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STF retomará julgamento sobre prisão após segunda instância no dia 7

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, confirmou que a Corte vai retomar o julgamento sobre a constitucionalidade da execução provisória de condenações criminais, conhecida como prisão após segunda instância, no dia 7 de novembro. 

Na quinta-feira (24), o julgamento foi suspenso com placar de 4 votos a 3 a favor da medida. Faltam os votos dos ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Toffoli e da ministra Cármen Lúcia. A análise da questão ocorre há quatro sessões.

No dia 17 de outubro, a Corte começou a julgar definitivamente três ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs), relatadas pelo ministro Marco Aurélio e protocoladas pela Ordem dos Advogados, pelo PCdoB e pelo antigo PEN, atual Patriota.

O entendimento atual do Supremo permite a prisão após condenação em segunda instância, mesmo que ainda seja possível recorrer a instâncias superiores. No entanto, a OAB e os partidos sustentam que o entendimento é inconstitucional e uma sentença criminal somente pode ser executada após o fim de todos os recursos possíveis, fato que ocorre no STF e não na segunda instância da Justiça, nos tribunais estaduais e federais. Dessa forma, uma pessoa condenada só vai cumprir a pena após decisão definitiva do STF.

A questão foi discutida recentemente pelo Supremo ao menos quatro vezes. Em 2016, quando houve decisões temporárias nas ações que estão sendo julgadas, por 6 votos a 5, a prisão em segunda instância foi autorizada. De 2009 a 2016, prevaleceu o entendimento contrário, de modo que a sentença só poderia ser executada após o Supremo julgar os últimos recursos.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o julgamento terá impacto na situação de 4,8 mil  presos com base na decisão do STF que autorizou a prisão em segunda instância. Os principais condenados na Operação Lava Jato podem ser beneficiados, entre eles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril do ano passado, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após ter sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), no caso do tríplex do Guarujá (SP), além do ex-ministro José Dirceu e ex-executivos de empreiteiras.

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil 

Irritado com ‘Lula Livre’ de Fernández, Bolsonaro critica resultado eleitoral na Argentina

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro não poupou críticas aos resultados eleitorais no pleito presidencial da Argentina, que coroou a vitória do Alberto Fernández e de sua vice, a ex-mandatária argentina Cristina Kirchner neste domingo, em uma guinada ideológica no país vizinho.

“Lamento. Eu não tenho bola de cristal, mas eu acho que a Argentina escolheu mal“, afirmou Bolsonaro, citado pelo G1, em entrevista coletiva concedida em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, onde estava em viagem oficial desde o último sábado.

Crítico da candidatura de Fernández meses antes do pleito argentino, o presidente brasileiro adiantou que não pretende parabenizar o novo líder do principal parceiro comercial do Brasil na região, que vai substituir Mauricio Macri, a quem Bolsonaro considerava a melhor opção para a Argentina.

“Não pretendo parabenizá-lo. Agora, não vamos nos indispor. Vamos esperar o tempo para ver qual é a posição real dele na política, porque ele vai assumir, vai tomar pé do que está acontecendo e vamos ver qual linha que ele vai adotar”, comentou.

“Agora, o povo botou no poder quem colocou a Argentina no buraco lá atrás”, acrescentou Bolsonaro, destacando que a escolha da população argentina se deveu, na sua opinião, ao fato de que as reformas propostas por Macri não terem dado resultado, gerando uma série crise econômica no país.

Apesar do tom crítico, o Brasil seguirá aberto ao diálogo com o novo governo argentino, de acordo com Bolsonaro. Entretanto, o presidente se mostrou irritado com o fato de que Fernández ter feito acenos ao ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT), postando uma foto no dia do aniversário do petista, e citando-o no discurso da vitória em Buenos Aires.

“Pretendo dialogar sim, não vamos fechar as portas. Agora, estamos preocupados e receosos, tendo em vista até o gesto que ele fez de Lula Livre. Temos a informação de que muita gente do PT estaria lá na Argentina para comemorar com o ele o que seria a vitória dele”, pontuou.

