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Bioeconomia inclusiva na Amazônia pode beneficiar 750 mil famílias

Ações voltadas à bioeconomia inclusiva são capazes de melhorar a vida de 750 mil famílias entre agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais que habitam a Amazônia brasileira. Essas populações e os seus conhecimentos têm papel fundamental no desenvolvimento sustentável da região. São conclusões obtidas de uma série de dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Embrapa e outras instituições, apontando que é possível o desenvolvimento social e ambiental da Amazônia de uma forma inclusiva.

Um dos estudos sobre o potencial da bioeconomia foi publicado este mês: “Visões sobre bioeconomia na Amazônia: Oportunidades e desafios para a atuação da Embrapa”, elaborado por oito especialistas da Empresa (veja quadro abaixo). O documento ressalta que o bioma exige diferentes estratégias de bioeconomia, uma vez que ele é heterogêneo em suas características sociais, econômicas, ambientais e culturais, reunindo realidades distintas.

 

O estudo da Embrapa

Assinam o estudo os pesquisadores da Embrapa: Daniela Biaggioni Lopes (Superintendência de Estratégia), que coordenou o trabalho; Ana Euler (diretora-executiva de Negócios); Joice Ferreira (Embrapa Amazônia Oriental), Judson Valentim (Embrapa Acre), Lucia Wadt (Embrapa Rondônia), Milton Kanashiro (Embrapa Amazônia Oriental), Roberto Porro (Embrapa Amazônia Oriental) e Susana Góis (Diretoria de Pesquisa e Inovação).

“Um entendimento do que é, e do que pode se tornar, a bioeconomia no contexto amazônico é o ponto de partida para a atuação de instituições de ciência e tecnologia nos ecossistemas de inovação da região. Essa foi a premissa do trabalho,” conta Daniela Lopes, coordenadora do estudo da Embrapa, o qual contou ainda com consultas a outros profissionais da Empresa e traz referências a documentos externos.

Voltado a subsidiar as ações da Embrapa no bioma, o estudo reuniu informações que demonstram que a bioeconomia é geradora potencial de benefícios sociais, ambientais e econômicos para a Amazônia. “Esse pode ser o caminho para se reverter o grande paradoxo da região Amazônica, marcada pela riqueza e abundância de recursos naturais e pela extrema pobreza das populações e comunidades locais”, frisa o pesquisador Judson Valentim, responsável pelo Portfólio Amazônia, conjunto de projetos de pesquisa da Embrapa relacionados ao bioma.

O que é bioeconomia na Amazônia?

Uma economia sustentável, focada no uso de recursos da biodiversidade, considerando conhecimentos tradicionais e aliada aos avanços tecnológicos em processos químicos, industriais e de engenharia genética. Tem como objetivo a valorização das práticas regenerativas na região amazônica de modo a assegurar a inclusão social, a qualidade de vida, além da conservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos.

O que é sociobiodiversidade?

O conceito expressa a inter-relação entre a diversidade biológica e a de sistemas socioculturais. Os produtos da sociobiodiversidade são bens e serviços (produtos finais, matérias-primas ou benefícios) gerados a partir de recursos da biodiversidade, voltados à formação de cadeias produtivas de interesse dos povos e comunidades tradicionais e de agricultores familiares, que promovam a manutenção e valorização de suas práticas e saberes, e assegurem os direitos decorrentes, gerando renda e contribuindo para a melhoria de sua qualidade de vida e do ambiente em que vivem.

 

O Código Florestal determina que entre 50% e 80% da área desse bioma deve ser mantida com vegetação nativa. “Para que esses recursos florestais se traduzam em desenvolvimento econômico e social para a população, é preciso investir na geração de tecnologias de bases sustentáveis”, defende Valentim.

Foto acima: Guilherme Noronha

Ciência e conhecimentos tradicionais para manter a floresta

Para a pesquisadora Ana Euler, diretora-executiva de Negócios da Embrapa e coautora do estudo, a bioeconomia da sociobiodiversidade deve orientar o desenvolvimento na região. Ela diz ser necessário estruturar as cadeias de valor com investimentos em infraestrutura, formação de capital humano e tecnologias (sociais, digitais, biotecnológicas).

