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LDO de 2020 não prevê concursos nem reajuste para servidores

A proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020, apresentada hoje (15) pelo Ministério da Economia, não prevê concursos não autorizados nem reajustes novos para servidores. A única exceção, segundo o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, é a reestruturação das carreiras dos militares, que terá impacto previsto de R$ 86,85 bilhões nos próximos dez anos.

“Não temos ajuste de carreiras. O que está contemplado é a reestruturação da carreira dos militares”, disse Rodrigues. Ele, no entanto, disse que os militares tiveram uma contrapartida, que foi a reforma da Previdência da categoria, que gerará economia de R$ 97,3 bilhões também em 10 anos.

O secretário de Orçamento Federal do Ministério da Economia, George Soares, esclareceu que a LDO apenas prevê a possibilidade de reestruturação das carreiras militares e que caberá ao Orçamento de 2020, a ser votado pelo Congresso no segundo semestre, decidir de onde virão os recursos.

Soares acrescentou que apenas os concursos autorizados em anos anteriores e os reajustes fruto de acordos antigos foram pagos em 2019. Neste ano, o governo pagou a última parcela do reajuste de diversas carreiras do Executivo federal, aprovado em 2016.

BNDES

Rodrigues disse que, caso o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) devolva em 2019 os R$ 126 bilhões pedidos pelo Tesouro Nacional, a dívida bruta do governo geral (DBGG) cresceria menos este ano. “As devoluções vão acontecer em parcelas, com o banco observando os critérios de solvência, liquidez e de provisões [reservas internas]”, declarou o secretário. Ele, no entanto, disse que a medida é apenas temporária e não segura a evolução da dívida pública no médio prazo.

O projeto de LDO estima que a DBGG passará de 77,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços finais produzidos no país) em 2019 para 79% no fim de 2020. De acordo com Rodrigues, somente a devolução dos R$ 126 bilhões do BNDES reduziria o endividamento em 0,7 ponto percentual se ocorrer de forma integral.

Regra de ouro

O secretário de Orçamento Federal, George Soares, disse que o projeto da LDO de 2020 reduzirá o volume de crédito extraordinário que o governo precisará pedir ao Congresso para cumprir a regra de ouro – artigo da Constituição que exige que a União peça autorização ao Legislativo para emitir títulos públicos que financiem gastos correntes (que não são investimentos). Segundo ele, a proposta limitará o crédito à insuficiência exata a ser diagnosticada no decorrer do próximo ano.

A LDO de 2019 autorizou o governo a pedir crédito de R$ 248 bilhões ao Congresso Nacional para evitar que a União deixe de pagar despesas como benefícios da Previdência Social e do Bolsa Família a partir do segundo semestre. A insuficiência de recursos prevista para este ano, no entanto, caiu para R$ 95,7 bilhões porque o Banco Central teve lucro recorde de R$ 166,7 bilhões no primeiro semestre de 2018. A maior parte desse dinheiro foi usada para abater o rombo da regra de ouro em 2019, reduzindo a necessidade.

Apesar de a insuficiência ter caído, o governo terá de pedir ao Congresso o crédito extraordinário original de R$ 248 bilhões. O projeto já tramita na Comissão Mista de Orçamento do Congresso.

Por Wellton Máximo e Jonas Valente – Repórteres da Agência Brasil

Comando da PM anuncia abertura do edital para o III Curso Operacional de Rotam

O comandante-geral da Polícia Militar do Tocantins, coronel Jaizon Veras Barbosa, anunciou na manhã desta segunda-feira, 15, durante a abertura do 1º Seminário de Patrulhamento Tático do Tocantins, o lançamento do edital para o III Curso Operacional de Rotam (COR). Serão oferecidas 55 vagas, sendo 45 vagas para policiais militares do Tocantins, dentre os diversos postos e graduações, além de 10 vagas para policiais militares de outros estados.

As inscrições acontecem no período de 15 a 19 de abril de 2019. Para os militares do Tocantins as inscrições devem ser realizadas na P/3 de cada unidade, no horário de expediente. Já para os outros estados as vagas serão preenchidas por ordem de solicitação, cabendo a escolha do militar pela instituição a qual pertence.

