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Max Fleury busca apoio em Brasília e pede a Eduardo Gomes recursos para abrir segunda unidade do Restaurante Popular

Presidente da Câmara de Araguaína reforça compromisso com os trabalhadores e defende expansão do programa de alimentação acessível na região sul da cidade

O presidente da Câmara Municipal de Araguaína, vereador Max Fleury (MDB), entregou um ofício ao senador Eduardo Gomes (PL) solicitando recursos para a instalação da segunda unidade do Restaurante Popular no município.

A proposta visa levar alimentação de qualidade e baixo custo à região sul de Araguaína, onde vivem milhares de trabalhadores que enfrentam dificuldades para se deslocar até o centro.

Max Fleury destacou que o pedido representa mais um passo em sua luta por políticas públicas voltadas ao bem-estar e à segurança alimentar.

“Araguaína cresceu, e a região sul precisa de atenção especial. Nosso objetivo é garantir que mais pessoas tenham acesso a uma refeição saudável e acessível, especialmente os trabalhadores que movem a economia da cidade”, afirmou o presidente.

O Restaurante Popular é reconhecido por oferecer refeições balanceadas a R$ 4,00, beneficiando diariamente centenas de famílias. A ampliação do programa, segundo o parlamentar, reforça o compromisso da Câmara e do Governo Municipal com a inclusão social e o fortalecimento das políticas públicas em Araguaína.

MPTO recomenda criação de Central de Regulação de Vagas no sistema prisional do Tocantins

Imagem de celas na CPP em Palmas [Foto: Marcelo de Deus - Dicom MPTO]

O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), expediu recomendação à Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju) para que, no prazo de 30 dias, seja regulamentada e implementada a Central de Regulação de Vagas (CRV) no sistema penitenciário do estado.

A medida faz parte de um procedimento administrativo instaurado para acompanhar a execução da política pública prevista pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no âmbito do plano Pena Justa, lançado em junho de 2025. O objetivo é enfrentar a superlotação carcerária e garantir a gestão racional das vagas, com base em critérios transparentes, auditáveis e humanizados.

Segundo o documento, a iniciativa reforça o papel do Ministério Público como fiscal do sistema prisional e integra as ações estruturantes voltadas à melhoria das condições de cumprimento de pena.

“A Central de Regulação de Vagas é um instrumento técnico que contribui para reduzir a superlotação e assegurar que cada vaga prisional seja ocupada de forma legal, transparente e proporcional. Trata-se de um avanço necessário para garantir dignidade às pessoas privadas de liberdade e eficiência à gestão pública”, destaca

A taxa média de ocupação das prisões brasileiras é de 135%, com déficit superior a 180 mil vagas, segundo o Guia Metodológico da Central de Regulação de Vagas, elaborado pelo CNJ com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Recomendação

O documento expedido pelo Gaesp determina que a Seciju adote medidas para instituir um teto de ocupação por estabelecimento prisional e aplicar a regra de “porta fechada” quando o limite for atingido.

Também deve definir critérios públicos e auditáveis de alocação e priorização de vagas e manter uma lista única e atualizada de demandas e vagas disponíveis.

Por fim, foi solicitado que a Seciju encaminhe a prestação de contas e relatórios periódicos ao Gaesp e ao componente judicial do plano Pena Justa.

O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública é composto pelos promotores de Justiça João Edson de Souza, Rafael Pinto Alamy e Paulo Alexandre de Siqueira.

Integração com o CNMP e o CNJ

A recomendação se alinha às ações do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e do CNJ voltadas à melhoria da política prisional. O tema foi ponto de destaque durante a visita dos conselheiros do CNMP à Casa de Prisão Provisória de Palmas, realizada no último dia 22, em conjunto com membros do MPTO, ocasião em que foram verificadas as condições estruturais e operacionais das unidades prisionais do estado.

(Texto: Daianne Fernandes/Dicom MPTO)

Ação do MPTO resulta em condenação de produtor rural por desmatamento ilegal em Araguaçu

Condenação decorre de desmatamento em propriedade rural realizado sem regularização ambiental [Foto: Canva]

Com base em denúncia apresentada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) condenou um produtor rural do município de Araguaçu por crimes ambientais relacionados ao desmatamento ilegal entre os anos de 2008 e 2015. Foram mais de 300 hectares desmatados numa região em que há Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Reserva Legal (ARLs).

A sentença fixou o pagamento de R$ 3,5 milhões como indenização mínima pelos danos ambientais e determinou a apresentação de um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) no prazo de 120 dias, com o objetivo de restaurar a vegetação nativa.

