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Bolsonaro avalia deixar PSL e criar um novo partido ‘do zero’

O presidente Jair Bolsonaro disse que a probabilidade de deixar o PSL seria de 80% e atacou Globo e Witzel.

Na noite deste domingo, durante uma entrevista para a TV Record, o presidente Jair Bolsonaro comentou as suas desavenças com a liderança do seu partido, PSL.

“Eu pago conta sobre qualquer desvio de terceiro no partido. E a mesma coisa acontece no tocante ao fundo partidário”, declarou o político, que vive um conflito aberto com o presidente nacional da sigla, deputado Luciano Bivar (PE).

Bolsonaro afirmou que precisa ter o comando do partido, ou então seguirá por outro caminho. Ao ser perguntado se pensaria em sair da sigla atual, o presidente respondeu: “80% para sair e 90% para criar um novo partido que vai começar do zero. Sem televisão, sem fundo partidário, sem nada”.

Ele acrescentou que, se seguir em frente, gostaria de criar um partido novo até o mês de março do ano que vem, e que pretenderia ter aproximadamente 200 candidatos em todo o país durante as eleições municipais de 2020.

O presidente também voltou a atacar a Globo, em função da reportagem da emissora, que foi ao ar no dia 29 de outubro, na qual o seu nome era relacionado à investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

“Não pode uma emissora como a Globo jogar um balde de água suja sobre mim e depois ficar por isso mesmo. A Rede Globo tem que explicar que é que vazou um processo que corria em segredo de Justiça”.

O presidente pediu um “espaço de 15 minutos ao vivo no Jornal Nacional para explicar isso e mais coisas” e prometeu cobrar a emissora sobre as suas fontes. Bolsonaro voltou a apontar o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que nega envolvimento, como possível responsável pela informação publicada. Pra o político, Witzel “tem usado a máquina pública” para o perseguir.

sputniknews

Enem: 1,2 milhão de inscritos faltaram; 376 foram eliminados

Cerca de 3,9 milhões de pessoas fizeram hoje (3) o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os cerca de 1,2 milhão de faltosos representam 23% do total de 5,1 milhões de inscritos. Ao todo, 376 pessoas foram eliminadas por descumprirem as regras do exame. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).  

“Deu tudo certo, foi tudo perfeito, funcionou tudo bem. Tivemos a mais baixa abstenção da história”, avaliou o ministro da Educação, Abraham Weintraub. A taxa é mais baixa que a de faltas no primeiro dia de prova do ano passado, quando 24,9% dos inscritos não compareceram ao exame.

O índice total de abstenções no Enem 2019 será fechado apenas após o segundo dia de aplicação, no próximo domingo (10). Quem não fez a prova neste domingo ainda poderá comparecer ao segundo e último dia do exame.

O ministro avaliou o número de eliminados como baixo. Neste ano, o Enem passou a ter uma nova regra, candidatos cujos aparelhos eletrônicos que emitissem qualquer som, mesmo dentro do envelope porta-objetos seriam eliminados.

Vazamento da prova

Uma foto da prova de redação do Enem vazou hoje nas redes sociais. Segundo Weintraub, as investigações, a cargo da Polícia Federal, indicam que a foto foi tirada por um aplicador de prova.  

O ministro explicou que a suspeita de que tenha sido um aplicador se deve ao fato de que aparecem na imagem três provas de pessoas que faltaram ao exame e apenas aplicadores têm acesso ao caderno de provas de candidatos faltosos. A identificação é possível devido ao código de cada prova. “Houve a tentativa de macular, de colocar em xeque o Enem, ele foi um péssimo profissional, péssima pessoa ao fazer isso, mexe com a vida de 5 milhões de pessoas”, disse o ministro.  

Segundo o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, ao contrário dos participantes, que são eliminados se os celulares estiverem fora do envelope porta-objetos, os aplicadores podem portar os aparelhos.

“Porque eles entram em contato com os coordenadores para reportar problemas ou pedir orientações”, explicou Lopes. No entanto, no momento de abertura dos malotes e distribuição das provas, os aplicadores são orientados a não portarem celulares.