O atual líder do Brasil foi além, questionando a ação do vencedor da corrida eleitoral argentina como uma afronta “à democracia brasileira, ao sistema judiciário brasileiro”. Questionado sobre o impacto da eleição argentina no Mercosul, Bolsonaro não descartou “afastar” Buenos Aires do bloco.

“Não digo que sairemos do Mercosul, mas poderemos juntar com o Paraguai. Não sei o que vai o que vai acontecer com o Uruguai, vamos ver o que vai ser nas eleições do Uruguai, e decidimos se a Argentina fere alguma cláusula do acordo ou não. Se ferir, nós podemos afastar a Argentina. A gente espera que nada disso seja necessário. Espero que a Argentina não queira, na questão comercial mudar o seu rumo”, concluiu.
sputniknews

Deputado Célio Moura divulga para onde suas emendas foram destinadas

O deputado federal Célio Moura – (PT-TO) divulgou o nesta semana, através do WhatsApp, para onde suas emendas parlamentares, cerca de 16.400 milhões, serão destinadas.

O deputado tocantinense priorizou os recursos para diversas áreas do desenvolvimento do estado e promover o bem-esta da população. Como por exemplo, os mais de R$ 7 milhões    destinados para investir na saúde e na atenção especializada.

Já o desenvolvimento   sustentável receberá emenda de R$ 4,2 milhões. Além disso o deputado também focou suas emendas   para educação   dos tocantinenses. Somados, juntos, os valores ultrapassam mais de R$ 2 milhões.

O deputado justificou   quais foram os critérios usados para destinar os seus recursos. “O primeiro critério foi ouvir as comunidades de nosso estado e elas apontaram as prioridades como saúde, educação e desenvolvimento entre outros. Além disso, outros   fatores foram muito importantes para a destinação das emendas, como a garantia que os recursos serão aplicados devidamente. Por último, que eu possa fiscalizar aplicação   dos recursos” disse deputado Célio Moura

Por: Geovane Oliveira 

Entenda as regras de transição da reforma da Previdência

A promulgação, nos próximos dias, da emenda à Constituição que reformou a Previdência exigirá atenção do trabalhador, principalmente do que estiver próximo de se aposentar. A proposta aprovada pelo Congresso prevê seis regras de transição que abrandam a idade mínima de aposentadoria e o tempo de contribuição em alguns casos.

Ao todo, são quatro regras para os trabalhadores da iniciativa privada e das estatais, inscritos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), uma regra para os servidores públicos federais e uma regra para as duas categorias. Profissões como professores e agentes de segurança da União terão idades mínimas diferenciadas em algumas regras.

Quem cumpriu os requisitos para se aposentar pelas regras atuais, mas ainda não se aposentou, não precisa se preocupar. Esses trabalhadores estão preservados pelo direito adquirido e não serão afetados pela reforma da Previdência. Nesses casos, o segurado mantém o direito a aposentar-se pelos critérios presentes, mesmo depois da promulgação da emenda.

Cada trabalhador tem uma situação única. Mestre em direito constitucional, Rodrigo Mello, professor de direito no Centro Universitário de Brasília (Uniceub) explica que cada caso é um caso, e uma regra mais vantajosa para um segurado pode não ser a mais apropriada para outro. Ele recomenda cautela e análise de vários cenários antes de optar pela melhor regra de transição.

Segundo o professor, o trabalhador precisa simular o quanto vai receber de aposentadoria tanto na regra geral como nas regras de transição. Se o segurado tiver conquistado o direito adquirido, precisará também comparar com a regra geral atual e as regras de transição atuais (se estiver enquadrado em alguma). Dependendo do caso, pode ser mais vantajoso para o segurado trabalhar um pouco mais e garantir um benefício maior.

Confira como ficaram as regras de transição

Trabalhadores do INSS (iniciativa privada e estatais)

Regra geral

Pela reforma de Previdência, os trabalhadores urbanos se aposentarão apenas a partir dos 65 anos para mulheres e 62 anos para homens. As mulheres terão 15 anos mínimos de contribuição. Os homens que já contribuem para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também terão 15 anos de contribuição, mas os que ainda não entraram no mercado de trabalho terão de contribuir por pelo menos 20 anos para conquistar a aposentadoria.