“A agregação de valor aos produtos florestais tem o potencial de beneficiar povos indígenas, comunidades tradicionais e produtores rurais que vivem na região. Integrar o conhecimento ancestral desses povos com a ciência é o principal caminho para manter a floresta em pé e promover o bem-estar humano e o desenvolvimento sustentável na Amazônia,” ressalta a diretora. “Criar oportunidades para as pessoas que moram na Amazônia é a melhor maneira de enfrentar os atuais problemas da região”, defende Euler.

Valentim conta que há vários resultados de sucesso na pesquisa que nasceram da união entre os conhecimentos tradicional e científico das populações amazônicas. Entre eles, destacam-se os que comprovam o potencial de microrganismos do guaranazeiro para a agricultura e a saúde humana e o do óleo de uma planta amazônica conhecida como pimenta-de-macaco (Piper aduncum) para controlar pragas, além de inúmeros outros exemplos.

Economia da sociobiodiversidade

Um estudo da The Nature Conservancy (TNC Brasil) estimou que, em 2019, somente no estado do Pará, 30 produtos de cadeias da chamada sociobiodiversidade responderam por uma renda de cerca de 5,4 bilhões de reais, gerando 224 mil empregos, 84% deles em estruturas produtivas de base familiar.

“A oportunidade é contribuirmos, com conhecimento técnico-científico, para que modelos sustentáveis de bioeconomia apoiem o desenvolvimento regional, gerando prosperidade para as comunidades amazônidas”, pontua Lopes.

Em uma consulta a especialistas da própria Embrapa, os autores perguntaram quais seriam os temas mais importantes associados à bioeconomia na Amazônia. Na percepção dos entrevistados, os dois temas considerados mais relevantes foram: “tecnologias sociais e agregação de valor às cadeias produtivas da sociobiodiversidade” e “desenvolvimento de bioprodutos e bioativos, a partir da biodiversidade amazônica”. Para os entrevistados, essas pautas devem nortear boa parte dos esforços da pesquisa científica na região.

 

         A  Embrapa na Amazônia

Os autores contam que o desenvolvimento de ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação em prol da bioeconomia na Amazônia é uma prioridade da Embrapa desde 2014. Em 2023, a Empresa deu início a um projeto para diagnóstico e elaboração de um plano estratégico a fim de fortalecer essa nova economia na região. Para isso, a ideia é desenvolver soluções tecnológicas voltadas às cadeias da sociobiodiversidade, que priorizem a sustentabilidade e a inclusão das populações e comunidades locais. Para isso, a Empresa conta com investimentos da ordem de 20,5 milhões de reais, nove centros de pesquisa na Amazônia Legal, além de outros que apoiam o bioma desenvolvendo soluções em suas respectivas áreas. São mais de 300 pesquisadores e 140 projetos de pesquisa em andamento na região.

Um dos objetivos é ampliar os esforços em rede com instituições no Brasil e exterior para captar recursos e fortalecer a presença do País nos fóruns internacionais de biodiversidade e clima. Além disso, a Embrapa pretende reforçar a sua participação na elaboração e articulação de políticas públicas que estimulem a produção sustentável na Amazônia.

Principais soluções para o bioma

O ecossistema de inovação da Embrapa na Amazônia Legal tem gerado soluções tecnológicas e sociais para os setores agropecuário, florestal e agroindustrial com foco, entre outros temas, em sistemas que integram lavoura e pecuária (ILP) e lavoura-pecuária e floresta (ILPF), manejo florestal sustentável (produtos madeireiros e não madeireiros), sistemas agroflorestais, sistemas de produção de pecuária de carne e leite, aquicultura, fruticultura e grãos.

Dos 34 portfólios (agrupamentos) de projetos dedicados a temas estratégicos para a agricultura brasileira, um é voltado exclusivamente à Amazônia, com o objetivo de apoiar políticas públicas integradas para o desenvolvimento competitivo dessa região, com foco em bioeconomia.

O portfólio Amazônia conta com oito desafios para inovação alinhados a 28 políticas públicas. Entre esses desafios, três se destacam em relação à bioeconomia.