Segundo o ministro da Educação, apesar de a imagem ser verdadeira, o vazamento não causou prejuízo aos participantes, uma vez que a imagem foi divulgada após o início da aplicação: “O impacto foi zero”.

O ministro defendeu uma punição severa ao culpado por divulgar a imagem: “O que a gente vai tentar fazer é escangalhar ao máximo a vida dele. Eu sou a favor sempre de que pessoa que é um transgressor pague o preço da transgressão dela”, disse. “A gente vai atrás de absolutamente tudo que puder fazer para essa pessoa pagar pela má-fé dela, pela falsidade, pela traição que ela cometeu. Absolutamente tudo. Se der para ser criminal, criminal, cível, absolutamente tudo que a gente puder fazer para essa pessoa realmente se arrepender amargamente de um dia ter vindo ao mundo”, complementou.

Tema da redação

tema da redação deste ano foi Democratização do acesso ao cinema no Brasil. “Antigamente para ter acesso ao cinema, precisava de estrutura grande para produzir um filme e estrutura para ver o filme. Hoje, [a gente] vê o filme aqui”, disse levantando o celular. “Consegue fazer filme de coisa barata, isso democratizou”.

Segundo o ministro, não há uma resposta única para a redação. “O objetivo da redação é a pessoa conseguir elaborar um texto com argumentos racionais tangíveis e bem escrito. Achei muito bom o tema, gostei do tema, porque tinha várias possibilidades”, disse.

Sobre os conteúdos da prova como um todo, ele ressaltou que a orientação foi a elaboração de uma prova por meio da qual fosse possível selecionar pessoas qualificadas para entrar na faculdade: “O objetivo do Enem é selecionar as pessoas mais capacitadas. E acho que foi plenamente atendido”. Ele reafirmou que nem ele, nem o presidente do Inep tiveram acesso às provas com antecedência. “Tivemos contato com a prova hoje”.

Os participantes fizeram hoje as provas de redação, ciências humanas e linguagens. No dia 10, farão as provas de matemática e ciências da natureza.

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil 

Piracema tem início com operação de fiscalização de Grupo de Trabalho

O Grupo de Trabalho seguirá com a operação de fiscalização em todo Estado, durante o período da piracema que ocorre entre 1º/11/19 a 29/02/20

No Tocantins, a fiscalização da piracema teve início na noite desta sexta-feira,  1º, com o GT (Grupo de Trabalho), formado por  órgãos  ambientais e de fiscalização que realizou na entrada da ponte Fernando Henrique Cardoso, sentido Palmas – Paraíso, próximo a garagem central de veículos do Estado,  uma blitz de sensibilização e abordagem de veículos. O período da piracema ocorre entre 1º/11/19 a 29/02/20, e o Grupo de Trabalho seguirá com a operação de fiscalização em todo Estado.

Antes da operação o diretor de Proteção e Qualidade Ambiental do Naturatins, Eliandro Carlos Gualberto, reuniu-se com as equipes do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), Batalhão de Policiamento Militar Rodoviário Estadual e de Divisas (BPMRED), Guarda Metropolitana de Palmas (GMP) e com os fiscais ambientais do Naturatins, na Base de Fiscalização da Praia da Graciosa, ocasião que foi realizado o planejamento logístico da ação.

Também fazem parte do GT, a Marinha do Brasil – Capitania Fluvial do Araguaia-Tocantins, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Ibama, a Polícia Militar do Tocantins (PM-TO), o Ministério Público Estadual (MPE), a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), a Fundação Municipal de Meio Ambiente (FMA) e a  Delegacia Especializada de Repressão  a Crimes Contra o Meio Ambiente  e Conflitos Agrários (Demag).

“A proposta do Naturatins é realizar uma fiscalização integrada para coibir a pesca no período da piracema no Tocantins. Estamos seguindo o modelo da Força-Tarefa de fiscalização integrada, quando o Governo do Estado estabeleceu uma fiscalização forte durante o período de seca, no sentido de monitorar e combater os focos de incêndio. Foi uma iniciativa que teve êxito e com a fiscalização integrada queremos impedir a pesca predatória durante a piracema”, disse o diretor.