O curso acontece em cinco etapas: inscrição, inspeção de saúde, Teste de Aptidão Física (TAF), avaliação psicológica e entrevista. Os candidatos selecionados deverão se apresentar no dia 20/05/19 para início do curso, que acontece na sede do Batalhão de Choque da PM, em Palmas, com previsão de carga horária de 620 horas/aula. Todas as informações sobre a seleção estão disponíveis no edital através do link constante no portal da PMTO, do lado direito, na opção Concursos e Seleções: https://portal.pm.to.gov.br/portal/login/view/login.php

Segundo o Comandante-geral da PM, em seu discurso, “a Polícia tem procurado especializar cada vez mais a sua tropa, fazendo com que os cursos e capacitações escolhidos sejam não somente para atender o público interno, mas ofertado também para outras unidades federativas, fortalecendo o vínculo entre estas e o crescimento profissional de ambas”, finalizou.

Arquivo(s)

Ex-secretário de Infraestrutura de Palmas é condenado por falsificar cumprimento de pena alternativa aplicada

Marcílio Guilherme Ávila foi condenado por falsidade ideológica à pena de 2 anos, 5 meses e 5 dias de reclusão. O MPF recorreu para aumentar pena

Marcílio Guilherme Ávila, ex secretário de Infraestrutura do Município de Palmas (2013-2015), foi condenado em Santa Catarina às penas de 3 anos e 4 meses de reclusão, em razão da prática do crime de denunciação caluniosa. A pena de prisão foi substituída por penas alternativas, dentre elas a de prestação de serviços comunitários.

No prazo do cumprimento da pena, Marcílio já residia em Palmas, de modo que a prestação de serviços comunitários deveria ocorrer na Associação de Moradores do Jardim Aureny III, presidida por Raimundo Carlos Pereira. Além de presidente da associação, Raimundo exercia cargo em comissão na própria Secretaria chefiada por Marcílio.

Conforme apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) e reconhecido pela Justiça Federal, tanto Marcílio quanto Raimundo inseriram informações falsas em folhas de frequência apresentadas à 4ª Vara da Seção Judiciária do Tocantins, com o intuito de ludibriar o Judiciário no que diz respeito à comprovação do cumprimento da pena pelo ex-secretário.

Nas folhas de frequência, há o registro de prestação de serviços em dias e horários nos quais Marcílio estava desempenhado suas atribuições de Secretário Municipal de Infraestrutura de Palmas, em eventos oficiais públicos, com cobertura da imprensa, bem como em sábados, domingos e feriados, nos quais a Associação Comunitária não funcionava.

Em razão desses fatos, a Justiça Federal reconheceu a prática do crime de falsidade ideológica e condenou Marcílio Ávila à pena de 2 anos, 5 meses e 5 dias de reclusão, tendo, posteriormente, substituído a pena de prisão por duas penas de prestação pecuniária, cada uma no valor de R$ 25 mil.

O Ministério Público Federal apresentou recurso por entender que a pena aplicada a Marcílio Ávila deve ser aumentada, em razão da presença de circunstâncias desfavoráveis na prática do crime. 

Além disso, o MPF sustenta que a pena de prisão aplicada não pode ser substituída por penas alternativas neste caso, uma vez que o crime de falsidade ideológica foi praticado justamente mediante o falseamento do cumprimento da pena alternativa referente a outro processo criminal (Justiça Federal em Santa Catarina).

Íntegras da sentença e do recurso

Por problema de saúde, prefeito de Paraíso do Tocantins se afasta do cargo

Por G1 Tocantins

Governo lança edital de licitação para manutenção de instalações prediais de Saúde

Novo edital de licitação para contratação de empresa especializada foi publicado no Diário Oficial do Estado dessa quinta-feira, 11- Foto: Tharson Lopes/Governo do Tocantins

Processo engloba a manutenção das 18 Unidades Hospitalares de gestão estadual e mais 32 anexos da pasta

Para gerar economicidade e mais transparência na utilização de recursos públicos, o Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), publicou no Diário Oficial do Estado dessa quinta-feira, 11, um novo edital de licitação para contratação de empresa especializada em engenharia para executar serviços de manutenção preventiva, corretiva e preditiva, nas instalações prediais de Saúde. O processo engloba a manutenção das 18 Unidades Hospitalares de gestão estadual e mais 32 anexos da pasta.

