ocorrido em Paraíso do Tocantins, e outros dois em Palmas, ambos no mês de setembro do ano passado.

“Gerais”

De acordo com a DEIC de Paraíso, chamou atenção, durante o período de investigação, o estágio avançado de organização que o grupo criminoso alcançou desde sua fundação, ainda na década de 90. Prova disso é sua estruturação em diversos cargos com funções específicas. As principais lideranças atuantes no Tocantins, os chamados “Gerais”, foram presos na operação desta segunda-feira,15. Cita-se, dentre as figuras de maior envergadura, a prisão do “Geral” do Estado, o “Geral” do Interior, o “Geral” de Palmas, o “Geral da Zona Norte de Palmas, o “Geral” de Araguaína, o Geral de Paraíso, o “Geral” de Lagoa da Confusão, “Geral” de Porto Nacional, “Geral” de Colinas, entre outras.

Contas

As investigações identificaram também que parentes dos faccionados realizaram aberturas de acessos bancários onde os valores das comercializações seriam depositados naquelas contas. Quatro contas bancárias utilizadas para movimentar o dinheiro oriundo do tráfico de drogas foram bloqueadas.

Cidades

No Tocantins, os criminosos foram presos nas cidades de Paraíso do Tocantins, Palmas, Barrolândia, Lagoa da Confusão, Marianópolis, Chapada de Areia, Cariri, Porto Nacional, Araguaína, Colinas, Guaraí, Tupirama. No estado de Goiás, ooperacinvestigados foram presos em aparecida de Goiânia. No Piauí, foram presos na cidade de Marcolândia e no Pará, em Paraupebas.

A operação Intramuros continua em andamento e informações adicionais serão repassadas em momento oportuno.

Wherbert Araújo/Governo do Tocantins

Ciro Gomes analisa 100 dias de Bolsonaro: posicionamento do governo é ‘criminoso’

O ex-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), participou nesta segunda-feira de um evento que reuniu intelectuais e artistas do Rio de Janeiro, no Teatro Vanuccio, na Gávea, para analisar os 100 dias do governo Bolsonaro.

Após fazer uma exposição com gráficos e dados sobre a situação econômica do país, Ciro Gomes comentou o posicionamento do atual governo brasileiro referente à política externa, tecendo duras críticas ao alinhamento do país com os EUA e Israel, principalmente. 

“Temos um mau governo, as perspectivas não são generosas, mas não gostaria de concluir sem fazer uma dura crítica ao posicionamento do governo. Porque se é honesto que a gente não cobre resultados tão precocemente, o posicionamento, esté é criminoso”, disse o ex-ministro do governo Lula. 

“Vou tomar, por exemplo, a relação com os EUA. Bolsonaro foi à América do Norte, concedeu aos americanos a isenção de visto, violentando uma tradição brasileira que exige reciprocidade. O Sr. Jair Bolsonaro aceitou um apelo de uma cota de importação pelo Brasil de trigo subsidiado nos EUA de 750 mil toneladas. Isso vai dizimar a triticultura do sul do Brasil. O Sr. Jair Bolsonaro aceitou jogar o papel imundo de ‘big stick’, ou seja, de porrete, do esforço colonial dos americanos em direção à Venezuela”, destacou. 

Ciro Gomes destacou que não aprova o regime venezuelano, mas ressaltou que “lançar o Brasil numa aventura bélica, em potencial, é simplesmente um crime”. 

O político destacou ainda que o presidente Jair Bolsonaro aceitou, sem consultar ninguém, colocar um general brasileiro como vice-comandante das forças do comando sul americano, que, segundo ele, “são as forças encarregadas de garantir o exercício colonial deles e nos submeter como se um protetorado fôssemos”. 

“Isto tudo é uma questão de posicionamento. Sabe o que tomamos em troca? Nada. Qual é a explicação pra isso?”, criticou Ciro Gomes. 

O ex-candidato à Presidência da República também destacou a posição brasileira em relação ao Oriente Médio. 

“A mesma coisa na questão de Israel. O Brasil sempre cumpriu um papel importante na questão de mediar o conflito palestino com Israel. Éramos reconhecidos pelos dois lados como um país equilibrado, que se esforça nos aforamentos internacioanais por uma cultura de paz, etc. E qual é a consequência prática disso? O Brasil passa a ser um país objeto de em eventual conflito judaico-palestino, e a linguagem é o terror”, completou. 

br.sputniknews

MPE investiga se prefeito participou de esquema de propina para vereadores em Augustinópolis

 

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