O primeiro dia da piracema no Tocantins foi marcado com a  primeira  operação com equipes do GT. A ação teve caráter repressivo e educativo, quando as equipes de segurança, abordaram os motoristas que circulavam na ponte que faz a ligação entre Palmas e Paraíso do Tocantins.

Durante a operação foram abordados ônibus, caminhões e veículos de passeio. Os porta-malas foram abertos e verificado se havia alguma irregularidade. A ação teve como proposta mostrar à população a presença firme dos órgãos de controle.

Para o engenheiro civil, Wallson Osni Guetter, as medidas de fiscalização contribuem bastante para conscientizar a população sobre a importância de proteger a fauna aquática dos rios e lagos do Estado.  O empresário, Vanduil Júnior, destaca que a operação de fiscalização é necessária, “só teremos um futuro melhor com a conscientização de que temos que preservar. E a piracema está neste contexto”, ressaltou.

Tânia Caldas/Governo do Tocantins

Carlos Guimarães vence eleição do Sindicato de Araguaína

A chapa liderada pelo agente de endemias Carlos Guimarães venceu a eleição para o Sisepar (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araguaína) disputada nesta quarta-feira, 30 de outubro. O grupo contou com o respaldo da Feserto (Federação dos Sindicatos de Servidores Públicos do Tocantins) e da Força Sindical-TO.

A entidade representa 3,8 mil servidores públicos municipais. Ao todo, entidade tem cerca de 700 filiados e 369 compareceram para votar. A chapa liderada por Carlos Guimarães, que buscava a reeleição, obteve 238 votos, ou seja, 64%. Os adversários fizeram 131 votos – 36%.

Neste novo mandato de quatro anos, o principal objetivo é seguir lutando pelo Plano de Cargos e Carreiras dos servidores municipais. Já no campo institucional, o trabalho será para ampliar o número de filiados.

“Nós vamos dar total apoio ao sindicato de Araguaína em todas as suas lutas. Entendemos que um sindicalismo forte se ó obtido com união da classe e das entidades parceiras”, ressaltou o presidente da Fesserto e da Força Sindical-TO, Carlos Augusto Melo de Oliveira (Carlão).

Bolsonaro ‘traiu’ militares, esquerda ‘lançou uma boia’, diz representante da categoria

O processo de aprovação da proposta de reforma da Previdência dos militares aproximou partidos da esquerda de representantes da categoria, que chegaram a classificar o presidente Jair Bolsonaro como “traidor”.

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Análise de Legislações Militares (Ibalm), Claudio Lino, o texto do Projeto de Lei 1645/19 é uma “colcha de retalhos”, que “coloca remendo novo em roupa usada” e vai provocar uma “grande disparidade entre os oficiais e graduados”. Além disso, ele reclama que “não houve uma discussão aprofundada” sobre o tema.

Na terminologia militar, oficiais são os cargos mais altos na hierarquia, enquanto os graduados, ou praças, ocupam os postos mais baixos.

A proposta foi aprovada no final de outubro, quase que sem alterações em relação à original, na Comissão Especial da Câmara que analisou o PL. Um dos pontos que mais causaram críticas são os aumentos nos adicionais de habilitação, obtidos com a realização de cursos de aperfeiçoamento e especialização, que podem chegar a 73% para militares de altas patentes, como generais.

Para alguns praças, no entanto, esse acréscimo, em alguns casos, é de apenas 12%. O aumento na remuneração bruta de alguns oficiais pode chegar a 40%.

“O adicional de habilitação privilegia com aumentos muito maiores a alta cúpula. Mas a grande maioria dos militares, mais de 80%, é formada por graduados”, disse Lino à Sputnik Brasil.

Um destaque apresentado pelo PSOL, com apoio do PT, pedindo o fim da diferenciação nessa gratificação, foi derrubado na Comissão Especial. Votaram contra muitos deputados da base do governo e do PSL, sigla do presidente. No dia em que foi analisado, representantes de associações militares protestaram e criticaram duramente Bolsonaro. 