O novo processo licitatório obedece à Instrução Normativa conjunta MP/CGU nº 1, de 2016, que dispõe sobre controles internos, gestão de riscos e governança no âmbito do Poder Executivo. O modelo proposto está previsto no artigo 46 da Lei Federal nº 8.666/93 e não tão menos relevante, é indicado pela Instrução Normativa nº 2, de 30 de abril de 2008, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Os serviços estavam sendo prestados pela Recep Engenharia e não puderam mais ser prolongados, uma vez que o contrato já havia sido renovado por excepcionalidade.

De acordo com o superintendente de Gestão Administrativa, Quesede Ayres, o novo processo deverá gerar economia aos cofres públicos. “A equipe do governador Mauro Carlesse avaliou os últimos três anos de prestação de serviços nas unidades de saúde do Estado. Pudemos analisar todas as ordens de serviço nesse período e buscar a melhor forma de contração que irá gerar economia aos cofres públicos. Além disso, outros anexos da Saúde, como a casa de apoio de Araguaína, também serão contemplados nesse processo”, apontou.

O gestor administrativo ressaltou ainda que a equipe buscou segurança jurídica para publicar o edital de licitação. “Em virtude da instabilidade política de 2018 e das questões orçamentárias de 2019, o edital só pôde ser lançado neste mês de abril”, concluiu. Para que não haja descontinuidade na manutenção das unidades de Saúde do Estado, uma licitação em caráter emergencial deverá ser publicada nos próximos dias para assegurar a regularidade nos serviços prestados.

 

Prefeito apresenta contas e governo suspende intervenção em Ponte Alta do Bom Jesus

O governador Mauro Carlesse (PHS) decidiu suspender aintervenção estadual em Ponte Alta do Bom Jesus e o prefeito Yaporã da Fonseca Milhomem (PV) deve voltar ao cargo. A medida foi tomada após o Tribunal de Contas do Estado confirmar que recebeu do político as contas municipais de 2017 e 2018.

Yaporã Milhomem foi afastado no dia 5 de abril. Neste período, o vereador Alessandro Diniz Chaves esteve a frente do município. O decreto chegou a ser aprovado pelos deputados estaduais. Agora, as contas apresentadas por ele serão analisadas pelo TCE.

Nota

 O Governo do Estado, atendendo a Resolução 159/2019, do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE) publicada no Diário Oficial do Estado no dia 12 de abril de 2019, revogou o Decreto 5.922, de 5 de abril de 2019 que decretou intervenção por 90 dias no município de Ponte Alta do Bom Jesus.

De acordo com o TCE,  o prefeito afastado, Yaporã da Fonseca Milhomem, apresentou as contas referentes aos exercícios de 2017 e 2018 em cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Decreto 5.926 será publicado na edição desta sexta-feira, dia 12 de abril.

MPE a requer suspensão de contrato para construção do Complexo de Turismo em Araguaína

As acusações referem-se às supostas irregularidades em processo licitatório e processos de licenciamento ambiental [Foto: Flávio Herculano]

O Ministério Público Estadual (MPE), por meio das 6ª e 12ª Promotorias de Justiça de Araguaína, ajuizou nesta sexta-feira, 12, Ação Civil Pública (ACP), com pedido de liminar, visando a paralisação das obras e suspensão imediata dos contratos destinados à construção do Complexo de Negócios e Turismo Via Lago. Recaem sobre o Município de Araguaína, o prefeito Ronaldo Dimas e o “Complexo Via Lago”, consórcio formado por três empresas, as acusações de supostas irregularidades em processo licitatório e também nos processos de licenciamento ambiental do empreendimento.

Segundo o Ministério Público, em dezembro de 2018, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) chegou a suspender a construção do “Complexo de Turismo e Negócios Via Lago”,

que seria composto por um Centro de Convenções, hotéis, um shopping center, um centro administrativo municipal, quiosques, restaurantes, totalizando um investimento superior a R$ 200 milhões.

O contrato também prevê a transferência de uma área pública de 61 mil metros quadrados, pertencente ao Município, para o Consórcio de Empresas, que será destinada à construção do shopping center e hotel, em troca da construção do Centro Administrativo Municipal por parte do conórcio. Porém, segundo a Ação, não foi especificado o valor do imóvel que se pretendia alienar e os custos do Centro Administrativo.