O primeiro é voltado à agregação de valor a produtos da biodiversidade amazônica, como plantas alimentícias não convencionais (Pancs), óleos, resinas, extratos, essências, gorduras vegetais, frutas, plantas medicinais, raízes e tubérculos, fibras, madeira e meliponídeos, considerando a multifuncionalidade do espaço rural nas áreas de produção familiar, de comunidades tradicionais e de povos indígenas. O segundo visa ampliar a inserção de bioativos da Amazônia como insumo para produtos convencionais e bioprodutos de indústrias de bioeconomia, com foco nos setores agroquímico, cosmético, de alimentos e de medicamentos. O terceiro desafio tem como objetivo aumentar a escala, qualidade, regularidade e logística de matérias-primas da diversidade da Amazônia para o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas às indústrias agroalimentares, agroquímicas, e de energias renováveis, entre outras.

 

Tecnologias geradas

Algumas das tecnologias geradas pela Embrapa com foco em bioeconomia inclusiva na Amazônia:

  • – Manejo de açaizais nativos na Amazônia Oriental.

  • – Boas práticas para produção de castanha-da-Amazônia em florestas naturais.

  • – Boas práticas de processamento pós-colheita de açaí.

  • – Manejo de abelhas nativas para a meliponicultura na Amazônia.

  • – Novas cultivares de açaí, guaraná e cupuaçu.

  • – Sistema de criação de tambaqui.

  • – Modelos de sistemas agroflorestais para recuperação de áreas degradadas de produtores familiares, comunidades tradicionais e populações indígenas.

Essas tecnologias já são adotadas em mais de 140 mil hectares com impacto econômico superior a 160 milhões de reais e impacto social comprovado, com a geração de aproximadamente 3 mil empregos.

As expectativas apontam potenciais para avanços técnico-científicos em temas como: domesticação de espécies nativas, principalmente plantas, agricultura de baixo carbono, restauração florestal e recuperação do passivo ambiental de forma econômica, piscicultura, pecuária sustentável, aproveitamento da biodiversidade local, benefícios decorrentes da manutenção da floresta em pé, inclusão das populações locais em circuitos curtos de comercialização, sistemas agroflorestais e aprimoramento de técnicas silviculturais com espécies nativas.

Fotos: Ronaldo Rosa

 

Quanto valem as cadeias produtivas da sociobiodiversidade

O estudo da Embrapa traz ainda informações sobre os produtos florestais não madeireiros (PFNM) com maior valor de produção, entre os quais destacam-se: o fruto do açaizeiro; a castanha do Brasil e as amêndoas da palmeira babaçu. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a soma do valor da produção nacional de açaí e cacau e dos demais PFNM obtidos pelo extrativismo na região supera 10,5 bilhões de reais. Embora represente apenas cerca de 0,12% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, essa receita é significativa para as famílias de baixa renda na Amazônia, se comparada aos 2,9 bilhões de reais oriundos da extração de madeira em toras.

Hoje existem 94 espécies nativas de valor alimentício para fins de comercialização in natura ou derivados. Para os pesquisadores, a agregação de valor a esses produtos por processamento agroindustrial tem enorme capacidade de expansão. O açaí, por exemplo, tem sido explorado para a produção de medicamentos, cosméticos e vários outros produtos.

Em 2019, a Embrapa disponibilizou tecnologia para a produção de produtos alimentícios à base de frutas da Amazônia. Eles são resultados de uma pesquisa que desenvolveu balas de gelatina de açaí, blends (sucos mistos) com misturas de frutas nativas do bioma, snacks (salgadinhos) à base de farinha de pupunha e mandioca e barrinhas multifuncionais de tapioca, castanha e açaí.

Fonte:   Embrapa

Governador Wanderlei Barbosa firma parceria com USP e oferece MBA gratuito para servidores públicos estaduais e municipais

Com o objetivo de elevar os níveis técnico e intelectual dos servidores públicos estaduais, o Governo do Tocantins lançou nesta segunda-feira, 14, o curso de MBA em Políticas Públicas para Cidades Inteligentes, a ser ministrado pela Universidade de São Paulo (USP), com 278 vagas gratuitas destinadas a servidores da Unitins, da administração direta e indireta do Estado, servidores municipais, Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa e docentes da USP. O evento foi realizado no auditório do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos.

As vagas ofertadas gratuitamente para o curso, que é realizado em parceria com a instituição paulista, são uma ação do projeto Capacito que visa oferecer capacitações com foco na elevação dos níveis técnico e intelectual dos servidores públicos estaduais. O Capacito conta com investimento na ordem de R$ 8 milhões e é uma iniciativa do Governo do Tocantins, executado pela Secretaria da Administração (Secad), pelo Conselho de Governança do Estado e a Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt).