PSOL foi “único a lançar boia para quem estava se afogando’

“Foi engraçado. O pessoal da extrema-direita, quando houve a movimentação do PSOL, ficava nos criticando. Mas eles foram os únicos que lançaram a boia para quem estava se afogando, os únicos que entenderam o que estava acontecendo. Essa aproximação é bem-vinda”, afirmou o advogado. 

A argumentação do relator do PL, deputado Vinícius Carvalho (Republicanos-SP), é de que caso fosse aprovado, o destaque do PSOL causaria um prejuízo de R$ 130 bilhões em 10 anos para a União. “O destaque desvirtua os pilares meritocráticos do projeto”, afirmou o parlamentar, segundo publicado pelo portal Poder360.

As gratificações previstas na proposta são uma maneira de compensar o endurecimento nas regras da previdência dos militares. O texto determina que, para passar à inatividade, o tempo mínimo de serviço subirá dos atuais 30 para 35 anos, com pelo menos 25 anos de atividade militar, para homens e mulheres.

Além disso, as  contribuições referentes às pensões para cônjuge ou filhos, por exemplo, aumentarão dos atuais 7,5% da remuneração bruta para 9,5% em 2020 e 10,5% em 2021. Pensionistas, alunos, cabos e soldados e inativos, atualmente isentos, passarão a pagar essa contribuição. A estimativa é de que a economia total será de R$ 10,45 bilhões em 10 anos (no caso da previdência civil, esse valor é de R$ 800 bilhões).

Jair Bolsonaro posa para foto durante comemoração do dia do Exército, em abril de 2017.
© FOTO / ERALDO PERES/ AP
Jair Bolsonaro posa para foto durante comemoração do dia do Exército, em abril de 2017.

Mas para o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), a concessão dos benefícios  é injusta. “Como você garante reajuste para quem está no topo da carreira militar e quem está na base da hierarquia militar pode chegar a ter decréscimo, diminuição no rendimento?”, questionou, segundo publicado pelo portal da Câmara dos Deputados.

Bolsonaro nos ‘ignorou’

Insatisfeito, o parlamentar reuniu as assinaturas necessárias e entrou com recurso para o PL ser votado no plenário da Câmara. Caso o pedido seja aprovado, o texto terá que ser analisado na Casa. Pelo atual rito do processo, o texto segue direto para o Senado.

De acordo com o presidente do Ibalm, a sensação é de traição por parte de Bolsonaro, que é ex-capitão do Éxercito. “Como deputado, ele defendia mudanças na Medida Provisória de 2001 que tirou vários direitos dos militares, falava que ia ajudar, defendia com unhas e dentes. Quando assume o poder, não fez o que prometeu. Como militar, deveria ter conversado. Alguns grupos o procuraram, mas foram ignorados. Deveria ter havido mais respeito e consideração”, criticou.

Segundo o Ministério da Defesa, o projeto “é justo e necessário”, não há privilégios e, “ao contrário do que tem sido propagado, a proposta não divide oficiais e praças”. Além disso, a pasta afirma que os estudos da reforma “foram iniciados em 2016” e ela é “autossustentável”, incentivando “a qualificação técnico-profissional e promovendo a meritocracia”. Sobre as gratificações, diz que “todos os militares de carreira podem vir a receber os percentuais mais altos do adicional de habilitação, desde que realizem os respectivos cursos com aproveitamento”. 

sputniknews

Entenda o novo formato de ingresso nos colégios cívico-militares no Tocantins

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) e do Comando Geral da Polícia Militar, anunciou nessa terça-feira, 29, mudança no formato de ingresso dos alunos nos colégios cívico-militares do Tocantins.

Com o objetivo de promover a democratização e oportunidade igualitária de acesso, o Estado passa a adotar para esta modalidade o mesmo sistema que já é utilizado em toda a rede estadual de ensino, sem processo seletivo.

 Abaixo, listamos cinco pontos que vão esclarecer essa mudança.

1 – Por que o Governo mudou a forma de ingresso nos colégios militares?