Para o promotor de Justiça Jorge Neto, o caso é resultado da atuação firme e contínua do MPTO na região, por meio da Promotoria de Justiça de Araguaçu, que tem intensificado ações voltadas à responsabilização por crimes ambientais e à reparação dos danos causados ao patrimônio natural do Tocantins.

“A investigação, baseada em pareceres técnicos do Caoma/MPTO e depoimentos, comprovou a supressão de aproximadamente 364 hectares de vegetação nativa entre 2008 e 2015 , incluindo 7,9 hectares de APP. O laudo pericial demonstrou a conversão dessas áreas em lavouras e pastagens, a ausência de licença ambiental válida e um déficit atual de Reserva Legal. O réu confessou parcialmente os fatos”, detalhou o promotor.

Além da responsabilização civil, o produtor foi condenado criminalmente com base nos artigos 48 e 54 da Lei nº 9.605/1998, que tratam de impedir a regeneração natural da vegetação e causar destruição da flora. A pena de um ano de reclusão e seis meses de detenção foi substituída por prestação pecuniária no valor de R$ 100 mil.

A decisão judicial também proíbe novos desmatamentos na propriedade até que todas as pendências ambientais sejam regularizadas.

(Texto: Lidiane Moreira – Dicom/MPTO)

Covernation Halloween promete noite sombria e eletrizante no Tendencies Rock Bar com nove tributos a ícones do rock e pop mundial

O maior festival de bandas cover do Tocantins está de volta em uma edição inédita e sombria. O Covernation Halloween acontece neste 31 de outubro, sexta-feira, a partir das 21 horas, no tradicional Tendencies Rock Bar, em Palmas. Pela primeira vez em sua história, o evento será uma festa à fantasia, unindo o espírito do Halloween à energia do rock.
Criado em 2013, o Covernation chega à sua primeira edição especial de Halloween, consolidando-se como um dos eventos musicais mais esperados do calendário cultural da capital. Ao longo dos anos, o festival se tornou referência por reunir artistas locais e regionais em tributos memoráveis a grandes nomes do rock e do pop mundial.
Nesta edição especial, o público pode esperar uma noite de arrepiar, com nove shows em tributo a bandas e artistas que marcaram gerações. O line-up contará com:

Imagine Dragons e Coldplay – com Alexandre Poli
Lulu Santos – com Mara Rita
Limp Bizkit – com Soundkick
Simple Plan – com Banda Scott
System of a Down – com Thauan Lemos e System Malvadão
Lady Gaga – com Duda Ruas
Guns N’ Roses – com Black Mouth
Abertura com o melhor do Hard Rock dos anos 80, com Fire Queen
Além da programação musical, o evento promete uma atmosfera temática completa, com decoração especial, figurinos e performances inspiradas no Halloween. O público é convidado a comparecer fantasiado para entrar no clima da noite mais divertida e assustadora do ano.
Os ingressos antecipados estão à venda na Casa São Paulo e também online pelo Sympla.

O Covernation Halloween é uma realização da Pacific Produções no Tendencies Rock Bar, com apoio de artistas e parceiros locais que mantêm viva a cena musical tocantinense.

Câmara de Colinas do Tocantins aprova abertura de processo de impeachment contra o prefeito Josemar Kasarin por suposto recebimento indevido de R$ 144 mil

Josemar Carlos Casarin, prefeito de Colinas — Foto: Prefeitura de Colinas do Tocantins/Divulgação

A Câmara Municipal de Colinas do Tocantins abriu um processo de impeachment contra o prefeito Josemar Carlos Casarin (União), conhecido como Kasarin. Durante a sessão foram apresentadas duas denúncias contra o político por infrações político-administrativas. Uma delas pelo suposto recebimento indevido de R$ 144 mil no próprio salário.

A abertura do processo foi aprovada por 10 votos a favor e três contra (veja abaixo como votaram os parlamentares).

O prefeito afirmou que o valor recebido “compreendeu o subsídio de dezembro, 13º e férias mais o terço constitucional do período do mandato, que alcançou o valor líquido de R$ 116.907,49, e não efetivamente os R$ 144 mil”. Conforme Kasarin, as informações estão no portal da transparência e que isso “demonstra a ausência de intenções ocultas ou desonestas”

As denúncias foram feitas no dia 17 de outubro de 2025 e a sessão ordinária, que autorizou o processo de impeachment, ocorreu nesta segunda-feira (27).