O governador Wanderlei Barbosa destacou a importância da qualificação das pessoas para o desenvolvimento do Estado e os investimentos da sua gestão nas áreas de educação, ciência e tecnologia, bem como, da parceria com a USP para promover esse primeiro curso de MBA gratuito no Estado. “Queremos servidores públicos capacitados, para fazer a boa política pública nos municípios, nos órgãos do Estado e em outros poderes. Para nós é motivo de satisfação poder dar esse presente aos nossos servidores. Modernizar é isso, investir no material humano, qualificá-lo para que ele seja cada vez mais eficiente”, salientou o Governador.

“Nós temos que ter um servidor público preparado, para ter qualidade no serviço público prestado à nossa comunidade. Portanto é importante que o governador Wanderlei Barbosa faça isso”, pontuou o vice-governador Laurez Moreira, que também participou do evento, acrescentando ainda que essa parceria com a Universidade de São Paulo demonstra o comprometimento do Governo com a política de capacitação dos servidores. “A USP é um dos melhores centros de formação do nosso País e é importante que o Tocantins tenha essas boas parcerias”, disse.

O reitor da Universidade do Tocantins (Unitins), Augusto Rezende, disse que o início do curso representa o inicio de uma grande ação do Comitê de Governança, que apontou que um dos grandes gargalos é a formação e capacitação dos servidores em virtude de um mercado cada vez mais dinâmico. Ele explicou que o Capacito foi lançado e constitui o maior programa de incentivo à capacitação dos servidores e vem para abranger as áreas prioritárias. “Temos proposto cadeia de vários cursos de mestrado, doutorado, pós-graduação e cursos de qualificação específicos. Entendemos que o servidor bem qualificado reflete no atendimento, nos processos de inovação das pastas e a gente entrega para a população um estado com a capacidade de atendimento melhor e iniciamos com uma parceria de sucesso com a USP com o curso de MBA em Políticas Públicas para Cidades Inteligentes”, frisou. 

Ao todo, são ofertadas 278 vagas distribuídas da seguinte forma: 10 vagas exclusivas para servidores da Unitins; 100 vagas para servidores da Administração Direta e Indireta do Estado; 139 vagas para servidores municipais, uma para cada município; 11 vagas para servidores do MPTO, DPE-TO, TJ-TO, Aleto e TCE-TO e 18 bolsas para docentes da USP.

 A professora da USP e coordenadora do curso, Ana Carla Bliacheriene,  disse que foi uma honra participar do lançamento do programa Capacito e do curso de MBA em Políticas Públicas para Cidades Inteligentes. “Em nome da USP, afirmo que a Universidade de São Paulo sempre se faz presente onde a educação é apreciada. O Estado de São Paulo é o que é pela USP e, o Estado do Tocantins é o que está se tornando, pela Unitins e pela sua união com a ciência. Por isso é uma satisfação para a USP estar presente neste momento importante para o Tocantins”, comentou.

O secretário de Estado da Administração, Paulo César Benfica, destacou que a atual gestão fez história com a política de valorização do servidor público e a capacitação está inserida neste contexto. Ele explicou que o Capacito é um produto da capacitação e que a parceria com a USP representa uma conquista. “Esse MBA em Políticas Públicas para Cidades Inteligentes veio para fortalecer o serviço público. O aperfeiçoamento dos nossos servidores é condição imprescindível para garantir a efetiva modernização da gestão pública. O Capacito é implantado como mais uma ferramenta que vem garantir essa formação contínua dos nossos servidores garantido um modelo de Governança eficaz e efetivo nas suas ações voltadas para o bem comum, ou seja de toda a população do Estado”, disse.

Para a servidora da Unitins, Julliany Cavalcante, foi uma chance única participar de um curso de MBA, ministrado pela Universidade de São Paulo. “É um uma instituição muito conceituada e um curso de muita qualidade. Considerando que estou inserida na gestão publica essa aplicação das políticas públicas vai ser fundamental para o desenvolvimento de tecnologias, sustentabilidade e todas as questões que envolvem as cidades no nosso Tocantins. Esse programa Capacito vai agregar muito conhecimento para os servidores e todos tem que aproveitar”, disse.

