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Quatro pessoas são presas pela Polícia Federal suspeitas de atentado contra acampamento de trabalhadores rurais no Tocantins

Quatro pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira (11) durante uma operação da Polícia Federal que investiga o ataque a um acampamento de trabalhadores rurais em Palmeirante, na região norte do estado. Os agentes também cumpriram dez mandados de busca e apreensão em cidades do Tocantins, Goiás e no Distrito Federal. A ação foi chamada de Terra Arrasada.

A operação foi iniciada devido ao ataque contra assentados do acampamento Maria Bonita, no última sexta-feira (6). À terra é alvo de disputa judicial e pertence à União. Durante o atentado um homem foi morto e outro ficou ferido. De acordo com a PF, trabalhadores foram vítimas de ameaça, sequestro e roubo. Barracos também foram incendiados e destruídos.

Nesta quarta-feira (11), cerca de 50 policiais federais cumpriram os mandados expedidos pela Justiça Federal do Tocantins. As ordens judiciais foram cumpridas em Colinas do Tocantins, na zona rural de Palmeirante, Brasília (DF) e Goiânia (GO).

De acordo com a PF, o objetivo da operação é buscar elementos e provas que identifiquem todos os envolvidos no atentado e impedir que outras ações criminosas ocorram em razão dos conflitos agrários na região.

Os investigados poderão responder pelos crimes de homicídio, tentativa de homicídio, sequestro, incêndio, invasão de terra da União, esbulho possessório, roubo, invasão de domicílio, porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa. As penas somadas podem passar de 85 anos de reclusão.

O nome Terra Arrasada faz referência a uma estratégia de guerra em que os combatentes queimam ou destroem suas próprias terras no intuito de que inimigos não possam utilizar de suas benfeitorias.

Por Patrício Reis e Ana Paula Rehbein, G1 Tocantins e TV Anhanugera

 

Câmara rejeita proposta que tornava obrigatório o voto impresso

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Texto não obteve o mínimo de 308 votos favoráveis e será arquivado

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, nesta terça feira (10), a PEC do Voto Impresso (Proposta de Emenda à Constituição 135/19). Foram 229 votos favoráveis, 218 contrários e 1 abstenção. Como não atingiu o mínimo de 308 votos favoráveis, o texto será arquivado.

A proposta rejeitada, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), determinava a impressão de “cédulas físicas conferíveis pelo eleitor” independentemente do meio empregado para o registro dos votos em eleições, plebiscitos e referendos.

Após a votação, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), agradeceu aos deputados pelo comportamento democrático. “A democracia do Plenário desta Casa deu uma resposta a este assunto e, na Câmara, espero que este assunto esteja definitivamente enterrado”, afirmou.

A votação desta terça-feira é a terceira derrota do voto impresso na Câmara, já que o tema foi rejeitado em duas votações na comissão especial na semana passada.

O 1º vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), também afirmou que o debate do voto impresso precisa ser superado. “O brasileiro precisa de vacina, emprego e comida na mesa. A Câmara precisa virar esta página para tratar do que realmente importa para o País”, declarou.

Oposição x governo
Para o líder da oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), a votação passa um recado ao governo federal. “Dizemos não às intimidações, não à desestabilização das eleições, não à tentativa de golpe de Bolsonaro. Queremos no ano que vem eleições limpas, seguras, tranquilas e pacíficas, como o sistema atual garante”, disse Molon.

O líder do Novo, deputado Paulo Ganime (Novo-RJ), afirmou que Bolsonaro é o maior culpado pelo placar registrado no Plenário da Câmara. “Se o debate está acalorado e com grandes chances de ser derrotado, eu credito isso ao presidente Jair Bolsonaro, que colocou uma disputa ideológica em um tema técnico e ameaçou as eleições do ano que vem. Isso não contribuiu nem um pouco para o debate.”

Líder do PSL e defensor da proposta, o deputado Vitor Hugo (PSL-GO) falou que a questão ainda não se encerrou. “Ainda que nós percamos no Plenário hoje, nós já vencemos a discussão na sociedade brasileira porque milhões e milhões de brasileiros foram às ruas expressar sua opinião e dizer que não confiam no sistema”, declarou.