Regras de transição

Sistema de pontuação

Numa extensão da regra 86/96, a soma do tempo de contribuição e da idade passa a ser a regra de acesso. Homens com pelo menos 35 anos de contribuição e mulheres com pelo menos 30 anos de contribuição poderão se aposentar respectivamente a partir dos 61 anos (homens) e 56 anos (mulheres) em 2019, por terem conquistado 86 pontos (mulheres) e 96 pontos (homens).

A pontuação mínima sobe para 87/97 em 2020, 88/98 em 2021 e um ponto para homens e mulheres a cada ano até atingir 105 pontos para os homens em 2028 e 100 pontos para as mulheres em 2033. As trabalhadoras terão transição mais suave que os homens.

Professores: terão redução de cinco pontos. A soma do tempo de contribuição e da a idade se inicia, em 2019, com 81 pontos para mulheres e 91 pontos para homens, até chegar a 95 pontos para as professoras em 2033 e 100 pontos para os professores em 2028. O bônus, no entanto, só valerá para quem comprovar ter trabalhado exclusivamente nas funções de magistério na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio.

Redução da idade mínima

Favorece quem contribuiu por muitos anos, mas ainda não alcançou a idade mínima. Homens com pelo menos 35 anos de contribuição e mulheres com pelo menos 30 anos de contribuição poderão aposentar-se aos e 61 anos (homens) e 56 anos (mulheres) em 2019. A idade mínima sobe seis meses a cada ano até atingir 62 anos (mulheres) em 2031 e 65 anos (homens) em 2027.

Professores: começarão com redução de cinco anos. A idade mínima começa em 2019, com 51 anos para mulheres e 56 anos para homens, aumentando seis meses por ano, até chegar a 60 anos para os dois sexos. O bônus, no entanto, só valerá para quem comprovar ter trabalhado exclusivamente nas funções de magistério na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio.

Redução do tempo de contribuição

Favorece trabalhadores idosos que contribuíram pouco. Homens com 65 anos e mulheres com 60 anos em 2019 precisam contribuir apenas 15 anos para terem direito à aposentadoria. Em 2020, a idade mínima para homens continua em 65 anos. Para mulheres, sobe seis meses por ano até alcançar 62 anos em 2023.

Por essa característica, essa regra de transição beneficia os trabalhadores mais pobres, que atualmente se aposentam por idade, ou que passaram mais tempo na informalidade, sem contribuir para o INSS.

O tempo mínimo de contribuição para as mulheres está em 15 anos em todas as circunstâncias. No entanto, os 15 anos mínimos de contribuição para homens só valem para quem se aposentar por essa regra. Os demais segurados terão de contribuir por pelo menos 20 anos. O homem que se aposentar com 15 anos de contribuição receberá o mesmo que quem se aposentar com 16 a 20 anos de contribuição. A aposentadoria só aumentará para quem tiver contribuído 21 anos ou mais.

Na prática, o texto aprovado com o tempo mínimo de 15 anos para homens só beneficia quem entrou no mercado formal de trabalho e contribui para o INSS. A proposta de emenda à Constituição (PEC) paralela, em tramitação no Senado, pretende reduzir para 15 anos contribuição mínima para todos os trabalhadores da iniciativa privada e das estatais.

Pedágio de 50%

Quem está a dois anos de cumprir o tempo de contribuição mínimo para aposentadoria pelas regras atuais – 30 anos (mulher) e 35 (homem) – poderá optar pela aposentadoria sem idade mínima se cumprir pedágio de 50% sobre o tempo restante. O valor do benefício será calculado por meio da aplicação do fator previdenciário, que deixará de ser aplicado para os demais beneficiários.

Exemplos: mulher com 29 anos de contribuição (a um ano da aposentadoria pelas regras atuais) poderá aposentar-se pelo fator previdenciário se contribuir mais seis meses, totalizando um ano e meio de contribuição; homem com 33 anos de contribuição (a dois anos da aposentadoria pelas regras atuais) poderá aposentar-se pelo fator previdenciário se contribuir mais um ano, totalizando três anos de contribuição.