Uma das denúncias aponta que o prefeito recebeu R$ 144.666,66, em dezembro de 2024. Os valores foram descritos na folha de pagamento dele como pagamentos de 13º salário com retroativos de 2021, 2022 e 2023, além férias vencidas.

Os pagamentos foram considerados indevidos porque não eram autorizados por lei. A previsão de pagamento de 13º salário e férias para o prefeito, vice-prefeito, secretários e vereadores de Colinas do Tocantins só foi criada em dezembro de 2023, quando os parlamentares aprovaram uma emenda à Lei Orgânica do município.

Na denúncia também é apontado que o pagamento da rescisão contratual é “juridicamente impossível, já que o mandato político não se submete à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”.

Locação de imóvel não utilizado

A outra denúncia cita a locação de um imóvel para ser a sede do Conselho Tutelar, que nunca foi utilizado. Segundo o documento, o contrato teria sido feito em maio de 2025. O pagamento do aluguel teria iniciado em julho e prolongado por quatro meses. A rescisão do contrato teria sido feita em outubro de 2025.

Apesar disso, a denúncia aponta que “o imóvel efetivamente utilizado pelo Conselho Tutelar se encontrava sem cobertura contratual e sem pagamento desde abril de 2025, expondo o município a riscos jurídicos e financeiros”.

Durante a sessão, foram definidos, por meio de sorteio, os três vereadores que irão fazer parte da Comissão Processante, responsável pela condução do processo. São eles: Marcus Júnior Guimarães (Republicanos), que ficou como relator da comissão, Edmilson Bolota (UB), como presidente e Ranniere Macaúba (PP), como membro.

Veja como votaram os vereadores

Votaram a favor

  • Augusto Agra – presidente
  • Daniel Garrincha
  • Naiara Miranda
  • Leandro Coutinho
  • Gauchinho Labella
  • Professora Elma
  • Marcus Júnior Guimarães
  • Lazin do Diogenes
  • Edmilson Bolota
  • Ranniere Macaúba

Votaram contra

  • Jefferson Bandeira Chokito – vice-presidente da Câmara
  • Gildeon Morais
  • Dayhany Mota

Íntegra da nota de Josemar Carlos Casarin

Eu, Josemar Carlos Casarin, Prefeito Municipal de Colinas do Tocantins, venho a público, com a transparência que sempre pautou minha gestão, esclarecer os fatos referentes ao recebimento das verbas relativas a décimo terceiro e férias acrescidas de um terço no final do mandato 2021/2024, que foram objeto de pedido de afastamento junto a Câmara de Vereadores.

Primeiramente, importante informar que o valor recebido compreendeu o subsídio (salário) de dezembro, 13º e férias mais o terço constitucional do período do mandato, que alcançou o valor líquido de R$ 116.907,49, e não efetivamente os R$ 144 mil constantemente noticiados nas redes sociais.

Vale também esclarecer a população que o pagamento, assim que efetuado, foi imediatamente publicado no portal da transparência do Município, visível a todo e qualquer cidadão, o que demonstra a ausência de intenções ocultas ou desonestas.

Sobre este tema, a Constituição Federal assegura a todos os trabalhadores o direito ao 13º salário e às férias acrescidas de 1/3 e, para agentes políticos, este direito foi julgado no ano de 2017 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do Tema 484, que entendeu que tais verbas são compatíveis com o regime de subsídio dos Prefeitos.

A Câmara Municipal de Colinas, através da Emenda à Lei Orgânica nº 02/2023, inseriu no art. 14-A dispondo que “Fica autorizado o pagamento, ao Prefeito, Vice-Prefeito, Secretários Municipais e aos Vereadores da Câmara Municipal de Colinas do Tocantins, do 13º (décimo terceiro) subsídio e das férias, acrescidas do terço constitucional, previstos respectivamente no art. 7º, incisos VIII e XVII, da Constituição Federal.

Ao tomar conhecimento de questionamentos sobre possível irregularidade de tal pagamento, determinei a abertura, em 27/08/2025, de um processo administrativo para apurar o caso e, diante das diferentes correntes jurídicas encontradas sobre a necessidade ou não de uma lei local prévia e visando preservar a integridade da administração e a confiança da população, optei voluntariamente pela restituição dos valores atualizados referentes aos exercícios que poderiam ser objeto de controvérsia, preferindo, em momento oportuno, buscar a confirmação judicial deste crédito, para que a ordem judicial possa encerrar esta discussão.