Indícios de direcionamento de licitação

Ainda em maio de 2017, o Município de Araguaína lançou edital de chamamento público visando obtenção de interessados em elaborar estudos de viabilidade técnica, jurídica e econômico-financeira para desenvolvimento, implantação, comercialização e gestão do empreendimento imobiliário, tendo a empresa ABL Prime Ltda (empresa integrante do consórcio “Complexo Via Lago” que viria, posteriormente, a vencer a licitação para a construção do empreendimento), se habilitado para o serviço, sem haver, por parte do Município, obrigação de ressarcir os custos, ficando, por conta da empresa, a realização do serviço, com eventual pagamento pelo vencedor da licitação que ainda seria lançada.

Além do serviço demandar um investimento estimado em R$ 3.750 milhões, outro fato que gerou suspeita dos Promotores de Justiça foi o prazo de conclusão dos estudos da expressiva obra, que só durou seis meses. “Fica o questionamento: quem investiria uma quantia elevada em projetos sem a certeza de que venceria a licitação? A resposta parece-nos muito clara no sentido de que a empresa ABL Prime já tinha a garantia de que se sagraria vendedora do certame”, declaram os Promotores de Justiça Tarso Rizo e Gustavo Shult Júnior, diante dos indícios de direcionamento do negócio.

Para o TCE, há fortes indícios de direcionamento de licitação destinada a beneficiar o consórcio “Complexo Via Lago”, integrado pelas empresas DCCA Administração Imobiliária e Gestão Imobiliária Ltda, ABL Prime Ltda e LEMA 01 Parceria Imobiliária Ltda. Restou demonstrado, no contrato social, que duas delas foram constituídas há apenas três meses anteriores à publicação do edital de licitação, tendo ainda a LEMA 1 capital social constituído de apenas R$ 1 mil (hum mil reais), embora detivesse 32% do negócio.

Os Promotores de Justiça elencam diversas cláusulas consideradas ilegais, dentre elas, a cláusula que exige cumulativamente o capital mínimo e garantia da proposta; a não clareza no item que trata da cessão do centro administrativo ao Município, além da exigência de profissional com capacidade técnica que fosse obrigatoriamente vinculado formalmente ou com contrato prévio com a empresa, restringindo assim a concorrência.

Irregularidades ambientais

Também ficou comprovado, por meio de laudo elaborado pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do Meio Ambiente (Caoma) do MPE, que a prefeitura deixou de realizar estudos ambientais necessários, tampouco obteve as licenças ambientais pertinentes a construção do shopping.

Pedidos

Diante das constatações, a ACP requer a imediata suspensão da execução dos contratos firmados entre o Município e o Consórcio “Complexo Via Lago”; suspensão imediata dos efeitos das Licenças Prévia e Licença de Instalação e a proibição ao consórcio de realizar alteração na área ambiental; além da paralisação imediata, por parte do Município, das obras de implantação de aterro ou construção do Centro de Convenções e do centro administrativo municipal, shopping center, hotéis e restaurantes.

No mérito da Ação, pede-se a nulidade do processo licitatório e do contrato firmado entre o Município e o Consórcio. (Denise Soares)

 

ACIARA volta a cobrar adequação do aeroporto e novos voos para Araguaína

Diante do anúncio recente da companhia aérea Passaredo em disponibilizar mais uma rota ligando Araguaína à São Paulo, desta vez noturno, a Associação Comercial e Industrial de Araguaína – ACIARA voltou a reivindicar a adequação do aeroporto para receber aeronaves maiores e novos voos para a cidade.

No último dia 8, diretores da ACIARA se reuniram com o  secretário de Desenvolvimento Econômico do Município, Júnior Marzola, com o deputado federal Thiago Dimas e o representante do senador Eduardo Gomes, Paulo Gomes, para discutir assuntos pendentes sobre a reforma de ampliação do aeroporto de Araguaína.

“Esta sempre foi uma bandeira da ACIARA, porque é muito clara a relação entre o crescimento da cidade e uma porta de entrada facilitada, como o aeroporto. Araguaína já perdeu muitos investimentos por causa dessa baixa oferta de voos. E nossos empresários também precisam viajar para buscar novos investimentos fora do Estado”, explicou o presidente da ACIARA, Dearley Kuhn.