Servidores públicos federais

Regra geral

Idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com tempo mínimo de contribuição de 25 anos para ambos os sexos, 10 anos de serviço público e cinco anos no cargo.

Regra de transição

Sistema de pontuação

Variação da regra 86/96 para que os servidores que ingressaram até 31 de dezembro de 2003 recebam aposentadoria integral – último salário da ativa. Servidores com 35 anos de contribuição (homem), 30 anos de contribuição (mulher), 20 anos de serviço público e cinco anos no cargo obedecerão a uma pontuação formada pela soma da idade e do tempo de contribuição.

Tabela começa em 86 pontos (mulher) e 96 pontos (homem) em 2019, subindo um ponto por ano até atingir 105 pontos (homem) em 2028 e 100 pontos (mulher) em 2033. Servidoras terão transição mais suave que homens. Só pode entrar na regra homens com 61 anos de 2019 a 2021 e 62 anos a partir de 2022 e mulheres com 56 anos de 2019 a 2021 e 57 anos a partir de 2022.

Trabalhadores do INSS e servidores federais

Regra de transição

Pedágio de 100%

Inserida pela Câmara dos Deputados e aprovada pelo Senado, estabelece que o trabalhador poderá optar pela aposentadoria abaixo da idade mínima se cumprir pedágio de 100% sobre o tempo que falta pelas regras atuais. Vantajosa para trabalhadores a poucos anos de se aposentarem, principalmente servidores públicos federais que ingressaram até 31 de dezembro de 2003, que não tinham nenhum pedágio na proposta original do governo e poderão usar a regra para receber a aposentadoria integral.

Exemplos: servidora com 29 anos de contribuição (a um ano da aposentadoria pelas regras atuais) poderá aposentar-se com o último salário da ativa se contribuir mais dois anos, totalizando três anos de contribuição; homem com 33 anos de contribuição (a dois anos da aposentadoria pelas regras atuais) poderá aposentar-se pelo fator previdenciário se contribuir mais dois anos, totalizando quatro anos de contribuição.

Professores: Câmara dos Deputados diminuiu idade mínima para 55 anos (homens) e 52 anos (mulheres) para quem cumprir o pedágio de 100%, com aprovação pelo Senado. Essa nova regra, na prática, torna ineficazes as demais regras de transição para os professores. Benefício vale para professores federais, da iniciativa privada e dos municípios sem regime próprio de Previdência. Professores de estados e municípios com regime próprio não foram incluídos na reforma.

Policiais e agentes de segurança que servem à União: Câmara dos Deputados diminuiu idade mínima para 53 anos (homens) e 52 anos (mulheres) para o agente ou policial que cumprir o pedágio de 100%, com aprovação pelo Senado. Benefício vale para policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais legislativos, agentes penitenciários federais e policiais civis do Distrito Federal, entre outros.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil 

Araguaína, Babaçulândia e Wanderlândia estão em requerimentos de Issam Saado

Os municípios de Araguaína, Babaçulândia e Wanderlândia estão na pauta de requerimentos do deputado Issam Saado (PV), apresentados na sessão plenária da Assembleia Legislativa (AL-TO), na manhã desta quarta-feira, 24.

Para Araguaína, o deputado Issam Saado solicitou que o governador Mauro Carlesse proceda a reforma e restabelecimento da energia elétrica do Ginásio de Esportes do Bairro JK, de Araguaína. “É preciso que o poder público incentive a prática esportiva e, para isso, é essencial manter em boas condições os locais adequados para isso”, justifica. 

Issam Saado pede informações sobre a conclusão das obras de reforma e uma previsão de término da obra do Ginásio. Também pede que seja restabelecida a energia elétrica do local.

Babaçulândia

Em regime de urgência, o deputado Issam Saado pediu a revitalização do poço artesiano do Povoado Farturão, no município de Babaçulândia. 