Vitor Hugo disse que os parlamentares agora vão pressionar o Senado Federal para votar proposta com tema semelhante e pela criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre a segurança do sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Desfile militar
Deputados aproveitaram ainda a sessão para criticar o desfile de tanques e armamentos das Forças Armadas patrocinado pelo governo e interpretado por muitos como tentativa de intimidação do Parlamento.

O deputado Camilo Capiberibe (PSB-AP) afirmou que há uma agenda do governo contra a democracia. “Hoje o que nós vimos foi uma demonstração patética de fraqueza do presidente, usando e expondo as Forças Armadas à chacota pública nas redes sociais e na mídia internacional: a ‘tanqueata’ com seus tanques enfumaçados, aquela cortina de fumaça. Aquela cortina de fumaça não vai passar. Nós vamos aqui botar um ponto final”, disse.

Para o líder do PDT, deputado Wolney Queiroz (PDT-PE), se trata de uma manobra diversionista do governo Bolsonaro. “Colocar tanque na rua, como Bolsonaro fez, é muito fácil, mas é difícil acabar com o desemprego, vacinar a população, diminuir o preço do gás de cozinha, pagar um auxílio emergencial. E pasmem: a pauta do Brasil é o voto impresso”, condenou.

Já o deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) minimizou os impactos do desfile militar da Operação Formosa. “Essa operação ocorre desde 1988. Para que tanto medo dos militares? Os militares não me constrangem”, disse.

Reportagem – Carol Siqueira

Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

 

Governador Mauro Carlesse renova 100% da frota de veículos das forças de segurança e entrega novo armamento à Polícia Militar

Ao todo 583 veículos foram entregues para fortalecer a Segurança Pública e combater à criminalidade

O governador do Estado do Tocantins, Mauro Carlesse, em mais uma ação de fortalecimento da Segurança Pública e de combate à criminalidade, entregou na manhã desta terça-feira, 10, novas viaturas para as Secretarias de Estado da Segurança Pública (SSP-TO); da Cidadania e Justiça (Seciju); e da Polícia Militar (PM), em um total de 583 veículos. Para a PM, além das viaturas, foram entregues também 97 novas armas.

Durante a solenidade, o governador Mauro Carlesse destacou o esforço da Gestão para que os profissionais da Segurança Pública tenham melhores condições de trabalho.

“Nossos servidores da segurança terão, agora, mais conforto para realizar seu trabalho. E isso é uma alegria muito grande para nós. Além disso, temos feito investimentos também em tecnologia para auxiliar nos trabalhos de monitoramento das forças de segurança e, assim, garantir a segurança que a nossa população merece”, concluiu.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Cristiano Sampaio, ressaltou que o aparelhamento das polícias e o trabalho integrado da Gestão com as forças de segurança têm mostrado bons resultados, com queda significativa nos índices de criminalidade no Estado.

“O aluguel dessas 210 novas viaturas é mais um grande investimento do governador Mauro Carlesse na segurança pública, que permitirá que a população tenha uma polícia mais presente e mais eficiente. Nosso último balanço das forças de segurança mostra uma redução de 20% de crimes contra a vida, 12% em crimes relacionados ao patrimônio e isso é resultado do trabalho integrado das forças de segurança”, destacou o secretário.

A SSP informou ainda que todos os 139 municípios receberão pelo menos uma viatura da nova frota.

O secretário de Estado da Cidadania e Justiça, Heber Fidelis, presente no ato, destacou que os novos veículos trazem também mais dignidade ao trabalho dos servidores.

“São viaturas novas que nós temos certeza de que não irão quebrar facilmente, que trarão um conforto maior para os nossos servidores e assim poderemos entregar uma prestação de serviço melhor para a nossa população, desde as unidades prisionais até as áreas administrativas e de inteligência”.

A frota da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça será composta por 68 viaturas destinadas ao sistema Penitenciário e Prisional e Socioeducativo; à Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/TO); ao setor de Transporte da Seciju e ao secretário da Pasta.