O Governo formalizou o modelo que já vinha sendo testado, com sucesso, desde o início desta Gestão, nas seis novas unidades de colégios militares implantadas. Conforme explica a titular da Seduc, Adriana Aguiar, a intenção é ofertar condições de igualdade de ingresso nessas unidades de ensino.

“Em 10 anos, o Estado havia instalado seis escolas militares, ao passo que, em cerca de 1 ano e meio, este Governo dobrou o quantitativo, implantando mais seis escolas nesta modalidade. Em nenhuma destas seis foi realizado processo seletivo. Nós garantimos a permanência dos alunos que já se encontravam matriculados regularmente nas unidades escolares e as novas vagas foram preenchidas pelo sistema já utilizado pela rede estadual de ensino”, explica.

Adriana Aguiar destaca também que a alteração está em consonância com a Lei nº 9.394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), no sentido de observar as diversidades de oportunidades de acesso aos ambientes escolares. “A ideia é que o processo de entrada na escola seja plural e que todos tenham acesso, de modo que o desenvolvimento educacional caminhe junto ao desenvolvimento social. Com essa mudança, a entrada em todas as unidades será igualitária”.

O coronel da Polícia Militar Márcio Antônio Barbosa de Mendonça, chefe do Estado Maior, ressalta que a nova forma de ingresso não irá mudar a metodologia da modalidade de ensino. “O novo processo de matrícula vem para tornar o ingresso mais democrático, sem perder a qualidade do ensino”, pondera.

2 – Como será feita a seleção dos alunos para ingressar nos colégios militares?

Antes de explicar a nova forma de ingresso, é preciso destacar que os alunos que já estudam nos colégios militares não precisarão se preocupar quanto às suas vagas, pois as renovações delas serão garantidas pela Seduc, a menos que o estudante opte por mudar de unidade de ensino. É assim que ocorre em todas as escolas.

Para o próximo ano letivo, a matrícula dos alunos novatos será feita com cadastro on-line ou via telefone, assim como nas demais unidades escolares da rede. O Sistema Informatizado de Matrículas seleciona, de forma democrática e equitativa, dando livre acesso a todos. A ferramenta possibilita que os estudantes, pais ou responsáveis, no momento da solicitação de matrícula, indique a unidade escolar de sua preferência.

No sistema, aparecem apenas as escolas que possuem vagas disponíveis. Havendo número maior de solicitações de matrícula que de vagas disponíveis para a unidade escolar, o sistema, de forma automática, realiza sorteio entre os inscritos, dando prioridade para estudantes portadores de necessidades especiais. O sistema é automático, justamente para garantir lisura e que não haja interferência humana no processo.

Não sendo contemplado para a vaga na escola de sua preferência, o estudante é, também de forma automática, direcionado para outra escola, já previamente apontada por ele como segunda ou até terceira opção para ingresso. É assim, que a Seduc garante um processo transparente de matrículas em toda a rede estadual.

A solicitação de matrícula deverá ser feita no site matricula.seduc.to.gov.br ou pelo telefone 0800-63-5050, conforme o calendário de matrículas da rede estadual, que será divulgado posteriormente.

No Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Costa e Silva, em Gurupi, o ingresso, neste ano, foi sem processo seletivo. O diretor da unidade, capitão Tiago Nascimento, conta como a mudança beneficiou a comunidade. “Evitamos as grandes filas na porta da escola, pois tudo foi realizado de forma on-line, em um processo tranquilo. Além disso, foi uma forma de acesso democrática e transparente”.

3 – A forma de ensino e de disciplina vai mudar nos colégios militares do Tocantins?

Não. De acordo com a secretária Adriana Aguiar, nada vai mudar na metodologia dos colégios militares, nem no formato da equipe. “Os colégios militares possuem um diretor e uma equipe disciplinar que são militares. Toda a coordenação pedagógica e equipe docente é formada por servidores da Seduc e, em nada, isso mudará”, garante.

“É um modelo que vem dando certo e a nossa intenção não é mudar nem a rotina, nem a metodologia, mas sim dar oportunidade a todos os alunos de terem acesso a essa escola que vem dando certo”, complementa Adriana Aguiar.

4 – Por que mudou o nome dos colégios?