O povoado tem aproximadamente 60 famílias que estão há mais de 10 dias sem abastecimento de água. “Vale considerar ainda que a população tem relatado inúmeros problemas como o de revitalização, canalização nas casas, reservatórios entre outros”, justifica em requerimento. Ainda no documento, o parlamentar salienta que há um poço que precisa ser revitalizado.

Wanderlândia

Também em regime de urgência, o deputado estadual Issam Saado requereu que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) instale uma Torre de Sinal na região que atende os Povoados Floresta, Araçulândia, Ponta do Asfalto, Bandeira e Dois Buruti, em Wanderlândia.

“É uma região que carece muito de ser atendida na comunicação. Hoje não se vive mais sem a agilidade que é proporcionada pela tecnologia”, diz. 

A justificativa reforça que é de extrema necessidade a instalação da torre de sinal. “Irá contribuir para qualidade de vida das pessoas. Cerca de 5 mil habitantes que hoje enfrentam transtornos na região serão beneficiados”, reforça ao completar que o pedido é de moradores. 

Participação da comunidade é foco em palestra sobre processo de transição UFT/UFNT

O Seminário Experiências de Transição realizado na tarde desta sexta-feira (25), no anfiteatro do Campus Cimba, reuniu docentes, técnicos-administrativos e alunos dos campus de Araguaína e Tocantinópolis da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Organizado pela Comissão de Acompanhamento do processo de criação da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), o seminário contou com a presença do reitor da UFT, professor Luís Eduardo Bovolato, da vice-reitora e palestrante do evento, professora Ana Lúcia de Medeiros e dos diretores dos campus de Araguaína e Tocantinópolis, professor Nataniel Araújo e José Manoel Sanches, respectivamente.

O reitor da UFT, professor Luís Eduardo Bovolato, ressaltou que a UFNT inicia com um padrão mais robusto, no que tange às experiências já vivenciadas pela UFT. “As experiências acumuladas pela UFT durante esses 16 anos são positivas e negativas. A UFNT tem todas as condições de ser, como uma nova universidade, aquela que trará as respostas para a sociedade que talvez nós da UFT ainda não conseguimos”, destacou Bovolato.

Para o professor Jose Manoel Sanches, diretor do campus de Araguaína, a comunidade acadêmica vem caminhando nesse projeto há mais de seis anos e o que o grupo continua firme para a implementação da UFNT. “Estamos todos juntos em nome de um projeto, independentemente de cores. Precisamos de mais pessoas e mais engajamento para que possamos definir um modelo de gestão que expresse nossa identidade e nossa configuração de universidade”, explicou o diretor.

 

Transição

Em sua palestra, a vice-reitora e professora Ana Lúcia de Medeiros, que está na UFT desde a sua implantação e atuou em diversas funções durante a implantação da universidade, ressaltou que não existe uma receita pronta de como implantar uma universidade e o melhor caminho será por meio da sociedade. “É inserindo a sociedade dentro do projeto da UFNT, construindo conosco esse grande projeto, ouvindo todos os segmentos que vamos conseguir debater e definir que cursos queremos, qual estrutura acadêmica e qual estrutura administrativa queremos para a UFNT”, refletiu a vice-reitora.

Medeiros relembrou ainda, em sua palestra, que a transição Unitins/UFT, teve seus gargalos, principalmente porque os servidores não conheciam o operacional, e muitos dos problemas que existem hoje na UFT são reflexos da transição. “Pela circunstância do momento na época, nós começamos pelo operacional, mas aqui é importante começar pelo estratégico, pois vivemos uma realidade diferente quando da implantação da UFT. Hoje todos já conhecem os procedimentos. O operacional será o mais simples de implantar porque a equipe conhece os procedimentos”, ressaltou Medeiros.

 

Próxima Fase

O Grupo de Trabalho criado para analisar os modelos de universidade apresentará já na próxima reunião, que será realizada no dia 27 de novembro, às 14h no campus de Tocantinópolis, relatório sobre as pesquisas e estudos já desempenhados pela equipe até então, acerca dos modelos de gestão para a UFNT.