Acrescento, ainda, que sobre o caso já houve expediente junto ao Ministério Público Estadual e ao Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, demonstrando a boa-fé e transparência.

Reafirmo que nossa gestão será sempre pautada pela honra e respeito máximo aos cidadãos de Colinas e, confiando em Deus e na justiça, mantenho a fé de que toda e qualquer tentativa de ignorar a vontade popular não prosperará. Agradeço a compreensão de todos e permaneço firme no propósito de levar o bem-estar e o desenvolvimento de nossa cidade.

Fonte: G1 Tocantins

Governador Laurez Moreira debate projetos com ex-ministro da Educação José Henrique Paim

O governador do Tocantins, Laurez Moreira, recebeu nesta terça-feira, 28, no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas, o ex-ministro da Educação e diretor de Desenvolvimento da Gestão Pública e Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), José Henrique Paim, para dialogar sobre um projeto voltado ao fortalecimento da gestão da aprendizagem nas escolas públicas do estado.

Na ocasião, Laurez Moreira destacou o compromisso do Governo do Tocantins com a melhoria contínua da educação. “Vejo a educação como um caminho capaz de gerar oportunidades e servir de base a um futuro melhor para nossas crianças e jovens. É nisso que acredito, uma educação forte faz um estado forte e com oportunidades”, ressaltou.

O ex-ministro da Educação José Henrique Paim ressaltou a posição do chefe do Executivo em reforçar as ações educacionais no estado. “Fico muito satisfeito em participar desta reunião e constatar que o governador demonstra preocupação efetiva com os resultados educacionais”, pontuou.

Também participaram da reunião pela FGV, o especialista e professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Danilo Melo; o assessor Rodrigo Dindo; e o coordenador Túllio Prota; pelo Governo do Tocantins, os secretários de Estado da Educação, Hércules Jackson; e do Planejamento e Orçamento, Ronaldo Dimas.

Governo do Tocantins

Vilarindo do Eucalipto declara apoio a Lucas Campelo para deputado federal: “Estou de corpo e alma nesse projeto”

O vereador Vilarindo do Eucalipto (PSD) oficializou neste domingo (26), em Santa Fé do Araguaia, seu apoio ao vereador araguainense Lucas Campelo (União Brasil), que se prepara para disputar uma vaga na Câmara Federal nas próximas eleições.

Durante o anúncio, Vilarindo destacou a credibilidade e a força do projeto político de Campelo, ressaltando a confiança que empresários e lideranças locais e regionais têm no nome do colega parlamentar.

“O projeto de Lucas para federal é consolidado, tem o apoio de grandes empresários e lideranças locais e regionais. Dispensa comentários. É um cara humilde, trabalhador e comprometido. Estou muito empolgado. Estou de corpo e alma nesse projeto!”, afirmou Vilarindo.

A declaração de apoio foi recebida com entusiasmo por aliados de ambos os vereadores. O gesto reforça a ampliação da base política de Lucas Campelo, que vem se destacando como uma das novas lideranças jovens do Tocantins.

Moradores de Araguaína também elogiaram a união.

“Vilarindo é um vereador trabalhador, sempre presente aqui na Barra da Grota. Esse apoio ao Lucas mostra que ele quer o melhor para a cidade e para o Tocantins”, disse um morador da região.

Com o novo reforço, Lucas Campelo consolida ainda mais sua caminhada rumo à Câmara Federal, fortalecendo alianças com nomes influentes e respeitados da política tocantinense.

Por: Geovane Oliveira

Recurso de Bolsonaro será julgado em plenário virtual em novembro

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar, de modo virtual, entre os dias 7 e 14 de novembro, o recurso do ex-presidente Jair Bolsonaro contra a decisão que o condenou a 27 anos e três meses de prisão por crimes contra a democracia

Na mesma sessão virtual deverão ser julgados os recursos de outros seis réus, todos antigos aliados do ex-presidente e que foram considerados o núcleo principal de uma tentativa de golpe de Estado que tentou manter Bolsonaro no poder mesmo após derrota eleitoral em 2022.

A ação penal na qual todos foram condenados entrou na pauta de julgamentos nesta terça-feira (28), um após ter se encerrado o prazo para apresentação dos recursos.

Dentre os condenados, apenas não recorreu: o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator da trama golpistaPela sentença, ele manteve os benefícios da delação premiada, recebendo uma pena mais branda de dois anos, e por isso não deve ser preso em regime fechado. 