Aparelhamento da PM

A Polícia Militar recebeu 305 novas viaturas, o que permitirá uma renovação de 100% da frota. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Silva Neto, destacou que os novos veículos permitirão que os policiais trabalhem com mais segurança.

“Antes, os detidos ficavam na mesma cabine que o policial, o que colocava esse agente em risco e, hoje, teremos veículos adaptados para o serviço da polícia, que são viaturas com cubículo. Separando o detido dos policiais, nós garantimos mais segurança para os nossos policiais e para o detido”.

Os 305 novos veículos entregues são: 100 caminhonetes Mitsubishi L-200; 100 SUVs Renault Duster; 92 VW Gol; duas Toyotas SW4; oito motocicletas Honda África Twin 1.000 cc; e três Honda XRE 300 300 cc.

Além das novas viaturas, foram entregues 97 novas pistolas glock, modelo G17, adquiridas por meio de emendas parlamentares dos deputados estaduais, Luana Ribeiro e Jair Farias.

Presenças

Participaram do ato o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins, Antonio Andrade; a delegada-geral da Polícia Civil do Tocantins, Raimunda Bezerra; deputados estaduais, policiais militares, civis e secretários de Estado.

Laiane Vilanova/ Governo do Tocantins

Homem suspeito de estupro na cidade Angico é preso pela PM

O homem foi preso em Tocantinópolis, quando tentava fugir. Ele é suspeito de abusar sexualmente de uma adolescente de 14 anos.

Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar, na segunda-feira, 09, por volta das 11h, no centro de Tocantinópolis. Ele é o principal suspeito de ter cometido um crime de estupro contra uma adolescente, na cidade de Angico.

Policias militares de serviço em Luzinópolis, receberam uma ligação via telepatrulha, informando sobre uma ocorrência de estupro na cidade de Angico, de imediato a guarnição deslocou aquele município para atender a demanda.

No local, a mãe da adolescente, de 14 anos, disse aos policiais que sua filha havia chegado em casa muito nervosa e chorando e que relatou para ela ter sido agarrada e forçada a praticar relações sexuais com homem de 31 anos de idade. A adolescente relata ainda que as agressões só cessaram quando a esposa do autor chegou à casa, momento em que a vítima conseguiu se libertar e saiu pedindo socorro.

De posse das informações e das características do suspeito, a Polícia Militar iniciou as buscas, sendo que o homem já havia fugido do local. O homem foi localizado e preso na cidade de Tocantinópolis, e em seguida apresentado na Delegacia da cidade, onde foi autuado em flagrante pelo crime cometido.

Edição: Luana Barros

Revisão Textual: Luana Barros

Hemocentro de Araguaína precisa de doações de sangue com urgência

Estoques da unidade estão com níveis críticos e necessita de doadores para atender demanda da região

Desde o início da pandemia pela Covid-19, as unidades da Hemorrede Tocantins sofreram uma baixa no número de doações e têm passado dificuldades para atender as demandas por sangue em todo o Estado. Nesta semana, a unidade de Araguaína está com os estoques de sangue em níveis críticos e precisa de doações de todos os tipos sanguíneos.

Segundo a gerente técnica do Hemocentro de Araguaína (Hemara), Iara Bucar, a oferta de doações teve uma queda ainda maior no último mês, por aliar os danos da pandemia, com o período de férias. “Desde o início da pandemia pelo novo Coronavírus a gente já teve uma redução no número de doações e com o período de férias, a oferta cai drasticamente, uma vez que muitas pessoas viajam”, afirmou.

A gerente acrescentou ainda, que “a população pode vir despreocupada, pois tomamos todos os cuidados de segurança, seguindo os protocolos sanitários na prevenção da Covid-19 e quem tiver disponibilidade pode agendar pelos números (63) 3411-2915 ou 3411-2916”, enfatizou.

A doação de sangue é essencial para garantir a disponibilização de componentes sanguíneos para os pacientes que necessitam de transfusão, principalmente as vítimas de acidentes.