Jarbas Coutinho/Governo do Tocantins

Governo do Tocantins lança edital de seleção para função de diretor de unidade escolar da rede estadual

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), lançou, nesta segunda-feira, 14, o edital do processo seletivo para Função Pública de Diretor de Unidade Escolar. As inscrições começam nesta quarta-feira, 16, e seguem até 31 de agosto.

Entre os critérios de seleção é necessário ser servidor efetivo integrante do quadro do magistério na Educação Básica. É preciso ainda atender aos critérios de competências técnico-profissionais para o exercício da função de diretor de unidade escolar da rede pública estadual de ensino, dispostas no edital. Os aprovados exercerão o cargo de gestor escolar por até três anos, admitida uma recondução desde que se submeta a novo processo de seleção.

As unidades escolares, regidas por convênios ou outros instrumentos congêneres celebrados com a Seduc, utilizam-se de outros critérios técnicos para a escolha de diretores. Entre essas escolas estão as comunidades indígenas e quilombolas; da Polícia Militar do Estado do Tocantins (PMTO); as Unidades Prisionais e os Centros de Socioeducação e as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes).

O processo para seleção de diretores das unidades escolares faz parte do Programa de Fortalecimento da Educação (PROFE). A medida visa à efetivação da gestão democrática das unidades escolares estaduais e atende à Meta 22 do Plano Estadual de Educação (PEE).

Etapas

O processo seletivo para a função de diretores escolares terá as seguintes etapas: I – Avaliação de Competência Técnica (prova objetiva), de caráter eliminatório e classificatório; II – Entrega e Avaliação do Plano de Gestão Escolar, de caráter eliminatório e classificatório; III – Entrega e Avaliação da documentação comprobatória dos títulos, de caráter classificatório; IV – Entrevista dos candidatos, de caráter eliminatório e classificatório.

O secretário de Estado da Educação, Fábio Vaz, destaca a importância do processo seletivo para a melhoria da qualidade da Educação no Estado de forma democrática e participativa.

“Os diretores escolares são responsáveis por liderar, organizar e planejar a educação de nossas unidades de ensino, e é essencial que eles sejam escolhidos de forma criteriosa e imparcial. Ao realizarmos um processo seletivo justo, fortalecemos a relação entre escola, comunidade e famílias, promovendo uma educação de qualidade que atenda às necessidades e aos anseios de todos os nossos estudantes”, enfatizou.

As informações completas sobre o processo de seleção podem ser acessadas no Edital nº 01/2023, disponível no link https://www.unitins.br/Concursos/Publico/Home/S/f63e56966c6adeaf93ce30794761c072 .

Abrão de Sousa/Governo do Tocantins

SES-TO faz alerta a população sobre os cuidados durante o período de tempo seco

Para que todos os tocantinenses tomem cuidados redobrados durante o período de calor e tempo seco presentes nos meses de agosto, setembro e outubro, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) faz um alerta sobre a prevenção e cautela necessários, principalmente para as crianças, idosos, doentes crónicos, grávidas, pessoas com mobilidade reduzida, trabalhadores com atividade em ambientes abertos, praticantes de atividade física e pessoas que vivem isoladas.

“A baixa umidade aumenta e muito a incidência de doenças respiratórias, como rinite alérgica e asma, além de problemas na pele, nos olhos e sangramento nasal. As doenças respiratórias são as mais preocupantes, principalmente entre crianças e idosos. Pela fragilidade do organismo, existe uma chance maior de complicação. Por isso, o cuidado precisa ser redobrado e, ao sinal de mal-estar, deve-se buscar acompanhamento médico”, comentou o assessor técnico de Vigilância em Saúde Ambiental Relacionado aos Desastres Naturais, Everton Joaquim Costa.

Durante esse período, é muito importante que a pessoa se proteja evitando a exposição ao sol, principalmente no horário das 10 às 16 horas. Deve-se sempre aplicar protetor solar e o uso de chapéu e óculos escuros (especialmente para pessoas de pele clara), roupas soltas (de preferência de algodão) também ajudam.

“Em algumas situações muito críticas, a umidade pode ser tão baixa que pode ser necessária a suspensão de atividades que exijam maior esforço físico. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera como situação de alerta quando a umidade relativa do ar cai para menos de 30%. Por isso, devem-se evitar atividades físicas externas no período de maior exposição ao sol. De acordo com o Ministério da Saúde, durante a seca, a população deve evitar exercícios físicos ao ar livre entre 10 horas da manhã e quatro da tarde”, acrescentou o Assessor Técnico de Vigilância em Saúde Ambiental Relacionado aos Desastres Naturais.