O Governo editou no último dia 29 de outubro um decreto que altera a nomenclatura dos colégios militares. A escola que oferta somente ensino fundamental passará a ser designada como Colégio Estadual Cívico-Militar. As que ofertam ensino médio passam a ser Centro Estadual de Ensino Médio Cívico-Militar.

“A nova nomenclatura simboliza o que os colégios militares realmente são: unidades de ensino estaduais, cívicas e com uma metodologia militar. Então, a nova nomenclatura é para aproximar daquilo a que ela se propõe”, esclarece Adriana Aguiar.

5 – Qual a diferença de um Colégio Cívico-Militar para os de outros formatos?

O diferencial dessas unidades é que elas contam com direção e coordenação disciplinar da Polícia Militar e coordenação pedagógica e corpo docente da Seduc. Atualmente, o Estado conta com 12 colégios e mais de 7,6 mil estudantes atendidos nesta modalidade.

Jesuino Santana Jr. e Patrícia Saturno/Governo do Tocantins

Loterias da Caixa poderão ter preços reajustados a partir de janeiro

Brasília - O Caminhão da Sorte da CAIXA sorteia o concurso 1.986 da Mega-Sena, valendo um prêmio de R$19 milhões, na quadra 302 de Samambaia - DF (Wilson Dias/Agência Brasil)

O Ministério da Economia autorizou a Caixa Econômica Federal a reajustar, a partir de 1º de Janeiro de 2020, os preços de suas loterias, conforme portaria nº 8.061 da Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria, da Secretaria Especial de Fazenda, do Ministério da Economia, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (31). A Mega-Sena, cuja a aposta simples, com seis dezenas marcadas, o apostador paga atualmente R$ 3,50, passará para R$ 4,50.

Novos preços

Dupla-sena: a aposta simples, ou mínima, passa a custar R$ 2,50

Lotofácil: a aposta simples, ou mínima, passa a custar R$ 2,50

Lotomania: a aposta única passa a custar R$ 2,50

Quina: a aposta simples, ou mínima, passa a custar R$ 2

Os jogos de prognósticos esportivos serão também majorados:

Loteca: a aposta simples, ou mínima, passa a custar R$ 1,50, passando, em consequência, a aposta múltipla mínima obrigatória, que compreende um prognóstico duplo, a custar R$ 3.

Lotogol: a aposta simples, ou mínima, passa a custar R$ 1,50.

Timemania: a aposta única passa a custar R$ 3.

De acordo com a portaria, a cobrança de novo preço somente poderá a ser feita após divulgação ostensiva nos veículos de comunicação do país e também pela internet, com antecedência mínima de três dias úteis da data de início da cobrança.

Por Agência Brasil 

Projeto que amplia porte de armas divide opiniões em Plenário; texto pode ser votado nesta quarta

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O projeto que torna menos rigorosas as regras para a posse e o porte de armas de fogo (PL 3723/19) dividiu opiniões no Plenário da Câmara dos Deputados. O texto foi discutido nesta terça-feira (29) e poderá ser votado na quarta (30).

Parlamentares contrários ao texto afirmam que haverá aumento de violência, enquanto os favoráveis criticam as restrições impostas pelo Estatuto do Desarmamento.

O texto do relator, deputado Alexandre Leite (DEM-SP), diminui de 25 para 21 anos a idade mínima para a compra de armas; permite o porte de armas para os maiores de 25 anos que comprovem estar sob ameaça; aumenta as penas para alguns crimes com armas; e permite a regularização da posse de armas de fogo sem comprovação de capacidade técnica, laudo psicológico ou negativa de antecedentes criminais. O texto também aumenta a quantidade de profissionais autorizados a carregar armas.

Divergências
O deputado João Daniel (PT-SE) acusou o presidente da República, Jair Bolsonaro, de atuar em favor dos interesses da indústria bélica. “Nós sabemos que armas servem para matar. Segurança se resolve com políticas de Estado: geração de emprego e segurança pública”, afirmou.