Em recurso apresentado na segunda (27), os advogados de Bolsonaro disseram ter havido cerceamento de defesa no julgamento. Entre outros ponto, um dos motivos foi não o curto espaço de tempo dado aos réus para a análise de uma quantidade imensa de informações anexadas ao processo pela Polícia Federal (PF), que somaria mais de 70 terabytes de dados.

“A defesa não pôde sequer acessar a integralidade da prova antes do encerramento da instrução; não teve tempo mínimo para conhecer essa prova”, diz o embargo de declaração assinado pela equipe de defesa de Bolsonaro, que é liderada pelos criminalistas Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno.

Os demais réus que também apresentaram recurso sustentaram argumentos semelhantes. A defesa do general Walter Braga Netto – ex-ministro da Casa Civil e da Defesa e vice na chapa de Bolsonaro em 2022 -, por exemplo, acusou o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, de parcialidade, além do cerceamento de defesa.

Embargos

Pelas regras processuais e o regimento interno do Supremo, não cabem recursos ao plenário após condenação por alguma das duas turmas do tribunal.

Além disso, as normas também preveem que, no caso do núcleo central da trama golpista, o embargo de declaração é o último recurso cabível antes do trânsito em julgado da ação penal, isto é, antes que possa ser determinado o início do cumprimento da sentença.

O embargo de declaração é um tipo de recurso voltado a sanar o que seriam, na visão das defesas, ambiguidades, omissões, contradições e obscuridades no texto do acórdão (decisão colegiada).

Em tese, esse tipo de recurso não produz efeitos para reverter o resultado do julgamento, embora seja comum que as defesas redijam o recurso de uma forma que, caso for concedido o esclarecimento pedido e sanada a suposta obscuridade, o resultado do julgamento acabe sendo revertido, no chamado “efeito infringente”.

Prisão

Somente após o julgamento dos embargos de declaração, portanto, que Moraes poderá determinar o eventual início do cumprimento de pena por Bolsonaro. Pelo tamanho da pena, a legislação determina regime inicial fechado.

Contudo, há exceções, como nos casos em que não há unidade prisional capaz de prover os cuidados necessários para alguma enfermidade do condenado. Nessa hipótese, o juiz pode determinar a prisão domiciliar por motivos humanitários.

Por ser ex-presidente, Bolsonaro tem direito ainda a ficar numa sala especial, que poderia ser, por exemplo, em alguma instalação da Polícia Federal (PF). Por ser membro reformado do Exército, ele também pode ficar em alguma instalação militar.

Quem vota?

No recurso, a defesa de Bolsonaro citou diversas vezes o voto do ministro Luiz Fux, único a votar pela absolvição de todos os réus. Os advogados destacaram em especial a parte em que o ministro diz que o ex-presidente não poderia ser condenado por “cogitar” a prática de crime, e que mesmo que tenha pensado em dar um golpe, acabou “desistindo”.

Não está ainda claro, contudo, se Fux votará no julgamento do recurso. Isso porque o ministro pediu transferência para a Segunda Turma, que ficou com uma vaga aberta após a aposentadoria precoce do ministro Luís Roberto Barroso.

Ao pedir a transferência, depois de ficar isolado no caso do golpe, Fux manifestou a vontade de continuar a participar dos julgamentos da trama golpista. Não há, contudo, regra clara a respeito da situação, que ainda deverá ser resolvida pelo Supremo e seu presidente, o ministro Edson Fachin.

Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

Cinthia Ribeiro reage e acusa atual gestão de Palmas de tentar transferir culpa por dívida no transporte coletivo

A ex-prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, emitiu nota pública repudiando a tentativa da atual gestão municipal de atribuir à sua administração responsabilidades sobre um suposto débito referente ao transporte coletivo da capital. Segundo ela, o acordo que originou a dívida foi negociado e assinado meses após o encerramento de seu mandato, sendo, portanto, de inteira responsabilidade do atual prefeito.

Cinthia destacou que, durante sua gestão, todas as obrigações foram cumpridas com responsabilidade e transparência, e que não havia qualquer débito consolidado ou valor reconhecido pela Prefeitura até janeiro de 2025. Para a ex-prefeita, a atual administração precisa esclarecer à população quais critérios, valores e condições foram firmados no novo acordo.

“É hora da atual administração assumir a responsabilidade de seus atos, ao invés de tentar imputar a outros o desgaste dos erros de sua própria gestão”, afirmou.