Impactos na saúde

Uma das principais consequências da incidência do calor sobre o corpo humano é o stress térmico, que pode resultar em mal-estar, transpiração excessiva e dores de cabeça. Quem estiver passando mal, é recomendado que procure os serviços de saúde para saber qual é a melhor forma de tratar e reduzir o desconforto gerado pela insolação, pois se não for tratada com urgência, a insolação grave pode levar à morte. Por isso, fique atento aos sintomas e procure ajuda médica rapidamente em caso de exposição excessiva ao sol ou quando identificar algum desses sintomas.

Dicas para passar pelo período de seca sem complicações:

– Aumente a hidratação, ingerindo mais água, sucos naturais e água de coco;

– Faça refeições leves com muitas frutas e legumes;

– Evite atividades físicas nas horas mais quentes do dia;

– Use hidratantes para os cuidados da pele e lábios, que sofrem com a baixa umidade;

– Utilize soro fisiológico na hidratação das vias aéreas e pingue algumas gotas nos olhos e nariz, caso sinta a necessidade.

Aleto presente no 6º Futebol Solidário do Tocantins

Organizado pelo senador Irajá Abreu, grandes estrelas do futebol brasileiro e artistas renomados participaram da iniciativa. Entre eles,  Reinaldo, Cafu, Danrley, Júnior Baiano, Amaral, Natanzinho e Nego do Borel.

O público presente contribuiu com dois kg de alimentos, que serão distribuídos para 40 entidades filantrópicas em todo o Tocantins. Segundo a organização, até a 5a edição o Futebol Solidário arrecadou quase 200 toneladas de alimentos.

A expectativa  de arrecadar  100 toneladas na ação deste ano foi alcançada, segundo anunciou o senador Irajá Abreu na entrevista  coletiva concedida antes do início da partida. 

O evento deste ano teve como slogan “Siqueira Campos, nosso grande artilheiro”, que mereceu um minuto de silêncio in memorian, durante a coletiva. 

O presidente da Aleto, deputado Amélio Cayres,  disse que a Casa sempre se faz presente nos momentos de solidariedade ao povo tocantinense. “Parabenizo o organizador do evento pelo sexto ano do evento. É uma ação nobre, um verdadeiro gol de placa, que homenageia hoje o grande governador deste estado (Siqueira Campos). Me sinto feliz de a Assembleia poder contribuir e estar sempre presente  em eventos tão importantes como esse”, declarou Amélio.

O excelente público presente ao estádio Nilton Santos teve oportunidade de aplaudir os grandes atletas e artistas que se apresentaram, ao mesmo tempo em que contribuíram para minorar a fome de milhares de tocantinenses.

Por Luiz Pires

Desperdício à vista: Os gastos exorbitantes na era Marcos Duarte na Câmara Municipal de Araguaína

A gestão do presidente da Câmara Municipal de Araguaína, Marcos Duarte, encontra-se no centro de um debate fervoroso após a divulgação dos gastos substanciais destinados à locação de estrutura de palco, som, iluminação e banheiros químicos para eventos. A quantia exorbitante de R$ 49.102,00 tem suscitado uma série de interrogações por parte da comunidade local, lançando luz sobre a forma como os recursos públicos estão sendo empregados durante seu mandato.

Um Gasto Difícil de Ignorar na Era de Duarte

Desde o início da gestão de Marcos Duarte, os olhos do público estão atentos aos movimentos da administração municipal. Em um período em que a necessidade de medidas responsáveis e eficientes é crucial, a notícia dos gastos elevados com eventos promovidos pela Câmara Municipal não passou despercebida. Os cidadãos se perguntam se tais investimentos estão em consonância com as prioridades do município ou se há uma lacuna entre as ações da gestão e as reais necessidades da população.

Transparência em Falta na Era Duarte

A controvérsia se amplia quando se observa a ausência de detalhes claros sobre a justificativa desses gastos. A escolha da empresa /IGOR PAULINI M. L. de Sousa para a prestação dos serviços, assim como os critérios utilizados para determinar o montante do contrato, permanece envolta em mistério. Na era de Duarte, a transparência, um pilar fundamental da gestão pública, parece estar em falta, deixando os cidadãos à mercê de dúvidas legítimas.