Na opinião do deputado Hildo Rocha (MDB-MA), o Estatuto do Desarmamento “veio para desarmar o cidadão de bem”, ao contrário do que foi pregado à época. Ele disse que a proposta de ampliar a posse e o porte de armas é boa e faz justiça para algumas categorias.

“Por que o guarda municipal de cidades menores não pode ter porte de armas?”, questionou. “Estamos aprimorando o maligno Estatuto do Desarmamento”, disse Rocha.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) defendeu a manutenção do Estatuto do Desarmamento. Para ele, o governo não tem uma política de segurança pública além da promessa de ampliar o acesso a armas. “Aqui está previsto um derrame de armas na sociedade, que desfigura o Estatuto do Desarmamento e não resolve os problemas de segurança da nossa população”, declarou.

O deputado Fábio Trad (PSD-MS) também afirmou que a política de segurança pública de governo não pode se limitar à ampliação do porte de armas. “É preciso que se tenha uma leitura sobre o sistema carcerário – que falta ao projeto –, e uma leitura atenta sobre princípios de segurança pública”, disse o parlamentar. Ele destacou que parte do problema é gerado pela desigualdade social brasileira.

Categorias profissionais
Para o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), é preciso ampliar o porte de armas para categorias como agentes socioeducativos, peritos, policiais de assembleias legislativas e fiscais ambientais, entre outros. Ele destacou que os profissionais terão de fazer cursos para portar o armamento. “É uma coisa séria, feita com responsabilidade”, disse.

Já o líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), criticou a ampliação de categorias com acesso a armas de fogo. “É uma lógica de segurança pública torta. Estamos falando em entregar armas para um agente de trânsito, o que pode causar ‘bangue-bangue’ no trânsito”, condenou.

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

Governador Mauro Carlesse assina Medida Provisória que altera o Fundo e o Conselho de Segurança Pública do Tocantins

Ato de assinatura foi realizado na Sala de Reuniões do Palácio Araguaia, nesta terça-feira, 29

O governador do Estado do Tocantins, Mauro Carlesse, assinou na manhã desta terça-feira, 29, a Medida Provisória que altera as leis que instituem o Fundo de Segurança Pública do Estado do Tocantins (FUSPTO) e o Conselho de Segurança Pública (Conesp).  A medida também dispõe sobre a cumulação de responsabilidades administrativas para os integrantes da carreira de delegados de Polícia Civil. As alterações foram necessárias para que o Estado possa receber os recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.

O ato de assinatura da Medida Provisória foi realizado na Sala de Reuniões do Palácio Araguaia, com a presença do titular da pasta da Segurança Pública, Cristiano Sampaio, dos secretários chefe da Casa Civil, Rolf Vidal, e da Fazenda e Orçamento, Sandro Henrique e a cúpula da Polícia Civil do Estado. Com as adequações, a Polícia Civil e a Polícia Científica passaram a ser incluídas no Conselho Estadual de segurança Pública e o FUSPTO passa a ser vinculado à Secretaria da Segurança Pública. O Fundo tem por finalidade prover, em caráter complementar, recursos financeiros objetivando a modernização, o fortalecimento institucional, o reequipamento, a manutenção e a aquisição de bens de consumo e serviços para o Sistema de Segurança Pública do Estado do Tocantins.

“São os últimos ajustes necessários, para que o Estado do Tocantins possa receber os recursos do Governo Federal, provenientes do Fundo Nacional de Segurança, destinados às ações das polícias, Civil, Militar Corpo de Bombeiros e ações da Secretaria de Segurança Pública de caráter preventivo, estruturação de centros de operações e vários projetos que foram mapeados a partir das necessidades do Estado”, explicou o titular da pasta da Segurança Pública, Cristiano Sampaio. Ele adiantou que essa medida vai permitir receber até o final de novembro algo em torno de R$ 5,5 milhões referentes ao exercício de 2019.

Indenizações

Em outro ponto da Medida Provisória, que versa sobre a cumulação de responsabilidades administrativas para os integrantes da carreira jurídica de Delegado de Polícia Civil, Cristiano Sampaio explicou que pela lei até então em vigor, somente era possível pagar o acúmulo de funções aos delegados que estivessem em delegacias e como o regimento interno criou as divisões especializadas não havia previsão na lei para que recebessem indenizações. “Essa Medida Provisória veio para corrigir essas distorções e permitir que quem está acumulando funções possa receber. Essa iniciativa mostra a sensibilidade do Governador Mauro Carlesse”, disse.