Será criada ainda, uma comissão com representantes dos dois campus para organizar o debate sobre os modelos e futura definição do mesmo. “Esse momento é de união, trabalho e respeito. E é assim que estamos levando a construção da UFNT. Estamos no início de outra fase: alcançarmos o modelo de gestão que comunidade acadêmica acredita ser o melhor para a nossa realidade”, pontuou o membro Comissão de Acompanhamento e diretor do campus de Tocantinópolis, professor Nataniel Araújo.

 

UFNT

A Universidade Federal do Norte do Tocantins foi criada no dia 8 de julho, por meio da Lei 13.856/2019, fruto do desmembramento dos campus de Araguaína e Tocantinópolis da Universidade Federal do Tocantins. A UFNT, assim que implantada, contará com quatro campus, sendo as unidades já existentes nas cidades de Araguaína e Tocantinópolis, além de Guaraí e Xambioá.

A criação da UFNT atende a necessidade de expansão do ensino superior na região Norte do país, beneficiando cerca de 1,7 milhão de habitantes, abrangendo 66 municípios do Tocantins, Pará e Maranhão.

**Fotos/Crédito: Poliana Macedo/UFT

Governo do Estado forma primeiro Grupo de Intervenção Rápida dos Sistemas Penitenciário e Prisional do Tocantins

27 servidores se formam em Curso de Formação e compõem do1º Grupo de Intervenção Rápida (GIR) que tem a incumbência de solucionar conflitos no interior dos estabelecimentos prisionais, aplicando os procedimentos e as técnicas adequadas, dentro da legalidade e do uso seletivo da força.

Uma mulher e 26 homens formam o 1º Grupo de Intervenção Rápida (GIR) dos Sistemas Penitenciário e Prisional do Estado do Tocantins, são 27 servidores fortes, resistentes e preparados para atuarem na solução de conflitos no interior dos estabelecimentos prisionais. A formatura da 1ª Turma Maurício Ferreira Guimarães do GIR aconteceu nesta tarde, 25, no auditório do Palácio Araguaia, em Palmas, após a finalização do Curso de Formação que durou 20 dias realizado em tempo integral.

O secretário da Casa Civil, Rolf Costa Vidal, representou o governador Mauro Carlesse durante a cerimônia de formatura e relembrou as conquistas dos servidores dos Sistemas Penitenciário e Prisional como a posse do cadastro de reserva, alteração de nomenclatura e pagamento de indenizações aos servidores do Sistema Penitenciário promovidas pelo atual Governo do Tocantins. “Este governo valoriza o servidor público e está ao lado dos agentes do Sistema Penitenciário para realizar mais conquistas como é o caso da criação do Grupo de Intervenção Rápida”, afirmou.

O secretário da Cidadania e Justiça, Heber Fidelis, destacou que o Governo do Tocantins, através do governador Carlesse, transformou a necessidade e o sonho de se criar o 1º Grupo de Intervenção Rápida (GIR) em realidade. “O Tocantins conta hoje com excelentes Interventores Prisionais, treinados à exaustividade pelos melhores profissionais da área. São uma guerreira e 26 guerreiros que merecem toda nossa admiração, pois durante 20 dias ininterruptos tiveram suas aptidões físicas e psicológicas testadas e superadas, foram forjados a ferro e fogo e se tornaram Interventores Prisionais”, exaltou.

 

O orador da turma, Francisco Silva Filho, em seu discurso relembrou as dificuldades e aprendizados durante o Curso de Formação, homenageou os colegas que iniciaram o curso e que não finalizaram e ressaltou a responsabilidade que é fazer parte do GIR. “Temos a responsabilidade de carregar nesse brevê a árdua e privilegiada missão de transformar o Sistema Prisional Tocantinense em referência nacional. Observando sempre a legalidade das nossas ações e, principalmente, o respeito à dignidade da pessoa humana, seja do servidor, seja do reeducando em cumprimento da execução da pena”, enfatizou.