Prioridades Questionáveis Sob a Administração de Duarte?

O dilema se aprofunda quando se considera o montante total de R$ 202.456,88 alocados para serviços de terceiros-pessoa jurídica, somados aos gastos com estruturas de eventos. O cenário coloca em destaque uma pergunta inescapável: sob a liderança de Duarte, os recursos públicos estão sendo distribuídos de maneira apropriada para atender às verdadeiras necessidades da população araguainense?

A Exigência da População na Era de Duarte

A comunidade local espera respostas concretas e esclarecedoras da administração de Marcos Duarte. Em um cenário político no qual a voz dos cidadãos é cada vez mais valorizada, a prestação de contas e a transparência emergem como pilares cruciais. Os cidadãos de Araguaína desejam não apenas justificativas para os gastos, mas também a demonstração de responsabilidade na gestão dos recursos públicos sob a liderança de Duarte.

O Destino da Gestão Financeira Na Cãmara Municipal na Era de Duarte

À medida que a cidade aguarda por explicações, os gastos controversos permanecem como um indicativo das responsabilidades inerentes à gestão pública na era de Duarte. As decisões sobre os destinos dos recursos advindos de impostos não vinculados exigem atenção cuidadosa e ação transparente. A maneira como a administração de Marcos Duarte aborda essa questão delicada poderá moldar a confiança da população e a trajetória das finanças municipais durante seu mandato.

“É inadmissível vermos uma administração que deveria zelar pelo bom uso dos recursos públicos destinando quantias tão expressivas para eventos, enquanto áreas essenciais como saúde e educação carecem de investimentos adequados. A transparência é essencial nesses casos, e a falta de informações detalhadas sobre como e por que esses gastos foram aprovados apenas alimenta a desconfiança da população. Precisamos de gestores comprometidos em priorizar as verdadeiras necessidades da comunidade, em vez de promover um espetáculo questionável com o dinheiro que é de todos nós.” disse Maria do Socorro.   

Por: Geovane Oliveira -Araguaína

Quatro apostadores dividem prêmio da Mega-Sena de R$ 116,2 milhões

Quatro apostadores – dois de Sinop (MT), um de Fortaleza e um de Uberaba (MG) acertaram as seis dezenas no Concurso 2.620 da mega-sena realizado na noite desse sábado (12) em São Paulo. Cada um vai receber R$ 29 milhões.

Os números sorteados foram 04 – 06 – 13 – 21 – 26 – 28.

A quina teve 404 ganhadores e pagará o prêmio individual de R$ 23.042,04. Os 21.667 vencedores da quadra receberão, cada um, R$ 613,76.

O próximo sorteio da Mega-Sena será quarta-feira (16). A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 5. As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio, tanto nas casas lotéricas quanto pela internet, no site das loterias Caixa.

Por Agência Brasil – Brasília

Ex-Vereador Xeroso falece aos 57 anos em Araguaína

Neste sábado, 12 de agosto, veio a óbito o ex-vereador de Araguaína Xeroso, aos 57 anos de vida. Após passar por mais de três meses internado em um hospital da cidade, devido a complicações decorrentes de um Acidente Vascular Cerebral.

Xeroso, uma figura de destaque na política local, exerceu quatro mandatos como vereador em Araguaína, construindo uma sólida reputação de comprometimento e dedicação incansável aos interesses da comunidade. Sua influência transcendeu as paredes da Câmara Municipal, visto que ocupou também posições-chave como secretário municipal em várias ocasiões, demonstrando sua versatilidade e paixão pelo desenvolvimento da cidade.

A notícia do falecimento de Xeroso trouxe um profundo abalo à cidade. Durante os últimos meses, amigos, familiares e admiradores aguardaram ansiosamente por sinais de recuperação, mantendo viva a esperança de que ele superasse as adversidades impostas pelo AVC. No entanto, a cruel realidade se impôs, deixando a todos com um sentimento de vazio e perda.

As redes sociais logo se encheram de homenagens e mensagens de condolências, destacando a influência positiva que Xeroso teve na vida de muitos. Suas conquistas como legislador e sua atuação proativa como administrador municipal foram reconhecidas como pilares fundamentais para o progresso da cidade ao longo dos anos.