O governador Mauro Carlesse destacou que a Segurança Pública é uma prioridade do Governo, e que está empenhado em aparelhar e dar melhores condições de trabalho aos envolvidos no setor. “Somos um Governo que faz política para melhorar as condições de vida das pessoas e do Estado do Tocantins. O que estamos fazendo é nossa obrigação, dar condições de trabalho aos servidores e aos organismos de segurança para mostrar para o Brasil que o Tocantins é um Estado seguro. O que muitos estados não fazem, nós estamos fazendo”, finalizou.

Jarbas Coutinho/Governo do Tocantins

Estudantes classificados em memórias literárias estão em São Paulo participando da Olimpíada de Língua Portuguesa

São três alunos e três professores que estão participando da formação oferecida pela Olimpíada

Mais uma equipe de professores e estudantes está participando do Encontro de Semifinalistas da 6ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa, categoria memórias literárias, que está sendo realizado em São Paulo. Do Tocantins, estão participando o aluno Luiz Eduardo Pereira da Silva e o professor Átila Miller Fernandes, da Escola Estadual Joaquim Francisco de Azevedo, de Taipas do Tocantins; o estudante Gabriel Antônio de Moura, com a professora Samara Gonçalves Lima, do Colégio Militar de Arraias; e a estudante Ana Clara Luz e a professora Marilda Belizário da Silva Ribeiro, da Escola Municipal Beatriz Rodrigues da Silva, de Palmas.

O estudante Luiz Eduardo está participando com o texto O pequi nosso de cada dia, o aluno Gabriel está na semifinal de Memórias Literárias com o tema Uma fênix em minha vida e a aluna Ana Clara, com o texto Saudades do Canela.

Esse encontro presencial da Olimpíada começou na segunda-feira, 28, e vai até o dia 30, com o anúncio da classificação dos trabalhos dos alunos e entrega de medalhas. Participam do encontro 125 estudantes brasileiros, que compartilham ideias, sonhos e sentimentos nos textos apresentados e seus respectivos professores.

A professora Samara contou que esta é a sua segunda participação na olimpíada. “Participei em 2012, chegamos à etapa final, e estou aprendendo muito. A minha prática pedagógica está sendo redirecionada mais uma vez, graças à troca de experiências e vivências com outros professores do país inteiro, graças também à formação oferecida pela olimpíada, que está sendo realizada em São Paulo e à formação, que é feita no site da OLP. Retornarei para a sala de aula mais revigorada, mais fortalecida para oferecer um ensino de qualidade para nossos alunos. Sinto-me lisonjeada em participar de um concurso desse nível, porque o nível da olimpíada é elevadíssimo”, frisou.

Gênero crônica

Na semana passada, foi realizado o encontro presencial do gênero crônica, na qual os estudantes Allanis Stephani Carvalho, do Colégio Militar de Arraias, e a estudante Ana Beatriz Rodrigues Paes, da Escola Municipal Beatriz Rodrigues, tiveram seus trabalhos classificados para a etapa final da olimpíada. O resultado final será divulgado na primeira semana do mês de dezembro.

A estudante Ana Beatriz concorre com o texto Sempre em busca de luz e Allanis está na final com a crônica Operação Cinderela.

Olimpíada

A Olimpíada tem o objetivo de melhorar o ensino e a aprendizagem da leitura e da escrita, e promover formação para professores que lecionam língua portuguesa. É uma realização do Itaú Social, com a coordenação do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Programa Escrevendo o Futuro, com a parceria do Ministério da Educação.

Esta é a 6ª edição e representa um reforço para a valorização e a interação dos alunos com o seu território e propõe o tema O lugar onde vivo. A intenção é que os estudantes observem o lugar onde residem, aprofundem o conhecimento sobre sua realidade e estreitem laços com a comunidade.

Josélia de Lima/Governo do Tocantins

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