Novo voo

Na última semana, a Passaredo Linhas Aéreas solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) a autorização para um novo voo diário ligando Guarulhos-SP à Araguaína, com escalas em Ribeirão Preto- SP, Goiânia-GO e Palmas- TO. A novidade é que o voo será à noite e assim Araguaína deixaria de receber apenas um voo por dia. A última vez que isso aconteceu foi no ano de 2015.

Redução no ICMS

O governador do Tocantins, Mauro Carlesse, sancionou a Lei nº 3.439, que prevê a redução da base de cálculo do ICMS no querosene de aviação. A alíquota, que era de 14%, passa a ser reduzida de forma progressiva até 3%, conforme os investimentos das empresas aéreas na aviação comercial dentro do Estado.

Com a notícia da redução na reunião, o deputado federal Thiago Dimas entrou em contato com uma executiva da companhia aérea Azul para verificar o que é preciso para voltar a operar em Araguaína.

“A nossa expectativa é que, além de um novo voo, uma nova companhia venha para a cidade. Eu fiz esse contato prévio com a companhia Azul e espero que ainda nesta semana eles possam nos dar uma resposta. Queremos aproveitar essa contrapartida da redução nos impostos no Estado para que seja implantada em Araguaína uma rota para outros destinos. Essa é uma necessidade dos empresários e também do município”, pontuou o deputado.

Reunião em Palmas

Segundo a Agência de Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa do Tocantins (Adetuc), na próxima quinta-feira, 11, às 14 horas, o governador Mauro Carlesse irá receber a diretoria da companhia Azul para a assinatura do Termo de Acordo de Regimento Especial (Tare), dando a concessão do benefício fiscal. A ACIARA pretende enviar uma comitiva de cerca de 30 empresários para acompanhar a assinatura e reivindicar novas rotas para a Araguaína.

Reajustes Feitos

Conforme informado pela executiva da Azul, para que o aeroporto de Araguaína possa receber aeronaves maiores (jatos da Embraer), ele precisa ser classificado na Categoria 3C – ISL.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Júnior Marzola, afirma que todos os reparos que estavam pendentes para a ampliação e reforma do aeroporto de Araguaína foram feitos. Segundo ele, o projeto será entregue à (ANAC) por meio da Secretaria de Aviação Civil (SAC).

“O primeiro questionamento dos empresários na reunião foi sobre como está o projeto para ampliação do nosso aeroporto. O projeto foi apresentado, tinham três situações que foram revistas e já foram solucionados. O terminal será reformado e a principal mudança será na parte tecnológica. O aeroporto passará a operar de voo visual para voo de instrumento, dando mais segurança aos passageiros”, finalizou Júnior Marzola.

Empresários apontam necessidade de melhorias na oferta de crédito em pesquisa da FIETO

As dificuldades enfrentadas, principalmente por micro e pequenas empresários, para obtenção de crédito são o assunto da pesquisa Acesso aos Serviços Financeiros divulgada nesta sexta-feira, 12/04, pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO). O levantamento está disponível no site www.fieto.com.br(link Estudos e Pesquisas) e foi realizado em 2018.

Um dos aspectos observados é que mais da metade das empresas tocantinenses ouvidas (59%) declararam necessitar de financiamento para expandir os negócios. Destas, 84% procuraram as instituições financeiras em 2018 para tentar obter o crédito, mas apenas 53% conseguiram. No entanto, somente 54% das empresas que obtiveram crédito foram contempladas na medida de suas necessidades.  

Ainda que dois terços das propostas de obtenção de crédito tenham sido endereçadas a bancos públicos, os respondentes da pesquisa classificam o acesso ao financiamento bancário como difícil a muito difícil. São poucas as empresas que não tiveram dificuldade na contratação do crédito, apenas 18% do total. A grande maioria (82%) enfrentaram algum tipo de problema, sendo os principais um bom cadastro, com 42% do total, e garantias com 33%.  O documento destaca também que os maiores financiadores da indústria tocantinense são os bancos públicos e privados, seguidos da Agência de Fomento do Tocantins e cooperativas de crédito. Das indústrias tomadoras de créditos, 86% são de micro e pequeno porte com empréstimos que variam entre R$ 10 mil a R$ 1 milhão. 