A ex-prefeita ainda criticou a postura do atual gestor, afirmando que a administração pública evoluiu muito nas últimas décadas, e que repetir práticas ultrapassadas e personalistas do passado demonstra falta de atualização e fragilidade de comando.

Cinthia também cobrou transparência sobre o contrato milionário de locação de ônibus, feito por dispensa de licitação, que enfrenta problemas de atendimento, atrasos de pagamento e suspeitas de irregularidades.

Por fim, a ex-prefeita reafirmou seu compromisso com a honestidade e o zelo pelo dinheiro público, declarando que não aceitará manipulações políticas que distorçam os fatos para mascarar decisões tomadas pela atual gestão.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A ex-prefeita de Palmas Cinthia Ribeiro repudia a tentativa da atual gestão da prefeitura de Palmas de transferir responsabilidades sobre um suposto débito do transporte coletivo, cuja negociação e assinatura de acordo ocorreram meses após o fim de seu mandato.

Durante sua gestão, todas as obrigações foram cumpridas com responsabilidade e transparência, e não existia débito consolidado ou valor reconhecido pela Prefeitura até janeiro de 2025. O acordo anunciado agora é de inteira responsabilidade da atual administração, que deve explicar os critérios, valores e condições firmadas.

Reforça-se que é hora da atual administração assumir a responsabilidade de seus atos, ao invés de tentar imputar a outros o desgaste dos erros de sua própria gestão.

A administração pública mudou muito em 30 anos, desde que o atual prefeito comandou a cidade pela primeira vez. Não se atualizar e continuar com as mesmas práticas lamentáveis do passado, utilizadas com frequência desde o início do exercício do mandato do atual prefeito, é um erro que expõe a fragilidade de comando desta gestão e que tem imposto diversos problemas administrativos e de liderança que se tornaram públicos, evidenciando um governo de eficiência duvidosa.

A atual administração de Palmas precisa concentrar suas energias em responder à população e aos órgãos de fiscalização e controle sobre os indícios que existem no contrato milionário de locação de ônibus, feito por dispensa de licitação, e que hoje enfrenta sérios problemas de atendimento aos usuários e suspeitas de calote e atrasos de pagamento.

Cinthia Ribeiro reafirma que sempre governou com honestidade e zelo pelo dinheiro público e não aceitará manipulações políticas que distorçam os fatos para mascarar decisões tomadas pelo atual prefeito.

Cinthia Ribeiro
Ex-Prefeita de Palmas

Matheus Mourão (MTB: 11.478/DF)

(61) 98582-0616

Recurso de Bolsonaro cita cerceamento de defesa e pede revisão da pena

Brazil's President Jair Bolsonaro, welcomes Paraguay's President Mario Abdo Benitez (out of frame) at Planalto palace in Brasilia on March 12, 2019. (Photo by Sergio LIMA / AFP)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta segunda-feira (27), embargos de declaração para “sanar as ambiguidades, omissões, contradições e obscuridades” da decisão do STF que o condenou por tentativa de golpe de Estado.

Bolsonaro é um dos réus do Núcleo 1 da trama golpista e foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, atentado contra o Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, da qual foi apontado como líder, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Os advogados de Bolsonaro pediram a revisão da dosimetria da pena, alegando ausência de individualização adequada e violação ao princípio da proporcionalidade. Segundo eles, as circunstâncias negativas para o estabelecimento da pena não estão presentes no acórdão.

“Não se sabe, portanto, o que significou cada uma das circunstâncias consideradas, pelo Ministro Relator, como ‘amplamente desfavoráveis’. É indiscutível que a partir da existência de circunstâncias valoradas negativamente chegou-se, sem qualquer cálculo, sem qualquer demonstração, ao elevado aumento da sanção”, diz a peça da defesa.

Nos embargos de declaração, a defesa de Bolsonaro também alega que houve cerceamento de defesa durante o processo que levou à sua condenação no STF. Segundo o documento, os advogados não tiveram tempo hábil nem acesso adequado às provas produzidas na investigação.

Eles dizem que receberam 70 terabytes de dados, o que teria impossibilitado o exame do material antes do fim da instrução. A defesa também argumenta que foram negados pedidos de adiamento das audiências,

“A defesa não pôde sequer acessar a integralidade da prova antes do encerramento da instrução; não teve tempo mínimo para conhecer essa prova. E não pôde analisar a cadeia de custódia da prova. Afinal, os documentos foram entregues quando terminava a instrução e, apesar dos recursos da defesa, o processo continuou”.

Agência Brasil

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