Agendamento

Para realizar doação, no Tocantins, é necessário fazer o agendamento. Veja os números abaixo e escolha uma unidade mais próxima. Vale lembrar que as unidades da Hemorrede são abertas de segunda à sexta-feira, das 7h às 18h30. Aos sábados das 7h às 12h30, exceto a unidade do Hospital Geral de Palmas (HGP).

Palmas – a doação pode ser agendada pelo telefone 3218-3232

Gurupi – para doar, é só agendar pelo número 3312-2237 ou 3312-7545

Araguaína – o agendamento é pelo número 3411-2915 ou 3411-2916

Porto Nacional – basta ligar no número 3363-8321

Augustinópolis – agendamento pelo número 3456-1309.

Para doar

O candidato à doação deve ter entre 16 e 69 anos e mais de 50 quilos; estar em bom estado de saúde e manter uma boa alimentação, evitando alimentos gordurosos, nas 4 horas que antecedem a doação. No ato da doação é necessário também apresentar documento original com foto. Os menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis.

Aldenes Lima/Governo do Tocantins

Comissão da Câmara aprova distritão e fim do segundo turno presidencial

Entre outras medidas, o texto prevê o chamado “distritão puro” na eleição para deputados em 2022

A comissão especial da Câmara dos Deputados sobre mudanças nas regras eleitorais (PEC 125/11) aprovou, na noite desta segunda-feira (10), o texto da relatora, deputada Renata Abreu (Pode-SP). A proposta ainda vai passar por dois turnos de votação no Plenário da Câmara antes de seguir para a análise do Senado.

O texto original da PEC tratava apenas do adiamento das eleições em datas próximas a feriados, mas, no quarto substitutivo ao texto, a relatora incluiu vários temas a fim de “aumentar o leque de propostas” levadas para a apreciação do Plenário. O texto-base da relatora foi aprovado por 22 votos a 11 na comissão.

Para a eleição de 2022, por exemplo, está prevista a adoção do sistema eleitoral majoritário na escolha dos cargos de deputados federais e estaduais. É o chamado “distritão puro”, no qual são eleitos os mais votados, sem levar em conta os votos dados aos partidos, como acontece no atual sistema proporcional.

Esse sistema seria uma transição para o “distritão misto”, a ser adotado nas eleições seguintes para Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras municipais. Porém, os deputados aprovaram um destaque do PCdoB para retirar esse item do texto.

Para a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), a escolha do sistema eleitoral definitivo a partir de 2024 ainda depende de mais debates futuros. “Nós achamos que essa é uma situação em que ainda há muita dúvida entre parlamentares e até no próprio eleitor. Então, nós pedimos a supressão desse item do relatório”, explicou.

Voto preferencial
Outra novidade no texto de Renata Abreu é o chamado “voto preferencial” nas eleições para presidente da República, governadores e prefeitos, a partir de 2024. A ideia de Renata Abreu, já adotada na Irlanda e no estado de Nova Iorque (EUA), é dar ao eleitor a possibilidade de indicar até cinco candidatos em ordem de preferência.

Na apuração, serão contadas as opções dos eleitores até que algum candidato reúna a maioria absoluta dos votos para chefe do Executivo.

“Você não é obrigado a listar a sua ordem de preferência. Você pode colocar a sua ordem de preferência. A eleição se torna muito mais barata. Trouxemos o que tem de maior inovação na política no mundo, mas tomamos o cuidado de não aplicar nas próximas eleições exatamente para não acharem que é um casuísmo”, disse Renata Abreu.

Coligações
Em relação às coligações, que foram proibidas nas últimas eleições municipais, a relatora disse prestigiar a autonomia partidária e autorizar os partidos a decidirem a forma de se coligar tanto nas eleições majoritárias quanto nas proporcionais.

Renata Abreu ainda fez um ajuste de última hora para revogar o artigo da Constituição que trata do caráter nacional dos partidos políticos. “Atendendo o princípio geral de liberdade de criação de partidos, entendemos que os partidos regionais têm um papel importante a desempenhar na democracia brasileira”.

Cláusula de desempenho
O texto de Renata Abreu também tem novidade na cláusula de desempenho, que trata dos limites mínimos de votos e parlamentares eleitos para que um partido político tenha acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita.