 

Empoderamento

A agente de execução penal, Marileide de Sousa Silva, foi a única mulher a participar do Curso de Formação do GIR e após a formatura faz parte do 1º Grupo de Intervenção Rápida (GIR) do Estado do Tocantins. “Não foi fácil, mas não é impossível! Eu tinha o objetivo de fazer parte do grupo e com o apoio dos colegas eu consegui. Para o próximo Curso de Formação eu espero ver mais mulheres, pois temos que assumir nossa posição dentro do Sistema Penitenciário do Tocantins”, destacou.

Reconhecimento

O agente de execução penal, Wanderson Silva Veras, foi reconhecido como aluno destaque, após ter as provas práticas e teóricas avaliadas pelos monitores do curso que o indicando para se tornar o Interventor Prisional 01 do Grupo de Intervenção Rápida do Tocantins (GIR). “Foi uma surpresa saber que fui considerado o 01 do GIR, foi uma jornada difícil, a parte física é muito desgastante, mas o pior é ficar longe da família. Quero destacar também que o grupo foi consagrado com o Curso de Formação, mas estava sendo formado há dois anos, quando o Governo do Estado, após a articulação do secretário Heber, investiu na reestruturação do Sistema Penitenciário com equipamentos e formação nos enviando em missões para a Força Nacional e capacitações em cursos de aperfeiçoamento em outros estados”, relembrou.

Curso

O Curso de Formação do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) iniciou no dia 6 de outubro, no Núcleo de Custódia e Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPP Palmas), na capital do Tocantins, com 44 pessoas. Após 20 dias de curso, 27 pessoas se formaram. Durante o curso, os servidores tiveram aulas de Técnicas Contra Emboscada, de Abordagem, Socorrismo Tático, Controle de Distúrbio, Noções de Inteligência, de Patrulha Rural, de Explosivos em Ambientes Prisionais e Noções de Utilização de Cães em Ambiente Prisional. Também foram abordados os Direitos Humanos, Lei de Execução Penal, Combate a Incêndio, Gerenciamento de Crise, Legislação Aplicada ao Agente de Execução Penal e Procedimento Administrativo Disciplinar entre outras.

Shara Rezende/ Governo do Tocantins

Vaza na internet foto do pré-candidato a prefeito de Araguaína em praia do Nordeste

Vazou   na interne na noite desta quinta-feira, 24 de outubro, foto do pré-candidato a prefeito de Araguaína, Batista Capixaba, ao lado de amigos e familiares em praia de Maceió, Estado de Alagoas, no Nordeste   do Brasil.

Amigos bem próximos   do pré-candidato a prefeito de Araguaína, Batista Capixaba, confirmaram que ele está de viagem para o estado de Alagoas durante essa semana, mas deve estar   de volta ao estado   do Tocantins no início da próxima semana.

 

 

Polícia Militar anuncia que fará novo concurso público com mil vagas para soldados

O cargo para soldado exige nível médio e idade máxima de 30 anos. O último concurso da PM foi anulado após comprovação de fraudes.

A Polícia Militar anunciou nesta quinta-feira (24) que vai realizar um novo concurso público para soldados no Tocantins. Segundo a PM, serão disponibilizadas mil vagas para atuação em todo o estado. O cargo para soldado exige nível médio e idade máxima de 30 anos.

Segundo a PM, a comissão responsável pelo concurso já está trabalhando para contratar a empresa organizadora. Depois disso o edital será lançado.

A informação foi divulgada pelo comandante geral da PM, Coronel Jaizon Veras Barbosa, durante uma solenidade na Assembleia Legislativa em comemoração aos 30 anos da PM.

STF suspende julgamento com 4 votos a favor e 3 contra prisão após condenação em 2ª instância

O julgamento conjunto das ADCs 43, 44 e 54 terá continuidade no início de novembro, com os votos dos ministros Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu prosseguimento, nesta quinta-feira (24), ao julgamento das Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADC) 43, 44 e 54, nas quais se discute a possibilidade de início do cumprimento da pena antes de serem esgotadas todas as possibilidades de recurso (trânsito em julgado). Até o momento, quatro ministros – Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Roberto Barroso e Luiz Fux – consideram que a possibilidade é constitucional. Outros três, o ministro Marco Aurélio (relator), a ministra Rosa Weber e o ministro Ricardo Lewandowski, entendem que a medida ofende o princípio constitucional da presunção de inocência. O julgamento prosseguirá no início de novembro.