Enquanto Araguaína lamenta a partida precoce de um líder notável, sua memória permanece como um farol de inspiração para aqueles que continuam comprometidos com o avanço da comunidade. Xeroso deixa um vácuo na política local e nas vidas daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo, mas seu legado resistirá ao teste do tempo.

Neste momento de dor e reflexão, a cidade se une em memória de Xeroso, celebrando suas conquistas e a dedicação que ele demonstrou em prol do bem-estar dos cidadãos de Araguaína. Seu nome permanecerá vivo nas histórias contadas e nas realizações da cidade, relembrando a importância de líderes dedicados e apaixonados pelo serviço público.

Por: Geovane Oliveira

Secretário preso em operação da PF com R$ 3,6 milhões tem liberdade concedida mediante fiança de R$ 120 mil

Após a recente operação da Polícia Federal que levou à detenção do secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Serviços Regionais de Palmas, Edmilson Vieira das Virgens, sob acusação de lavagem de dinheiro, a Justiça determinou a estipulação de uma fiança no valor de R$ 120 mil para conceder liberdade ao acusado.

A decisão da Justiça foi tomada após uma audiência de custódia realizada nesta sexta-feira, 11 de agosto, em meio às investigações que abordam possíveis fraudes em contratos celebrados pela Prefeitura de Palmas. Durante a operação da Polícia Federal, foram encontrados mais de R$ 3,6 milhões em dinheiro, escondidos em bolsas e caixas, em um apartamento relacionado ao secretário detido.

A fiança estipulada pelo Judiciário considera diversos fatores, incluindo a natureza das acusações contra Edmilson Vieira das Virgens, seu histórico, a possibilidade de risco à investigação ou fuga, bem como a capacidade financeira do acusado. O pagamento da fiança permitiu a liberação do secretário, que aguardará o desdobramento do processo em liberdade, mas ainda deverá responder às acusações perante a Justiça.

A defesa de Edmilson informou que, por enquanto, não irá se posicionar publicamente sobre o caso, pois está tomando conhecimento das informações relacionadas à investigação em curso.

A operação da Polícia Federal e as acusações contra o secretário municipal lançam um foco de atenção sobre a administração pública e os contratos firmados pela Prefeitura de Palmas. A investigação está em andamento para esclarecer as circunstâncias que envolvem os supostos atos ilícitos e garantir a justiça no desenrolar do caso. A colaboração entre as autoridades locais e a Polícia Federal se mantém constante para assegurar a transparência e a imparcialidade do processo investigativo.

Por: Geovane Oliveira, com informações do G1 Tocantins

Ex-deputado Elenil da Penha busca unificar bases eleitorais para fortalecer sua presença na Câmara Municipal de Araguaína

O ex-deputado estadual e atual secretário de esporte do estado, Elenil da Penha, figura proeminente do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), parece estar dedicando esforços para reagrupar suas bases eleitorais, outrora divididas e agora sob a ameaça da fragmentação.

Uma fonte confiável, com acesso aos bastidores da política local, revelou que Elenil da Penha está lançando mão de sua astúcia política para trazer de volta à sua órbita de influência aqueles vereadores que um dia foram parte crucial de suas bases, mas que, por motivos ainda não claros, teriam se afastado desse arranjo político.

Dentre os nomes que agora se encontram supostamente desvinculados da base do ex-deputado, destacam-se Edimar Leandro, Geraldo Silva e Robert Delmondes. Estes vereadores, outrora aliados estratégicos de Elenil da Penha, parecem ter traçado novos caminhos políticos, resultando em uma rachadura na coesão que um dia caracterizou o grupo.

O plano meticulosamente traçado por Elenil da Penha visa não apenas recuperar o terreno político perdido, mas também fortalecer suas fileiras para enfrentar os desafios futuros, especialmente na Câmara Municipal de Araguaína, onde sua influência já fora mais pronunciada.

A redação deste veículo de comunicação procurou estabelecer contato com o ex-deputado Elenil da Penha, a fim de obter sua versão dos fatos e esclarecer as motivações por trás dessa movimentação política. No entanto, nossos esforços foram infrutíferos até o momento, pois não conseguimos obter um posicionamento oficial do político.

Por: Geovane Oliveira

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