Além do percentual mínimo de votos válidos (1,5% a 3%, conforme regra de transição prevista na Emenda Constitucional 97, de 2017) e do número mínimo de deputados federais eleitos (11 a 15) em pelo menos um terço das unidades da Federação, também passa a ser considerado o mínimo de cinco senadores eleitos, incluindo aqueles que já estiverem em exercício na primeira metade do mandato no dia da eleição.

Para a eleição de 2022, a relatora prevê a criação de uma cláusula de “habilitação”, exigindo um quociente mínimo de votos para que o partido possa ter acesso às cadeiras no Legislativo. O limite previsto é de 25% do quociente eleitoral da eleição na respectiva circunscrição.

Também haverá exigência de quociente individual mínimo para os suplentes, “de forma a evitar que candidatos sem votos possam ocupar as cadeiras, o que contraria o princípio do sistema”.

O texto mantém a estratégia de reforço da fidelidade partidária, mas, além das justas causas para a troca de legenda já previstas em lei, acrescenta a possibilidade de migração desde que haja a concordância do partido.

Participação popular
Há ainda incentivos à maior participação da população na política. Um dos artigos prevê que os votos dados em mulheres e negros para a Câmara dos Deputados vão contar em dobro para a distribuição do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral.

Também será reduzido, de 1 milhão para 100 mil, o número mínimo de assinaturas para a apresentação de um projeto de lei de iniciativa popular na Câmara dos Deputados.

Outra novidade é a possibilidade de consultas populares sobre questões locais durante as eleições municipais ou gerais. Para essa espécie de “plebiscito municipal”, o tema da consulta deve ser aprovado pela Câmara de Vereadores e encaminhado à Justiça Eleitoral até 90 dias antes da data da eleição.

Fundações partidárias de estudo e pesquisa, doutrinação e educação política poderão ampliar o leque de atividades de ensino e formação política, oferecendo cursos de capacitação e formação profissional, juntamente com os de educação política.

Data de posse
Também está prevista mudança na data de posse dos chefes do Executivo, que atualmente ocorre em 1º de janeiro. A relatora propõe posse em 5 de janeiro para presidente da República e em 6 de janeiro para governadores e prefeitos. Essa regra passaria a valer nas posses de 2027 em diante.

A proposta ainda determina que decisões do Judiciário sobre regras eleitorais obedeçam ao mesmo “princípio da anterioridade” já imposto às decisões legislativas sobre eleições, ou seja: só poderão ser efetivamente aplicadas um ano após sua publicação.

Debate na comissão
Distritão, voto preferencial e coligações dominaram os debates na comissão nesta segunda-feira. Vários deputados afirmaram que essas medidas fragilizam os partidos políticos, enfraquecem a representatividade da sociedade no Parlamento e favorecem a eleição de celebridades.

O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) alertou que haverá futuros recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a proposta.

O deputado Ivan Valente (Psol-SP) criticou fortemente o texto aprovado, em especial a adoção do voto preferencial, que ele considera que vai confundir o eleitor diante da profusão de candidatos ao Executivo. “Isso é uma vergonha e um escárnio. O que está acontecendo aqui são parlamentares e partidos que estão pensando na sua reeleição e não na ideia de uma democracia e de uma disputa de ideias e projetos de Nação”, afirmou.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) se queixou do acordo que viabilizou a votação na comissão especial. “O Brasil fez um plebiscito para descartar o parlamentarismo e, agora, com meia hora de relatório pronto, querem alterar o sistema de voto para a eleição presidencial e para deputados federais. Participei dos acordos para não obstrução, mas querem colocar tudo que o grupo do ‘distritão’ queria – ou seja, ‘distritão’ e volta das coligações – e o lado que eu represento não coloca nada nesse acordo. Que acordo é esse?”, questionou.

Já a deputada Bia Kicis (PSL-DF) saiu em defesa do texto, e do “distritão” em particular. “Realmente há, na Casa, essa grande predominância do ‘distritão’, porque entendemos que devemos alterar o sistema para que o próprio eleitor possa entender melhor o sistema eleitoral e para que prepondere a vontade do eleitor”, declarou.