As ações foram ajuizadas pelo Partido Ecológico Nacional (PEN, atual Patriota), o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) com o objetivo de examinar a constitucionalidade do artigo 283 do Código de Processo Penal (CPP), que prevê, entre as condições para a prisão, o trânsito em julgado da sentença condenatória.

No final da sessão, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, explicou que, conforme o calendário divulgado em abril deste ano, não haverá sessões na próxima semana. Toffoli ressaltou que o cronograma prevê, a cada mês, uma semana sem que o Plenário se reúna. Em compensação a essas semanas, todos os meses são realizadas duas sessões extraordinárias pela manhã.

Ministra Rosa Weber

Primeira a votar na sessão desta quinta-feira (24), a ministra Rosa Weber seguiu o relator. No seu entendimento, a Constituição define expressamente como prazo para a formação da culpa o trânsito em julgado, e os juízes, na qualidade de intérpretes da Constituição, devem atuar unicamente de acordo com a intenção do constituinte. Segundo a ministra, os conceitos de prisão cautelar e de prisão-pena não se confundem. A primeira tem como objetivo garantir a ordem pública e econômica ou assegurar o cumprimento da pena. A prisão criminal, por sua vez, é imposta pelo Estado como resultado de uma condenação após comprovada a culpa, o que, em seu entendimento, ocorre apenas após o trânsito em julgado. “Goste eu pessoalmente ou não, esta é a escolha político-civilizatória manifestada pelo constituinte, e não a reconhecer importa reescrever a Constituição para que ela espelhe o que gostaríamos que dissesse”, argumentou.

Segundo Rosa Weber, embora a sociedade tenha razão em exigir que o processo penal seja rápido e efetivo, problemas e distorções decorrentes das normas penais, como o tempo entre a abertura do processo e o início do cumprimento da pena, “não devem ser resolvidos pela supressão de garantias, e sim mediante o aperfeiçoamento da legislação”.

Ministro Luiz Fux

Ao votar pela possibilidade de execução provisória da pena, o ministro Luiz Fux afirmou que o princípio da presunção de inocência não tem vinculação com a prisão. Em seu entendimento, a Constituição Federal, no inciso LXI do artigo 5º, pretende apenas garantir que até o trânsito em julgado o réu tenha condição de provar sua inocência. A presunção de não culpabilidade, segundo Fux, é direito fundamental. “No entanto, na medida em que o processo tramita, a presunção vai sendo mitigada. Há uma gradação”, afirmou. O ministro lembrou ainda que as instâncias superiores (STF e STJ) não analisam mais a autoria e a materialidade do crime.

O ministro destacou, por fim, que a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância está contemplada em vários documentos transnacionais aos quais o Brasil se submete.

Ministro Ricardo Lewandowski

O ministro Ricardo Lewandowski considera que o artigo 283 do CPP é plenamente compatível com a Constituição em vigor. Para ele, o inciso LVII do artigo 5º da Constituição Federal não comporta qualquer margem de interpretação e compõe um de seus pilares. O ministro afirmou que, num país em que aproximadamente 17 mil juízes são responsáveis por 100 milhões de ações, não se pode desconsiderar a possibilidade de erros judiciais, o que confere ainda mais relevância ao princípio constitucional da presunção de inocência.

Lewandowski enfatizou que os desdobramentos decorrentes do julgamento do Habeas Corpus 126292, quando o STF passou a permitir a prisão após segunda instância, resultaram num enorme número de prisões decretadas de forma automática. Para ele, esse julgamento configurou um “retrocesso jurisprudencial”, pois a presunção de inocência foi concebida como antídoto contra a volta de regimes ditatoriais. Para o ministro, a Constituição de 1988 não é uma “mera folha de papel” que pode ser rasgada sempre que contrarie as forças políticas do momento.

Leia a íntegra do voto do ministro Ricardo Lewandowski.

PR, SP,VP/CR//CF

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