Sobre a destinação do crédito, o estudo constatou que 58% foi para capital de giro (despesas correntes e aquisição de matéria-prima) e 30% para investimento (compra de máquinas, equipamentos, ampliação e modernização).

Os problemas para a obtenção de crédito aparecem em pesquisas da FIETO desde 2007, quando foi iniciada a publicação Sondagem Industrial, de acordo com a gerente da Unidade de Desenvolvimento Industrial, Amanda Barbosa. “O acesso ao crédito é um gargalo recorrente apontado pelos empresários tocantinenses. Essa demanda nos motivou a implantar um atendimento específico sobre este tema para atuar nesta demanda do segmento industrial e aproximar o empresário das instituições financeiras para, assim, minimizar os problemas evidenciados na pesquisa”, explica.

O Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC) foi implantado em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e tem como objetivo orientar os industriais a acessarem o crédito de uma maneira consciente, contribuindo para aumentar suas chances no mercado financeiro por meio de capacitações, rodadas de créditos e consultorias.

Serviço: Assessoria de Imprensa FIETO (63) 3229-5775

Governo detalha regras do ensino domiciliar

O governo federal anunciou hoje (11) regras que deverão vigorar no âmbito da educação domiciliar, caso seja aprovado projeto de lei (PL) sobre o assunto assinado hoje (11) pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo o PL, a opção por esse modelo de ensino terá que ser comunicada pelos pais do estudante, ou pelos responsáveis legais deste, em uma uma plataforma virtual do Ministério da Educação (MEC). 

Além de comprovar o vínculo com o aluno, os pais ou responsáveis pelo estudante ficam encarregados de apresentar um plano pedagógico individual, detalhando a forma como as aulas serão conduzidas. A orientação do ministério é que o cadastro seja efetuado no sistema de dezembro a fevereiro, preferencialmente. 

De acordo com o MEC, o cadastro deverá ser renovado a cada ano. Também a cada ano, os pais ou responsáveis pelo estudante precisarão apresentar um plano pedagógico correspondente ao novo ano letivo. Somente depois de a documentação e o plano serem analisados é que o MEC irá gerar para o estudante uma matrícula que ateste a opção pela modalidade de educação domiciliar.

O ministério informou que os termos do cadastramento serão divulgados em regulamento próprio. No documento apresentado nesta quinta-feira, o governo destaca que, enquanto a plataforma virtual ainda não estiver disponível, as famílias têm assegurado o direito de exercer a educação domiciliar. A previsão é de que a página eletrônica fique pronta no prazo de até 150 dias contados a partir da publicação da lei.

Avaliação

A proposta encaminhada ao Congresso Nacional exige que o estudante matriculado em educação domiciliar seja submetido a provas para aferir se ele está, de fato, assimilando o conteúdo transmitido em casa. A avaliação deve ocorrer a partir do 2º ano do ensino fundamental, uma vez ao ano, preferencialmente em outubro.

A elaboração e gestão da prova ficarão a cargo do MEC, que emitirá, posteriormente, um calendário em que informará a data. O teste terá um custo, mas o governo antecipou que condições de isenção de pagamento para famílias de baixa renda serão estabelecidas.

A certificação da aprendizagem, obtida quando o desempenho do estudante for considerado satisfatório, terá como base os conteúdos programáticos referentes ao ano escolar correspondente à idade do estudante, conforme a Base Nacional Comum Curricular. No projeto de lei, considera-se a possibilidade de avanço nos cursos e nas séries, nos termos do disposto na Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

Conforme as diretrizes do projeto de lei, os pais ou os responsáveis legais perderão o exercício do direito à opção pela educação domiciliar em quatro situações: quando o estudante for reprovado por dois anos consecutivos, nas avaliações anuais e nas provas de recuperação; quando o estudante for reprovado, em três anos não consecutivos, nas avaliações anuais e nas recuperações; quando o aluno faltar à avaliação anual e não justificar sua ausência; ou enquanto não for renovado o cadastramento anual na plataforma virtual.

Quanto à convivência com outras crianças e adolescentes, um dos aspectos questionados por críticos à modalidade de ensino domiciliar, o governo ressalta que é dever dos pais ou dos responsáveis legais assegurá-la. O PL estabelece também que caberá a eles monitorar, de forma permanente, o desenvolvimento do estudante, seguindo as orientações nacionais curriculares.

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil 

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