Para o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), a aprovação do texto na comissão será seguida por uma discussão mais ampla no Plenário. “Nós estamos ficando sem tempo, neste momento, e precisamos ir para o Plenário para que uma eventual mudança no nosso sistema político possa acontecer. E quero frisar aqui a sugestão do voto preferencial, corajosamente incluído pela relatora.”

A aprovação definitiva da reforma político-eleitoral depende de, no mínimo, de 257 votos de deputados e 41 de senadores nos dois turnos de votação nos Plenários da Câmara e do Senado. As medidas previstas para as eleições de 2022 precisam ser aprovadas até outubro, um ano antes do pleito.

Saiba mais sobre a tramitação de propostas de emenda à Constituição

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Mulher morre após batida frontal entre carro e caminhão na BR-153

Bolsonaro admite chumbo de proposta de voto impresso e acusa Barroso de ‘apavorar’ oposição

O presidente Jair Bolsonaro admitiu, nesta segunda-feira (9), que a proposta de adoção do voto impresso será chumbada em votação no plenário da Câmara agendada para esta semana.

Na quinta-feira (5), a proposta em causa foi chumbada pelos deputados da comissão especial. Na sexta-feira (6), no entanto, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), anunciou que daria mais uma chance à PEC (Proposta de Emenda à Constituição), enviando-a ao plenário da Câmara, relata o Portal R7.

O presidente brasileiro, por sua vez, informou que teria feito um acordo com o ministro Luís Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Tivemos um acordo antes, vai ser derrotada a proposta do voto impresso no plenário”, disse Bolsonaro em entrevista à Brado Rádio, sem entrar em detalhes sobre a natureza do acordo, citado pela Reuters.

Segundo o presidente do Brasil, o ministro Barroso “apavorou parlamentares” da oposição sobre o voto impresso, uma vez que vários teriam questões relativas à Justiça Eleitoral.

De qualquer jeito, a PEC do voto impresso será votada nesta semana pelo plenário da Câmara, por decisão do presidente da Casa, Arthur Lira.

Lira disse que a decisão tem como objetivo pacificar as eleições de 2022, depois que o tema se tornou motivo de enorme tensão entre Bolsonaro, que defende essa proposta, e a cúpula do TSE, que defende o sistema atual.

br.sputniknews.com

Em Araguaína, Polícia Civil apreende carro com aparelhagem irregular de som e encerra festa clandestina que reunia várias pessoas

Durante a operação foram vistoriados vários pontos do município.

A Polícia Civil do Tocantins (PC-TO), por intermédio da Delegacia de Repressão a Infrações de Menor Potencial Ofensivo (3ª DEIMPO), de Araguaína realizou, na noite do da última sexta-feira, 6, e durante a madrugada deste sábado, 7, mais uma operação visando tirar de circulação veículos que possuem som automotivo alterados instalados em desacordo com a legislação de trânsito e que causam poluição sonora.

De acordo com o delegado-chefe da 3ª DEIMPO, Fernando Rizério Jayme, a ação, que contou com apoio da Polícia Militar e do Departamento de Posturas e Edificações de Araguaína (DEMUPE), faz parte do planejamento estabelecido através de reuniões e tem como objetivo intensificar as fiscalizações para coibir as infrações de oriundas da instalação de aparelhagem de som e que causam perturbação aos moradores da cidade.

As operações têm se intensificado e ocorrerão, também, durante o dia, já que o horário de funcionamento das delegacias foi normalizado.

No decorrer dos trabalhos, houve apreensão de um veículo com grande quantidade de aparelhagem sonora em seu interior e que descumpria as legislações, por estar ligado e trafegando pelas vias da cidade. Além das notificações pelo uso irregular de som automotivo, esses veículos também são vistoriados e, se for o caso, multados pelo uso do som e pelas irregularidades encontradas também.

A operação também resultou no encerramento de uma festa irregular que ocorria na calçada de uma adega no setor Lago Sul 1, sem autorização dos órgãos competentes, não se enquadrando nas exceções previstas no decreto municipal e com aglomeração de aproximadamente 50 pessoas, sem máscaras, sem as medidas sanitárias esperadas e sem distanciamento social.

A localização do evento clandestino deu-se através de várias denúncias recebidas tanto pela PM, PC e DEMUPE, nos canais de denúncias respectivos, o que chamou a atenção das autoridades para a relevância.

Como resultado da intervenção, seis pessoas foram conduzidas à delegacia de plantão pela prática, em tese, de crimes como: aglomeração, injúria, ameaça, injúria qualificada e perturbação da paz e sossego públicos, englobando os músicos e o proprietário da adega.

A aparelhagem sonora profissional, que estava em local irregular e não autorizável e que cuja pressão sonora medida alcançou os 99.5 decibéis, foi apreendida no processo criminal que foi instaurado e que será conduzido pela própria 3ª DEIMPO, que apura tais infrações penais.

A festa, que foi divulgada em grupos de redes sociais, fazia propaganda de forró, em plena via pública, desconsiderando os protocolos municipais e as medidas restritivas, com irresponsabilidade.

Segundo o Delegado-Chefe da 3ª DEIMPO, Fernando Rizério: “As festas não estão liberadas porque ainda passamos por um momento complicado na manutenção das vidas e da capacidade da estrutura da rede de saúde pública de Araguaína, e, mesmo que estivessem, aquele evento como ocorreu não poderia ser liberado por afrontar as normas e o direito da vizinhança. Todos os participantes, que se aglomeravam, estavam infringindo o Art. 268 do CP e as investigações procurarão identificar quantos possíveis para processá-los perante a justiça. Quanto aos veículos de som automotivo, as operações serão constantes e rigorosas, com apreensões e processos criminais, inclusive”, afirmou a autoridade policial.

Denúncias de som automotivo ou crimes de perturbação do sossego podem ser feitas no site da delegacia virtual, através do telefone 197 da Polícia Civil ou também na DEMUPE e, em situações de flagrante, no 190, para apreensão e encaminhamento posterior à delegacia de polícia.

Edição: Geógia Milhomem

Revisão Textual:

CGU vê risco extremo de sobrepreço no ‘tratoraço’

De acordo com a apuração, em 115 convênios celebrados para a compra de nove tipos de máquinas, “o risco de sobrepreço foi considerado alto (entre 10% e 25%) ou extremo (acima de 25%) pela equipe de auditoria, totalizando o valor de R$ 12,1 milhões”

A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou “risco extremo de sobrepreço” nos convênios do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) para a compra de tratores e equipamentos agrícolas com dinheiro de emendas do orçamento secreto, de R$ 3 bilhões. Foi feita uma comparação com os preços que o governo federal tem pagado por equipamentos com características similares, por meio dos sistemas Painel de Preços e Comprasnet. A informação foi publicada em reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.

De acordo com a apuração, em 115 convênios celebrados para a compra de nove tipos de máquinas, “o risco de sobrepreço foi considerado alto (entre 10% e 25%) ou extremo (acima de 25%) pela equipe de auditoria, totalizando o valor de R$ 12,1 milhões”. A conclusão atingiu 61% da amostra de 188 convênios firmados entre MDR e municípios com dinheiro de emenda de relator (RP9) no ano de 2020. É esse tipo de emenda que foi utilizada para fazer o “tratoraço”.

O risco de sobrepreço só foi considerado baixo (menor que 5%) ou moderado (entre 5% e 10%) em 73 convênios (39% do total).

Parte  dos recursos do orçamento secreto seria destinado à aquisição de tratores e equipamentos agrícolas por preços até 259% maiores que os valores de referência. O esquema teria sido elaborado após a aproximação do Planalto com os partidos do centrão.

O Ministério do Desenvolvimento Regional disse que “o referido relatório trata-se de uma apuração preliminar, originada de uma provocação feita pelo próprio ministério, com o objetivo de apurar e sanar qualquer irregularidade que venha a ser constatada”. “Cabe destacar que os convênios encontram-se em fase inicial, sem que qualquer desembolso tenha sido realizado até o momento”, disse. 

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